07/12/2009

Serra evita comemorar melhora em pesquisa eleitoral

ANA CONCEIÇÃO - Agencia Estado

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não quis comentar a pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje, em que aparece com 38% das intenções de voto para presidente da República, com crescimento de 3 pontos porcentuais entre os levantamentos de setembro e novembro.

Serra voltou a dizer que ainda é cedo para fazer esse tipo de comentário. "As pesquisas vão variar muito ao longo do tempo. Ainda é cedo do ponto de vista eleitoral. Então, eu olho com atenção, mas deixo de lado qualquer comentário", ressaltou.

O governador também se esquivou de confirmar reunião que terá com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na sexta-feira. "Não vou comentar, senão vocês vão tirar o meu lead", disse, bem-humorado, referindo-se ao lançamento do Programa Pró-Egresso.

O programa é uma parceria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com as prefeituras do Estado de São Paulo e várias secretarias de governo para criar oportunidades de emprego a ex-prisioneiros. O programa foi lançado no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e de outras autoridades.

A iniciativa deve oferecer cinco mil vagas em cursos profissionalizantes para presos em regime semiaberto e seus familiares. A ideia é que, ao cumprir a pena, os presos já adquiram uma profissão e uma posição no mercado de trabalho.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-evita-comemorar-melhora-em-pesquisa-eleitoral,478189,0.htm

Diretor da CNI diz que Ciro ganha mais que Aécio com eventual saída de Serra da disputa

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira mostra que a diferença de votos entre os pré-candidatos do PSDB à Presidência da República, governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), soma pontos em novembro deste ano. Enquanto Serra recebeu 38% das intenções de voto na disputa com os pré-candidatos Dilma Rousseff (Casa Civil), Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV), no mesmo cenário o governador de Minas recebeu 14% das intenções de votos.

Se Serra sair da disputa e Aécio for escolhido candidato do PSDB em 2010, os responsáveis pela pesquisa não acreditam que a diferença de Serra para os demais candidatos será transferida integralmente para Aécio. "Quem terá maior ganho é o candidato Ciro Gomes, que deve receber cerca de 13% desses votos", disse o diretor de operações da CNI, Rafael Luchesi.

O diretor da Confederação Nacional da Indústria acredita que Aécio teria apenas 5% dos votos de Serra, enquanto o restante também seria dividido entre Dilma e Marina. A avaliação de Luchesi está em cálculos matemáticos, sem uma avaliação política da disputa eleitoral.

Segundo a CNI/Ibope, Serra lidera a corrida pela presidência da República em 2010. Apesar da vantagem do tucano, que recebeu 38% das intenções de voto em novembro, a pesquisa mostra o crescimento da ministra Dilma se consolidando em segundo lugar na disputa.

Na pesquisa anterior, em setembro, Dilma estava empatada tecnicamente com Ciro. Agora, Dilma recebeu 17% das intenções de voto, enquanto Ciro recebeu 13% --numa vantagem da petista sobre o candidato do PSB. A senadora Marina Silva aparece em quarto lugar na disputa, com 6% dos votos em novembro. Os votos brancos, nulos e os eleitores que não responderam somam 25%.

Na edição anterior da CNI/Ibope, Serra estava em primeiro lugar com 35% das intenções de voto, seguido por Dilma e Ciro, com 15% e 17% dos votos, e Marina em quarto lugar, com 8% das intenções de voto.

Em outro cenário, no qual Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Ciro venceria a disputa com 26% dos votos. Dilma aparece em segundo lugar, com 18% das intenções de votos, seguida por Aécio, com 14%. A senadora Marina Silva recebeu 9% das intenções de voto. Os brancos, nulos e os eleitores que não responderam somam 32%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 26 e 30 de novembro em 143 municípios do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662968.shtml

Decisão sobre candidato pode sair na sexta, diz Aécio

EDUARDO KATTAH - Agencia Estado

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje acreditar que a definição de quem será o presidenciável tucano em 2010 ocorra na próxima sexta-feira, em uma conversa que terá com o governador paulista, José Serra (PSDB). Segundo Aécio, ele e Serra se reunirão durante um evento partidário no Piauí. O governador mineiro reafirmou que sua "prioridade absoluta" é a sucessão estadual.

"Vou conversar com o governador Serra na sexta-feira. O que posso garantir a vocês é que não passará do início de janeiro", disse Aécio, que tem dito que desistirá da pré-candidatura à Presidência caso o partido não decida quem será o candidato tucano até o fim de 2009. Caso não haja uma definição, Aécio anunciará sua candidatura ao Senado.

Aécio e Serra disputam a indicação como candidato do PSDB à Presidência em 2010. Enquanto o mineiro quer uma definição até o fim desse mês, o paulista defende que a decisão ocorra somente no final de março.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,decisao-sobre-candidato-pode-sair-na-sexta-diz-aecio,478142,0.htm

Dilma e Marina Silva têm maior rejeição entre os pré-candidatos a presidente

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é a pré-candidata ao Palácio do Planalto com maior rejeição entre os eleitores segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira.

No total, 41% dos eleitores responderam que não votariam "de jeito nenhum" na petista. O pré-candidato do PSDB, José Serra (SP), é o pré-candidato que aparece com a menor rejeição entre os eleitores, com 29% respondendo que não votariam no tucano em nenhuma hipótese em 2010.

Atrás de Dilma, a senadora Marina Silva (PV) aparece como a segunda pré-candidata maior rejeição, com 40% dos eleitores que não a escolheriam nas eleições de 2010. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), teve rejeição de 36% dos eleitores, seguido pelo deputado Ciro Gomes (PSB), com 33% dos eleitores que não o escolheriam para presidente.

Além de ter a menor rejeição entre os candidatos, Serra também aparece como o pré-candidato com maior aceitação junto à população brasileira. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados responderam que votariam no candidato tucano.

Ciro aparece em segundo lugar, com 46% de aceitação, seguido por Dilma e Aécio, empatados com 33%. O governador de Minas teve crescimento em novembro, já que em setembro, última edição da pesquisa, somente 28% dos eleitores responderam que o escolheriam para presidente. Marina Silva aparece com aceitação de 22% dos eleitores nesta edição da pesquisa (novembro).

Conhecimento

Apesar de Aécio aparecer em desvantagem em relação a Serra, com quem disputa a indicação do PSDB ao Palácio do Planalto, o governador de Minas Gerais é um dos menos conhecidos da população brasileira de acordo com a pesquisa. A CNI/Ibope mostra que 30% dos eleitores conhecem Aécio bem ou mais ou menos, enquanto 69% dos eleitores dizem conhecer Serra. A candidata menos conhecida entre os eleitores é Marina Silva, com apenas 21% de conhecimento.

Dilma é conhecida, segundo a pesquisa, por 32% dos eleitores, mesmo índice registrado pela petista na pesquisa CNI/Ibope divulgada em setembro. Ciro é conhecido por 45% dos brasileiros, também mantendo o mesmo índice da pesquisa anterior.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 26 e 30 de novembro em 143 municípios do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662925.shtml

Serra e Dilma crescem em pesquisa de intenção de voto, diz CNI/Ibope

Piero Locatelli
Do UOL Notícias

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, melhoraram seus desempenhos na última pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial realizada pelo CNI/Ibope. O tucano passou de 35% das intenções de voto, na pesquisa realizada em setembro, para 38% na nova de pesquisa. Já a petista, no cenário com Serra, passou de 15% para 17%.

No cenário com Serra, Dilma passou de 15% em setembro para 17% em novembro. Já o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) teve queda de 17% para 13%. A senadora Marina Silva (PV-AC) também caiu, de 8% para 6% das intenções de voto.

No outro cenário de pesquisa estimulada, no qual Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Ciro tem 26%, Dilma 20%, Aécio 14% e Marina 9%. A diferença entre Ciro e Dilma na pesquisa de setembro era de 10 pontos percentuais e foi reduzida para 6 pontos na nova pesquisa.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Dilma é a mais rejeitada
Entre os cinco pré-candidatos à Presidência em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é a que tem a maior rejeição: 41% dos eleitores dizem que não votariam nela "de jeito nenhum". Em seguida, aparece a senadora Marina Silva (PV), com 40%.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), tem 36% e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) registrou 33% de rejeição. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o candidato com a menor rejeição: 29% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

Além de ter a menor rejeição, Serra também é o candidato mais conhecido, com 69%. Na pesquisa de setembro, o índice era de 66%.

Os índices de Ciro e de Dilma se mantiveram estáveis desde setembro. Ciro é conhecido por 45% dos entrevistados e Dilma por 32%.

Aécio Neves subiu de 27% para 30%. Já Marina subiu de 18% para 21% no período.

http://noticias.uol.com.br/politica/2009/12/07/ult5773u3263.jhtm

Dilma abre vantagem sobre Ciro; Serra lidera corrida presidencial, diz CNI/Ibope

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a corrida pela Presidência da República em 2010. Apesar da vantagem do tucano, que recebeu 38% das intenções de voto em novembro, a pesquisa mostra o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, se consolidando em segundo lugar na disputa.

Na pesquisa anterior, em setembro, Dilma estava empatada tecnicamente com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato do PSB à Presidência. Agora, Dilma recebeu 17% das intenções de voto, enquanto Ciro recebeu 13% --numa vantagem da petista sobre o candidato do PSB. A senadora Marina Silva (PT-AC) aparece em quarto lugar na disputa, com 6% dos votos em novembro. Os votos brancos, nulos e os eleitores que não responderam somam 25%.

Na edição anterior da CNI/Ibope, Serra estava em primeiro lugar com 35% das intenções de voto, seguido por Dilma e Ciro, com 15% e 17% dos votos, e Marina em quarto lugar, com 8% das intenções de voto.

Em outro cenário, no qual Serra é substituído pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Ciro venceria a disputa com 26% dos votos. Dilma aparece em segundo lugar, com 18% das intenções de votos, seguida por Aécio, com 14%. A senadora Marina Silva recebeu 9% das intenções de voto. Os brancos, nulos e os eleitores que não responderam somam 32%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 26 e 30 de novembro em 143 municípios do país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662919.shtml

Marina recebe prêmio por defesa do meio ambiente

congressoemfoco - Eduardo Militão

A senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (PV-AC), uma das ganhadoras do Prêmio Congresso em Foco, afirmou que as preocupações com o meio ambiente mostram que tipo de futuro se quer para o país e o planeta.

“Mostra qual a visão antecipada de país nós queremos para os próximos 20 anos”, exemplificou a senadora, eleita por 21.696 internautas a parlamentar que mais se destaca na preservação ambiental.

Marina elogiou o site por criar essa categoria e a de parlamentar que mais se destaca na luta pela educação. A ex-ministra do Meio Ambiente também foi homenageada por ter sido a senadora mais bem avaliada pelos jornalistas.

A senadora disse esperar que as metas a serem anunciadas na Conferência de Copenhague, na Dinamarca, que começa nesta segunda-feira (7), saiam do discurso.

Marina lembrou que a sociedade exige transparência, o controle público que aperfeiçoa a administração pública. Marina afirmou que “indivíduos virtuosos” devem se associar a “instituições virtuosas”.

