07/04/2010

Para Ciro, eleição não deve ser reduzida ao duelo PT e PSDB

Folha

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira que as eleições deste ano não devem ter apenas candidatos do PT e do PSDB. Em artigo, publicado em seu site, Ciro diz que o seu partido deve usar a eleição como oportunidade para ficar entre as quatro principais legendas.

"Não acho que seja correto com o povo brasileiro reduzir o debate eleitoral a uma disputa entre a turma do Lula -- na qual me incluo-- e a turma do FHC [Fernando Henrique Cardoso]. Os problemas do Brasil são muito maiores e mais profundos do que um simples duelo entre PT e PSDB", afirma o deputado.

Para ele, além de candidato a presidente, o PSB deve concorrer aos governos estaduais e às casas legislativas. "Como um adolescente que está se tornando adulto, é a hora de decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno, dependente de outros partidos, que, por mais aliados que sejam, não são o PSB", afirma.

Ciro voltou a defender a tese da qual time que não joga não forma torcida. "Já fui candidato a presidente duas vezes. E quero ser pela terceira vez." Ele lembrou que o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu três eleições antes de ser eleito.

Ele diz que se conseguir 15% dos votos isso significa cerca de 20 milhões de eleitores. Segundo o deputado, o PSB tem mais experiência administrativa que o PT e o PSDB quando eles chegaram ao poder.

"Discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial [Dilma Rousseff]. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que quando meu nome é retirado a vida do candidato do PSDB [José Serra] se torna mais tranquila", argumenta Ciro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u717766.shtml

Guerra confirma González como marqueteiro do PSDB

Adriano Ceolin, iG Brasília

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, confirmou que o jornalista Luiz González será o marqueteiro da campanha de José Serra à Presidência da República. Apesar de sempre ter contado com apoio do ex-governador paulista, González enfrentava resistências por líderes tucanos que não são de São Paulo.

Guerra cogitou a criação de um conselho de comunicação do partido para formular e discutir as estratégias de campanha. No entanto, o presidente do PSDB disse ao iG que, se o conselho existir, González será o principal responsável pelo grupo.

“A comunicação será liderada por ele [González]”, afirmou o presidente do PSDB, que é também o coordenador-geral da campanha de Serra. “Os problemas foram superados”, completou.

Marqueteiro das campanhas de Geraldo Alckmin em 2006 (à presidência) e de Gilberto Kassab em 2008 (à prefeitura de São Paulo), González foi alvo de críticas de lideranças tucanos no fim do ano passado após declarações polêmicas sobre a falta de coordenação política no PSDB. Na oportunidade, citou Sérgio Guerra nominalmente.

A partir de então, aliados do presidente tucano reagiram pedindo a cabeça do marqueteiro. Tentou-se colar em González a imagem de que ele é só capaz de conseguir vitórias em São Paulo. Ele fez campanha vitória de reeleição de Kassab, mas não evitou a derrota de Alckmin para Lula em 2006.

O jornalista, no entanto, nunca perdeu prestígio com Serra. O iG apurou que o pré-candidato aprecia o trabalho de González porque ele discute “de igual para igual” todas as estratégias, textos e vídeos.

Serra não quer viver os problemas de 2002, quando o partido impôs o nome de Nizan Guanaes como marqueteiro de campanha. Na época, o publicitário baiano ganhou super poderes e teve influência direta na escolha do nome da deputada Rita Camata (então no PMDB-ES, hoje no PSDB) como vice.

A primeira tarefa para González já foi dada. Apesar de a empresa marketing promocional Mix Brand ter sido contratada para organizar o evento, o González ficará responsável pela direção geral.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/07/guerra+confirma+gonzalez+como+marqueteiro+do+psdb++9451119.html

Dilma diz que não vai impor palanque único em MG

Valor Econômico
César Felício, de Ouro Preto (MG)

No primeiro ato do que, na prática, já é a campanha presidencial, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) testou o que poderá ser um palanque duplo para a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao visitar ontem Ouro Preto e São João Del Rei (MG), onde reverenciou dois ícones mineiros: o mártir da independência Tiradentes e o presidente Tancredo Neves (1910-1985).

Na primeira etapa da viagem, Dilma estava acompanhada pelos dois pré-candidatos do PT ao governo, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do pré-candidato do PMDB, o senador Hélio Costa (MG).

"Sempre temos falado em palanque único, mas ninguém pode impor nada a ninguém. Eu apelo pelo palanque único, mas, se não tiver palanque único, o que fazer?", afirmou Dilma, ao encerrar uma rápida entrevista coletiva na Câmara dos Vereadores de Ouro Preto, onde chegou com duas horas de atraso.

A ex-ministra, nascida em Belo Horizonte, mas atuando fora de Minas Gerais desde o início da década de 70, procurou fazer uma profissão de fé da mineiridade. Depositou flores na estátua em homenagem a Tiradentes e no túmulo de Tancredo Neves e , contrita, rezou diante da imagem de Cristo ressuscitado, no altar da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, a matriz de Ouro Preto.

"Quem nasce em Minas Gerais, tem Minas dentro de si. A gente sai de Minas, mas Minas não sai dentro da gente. Não é possível que alguém perca a força dessas raízes. Ouro Preto é o berço de uma nação, o berço de um povo, porque aqui se lutou pela primeira vez contra a metrópole. Vou partir desta cidade para uma nova jornada, cheia de desafios", disse a ex-ministra em seu discurso. Eleitora em Porto Alegre (RS), Dilma mudou de tom desde que foi colocada como pré-candidata. Há alguns anos, em palestra na Federação das Indústrias de Minas Gerais, onde estará na manhã de hoje, a então ministra das Minas e Energia reagiu ao ser chamada de "mineira" por um dos empresários presentes e disse que se considerava gaúcha.

Dilma também escolheu Minas Gerais para iniciar a sua virtual campanha presidencial como uma forma de explorar o que poderá ser um flanco do principal adversário, o ex-governador paulista José Serra (PSDB), nas regiões sul e sudeste. Serra sobrepujou dentro do partido o ex-governador mineiro Aécio Neves, neto de Tancredo , na luta pela candidatura presidencial. Na entrevista coletiva, Dilma procurou caracterizar Serra como um candidato contra Lula e tudo que o presidente construiu durante seu governo, ainda que para isso tenha recorrido a uma sucessão de frases negativas para formular um único conceito: o de que ela é a única sucessora das propostas do atual governo.

"Quem, da oposição, passar por sucessor de Lula não sendo, é um lobo em pele de cordeiro", disse. Segundo a ex-ministra, "não está certo dizer que todo mundo hoje é igual. Até ontem havia uma oposição clara, que não pode aparecer agora como não sendo oposição. Será estranho uma eleição transformada em um silêncio constrangedor. Nós queremos debater e não é possível fazer uma discussão sobre programas sem que fique claro quais são os outros projetos ", disse.

Na visita a Ouro Preto, Dilma se deparou com reivindicações de cor regional. Do prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB), ouviu um pedido para que coloque em sua agenda a revisão da política de distribuição municipal dos royalties da mineração, um tema que foi retirado da proposta de novo Código Mineral elaborada pelo governo federal. "Dilma conhece mineração. Sabe do nosso problema do marco regulatório e da contribuição financeira pela mineração (Cfem). Precisamos de uma política justa. O que vemos hoje nos municípios da região petrolífera é o que queremos para os municípios mineradores", afirmou Oswaldo, que foi colega de classe de Dilma no curso clássico do Colégio Estadual de Belo Horizonte, no começo dos anos 60.

Ao receber a bênção na Igreja, Dilma ouviu do pároco Marcelo Santiago um pedido de ajuda para recuperar objetos de arte roubados em 1973. Segundo o padre, o inquérito desapareceu na Polícia Federal. "Fazemos um apelo às autoridades para que não se cansem de dar provimento às medidas necessárias", disse o padre, esquecendo-se que ninguém, na comitiva de Dilma, era mais autoridade federal.

A visita a Minas serviu ainda para Dilma dar um breve mergulho na política municipal. A ex-ministra almoçou com 22 prefeitos da região de Ouro Preto, entre eles dois da base de apoio de Aécio: o de Lamim, do DEM e o de Moeda, do PSDB. No almoço, o prefeito de Ouro Preto, aliado de Hélio Costa na disputa estadual, convidou os três pré-candidatos a discursarem. Segundo seu relato, Patrus procurou desviar do nó eleitoral com um discurso em torno da mineiridade. Pimentel fez uma convocação à base municipal trabalhar por Dilma. Hélio Costa foi o único a apelar pela necessidade de um palanque único no Estado para derrotar o PSDB no Estado e no país.

http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/6196249/dilma-diz-que-nao-vai-impor-palanque-unico-em-mg

Dilma elogia Aécio e até sugere mudar nome do "Dilmasia"

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte (MG)

Em entrevista à rádio Itatiaia na manhã de hoje --uma das emissoras de maior audiência em Belo Horizonte--, a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, elogiou o ex-governador Aécio Neves (PSDB) e até admitiu a possibilidade de o eleitor mineiro votar em outubro em uma dobradinha PT-PSDB para a Presidência e governo do Estado, respectivamente.

"Eu respeito muito o governador Aécio Neves. Em relação as nós [governo Lula] tem sido um governador exemplar", afirmou Dilma.

Dilma fora questionada sobre o que achava de ocorrer na eleição algo semelhante ao que ocorreu em 2002 e 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa para presidente, e Aécio, para o governo do Estado. Agora seria Dilma presidente e o tucano Antonio Anastasia para o governo, o que no Estado está sendo chamado de "Dilmasia".

"Espero que a gente aqui em Minas Gerais tenha a melhor relação possível. A gente não escolhe a forma pela qual o povo monta as alianças. É possível que ocorra. Como houve o 'Lulécio', [é possível existir] a 'Dilmasia'. Eu acho até melhor a inversão, né? 'Dilmasia' é meio esquisito. Anastadilma, qualquer coisa assim", disse ela.

