07/03/2010

Marina conclui agenda no Rio ao lado de Gabeira

ALFREDO JUNQUEIRA - Agencia Estado

RIO - A senadora e pré-candidata do PV à presidência, Marina Silva (PV), concluiu hoje de maneira tímida sua agenda política no Rio. Numa sala fechada e com a presença de poucos políticos e militares, ela participou do encerramento da 1ª Semana de Educação Ambiental do Forte de Copacabana.

Ao se dirigir à área de exposição histórica da instalação militar, Marina passou por centenas de visitantes e chegou a ser reconhecida. No entanto, cercada pelo comandante da unidade, coronel Edson Silva de Oliveira, e pelo presidente regional do PV, o vereador Alfredo Sirkis, a senadora não entrou em contato com nenhum dos potenciais eleitores que estavam no local.

O início da pré-campanha da senadora foi anunciado por Sirkis, na sexta-feira, após ela receber homenagens das câmaras municipais de São Gonçalo e Niterói. Os compromissos da senadora no Rio foram discretos. Nem o pré-candidato do partido ao governo, o deputado federal Fernando Gabeira, acompanhou sua peregrinação pelo Estado.

Os dois ficaram juntos apenas hoje durante a cerimônia de encerramento do evento. O deputado não acompanhou Marina na área de exposições. Além das solenidades, ela também participou de debate restrito sobre energia, na quinta-feira, e de evento fechado do PV no sábado.

Marina disse que manterá a discrição durante a pré-campanha e voltou a fazer críticas ao uso da máquina do Estado no período. "Tem uma linha muito tênue em tudo isso. Não quero fazer juízo de valor, mas a separação entre a legítima atividade do gestor e a mobilização já pensando em campanha, cria desequilíbrio na disputa. Há uma percepção clara de excessos. No meu caso, serei sempre discreta e cuidadosa", afirmou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-conclui-agenda-no-rio-ao-lado-de-gabeira,520843,0.htm

Cabral e Dilma inauguram hospital em tom de campanha

LUCIANA NUNES LEAL - Agencia Estado

RIO - A inauguração do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti (Baixada Fluminense), com a presença da pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, e do governador Sérgio Cabral (PMDB), que disputará a reeleição, antecipou de vez a campanha eleitoral.

Bandeiras do PT e do PDT, antigo partido de Dilma, dezenas de faixas de agradecimento e até carros de som na rua em frente ao hospital saudaram os políticos presentes e agradeceram a obra ao governador e à chefe da Casa Civil, apesar de não haver nenhum centavo de investimento federal no empreendimento. A Justiça Eleitoral fixou em 6 de julho a data do início da propaganda eleitoral deste ano.

Depois de vários discursos com referências à candidatura da ministra, a própria Dilma encerrou a solenidade em tom de campanha. "Está nas nossas mãos o futuro do nosso país. Nós temos que construir. Não vamos deixar que as coisas deem um passo e voltem atrás", conclamou a ministra. Em discurso voltado para as mulheres, Dilma disse que o atual governo inaugurou "uma época que tem duas características", a transformação e a esperança. "Nosso país mudou e essa mudança veio para ficar", concluiu a ministra.

Apesar da festa, o hospital só começa a funcionar plenamente a partir do dia 22 deste mês. O diretor, Carlos Eduardo Coelho, explicou que a primeira semana será reservada para desinfecção completa das instalações e treinamento dos profissionais contratados. Na segunda semana, começarão os primeiros atendimentos e na semana seguinte todas as unidades estarão em atividade.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cabral-e-dilma-inauguram-hospital-em-tom-de-campanha,520830,0.htm

Diretora da Petrobras defende candidatura de Dilma

ALESSANDRA SARAIVA - Agencia Estado

RIO - Em evento relacionado às comemorações do Dia Internacional da Mulher, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Silva Foster, aproveitou um público de mais de 100 pessoas na praia de Copacabana para dar um recado sobre a corrida presidencial. Ela comentou que, este ano, o Brasil conta com mulheres talentosas na disputa do mais alto cargo do governo brasileiro. "E entre elas, uma é certamente a mais talentosa do que qualquer outra que esteja concorrendo", acrescentou, sem citar nomes.

Após participar do evento, realizado em um dos postos da Petrobras Distribuidora na avenida Atlântica, zona sul do Rio, a diretora admitiu para jornalistas que estava se referindo à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Mas negou isso representasse uma antecipação de campanha para a candidata apoiada pelo presidente Luz Inácio Lula da Silva. "Eu não fiz campanha. Eu só coloquei que uma delas é mais talentosa do que a outra. Não disse quem", afirmou, para em seguida frisar: "em público, eu não disse o nome de ninguém".

Por sua vez, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) Nilcéa Freire, que também participava do mesmo evento no Rio, não se referiu diretamente à ministra Dilma em seu discurso - mas disse concordar com as palavras da diretora da Petrobras sobre as mulheres. "As mulheres podem fazem qualquer coisa, em qualquer lugar, desde que elas não coloquem pedrinhas em seu caminho", afirmou Nilcéa.

A Petrobras Distribuidora promoveu hoje o anúncio de extensão do programa "Capacidade Máxima", que promove treinamento de profissionais de sua rede de postos. Na ocasião, o presidente da empresa José Lima de Andrade Neto anunciou que o programa será ampliado e incluirá um módulo de combate à violência doméstica e familiar.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,diretora-da-petrobras-defende-candidatura-de-dilma,520829,0.htm

Serra passará o resto do mês sob os holofotes em São Paulo se fortalecer com o eleitorado paulista

Meta é manter a liderança sobre Dilma no estado

Correio Braziliense - Denise Rothenburg

Depois de perder a semana passada num esforço para pular a fogueira acesa por setores do próprio PSDB e acabar com os boatos de que não seria candidato a presidente, o governador de São Paulo, José Serra, dedicará o resto deste mês ao fortalecimento de sua vantagem no próprio estado para a largada da campanha presidencial. Serra planeja deixar o governo entre 22 e 30 de março. Todo o esforço em viagens e agendas até essa data será no sentido de assegurar a liderança.

A intenção dos tucanos é conseguir, em outubro, uma frente acima de 5 milhões de votos sobre Dilma em território paulista. Eles fazem esse cálculo com base no resultado eleitoral do primeiro turno de 2006. Há quatro anos, Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 11,9 milhões de votos em São Paulo. Lula ficou com 8 milhões. Agora, como Dilma não é Lula e não tem uma história política no estado, a expectativa do PSDB é ampliar essa distância sobre o PT na sucessão presidencial deste ano.

Na última sexta-feira, Serra desistiu de comparecer ao aniversário do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), uma festa que pretendia reunir mais de mil pessoas. Tudo para não desmarcar a agenda de inaugurações previamente acertada em São Paulo. Foi para Botucatu entregar cinco viadutos da Rodovia Castello Branco (SP-280). Antes, passou por Avaré, para anunciar a ampliação do Programa Vila Dignidade — um projeto de construção de condomínios para idosos de baixa renda onde as casas foram projetadas com pisos antiderrapantes e rampas. Toda sexta-feira, ele percorre, pelo menos, dois municípios do estado em inaugurações e assinatura de convênios para a ampliação de projetos.

As chuvas que provocaram uma tragédia na vida de milhares de paulistas no início do ano também atrapalharam o calendário de inaugurações do governador. Antes de deixar o governo, ele pretendia entregar todas as obras do Rodoanel e a Linha 4 do metrô. Agora, não sabe se conseguirá. Estava previsto, inclusive, um convite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as inaugurações. Serra está convencido de que é bom aparecer ao lado do presidente, como forma de mostrar que tem uma boa convivência e não irá abandonar o que for positivo do atual governo, caso do Bolsa Família. O governador paulista era, na gestão Fernando Henrique Cardoso, um dos tucanos que fazia a ponte com o PT quando os dois partidos abriam alguma brecha para conversas.

Terreno
A intenção do PSDB é preparar todo o terreno para o lançamento oficial da pré-candidatura de Serra na última semana de março. Esse calendário não vai mudar, até porque nesse período estarão concentrados os programas regionais do PSDB na televisão, que serão usados para reforçar a imagem do governador de São Paulo. Também ficou acertado que Geraldo Alckmin será o candidato tucano ao governo estadual, mas isso só deve ser anunciado oficialmente pelo PSDB quando Serra já estiver fora do governo.

O deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que comanda o partido no estado, tem trabalhado no sentido de evitar que o fato de postergar o anúncio do nome de Alckmin não seja visto com desconfiança por parte do grupo mais aliado ao ex-governador. A intenção, afirma ele, é não dividir os holofotes e ter dois momentos. “Todos já entenderam que precisam estar unidos”, diz Thame, referindo-se a Serra, Geraldo Alckmin, o vice-governador, Alberto Goldman, e o secretário de Governo, Aloysio Nunes Ferreira.

"Todos (no partido) já entenderam que precisam estar unidos"
Mendes Thame, deputado federal pelo PSDB-SP

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/07/politica,i=178004/SERRA+PASSARA+O+RESTO+DO+MES+SOB+OS+HOLOFOTES+EM+SAO+PAULO+SE+FORTALECER+COM+O+ELEITORADO+PAULISTA.shtml

PSDB inicia trabalho para se "multiplicador" nos estados e vitaminar a campanha de Serra nas ruas e na internet

Correio Braziliense - Daniela Lima

Convencimento homem a homem. Essa será uma das táticas do PSDB para alavancar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República. O partido decidiu que usará à exaustão o poder de convencimento de seus filiados em áreas e estados onde a campanha do tucano ainda não decolou. A sigla já iniciou o treinamento de filiados que estão sendo chamados de “multiplicadores”. A ação começou em estados da Região Nordeste e agora vai ganhar corpo Brasil afora.

Uma espécie de curso técnico de política foi ministrado para essas pessoas. A missão delas é, principalmente, afastar fantasmas que assombram o imaginário do eleitor, em plataformas que o PT desenvolve com mais sucesso que o PSDB. Caberá a esse grupo, por exemplo, apresentar argumentos que comprovem que o candidato dos tucanos não é contra o Bolsa Família, e mais: que trabalhará para ampliação do programa de transferência de renda. “Em 2006, nós não chegamos a alguns locais em que o Geraldo Alckmin (candidato do PSDB à Presidência na época) não tinha força. Desta vez vamos fazer campanha em todo lugar. Começamos em vários estados do Nordeste, e agora vamos fazer isso em grande escala”, explicou o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE).

Os tucanos também querem expandir o alcance da internet na campanha. A exemplo do que farão os petistas, que colocarão militantes para atuar em blogs e sites de relacionamento, defendendo e disseminando ataques em prol da candidata do PT — a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff —, o PSDB também escalou um time de filiados para dar fôlego à campanha virtual de Serra. Cinco blogs já iniciaram esse trabalho, em fase experimental.