A senadora disse que o prêmio incentiva boas práticas. Ela disse que o reconhecimento gera “um constrangimento ético, que inibe aquelas práticas”.

Marina ainda afirmou não ser errado a um parlamentar defender interesses. Difícil, disse, é colocar esses interesses de maneira ilegítima acima dos interesses dos outros.

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=31015

PSOL tenta negociar com PV lugar de vice na chapa de Marina

da Folha Online

O PSOL vai tentar negociar com o PV o lugar de vice na chapa da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência. Essa é uma das metas tiradas na reunião de sábado do Diretório Nacional do partido.

De acordo com resolução aprovada, o partido terá como meta "prosseguir nas discussões com o PV a respeito de um possível acordo eleitoral para a apresentação em conjunto da candidatura de Marina Silva".

Essa aliança com o PV, de acordo com a resolução, terá de ser definida até março de 2010. "Esgotamento das conversas da comissão do PSOL com o PV no decorrer do processo de definições na Conferência Eleitoral, até março do próximo ano", diz a resolução.

A resolução diz que o "norte orientador" desta aliança é a "posição em relação aos governos PT e PSDB". O PSOL diz que a orientação para essa aliança é fazer "oposição programática de esquerda ao governo Lula, PSDB, DEM e ao neoliberalismo", além de "crítica à política econômica dos governos de Lula e FHC".

Ao mesmo tempo em que tenta a vice de Marina, o PSOL também aprovou como meta o início de debates sobre o lançamento de candidatura própria à Presidência "com maior capacidade de unificar o partido".

A resolução afirma ainda que o PSOL manterá o debate com movimentos sociais e partidos que participaram da candidatura de Heloísa Helena à Presidência em 2006 --como MST, PSTU e PCB.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662881.shtml

Painel da Folha: Heloísa Helena consegue maioria no PSOL para apoio a Marina Silva em 2010

da Folha Online

Hoje na Folha Com o apoio dos deputados Luciana Genro e Ivan Valente, a presidente do PSOL, Heloísa Helena, conseguiu construir maioria (41 a 19) no Diretório Nacional para que prossigam as negociações em torno do eventual apoio do partido a Marina Silva (PV), informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a coluna, do lado derrotado do PSOL estavam, entre outros, os ex-deputados João Alfredo e Babá.

"Mas tudo vai depender do discurso da Marina", adverte Luciana Genro. "Ela precisa se apresentar como alternativa, não como continuidade. Se continuar a falar bem do Lula e do Fernando Henrique, aí não vai dar para o PSOL."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662806.shtml

PSDB pede saída de Arruda, mas quer aliança com DEM

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Com o DEM como aliado preferencial, o PSDB procura limitar ao Distrito Federal o escândalo da existência de suposto esquema de propina e de caixa 2 envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM), sem abalar a aliança nacional. Os tucanos identificam como "gravíssimos" os fatos envolvendo o governador revelados até agora, com um flagrante de recebimento de dinheiro, e consideram insustentável a permanência de Arruda no partido. Porém, o compromisso eleitoral com o DEM, que se repete desde a eleição de 1994, será mantido.

"Em relação à aliança, o DEM será um dos principais aliados no ano que vem", afirmou o deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), vice-presidente do PSDB. "Ficou clara na reunião da Executiva na terça-feira passada que a aliança está preservada. Esse é um sentimento tanto do PSDB quanto do DEM. A questão está razoavelmente administrada", afirmou.

Para Aparecido, o PSDB tomou a decisão correta de retirar os tucanos do governo Arruda e abrir procedimento no Conselho de Ética do partido contra seus integrantes citados na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF).

O escândalo derrubou o presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, autor de uma planilha com o nome de 41 empresas que teriam sido abordadas para fazer doação à campanha de Arruda, ao lado de valores que somam R$ 11 milhões. O PSDB também tinha dois integrantes no primeiro escalão do governo do Distrito Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psdb-pede-saida-de-arruda-mas-quer-alianca-com-dem,478052,0.htm

PT X PSDB: terceira via em 2010 é quase impossível, indica pesquisa

Brasilia em Tempo Real

Pesquisa feita pela PUC do Rio mostra a virtual impossibilidade de uma terceira via na sucessão em 2010. O País voltará a viver uma disputa polarizada entre tucanos e petistas, segundo um dos pesquisadores, professor César Romero Jacob, da PUC do Rio.

Ao analisar o cenário da divisão eleitoral do Brasil na última corrida pelo Palácio do Planalto, os estudiosos notaram que ele pode se repetir. Em 2006, nas regiões Norte e Nordeste, onde os programas sociais, como o Bolsa-Família, foram mais fortes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve ampla vitória.

Já na região Centro-Sul, onde o dólar barato derrubou o agronegócio, o tucano Geraldo Alckmin teve melhor desempenho. Em 2010, as condições não devem variar, porque há uma nova e franca desvalorização da moeda americana e, paralelamente, mais beneficiários no principal programa social do governo.

O estudo foi publicado na revista acadêmica Alceu, sob o título "A Eleição Presidencial de 2006 no Brasil: Continuidade Política e Mudança na Geografia Eleitoral". Além de Jacob, foi assinado por Dora Rodrigues Hees, da PUC, Philippe Waniez, da Universidade de Bordeaux, França, e Violette Brustlein, do Centro Nacional de Pesquisa Científica, da França.

http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=07&mes=12&ano=2009&idnoticia=89872

Arruda seria o vice do PSDB

Jornal do Brasil - Leandro Mazzini

O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), passou uma semana de lamentações. O caso de corrupção no governo do Distrito Federal, onde o único governador democrata, José Roberto Arruda, dava sinais de que a administração seria um exemplo para o país, deixou a legenda à mercê de julgamentos dos arquirrivais petistas e desestruturou o partido.

Nesta entrevista ao JB, Maia faz um breve balanço do caso, defende o DEM, desconversa sobre expulsar Arruda, revela que o governador era o maior cotado para ser um vice do candidato do PSDB à Presidência e, diante da debandada de aliados na esfera de Brasília – por enquanto – deixa recado aos aliados tucanos: “O PSDB não ganha nada sem o DEM”.

O DEM desfiliou o deputado federal Edmar Moreira (MG) por causa do escândalo da sonegação do castelo. O fato de o governador José Roberto Arruda ter contra si evidências muito mais fortes torna eminente a expulsão dele? 
A questão da expulsão será colocada em votação na quinta-feira.
Portanto, não devo adiantar resultados, porque eu estaria, vamos dizer assim, resolvendo o assunto e não dando direito de defesa ao governador.

As questões são diferentes.

Vou dar dois exemplos. Você citou o Edmar Moreira. Ele tomou a decisão de disputar a vaga na Mesa, fora da bancada do partido. Disputou avulso. Depois que se elegeu, teve o problema. Então o que aconteceu ali? Ele se insurgiu ao partido, não quis tomar uma decisão partidária, então o partido não tinha compromisso com ele, por decisão dele. O caso do Roberto Brant. Nós tínhamos convicção que errou naquele episódio (sobre o mensalão), mas que ele tinha um caminho para a sua defesa, e nós fizemos a defesa do Roberto Brant. O caso do governador Arruda é um caso com muitas imagens contundentes.

São evidências muito mais fortes...

– Só que é um homem de partido.

Então você tem a obrigação de garantir a ele o direito a defesa. Essa foi a decisão da maioria do partido e é isso que nós vamos dar, os oito dias, para que o partido decida.

O Informe JB volta amanhã com Leandro Mazzini Se ele continuar no partido e for à reeleição, o partido está disposto a arcar com esse peso de responsabilidade? 
 Vamos esperar a decisão de quinta-feira para poder avaliar o futuro. Não posso avaliar com a possibilidade de ele ser desligado do partido. Sei que o clima é muito ruim e que o clima de perplexidade dos membros da Executiva é muito ruim. Só depois de quinta, com a questão resolvida, posso avaliar qual é o futuro do partido no Distrito Federal.

Situações locais já ditam algumas tendências sobre as alianças. O PSDB, que é o maior aliado do DEM e que vai ter o candidato à Presidência da República, abandonou a coligação.

O PSDB está pressionando na questão da expulsão do governador Arruda?
Não. O PSDB está pressionando politicamente quando antecipa a sua decisão. É um direito do PSDB pressionar nos estados em que achar que deve pressionar. Em alguns ele pressiona, em outros, não.

Mas e na questão do governador Arruda?
Ele não deve se envolver nisso, é uma decisão interna.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, conversou com o senhor sobre isso? – Se me procurasse para tratar de expulsão eu diria que é um problema do Democratas. Até porque nunca cobramos a expulsão de nenhum dos quadros do PSDB que tiveram problemas.

Quem, por exemplo?
O (senador) Eduardo Azeredo (MG), a (governadora) Yeda Crusius (RS). Ao contrário, eu fui ao Rio Grande do Sul conversar com a Yeda, fiz a defesa da boa gestão da governadora.

Nós não temos que cobrar dos nossos aliados suas decisões internas.
Cada um decide internamente o que for melhor para o partido.

O DEM e o PSDB são aliados incondicionais, principalmente na majoritária nacional. Como é que fica a coligação no ano que vem? Haverá essa coligação, o PSDB pode se eximir disso?
Pode ser bom para perder a eleição.

O PSDB pode ficar sozinho.

O senhor acha que perde?
Eu tenho certeza que perde.

Mas o DEM vai dar o vice para o PSDB?
Nós vamos aprovar isso na convenção do partido.

Mas depende de o PSDB aceitar.
– Eu aprovo na minha convenção, o partido é a favor ou contra a coligação com o PSDB, sim ou não.

Depois eu voto: o partido vai indicar o vice ou não?
Se o partido, na sua convenção, indicar o vice, e se a convenção do PSDB indicar outro vice, não tem aliança.

José Roberto Arruda era um nome para ser vice?
Ele seria. Era o nome para ser vice.

Infelizmente, não é mais.

Quem pode aparecer de vice?
Tem o senador José Agripino (RN), a senadora Kátia Abreu (GO), alguns nomes que podem compor bem uma chapa. Poderia até ter candidato a presidente se a nossa decisão no início do ano fosse a candidatura própria.

Mas então é fato que o DEM vai dar o vice ao PSDB?
É difícil que não seja assim.

Como estão as conversações nos estados?
Nessa última semana a situação ficou muito concentrada em Brasília, mas estávamos caminhando bem. Temos problemas em alguns estados, mas tem alguns estados já resolvidos.

O governador Arruda pressionou os senhores na reunião?
Não é verdade.

Como foi o clima na reunião? O que ele propôs? 
Ele pediu que se desse a ele o direito de defesa. Você não pode esperar de uma pessoa que está passando o que ele está passando que em determinados momentos ele não possa cometer um erro numa frase. Ele não repetiu a frase de radicalizar duas, três vezes, para ratificar a posição dele.

Não repetiu, mas ele disse, então?
Ele disse: “Assim vocês estão radicalizando”. Ele não repetiu isso, do radicalismo, mas ele não disse o resto que saiu pela imprensa.

Ele só disse “radicalizar”.

E num momento duro. Foi quando o senador Demóstenes Torres (GO) disse a ele que ia pedir a expulsão sumária. Então você não pode esperar de uma pessoa que está passando pelo que está passando que não cometa um erro.