Dilma disse que falava por "hipótese", mas que ela deseja que PT e PMDB se entendam e criem um palanque único, para que possam eleger também o governador e os senadores.

Ela voltou a atacar o pré-candidato do PSDB, José Serra, afirmando que não tem como ele ficar desvinculado do governo FHC, lembrando que ele foi ministro do Planejamento e da Saúde.

"Acho que o ex-ministro José Serra, tanto do Planejamento e da Saúde, vai ter que ser analisado no quadro do governo do FHC. Eu não tenho vergonha do Lula, eu não escondo o Lula. Espero que ele também não esconda o governo no qual ele participou", afirmou.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u717443.shtml

Fernando Henrique fará discurso em lançamento de Serra

AE - Agência Estado

Ausência mais notada na cerimônia em que José Serra despediu-se do governo de São Paulo na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não será "escondido" na festa para lançamento da pré-candidatura do tucano à Presidência da República, em Brasília. O encontro nacional que reunirá o PSDB, o PPS e o DEM será no próximo sábado. Embora líderes dos três partidos ainda não tenham "batido o martelo" sobre o formato do evento, está decidido que FHC terá a palavra como presidente de honra do PSDB.

O tucanato avalia que, em encontros desse tipo, a regra geral é muito barulho, dispersão e pouca atenção aos oradores. Por isso, os organizadores estão empenhados em realizar uma cerimônia que não dure além de quatro horas. Esse modelo não comporta mais do que meia dúzia de oradores - todos orientados a fazer discursos curtos até que Serra tome o microfone para apresentar sua candidatura. A ideia é fazer com que a estrela da festa comece a discursar ao meio-dia. Só o pré-candidato terá tempo franqueado para falar sem pressa.

"O Serra ficou muito calado esse tempo todo", diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). "Como ele tem falado pouco, os brasileiros querem ouvir muito mais sobre o que ele fez, o que faz e o que fará pelo Brasil." O foco da cerimônia é criar um espaço político para que Serra possa apresentar suas ideias sem infringir a Lei Eleitoral, que não permite campanha até o lançamento oficial das candidaturas nas convenções partidárias de junho.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,fernando-henrique-fara-discurso-em-lancamento-de-serra,534924,0.htm

FHC e Aécio discursam em lançamento de Serra no sábado

Por Natuza Nery

BRASÍLIA (Reuters) - Discursos cronometrados, escolhidos a dedo, e um vídeo sobre a trajetória política de José Serra no lançamento de sua pré-candidatura. Esse é o formato desenhado para apresentar, oficialmente, o tucano como postulante à Presidência da República no próximo sábado.

O humor no partido não podia estar melhor. Recente pesquisa do Datafolha, com números que apontam para a ampliação de sua vantagem sobre a adversária do PT, Dilma Rousseff, conferiu energia cinética à campanha.

Cerca de mil pessoas já reservaram hospedagem em Brasília, sede da solenidade. Ao contrário do que se esperava, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ganhou lugar no púlpito. Falará aos convidados, ao invés de ser escondido pelos pares.

O mineiro Aécio Neves, cortejado à vaga de vice, terá a palavra em nome dos governadores, assim como os presidentes dos três partidos (PSDB-DEM-PPS) que já constituem a pré-chapa.

"A gente quer dar uma demonstração de unidade e de nosso tamanho... Queremos mostrar nosso time para disputar a eleição no país", disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que será o coordenador-geral da campanha.

Segundo ele, representantes de palanques em todos os Estados estarão presentes.

O discurso de Serra, a ser proferido por volta do meio dia, dirá "o que ele fez, faz e o que fará pelo Brasil".

O vídeo apresentará aos convidados o filho único de feirantes da Móoca, bairro da zona leste de São Paulo. A peça publicitária está aos cuidados de Luiz González, marqueteiro do tucano.

Um dos objetivos é mostrar um José Serra moderado, mas combativo para rivalizar com Dilma, em recentes ataques ao passado tucano e à figura do pré-candidato.

Na véspera, a ex-ministra recebeu o apoio do PR, quando criticou duramente a gestão do adversário no Ministério do Planejamento, responsabilizando-o pelo apagão elétrico na administração FHC.

"Quanto mais brava ela ficar, melhor para a gente", pontuou Sérgio Guerra.

A estratégia é colar na pré-candidata o estereótipo de agressiva.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE6350TC20100406

Internet terá papel de destaque no lançamento da candidatura de Serra

Adriano Ceolin, iG Brasília

O PSDB decidiu abusar da internet e suas ferramentas no evento de lançamento da candidatura de José Serra à Presidência da República neste sábado. Vinte monitores de LCD vão exibir os twitters do ex-governador paulista e de líderes tucanos, do PPS e do DEM. Haverá ainda 20 computadores para público twittar na hora.

O lançamento de Serra está marcado para as 9 horas, no Centro de Convenções e Eventos Brasil 21. São esperados mais de 2 mil militantes do PSDB de todo o Brasil. A Comissão Executiva Nacional está custeando hospedagem em Brasília e ajudando a organizar o transporte das pessoas. Os gastos previstos já passam de R$ 300 mil.

O You Tube e os sites de relacionamento, como Orkut e Facebook, também terrão super exposição. Além disso, como ocorreu nos eventos de lançamento de Dilma Rousseff (PT) e de filiação de Marina Silva ao PV, haverá transmissão ao vivo pela internet das primeiras palavras de José Serra como candidato ao Planalto.

Foi contratada uma empresa especializada em eventos promocionais. Chama-se Mix Brand Experience. Tem sede em São Paulo e pertence ao publicitário Paulo Giovanni. A supervisão geral, porém, ficará com Luís Gonzáles, marqueteiro de confiança de Serra. Ele atuou nas campanhas de Geraldo Alckmin, em 2006, para a presidência, e de Gilberto Kassab, para a Prefeitura de São Paulo.

A aposta na internet partiu do presidente do PSDB e coordenador-geral da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra (CE). Ele não é usuário frequente da rede mundial de computadores, mas em conversas com assessores tucanos definiu como fundamental a apresentação de um candidato moderno e cibernético.

Eduardo Graeff, atualmente tesoureiro do PSDB, é um dos principais entendidos em internet dentro do partido. A avaliação dos tucanos é que a rede mundial de computadores é o principal veículo para propagar ideias e promover discussões em grupos.

No fim de fevereiro, o PSDB contratou a Loops, empresa especializada em mobilização online cujos sócios proprietários são João Falcão e Arnon de Mello, filho do ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL).

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/07/internet+tera+papel+de+destaque+no+lancamento+da+candidatura+de+serra+9450918.html

Governistas montam estratégia para barrar votação do projeto que proíbe candidaturas de fichas sujas

Ação impede que a proposta seja utilizada politicamente por Temer

Correio Braziliense - Ivan Iunes | Josie Jeronimo

A bancada governista na Câmara dos Deputados tem uma manobra traçada para barrar a aprovação do projeto da Ficha Limpa hoje, em plenário. A proposta, que aperta o cerco a candidatos com histórico criminal, dificilmente sairá da Câmara sem ser retalhada. Contrários a várias regras previstas no texto, partidos como PT, PMDB e PR pretendem protelar a tramitação do projeto e alterar o texto substancialmente, tornando-o inócuo. A movimentação colocaria por terra os planos do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), de capitalizar o bônus eleitoral da aprovação do Ficha Limpa.

A estratégia dos deputados contrários à proposta foi traçada ontem, durante uma reunião de líderes governistas. O roteiro definido tem como primeira ação recusar o pedido de urgência para a votação em plenário. Sem um prazo definido para votar a proposta, os deputados forçariam o retorno do Ficha Limpa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para resolver supostas lacunas do texto. Lá, ele seria desfigurado, por uma série de emendas. “A ideia é constitucional, mas com impropriedades, está confuso, cria uma instância, o órgão colegiado, que não existe”, criticou o líder do Governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Se a posição oficial é melhorar o texto, nos corredores, o naufrágio do projeto seria um golpe dirigido ao DEM e ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que ontem à noite já admitia a dificuldade em se aprovar a proposta. Ambos sonham utilizar a aprovação do projeto como bandeira em outubro. Para Temer, a proposta é uma oportunidade de reunir mais bônus eleitorais para o posto de vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). O plano ideal traçado pelo presidente da Câmara passa pela aprovação do Ficha Limpa e o sepultamento da proposta que legalizaria o retorno dos bingos ao Brasil.

Bingos
A votação do projeto sobre as casas de jogos de azar seria parte de um acordo firmado ainda durante a eleição para a Presidência da Câmara, no ano passado, mas Temer tem se movimentado intensamente para adiar a análise da proposta. Contrariados, parlamentares pró-bingos reforçaram nos últimos dias a bancada contrária ao projeto do Ficha Limpa.

De mãos dadas com Temer, o DEM tem interesse em bancar a proposta para alvejar a própria imagem, desgastada depois da Operação Caixa de Pandora no Distrito Federal. “Sem regime de urgência, o projeto vai para a CCJ e aí não vota este ano”, pressionou o relator do projeto, Índio da Costa (DEM-RJ). O líder do partido, Paulo Bornhausen (SC), acusou os governistas de planejarem sepultar o projeto: “As bancadas estão manobrando para não aprovar a proposta, protelá-la, mas a estratégia só beneficia quem tem ficha suja”.

As estratégias, tanto governista quanto de Temer e do DEM, jogam com a força da opinião pública sobre o Congresso Nacional. A Ficha Limpa foi apresentada por iniciativa popular, escorada em 1,6 milhão de assinaturas colhidas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Não por acaso, não há opositores declarados. No máximo, apoiadores ocultos. Todos correm para garantir que não teriam prejuízos com a aprovação da proposta. “Ninguém nesse país tem uma ficha mais limpa que eu”, garantiu Paulo Maluf (PP-SP). Nesse sentido, a aprovação da Ficha Limpa seria o melhor antídoto contra o fracasso da atual Legislatura em aprovar uma reforma política, mesmo que o projeto só entre em vigor a partir de 2014, hipótese já comungada tanto por apoiadores, como opositores do projeto.