Boataria
Para dar musculatura e aumentar o apoio em torno de José Serra — que vem sofrendo sucessivos desgastes por conta da resistência em oficializar a pré-candidatura — a direção do partido vai mobilizar todos os membros que contam com mandatos. Na próxima semana o recado será dado em reunião com a bancada de senadores e, depois, com os deputados federais. A intenção é acabar com os rumores, que brotam dentro da própria legenda, de que Serra poderia desistir da disputa, ou de que não está trabalhando para consolidar palanques nos estados.

Com isso, os tucanos esperam minimizar os boatos de que não há um consenso em torno da candidatura do governador paulista. A iniciativa acontecerá depois de Serra ter vivido momentos delicados, que fragilizaram a imagem da campanha. Os gritos de “Aécio presidente” durante a celebração dos 100 anos de Tancredo Neves, em Minas, enquanto o governador daquele estado discursava, ao lado do paulista, ilustram o tamanho do abacaxi que os tucanos terão que descascar com a própria base.

O partido também vai acelerar a elaboração das propostas que nortearão o plano de governo que será apresentado por Serra durante a campanha. Atualmente, nomes importantes para a gestão tucana trabalham na elaboração de diretrizes para o plano. No staff tucano estão nomes como o do cientista político Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência na gestão de Fernando Henrique Cardoso, e o do economista e ex-assessor de José Serra, Geraldo Biazzoto. Ambos participaram da elaboração do plano de governo na candidatura anterior de Serra à Presidência, em 2002.

Centralizado
O comitê principal da campanha de José Serra ficará em São Paulo. Serão centralizadas no estado as ações de compra de material e toda a parte operacional da campanha. A parte política, no entanto, contará com um braço em Brasília, onde o partido vai manter
um escritório.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/07/politica,i=178003/PSDB+INICIA+TRABALHO+PARA+SE+MULTIPLICADOR+NOS+ESTADOS+E+VITAMINAR+A+CAMPANHA+DE+SERRA+NAS+RUAS+E+NA+INTERNET.shtml

Dilma terá os gastos bancados pelo PT quando sair do cargo de ministra para fazer campanha

Correi Braziliense - Daniela Lima

Na campanha, Dilma também terá de abrir mão da gratificação paga aos conselheiros da Petrobras
Em 2 de abril, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai deixar o governo para cair nos braços e nos bolsos da militância petista. Ela deixará a pasta que chefia e também o cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras para se dedicar integralmente à disputa pela sucessão presidencial como candidata do PT. A partir daí caberá ao partido dar suporte, inclusive financeiro, a Dilma. No que diz respeito à estrutura física da campanha, as negociações estão adiantadas. A direção da legenda já decidiu onde ficarão o escritório político e o comitê central da ministra. A sigla também estuda a viabilidade de conceder uma espécie de ajuda de custo a Dilma, para que ela possa se manter sem os salários que recebe atualmente, já que abandonará os cargos que ocupa na estrutura do governo.

O PT ainda barganha os valores, mas escolheu o prédio que centralizará a campanha da ministra. Ele ficará na quadra 1 do Setor Comercial Sul, no coração de Brasília, bem próximo ao prédio que abriga o Diretório Nacional da legenda. Ficará logo atrás do Diretório, no edifício em que antes funcionava uma faculdade. A proximidade não é coincidência. Para se deslocar até os dirigentes petistas, Dilma não precisará sequer dar a volta ao prédio. As garagens dos dois edifícios são interligadas. Ela poderá fazer o trajeto sem ser incomodada pela imprensa.

O Comitê Central contará com três andares: térreo, sobreloja e primeiro piso. Dilma e assessores mais próximos ficarão em salas do último andar do comitê. No prédio escolhido para abrigar o staff da ministra-candidata hoje ainda existem faixas oferecendo o local para locação. A direção do Partido dos Trabalhadores gostou do imóvel, mas ainda não fechou negócio porque tenta baixar o preço. “Queremos pagar o mesmo que pagamos pelo metro quadrado do aluguel do diretório. Em termos de estrutura, o espaço do Diretório Nacional é melhor, mas eles estão cobrando mais caro”, contou um dos membros do diretório.

Endereço
Já o escritório político de Dilma terá endereço nobre. O comando de campanha da ministra já escolheu uma sala do Lago Sul — bairro nobre na capital, destinado a abrigar os habitantes mais abastados do DF. Só falta escolher uma casa para a ministra, que, ao deixar o cargo na Casa Civil, perderá o direito de ocupar o imóvel funcional no qual vive hoje, também no Lago Sul, na Península dos Ministros.

Segundo Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos homens mais importantes da equipe que trabalha a estratégia de campanha da ministra, além da casa, dos aluguéis de escritório e comitê, o partido deverá providenciar uma ajuda de custo para Dilma. “Acredito que seja algo parecido ao salário que ela recebe hoje como ministra (cerca de R$ 10,7 mil). Ela não pediria mais do que isso”, explicou. “Ela terá a mesma estrutura que o presidente Lula teve quando foi candidato. Isso é normal”, completou Pimentel.

O Diretório Nacional não desmente nem confirma que pagará um “salário” a Dilma durante a campanha. Limita-se a informar que o assunto ainda não foi discutido. Além dos R$ 10,7 mil correspondente ao ganhos como ministra, o orçamento de Dilma também conta com remuneração paga pela Petrobras. A estatal não divulga o valor dos salários pagos aos conselheiros, mas informa que ele corresponde a 10% do vencimento médio dos diretores da empresa, descontadas gratificações e participação nos lucros. A remuneração bruta paga aos dirigentes da empresa beira os R$ 60 mil, em meses como dezembro, por exemplo.

Carteira
Mas o pagamento de um salário à ministra não seria exatamente uma novidade dentro do PT. O presidente Lula, quando era dirigente do partido, recebeu um salário. Hoje, todos os dirigentes são pagos, e têm, inclusive, registro na carteira de trabalho. O maior antagonista à candidatura de Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato pelo PSDB ao Palácio do Planalto, também movimenta a equipe para preparar o terreno da campanha. O secretário de Relações Institucionais do Estado de São Paulo, José Henrique Reis Lobo, é quem encabeça a equipe que busca um local, na capital paulista, para abrigar o Comitê Central de campanha de Serra. Os tucanos estão procurando imóvel na Avenida Indianópolis, na Zona Sul da capital.

O PSDB também arcará com gastos de aluguéis de escritórios políticos e comitês de campanha de José Serra. O partido, no entanto, não dará ao governador paulista uma ajuda de custo quando ele deixar o cargo. “Isso nunca aconteceu em nenhuma campanha nossa, e não será nessa”, garantiu o secretário-geral da legenda, Eduardo Jorge.

Licenças
No Poder Executivo, ministros de Estado, governadores, prefeitos e secretários das esferas federal, estadual e municipal devem se afastar até seis meses antes do pleito, 3 de abril. Presidente da República, governadores e prefeitos que forem concorrer a outros cargos, devem renunciar ao mandato. Dirigentes sindicais têm até quatro meses antes das eleições para deixar a direção da entidade sindical. Já os servidores públicos e empregados de estatais têm até três meses antes do pleito para se licenciar.

Programa
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, conta com uma coordenação de campanha informal que deve ser mantida após a convenção do partido, em julho, quando será oficialmente a candidata petista à Presidência. A coordenação da pré-campanha está a cargo do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e conta ainda com o ex-ministro Antônio Palocci, o coordenador de programa do governo federal, Marco Aurélio Garcia, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Coordenação
Mesmo sem ter declarado ainda sua pré-candidatura, o governador José Serra (PSDB) já conta com três nomes para seu staff. Foram confirmados para a coordenação da pré-campanha o presidente do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), Felipe Soutello, o secretário de Relações Institucionais do governo de São Paulo, José Henrique Reis Lobo e o secretário-adjunto de Gestão Pública e tesoureiro da Executiva Estadual do PSDB em SP, Marcos Antônio Monteiro.

Disputas
Lula foi o candidato que mais eleições disputou desde o restabelecimento do voto direto. Após um mandato como deputado federal por São Paulo, conquistado em 1986, concorreu à Presidência em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Lula perdeu no segundo turno em 1989 para Collor. E perdeu também no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. A vitória veio em 2002, em disputa no segundo turno contra o tucano José Serra, e em 2006 contra Geraldo Alckmin, também do PSDB.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/07/politica,i=178001/DILMA+TERA+OS+GASTOS+BANCADOS+PELO+PT+QUANDO+SAIR+DO+CARGO+DE+MINISTRA+PARA+FAZER+CAMPANHA.shtml

PSDB dará a Serra mais palanques próprios do que PT terá para Dilma

Na maior parte dos Estados, caráter plebiscitário que petistas querem imprimir à eleição dependerá de aliados

Estadão - Silvia Amorim

O PSDB vai romper neste ano uma tradição do PT de lançar nas eleições estaduais mais candidatos a governador do que o adversário. Em 2010, serão os tucanos que terão mais palanques próprios nas disputas estaduais. A montagem desse tabuleiro eleitoral também mostra que a eleição do "nós contra eles" pregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa federal não se dará na prática na maioria dos Estados.

As negociações ainda estão em andamento, mas as possibilidades de duelo direto entre candidatos a governador tucanos e petistas já podem ser medidas. Ele acontecerá, em pelo menos, dez Estados e no Distrito Federal, com o risco de não ocorrer nos maiores colégios eleitorais do País - São Paulo e Minas Gerais. Isso significa que, na maioria das unidades federativas, o caráter plebiscitário que o PT quer dar à eleição ficará restrito ao discurso de terceiros.

No cenário mais otimista, os petistas contarão, no máximo, com 13 nomes do partido para governador neste ano - apenas 9 estão confirmados por enquanto (AC, BA, DF, MS, PA, RS, SC, SE e RO). O PSDB tem representantes garantidos em 14 Estados (AC, AP, AL, ES, GO, MG, PA, PR, PI, RO, RR, SP, TO e CE), podendo chegar a 19. As duas legendas governam cinco Estados cada uma.

INVERSÃO DE PAPÉIS

Historicamente o PT sempre lançou candidatos a governo estadual em quase todo o País. Mas, desde a vitória de Lula, o número de candidatos petistas na corrida estadual vem reduzindo a cada eleição. Em 2002, foram 24. Quatro anos depois, nas eleições de 2006, foram 18. Agora, não ultrapassarão 13.

Já os tucanos têm ampliado a cada pleito sua participação direta na disputa estadual. Em 2002, lançaram 9 candidatos. Na eleição seguinte, esse número quase dobrou (17). Neste ano, o PSDB poderá levar aos palanques nos Estados até 19 tucanos, que, além de brigar pelo governo, ajudarão na campanha do governador José Serra, virtual candidato a presidente.