Se ele tivesse repetido isso três, quatro vezes, não era um erro, era uma estratégia.
Qual é a situação do DEM no Congresso, hoje? A bancada está realmente dividida sobre o caso Arruda? – Não, acho que está todo mundo na mesma linha. Uns queriam o rito sumário, outros queriam dar o direito de defesa de oito dias, mas todos querem julgar.

O DEM tem o único governador, que é o do Distrito Federal.


Os senhores conseguiriam tomar essa decisão difícil para o partido? É viável para o DEM, politicamente, perder o único governador?
A decisão é da Executiva. Acho que acima de qualquer coisa está a Executiva do partido e o Diretório Nacional. Qualquer decisão que ela tomar é uma decisão que vai ser importante e histórica para o partido e acho que nada é definitivo. Os momentos ruins passam e os momentos bons também passam. Tudo passa. Às vezes passa de uma forma onde você consegue responder e tem momentos que você acaba sendo prejudicado pela crise sem capacidade de reação. Acho que o nosso desafio nos próximos dias é passar por essa crise tendo uma reação que a sociedade compreenda como uma reação correta.

O DEM tem sido notório na questão de ser o mais ferrenho adversário ao governo Lula, principalmente no discurso contra o mensalão. Esse discurso vai continuar? Porque agora o PT pode falar que o DEM também teve mensalão.

– Não chega ao ponto de dizer que aqui em Brasília está caracterizado como mensalão. Acho que isso vai depender do fim das investigações, como a justiça vai acolher a denúncia. O caso do PT é um caso claro de mensalão que está comprovado. O mais importante no nosso ponto de vista é que o partido vai tomar uma decisão, abrir um processo, julgar de forma transparente, com a decisão da maioria, o que nenhum outro partido fez. Todos os outros partidos foram empurrando, deixando o tempo passar, e o tempo passando acabaram resolvendo, de certa forma, os seus problemas, com mais ou menos desgastes.

O senhor acha que o DEM consegue se livrar disso já na campanha do ano que vem?
Acho que uma reação que a sociedade compreenda, com o resultado dessa crise, que o partido saia dessa crise com a resposta para a sociedade, não tenho dúvida nenhuma que a gente inclusive vai crescer, que o nosso discurso vai ser mais forte que o discurso dos outros partidos.

E qual seria uma resposta se o governador Arruda ficar no partido?
Não posso dizer nem que vai ficar nem que não vai ficar. Posso dizer que na quinta-feira o Brasil vai ter a resposta.

O senhor vê motivação política nessa operação?
Não tenho indícios para dizer isso.

Em nenhum momento o partido discutiu isso?
Sempre se discute, mas a princípio acho que foi muito mais uma questão desse Durval (Barbosa, o homem que fez as gravações) do que qualquer outra coisa.

O DEM tem alguma dificuldade de fechar palanques estaduais com o PSDB?
Alguns estados estão fechados Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas. Você ainda tem problemas importantes a serem resolvidos no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro.

Cesar Maia é candidato no Rio?
Hoje, não.

O que depende para ele ser?
Se fosse há seis meses atrás ele poderia tentar construir. Cada dia que passa fica mais próximo da eleição e fica difícil de construir uma candidatura ao governo.

Como é que vai ficar o palanque do DEM no Rio?
Nós vamos montar uma aliança.
Espero que seja com os quatro partidos (DEM-PSDB-PPS-PV), vamos esperar.

Então quem seria cabeça de chapa?
Depois que passar essa crise, o PSDB vai começar a trabalhar a escolha do seu candidato a presidente, vai ficar mais fácil de poder montar o palanque do estado do Rio de Janeiro.

Quem seria um nome forte, hoje?
Só tem dois nomes fortes para o governo do estado do Rio de Janeiro nesses quatro partidos: Fernando Gabeira e Cesar Maia. E nenhum dos dois aceita hoje. Mas se nós avaliarmos com frieza, como dirigentes partidários, só temos esses dois nomes. Teremos que convencer um dos dois a disputar o governo do estado.

Perfil
Rodrigo Maia Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, Rodrigo nasceu no Chile em 12 de junho de 1970. Foi o mais jovem secretário de governo da história do Rio, com 26 anos. Está no terceiro mandato na Câmara dos Deputados e assumiu, em 2007, a presidência do Democratas. Casado com Patrícia Vasconcelos e pai de três filhas, já foi apontado como a jovem liderança mais influente do Congresso.

TSE pode obrigar certidões negativas em eleições

Valor Econômico

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá aprovar uma nova norma para as eleições de 2010 determinando a publicidade de todas as certidões necessárias para que os políticos se tornem candidatos. Ao se candidatar, os políticos têm que apresentar certidões negativas de condenação criminal, a declaração de imposto de renda e uma certidão cível para os casos de eventual processo por improbidade administrativa.

Hoje, mesmo se tiverem sofrido condenações criminais, os políticos não sofrem objeções formais às suas candidaturas. Com isso, a apresentação de certidões é algo meramente formal para a Justiça Eleitoral. O político apresenta os seus dados e eles ficam registrados nos tribunais eleitorais. O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, quer mudar essa prática.

A ideia dele é divulgar todas essas certidões na internet para que os eleitores tenham mais informações a respeito do perfil dos candidatos. Para o ministro, a divulgação ajudaria os eleitores a obter mais dados sobre os políticos e, com isso, votar de maneira mais consciente. " É impressionante o número de casos de corrupção que aparecem no Brasil e nos colocam sob alerta " , disse Britto, durante debate sobre corrupção, na sexta-feira. " Mas, nem tudo está perdido. Nós votamos a cada dois anos " , continuou ele, referindo-se ao intervalo entre as eleições municipais e as presidenciais. " E isso é um processo de educação em concreto. " Para Britto, a divulgação dessas certidões dos políticos deveria ficar prevista nas resoluções do TSE que regulam as eleições. Essas regras estão sendo discutidas neste mês para serem aprovadas até o início de março. Na quarta-feira, o TSE definiu as regras para a propaganda política em vários meios de comunicação, como rádio, TV, jornais, revistas impressas e internet.

Na sexta-feira, o tribunal discutiu o sistema de votação eletrônico. No dia 14, será a vez de o TSE debater a divulgação de certidões para os políticos. Em outras ocasiões, o tribunal adotou uma postura cautelosa com relação à publicização de informações dos políticos. Em 2008, o TSE discutiu a possibilidade de divulgar uma lista dos políticos que respondem a processos na Justiça. Na ocasião, Britto foi favorável à divulgação, mas acabou vencido.

Em seguida, entidades representativas de juízes, procuradores e líderes religiosos, como as associações Brasileira dos Magistrados (AMB), dos Juízes Federais (Ajufe), dos Membros do Ministério Público (Conamp), dos Procuradores da República (ANPR) e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a proibição da candidatura de políticos que sofreram condenações na Justiça.

Em agosto de 2008, o STF negou o pedido, por nove votos a dois, e novamente o ministro Britto ficou vencido. Agora, no entanto, o caso é diferente, pois o presidente do TSE não pretende impor, como condição para a candidatura, que o político tenha " ficha limpa " . Ele quer apenas divulgar a ficha do político na internet para que o eleitor possa se informar melhor a respeito dos candidatos. Esse debate terá início no dia 14 e a votação final, no TSE, deverá ocorrer no início de março.

(Juliano Basile | Valor)

http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5985990/tse-pode-obrigar-certidoes-negativas-em-eleicoes

DEM se foca na possibilidade de eleger vários governadores em 2010 para reverter situação ruim do partido

Correio Braziliense - Ricardo Brito

Apesar de alvejado com as denúncias de corrupção que atingem o único governador do partido, José Roberto Arruda (DF), o Democratas aposta na conquista de vitórias eleitorais nos executivos estaduais em 2010 para apagar os tiros abertos na bandeira da ética, o principal discurso político da legenda. Para cumprir essa tarefa, a cúpula do DEM afirma ter candidatos competitivos em cinco estados: Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Tocantins, Mato Grosso e Bahia. Ainda mantém esperanças de vencer na capital, caso o vice-governador, Paulo Octávio, também citado nas investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, saia sem grandes arranhões da crise em Brasília.

"O partido vai sair fortalecido nesse processo", garante o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO). "Vamos torcer para esse escândalo não respingar em todos", afirma o senador goiano Demostenes Torres. Quatro senadores, Raimundo Colombo (SC), Rosalba Ciarlini (RN), Kátia Abreu (TO), Jayme Campos (MT), e o ex-senador e ex-governador Paulo Souto (BA) almejam concorrer aos governos em seus estados. A disputa é mais confortável para os três primeiros, pois, se perderem, podem voltar ao Senado para completar mais quatro anos de mandato.

Raimundo Colombo já avisou que será candidato ao governo catarinense. "Estamos bem estruturados no Sul do Brasil", afirmou o senador. Num quadro ainda indefinido, pode enfrentar a também senadora Ideli Salvatti (PT), a deputada federal Ângela Amin (PP), o presidente da Assembleia Legislativa local, Pinho Moreira (PMDB), e o vice-governador Leonel Pavan (PSDB).

A candidatura da potiguar Rosalba Ciarlini, por sua vez, ajudaria indiretamente a difícil tarefa de reeleger o líder do DEM no Senado, Agripino Maia, e o ex-presidente da Casa Garibaldi Alves Filho (PMDB). A senadora deve concorrer contra o atual vice-governador, Iberê Ferreira (PSB), candidato da base aliada. "Ela está muito na frente dos demais", comemora Agripino.

Já a pré-candidata Kátia Abreu ganhou impulso depois da cassação em setembro do governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), por abuso de poder econômico, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2006. Ela busca unir as forças de oposição no estado, num cenário onde apenas o senador João Ribeiro (PR), da base aliada, se declara pré-candidato. Em Mato Grosso, o também pré-candidato Jayme Campos pode abrir mão da disputa em favor do prefeito de Cuaibá, o tucano Wilson Santos, que ganhou projeção nas eleições municipais. Os dois trabalham para minar a influência do atual governador Blairo Maggi (PR), candidato ao Senado, mas sem nome natural para sucedê-lo no Executivo estadual.

Na Bahia, o ex-governador Paulo Souto, que perdeu a reeleição em 2006 para o petista Jaques Wagner, promete voltar à ribalta. Souto foi um dos poucos remanescentes do grupo político do cacique Antonio Carlos Magalhães a não aderir à base aliada após a morte dele, em julho de 2007. Enfrentará páreo duro com dois candidatos governistas: o próprio Wagner e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), cuja influência política no estado cresceu durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fatias estaduais
A intenção do Democratas é aumentar sua fatia nos Executivos estaduais e, ao menos, manter o tamanho atual das bancadas de deputados e senadores: 55 e 13, respectivamente. No Senado, oito integrantes da bancada terão de fazer campanha se quiserem se manter em cargos eletivos. O partido encolheu praticamente à metade sua participação no Congresso em relação aos dois principais momentos da história: o início da redemocratização, em 1986, e a reeleição do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

"O sistema político beneficia quem está no governo", resigna-se o vice-líder do DEM, deputado José Carlos Aleluia (BA). "Preferimos ser menores, mas termos propostas, ideias e compromisso."