Confira a situação atual do texto do Ficha Limpa, que prevê a inegilibilidade por oito anos aos candidatos que:

Condenados pela Justiça Eleitoral, desde que a decisão tenha sido tomada por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico, político ou público;

Condenados pela Justiça Comum, em órgão colegiado, pelos crimes dolosos: contra a economia popular, administração pública e patrimônio público; contra o sistema financeiro; meio ambiente e saúde pública; abuso de autoridade; lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; tráfico, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; utilização de mão de obra escrava; contra a vida e dignidade sexual; praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;

Condenados em decisão final por ato de improbidade administrativa, por meio da rejeição às contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas;

Que renunciarem ao mandato para fugir de processo de cassação;

Impedidos de exercer profissão por decisão de órgão profissional;

Que tenham sido demitidos do serviço público;

Que tenham desfeito ou simulado separação do cônjuge para evitar a inegibilidade por parentesco.

Ainda que os candidatos tenham sido eleitos antes da condenação judicial, também ficam inelegíveis e terão os diplomas cassados. O Ministério Público e a Justiça Eleitoral darão prioridade, sobre quaisquer outros, aos processo de desvio e abuso do poder econômico ou de autoridade, até o julgamento. O conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público e as corregedorias eleitorais ficam responsáveis por acompanhar relatórios mensais de atividades fornecidos pela Justiça Eleitoral.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/07/politica,i=184382/GOVERNISTAS+MONTAM+ESTRATEGIA+PARA+BARRAR+VOTACAO+DO+PROJETO+QUE+PROIBE+CANDIDATURAS+DE+FICHAS+SUJAS.shtml

Deputados articulam postergar votação do projeto da ficha limpa

colaboração para a Folha Online

Hoje na Folha A reação dos deputados contra o projeto de iniciativa popular que exige "ficha limpa" dos candidatos, da maneira como está redigido atualmente, fez surgir na Câmara uma articulação para postergar a votação, informa hoje o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com a coluna, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) colocará o projeto em pauta, inicialmente previsto para ser votado nesta quarta-feira (7), para evitar desgaste com a opinião pública. No entanto, por questão regimental, os deputados podem devolver o projeto à CCJ, o que protelaria a votação.

Segundo o "Painel", são esperadas várias emendas ao texto original. Para que elas pudessem ser apreciadas diretamente em plenário, seria necessário colocar o projeto em regime de urgência.

Ficha limpa

Apresentado em setembro de 2009, o projeto de iniciativa popular já tem 1,6 milhão de assinaturas na defesa da sua aprovação. O texto, além de estabelecer a chamada "ficha limpa", também determina que os políticos devem ficar inelegíveis por até oito anos depois de cumprirem a pena estabelecida pela Justiça. Pela legislação atual, os políticos perdem o direito de se candidatar oito anos depois da condenação --sem incluir o prazo de cumprimento da pena.

O veto aos políticos condenados pelo colegiado de juízes vale para uma lista de crimes, a maioria ligados à administração pública, como: crimes contra o sistema financeiro, eleitorais, abuso de autoridade, patrimônio público e privado, lavagem de dinheiro --além de outros como racismo, terrorismo, formação de quadrilha e terrorismo.

O projeto muda as regras para que os políticos não possam renunciar aos mandatos com o objetivo de escapar de processos de cassação. Atualmente, o político pode renunciar ao mandato para não ser cassado desde que anuncie a renúncia antes da instauração do processo no Conselho de Ética da Câmara ou do Senado.

Com o novo texto, o político perde o direito de renunciar ao mandato logo depois que forem apresentadas representações contra a sua conduta.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u717318.shtml

Marina faz giro pelo NE para se contrapor a transposição de rio

EDUARDO SCOLESE
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Pré-candidata a presidente pelo PV, a senadora Marina Silva prepara um giro pela região mais seca do país para marcar posição contra a ideia de que a transposição do rio São Francisco resolverá o problema da falta d'água dos nordestinos.

A obra de transposição, orçada em R$ 5,5 bilhões, é um dos carros-chefes do governo Lula e uma das vitrines da candidatura petista de Dilma Rousseff.

A meta é inaugurar ainda neste ano um dos dois canais do projeto, vendido pela propaganda oficial como a solução para a oferta de água, até 2025, para Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A viagem, prevista para maio, deve incluir o interior do Rio Grande do Norte e o sul do Ceará, em especial o Cariri.

Enquanto ministra do Meio Ambiente, Marina nunca se posicionou diretamente contra o projeto, já que a abertura dos canais dependia de licenças do Ibama, subordinado à sua pasta -ela sempre disse que não havia, do ponto de vista ambiental, motivos para condená-lo.

Porém Marina não vê na transposição uma solução imediata para a falta de água no Nordeste. Para ela, a obra depende de um processo completo de revitalização do rio.

"A visita é importante para valorizar esse debate", afirma o ex-deputado federal Luciano Zica (PV-SP), um dos coordenadores da campanha.

Na região, Marina apresentará propostas alternativas, como de dessalinização da água retirada de poços artesianos (imprópria para beber), além de bater na tecla da revitalização.

A visita da acriana também é uma forma de afago ideológico ao PV, já que a região seria uma das mais afetadas pelo aquecimento global. "Estão no centro da atenção do partido a savanização da Amazônia, as chuvas no centro-sul e a desertificação do semiárido", diz o vereador carioca Alfredo Sirkis, outro coordenador da campanha.

No semiárido, Marina se posicionará sobre Bolsa Família e a geração de emprego.

Ontem, em seminário no Senado sobre mudanças na legislação ambiental, a pré-candidata afirmou desconhecer a real participação do governo Lula no avanço de projetos que afrouxam as regras de preservação. "Infelizmente isso acontece com a anuência ou com a omissão do governo federal."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u717306.shtml

06/04/2010

PT reforça equipe da campanha de Dilma

VERA ROSA - Agência Estado

A equipe de comunicação da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência ganhou reforço. A diretora de Jornalismo da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Helena Chagas, deixará a TV pública para integrar o time. O núcleo petista também contratou o jornalista Mário Marona e o fotógrafo Roberto Stuckert Filho. Do Planalto saíram os jornalistas Ricardo Amaral e Oswaldo Buarim Júnior, que já eram assessores de Dilma na Casa Civil. A ex-ministra quer levar para a equipe, ainda, o jornalista Nirlando Beirão.

O PT não bateu o martelo sobre o nome do tesoureiro da campanha, mas nos últimos dias cresceu a cotação de Sérgio Rosa, atual presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), que está prestes a deixar o cargo. Rosa dirigiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo e é amigo de João Vaccari Neto, o secretário de Finanças do PT acusado pelo promotor José Carlos Blat de desviar recursos da cooperativa habitacional Bancoop para campanhas do partido. Vaccari nega a acusação.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, faz mistério sobre o tesoureiro, mas diz que ele deve ter "dedicação integral" à função. "O ideal é que não seja candidato", afirmou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-reforca-equipe-da-campanha-de-dilma,534654,0.htm

Prazo para solicitar título de eleitor acaba 5 de maio

AE - Agência Estado

O prazo para tirar o título de eleitor e transferir o domicílio eleitoral para as eleições de 2010 se esgota no dia 5 de maio. A data é também o limite para que eleitores atualizem os dados cadastrais nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O primeiro turno das eleições deste ano ocorre no dia 3 de outubro. O cidadão interessado em retirar o título eleitoral ou em implementar mudanças nos dados pode solicitar os serviços no site do TSE (www.tse.gov.br), na opção Título NET.

Para a realização do procedimento, os internautas devem preencher um formulário virtual e, em um prazo de cinco dias após o envio do documento, comparecer pessoalmente a um cartório eleitoral. É necessário que o requerente tenha em mãos o número do protocolo gerado pelo pré-atendimento online, bem como cópias e originais da carteira de identidade, comprovante de residência, título anterior (se for o caso) e, para os cidadãos do sexo masculino, comprovante de quitação militar.

Eleitores com domicílio no exterior devem se cadastrar em uma embaixada ou consulado brasileiro ou em qualquer cartório eleitoral no Brasil. O prazo para o alistamento ou transferência de domicílio eleitoral para o exterior também se esgota no dia 5 de maio.

Para a realização do processo, é necessária a apresentação de documento oficial brasileiro de identificação - original ou cópia autenticada -, no qual conste o nome completo, data de nascimento, filiação, nacionalidade e naturalidade, comprovante de residência e quitação militar. No caso de transferência, o eleitor deve comprovar residência mínima de três meses no novo domicílio.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,prazo-para-solicitar-titulo-de-eleitor-acaba-5-de-maio,534538,0.htm

Novas concessões do setor elétrico só depois das eleições

Governo decide adiar renovações para não atrapalhar a disputa; 20% do parque gerador tem contratos que vão vencer em 2015

Wellington Bahnemann - O Estado de S.Paulo

AGÊNCIA ESTADO

O governo federal decidiu que a solução para as concessões do setor elétrico que vencem em 2015 será anunciada após as eleições presidenciais de 2010. Caso a ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), ganhe a disputa, o governo planeja anunciar ainda este ano a segunda renovação das concessões. Do contrário, a decisão ficará para o próximo presidente eleito.

A renovação das concessões das usinas é um tema delicado e com grandes implicações políticas. A indefinição sobre o tema já levou ao fracasso da privatização da Cesp pelo governo de São Paulo, em março de 2008. O governo estima que quase 20% da capacidade instalada do parque gerador brasileiro possui contratos com vencimento em 2015.