"Estamos lançando candidatos para ganhar e não para marcar posição", afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). "Em 1994, quando tivemos candidatos em quase todos os Estados, elegemos apenas dois. Em 2006, elegemos um maior número e tínhamos menos candidatos."

"O PSDB investiu nessa formação de palanques estaduais. É um trabalho que está sendo feito desde o ano passado com vistas à eleição presidencial e o Senado", disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

PROJETO NACIONAL

O número reduzido de candidaturas do PT neste ano está diretamente ligado à ordem do Palácio do Planalto de não comprar briga nos Estados com aliados. Em troca de apoio à pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, a legenda tem sacrificado seus quadros.

O exemplo mais emblemático é o Rio de Janeiro, onde, depois de muita briga, o PT tirou seu candidato de campo - o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias - para apoiar a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB). Mas, em nome do projeto nacional, essa situação pode se configurar também em São Paulo e Minas Gerais. Nos dois Estados, petistas têm nome próprio para comandar o palanque de Dilma, mas podem fechar com aliados.

Na terra da ministra, há grandes chances de o candidato ser o colega de ministério Hélio Costa (Comunicações), do PMDB, em detrimento dos petistas Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, e Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social. Em São Paulo, o plano A é que o candidato seja o deputado Ciro Gomes (PSB) ante o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

FORTALECIMENTO

No PSDB, o aumento de candidatos é considerado resultado do fortalecimento da legenda fora do eixo Sul-Sudeste. O plano é estabelecer ao menos 9 palanques próprios no Norte e Nordeste, onde está a maior fragilidade eleitoral dos tucanos.

Petistas consideram artificial o crescimento dos tucanos. "As alianças dos adversários encolheram. Aí tem que lançar candidato mesmo", disse Vaccarezza. "O PT com Lula e sua popularidade não mostrou viabilidade eleitoral para formar bons palanques", reagiu Guerra. Para o senador, o PT "está furado" em Estados importantes.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100307/not_imp520571,0.php

05/03/2010

Marina Silva pede mais força a órgãos de fiscalização

ALFREDO JUNQUEIRA - Agencia Estado

RIO - A senadora e pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), defendeu hoje, no Rio, o fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle como método para combate à corrupção no País. Em discurso na Câmara Municipal de São Gonçalo, onde foi homenageada, Marina lamentou que o nível de desvio de dinheiro público no Brasil tenha atingido patamares "extremamente altos". Segundo ela, o mesmo volume de recursos que é aplicado em saúde e educação é desviado por corruptos em todos os níveis do poder público.

"O combate à corrupção é algo que precisa ser feito em todas as frentes. Uma delas é o fortalecimento dos órgão de fiscalização e controle, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o próprio órgão do governo responsável pelo tema", argumentou a pré-candidata do PV. Com o discurso, a senadora se coloca em posição diversa da do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nos últimos meses, vem reclamando do excesso de vigor dos órgãos de fiscalização do Estado.

Marina foi homenageada com o título de cidadã gonçalense e com a mais alta comenda da Câmara Municipal de São Gonçalo. Ela ainda foi recebida por vereadores de Niterói que também promoveram uma solenidade de apoio à sua pré-candidatura. A senadora fica até domingo no Rio, onde manterá extensa agenda de compromissos política.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-silva-pede-mais-forca-a-orgaos-de-fiscalizacao,520173,0.htm

Dilma: PCdoB declara apoio à pré-candidatura

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Aliado histórico do PT, o PCdoB certificou hoje a continuidade da parceria com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovou o apoio da legenda à pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão no Palácio do Planalto.

Em reunião de cerca de seis horas, os 27 membros que integram a Comissão Política do Comitê Central do PCdoB reafirmaram, por unanimidade, resolução aprovada em fevereiro pela Executiva Nacional, segundo a qual a sigla daria apoio ao candidato escolhido pelas legendas que compõem a base de sustentação ao governo do presidente Lula.

A adesão à chapa presidencial encabeçada pelo PT será oficialmente anunciada no início de abril, em Brasília. As lideranças do partido ainda não definiram se a solenidade será realizada no dia 8 ou 15 de abril.

Ainda na reunião de hoje, o partido fechou questão sobre a criação de uma cúpula suprapartidária, com integrantes do PCdoB e do PT, para evitar que divergências regionais comprometam a composição nacional entre as duas legendas. O partido tem trabalhado para dar prioridade à eleição a cargos legislativos, procurando fortalecer a sigla no Congresso Nacional. A meta é eleger 20 deputados federais e 2 senadores. Hoje a bancada na Câmara tem 13 nomes e o partido tem apenas 1 senador.

O secretário nacional de Organização, Walter Sorrentino, explicou que a legenda quer estar ao lado do PT nos 26 Estados e no Distrito Federal. "Buscamos evitar as divisões regionais, que apenas prejudicam os planos nacionais. Até o momento, o PCdoB não rivaliza com nenhum pré-candidato petista que pretende concorrer aos governos estaduais", afirmou.

Na ata da reunião de hoje, o PCdoB chama a pré-candidata petista de "de uma mulher cuja personalidade política se forjou na luta democrática". O documento elogia o governo petista e defende a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de polarizar a disputa eleitoral entre PT e PSDB.

"Estão em confronto dois campos políticos antagônicos. A aliança de partidos liderada pelo presidente Lula versus legendas que sustentaram o governo neoliberal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que levou o Brasil à ruína", critica. "Neste embate político, não há meio termo. Seu resultado ou garantirá a continuidade do ciclo político atual, ou será o retrocesso com o retorno daqueles que arrasaram o Brasil. É uma oposição de passado fracassado e de futuro temerário", diz o texto da ata da reunião.

São Paulo

O discurso de unidade com os petistas, no entanto, sofreu na semana passada o seu primeiro revés. O PCdoB lançou o vereador Netinho de Paula (SP) ao Senado Federal, sem consultar a opinião dos seus aliados no Estado. A decisão, de acordo com a presidente estadual do PCdoB em São Paulo, Nádia Campeão, é "irreversível".

Lideranças nacionais da sigla avaliam o gesto como um ato de protesto do PCdoB contra impasse do PT na escolha de um candidato à sucessão no Palácio dos Bandeirantes. Os petistas já articulam um plano B, mas ainda estão reféns do deputado Ciro Gomes (PSB), que ainda não decidiu se será candidato ao governo do Estado ou à Presidência da República.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pcdob-declara-apoio-a-pre-candidatura-de-dilma,520169,0.htm

Diretório do PSDB paulista se reúne na segunda para discutir eleições

colaboração para a Folha Online

O diretório do PSDB de São Paulo fará uma reunião na segunda-feira para debater a estratégia do partido nas eleições presidencial e estadual. O encontro terá participação dos 40 deputados federais e estaduais, 47 coordenadores estaduais e 20 membros da executiva.

"A ideia é fluir a informação entre as coordenadorias, trocar experiências", afirma o secretário-geral do PSDB paulista, César Gontijo.

Segundo ele, a experiência do partido em São Paulo será fundamental tirar a desvantagem que o governador José Serra (PSDB) possa ter em regiões como Nordeste na disputa presidencial. Gontijo lembra que o partido ganhou as cinco últimas eleições ao governo do Estado, desde a eleição de Mario Covas em 1994.

O secretário-geral do partido afirma que a estratégia no momento é dar prioridade à campanha de José Serra. Isso porque a eleição ao governo paulista está em melhor situação para os tucanos, já que o possível candidato Geraldo Alckmin tem mais de 50% das intenções de votos em todos os cenários em que aparece, segundo pesquisa Datafolha. "Estamos com bons candidatos", afirma sobre a eleição estadual.

A preferência pela disputa presidencial fica evidente da propaganda partidária que será exibida no final do mês, que terá Serra como estrela.

O partido ainda pediu ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo para antecipar as inserções que seriam exibidas ao longo de março e maio. As propagandas aparecerão no momento que será anunciada oficialmente a pré-candidatura de José Serra (PSDB).

"A estratégia de campanha está definida. No momento, a preocupação de Serra é governar o Estado. Março é um mês complicado. A partir de abril, começa a pré-campanha", afirmou o presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Mendes Thame. O governador tem que sair do cargo no dia 3 de abril para ser candidato.

Segundo o deputado, o Diretório Estadual do partido também procura uma nova sede para alugar na cidade de São Paulo, que deve servir de comitê central da campanha de Serra.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u703011.shtml

Justiça Eleitoral proíbe inauguração de obras para todos os candidatos

Lísia Gusmão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Candidatos nas eleições de 2010 estão proibidos, a partir de 3 de julho, de participar de inaugurações de obras públicas. Antes, a Justiça Eleitoral proibia apenas candidatos a presidente, governador e vice. O calendário eleitoral foi publicado hoje (5) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O calendário também define que a propaganda eleitoral só pode ser feita a partir de 6 de julho.

Já os registros de candidatura devem ser feitos pelos candidatos até o dia 10 de julho. Antes, a Justiça Eleitoral concedia ao candidato 48 horas para o registro depois do encerramento do prazo dado aos partidos políticos. Este novo prazo passa a ser contado a partir da publicação da lista de candidatos pela Justiça Eleitoral.

Outra novidade é que os candidatos deverão apresentar certidões criminais no ato de registro de sua candidatura para as eleições de 2010. Além das certidões criminais emitidas pelas Justiças Estadual e Federal de 1º e 2º graus de seu estado e do tribunal competente nos casos de foro especial, a nova regra exige certidões criminais emitidas pela Justiça Federal e pela Justiça do Distrito Federal de 1º e 2º graus.

O TSE definiu, na última terça-feira (2), as regras para as eleições deste ano. Uma delas permite que o eleitor faça doações para campanhas por meio de cartão de débito e crédito. Já os partidos políticos terão que abrir conta bancária específica para receber recursos eleitorais. Antes, a obrigação recaia apenas sobre comitês financeiros e candidatos.

Por meio da conta bancária, os partidos poderão repassar recursos de campanha para seus candidatos, mas agora terão que informar à Justiça Eleitoral, no prazo máximo de 30 dias depois das eleições, a origem do dinheiro. O TSE quer coibir, com isso, as chamadas doações ocultas, quando as legendas distribuem recursos para candidatos sem informar os doadores.

Nas eleições de 2010, o eleitor que estiver fora de seu domicílio poderá votar em seu candidato à Presidência da República. Para isso, deverá solicitar a transferência provisória do título para uma capital entre os dias 15 de julho e 15 de agosto em um cartório eleitoral.