A aposta nos governos estaduais, contudo, esconde a confissão feita nos bastidores: o partido passa pelo pior momento em 24 anos de história (veja cronologia).

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/07/politica,i=159348/DEM+SE+FOCA+NA+POSSIBILIDADE+DE+ELEGER+VARIOS+GOVERNADORES+EM+2010+PARA+REVERTER+SITUACAO+RUIM+DO+PARTIDO.shtml

06/12/2009

Comissão de Ética da Presidência arquiva processo e livra Dilma do caso sobre a VarigLog

Correio Braziliense - Izabelle Torres


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, livrou-se de mais um processo na Comissão de Ética (1)Pública da Presidência da República. Em setembro, o órgão arquivou o procedimento que analisava sua interferência nas negociações da venda da VarigLog e sua atuação para beneficiar o grupo de empresários que comprou a empresa. Pré-candidata do governo à sucessão do presidente Lula, a ministra foi envolvida no caso porque recebeu extraoficialmente o amigo Roberto Teixeira, que atuava como advogado no caso.

Praticante recorrente de agendas não divulgadas — em agosto a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira disse ter tido um encontro fora da previsão com a ministra para tratar das investigações sobre o filho do senador José Sarney — Dilma recebeu dos conselheiros a recomendação comum a qualquer agente público: o registro de encontros e audiências, em qualquer hipótese.

Segundo os conselheiros, apesar do fato de pelo menos seis encontros da ministra com o advogado não terem sido publicados na agenda oficial, os argumentos apresentados por Dilma sobre o teor dos encontros convencem sobre a falta de intenção de interferir no processo de compra e venda da VarigLog. Por isso, a comissão decidiu apenas lembrar à ministra que os registros de encontros realizados por integrantes do primeiro escalão ou por qualquer outro funcionário público devem permanecer à disposição dos brasileiros para consultas. Em junho do ano passado, a comissão livrou Dilma Rousseff da responsabilidade sobre a montagem de um dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso com os cartões corporativos.

Lupi
Enquanto isentam a candidata de Lula ao Planalto das suspeitas de tráfico de influência, os conselheiros continuam o embate iniciado em 2007 com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Depois de praticamente recomendar a demissão do ministro do cargo no governo porque ele também acumulava o comando do PDT, os conselheiros reclamam que a atitude de Lupi de licenciar-se da presidência do partido foi meramente formal, já que na prática ele continua à frente das decisões da legenda.

De acordo com os integrantes da Comissão de Ética, as maiores provas da permanência do ministro nas atividades do PDT são suas constantes aparições no horário eleitoral partidário. Segundo o relator do caso, Hermann Baeta, a solução de licenciamento da presidência do partido proposta em março de 2008 não vem sendo cumprida. Para ele, isso fica claro tanto pela especificação da condição de presidente da sigla contida na ata da reunião do PDT apresentada nos autos pelo próprio ministro, como pela forma como ele vem se apresentando em propaganda partidária em rede nacional, “dirigindo-se ao público com a clara vinculação do cargo de ministro ao de efetivo presidente do PDT, ainda que pretenda disfarçar a dualidade com a terminologia de presidente licenciado”.

Em setembro, os conselheiros deram prazo de 10 dias para o ministro se explicar e informaram ao presidente Lula o descumprimento do acordo feito em março, quando ficou decidido que, para não perder o cargo no primeiro escalão do governo, ele deveria se licenciar da presidência do PDT. Lupi respondeu o ofício da comissão alegando que sua aparição na propaganda partidária não configura a permanência no comando da legenda. As justificativas não convenceram e os conselheiros devem dar continuidade à discussão no dia 10, quando acontece a última reunião do ano do grupo.

1 - Fiscais da conduta
A Comissão de Ética Pública foi criada em 1999. Vinculada ao presidente da República, é responsável pela revisão das normas que dispõem sobre conduta ética na Administração Pública Federal e pela elaboração do Código de Conduta das Autoridades, no âmbito do Poder Executivo. Estão sob o controle do grupo os ministros e secretários de Estado, além de titulares de cargos de natureza especial.

Memória
Mãozinha aos amigos

As discussões em torno da atuação da ministra no negócio da VarigLog tiveram início em meados de 2008, quando a ex-diretora da Anac Denise Abreu disse que Dilma havia interferido na negociação a favor da Volo do Brasil. A empresa ganhou a disputa pela compra, realizada em janeiro de 2006. Denise disse que Dilma havia questionado as exigências feitas pela agência ao consórcio formado pelo grupo Matlin Patterson e outros três sócios brasileiros. Na época, tornou-se público que Dilma tinha conversado pelo menos seis vezes com o compadre de Lula, Roberto Teixeira, que atuava como advogado do grupo comprador. Desde o ano passado, os conselheiros da Comissão de Ética estavam analisando o caso e a possível atuação da ministra para beneficiar os sócios. Nada havia sido concluído ainda porque o time de fiscais, que oficialmente tem sete integrantes, passou mais de um ano com apenas quatro integrantes, número mínimo para poder haver votações. O problema é que o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, se declarou impedido de julgar o processo, alegando que havia sido consultado como advogado sobre o assunto. Assim, não havia quorum para deliberações.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/06/politica,i=159231/COMISSAO+DE+ETICA+DA+PRESIDENCIA+ARQUIVA+PROCESSO+E+LIVRA+DILMA+DO+CASO+SOBRE+A+VARIGLOG.shtml

04/12/2009

Aécio sanciona lei antifumo de Minas Gerais

Terra

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) sancionou nesta sexta-feira o projeto de lei que proíbe o consumo de produtos derivados do tabaco em recintos coletivos fechados, públicos ou privados em todo o Estado. O texto será publicado neste sábado no Diário Oficial do Estado e entra em vigor em 120 dias.

"Sanciono sem vetos a lei antifumo aprovada pela Assembleia Legislativa, que proíbe o fumo em locais fechados, mas permite que o estabelecimento que assim o desejar possa ter áreas exclusivas para fumantes, obviamente, com exaustores e que não prejudiquem a saúde das outras pessoas. Portanto, é uma lei que me pareceu equilibrada", disse o governador, em entrevista, no Palácio da Liberdade.

A nova legislação estabelece que o proprietário ou responsável pelo estabelecimento comercial que descumprir a proibição será multado em valor que varia de R$ 2 mil a R$ 6 mil, de acordo com a gravidade da infração e o porte do estabelecimento. Em caso de reincidência, a multa será dobrada.

De acordo com a assessoria do governo, os recursos arrecadados com as multas serão aplicados em ações e serviços de saúde voltados para a prevenção e o tratamento do câncer.

O texto sancionado pelo governador também proíbe que professores e outros profissionais que desenvolvam atividades com alunos fumem nas dependências a que os estudantes tenham acesso nas escolas de educação básica de responsabilidade do Estado.

Nas tabacarias, o consumo de tabaco está autorizado, desde que na entrada e no interior dos estabelecimentos seja afixado aviso informando que naquele local há utilização de derivados de tabaco e que o fumo é prejudicial à saúde.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4139655-EI7896,00-Aecio+sanciona+lei+antifumo+de+Minas+Gerais.html

Dilma segue disposta a ser candidata e vai deixar o governo

Correio do Brasil

Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff será pré-candidata às eleições presidenciais e pretende deixar o cargo em fevereiro, quando começa um período de desincompatibilização dos candidatos a cargos públicos.

– Eu ainda não sou candidata, mas tudo indica que vou ser pré-candidata em fevereiro – afirmou.

A ministra fez as declarações em Hamburgo, onde participou de um seminário empresarial Brasil-Alemanha que vai discutir investimento no país no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela tem uma “perspectiva enorme de vencer”.

– É importante todo mundo saber que quero a Dilma como candidata, estou trabalhando para isso, porque trabalho com a Dilma há oito anos e sei da competência gerencial e política dela – disse em entrevista a rádios de Salvador no último dia 20.

Na ocasião, Lula disse também que se a simpatia for importante para ganhar as eleições, a ministra não sai perdendo.

– Tem adversário dela que é muito menos simpático do que ela, então, se for por simpatia, ela já está eleita – disse após afirmar que muitos alegam que Dilma não tem a simpatia e a desenvoltura necessárias para enfrentar uma campanha eleitoral.

Honduras

Ainda na conversa com os jornalistas, na Alemanha, a ministra Dilma adiantou que o governo brasileiro avalia a nova situação no quadro político de Honduras com a eleição de Profírio Lobo. Embora o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva condene o golpe de Estado que afastou o presidente Manuel Zelaya do poder e não reconheça as eleições hondurenhas, a ministra ponderou que o resultado do pleito não pode ser desconsiderado.

– Houve uma eleição. Há uma nova situação. Esse processo vai ser considerado. Não podemos desconsiderar o golpe, mas também não podemos desconsiderar as eleições – disse Dilma, classificando a situação em Honduras como “bastante turbulenta”.

A ministra conversou com os jornalistas durante viagem de trem de Berlim a Hamburgo, na qual foi apresentada ao presidente e à comitiva a tecnologia alemã que pode concorrer à licitação para a construção de ferrovias no Brasil. Segundo ela, os trens poderão ser usados nos trechos Campinas-São Paulo e São Paulo-Rio de janeiro. O governo avalia também as tecnologias francesa, japonesa coreana, chinesa e canadense.

– Há, portanto, uma concorrência robusta – disse a ministra.

http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=160759

Ciro pede mais serenidade e defende Lula

Brasília em Tempo Real

O Pré-candidato a presidente pelo PSB, deputado Ciro Gomes, defendeu ontem o presidente Lula e disse que as imagens do chamado mensalão do DEM são constrangedoras, mas afirmou que o momento exige "serenidade" para garantir o direito de defesa do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse na terça-feira que as imagens do escândalo "não falavam por si", não está errado.

"Tudo o que acontece no Brasil, certas organizações de comunicação do Sudeste brasileiro querem jogar para sujar o paletó do Lula. O Lula disse uma coisa que é óbvia modernamente. Quem conhece o photoshop, conhece os programas de edição de computador que se pode piratear, deve saber que imagem hoje em dia não diz tudo, como no passado. Aí o cara vem lá e diz que o Lula vem dourar a pílula, passando a mão por cima".

Ciro admitiu, no entanto, que as imagens são fortes.

http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=04&mes=12&ano=2009&idnoticia=89824

Dilma diz que eleição em Honduras terá que ser considerada

Marcio Damasceno
De Berlim para a BBC Brasil

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira durante viagem à Alemanha que o governo brasileiro terá de considerar as eleições em Honduras nas discussões sobre a crise política no país.

"Em Honduras não estávamos discutindo eleição, estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra", disse Dilma

“Acho que esse novo processo aí [eleitoral] vai ter que ser considerado. Houve uma eleição”

“Mas continuamos divergindo (de outros governos) em chamar o governo do [presidente interino Roberto] Micheletti de algo que não seja um golpe de Estado. Vamos ter que levar isso agora em consideração."

Ela disse que a situação em Honduras é "bastante turbulenta".