"O governo não quer anunciar a decisão neste momento para que o tema não atrapalhe a disputa eleitoral", disse à Agência Estado importante fonte do setor, que preferiu não ser identificada. O primeiro turno das eleições ocorrerá em 3 de outubro. O segundo turno está previsto para o dia 31 de do mesmo mês.

O governo optou pela prorrogação onerosa das concessões do setor por meio de uma medida provisória (MP). A posição oficial do governo, hoje, é de que o tema não será definido em 2010. A tese é de que as concessões só vencem em 2015, e haveria muito tempo para decidir.

A proposta do governo prevê que os concessionários paguem uma taxa para manter os ativos, cuja receita será revertida para modicidade tarifária. "O pagamento desta taxa será usado para abater os encargos setoriais da tarifa, beneficiando todos os consumidores do sistema", relatou uma segunda fonte.

A solução agrada as geradoras porque não distorce a formação de preços do mercado e não restringe o destino da oferta, que pode ir para os consumidores livres (grandes indústrias) ou para as distribuidoras de energia.

Essa alternativa foi a solução encontrada pelo governo para compartilhar com os consumidores o baixo custo de geração dessas concessões na conta de luz. Por se tratar de usinas com investimentos já pagos e amortizados, os custos de operação e manutenção são baixíssimos.

O Ministério de Minas e Energia também considerou a possibilidade de não renovar as concessões e licitar os ativos. Porém, concluiu que com isso poderia enxugar parte dos recursos para investimentos em expansão ? Belo Monte, por exemplo, tem investimento estimado entre R$ 19 bilhões (governo) e R$ 30 bilhões (investidores).

Sem novidade. A definição de um tema importante do setor elétrico por medida provisória não é novidade. O novo modelo do segmento, implementando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou forma pelas MPs nº 144/03 e nº 145/03. "As MPs foram apresentadas em dezembro de 2003 e, em 2004, já tinham virado lei", lembra a fonte, em referência à Lei 10.484, de março de 2004. A fonte destaca que uma MP exigiria que o tema fosse votado mais rapidamente no Congresso, tendo em vista que tem a capacidade de trancar a pauta do plenário.

Hoje, o entendimento do governo é de que a segunda prorrogação das concessões exige alteração da legislação, que não suporta essa opção. Essa é uma das conclusões do estudo do grupo de trabalho coordenado pelo ex-secretário executivo e atual ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Isso explica a necessidade da MP para alterar a lei do setor. O estudo, com os prós e os contras da segunda renovação ou da licitação, foi finalizado em 2009 e entregue às diversas áreas do governo, entre elas a Casa Civil. Isso demonstra que a parte técnica sobre o tema já foi concluída, restando apenas o momento político da decisão.

Os agentes do setor já trabalham com a expectativa de que a solução seja tomada depois do resultado das eleições deste ano. O diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla, deixou isso claro em teleconferência sobre os resultados da companhia duas semanas atrás. "Esse é um tema muito polêmico e inadequado para ser debatido em ano eleitoral", afirmou. A estatal é uma das interessadas no tema, já que tem 10% de sua capacidade instalada de geração vencendo em 2015.

Levantamento do Ministério de Minas e Energia mostra que a concessão de 67 hidrelétricas (18,242 mil MW) vence em 2015. Esse volume representa 16,9% da capacidade instalada do parque gerador do Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100406/not_imp534148,0.php

A decisão de Meirelles e suas consequências

O Estado de S.Paulo

A decisão de Henrique Meirelles de continuar na presidência do Banco Central (BC) foi recebida com alívio no mercado financeiro e reforçou a convicção de que as autoridades monetárias voltariam a ter uma atitude racional.

Foi, aliás, o que anunciou Henrique Meirelles ao declarar: "Fiquei para contribuir para a racionalidade econômica." De fato, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na sua última reunião, pareceu em total desacordo com a análise que seus membros fizeram da situação econômica, sentimento que ficou ainda mais claramente comprovado com a publicação, depois da Ata do Copom, do Relatório de Inflação. A racionalidade anunciada pelo presidente do BC é, sem dúvida, uma elevação da taxa Selic na reunião do final de abril. O relatório de mercado Focus vem consolidar essa impressão.

Mais uma vez, o relatório está prevendo uma nova elevação do IPCA para o final de 2010 e 2011, ao mesmo tempo que admite que a Selic, em abril deste ano, passará de 8,75% para 9,25%.

É interessante notar que, numa declaração feita em Belo Horizonte, Henrique Meirelles lembrou que, no Relatório de Inflação, o BC estava admitindo para 2011 uma inflação de 5,2%, mas que para os próximos 12 meses a previsão era de uma taxa ligeiramente abaixo do centro da meta, donde se conclui que o BC admite que, para 2011, em razão do atraso na reação do Copom, será difícil atingir o centro da meta e que todos os esforços terão que se dirigir para esse objetivo no ano que vem.

Todo o problema é saber qual será a composição do Copom depois das eleições de 2010. Corre o rumor de que, se Dilma Rousseff ganhar as eleições, Henrique Meirelles será mantido na presidência do BC e seu nome seria uma maneira de compensar a falta de uma Carta ao Povo Brasileiro com o compromisso nela firmado. A dúvida é se Dilma Rousseff teria a autoridade de Lula para manter no BC uma ortodoxia que o PT teve grandes dificuldades em admitir.

Já no caso da vitória de José Serra, a composição do BC seria totalmente modificada, pois é sabido que o ex-governador de São Paulo tem criticado com dureza a política das atuais autoridades monetárias.

Talvez se esteja dando hoje um papel exagerado à política monetária, quando a maior dificuldade será a de pôr em ordem as finanças públicas diante dos compromissos assumidos pelo governo atual com efeitos duradouros, como o reajuste do funcionalismo, dos benefícios do INSS, etc. E com tantas obras inacabadas.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100406/not_imp534163,0.php

Dilma pede palanque único a PT e PMDB em Minas

EDUARDO KATTAH - Agência Estado

Na primeira visita a Minas como pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra Dilma Rousseff fez hoje um apelo para que petistas e peemedebistas firmem um acordo visando a um palanque único no segundo maior colégio eleitoral do País. "Temos sempre dito que nós preferimos palanque único", disse a ex-ministra em entrevista na Câmara Municipal na cidade histórica.

"É a melhor solução. Agora ninguém está aqui para impor nada a ninguém. O processo não pode ser esse. Cada Estado tem suas características especiais. Então, eu espero que seja um palanque único. Torço para que seja assim. Até apelo para que seja palanque único", afirmou.

Acompanhada dos pré-candidatos ao governo do Estado, os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias, e de Hélio Costa, do PMDB, Dilma cumpriu uma agenda de compromissos no fim da manhã e início da tarde em Ouro Preto. Ao chegar à cidade, ela ressaltou suas origens mineiras. "Será uma mineira na Presidência da República", discursou o prefeito da cidade, Ângelo Oswaldo, do PMDB.

Questionada, Dilma disse que não espera que a campanha descambe para o baixo nível, mas voltou a fazer críticas veladas ao adversário José Serra e ao PSDB. Ela reiterou a expressão "lobo em pele de cordeiro". "Vou te falar quem são essas pessoas. Quem da oposição tenta passar agora como sucessor do presidente Lula não sendo, é um lobo na pele de cordeiro", disse.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-pede-palanque-unico-a-pt-e-pmdb-em-minas,534570,0.htm

Ciro pressiona e PSB adia decisão sobre candidatura

Andréia Sadi, iG Brasília

O PSB planejava enterrar de vez a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência na última segunda-feira, mas resolveu adiar o anúncio após conversa de dirigentes com o próprio deputado, em Brasília. Na semana passada, Ciro já havia dado o recado. Disse que só seu partido ou sua mãe poderiam impedi-lo de ser candidato e nem mesmo um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o convenceria a optar pela corrida ao governo de São Paulo em uma chapa formada com o PT.

O presidente do partido, o governador Eduardo Campos (PE) , e lideranças do PSB se prepararam para comunicar ao deputado que seu nome estava fora do jogo presidencial. Concluíram que o partido está isolado para a disputa, já que o PT conta com apoios de outros partidos como PCdoB e PDT. Após lançamento do PAC 2, dirigentes jantaram com Ciro, mas o deputado apresentou argumentos baseados em pesquisas de intenção de voto que fizeram o partido recuar.

Com base nas últimas sondagens, Ciro disse ao partido que os seus 10% não só levam a disputa entre os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra para o segundo turno, como é ele a segunda opção de voto dos eleitores dos dois principais candidatos. O deputado argumentou que se sair, ajuda Serra porque, na maioria dos casos, é o preferido dos eleitores do tucano.

O partido disse a Ciro que não tem verba para bancar uma candidatura presidencial, que exigiria uma estrutura com alugueis de imóveis, jatinhos para viagens e campanha publicitária, mas o deputado disse que o partido pode faturar muito com o lançamento de uma candidatura nacional com uma chapa encabeçada com ele. Até animou o presidente do partido quando lembrou que sondagens internas do PSB mostram um potencial de crescimento de quase 20 milhões de votos. Diante dos argumentos, o PSB decidiu se reunir nesta semana para redefinir o momento mais apropriado para falar com o Ciro.

Com a saia-justa, quer que o PT ajude a dar uma desculpa para convencer o deputado a se retirar da disputa em troca do apoio a Dilma logo no primeiro turno. O partido sugere que a legenda do presidente Lula negocie uma chapa ou apoio nos Estados para candidatos do partido de Eduardo Campos em troca da desistência de Ciro. Como exige uma “saída honrosa” da disputa, o deputado considera uma boa justificativa este “gesto maior pelo partido”. E por isso o PSB quer contar com o PT.

Quer, por exemplo, apoio para a candidatura de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O PT chegou a defender o nome de Ciro como candidato único da base no Estado, mas o deputado recusou o convite e a base aliada do governo deverá ter dois candidatos em São Paulo. Além de Skaf, o senador Aloizio Mercadante, do PT, deverá entrar na disputa. Agora, o PSB quer que Dilma suba nos dois palanques.