Contudo, o chamado voto em trânsito só será possível ao eleitor que estiver em dia com suas obrigações eleitorais e está condicionado, ainda, a um número mínimo de solicitações para uma determinada capital. A Justiça Eleitoral só pretende instalar seções especiais de votação nas cidades que receberem pelo menos 50 pedidos de transferência provisória de título.

http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/1468

Em SP, Serra faz discurso em tom de despedida

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agencia Estado

AVARÉ, SP - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) deixou escapar hoje a possibilidade de deixar o governo para concorrer à Presidência da República, ao participar da assinatura de contratos do programa Vila Dignidade em Avaré, no sudoeste do Estado. Discursando de improviso sobre programas de seu governo, o tucano falou como se estivesse em fim de gestão. "Pegamos o Dose Certa com menos de 40 medicamentos e vamos deixar com mais de 70." Ao ser perguntado se deixaria o governo, corrigiu. "Eu quis dizer no período deste governo."

No discurso, o governador agradeceu aos prefeitos presentes, beneficiados por novos núcleos do Vila Dignidade, entre eles a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (DEM), e o de São José do Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB) e falou de projetos do seu governo para a terceira idade. Lembrou que de 1980 para cá a população com mais de 60 anos no Estado aumentou 50%. Serra recorreu ao período em que foi ministro da Saúde, no governo de Fernando Henrique Cardoso, para lembrar que instituiu a vacina contra a gripe, principalmente para idosos. "Diminuímos em 25% as internações por problemas respiratórios."

Citou ainda o programa Quero Vida, do seu governo, que instalará centros de convivência nas cidades e já tem a adesão de 42 municípios. "Vai para todos os lugares do Estado de São Paulo. Vocês veem que nossa preocupação é mais ampla." Para ele, o programa Vila Cidadania é a "joia da coroa" por ser uma iniciativa nova no Brasil. "Está plantada uma semente."



Ao antecedê-lo no palco montado no núcleo de casas, o prefeito de Avaré, Rogério Bachetti (PSDB), um dos coordenadores do partido no interior, seguiu um script de campanha. "O José Serra faz grandes obras como o Rodoanel, com economia de mão de ferro, mas o Zé gosta de cuidar de gente. É o homem do seguro-desemprego, que popularizou o coquetel antiaids, que peitou a indústria farmacêutica do mundo inteiro e criou o genérico, e que enfrentou os poderosos do tabaco." E arrematou, pedindo: "Zé, faz mais disso tudo pelo resto do País."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-sp-serra-faz-discurso-em-tom-de-despedida,520074,0.htm

PT diz que Lula fará campanha para Dilma dentro das regras legais

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Ao descartar nesta sexta-feira a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se licenciar do cargo para dedicar-se à campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que o presidente vai se envolver na eleição da pré-candidata petista dentro das regras previstas pela Justiça Eleitoral, mas sem deixar o cargo.

"Isso [licença] não tem cogitação. O Lula é presidente da República. O Lula vai participar da campanha absolutamente dentro da lei", afirmou.

Nota publicada ontem pelo jornal "O Globo" afirmou que Lula estuda pedir licença do cargo entre os meses de agosto e setembro para se dedicar à campanha da ministra. Como o vice-presidente José Alencar deve ser candidato, não poderia assumir o cargo --assim como o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). A Presidência ficaria nas mãos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terceiro na linha sucessória e que enfrentou uma série de acusações no ano passado por suspeitas de irregularidades na Casa Legislativa.

Em entrevista hoje a rádios da Bahia e de Pernambuco, Lula afirmou que não vai deixar a Presidência para apoiar a eleição de Dilma. "Seria descabido você imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha. Segundo, que fosse possível um presidente da República se afastar sendo que pode não ter o vice-presidente para exercer o mandato. Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma irresponsabilidade com o mandato que foi me dado pelo povo brasileiro",

O presidente do PT disse que, dentro do partido, o clima é de otimismo em relação à campanha de Dilma, especialmente depois do crescimento da ministra nas pesquisas de intenção de voto em relação ao pré-candidato do PSDB, José Serra (SP). O petista disse, porém, que o clima de "já ganhou" deve ser evitado dentro da legenda.

"Eleição e mineração, só depois da apuração. É claro que o clima de otimismo é inerente a qualquer mobilização, o que não significa que já ganhou. Estamos satisfeitos porque a candidata que alguns diziam que não ia ter viabilidade, hoje esse assunto está sepultado."

Oposição

Dutra disse que a pré-campanha para a presidência da República terá início, de fato, depois que a oposição definir o nome de seu candidato. Mas afirmou que o problema do DEM e PSDB não é a indecisão sobre o nome da oposição na corrida presidencial, e sim o que chama de mudança de discurso dos oposicionistas.

"A biruta de aeroporto que se transformou a oposição, sem rumo, é a falta de projetos. Uma hora criticam o Bolsa Família, em outra querem mudanças ao programa. A oposição quer trocar o governo, mas tem que dizer o que quer colocar no lugar", afirmou.

O governador Serra ainda não anunciou que será candidato, apesar de ter anunciado nos bastidores a sua decisão de entrar na disputa. Os tucanos trabalham para convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), a disputar a vice-presidência da República na chapa do tucano. Porém, Aécio mantém o discurso de que sairá candidato ao Senado depois que desistiu da corrida presidencial.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702885.shtml

Ala tucana insistirá para que Aécio aceite vaga de vice

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Nem todos os tucanos estão convencidos da negativa do governador mineiro, Aécio Neves, em ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo governador paulista, José Serra, para disputar a corrida presidencial pelo PSDB. Uma ala do partido aposta que Aécio pode mudar de ideia até junho, prazo final para a composição. A prioridade agora, defendem, é o lançamento da candidatura de Serra à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deverá ocorrer daqui a três semanas.

Serra fez o convite a Aécio - e ouviu a recusa - na madrugada de quarta-feira, em hotel de Brasília. "A definição do vice não é sangria desatada. Isso tem até 30 de junho para ser decidido", afirmou o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA).

Partidários da chapa puro-sangue têm esperança que o mineiro faça uma reflexão sobre a vice e reconsidere o convite. "Temos de dar tranquilidade para o Aécio decidir. Não adianta pressioná-lo", disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Mas Aécio já teria confidenciado que sua negativa é definitiva.

Hoje, o nome mais falado, caso Aécio não aceite a tarefa, é o do senador Tasso Jereissati (CE), por ele ser do Nordeste e ter trânsito junto ao empresariado. Outra hipótese é a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente do PSDB.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ala-tucana-insistira-para-que-aecio-aceite-vaga-de-vice,520007,0.htm

Propaganda do PSDB-SP é antecipada para data de anúncio da candidatura de Serra

DANIEL RONCAGLIA
colaboração para a Folha Online

O PSDB de São Paulo concentrou para o final deste mês a propaganda partidária que estava programada para ser exibida ao longo de março e maio. As inserções acontecerão no momento que será anunciada oficialmente a pré-candidatura à Presidência do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

"A estratégia de campanha está definida. No momento, a preocupação de Serra é governar o Estado. Março é um mês complicado. A partir de abril, começa a pré-campanha", afirmou o presidente do PSDB paulista, deputado Antonio Mendes Thame. O governador tem que sair do cargo no dia 3 de abril para ser candidato.

O partido tem direito a dez minutos de propaganda este mês e mais dez em junho. Em fevereiro, o diretório do partido pediu ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo a concentração das inserções para os dias 24, 26, 29 e 31. A ideia do partido é mostrar um balanço de governo, com Serra como estrela da propaganda.

Depois de sair do cargo, Serra deve aproveitar o pré-campanha para visitar outros Estados além de São Paulo. Segundo Mendes Thame, o governador irá aceitar os convites já recebidos de políticos de outros Estados para palestras e debates, mas dos quais não atende por estar preso ao governo paulista.

"Qualquer lugar que esteja, ele é um fato político", afirmou. Para o deputado, o momento da pré-campanha é ideal para discutir princípios e valores.

Segundo o deputado, o Diretório Estadual do partido também procura uma nova sede para alugar na cidade de São Paulo, que deve servir de comitê central da campanha de Serra.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702745.shtml

Pressão do PSDB sai de Minas e volta a SP

César Felício, de Belo Horizonte

Valor Econômico

A pressão que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), sofreu nas últimas semanas para aceitar ser vice na chapa presidencial encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ameaça se transferir em intensidade ao colega paulista, depois da inauguração ontem da Cidade Administrativa Tancredo Neves, a nova sede do governo mineiro, a 17 km do centro de Belo Horizonte.

Em um evento com a presença do vice-presidente José Alencar, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de dois ministros, cinco governadores (além de Aécio e Serra), 15 senadores, três prefeitos de capital e diversos deputados federais, estaduais e prefeitos, Aécio discursou sob os gritos de "Aécio, presidente", saldou 29 personalidades falecidas e 46 autoridades vivas em seu discurso e não fez uma menção sequer ao cenário presidencial deste ano.

Ao citar Serra, que recebeu vaias isoladas ao chegar ao evento, Aécio o saldou como "amigo, grande governador e companheiro". Sem qualquer menção ao futuro, como fez com o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais ( Fiemg), Robson Braga de Andrade, que assumirá a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ou adjetivos superlativos, como o "extraordinário", dedicado ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB), o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Também sem o calor demonstrado com os governadores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Luiz Henrique (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), chamados de "caríssimos", "lutadores", "guerreiros " e "companheiros de todas as horas". Serra retirou-se do evento sem fazer declarações.

"Não há clima para se falar mais em candidatura a vice de Aécio. Toda esta solenidade e mensagens subliminares em seu discurso indicam postura de candidato a titular da chapa", comentou na saída do evento um senador tucano, possibilidade que Aécio voltou a descartar em entrevista após a solenidade. "Quando eu deixo a disputa presidencial, não faço isso para que retorne lá à frente. Acredito que o governador Serra, no momento em que oficializar a sua candidatura, tem todas as condições de empreender um debate propositivo ao país. Vou ser taxativo: o tempo de uma eventual candidatura minha passou. Não será desta vez", disse o governador. Com o nome sugerido pelo próprio Aécio para ser vice na chapa de Serra, o senador Tasso Jereissati (CE) verbalizou a pressão sobre o governador paulista.

"A Vice não está no meu cenário. O que nós temos que fazer é colocar o candidato a presidente na rua, fazendo campanha, já na próxima semana. O momento não é de discutir chapa, é de discutir a consolidação de uma candidatura à Presidência", afirmou, numa demonstração de que considerou os movimentos de Serra até o momento insuficientes para colocar a candidatura em movimento. "Aécio hoje está definido como candidato ao Senado e Serra está demorando a se definir. É urgente a necessidade da definição. A candidata do governo está fazendo campanha ilegalmente há muito tempo e nós estamos parados", disse Tasso. "Discutir vice é antecipar um segundo momento. Vamos deixar o Serra anunciar que é candidato", afirmou Rodrigo Maia (DEM-RJ).