“Vamos ter que levar isso [as eleições em Honduras] em consideração. Não vou comparar com o Irã, no Irã houve uma eleição."

Candidatura

Dilma também reafirmou que pode ser pré-candidata à Presidência em fevereiro e citou sua experiência nas viagens ao exterior junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma vantagem em política externa.

"Ainda não sou candidata, vou ser ou não vou ser. Mas tudo indica que até vou ser pré-candidata em fevereiro", disse.

"Eu coordeno, em geral, os programas internos do governo. Mas nessas viagens eu sou, vamos dizer, uma testemunha ocular especial. Eu assisti nos últimos dias a conversa do presidente com o [premiê britânico] Gordon Brown, com o presidente [Nicolas] Sarkozy, com o [presidente chinês Hu] Jintao, as duas primeiras com o [americano Barack] Obama, quase todas as com o Bush. Então, de uma certa forma, a política externa brasileira é do meu conhecimento. Não tenho nenhuma dificuldade para lidar com ela, não.”

Trem Campinas-SP-Rio

Dilma falou com os jornalistas durante viagem da comitiva do governo no trem de alta velocidade alemão ICE.

A Siemens é uma das possíveis concorrentes a equipar a linha de alta velocidade entre Rio e São Paulo planeja de pelo governo.

"Tem uma concorrência robusta", observou. "O que estamos pedindo é que se faça um trem que ligue Campinas-São Paulo-Rio e que seja a tarifa mais baixa e menor valor de empréstimo que o governo disponibilize”, afirmou.

Ela afirmou que a transferência de tecnologia para o Brasil é um dos pontos fundamentais para a concorrência. Ela previu que quem ganhar a concorrência pode auxiliar em outros projetos em outras linhas de alta velocidade no Brasil e mesmo em linhas de metro.

"Quem fizer uma combinação que é a quantidade de recurso que vai disponibilizar mais a menor tarifa possível, vai ganhar."

“A gente exige transferência de tecnologia, porque esse é o primeiro trem. Você tem outras possibilidades de construção de trens de alta velocidade no Brasil, como para São Paulo, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio", disse Dilma.

Ela disse que o Brasil espera até mesmo exportar tecnologia com o aprendizado do trem de alta velocidade. Dilma não quis dar destaque às vantagens especiais do trem alemão, mas deixou claro que vê qualidades no projeto.

"Esse trem não tem uma locomotiva só, tem tração em todos os vagões", comentou. "O ministro alemão estava me dizendo, que neste trecho (de Berlim a Hamburgo) não há mais avião, porque não vale a pena."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091204_dilma_brasil_dg.shtml

Eleição 2010: Tasso vê Aécio como opção real e defende definição do PSDB

AVOL

Aécio quer que o PSDB antecipe para o final deste mês uma posição definitiva sobre a candidatura do partido ao Palácio do Planalto.

O senador Tasso Jereissati incorporou o sentimento dos tucanos que estão cada vez mais inquietos com a indefinição do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em assumir até o final deste ano a condição de pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2010. Serra tenta empurrar a decisão para o mês de março. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também, pré-candidato a presidente, quer que o PSDB antecipe para o final deste mês uma posição definitiva sobre a candidatura do partido ao Palácio do Planalto.

Ao qualificar o governador mineiro como uma 'opção real do partido" e que "cada vez mais assusta muito os adversários", o senador Tasso Jereissati (CE) afirmou que o partido está "louco para ter seu candidato na rua". Ele disse concordar com Aécio em relação à data para a escolha do nome tucano. Segundo Tasso, existe, não só por parte do governador Aécio Neves mas por parte de todo o partido, de que pelo menos durante o mês de janeiro, o PSDBs tenha uma solução sobre quem será candidato à sucessão do presidente Lula.

http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=61876

PSDB escondeu FHC em propaganda política, afirma Dirceu

Terra

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta sexta-feira que o PSDB tentou desvincular a imagem do partido da do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso na propaganda eleitoral veiculada na noite de ontem.

"O programa de TV do PSDB apresentado em rede nacional escondeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda a maior estrela do partido e campeão nos índices de rejeição nas pesquisas, com metade do eleitorado antecipando que não vota em candidato indicado ou apoiado por ele", afirmou Dirceu em seu blog.

Os principais tucanos que apareceram no programa foram os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves. Ambos são pré-candidatos do partido à Presidência da República no ano que vem. De acordo com Dirceu, os tucanos "desapareceram, também, com dois governadores tucanos, Teotônio Vilela Filho (AL) e Yeda Crusius (RS). Sumiram, ninguém sabe, ninguém viu".

"O presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE), conseguiu a proeza de falar das realizações tucanas sem citar FHC", afirmou Dirceu.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4140610-EI7896,00-PSDB+escondeu+FHC+em+propaganda+politica+afirma+Dirceu.html

PPS pede apoio da OAB para proposta de plebiscito sobre reforma política

da Folha Online

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) receberá na segunda-feira uma proposta sobre a realização de um plebiscito em 2010 sobre reforma política. O projeto será entregue pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) ao presidente da OAB, Cezar Britto.

O plebiscito deve perguntar aos eleitores se o Congresso Nacional deve realizar uma reforma política ou não.

"Conversei com ele hoje e a nossa proposta foi muito bem recebida. Pessoalmente, o presidente da OAB é favorável ao plebiscito. Ele adiantou que discutirá o projeto com o Conselho Federal da OAB", disse Jungmann.

Na quarta-feira, o deputado levará a proposta para o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

Segundo o PPS, Jungmann também levará o projeto para os líderes partidários na Câmara dos Deputados.

Ele busca amplo apoio para a proposta, que prevê que o plebiscito será realizado no mesmo dia das eleições presidenciais: 3 de outubro de 2010.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do PT também defenderam a realização de uma reforma política. O assunto foi desenterrado após a denúncia de envolvimento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), com um suposto esquema de corrupção.

O presidente Lula cobrou nesta semana a aprovação das reformas. "Já mandei duas minirreformas políticas para o Congresso Nacional. Mandamos agora uma reforma com sete pontos importantes para serem votados, entre eles o financiamento público. Espero que o Congresso tenha maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem envolvem a questão da estrutura partidária no Brasil."

As lideranças do PT defendem a convocação de Assembleia Constituinte para votar mudanças no sistema político nacional. "Deveria haver a eleição de um grupo específico de parlamentares para votar a reforma política e, quem sabe também, a tributária. Eles teriam prazo para a conclusão dos trabalhos, num grupo eleito especificamente para isso. O PT não vai fazer essa proposta, mas isso poderia ocorrer", disse a senador Ideli Salvatti (PT-SC).

A ideia de uma Assembleia Constituinte para discutir a reforma política surgiu em 2006, depois do escândalo do mensalão. O presidente Lula fez a proposta, na época, porque considerou que o Congresso não fosse capaz de apresentar e votar uma proposta necessária à sociedade.

Os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ) e Luis Carlos Santos (DEM-SP) apresentaram propostas para a convocação da Assembleia, mas elas não foram em frente. Depois, o governo enviou a sua proposta de reforma política ao Congresso, mas novamente não houve a votação das matérias.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u661822.shtml

Senador Eduardo Azeredo é vítima do "conturbado momento político", diz Aécio Neves

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), saiu nesta sexta-feira (4) em defesa do senador tucano Eduardo Azeredo (MG), que ontem virou réu em ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar suposto esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas mineiras e prática de caixa 2 durante sua campanha de reeleição ao governo do Estado, em 1998.

"O senador Eduardo Azeredo foi vítima do conturbado momento político pelo qual nós estamos passando. Eduardo Azeredo é um homem de bem, quem o conhece sabe disso", afirmou após solenidade no Palácio da Liberdade, sede oficial do governo mineiro.

Apesar de admitir que houve problemas na gestão de Azeredo, Aécio disse não ter visto indícios de participação direta do senador no episódio. "Problemas ocorreram na prestação de contas, na arrecadação de recursos, mas eu não vi nada que me desse garantias de que tenha havido, enfim, uma intermediação, uma ação direta do senador", afirmou.

Por outro lado, ele disse que a partir de agora, o parlamentar poderá ter mais tempo para se defender das acusações.

"O senador Eduardo, é preciso que fique claro, não foi condenado, o Supremo (STF) apenas autorizou a abertura de processo. E com serenidade e com tranquilidade que cabem aos homens de bem, como o senador Eduardo Azeredo, ele terá condições de se defender e, espero eu, provar sua

Mau momento
Aécio Neves avaliou como um "mau momento" a última semana vivenciada pela oposição devido às denúncias contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), acusado pela PF (Polícia Federal) de ser mentor de suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares. No entanto, Aécio procurou relativizar os acontecimentos e seus reflexos para a eleição de 2010.

"Não foi um bom momento, eu registro isso de forma muito clara. Mas, se você me perguntar se eu acho que isso tem um reflexo direto nas eleições de 2010, eu diria, com muita clareza, que não. São problemas específicos, são problemas pontuais', avaliou.

Aécio Neves reforçou a tese de que o imbróglio político causado pelo denominado "mensalão do DEM" deverá ter uma decisão, mas que ela seja tomada exclusivamente pelos democratas. Ele reiterou que a oposição deve continuar apresentando propostas. Para tanto, citou a propaganda partidária do PSDB, veiculada ontem, "mostrando a diferença entre o nosso modo de governar daqueles que estão no governo".

http://noticias.uol.com.br/politica/2009/12/04/ult5773u3246.jhtm

Aécio e Serra trocam elogios no programa de TV

Valor Econômico

Equilíbrio, união entre seus correligionários e gestão eficiente. Esta é a imagem que o PSDB procura vender em seu programa de TV, exibido em rede nacional na noite de ontem, recheado de recados aos jovens, sutis referências ao Nordeste e troca de elogios entre os governadores mineiro e paulista, Aécio Neves e José Serra.

A película, com duração de 10 minutos, se inicia com o presidente do partido, o Senador Sérgio Guerra, falando aos jovens que "talvez desconheçam as realizações do PSDB". Enumera o fim da inflação, a modernização do país, que possibilitou que mais de 100 milhões de brasileiros tivessem telefone - o termo privatização é evitado - e a criação de programas como bolsa-escola e bolsa-alimentação, que nas palavras de Sérgio Guerra "o atual governo mudou o nome para Bolsa-família", como realizações do PSDB.

Na sequência, Serra surge à tela: "O maior desafio é melhorar a saúde", mote para citar realizações da época em que foi ministro da Saúde.

Na vez de Aécio, o assunto é segurança pública, onde o governador mineiro lista investimentos em inteligência e geração de oportunidades aos jovens.

Nessa toada, o programa segue intercalando falas dos governadores. As inserções de Serra trabalham sempre com assuntos pontuais, como educação, emprego e saúde. Nas falas, Serra busca proximidade do telespectador usando termos como "fala a verdade", "olha só que legal" ou "pra valer". Aécio opta por um discurso moderno, discorrendo sobre a necessidade de uma formação crítica das pessoas.

Serra e Aécio trocam elogios. E em tênues referências, voltam-se ao Nordeste. Serra, com inserções de populares - um carpinteiro alagoano e um enfermeiro pernambuco, ambos de sotaque identificável - a elogiar realizações do paulistano. Aécio, ao falar dos investimentos no Vale do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas, "o nosso Nordeste", na analogia do governador mineiro.