Para Ciro, o PSB deveria lançar candidatura própria onde houvesse viabilidade e ocupar o "vácuo" deixado pelo PT. Ciro já disse que o PT em São Paulo é um “desastre” e não tem candidato forte. A candidatura de Ciro em São Paulo nasceu de conversas com o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem é creditada a ideia de querer transformar a disputa eleitoral deste ano em um plebiscito entre PSDB e PT.

Outras negociações entre os partidos envolve os caso do deputado federal Rodrigo Rollemberg. Rollemberg quer disputar o Senado Federal na chapa do PT no Distrito Federal, que lançou Agnelo Queiroz para o governo. Acontece que são duas vagas para três nomes. Além de Rollemberg, estão de olho nas vagas o senador Cristovam Buarque (PDT) e o deputado Geraldo Magela ( PT).

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/06/ciro+pressiona+e+psb+adia+decisao+sobre+candidatura+9449593.html

Dilma contrata ex-diretor da Campus Party para coordenar campanha nas redes sociais

JULIANNA GRANJEIA
colaboração para a Folha Online

A equipe da ex-ministra petista Dilma Rousseff contratou Marcelo Branco, 48, para coordenar a campanha nas redes sociais. Ex-diretor geral da Campus Party Brasil (evento de tecnologia), Branco diz que pretende fazer uma campanha descentralizada, identificando e valorizando a iniciativa de blogueiros espontâneos que já declararam apoio à petista na rede, sem usar técnicas para inflar números.

"Não tem como fazer campanha na internet contratando blogueiros para destruir a reputação de outros blogueiros. Isso pega muito mal, blogueiro tem que ter liberdade de expressão, independente de partido. Não vamos usar técnicas de destruição na rede, atacar reputação de blogueiros nem 'bombar' palavras no Google", afirma Branco.

Para Branco, a internet pode ser decisiva nessa eleição, mesmo com o problema da exclusão digital. "O papel da internet será de organizar um debate qualificado, que muitas vezes não conseguimos fazer em outros meios de comunicação. Nós, que temos muito para mostrar, vamos fazer uma campanha de alto nível na internet. Que não tem nada para mostrar vai usar a internet para baixarias."

O grupo --que conta com profissionais que participaram da campanha de Barack Obama para a Presidência do Estados Unidos (leia mais abaixo)-- irá criar comunidades oficiais em todas as redes sociais (como Orkut e Facebook), além de perfis no Twitter.

"A Dilma terá seu próprio perfil no Twitter, mas ainda não sabemos quando. A equipe de coordenação da campanha terá outro. Dilma tem intimidade com a tecnologia, ela anda com um notebook em todas as reuniões. Mas o tempo dela pode ser diferente, ela está com a agenda complexa", diz Branco.

Branco, que também foi coordenador da Associação Software Livre, dispensa o título de estrategista ("estrategista é exagero, faço parte de uma equipe") e diz que a campanha da ex-ministra será feita a "milhares de mãos", pelos militantes do PT e do PMDB, que apoiam a candidatura de Dilma.

"Diferente da estratégia da oposição, nós vamos colocar na internet tudo o que foi feito nos oito anos de governo do Lula (PT) e as propostas de avanço da Dilma. Nós temos uma candidatura de continuidade de um governo que tem aprovação popular de mais 70%", diz.

Equipe de Obama

Branco foi contratado pela Pepper Comunicação Interativa, que fez a campanha do presidente Lula na campanha de 2006. O PT também contratou a empresa americana Blue State Digital, responsável pelo marketing digital da campanha de Barack Obama para a Presidência do Estados Unidos em 2008. Scott Goodstein, responsável pela campanha em mídias sociais de Obama, também está no time petista.

"Vamos aproveitar a experiência deles, eles virão para o Brasil algumas vezes, mas a estratégia da campanha é feita pela coordenação de Fernando Pimentel [dx-prefeito de Belo Horizonte]. Sou uma das pessoas do coletivo que vai cuidar da campanha Dilma na internet, da estratégia nas redes sociais. Não sou de marketing, minha história é com a internet e com as redes sociais, que integro há quase dez anos", diz Branco.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u716934.shtml

Campanha de Dilma tentará marcar Serra como anti-Lula

da Folha Online

Hoje na Folha A pré-campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência tentará colar na imagem do tucano José Serra o rótulo de anti-Lula, informa hoje o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com a coluna, em evento ontem do aliado PR Dilma fez uma "clara investida para atrapalhar o esforço" de Serra de "tirar o presidente Lula do centro do debate eleitoral".

Ela disse ontem para a população brasileira não deixar os que "quebraram o Brasil" e têm "mãozinhas de lobo" retornem ao comando do país --numa polarização com os tucanos que promete marcar a campanha eleitoral deste ano.

"Aqueles que venderam nosso patrimônio, quebraram o Brasil, deixaram o povo sem renda adequada não serão capazes de levar isso [políticas do governo Lula] em frente. Esses falsos cordeiros são fáceis de identificar, as mãozinhas de lobo aparecem. O povo não vai se deixar enganar. Eles mostram as patinhas de lobo", afirmou.

De acordo com o "Painel", o núcleo da campanha de Dilma avalia que Serra tentará se livrar da marca de Anti-Lula por saber que isso pode derrotá-lo nas urnas. Por isso, Dilma tentará caracterizar a candidatura de Serra como um projeto oposto ao de Lula.

Anti-Lula

Dilma disse ontem que aqueles que "ameaçam acabar com o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]" e também com o Bolsa Família "são e sempre foram o anti-Lula" --mesmo afirmando em sucessivos discursos que pretendem manter programas criados na gestão do PT na Presidência.

"Eles dizem que vão continuar o que o governo Lula está fazendo. Mas como, se passaram os últimos sete anos criticando? Eles são e sempre foram o anti-Lula. Criticaram dizendo que era um governo que tinha sorte, aí tivemos a maior crise econômica desde 1929 e a enfrentamos", afirmou Dilma.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u716755.shtml

"Vamos ressuscitar os aloprados", diz tucano

BRENO COSTA
da Folha de S.Paulo

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido vai partir para o debate ético com o PT, inclusive ressuscitando o escândalo dos "aloprados", mas que a missão ficará a cargo dos caciques tucanos. O pré-candidato do partido, José Serra, não vai para a linha de frente dos ataques, segundo o coordenador da campanha do paulista.

"Deixa o Serra em casa. Ele não precisa [falar a respeito de escândalos]", disse Guerra, em resposta a declarações da ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que afirmou que "esse debate é muito bom para a gente".

Na última quarta-feira, na cerimônia que marcou sua despedida do cargo de governador de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, Serra fez suas mais duras declarações em relação ao governo federal.

Entre outras críticas, disse, referindo-se veladamente ao escândalo do mensalão, que "aqui [no seu governo] não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira, mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito".

Até então, vinha buscando manter distância de um confronto mais aberto com o governo, estratégia que não era seguida pelo resto da cúpula tucana, como Guerra, que sempre fez ataques diretos a Dilma.

"Vamos ressuscitar os aloprados. Vamos fazer isso no foro adequado, que é o Congresso", disse Guerra.

No domingo, a Folha revelou que os envolvidos vivem sem preocupações com o desenrolar do caso do dossiê contra José Serra, na véspera das eleições de 2006. Na época, a Polícia Federal apreendeu uma mala com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar informações contra Serra.

O suposto dono da mala, Hamilton Lacerda, um dos "aloprados", hoje é fazendeiro na Bahia e administra um capital social de R$ 1,5 milhão.

Dilma também tem usado a passagem de Serra pelo Ministério do Planejamento (1995-1996), durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para dizer que na gestão do adversário não houve planejamento, o que, segundo a petista, levou ao apagão energético, no fim do governo FHC.

"Vistosa propaganda"

"O Serra não tem nada a ver com o apagão. Todo mundo sabe disso", disse Sérgio Guerra. "O Serra, quando ministro [do Planejamento], lançou um programa chamado Brasil em Ação, que, bastante deturpado nos seus objetivos iniciais, transformou-se no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que é uma vistosa propaganda", afirmou.

Ontem, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) entrou na discussão ao dizer que o PSDB não tem moral para falar do PT tendo o DEM como aliado.

"O DEM está aberto para discutir ética com o PT. Vamos discutir o mensalão de Brasília e o do PT. Eles estão com Bancoop vivo, mensalão vivo, aloprados vivos", disse o líder do partido na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC).

Para o deputado, o efeito de escândalos sobre Dilma será distinto do sentido por Lula, que manteve a popularidade. "Ela não tem blindagem para isso, ela vai ter que se explicar."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u716730.shtml

PV articula apoio de Itamar a Marina Silva

AE - Agência Estado

O PV está cortejando o ex-presidente Itamar Franco (PPS), numa investida para conquistar seu apoio à candidatura da senadora Marina Silva à Presidência da República. Em conversas frequentes com o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira, pré-candidato verde ao governo de Minas Gerais, Itamar tem sido receptivo à aproximação com Marina.

A pré-candidata estará em Belo Horizonte na próxima sexta-feira.

Na ocasião, ela vai almoçar com prefeitos, vereadores e lideranças do partido e, depois, participar da posse do novo presidente estadual do PV, Ronaldo Vasconcelos. O coordenador de campanha de Marina, Alfredo Sirkis, disse que há possibilidade de Marina ir a Juiz de Fora no dia seguinte e que o apoio de Itamar é bem-vindo.

O ex-presidente confirmou a negociação. "Eu tenho alguns amigos, que não são poucos, que estão muito propensos a votar na Marina. E eles gostariam de ter uma conversa com ela. Se ela viesse a Juiz de Fora, nós ajustaríamos esse encontro", afirmou.