No PSDB paulista, a recusa de Aécio em ser vice - formalizada pelo governador mineiro em encontro com Serra anteontem em Brasília - ainda não foi assimilada e a expectativa é que o governador paulista não antecipe o lançamento público de sua candidatura enquanto não tentar demover o colega mineiro. "É Aécio ou Aécio. O político mineiro pode recusar várias vezes, antes de dizer um sim. O Aécio só se recusou uma. Pelo prestígio que ele tem, não só em Minas, mas fora, ele sabe que esta situação não pode perdurar até junho", afirmou o deputado federal José Aníbal (SP), que deverá ser candidato ao Senado neste ano.

Para jornalistas, Aécio mais uma vez descartou a hipótese de compor chapa como vice. "Homem público que não resiste a pressões, não merece fazer política. Todos nós temos que ter as nossas convicções. Tenho as minhas. Enquanto elas não se alterarem, caminho no meu rumo. Se alguém me convencer, em um determinado momento, do contrário, tenho que avaliar. Mas estou convencido que a melhor forma de ajudar ao nosso projeto é estando em Minas, e provavelmente como candidato ao Senado. Essa é a forma de ajudar o nosso candidato a vencer", disse.

Segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a pressão sobre Aécio está suspensa. "Aécio já se dispôs a apoiar Serra e nós temos condições de ganhar as eleições em Minas. Qualquer outro cenário é plantação", afirmou.

Após a inauguração do centro, Aécio reuniu-se com dirigentes políticos em um almoço no Palácio da Liberdade. Ao sair, comentou que agregaria pouco como vice na chapa de Serra. "Ninguém vota em vice", disse a jornalistas. Serra participou do almoço. Em seguida, Aécio viajou para a cidade de origem de sua família, São João Del Rey, em companhia do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na cidade, a cerca de 200 km de Belo Horizonte, estava previsto o encontro com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que foi à inauguração do centro, além do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que sucedeu Tancredo Neves na Presidência da República. Ciro reafirmou sua candidatura à Presidência, pedindo o voto aos jornalistas. Aécio deve reinaugurar hoje o Memorial em homenagem ao avô, que foi organizado pela sua irmã, Andrea Neves, em 1990.

http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/6140651/pressao-do-psdb-sai-de-minas-e-volta-a-sp

Dilma decidirá quais petistas disputarão vagas no Senado

Executiva Nacional do PT descartou prévias estaduais para definição

Correio Braziliense - Tiago Pariz

Candidatos ao Senado pelo PT, só com o aval da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Essa é a ordem dentro do partido que ontem reuniu sua Executiva Nacional em Brasília para discutir veto à realização de prévias entre pré-candidatos. A decisão, que deve ser chancelada pelo Diretório, é uma forma de conter desgastes e de colocar a pré-candidata na linha de frente de negociações regionais. A intenção é também dar mais tempo para as desavenças serem resolvidas nos estados.

O presidente do partido, José Eduardo Dutra, propôs 6 de junho como prazo para a apresentação da chapa de candidatos e acabar com datas intermediárias nas negociações. O entendimento é que as instâncias menores estavam engessadas para tomar as decisões. A ideia, na prática, reduz a pressão nos locais onde há fricções para encontrar os nomes que disputarão as eleições de outubro. A flexibilização também passará pelo crivo do Diretório Nacional, em reunião marcada para hoje.

A disputa interna pela indicação às candidaturas ao Senado ocorre em Mato Grosso, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Como o PT não lida bem com prévias por avaliar que elas são desastrosas para a unidade do partido na campanha, a Executiva orientou a busca por consenso. Além da negociação entre os pré-candidatos, a proposta é colocar a ministra Dilma para negociar os acordos e escolher quem ela perceber mais competitivo e agregador ao projeto nacional.

“É uma decisão que deve ser tomada com base no desempenho dos pré-candidatos e consultando a nossa candidata para saber qual estará mais afinado para fortalecer a campanha presidencial e não o contrário. Nós não podemos eleger um senador e não eleger o presidente da República”, disse o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), após a reunião da Executiva.

Cabo de guerra
Em Pernambuco, o clima é tenso entre o ex-ministro Humberto Costa e o ex-prefeito de Recife João Paulo Lima e Silva. A história se repete no Rio de Janeiro, que colocou em lados opostos a ex-governadora Benedita da Silva e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Em Mato Grosso, a disputa está entre a senadora Serys Slhessarenko e o deputado Carlos Abicalil.

No Rio, o grupo que defende a indicação de Lindberg lembra que as passagens de Benedita pelo Executivo federal e pelo governo estadual foram desastrosas. À frente da Secretaria Nacional de Assistência e Promoção Social, usou dinheiro público, depois ressarcido, para participar de evento religioso na Argentina, o que lhe custou o cargo. No estado, a petista é criticada por ter feito uma gestão temerária em Segurança Pública. O prefeito passou a pleitear o Senado depois de entrar numa disputa interna para se lançar contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), que é mais próximo de Benedita, o que pode lhe ser favorável.

Outro quesito na escolha dos candidatos, segundo os petistas, é a opinião dos aliados. Em última instância, caso a radicalização torne o acordo improvável, a questão chegará à mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o caso de Minas Gerais, onde o grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o do ministro de Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, estão em pé de guerra para saber quem deve ser o pré-candidato ao estado. O presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, aliado do ex-prefeito, disse estar convencido de que o PT tenha candidato próprio e não ceda a vaga a um nome do PMDB, em especial o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Já o ex-ministro Nilmário Miranda, aliado de Patrus, defende o acordo com os peemedebistas e entende que Pimentel saia para disputar uma vaga à Câmara dos Deputados para ter mais tempo de liderar a coordenação de campanha de Dilma ao Palácio do Planalto.

TSE MANTÉM KASSAB NO CARGO
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), conseguiu se livrar de uma das pendências jurídicas que podem resultar no seu afastamento do cargo. Ontem, a ministra do Tribunal Superior Eleiroral (TSE) Cármen Lúcia Antunes Rocha negou recurso apresentado pela coligação Uma Nova Atitude para São Paulo, que pedia a cassação do prefeito reeleito. Na ação, os partidos alegavam suposta prática de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2008.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/05/politica,i=177651/DILMA+DECIDIRA+QUAIS+PETISTAS+DISPUTARAO+VAGAS+NO+SENADO.shtml

Candidatura de José Serra é vista como certa pela maioria do PSDB

No entanto, definição do vice na chapa tende a se estender até o fim de maio

Correio Braziliense - Denise Rothenburg


Os tucanos chegam a esta sexta-feira com um candidato a presidente da República, José Serra, e um caminhão de incertezas sobre o futuro, especialmente depois da investida da bancada mineira para a troca do governador de São Paulo, José Serra, pelo de Minas, Aécio Neves. A ordem agora é fortalecer a pré-campanha presidencial do governador paulista e esperar baixar a poeira que veio de Minas — um movimento que provocou mais divisões e mal-estar entre os tucanos, ao ponto de adiar a escolha do vice para o fim de maio. “A certeza que tenho é a de que Serra é o candidato do PSDB à Presidência. Quanto ao Aécio, não sei”, afirmou o presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Luiz Paulo Velozo Lucas.

A frase do deputado, um dos mais ligados a Serra, deixa claro o que vários tucanos comentam nos bastidores: ainda que Aécio tenha dito “não” reiteradamente ao convite feito por Serra num encontro entre os dois, seu partido não considera terminada a operação para ter o mineiro no papel de vice. Também não irá pressioná-lo para assumir o posto. A intensão da cúpula tucana é dar tempo ao tempo para ver se Aécio muda de ideia. “O senador Sérgio Guerra havia nos dito que, se Aécio não fosse o vice, o DEM indicaria. Nós só vamos tratar deste assunto lá pelo fim de maio (1)”, diz o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Sem Aécio, uma opção é o senador Tasso Jereissati, do Ceará, o estado que o PSDB considera mais complicado do ponto de vista eleitoral, uma vez que o partido não tem palanque onde abrigar seu candidato a presidente. Ocorre que Tasso esta semana, ansioso com a indefinição da candidatura, terminou incluído na lista daqueles que, ao lado dos mineiros, trabalharam pela troca de Serra por Aécio.

Fogo amigo

Apesar de toda a demonstração de força do governador de Minas e do fogo amigo que Serra enfrentou nos últimos dias, o governador paulista não piscou nesses últimos dias. E, enquanto busca aplainar o terreno em Minas, tentará consolidar as bases da pré-campanha em outras paragens. Hoje, irá a Goiânia, para o aniversário do senador Marconi Perillo. Há uma possibilidade de passar ainda no Rio Grande do Sul. Durante a semana, o presidente do diretório do PSDB paulista, José Henrique Lobo, secretário de Relações Institucionais de Serra e um dos coordenadores da campanha ao governo estadual em 2006, comunicou que está de mudança para Brasília. Lobo irá organizar a parte administrativa do partido com vistas à campanha presidencial. Dentro do PSDB paulista, é dado como praticamente certo que, antes de deixar o governo, Serra anunciará o nome de Geraldo Alckmin como o candidato do PSDB ao governo estadual. O comando paulista do partido seria o deputado federal Júlio Semeghini, mais ligado a Alckmin.

Todos esses movimentos são vistos como sinais de que Serra já avançou demais para recuar agora. Portanto, concluem os tucanos, os boatos da desistência, associados ao movimento da bancada mineira, prejudicam o PSDB como um todo, quando o partido deveria estar mais preocupado em trabalhar em conjunto para derrotar o PT. A maioria avalia que todo o movimento em torno de Aécio poderia não se materializar em apoio ao tucano, uma vez que o PSB de Eduardo Campos, por exemplo, não largaria o PT para ficar ao lado do PSDB. O PR e o PDT já fecharam com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Quantos aos índices das pesquisas, que apontam Dilma quase empatada com Serra, os aliados do tucano avisam que ele já enfrentou campanhas largando bem atrás e isso não o assusta. Em 2002, tinha menos de 10% nas intenções de voto. Chegou ao segundo turno, quando o país estava numa onda pela candidatura de Lula. Hoje, sem fazer pré-campanha declarada pelo país afora, continua num patamar bem acima daquele da largada de 2002. E, desta vez, embora a campanha seja difícil, o adversário não será Lula. Já é um começo, na avaliação dos aliados do governador paulista.

1 - Pré-convenções
Os políticos falam em fim de maio porque em junho começa a temporada das convenções para oficialização das candidaturas, onde é escolhido também o candidato a vice-presidente em cada chapa. O prazo das convenções termina em 30 de junho.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/05/politica,i=177626/CANDIDATURA+DE+JOSE+SERRA+E+VISTA+COMO+CERTA+PELA+MAIORIA+DO+PSDB.shtml

Em desvantagem no SE, Dilma apela para sua origem mineira

da Folha Online

Hoje na Folha A ministra e presidenciável petista Dilma Rousseff concentrará sua agenda nos últimos dias de governo e nos primeiros fora dele em São Paulo, Rio Grande do Sul e, principalmente, Minas Gerais, informa reportagem de Ana Flor, Valdo Cruz e Maria Clara Cabral, publicada nesta sexta-feira (5) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, é no Estado onde nasceu --Minas-- que a coordenação de sua campanha planeja uma "viagem sentimental" nos primeiros dias de abril, para reforçar sua identidade mineira.