Fica a cargo de Sérgio Guerra fechar o programa, com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem citá-lo pessoalmente.

O programa foi pensando conjuntamente pelos publicitários Luiz Gonzalez (Serra), Paulo Vasconcellos (Aécio) e Eduardo Guedes (nacional), que mantiveram conversas constantes a cada passo de sua elaboração, a fim de fornecer a sensação de unidade desejada ao filme.

PT e PMDB, cada um de maneira própria, tentam evitar que investigações da Polícia Federal enfraqueçam união em 2010

Correio Braziliense - Denise Rothenburg

O surgimento de nomes do PMDB em gravações da Operação Caixa de Pandora e no material apreendido dentro da Operação Castelo de Areia (1), ambas da Polícia Federal, deixou petistas e peemedebistas em alerta, no sentido de trabalhar para blindar a chapa presidencial alinhavada entre os dois partidos. No caso do PMDB, a preocupação é não deixar que as denúncias de corrupção, em especial aquelas do Distrito Federal, enfraqueçam a inclusão do presidente da Câmara, Michel Temer, na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Da parte do PT, a intenção é monitorar as investigações para que o partido não seja surpreendido mais à frente.

Ontem, os petistas afirmaram em conversas reservadas que, pelo menos até o momento, nada mudou. Temer é o nome mais forte para formalizar a aliança. Até pela forma incisiva como ele reagiu às duas citações - a da Operação Caixa de Pandora no DF e a da Castelo de Areia, em São Paulo -, o PT considera necessário aguardar, uma vez que não há nada comprovado que desabone o presidente da Câmara.

Na avaliação dos petistas, ainda que Temer tenha qualquer "incidente" que o obrigue a ficar longe da chapa, o PMDB tem outros nomes, como o presidente do Banco Central, o ministro Henrique Meirelles, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, e, ainda, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Geddel, aliás, já se referiu a si próprio há alguns meses como o "Dilmo da Dilma".

Queixa

Ontem, os peemedebistas se apressaram em responder de forma incisiva às denúncias. Temer anunciou ainda que irá ingressar com uma queixa-crime contra Alcyr Colaço, que cita seu nome e o de mais três peemedebistas numa fita gravada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa. O deputado também ingressará na Justiça de São Paulo, para que haja interpelações relativas à citação de seu nome em uma suposta planilha apreendida na Operação Castelo de Areia, realizada em março deste ano, sobre denúncias de pagamento de propina pela construtora Camargo Corrêa.

No caso do DF, a citação de Temer e de mais três integrantes do partido numa das fitas do arsenal de Durval Barbosa - objeto da Operação Caixa de Pandora - foi tratada como uma %u201Carmação%u201D do grupo do governador Joaquim Roriz contra aqueles que lhe negaram a legenda para concorrer ao governo local. "Roriz queria uma intervenção no PMDB do DF e nós fomos contra, por isso, ele agora tenta nos envolver nisso. Já entrei com uma queixa-crime", afirma o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). "E isso não muda nada. Temer continua como o nome preferencial para candidato a vice", diz o líder, referindo-se à reunião em que PMDB e PT voltaram a discutir a aliança nacional na última quarta-feira, onde discutiram os palanques estaduais.

A gravação é datada de 17 de setembro deste ano - mesmo dia em que Roriz perdeu a chance de ser candidato pelo PMDB e Durval recorreu à delação premiada. Ali, são citados Temer, Alves, e os deputados Eduardo Cunha (RJ) e Tadeu Filippelli (DF) como receptores de recursos do propinoduto do DF. Ontem, os quatro anunciaram ações judiciais para que Colaço comprove na Justiça o que diz no vídeo. Cunha foi o mais incisivo: "Tendo em vista a divulgação de vídeo contendo citação ao meu nome, praticada por dois meliantes, quero registrar a minha indignação e desmentir de forma peremptória que tenha qualquer tipo de relação com estes indivíduos e com qualquer fato político envolvendo o Distrito Federal", diz o texto, que segue fazendo insinuações sobre aqueles que saíram do PMDB, sem citar o nome de Roriz: "Os diálogos expostos pela gravação são mentirosos e certamente escondem interesses políticos escusos daqueles que já saíram de mandatos pela porta dos fundos e buscam uma vingança sórdida por estarem longe do PMDB".

1 - Planilha
A Operação Castelo de Areia investigou crimes financeiros e doleiros que estariam envolvidos num suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com a participação de executivos da Camargo Corrêa, uma das maiores construtoras do país. Numa suposta planilha apreendida na casa de um dos executivos, Pedro Bianchi, o nome de Michel Temer aparece várias vezes associado a valores em dólar.


» PF envia relatório
Edson Luiz

A Polícia Federal encaminhou para a Justiça Eleitoral, em São Paulo, os documentos apreendidos durante a Operação Castelo de Areia que teriam citações de contribuições em dinheiro para políticos. Em um dos papéis encontrados na casa de um dos executivos da Construtora Camargo Corrêa, estão anotações referentes ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que supostamente recebeu repasse de US$ 345 mil de 1996 a 1998. Segundo a PF, o material colhido na ação tinha como finalidade apenas embasar as investigações de lavagem de dinheiro e de crimes financeiros, sem qualquer vinculação com doações eleitorais. O deputado afirmou que não tinha nenhum envolvimento com a Construtora Camargo Corrêa ou com seu funcionário.

Segundo a Polícia Federal, os documentos e planilhas relativos a possíveis doações políticas não fazem parte do conjunto probatório da investigação que originou a Operação Castelo de Areia. "A autoridade policial responsável pela investigação requereu ainda o envio desses documentos à Justiça Eleitoral para confrontação com os recursos oficiais, cabendo exclusivamente a esta a determinação de instauração de investigação do conteúdo", apontou a PF, por meio de nota. O comunicado afirma ainda que os papéis foram anexados ao inquérito.

A Operação Castelo de Areia foi desencadeada em março deste ano, em São Paulo. A Polícia Federal investigava esquema de lavagem de dinheiro. Entre vários documentos apreendidos estavam planilhas com nomes de políticos de diversos partidos, mas sem referências de irregularidades. Porém, a PF localizou um arquivo sigiloso onde constavam outros nomes, um deles de Temer, que teria recebido supostos repasses com valores entre US$ 10 mil e US$ 75 mil. O presidente da Câmara afirmou que vai responsabilizar os autores da acusação, classificada por ele como "leviana". O deputado taxou a planilha de apócrifa e que seu nome foi grafado erradamente, o que comprovaria a fraude.

Análise da notícia
Medo da rejeição

A palavra blindagem está hoje na moda entre todos os partidos, de forma a segurar as cartas que todos eles separaram para jogar na mesa da sucessão presidencial em 2010. No caso da aliança PT- PMDB, há um motivo a mais: o temor que um enfraquecimento de Michel Temer como o nome preferencial termine por tirar dos peemedebistas aliados ao governo Lula a maioria capaz de formalizar a composição entre os dois partidos para a sucessão presidencial de 2010. Ontem, por exemplo, o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, perguntado, foi incisivo: "Não tem o que, nem por que mudar".

O PT, da sua parte, também não tem muito espaço para rejeitar essa parceria ou se afastar dos peemedebistas. O PMDB - o mesmo que Lula rejeitou assim que chegou ao poder em 2003, recusando-se a aceitar o acordo que o então presidente do PT, José Dirceu, havia selado com Temer - aos poucos construiu um consórcio com Lula.

Hoje, os grupos de Temer e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocupam quase metade do governo. Têm os ministérios de Minas Energia, Comunicações, Saúde, Integração Nacional, Defesa. Recentemente, o partido adquiriu também o presidente do Banco Central, o ministro Henrique Meirelles.

Isso sem contar as diretorias de estatais, como Transpetro, Eletrobras e Furnas. Em nome da continuidade dessas parcerias, ninguém vai cruzar a linha e acusar quem quer seja sem provas contundentes. E, pelo menos até agora, não há nem a voz nem a imagem de autoridades do PMDB nacional recebendo dinheiro ou conversando sobre propina. Apenas citações de terceiros no escândalo do GDF. (DR)

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/04/politica,i=158862/PT+E+PMDB+CADA+UM+DE+MANEIRA+PROPRIA+TENTAM+EVITAR+QUE+INVESTIGACOES+DA+POLICIA+FEDERAL+ENFRAQUECAM+UNIAO+EM+2010.shtml

Mensalão do DEM embaralha alianças para 2010

Tucanos temem que escândalo envolvendo principal aliado atrapalhe planos do partido

Andréia Sadi e Thiago Faria, do R7

Os efeitos do escândalo envolvendo o governador José Roberto Arruda, que colocou o DEM no olho do furacão, já começam a ser sentidos nos planos da oposição para 2010. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), um dos pré-candidatos à Presidência no ano que vem, foi o primeiro a defender que o PSDB amplie o leque de alianças para a sucessão. Fontes tucanas ouvidas pelo R7 admitem que o partido, tradicional parceiro do DEM, teme que a permanência de Arruda nos quadros do partido arranhe o seu “projeto de nação”: voltar ao Palácio do Planalto.

O cientista político da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer também acredita que o medo dos tucanos é que o mensalão “espirre” no partido, já que o argumento de pendurar o escândalo no “pescoço do partido” cai por terra com as novas denúncias envolvendo a oposição.

- Os tucanos estão apavorados e o DEM mais ainda. Os outros partidos envolvidos de raspão, como PPS, PDT e PSB, abandonaram o navio afundando e as alianças não ficam definidas.

Marco Antonio Villa, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) avalia que se o DEM não expulsar Arruda e se aliar com o PSDB a oposição, liderada pelo PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai adotar a bandeira do “todo mundo fez”, em referência ao mensalão que derrubou a cúpula petista em 2005.

- A idéia em 2010 é tentar dizer o seguinte: todos são envolvidos na corrupção. O Arruda é excelente cabo eleitoral da candidatura Dilma, ele ajudou a impedir que a oposição possa usar a bandeira da luta contra a corrupção.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), discorda da tese de que o mensalão que colocou seu partido no olho do furacão balance a aliança nacional com os tucanos.

- Não tem nada a ver. Estamos cuidando de uma questão interna do DEM. A aliança é com o PSDB e com os outros partidos. Estamos querendo passar o partido a limpo.

Do outro lado, no PT, o presidente do partido de Lula, Ricardo Berzoini, diz que ainda é cedo para saber se o escândalo envolvendo o principal aliado dos tucanos pode interferir nas alianças do ano quem vem.

- As denúncias mostraram que o discurso da oposição de moralidade é hipócrita. O PSDB tem muitos pontos fracos, como a própria Yeda [Crusius] no Rio Grande do Sul.

A governadora gaúcha escapou de um processo de impeachment em outubro por suspeita de envolvimento no desvio de recursos do Detran do seu Estado. O pedido foi arquivado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/mensalao-do-dem-embaralha-aliancas-para-2010-20091204.html

TSE realiza nesta sexta-feira (4) segunda audiência pública para discutir regras das eleições de 2010

Agência TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira (4) a segunda audiência pública com o objetivo de discutir as regras das eleições gerais de 2010, com base nas alterações na Legislação Eleitoral estabelecidas na Lei nº 12.034/09, aprovada em setembro pelo Congresso Nacional.