O ex-presidente disse também que ficou "muito contente" ao saber que seu ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, está colaborando com a pré-candidata do PV. "O Ricupero é extremamente capaz."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pv-articula-apoio-de-itamar-a-marina-silva,534391,0.htm

Dilma confirma chapa com PMDB e elogia Temer

GUSTAVO URIBE - Agência Estado

A ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão no Palácio do Planalto, confirmou hoje que o PMDB terá o posto de vice na chapa encabeçada pelo PT à Presidência da República e elogiou a provável indicação do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) para a composição da dobradinha. Em entrevista concedida ao "Jornal da Manhã", da Rádio Jovem Pan, a presidenciável indicou, no entanto, que haverá um diálogo com o PT para a definição do nome do vice, que será escolhido oficialmente na Convenção Nacional do PMDB em junho.

"A escolha do vice deve ser uma questão em que o partido que comporá a chapa majoritária conosco, que é o PMDB, tenha uma participação muito importante", afirmou a ministra. "Será o candidato que o PMDB indicar e que o PT considere que seja o mais indicado. É natural que haja um processo de diálogo entre os dois partidos, e nem acredito que o PMDB não o faça", acrescentou a ministra. A petista citou o nome de Temer para a disputa, segundo ela "um paulista respeitado". "Até agora o nome cogitado tem sido o do deputado Temer, que, sem sombra de dúvida, tem todas as qualificações para pleitear o posto", afirmou.

Dilma foi perguntada sobre a crítica ao pré-candidato do PSDB, o ex-governador José Serra, feita em entrevista publicada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo. No jornal, a petista acusou o tucano, enquanto ministro do Planejamento (1995-1996), de ter "gestado" o apagão. Em resposta à rádio, Dilma ponderou a afirmação. De acordo com ela, a responsabilidade pelo racionamento de energia não foi apenas de Serra, mas de todos os ministérios da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"O racionamento de oito meses ocorreu. A questão é: como um racionamento acontece? Não acontece de um dia para o outro, acontece porque não se planeja", reafirmou a ex-ministra. "Os responsáveis foram todos os ministérios ligados à área. A questão de planejar era um ponto fora da curva de qualquer governo. Então, houve uma falha de oito meses. Os responsáveis são vários, o governo inteiro."

Conselheiro

Questionada, Dilma confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá espaço em seu eventual governo, dando-lhe conselhos quando for necessário. "Eu tenho uma relação além de política com o presidente. Tenho um sentimento muito forte de respeito", disse a ex-ministra.

"Tenho em Lula uma pessoa que sempre escutarei a opinião. Eu não serei a única a consultá-lo em um governo, outros líderes também o consultarão. Nós compartilhamos do mesmo projeto de Brasil."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-confirma-chapa-com-pmdb-e-elogia-temer,534039,0.htm

Dilma vai a posse para sacramentar aliança com PR

FABÍOLA SALVADOR - Agência Estado

Em seu primeiro compromisso público após deixar a Casa Civil, a ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência da República Dilma Rousseff participa hoje, em Brasília, da posse de Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes do governo Luiz Inácio Lula da Silva, como novo presidente do Partido da República (PR). O encontro será praticamente a consagração da coligação entre PT e PR para a disputa presidencial.

Nascimento é candidato nas eleições de outubro ao governo do Amazonas e um dos principais articuladores dentro do partido da aliança em torno da candidatura de Dilma. Estão confirmados discursos do atual presidente da sigla, Sergio Tamer, e do novo presidente da legenda. Dilma deve conceder uma entrevista após a posse da nova direção do PR, mas um discurso da candidata no evento não está descartado.

Temendo punições por parte da Justiça Eleitoral, a direção do PR faz questão de ressaltar o caráter partidário do evento. "Todo o cuidado é para não dar um caráter eleitoral à posse do novo presidente do partido. Vai ser um evento partidário", ressaltou um dos organizadores. Apesar da cautela, os principais dirigentes do PR não escondem que Dilma é a "convidada de honra da festa".

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-vai-a-posse-para-sacramentar-alianca-com-pr,533904,0.htm

Partido da República vai oficializar apoio a Dilma

EQUIPE AE - Agência Estado

O Partido da República (PR) deve anunciar amanhã apoio oficial à pré-candidata do PT à Presidência da República, ex-ministra Dilma Rousseff. De acordo com informações da Agência Brasil, o anúncio será feito durante solenidade de posse do novo presidente da legenda, o ex-ministro dos Transportes senador Alfredo Nascimento (AM), que assume o comando da sigla em substituição a Sérgio Tamer.

Segundo informou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a presidenciável do PT confirmou presença no evento. Alfredo Nascimento, que foi escolhido dirigente da sigla pela Executiva Nacional do PR, irá comandar a Convenção Nacional no mês de junho, onde será aprovada a coligação da legenda com o PT para a eleição presidencial deste ano.

Segundo a Agência Brasil, o deputado Luciano Castro (PR-RR), ex-líder do partido, disse que o apoio a Dilma Rousseff foi decidido em reuniões da cúpula partidária com a direção do PT e com a participação da ex-ministra. A solenidade de amanhã deverá reunir também governadores, senadores, deputados, prefeitos e lideranças do PR, além de parlamentares e dirigentes do PT.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,partido-da-republica-vai-oficializar-apoio-a-dilma,533625,0.htm

05/04/2010

Garotinho ganha afagos de Dilma e diz estar "seguro" sobre apoio da petista

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-governador do Estado Anthony Garotinho ganhou nesta segunda-feira afagos da pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff.

Em discurso na posse do ex-ministro Alfredo Nascimento (Transportes) na presidência do PR, Dilma disse que mantém com Garotinho e sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho, uma convivência "cordial" desde os tempos em que eram filiados ao PDT.

Dilma citou nominalmente as principais lideranças políticas do PR, mas reservou ao casal Garotinho uma referência especial --ao lembrar que os três foram filiados ao PDT antes de seguirem, respectivamente, para o PT e o PR.

Garotinho disse estar "absolutamente seguro" de que Dilma subirá em seu palanque na corrida ao governo do Rio, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha declarado apoio formal à reeleição do atual governador Sérgio Cabral (PMDB). "O PR é da base aliada do governo, essa é a questão", afirmou.

O pré-candidato disse que não firmou nenhum "pacto de não agressão" com Cabral, mesmo os dois partidos sendo aliados em nível nacional. "Nós não temos problemas com o PT no Rio, lá o nosso problema é o PMDB", afirmou.

O ex-governador confirmou que convidou Dilma para um congresso estadual do PR, no dia 10 de abril, data em que o PSDB lança oficialmente a pré-candidatura do ex-governador José Serra ao Palácio do Planalto. O evento vai marcar a pré-candidatura de Garotinho ao governo do Rio, no mesmo Dilma em que está prevista homenagem para Dilma feita pelo PT fluminense.

"Não é fato consumado, nem condicionamos a ida dela ao evento. Ela disse que vai depender da agenda do presidente Lula", disse Garotinho.

Campanha

A aliança do PT com o PR na corrida presidencial, que será formalizada em junho, representa na prática o apoio do partido à candidatura Garotinho. Ex-crítico feroz do governo Lula, o ex-governador já declarou que fará palanque para a ministra no Rio.

A aproximação entre Dilma e Garotinho, no entanto, tem causado desconforto no governador do Rio, candidato à reeleição.

Com a formalização do apoio do PT a Garotinho, Dilma terá dois palanques no Estado --onde vai se dividir entre os dois candidatos.

Em março, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus.

Segundo a promotoria, outras 86 pessoas também são acusadas de operar um suposto esquema de desvio de verbas por meio de ONGs e empresas de fachada.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u716523.shtml

Presidente do PSDB diz que será o coordenador da campanha de Serra

da Folha Online

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou nesta segunda-feira em sua página no Twitter que será o coordenador da campanha do tucano José Serra à Presidência da República.

"Me perguntam se serei coordenador da campanha do Serra. Sim, eu serei", disse ele no microblog.

Serra vai lançar sua candidatura no dia 10 de abril em um evento em Brasília que vai reunir os três partidos de oposição numa demonstração de apoio ao seu nome na corrida presidencial.

Intitulado de "Encontro dos partidos", o evento vai reunir filiados do DEM, PSDB e PPS para lançar oficialmente a pré-candidatura do tucano --sem o caráter de pré-convenção partidária do PSDB.

Depois do PT lançar a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em um encontro nacional do partido, os tucanos querem passar a ideia de que candidatura de Serra tem o apoio conjunto da oposição, numa ação que não é isolada do PSDB.

Os tucanos têm como principal objetivo mostrar que o nome de Serra tem o aval de todos os partidos da oposição, especialmente depois que democratas criticaram publicamente a demora do PSDB em lançar o seu candidato.

Guerra afirmou que, além de Serra, somente os presidentes do DEM, PSDB e PPS vão discursar durante a cerimônia. Os tucanos prometem não mobilizar militantes para o evento, mas convidar políticos, intelectuais e integrantes da sociedade civil apoiadores da candidatura de Serra.

O evento será realizado no espaço de eventos "Brasil 21", que será alugado pelo PSDB por R$ 18 mil. Como a legislação eleitoral só permite o início das campanhas em julho, o PSDB decidiu realizar o evento em um sábado, previsto para ter início às 9h e encerrar às 13h.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u716483.shtml

Marina garante que, se eleita, vai manter tripé da economia brasileira

Fernando Taquari | Valor

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, garantiu hoje que, se eleita, vai manter o tripé da economia brasileira, com superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação.

"A política econômica deve ser mantida, reorientando o processo. É preciso que os juros possam diminuir para que se tenham os investimentos", ressaltou Marina, depois de lembrar que o tripé foi chamado por muito tempo de política neoliberal. "Nunca mais vi esse termos associado a essas três ferramentas", acrescentou.