Dentro da estratégia, está acertado que o vice-presidente José Alencar irá acompanhá-la em boa parte de sua agenda em Minas, onde não descarta ser candidato ao governo ou ao Senado caso seus próximos exames médicos mostrem que tem condições de enfrentar a disputa eleitoral em 2010.

A Folha informa que a decisão de focar sua campanha no eixo Sul-Sudeste se deve ao fato de seu desempenho ainda não ser considerado satisfatório nessas regiões.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702641.shtml

PSDB-SP vai antecipar propaganda para alavancar Serra

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Em reação ao crescimento nas pesquisas eleitorais da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, o PSDB paulista vai antecipar para este mês a propaganda partidária estadual em rádio e na TV que deveria ser veiculada só em junho. O tempo será dedicado integralmente ao governador e candidato virtual do PSDB na disputa presidencial, José Serra.

Originalmente, a distribuição do tempo no rádio e na TV entre os partidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) dava ao PSDB dez minutos em inserções ao longo da programação neste mês e mais dez minutos em junho. No fim de fevereiro, o Diretório Estadual solicitou uma antecipação da cota de junho e, há poucos dias, teve a confirmação de que poderá veicular em um única dose as inserções partidárias. Elas serão exibidas nos dias 24, 26, 29 e 31.

Embora com abrangência limitada a São Paulo, a expectativa é de que os vídeos possam, ao menos, neutralizar os efeitos de uma ofensiva que está sendo preparada pelo adversário no berço tucano. A coordenação da campanha petista quer intensificar a presença da ministra no Estado.

As inserções do PSDB serão exibidas uma semana depois das peças estaduais do PT, que vão levar ao ar, no maior colégio eleitoral do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma, nos dias 12, 15, 17 e 19. Eles vão dividir espaço com o senador Aloizio Mercadante (SP), cotado para disputar o governo paulista, e a ex-prefeita Marta Suplicy, postulante ao Senado.

A decisão de antecipar a propaganda foi tomada antes da divulgação da última pesquisa Datafolha, no domingo passado, em que Dilma apareceu com apenas quatro pontos porcentuais atrás de Serra. Entretanto, já havia na época a percepção da escalada da adversária. De acordo com o levantamento, o governador tem 32% das intenções de voto e a ministra, 28%. Essa diferença já foi de 14 pontos porcentuais.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psdb-sp-vai-antecipar-propaganda-para-alavancar-serra,519919,0.htm

PT vai recomendar a diretórios que evitem prévias

VERA ROSA - Agencia Estado

BRASÍLIA - O Diretório Nacional do PT vai aprovar hoje uma resolução política recomendando às seções estaduais do partido que evitem prévias para a escolha de candidatos aos governos e ao Senado. A ideia era proibir com todas as letras as prévias sob o argumento de que uma guerra interna entre petistas pode respingar na campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Porém, a tendência é adotar agora uma solução de meio termo, sem vetar a prévia no papel, mas agindo nos bastidores para desidratá-la.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à cúpula do PT que atuará para impedir uma disputa fratricida entre pré-candidatos petistas ao Senado no Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Mato Grosso. "Prévia não tem sentido neste momento, mas respeito qualquer decisão", afirmou ontem o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Se não houver acordo, ele terá de enfrentar a secretária de Ação Social do governo fluminense, Benedita da Silva, que também está de olho na vaga ao Senado.

O estatuto do PT determina a realização de prévia, com voto dos filiados quando houver mais de um postulante ao mesmo cargo majoritário. Trata-se de tradicional mecanismo de escolha na legenda. Mas, na tentativa de evitar embaraços para a campanha de Dilma, o Diretório Nacional do PT prega acordo entre os pré-candidatos nos encontros estaduais, que começam neste mês e devem ser esticados até junho, para a definição da política eleitoral e da tática de alianças.

''Excesso de zelo''

No Distrito Federal, o escândalo do mensalão envolvendo o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) animou ainda mais as correntes do PT. O deputado Geraldo Magela (PT-DF) e o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agnelo Queiroz, já se inscreveram para disputar prévia no próximo dia 21, com o objetivo de garantir a indicação do partido na corrida pela cadeira de Arruda.

"Eu não acho que as prévias possam causar constrangimentos à campanha da ministra Dilma. Isso é excesso de zelo", afirmou o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, após participar, ontem, de reunião da Executiva Nacional do PT. "De fato, porém, o PT precisa saber lidar com esse instrumento, que, infelizmente, acabou se transformando em instrumento de guerra", emendou. Atual secretário das Cidades do governo de Pernambuco, Costa admite a possibilidade de enfrentar o ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva, que também deseja concorrer ao Senado.

SP e MT

Em São Paulo, o senador Eduardo Suplicy também não abre mão de disputar prévia para a sucessão do governador José Serra - pré-candidato do PSDB à Presidência -, mesmo se o PT não tiver chapa própria. Até agora, o partido está refém do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que pretende concorrer à cadeira de Lula, mas, a pedido do presidente, pode ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Enquanto espera a decisão de Ciro, o PT deixou o senador Aloizio Mercadante de "stand-by". Líder do PT no Senado, Mercadante quer entrar na corrida por um segundo mandato, mas é possível que tenha de mudar de planos e concorrer ao governo paulista. No Mato Grosso, o duelo pode ocorrer entre a senadora Serys Slhessarenko, candidata à reeleição, e o deputado Carlos Abicalil.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-vai-recomendar-a-diretorios-que-evitem-previas,519893,0.htm

04/03/2010

PR fecha apoio a Dilma e garante acordo com Garotinho no Rio

colaboração para a Folha Online

O PR selou o apoio a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência. O acordo foi fechado ontem em almoço em Brasília entre ministra e dirigentes do partido.

O apoio será oficializado no dia 5 de abril. Na convenção, o atual presidente da legenda, Sérgio Tamer, que discorda de pontos do programa petista, será substituto pelo ministro Alfredo Nascimento (Transporte), pré-candidato ao governo do Amazonas. No dia 2, o ministro deixa o cargo.

Segundo o partido, há focos de discordância em relação do PT, mas no almoço ficou combinado a busca de entendimento.

O partido, que nasceu da fusão do PL com o Prona e faz parte da base aliada desde o início do governo Lula, elegeu 26 deputados, o que garante cerca de um minuto de propaganda eleitoral.

A aliança também significa o apoio do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR), que tentará voltar ao cargo este ano. Garotinho, que já foi crítico feroz do governo Lula, já declarou que fará palanque para a ministra no Rio.

A aproximação entre Dilma e Garotinho, no entanto, tem causado desconforto no governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), candidato a reeleição.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702244.shtml

Vice de Marina Silva: Executivo da Natura diz estar "amadurecendo" ideia

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Cotado para ser o vice na chapa à Presidência da República da senadora Marina Silva (PV-AC), o co-presidente do conselho de administração da Natura, Guilherme Leal, disse nesta quinta-feira que está "amadurecendo" a ideia, e que ainda não definiu se realmente vai disputar as eleições em outubro.

"Estamos amadurecendo o processo, e o tempo dirá", desconversou, ao ser questionado sobre a questão.

Leal participou do seminário "O setor energético e a transição para a economia de baixo carbono", promovido pelo Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade).

O empresário observou que está alinhado com o pensamento de Marina, e vai discutir a possibilidade de integrar a chapa verde à Presidência. O executivo se filiou ao PV em outubro do ano passado.

"Estamos juntos e entusiasmados [em referência a Marina], refletindo qual é o futuro que nos aguarda", reiterou.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702237.shtml

Tucanos se reúnem em Minas em meio à indefinição sobre candidatura de José Serra

Oposição quer Aécio Neves de vice na chapa, mas ele diz preferir o Senado

Thiago Faria, do R7, enviado especial a Belo Horizonte

Em meio a indefinição da candidatura do PSDB à Presidência da República, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reúne boa parte da cúpula tucana nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte na inauguração da Cidade Administrativa, um complexo onde funcionará a sede do governo mineiro e suas secretarias.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é uma das presenças garantidas no evento e, nos bastidores, sua visita a Minas é vista como uma das últimas cartadas para convencer Aécio a compor uma chapa presidencial encabeçada por ele. Serra, que ainda não se declarou pré-candidato, admitiu ontem que cogita disputar um cargo nas eleições de outubro. Só não disse qual.

Embora o mineiro declare mais interesse em disputar uma vaga no Senado do que ser vice de Serra, partidos da oposição tentam convencer Aécio de que ele é fundamental para derrotar a chapa governista que terá a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como candidata. Ontem, durante homenagem ao centenário de Tancredo Neves no Senado, Aécio disse que não vai ceder a pressões.

Enquanto o impasse no PSDB persiste, o PT já colocou seu “bloco na rua” e lançou a pré-candidatura de Dilma no mês passado. Serra, no entanto, espera o prazo limite para se decidir. O governador tem até o fim deste mês para deixar o cargo caso queira se candidatar.

A pressão no PSDB, no entanto, intensifica-se. O presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), disse que não haverá mais dúvidas de quem será o candidato após esta semana e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), uma das opções de vice para Serra, quer que o partido oficialize logo a candidatura, já que "o PT já começou a campanha".

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/tucanos-se-reunem-em-minas-em-meio-a-indefinicao-sobre-candidatura-de-jose-serra-20100304.html

PR apoia Dilma, mas pede mudança em programa do PT

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Integrante da base de sustentação do governo Luiz Inácio Lula da Silva há quase oito anos, o PR vai apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, mas quer mudanças no programa de governo petista. Em almoço com Dilma, ontem, dirigentes, deputados e senadores do PR disseram à ministra que não vão aceitar o controle da mídia nem as ocupações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O PT decidiu radicalizar as diretrizes do programa de governo de Dilma no último dia 19. O documento que passou pelo crivo do 4º Congresso da legenda, intitulado "A Grande Transformação", prega o combate ao monopólio dos meios de comunicação, a reativação do Conselho de Comunicação Social, a cobrança de impostos sobre grandes fortunas e a jornada de trabalho de 40 horas semanais.

"Discordamos de alguns pontos da proposta do PT e queremos influenciar a preparação da plataforma da ministra", afirmou o deputado Milton Monti (PR-SP), presidente da Comissão de Transportes da Câmara que participou do almoço na casa de Dilma. "Não aceitamos cabresto sobre a imprensa, como na Venezuela, e nosso ideário se contrapõe às atitudes do MST, pois defendemos o respeito ao direito de propriedade."