O relator das instruções de 2010, ministro Arnaldo Versiani, vai discutir e receber nesta sexta-feira sugestões relacionadas a cédulas de contingência, fiscalização do sistema eletrônico de votação, do registro digital do voto, da votação paralela e dos procedimentos de segurança dos dados dos sistemas eleitorais. Serão discutidas também as normas para representações, reclamações e pedidos de resposta previstos na Lei nº 9.504/97.

Primeira audiência

Na primeira audiência pública, que ocorreu na quarta-feira (2), foram discutidas propostas de resoluções sobre propaganda eleitoral, condutas vedadas e pesquisas de candidatos.

Na audiência, compareceram representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); do Ministério Público Eleitoral (MPE); da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec); da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep); da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert); da Associação Nacional de Jornais (ANJ); do Ibope (Instituto de Pesquisa); de emissoras de televisão e representantes de partidos políticos.

O ministro Arnaldo Versiani afirmou que todas as sugestões recebidas serão examinadas e, aquelas julgadas pertinentes, serão incorporadas às propostas que serão levadas para discussão no plenário da Corte.

O relator informou que pretende responder as sugestões por escrito explicando porque algumas foram acolhidas e outras não.

As resoluções deverão estar prontas até o dia 5 de março do próximo ano, de acordo com o Calendário Eleitoral.

http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1259480

Dilma reafirma que será pré-candidata em fevereiro

Lísia Gusmão
Enviada especial da EBC

Hamburgo (Alemanha) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou hoje (4) ser pré-candidata às eleições presidenciais em fevereiro, quando começa um período de desincompatibilização dos candidatos a cargos públicos. “Eu ainda não sou candidata, mas tudo indica que vou ser pré-candidata em fevereiro.”

A ministra fez as declarações em Hamburgo, onde participa de um seminário empresarial Brasil-Alemanha que vai discutir investimento no país no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela tem uma “perspectiva enorme de vencer”. “É importante todo mundo saber que quero a Dilma como candidata, estou trabalhando para isso, porque trabalho com a Dilma há oito anos e sei da competência gerencial e política dela”, disse em entrevista a rádios de Salvador no último dia 20.

Na ocasião, Lula disse também que se a simpatia for importante para ganhar as eleições, a ministra não sai perdendo. “Tem adversário dela que é muito menos simpático do que ela, então, se for por simpatia, ela já está eleita”, disse após afirmar que muitos alegam que Dilma não tem a simpatia e a desenvoltura necessárias para enfrentar uma campanha eleitoral.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/04/materia.2009-12-04.3765816216/view

Tasso diz que Aécio assusta cada vez mais adversários

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) saiu de um encontro nesta quinta-feira com o governador Aécio Neves (PSDB-MG) dizendo que o nome do mineiro "assusta cada vez mais" os adversários dos tucanos e defendeu que em janeiro o PSDB já tenha um candidato nas ruas, em campanha.

Aécio, que disputa com o governador José Serra (SP) a indicação do PSDB para ser candidato a presidente, fixou o começo de janeiro para que o partido decida, caso contrário estará fora dessa disputa, porque entende não haverá mais tempo para buscar aliados.

Tasso disse hoje em Belo Horizonte que a disputa interna no partido não causará riscos de cisão. Tasso reafirmou as posições do governador mineiro ao dizer que o partido está "ansioso" e "louco" para ter um candidato já em janeiro.

"Existe uma ansiedade dentro do próprio partido para que haja uma definição", disse Tasso. "O partido está louco para ter um candidato na rua, está louco para sair pregando as nossas propostas", afirmou.

O senador disse que a presença de Aécio nessa disputa é "fundamental". "Ele é uma opção real do partido, cada vez mais é uma opção que assusta muitos os nossos adversários. E a decisão dele tem que ser no momento certo para que o partido não perca essa alternativa que hoje é muito importante."

Serra vem tentando protelar essa definição para março. Seu grupo também tenta emplacar uma chapa puro-sangue, com Aécio candidato a vice.

Questionado muitas vezes sobre o prazo de Serra, Tasso limitou-se a dizer apenas que haverá conversas com o paulista. Sobre Aécio ser vice, Tasso afirmou: "O governador Aécio nos deixou muito claro aqui que não aceita candidatura a vice".

O encontro de quase três horas no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, teve a presença do ex-ministro tucano Pimenta da Veiga (MG), que defendeu as posições de Aécio, especialmente com o argumento de que o tempo para o candidato a presidente articular alianças e coordenar os palanques regionais está acabando.

Tasso concordou ao dizer que o PSDB ainda não está perdendo tempo, mas que isso poderá ocorrer. "Se a partir de janeiro não houver uma definição, pode ser que aí nós venhamos a perder tempo", disse.

Aécio apenas reiterou sua posição. "Se o partido optar por estender o prazo da sua decisão --certamente terá motivos para fazê-lo--, cabe a mim mergulhar nas coisas de Minas."

O mineiro afirmou estar sendo "absolutamente claro e leal" com o PSDB ao dizer que em março "as forças simpáticas e dispostas" a se aproximar hoje do candidato tucano "já terão decidido seu caminho".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u661558.shtml

Na TV, PSDB tenta passar imagem de unidade para 2010

Reuters

Em uma tentativa de passar a imagem de que o partido está unido para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, o PSDB apresentou nesta quinta-feira ao País, em propaganda de televisão, seus dois pré-candidatos à Presidência da República, os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

Os dois dividiram o tempo do programa e chegaram a elogiar um o trabalho do outro. Nos bastidores, eles disputam a preferência do partido para enfrentar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Serra disse que o maior desafio do Brasil é a saúde. O governador lembrou as iniciativas que capitaneou quando foi ministro da área e as que tem feito em São Paulo. "Remédio para os mais pobres tem que ser de graça", afirmou. Já Aécio focou em segurança: "em Minas, nos últimos sete anos, investimos mais que qualquer outro Estado em segurança pública".

Os dois pré-candidatos falaram da importância da educação, cursos profissionalizantes e geração de empregos. "É o ensino que vira emprego", disse Serra, citando também a questão ambiental. "O Rodoanel é uma prova que dá para respeitar o meio ambiente, gerar empregos e construir o progresso e o desenvolvimento."

"Precisamos ser mais ousados e criativos. Temos que oferecer aos brasileiros uma nova ideia de escola, de ensino, de cultura e principalmente formação ética e moral", afirmou o governador mineiro, que também defendeu a redução das desigualdades regionais do País e citou especialmente o caso do Nordeste - região em que o presidente Lula tem seus maiores índices de popularidade.

O programa também contou com uma troca de elogios. Primeiro foi Serra quem falou de Aécio: "sete anos o governador Aécio governa Minas Gerais com trabalho e grande competência e muita qualidade".

Ataques ao governo
Além de Serra e Aécio, participou do programa o presidente da legenda, senador Sergio Guerra (PE). Em resposta às críticas de integrantes do governo de que o PSDB defende a privatização de estruturas do Estado, o parlamentar disse que o governo do PSDB controlou a inflação e "modernizou" o País, abrindo espaço para a universalização da telefonia.

Guerra afirmou também que foi o PSDB que criou diversos programas sociais que, depois de unificados pelo governo Lula, passaram a ser chamados de Bolsa Família.

Dizendo que o partido trabalha com "competência e seriedade", ele destacou que nos últimos anos os indicadores de saúde, segurança, educação e infraestrutura pioraram no País.

"Não adianta ficar falando que o Brasil é uma potência mundial e virar as costas para os problemas dos brasileiros", disse. "Não está certo emprestar dinheiro para os estrangeiros e não investir no Brasil e nos brasileiros."

Guerra criticou o esforço do governo para divulgar suas ações. "É menos discurso e mais trabalho, menos palanque e mais ação."

DEM teme impactos de escândalo nas eleições de 2010

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O escândalo que atingiu o DEM na última semana por conta do suposto envolvimento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em esquema de corrupção pode se expandir e causar estragos em outros Estados caso ele não seja expulso dos quadros do partido pela Executiva Nacional.

Os caciques paulistas da legenda são unânimes ao reconhecer a gravidade das denúncias envolvendo o governador e admitem que a reunião da próxima quinta-feira (10), quando será determinada a expulsão ou a permanência de Arruda no partido, poderá definir o desempenho do DEM nas eleições gerais de 2010.

"Caso não seja tomada uma atitude rigorosa em relação a Arruda, o partido poderá sair prejudicado", disse o deputado federal Milton Vieira (SP), membro da Executiva Nacional do DEM. O parlamentar reconheceu que o clima dentro do partido "está muito tenso" e afirmou que a maioria dos membros da Executiva é favorável ao desligamento de Arruda dos quadros partidários. "Eu vejo como certa a expulsão do governador."

Vieira acredita que a crise poderá ficar circunscrita ao Distrito Federal caso Arruda seja afastado do DEM. "Não existe envolvimento de outros membros do partido para que ela se expanda." Para o deputado, não há perigo de deflagração de uma crise em São Paulo, cidade governada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). "O DEM é uma sigla forte e representativa na cidade e no Estado e ficará intocável", afirmou.

O deputado federal Guilherme Campos (SP), também membro da Executiva Nacional, disse que a reunião da quinta-feira será crucial para definir o futuro do partido em 2010. "Se vai prejudicar ou não o DEM nacionalmente, tudo vai ficar claro na decisão do dia 10 de dezembro", atestou. O parlamentar admitiu que o escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal tem criado um clima "cáustico e desagradável" dentro do partido. "Isso só pode trazer resultados ruins para o DEM", afirmou. Campos ressaltou que a sigla tem uma posição sólida e firme no Estado de São Paulo, mas ponderou que o desempenho do DEM nas urnas "será determinado pela decisão da reunião".

Uma outra liderança do partido em São Paulo identificou a "expulsão imediata de Arruda" como o único caminho para que o DEM não saia prejudicado nacionalmente com o escândalo. "É um ato que ficou claro que é corrupção. Se o partido não distanciar o governador, o DEM pode se arruinar nas eleições de 2010. Assinará o atestado de que concorda com tudo isso", garantiu a fonte. Na hipótese de afastamento de Arruda, o cacique não crê que o partido perderá espaço em âmbito nacional. "Nesse caso a crise vai ficar confinada no Distrito Federal. Cada Estado é um Estado, cada quadro é um quadro", ressaltou. "Essa crise é um senhor câncer que deve ser eliminado e extirpado antes que vire metástase", figurou.

Avestruz

Em contraposição às lideranças do DEM, o cientista político Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente, não acredita que o mensalão do Distrito Federal ficará localizado apenas na capital do País. Na avaliação do cientista, com ou sem a expulsão de Arruda, a crise por que passa o partido irá "escorrer para o Brasil". "O partido poderá passar por um momento avestruz, esperando o terremoto acabar. Mas é certo que o tema voltará à tona nas eleições de 2010, o que pode levar a legenda a enfrentar perdas nas urnas", explicou.