Marina, no entanto, procurou deixar claro que tem um projeto de governo diferente de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), seus principais adversários na disputa ao Palácio do Planalto. "Os dois tem uma visão parecida, que é desenvolvimentista. Eu prefiro qualificar o que é esse crescimento , que não se transforma em melhoria na vida das pessoas em todos os aspectos", enfatizou a pré-candidata do PV.

Segundo ela, o desafio está em manter o equilíbrio econômico e a inclusão social com uma economia de baixo carbono. Marina tentou, mas não conseguiu evitar repetir as críticas à Serra feitas por Dilma em entrevista hoje ao jornal O Estado de S. Paulo. Na ocasião, a petista acusou o tucano de não ter planejado o país enquanto foi ministro da Planejamento.

Para Marina, o Brasil não tem planejamento há muito tempo. Como exemplo, listou três setores que carecem mais atenção: saúde, educação e infraestrutura. No caso da saúde, defendeu a implementação do Sistema Único de Saúde, com o aprimoramento na alocação dos recursos. Em relação à educação, cobrou um aumento dos investimentos ao lembrar que 55% das crianças que entram no ensino fundamental não conseguem concluí-lo.

Por fim, voltou a artilharia novamente para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerando uma das principais vitrines da campanha de Dilma. O PAC, destacou, tem como objetivo apenas gerenciar as obras. "O desafio está em preparar a infraestrutura para o desenvolvimento sustentável", argumentou.

(Fernando Taquari | Valor)

http://www.valoronline.com.br/?online/politica/6/6191025/marina-garante-que,-se-eleita,-vai-manter-tripe-da-economia-brasileira

Padilha: dúvida de ministros é com publicidade eleitoral

LEONENCIO NOSSA E GERUSA MARQUES - Agência Estado

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a principal dúvida dos ministros, durante reunião hoje, na Granja do Torto, é com a publicidade nos meses que antecedem as eleições gerais de outubro. Segundo ele, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria de Comunicação da Presidência vão fazer consultas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre publicações e campanhas de utilidade pública que serão veiculadas a partir do dia 3 de julho, quando começa efetivamente a disputa eleitoral.

De acordo com o ministro, na análise da AGU a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, não está impedida de participar de eventos oficiais ao lado do presidente. "Essa vedação existe a partir da data em que se oficialize essa candidatura", disse Padilha. Ele reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já disse claramente que nos horários livres (à noite e nos fins de semana) vai participar "ativamente" da campanha de Dilma e dos aliados do governo nas disputas estaduais.

Segundo Padilha, na reunião ministerial de hoje não se discutiu o papel que os ministros terão nessas campanhas. "A única preocupação é que os ministros priorizem as atividades de governo", disse, lembrando que em ano eleitoral os ministros querem participar de atividades eleitorais. "O presidente quer que os ministros contribuam para manter o ritmo acelerado e terminar o governo com uma avaliação tão positiva como temos hoje."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,padilha-duvida-de-ministros-e-com-publicidade-eleitoral,533967,0.htm

Goldman mantém discurso de Serra após assumir SP

CAROLINA FREITAS - Agência Estado

O governador interino de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), participou hoje do primeiro evento no cargo após a saída do ex-governador José Serra (PSDB) para concorrer à Presidência da República pelo PSDB. Goldman manteve o discurso de Serra em cerimônia para entrega de 180 carros para a Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado (SPTC), na capital paulista.

O governador interino afirmou que a gestão continua nos mesmos "diapasão e velocidade" e que caberá a Serra decidir se participa ou não de eventos do governo do Estado daqui para frente. "Hoje, Serra é um cidadão comum, como qualquer outro. Ele poderia estar aqui, mas vai tomar todos os cuidados para não incorrer em qualquer descumprimento da legislação eleitoral", disse Goldman.

"Eu tomo todo o cuidado porque sou governador. Mais que qualquer cidadão, tenho de dar o exemplo. Seria muito ruim se amanhã eu tomasse uma multa por descumprimento da legislação. Não pelo valor da multa, mas pelo aspecto moral e ético que ela representaria." Goldman toma posse como governador amanhã em cerimônia na Assembleia Legislativa. Em seguida, participará de uma solenidade no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

Porém, Goldman preferiu não polemizar sobre as recentes punições da Justiça Eleitoral ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionado se achava que Lula deu um mau exemplo, respondeu: "Não acho nada. Eu, pessoalmente, cumpro a legislação ao máximo. Me sentiria muito mal se tomasse uma multa."

Participação

Goldman evitou comentar a participação na campanha presidencial de Serra. Para o governador interino, a maior contribuição que poderia dar é fazer um bom fim de mandato. "Como governador, não me cabe ajudar ninguém. Cabe a mim cumprir meu papel e, quanto melhor eu fizer isso, melhores serão os resultados das expectativas da população."

Em oposição aos contumazes atrasos de Serra, Goldman chegou à SPTC com 40 minutos de antecedência. Ele subiu ao palco dois minutos antes do horário marcado para o início do evento. Em breve discurso, disse estar feliz pelo primeiro compromisso como governador ser uma entrega na área da segurança e louvou o trabalho de peritos e legislas. "A falta de provas aumenta a impunidade. Não basta exigir apenas do Poder Judiciário", afirmou ele a cerca de 150 policiais.

Ao se posicionar para a entrevista, Goldman estranhou o púlpito transparente colocado pela assessoria do governo de São Paulo entre ele e os jornalistas. "Isso é para me proteger de vocês? É à prova de balas?", brincou. Os seguranças, por sua vez, advertiram os repórteres para que não aproximassem demais os microfones e gravadores do rosto do governador, para evitar acidentes.

Futebol

Ele concedeu entrevista de 12 minutos. Foi comedido, mas falou de política a futebol. Indagado se concordava com a ideia do antecessor de criar uma delegacia especializada em torcidas organizadas, afirmou que considerava a violência nos estádios "bem mais controlada" atualmente. "Como corintiano, fui da Gaviões da Fiel, mas me afastei quando ela passou a ter uma postura mais agressiva. Achei que não ficava bem para mim participar."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,goldman-mantem-discurso-de-serra-apos-assumir-sp,533948,0.htm

Marina Silva diz que manterá política econômica caso seja eleita

Agência Brasil | Bruno Bocchini

São Paulo – A pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva (PV), disse hoje (5) que, se eleita, vai dar continuidade à atual política econômica do país, baseada em superávit primário, câmbio flutuante e controle da inflação pelo regime de metas. Marina defendeu ainda a queda dos juros para o aumento dos investimentos.

“Nós temos uma política econômica baseada no tripé superávit primário, política cambial, e controle de inflação a partir de metas. Durante um tempo isso era chamado de política neoliberal, ultimamente não vi mais esse termo associado a essas três ferramentas. Elas devem ser mantidas, reorientando o processo”, disse, ao visitar o Consórcio Intermunicipal Grande ABC hoje, em Santo André.

A pré-candidata ainda destacou que o atual tripé econômico não foi impeditivo para os investimentos em sustentabilidade no país. Segundo Marina, foi graças às reservas de recursos obtidos com o atual modelo que o país pôde dar continuidade aos incentivos destinados ao que ela chama de “política de baixo carbono”.

“Foi graças a termos reservas que foi possível atravessar essa crise econômica sem grandes sobressaltos e viabilizar os recursos e os incentivos necessários para o que eu chamo de economia de baixo carbono. Alguém disse que é impossível, mantendo esse tripé, fazer essa nova economia. É claro que é possível, desde que se aloquem os recursos para os investimentos corretos na direção da sustentabilidade econômica, social e cultural”, disse.

Apesar de defender a atual política econômica, a ex-ministra do Meio Ambiente ressaltou que sua proposta de governo difere da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB).

“Do ponto de vista da visão de desenvolvimento, os dois têm uma visão muito parecida, que é a visão do desenvolvimentismo, do ‘crescimentismo’. Eu prefiro qualificar o que é esse crescimento. Crescimento que não se transformar em melhoria da vida das pessoas em todos os aspectos, inclusive em cuidado com a base natural do nosso desenvolvimento, não é desenvolvimento. É nesse sentido que é um projeto completamente diferente”, afirmou.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimasnoticias?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=191074

PR declara apoio a Dilma durante posse de Alfredo Nascimento

Agência Brasil | Iolando Lourenço

Brasília – O senador Alfredo Nascimento (AM) assumiu hoje a presidência do Partido da República (PR), em substituição a Sérgio Tamer. Durante a solenidade lideranças do partido declaram apoio a pré-candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. O PR é o primeiro partido que oficialmente anunciou que deverá participar da coligação em torno da candidatura de Dilma.

O novo presidente da legenda anunciou que só no mês de junho, quando será realizada a convenção nacional do PR é que será oficializada a coligação em torno da candidatura do PT. A ex-ministra foi aplaudida durante seu discurso, pelas lideranças do Partido da República. Ela falou da importância de ter o partido como um aliado do governo Lula e disse contar com essa aliança em um futuro governo.

Participaram da posse de Nascimento, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ex-governadores como Anthony Garotinho, Blairo Maggi, senadores, deputados, prefeitos e artistas como Juca Chaves e Agnaldo Timóteo.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimasnoticias?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=191410

04/04/2010

Palanques múltiplos são problema

MARCELO DE MORAES - Agência Estado

Depois de deixar a Casa Civil para poder cuidar oficialmente de sua campanha presidencial, a petista Dilma Rousseff sabe que uma de suas prioridades será pacificar os aliados em pelo menos cinco Estados estratégicos eleitoralmente. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão terão aliados governistas em choque direto, o que poderá comprometer o desempenho da candidata.

Juntos, esses cinco Estados representam cerca de 35,3% do eleitorado nacional, ou um contingente de 46,8 milhões de votos. Se os aliados de Dilma estivessem unidos, teriam mais capacidade para transferir seu prestígio regional para a candidata petista. Divididos, criam constrangimentos para Dilma e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que precisarão redobrar a cautela para evitar crise entre os aliados por conta de uma eventual preferência dada a algum desses candidatos em detrimento de outros.