O PR fará convenção no dia 5 de abril para oficializar o apoio a Dilma. Nessa data, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento - que deixará o cargo no próximo dia 2 para concorrer ao governo do Amazonas -, assumirá a presidência do PR.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pr-apoia-dilma-mas-pede-mudanca-em-programa-do-pt,519409,0.htm

PSDB decide centralizar comando de campanha em SP

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Na tentativa de dar início à criação de uma estrutura física para a campanha presidencial deste ano, o PSDB resolveu centrar as ações em São Paulo, para onde se deslocam semanalmente as principais lideranças do partido. Os tucanos já procuram um imóvel na Avenida Indianópolis, na zona sul da capital, que servirá de sede para o Diretório Nacional tucano, que hoje não conta com estrutura própria no Estado.

A ideia é que a casa, que deve ser alugada nas próximas semanas, se torne o futuro comitê central da campanha presidencial do PSDB - embora o governador paulista, José Serra, não tenha ainda se declarado candidato, o partido trabalha com seu nome na disputa. O secretário paulista de Relações Institucionais, José Henrique Reis Lobo, que deixará a pasta no dia 18 para integrar a coordenação da campanha tucana, está à procura do imóvel, que será próximo ao atual Diretório Estadual do partido.

O objetivo é evitar que a estrutura física da campanha presidencial fique dividida em duas cidades, como ocorreu em 2006, com o então candidato Geraldo Alckmin. À época, o ex-governador paulista se dividia entre gravações para os programas de rádio e TV em São Paulo e as discussões com o núcleo político, em Brasília. O projeto já recebeu o aval do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE).

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psdb-decide-centralizar-comando-de-campanha-em-sp,519378,0.htm

Serra diz que é candidato e convida Aécio para ser vice

da Folha Online

Hoje na Folha O governador de São Paulo, José Serra, confirmou à cúpula do PSDB que é candidato à Presidência da República, informa reportagem de Catia Seabra e Valdo Cruz, publicada nesta quinta-feira (4) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, o tucano deixou clara a disposição de concorrer num jantar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e em conversas com senadores. Mesmo assim, lideranças do partido receiam que ele recue.

Na aproximação com Aécio, nome que Serra quer como vice, o tucano paulista participa hoje da inauguração do novo complexo administrativo de Minas Gerais.

A Folha informa que Aécio se comprometeu a obter a vitória do PSDB em Minas e defendeu o nome de Tasso Jereissatti (CE) para vice. Horas depois do jantar com Serra, numa conversa com os senadores do partido, repetiu seus argumentos. E apelou: "Por favor, não insistam no meu nome para a vice".

Ontem, em homenagem a Tancredo Neves, Serra criticou a tese da "herança maldita" usada pelo PT contra a gestão Fernando Henrique Cardoso. Disse que o PT se beneficiou do Plano Real, do Proer e da Lei de Responsabilidade Fiscal.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u702059.shtml

03/03/2010

Ciro critica chapa puro-sangue e diz que Aécio tem força para ser candidato

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Pré-candidato do PSB à Presidência da República, o deputado Ciro Gomes (CE) criticou nesta quarta-feira a chapa puro-sangue do PSDB, caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aceite sair candidato à vice-presidência da República na chapa do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Na opinião de Ciro, Aécio tem força suficiente para se lançar candidato à Presidência, e não à vice.

"A turma de São Paulo quer resolver esse problema no gabinete. Querem tirar a política do povo. O Aécio tem delegação para ser presidente, não para ser vice de um cara [Serra] que impede ele de ser presidente", afirmou.

Sem poupar críticas ao pré-candidato tucano, Ciro disse que Serra não pensa no partido, mas em um projeto pessoal de se tornar presidente da República. "Para o Serra não existe partido, mas opção particular da carreira dele."

Ciro disse ser "improvável" sair candidato à vice na chapa de Aécio, caso o governador mineiro volte atrás na decisão de não disputar o Palácio do Planalto. "Não é provável", afirmou.

O deputado reiterou que será candidato à Presidência da República, mesmo com as pesquisas apontando a probabilidade de segundo turno entre Serra a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "A minha candidatura não tem essa miudice de motivação [provocar o segundo turno]. Nunca uma pesquisa nessa data foi o [resultado] que aconteceu lá na frente", afirmou.

Ciro declarou que, se depender da sua vontade, leva a sua candidatura ao Palácio do Planalto até o dia 3 de outubro --data das eleições. O parlamentar, porém, não descarta desistir da corrida presidencial se reavaliar as condições da disputa.

Ciro criticou o embate entre governo e oposição na pré-campanha, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a disputa seria uma comparação entre a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a sua.

"A briga entre o pessoal do Lula e do FHC amesquinhou a política nacional. O PT ficou contra o Plano Real por causa da briga provinciana de São Paulo. O Lula faz um governo para o mundo inteiro aplaudir. O que faz o PSDB? Fica contra. Se o Lula quer um plebiscito da turma dele e do FHC, é preciso mudar isso."

Mudanças

Ciro disse ser favorável às resoluções aprovadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ontem com mudanças nas regras da disputa de outubro. Sobre a decisão do tribunal de restringir as chamadas "doações ocultas de campanha", Ciro disse que defende a medida porque é favorável à "transparência total" na política.

Em relação à Justiça Eleitoral poder disponibilizar a ficha criminal dos candidatos aos eleitores, Ciro disse que a medida é correta, apesar de não ser da "competência" do TSE. "Está fora da linha do TSE, mas acho bom também. Vou ter que ir não sei aonde buscar minha ficha e não fiz nada. Estou limpo", ironizou.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u701913.shtml

Tucanos marcam posição sobre campanha de 2010 na comemoração do centenário de Tancredo

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nas comemorações do centenário de Tancredo Neves, os governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, utilizaram dos discursos no plenário do Senado para marcar posição sobre a campanha presidencial de 2010.

Potencial candidato pelo PSDB, Serra destacou a importância da alternância de poder para a consolidação da democracia ressaltando que, agora, o desafio do seu partido é superar as conquistas já realizadas desde a redemocratização do país até os oito anos de governo petista.

“Nenhum progresso é garantido e irreversível. Assim como não somos escravos do passado, tampouco devemos crer que a eventual sabedoria dos acertos de hoje e ontem se repetirá hoje e amanhã. Os ganhos ainda não têm condições de sustentabilidade no médio e longo prazo”, disse o governador paulista, ao fazer uma análise dos avanços obtidos na área econômica nos últimos 25 anos.

Neste sentido, José Serra afirmou que as fases da história “não podem ser arbitrariamente dadas a um ou outro governante, mas por fatos que mudaram institucionalmente”. O tucano paulista destacou o fato de o PT, partido “que tinha um comportamento radical”, ter chegado ao poder com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.

Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores foi um dos principais beneficiários das conquistas sociais e culturais definidas pela Constituição Federal de 1988. Além disso, ressaltou que o governo do presidente Lula “soube, posteriormente, colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas como o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Proer [Programa de Reestruturação Financeira]”.

Já Aécio Neves, que hoje afirmou estar fora de cogitação compor como candidato à vice-presidência numa chapa com Serra, fez questão de dizer, em seu discurso, que qualquer decisão sobre a política nacional tem que passar por Minas Gerais.

O governador mineiro deixou para o final de sua fala citações do jurista Afonso Arinos de Melo Franco sobre a importância de Minas no cenário nacional. “Minas é o centro e o centro não quer dizer imobilidade, porém peso, densidade, nucleação, vigilância atenta, ação refletida, mas fatal e decisiva.”

Ainda citando o jurista mineiro, Aécio Neves ressaltou que seu estado “tende para a direita, quando a ordem periga e tende para a esquerda, quando periga a liberdade. Age por compensação, como as defesas orgânicas, posição central que, alguns, por vezes, não compreendem, mas sempre agradecem quando, serenadas as paixões, analisam de boa-fé os resultados”.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), por sua vez, descartou qualquer possibilidade de composição de chapa pura para as eleições presidenciais. Segundo ele, o partido “nunca pensou nisso”. Guerra disse, ainda, que o governador mineiro disse a ele e ao senador Tasso Jereissati, há algum tempo, que não seria candidato à vice-presidência.

http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/1273

Serra e Aécio defendem herança de FHC

BRASÍLIA (Reuters) - Os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) defenderam nesta quarta-feira a "herança bendita" do governo Fernando Henrique Cardoso e os avanços alcançados antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir o poder em 2003.

"O PT soube... colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, como o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou Serra durante homenagem do Senado ao centenário do nascimento de Tancredo Neves.

Provável candidato tucano à Presidência, o governador paulista argumentou que o PT, partido de Lula, foi "um dos principais beneficiários" da eleição de Tancredo, marco da redemocratização do país, "e das consequências sociais e culturais da nova Constituição", aprovada em 1988.

"Nosso dever é, por conseguinte, o de assumir, com humildade e coragem, a herança desses 25 anos, não para negar o passado, mas para superá-lo a fim de fazer mais e fazer melhor", disse Serra.

Falando a jornalistas, após a solenidade, Aécio insistiu no mesmo ponto.

"Que nós valorizemos os avanços que se iniciaram com Itamar (Franco), passaram por Fernando Henrique e continuaram com Lula, até porque o governo do Lula é, em boa parte, consequência do governo do Fernando Henrique", disse Aécio.

"Se não houvesse o real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o início dos programas de transferência de renda, certamente o governo Lula seria diferente", acrescentou Aécio. "O Brasil precisa de generosidade e reconhecimento ao que foi feito."

(Reportagem de Natuza Nery e Maria Carolina Marcello)

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE6220HR20100303

Serra fala como candidato em festa preparada para Aécio

Rodrigo Haidar, iG Brasília

A solenidade de homenagem ao centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves, no Congresso, estava preparada para ser um grande evento em torno do seu neto, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em meio a pressões da bancada de Minas Gerais do PSDB e do DEM para que o governador de São Paulo, José Serra, desista de sua candidatura a presidente.

Mas Serra pareceu não ter se desgastado com as últimas pesquisas – que apontaram o crescimento da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na corrida à sucessão presidencial – e se apresentou no plenário do Senado com pose e discurso de candidato.

O governador de São Paulo não chegou a tempo do descerramento do busto de Tancredo, quando Aécio ocupou a cena. Ao entrar no Senado, evitou falar de sua candidatura. Coube a Aécio negar mais uma vez a possibilidade de sair como vice em uma chapa “puro sangue” do PSDB.