Dantas considera ainda que o episódio pode resultar no enfraquecimento do DEM diante de seus aliados. Na avaliação dele, as alianças firmadas com o partido antes da crise devem continuar, mas o DEM verá seu peso político diminuir. "A tese de um vice da legenda em uma chapa com o PSDB para a sucessão no Palácio do Planalto perderá força", observou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dem-teme-impactos-de-escandalo-nas-eleicoes-de-2010,476615,0.htm

As dúvidas e as razões de Serra candidato

Governador de São Paulo tem mais a perder que os demais presidenciáveis

José Roberto de Toledo, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O eleitor pode se perguntar: por que José Serra (PSDB), líder absoluto em todas as pesquisas, reluta tanto em se lançar candidato a presidente? O governador tem bons motivos para ser cauteloso: tem mais a perder do que os demais presidenciáveis, tem dificuldade para encontrar um mote de campanha e conhece a história.

Serra sabe que intenção de voto a esta altura do campeonato não é garantia de voto na urna em 2010. Muito saíram e chegaram na frente. Mas a história eleitoral brasileira está plena de exemplos de candidatos que largaram em primeiro lugar e nem apareceram na foto da chegada.

O fantasma de 1994

Em 1994, Lula (PT) manteve larga margem sobre Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por meses. Em junho, batia o ex-ministro da Fazenda por 41% a 19% (Datafolha) -vantagem bem semelhante à atual, de Serra sobre Dilma. Aí veio o Plano Real, a inflação foi controlada, a popularidade do governo aumentou e FH foi subindo com ela, a cada semana: 21%, 29%, 36%, 45%. Terminou eleito no 1º turno. Lula acabou com metade dos votos do adversário.

Mesmo havendo diferenças, a começar da presença de Lula, o cenário da primeira eleição de FH é o mais próximo do pleito do próximo ano. Trata-se da única outra disputa eleitoral desde a redemocratização travada por um candidato situacionista que não era o próprio presidente mas que defendia um governo com popularidade.

Em 1989, diante da hiperinflação do governo Sarney, todos os candidatos fortes eram de oposição. Em 1998, o governo era bem aceito, mas o candidato da situação era o próprio presidente. Em 2002, a popularidade do governo estava em baixa, e deu oposição. Em 2006, o presidente foi reeleito graças à sua alta aprovação.

São Paulo na mão, Brasília voando

Se a disputa presidencial é incerta, uma candidatura à reeleição como governador de São Paulo parece muito mais factível para Serra. O PT nunca conquistou o governo paulista e ainda não tem nomes fortes. Paulo Maluf não é mais uma ameaça. O PMDB, se lançar candidato, estará rachado. E o tucano desfruta de 57% de aprovação de seu governo (Datafolha, agosto), a maior desde a posse.

Pelos mesmos motivos que Serra seria favorito se fosse candidato à reeleição, Geraldo Alckmin será favorito se conseguir a legenda do PSDB. Segundo o Ibope, o ex-governador tem entre 42% e 51% das intenções de voto estimuladas, um reflexo da presença de seu nome na memória do eleitorado. O problema de Serra é que se ele for candidato a presidente e perder, e, ao mesmo tempo, o rival Alckmin vencer em São Paulo, seu espaço político estará bloqueado, e suas chances de voltar a disputar a Presidência ou o governo paulista serão quase nulas.

Por outro lado, se passar essa e tentar disputar em 2014, Serra corre o risco de ter que voltar a enfrentar Lula nas urnas. E justamente no ano da Copa no Brasil, uma Copa que, para fins eleitorais, Lula tentará faturar como obra sua.

Sem fala

Para completar, Serra tem dificuldades de encaixar um discurso de campanha com potencial de balizar o debate eleitoral. Como é visto como principal liderança da oposição, não pode dizer apenas que vai continuar o que Lula está fazendo e melhorar. Se não é para mudar, melhor votar no candidato da situação, pensará o eleitor. É preciso encontrar algo que a maioria do eleitorado queira muito, e que ele tenha mais chances de realizar do que o PT.

Enquanto espera para ver se a popularidade do governo cai, Serra testa o discurso de campanha em programas de rádio e TV. O problema é que, com previsões de crescimento de 6% do PIB em 2010, nem apagão nem mensalão nem menino do MEP têm sido capazes de derrubar a popularidade de Lula e, por tabela, solapar as chances do candidato do governo. Por isso, o governador procrastina enquanto pode. Ganha tempo para acumular mais dados e melhor avaliar suas chances. É a decisão mais importante da carreira de Serra.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,as-duvidas-e-as-razoes-de-serra-candidato,476359,0.htm

03/12/2009

DEM cogita blindar Paulo Octávio para tentar salvar eleição de 2010

Brasília em Tempo Real - José Maurício dos Santos

O DEM muda o tom e cogita a esperança de lançar o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio como pré-candidato às eleições de 2010. A hipótese foi levantada após serem considerados insuficientes, por parlamentares democratas e advogados do partido, os indícios colhidos até agora pela Polícia Federal (PF) contra o empresário para que seja necessária a sua expulsão da sigla.

Paulo Octávio não foi filmado recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo José Roberto Arruda, apontado como operador do "mensalão do DEM". O vice-governador disse ao partido que não há nenhum vídeo que o comprometa.

Mesmo nos encontros com o diretor do Grupo Paulo Octávio, Marcelo Carvalho, quando Barbosa teria entregue a parte da propina destinada ao vice-governador no, os recursos não são mostrados, como ocorre em outras filmagens. E, nos diálogos gravados com autorização judicial, Barbosa, o autor das provas audiovisuais, é o único a apontar Paulo Octávio como envolvido no esquema.

http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=03&mes=12&ano=2009&idnoticia=89796

Escândalo no DF ameaça debilitar oposição em 2010, dizem analistas

Único governador da sigla é investigado por comandar mensalão no DF.
Para PSDB, caso não abala aliança entre partidos em nível nacional.

Mariana Oliveira - Do G1, em São Paulo

O escândalo político no Distrito Federal envolvendo o único governador do Democratas pode levar o partido a perder espaço no cenário nacional e prejudicar o desempenho da oposição ao governo federal nas eleições presidenciais de 2010, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pelo G1.

O governador José Roberto Arruda é apontado pela Polícia Federal como comandante de um suposto esquema de distribuição de propina a deputados distritais. Arruda nega e se diz vítima de uma trama.

Nesta quarta, o vice-presidente nacional do Democratas, deputado Paulo Bornhausen (SC), afirmou que o partido não deve "assumir o ônus" gerado pelo escândalo que envolve o governador do DF.

"Estão chamando de mensalão do DEM. O partido não tem como assumir esse ônus, até porque não foi consultado sobre tudo isso que aconteceu. Isso é um erro de um diretório do DEM que precisa ser apurado."

No próximo dia 10, o DEM vai decidir se expulsa o governador. "O partido vai fazer um julgamento político. Vai ser uma análise dos efeitos político disso tudo", disse o vice-presidente.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, avalia, segundo sua assessoria de imprensa, que se trata de um fato local e que não abala a aliança com o DEM em nível nacional.

'Chapa pura'

Para o professor do Instituto de Ciência Política (Ipol) da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, no entanto, os desdobramentos do escândalo podem levar os dois partidos a se distanciarem no próximo ano. "É possível que os tucanos decidam que é mais adequado lançar uma chapa pura, para não se misturar."

O cientista político disse, porém, que tudo depende dos desdobramentos do escândalo. "As lideranças na Câmara e no Senado estão pressionando pela expulsão, querem tentar recuperar a imagem do partido. Mas vamos ter que esperar."

Fleischer diz que o partido está "em declínio" desde 2002, com queda no número de parlamentares e chefes do Executivo, mas pode perder ainda mais importância se perder o seu único governador.

A professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Denise Paiva Ferreira, doutora em ciências políticas pela USP e autora do livro "PFL X PMDB: Marchas e Contramarchas", que aborda a organização interna dos dois partidos, o escândalo é "mais um elemento que pode fortalecer o declínio do partido nas próximas eleições".

Para ela, a situação no DF é complicada porque a expulsão de Arruda pode levar o DEM a perder uma das principais lideranças, enquanto que a manutenção do governador nos quadros da legenda pode afetar a aliança com o PSDB em 2010.
"Perder uma liderança e o único governador de estado é prejudicial. Um partido não precisa é buscar lideranças, mas também mantê-las. A saída de Arruda pode ter um custo alto, mas eles vão precisar discutir o que vai ter um custo menor.

Histórico

Professor de ciência política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Valeriano Mendes Ferreira Costa diz que o DEM saiu da ditadura militar como um dos maiores partidos do Brasil, ao lado do PMDB, mas foi perdendo espaço ao longo dos anos.

"É a trajetória de se colocar numa posição de segundo partido de um bloco de oposição, comandado pelo PSDB. Ser o segundo do segundo já é bem atrás. No governo FHC, estava na estrutura de poder. Mas houve um estreitamento da base de poder. Um processo sazonal, porque poderia voltar a crescer se retornasse ao poder. Mas o DEM tende a se tornar um partido médio, exatamente porque não tem estratégia nem fôlego de competir com os outros partidos. Mas a trajetória já é de queda desde antes dessa crise."

Para Costa, há um "cenário de desagregação da oposição" que pode se complicar. "Isso fortalece uma chapa pura do PSDB ou a aliança com ala dissidente do PMDB. PSDB já saiu do governo local e critica nacionalmente a demora do DEM em tomar uma decisão sobre a expulsão."

Ele avalia que uma ala do PSDB pode usar o caso na definição do candidato a presidente do partido. "Há muita gente tentando vincular a decisão entre (José) Serra (governador de São Paulo) e Aécio (Neves, governador de Minas Gerais). Quem um ou outro estão mais próximos de Arruda. É por isso que a oposição tem que ter calma. (...) Melhor eles saírem (da crise do DF) com as tropas unidas do que fazerem uma retirada desorganizada."

O cientista pondera, no entanto, que a expulsão "não é uma decisão fácil". "Eles não querem que o Arruda saia atirando para todos os lados com informações que possa prejudicar o próprio partido. Acho que tudo caminha para uma expulsão, mas com acordo com o próprio Arruda."

Saiba mais sobre o DEM

O PFL foi fundado em 1985, quando dissidentes do PDS abandonaram o então candidato do partido à presidência, Paulo Maluf, e criaram a "Frente Liberal", sob o comando dos hoje senadores Marco Maciel (PE), Antônio Carlos Magalhães (BA), entre outros, para apoiar Tancredo Neves.

Eleito presidente pelo Congresso em janeiro de 1985, Tancredo era a esperança da Frente Liberal (PFL a partir daquele mesmo mês) em governar o país. Tancredo, no entanto, morreu meses depois, e o PFL teve que apoiar José Sarney (PMDB), que assumiu o Palácio. Em 1994, o partido elegeu Marco Maciel vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), vencendo com a mesma chapa em 1998.

Em março de 2007, o PFL mudou o nome para Democratas e substituiu as lideranças.

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1400915-5601,00-ESCANDALO+NO+DF+AMEACA+DEBILITAR+OPOSICAO+EM+DIZEM+ANALISTAS.html