Em Minas, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com 14,2 milhões de eleitores, o PT não conseguiu amarrar um acordo com o PMDB local. O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa lidera as pesquisas, mas não teve sucesso até agora em convencer os petistas a apoiá-lo para o governo. A maior resistência vem do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, pré-candidato e um dos coordenadores da campanha de Dilma.

No Rio, que concentra o terceiro maior número de eleitores - 11,3 milhões -, um acordo desse tipo é impossível. Os dois candidatos da base e líderes nas pesquisas são o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), hoje adversários ferrenhos. Ambos pleiteiam a participação de Dilma e Lula em suas campanhas.

Situação semelhante ocorre na Bahia, onde o governador Jaques Wagner (PT) terá o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) como adversário. Como Cabral e Garotinho, Wagner e Geddel eram aliados e romperam relações publicamente.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,palanques-multiplos-sao-problema,533512,0.htm

03/04/2010

Dilma sobe 4 pontos e encosta em Serra, diz Vox Populi

estadão.com.br

Uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República da Vox Populi, encomendada pela TV Bandeirantes e divulgada na noite deste sábado, 3, mostrou que José Serra, pré-candidato do PSDB, lidera a corrida com 34% das intenções de voto. Dilma Rousseff, do PT, aparece com 31%, seguida de Ciro Gomes (10%) e Marina Silva (5%).

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-encosta-em-serra-diz-vox-populi,533305,0.htm

01/04/2010

DEM manterá distância do PT

Correio Braziliense

Brasília – O comando do DEM aprovou na quinta-feira (31/3) uma resolução que proíbe a coligação do partido com o PT em qualquer estado do país nas eleições de outubro. Principais opositores do governo federal, os democratas argumentam que não podem unir-se ao PT por interesses estaduais, uma vez que os partidos têm "ideologias opostas" em sua essência.

"Somos antagônicos, temos posições diversas de um governo que não cumpre com a sua palavra. O partido tem que apresentar à sociedade uma posição clara de onde vai estar durante as eleições", disse o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC).

A resolução aprovada pela Executiva Nacional do DEM entra em vigor de imediato, mas passará a valer de fato no momento do registro das coligações perante a Justiça Eleitoral. Segundo Bornhausen, o comando dos democratas terá poderes para intervir nos estados que não seguirem a determinação – com a possibilidade de proibir eventuais uniões de petistas e democratas nas eleições regionais. "Em casos de desobediência, a Executiva tem o direito de intervir nas eleições estaduais", disse o líder.

Pela tradição brasileira, apesar do combate entre governo e oposição no governo federal, muitas legendas oposicionistas se unem nos estados e municípios com partidos governistas para conseguir eleger seus candidatos. Com a resolução do DEM, os candidatos do partido ficam proibidos de formar coligações com o PT sob pena de ter que responder ao comando da legenda.

A decisão dos democratas, no entanto, não se estende aos demais partidos da oposição. "Cada macaco no seu galho, cada partido tem a sua forma de agir", disse Bornhausen.

Em nível nacional, DEM, PSDB e PPS vão firmar coligação em torno da candidatura do governador José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto. Em alguns estados, porém, os partidos de oposição e da base seguem caminhos distintos das alianças federais para conseguir eleger seus candidatos.

No Rio de Janeiro, por exemplo, os partidos de oposição vão apoiar o deputado Fernando Gabeira (PV) para o governo do estado. O PV é aliado do PT em nível nacional, mas vai se unir à oposição, enquanto os petistas vão apoiar o governador Sérgio Cabral (PMDB) – candidato à reeleição.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/01/politica,i=183296/DEM+MANTERA+DISTANCIA+DO+PT.shtml

Após despedida , Serra diz que inicia nova etapa

SÃO PAULO (Reuters) - No dia seguinte à despedida do cargo de governador do Estado de São Paulo, José Serra, pré-candidato à sucessão presidencial pelo PSDB, afirmou que inicia agora uma nova fase em sua carreira política.

"Está na hora de começar uma outra etapa. Esta está se encerrando", disse Serra a jornalistas.

Ele participou nesta quinta-feira de cerimônia de assinatura de ampliação do limite de endividamento do Estado em 3,3 bilhões de reais.

Serra disse que já começou a cuidar da mudança, o que inclui arrumar a grande quantidade de documentos que acumulou desde que a assumir o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em janeiro de 2007.

"Todo dia já é diferente, mas hoje foi diferente, evidente", disse.

Na quarta-feira, diante de milhares de servidores, correligionários e políticos de seu partido e de siglas aliadas, Serra anunciou a saída do governo para concorrer à Presidência da República.

Ele fez um balanço da gestão e cunhou o slogan "o Brasil pode mais". Criticou a roubalheira e disse que os governos têm que ter caráter.

Adiantou nesta quinta que vai viajar pelo país, mas antes tentará passar por um período de descanso.

Ele confirmou que envia na sexta-feira à Assembléia Legislativa a carta de renúncia do cargo e, sobre o lançamento oficial de sua candidatura à Presidência, marcado para dia 10, afirmou que será apenas "uma reunião de nossa aliança".

O vice Alberto Goldman, ex-deputado federal pelo PSDB, assumirá o governo paulista até o final da gestão, em dezembro.

(Reportagem de Hugo Bachega)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE6300FO20100401

Dilma também conta com site criado por amigas e simpatizantes

da Folha Online

Amigas e simpatizantes da ex-ministra da Casa Civil e presidenciável petista, Dilma Rousseff, colocaram no ar em março um site para alavancar a candidatura da petista ao Palácio do Planalto.

Intitulado de "Mulheres com Dilma", o site reúne depoimentos de amigas da ministra do período em que viveram em Belo Horizonte (MG) --onde a pré-candidata passou a infância.

Como a Justiça Eleitoral determina que os candidatos só podem dar início às campanhas em julho, o site de Dilma não se declara um espaço eleitoral.

O espaço reúne depoimentos de amigas da ministra mencionando qualidades de Dilma. Também há links para sites do governo federal, ONGs (organizações não-governamentais) e entidades ligadas às mulheres.

Uma das determinações dos núcleos das campanhas do tucano José Serra e Dilma ao Planalto é fortalecer a internet como ferramenta eleitoral.

No PT e no PSDB, há a intenção de se utilizar a rede mundial de computadores --especialmente sites de relacionamento-- como mais um veículo de campanha, o que inclui orientar os militantes a criar sites, blogs ou mesmo divulgar e-mails em favor da petista.

O homem que liderou a estratégia revolucionária de internet de Barack Obama durante a campanha presidencial do ano passado foi contratado para auxiliar na campanha de Dilma. A empresa de Ben Self, Blue State Digital, vai atuar como consultora para uma estratégia online da campanha da petista.

Como chefe da campanha digital de Obama, Self foi essencial na criação de uma enorme base de apoio que ajudou a levar o democrata à Casa Branca e levantar US$ 500 milhões para a sua campanha online, número recorde de doações.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u715202.shtml

Assim como Dilma, amigos de Serra lançam site para alavancar candidatura tucana

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Um dia depois de José Serra (PSDB) deixar o governo de São Paulo para dar início à pré-campanha eleitoral, simpatizantes do tucano lançaram nesta quinta-feira um site para alavancar sua candidatura.

Com o nome de "Amigos do Serra", o site traz informações sobre o pré-candidato, sua biografia e imagens do tucano em eventos do governo de São Paulo.

Oficialmente, a campanha eleitoral só pode ter início em julho, depois dos registros das candidaturas. Por esse motivo, o site não menciona a pré-candidatura de Serra ao Palácio do Planalto, mas traz informações favoráveis ao tucano --como um resumo de suas ações no comando do governo do Estado.

"A saúde no Estado de São Paulo avançou bastante no governo José Serra. Só em 2009 foram investidos cerca de R$ 9,1 bilhões. A humanização dos serviços cresceu e os paulistas ganharam mais bem estar e qualidade de vida", diz um trecho do site que tem como título "Serra faz".

O site também reúne vídeos do tucano --incluindo as imagens de sua despedida do governo do Estado-- e artigos de autoria do pré-candidato. Há também um link dedicado aos "amigos do ex-governador" e outro com detalhes da vida privada de Serra, como a sua característica de ser um "pão duro assumido".

Em março, amigas e simpatizantes da então ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) colocaram no ar um site para alavancar a candidatura da petista ao Palácio do Planalto.

Intitulado de "Mulheres com Dilma", o site reúne depoimentos de amigas da ministra do período em que viveram em Belo Horizonte (MG) --onde a pré-candidata passou a infância.

Como a Justiça Eleitoral determina que os candidatos só podem dar início às campanhas em julho, o site de Dilma também não se declara um espaço eleitoral.

O espaço reúne depoimentos de amigas da ministra mencionando qualidades de Dilma. Também há links para sites do governo federal, ONGs (organizações não-governamentais) e entidades ligadas às mulheres.

Internet

Uma das determinações dos núcleos das campanhas de Serra e Dilma é fortalecer a internet como ferramenta eleitoral.

No PT e no PSDB, há a intenção de se utilizar a rede mundial de computadores --especialmente sites de relacionamento-- como mais um veículo de campanha, o que inclui orientar os militantes a criar sites, blogs ou mesmo divulgar e-mails em favor da petista.

O homem que liderou a estratégia revolucionária de internet de Barack Obama durante a campanha presidencial do ano passado foi contratado para auxiliar na campanha de Dilma. A empresa de Ben Self, Blue State Digital, vai atuar como consultora para uma estratégia online da campanha da petista.

Como chefe da campanha digital de Obama, Self foi essencial na criação de uma enorme base de apoio que ajudou a levar o democrata à Casa Branca e levantar US$ 500 milhões para a sua campanha online, número recorde de doações.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u715157.shtml