Mas na hora dos discursos, apesar do parentesco com Tancredo e de, como Serra, ser governador de Estado, coube ao dirigente de São Paulo o discurso que encerrou a fase dos pronunciamentos mais importantes da sessão. Como verdadeiro candidato, Serra aproveitou a solenidade para atacar o principal adversário dos tucanos, o Partido dos Trabalhadores. Disse que o PT “soube colher bons frutos” plantados antes de o partido chegar ao poder. Citou o Plano Real, o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal como exemplos das sementes plantadas pelos governos anteriores.

Tomou como gancho o papel fundamental de Tancredo Neves para a transição política e acrescentou que ela foi tão bem desenhada que permitiu a estabilidade política e a alternância do poder sem sobressaltos. E alfinetou: “O resultado é ainda mais impressionante quando se observa que uma destas alternâncias foi a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores, que se encarnava uma força desestabilizadora com seu comportamento radical”.

José Serra disse ainda que o PT “acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários da eleição do primeiro presidente civil e das conquistas sociais e culturais da nova Constituição”. Encerrou o discurso pregando a “eliminação da pobreza e redução das desigualdades”.

Já na saída do Senado, o governador foi abordado por uma repórter do programa de humor televisivo CQC. Ela ofereceu pipoca ao governador e perguntou se ele iria “pipocar”. Serra respondeu: “Pipocar não vou, mas como a pipoca”.

Aécio, por sua vez, colocou Minas Gerais como o centro do país. Deu o recado de que, qualquer decisão no plano nacional, tem de passar necessariamente pelo estado que governa.

Na figura de seu avô, homenageado, o governador mineiro ressaltou em diversos momentos do discurso a importância política de Minas como ponte para qualquer pacto político. “O traço mais forte de sua personalidade era a busca da conciliação. Costumava reiteradamente repetir: em Minas, brigam as idéias e não os homens!”, disse.

O presidente da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney , ressaltaram o espírito conciliador de Tancredo Neves “herdado” por Aécio, que foi muito comemorado em todos os discursos. “Aécio é politicamente leve, um político que não cria embaraços”, disse Temer.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/03/serra+fala+como+candidato+em+festa+preparada+para+aecio+9415754.html

Dilma está bem nas pesquisas, mas jogo ainda está indefinido, afirma Lula

iG São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou positivo o desempenho da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais e afirmou nesta quarta-feira que ela ficará ainda mais conhecida quando deixar o governo.

"É muito cedo para que a gente faça qualquer avaliação das eleições de 2010... a campanha vai começar quando começar a campanha na televisão", argumentou o presidente a jornalistas. "Eu acho que a performance da Dilma está bem, mas o jogo não está definido, não se sabe qual é a escalação dos times ainda."

No fim de semana, pesquisa do Datafolha mostrou, no principal cenário, a ministra apenas 4 pontos percentuais atrás do provável candidato do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra.

Para Lula, Dilma está se saindo como os governistas esperavam. "Acho que a pesquisa estava dentro de uma visão que nós tínhamos dentro do governo, a Dilma vai crescendo à medida que ela ficar conhecida e ela vai ficar mais conhecida quando sair do governo e começar a andar o Brasil livremente, a fazer campanha", completou.

Lula também fez um apelo aos parlamentares para que, em um ano eleitoral, não sejam tomadas decisões apenas com intuito de ganhar votos. "Aproveito o momento para fazer um apelo aos deputados e senadores que não é porque estamos em época eleitoral que vai se praticar a farra do boi. Não é banalizando decisões que se vai ganhar votos. É preciso ter juízo em ano eleitoral. Não se pode prometer mundos e fundos. A sociedade brasileira sabe que as conquistas foram resultado de um trabalho sério. Se dermos sinais de que a farra do boi vai começar, vamos perder a imagem de país sério."

As declarações foram dadas pelo presidente em rápida entrevista realizada após o lançamento do Portal Brasil (www.brasil.gov.br), ao comentar a decisão da Câmara dos Deputados de incluir uma emenda no projeto que cria o Fundo Social do pré-sal, que permite a utilização de parte do fundo para o reajuste de aposentadorias de valor superior a um salário mínimo. Questionado se vetaria a emenda, caso ela fosse confirmada pelo Senado, Lula disse: "Vamos esperar chegar (a medida para sanção). O presidente só se pronuncia quando o assunto chega as suas mãos."

O governo federal lançou hoje o Portal Brasil, que reúne todas as informações dos sites de governo em apenas um site. Durante a solenidade de lançamento, o presidente Lula chamou o site de "Google nacional, totalmente brasileiro". "Qualquer brasileiro poderá ter informação, não existirá mais segredo das coisas que estamos fazendo. Não é portal do presidente Lula ou deste governo. É um portal do Brasil para o Brasil", definiu.

*com informações da Agência Estado e Reuters

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/03/lula+dilma+esta+bem+em+pesquisas+mas+jogo+ainda+esta+indefinido+9415685.html

Serra: ninguém mais contesta legitimidade das eleições

ANA PAULA SCINOCCA - Agencia Estado

BRASÍLIA - Em seu discurso em homenagem ao ex-presidente da República Tancredo Neves, o governador de São Paulo e provável candidato do PSDB à Presidência, José Serra, destacou a importância da Nova República e disse que neste quarto de século em que ela vigora a alternância passou a fazer parte das conquistas adquiridas no País.

"Ninguém mais contesta a legitimidade das vitórias eleitorais, do processo democrático e do natural desejo dos adversários vitoriosos de governar sem perturbações", discursou Serra, na homenagem realizada no Senado, que conta também com a presença do governador de Minas Gerais e neto de Tancredo, Aécio Neves.
Para Serra, o resultado é ainda mais impressionante quando se observa que uma dessas alternâncias, aparentemente mais contrastantes, foi a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores (PT), "encarado, a princípio, se não como força desestabilizadora, ao menos de comportamento radical e deliberadamente à margem na política nacional".

Serra disse que o PT, aliás, acabou por ser, paradoxal que pareça, "um dos principais beneficiários dos grandes erros históricos de julgamento que cometeu". E prosseguiu: "Nos dois primeiros casos porque a eleição do primeiro presidente civil e as conquistas sociais e culturais da Constituição foram os fatores-chave que possibilitaram criar o clima que eventualmente conduziria o partido ao poder. Outros erros históricos seguiram-se."

O tucano ainda lembrou que o PT se opôs à estabilização da economia brasileira, denunciando o Plano Real, o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal. "Mas soube, posteriormente, colher seus bons frutos", disse.

"O período de um quarto de século da Nova República, sem repressão, sem poderes especiais, conseguiu finalmente derrubar a superinflação. Fez mais: resolveu o problema persistente da dívida externa herdada e até deu começo a uma retomada promissora do crescimento econômico e à expansão do acesso das camadas de rendimentos modestos ao crédito e ao consumo, inclusive de bens duráveis", afirmou o governador paulista.

Serra também destacou que "nenhuma conquista é definitiva, nenhum progresso é garantido e irreversível". "Assim como não somos escravos dos erros do passado, tampouco devemos crer que a eventual sabedoria dos acertos de ontem se repetirá invariavelmente hoje e amanhã. É necessário destacar, ter isso presente. A estabilidade, o crescimento e os ganhos de consumo, no que concerne ao panorama econômico-social, ainda não têm garantidas as condições de sustentabilidade no médio e no longo prazos", disse.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-ninguem-mais-contesta-legitimidade-das-eleicoes,518912,0.htm

PSDB tem nome colocado e Serra vai saber o momento de formalizar, diz Aécio

Governador de Minas reafirmou que não pretende ser vice em chapa.
Em evento, Serra evitou falar de candidatura à Presidência da República.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (3) que o PSDB tem nome colocado para a disputa à Presidência da República. Ele afirmou que o governador de São Paulo, José Serra, saberá o momento de formalizar sua candidatura. Aécio e Serra participaram de uma sessão no Congresso Nacional em homenagem ao centenário de nascimento de Tancredo Neves.

“O PSDB tem um nome colocado e ele vai saber o momento de se posicionar formalmente. Mas eu vejo o governador Serra, independente do seu companheiro de chapa, com todas as condições de travar um belo embate de idéias e, quem sabe, vencer as eleições. (...) Os prazos estão aí e eu acredito que no final do mês sairá a decisão e, a partir da decisão, vamos articular para vencer as eleições”, disse Aécio.

Durante a cerimônia em homenagem, Serra evitou falar sobre sua candidatura à Presidência da República. O governador de São Paulo chegou ao evento com mais de uma hora de atraso. Ele disse ter vindo apenas para homenagear Tancredo e não para falar sobre eleições.“Não vim para tratar de política eleitoral. Continuo concentrado no meu trabalho de governador de São Paulo”.

Já Aécio Neves reafirmou, ao chegar à cerimônia, que não pretende ser vice em uma chapa com Serra. “Não cogito essa possibilidade”, disse ele duas vezes.

O governador de Minas afirmou que há uma continuidade entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “O governo Lula não representou uma ruputra em relação ao governo do presidente Fernando Henrique. Este período será reconhecido mais adiante como um só período e para o cidadão brasileiro é irrelevante saber quem fez mais. Cada um fez a seu tempo o que precisava”.

Apesar de ver os dois períodos como um só, o mineiro acredita que uma vitória do PSDB trará uma melhora para a população. “Estarei ao lado do meu candidato e acredito que ele tem as melhores condições de fazer mudanças, independente de cargo ou espaço. Porque, para o Brasil, a vitória do PSDB e aliados fará melhor que a continuidade do atual governo”.

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1513928-5601,00-PSDB+TEM+NOME+COLOCADO+E+SERRA+VAI+SABER+O+MOMENTO+DE+FORMALIZAR+DIZ+AECIO.html

Aécio volta a negar que sairá vice na chapa de Serra

ANA PAULA SCINOCCA - Agencia Estado

BRASÍLIA - Ao chegar hoje pela manhã ao Senado para a cerimônia do centenário de nascimento do avô e ex-presidente da República Tancredo Neves, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), negou, mais uma vez, que sairá candidato a vice na chapa do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para a Presidência da República. "Não cogito essa possibilidade", afirmou.

A pressão para que Aécio seja vice de Serra já contamina integrantes do PSDB mineiro. O líder da maioria na Assembleia, deputado Domingos Sávio, disse ontem que Serra e lideranças dos partidos oposicionistas precisam empreender uma "convocação nacional" para que o governador mude de ideia. "Acho que ele (Aécio) está sensibilizado porque ele é um homem que tem uma visão de País", afirmou.

Ainda ontem, dando início à romaria de líderes aliados que tentarão sensibilizar o governador mineiro, o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), disse que numa eventual vitória tucana, o mineiro seria como um "sócio" do presidente eleito. "Eu diria que seriam dois presidentes tocando o Brasil para frente. Aécio Neves jamais será um vice, ele será um sócio do presidente."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-volta-a-negar-que-saira-vice-na-chapa-de-serra,518840,0.htm