07/10/2009

Em blog, Dirceu defende candidatura de Ciro ao governo de São Paulo

O Globo - 07/10/2009

RIO - O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu defendeu nesta quarta-feira a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para o governo de São Paulo. Para Dirceu, o PT deveria lutar pelo apoio do PSB nas eleições de 2010 e lançar Dilma para presidente e Ciro em São Paulo.

"Outra tática que o PT poderia seguir, e à qual sou favorável, é disputar o apoio do PSB e convencê-lo a fechar com Dilma e a lançar Ciro candidato a governador de São Paulo. Essa é uma estratégia que exigiria uma ação conjunta das direções do PT paulista e nacional, coordenada pelo presidente Lula e pela nossa candidata, Dilma Rousseff", disse Dirceu no seu blog.

Na semana passada, Ciro mudou seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo para, segundo ele, adquirir intimidade com o estado . Apesar da troca, o deputado disse que iria disputar a presidência no ano que vem.

O presidente Lula defende que ele se candidate ao governo paulista. Mas isso não é uma unanimidade no PT. Na segunda-feira, a ex-prefeita Marta Suplicy disse que Ciro "não tem a ver" com São Paulo e defendeu a candidatura própria do partido . Em resposta, Ciro afirmou que trocou o o domicílio eleitoral "a contragosto" .

Para Dirceu, a situação em São Paulo "não é nada boa":

"O fato é que a situação no Estado não é nada boa em se tratando da base do governo Lula. O PSB, PMDB, PV e PTB, além do PPS e do DEM, apóiam o governo Serra. O PSB e o PTB, aliás, tem uma longa tradição de apoio aos tucanos, iniciada com o governo Mário Covas, passando pelo de Geraldo Alckmin e agora com José Serra".

Caso não seja possível fazer uma aliança, Dirceu diz que o PT terá que lutar em três frentes nas eleições de 2010: contra o governador de São Paulo, José Serra, a senadora Marina Silva (PV-AC) e Ciro.

"Sem ilusões, é certo que, em busca de um lugar no 2º turno, todos estarão contra Dilma e o PT".

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/07/em-blog-dirceu-defende-candidatura-de-ciro-ao-governo-de-sao-paulo-767949303.asp#

Heloísa Helena cogita apoiar Marina Silva em 2010

Presidente do PSOL de Alagoas defende que vereadora dispute vaga no Senado nas eleições

Agência Estado - 07/10/2009

SÃO PAULO - A presidente do PSOL, Heloísa Helena, já cogita abrir mão de concorrer à Presidência da República para apoiar a candidatura da senadora Marina Silva (PV). A vereadora pode disputar uma vaga ao Senado por Alagoas em nome dessa estratégia.

A proposta foi apresentada à executiva nacional do partido pelo diretório de Alagoas depois que um dos possíveis adversários dela na disputa pelo Senado, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), sinalizou que concorrerá ao Executivo estadual. A movimentação facilitaria a vitória de Heloísa no Estado.

"Caso eu não possa ser candidata a presidente, meu candidato será Milton Temer (PSOL) ou Marina Silva", afirmou Heloísa Helena à Agência Estado. O cenário daria impulso ao possível candidato a presidente Ciro Gomes (PSB) e prejudicaria a presidenciável do PT, Dilma Rousseff.

A última pesquisa de intenções de voto, da CNI/Ibope, indica que, excluindo o nome de Heloísa da simulação, Serra lidera com 35%, Ciro Gomes aparece com 17%, Dilma Rousseff soma 15% e Marina Silva, 8%. Com Aécio no lugar de Serra e sem Heloísa, Ciro lidera com 28%, seguido de Dilma com 18%, Aécio com 13% e Marina com 11%. Com ela no páreo, num cenário com Serra, Dilma, Ciro e Marina, a presidente do PSOL aparece com 8%.

Além de Milton Temer, ex-petista e um dos fundadores do PSOL, o partido trabalha com a possibilidade de lançar à Presidência Plínio de Arruda Sampaio, de São Paulo, ou Martiniano Cavalcante, de Goiás. A definição sobre apoio ou candidatura própria só deve sair em dezembro, quando o PSOL faz sua Conferência Eleitoral.

Volta ao Senado

O presidente do PSOL em Alagoas, Mário Agra Junior, comanda o movimento por Heloísa no Senado. A proposta foi aprovada por consenso em uma reunião do diretório alagoano no último sábado, que contou com a participação de mais de cem filiados. "Ela aparece até 15 pontos porcentuais à frente do (senador) Renan Calheiros (PMDB) nas pesquisas locais de intenção de voto para o Senado. Está bem à frente dos outros possíveis candidatos, enquanto na disputa à Presidência ela fica em terceiro lugar", disse Agra. "A situação, matematicamente, é muito boa para Heloísa no Estado."

Apesar de defender a tese da candidatura própria ao Palácio do Planalto, Agra admite as dificuldades de uma candidatura no âmbito nacional. "Mostrar estrutura para uma candidatura a presidente não é fácil. A campanha ao Senado é infinitamente menor."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,heloisa-helena-cogita-apoiar-marina-silva-em-2010,447510,0.htm

PTB acerta filiação de ex-ministros para eleições 2010

07/10/2009 - Agencia Estado

SÃO PAULO - Com vistas a 2010, o PTB informou nesta quarta-feira que arregimentou dois ex-ministros para as suas fileiras partidárias. Sob a chancela do presidente da sigla em São Paulo, o deputado estadual Campos Machado, o ex-ministro do Trabalho do governo José Sarney, Almir Pazzianotto, e o ex-ministro da Administração e Infraestrutura do governo Fernando Collor de Mello, João Santana, assinaram na última semana o documento de filiação à legenda.

Apesar dos ex-ministros não manifestarem desejo aparente em concorrer a cargo eletivo no pleito do ano que vem, o PTB já costura nos bastidores o destino político dos dois novos filiados, o que inclui o lançamento do nome de ambos à Câmara dos Deputados em 2010. "É uma grande satisfação para nós ter como filiado esse (Pazzianotto) extraordinário ministro", enalteceu Machado, que não poupou também elogios a Santana. "Temos orgulho e honra na filiação dele."

Em nota sobre a filiação, Machado ressaltou que os dois ministros fazem parte de um projeto maior que a disputa por votos nas eleições de 2010. Segundo ele, ambos fortalecem o partido para as eleições de 2012 e 2014, quando a legenda pretende lançar candidatura própria para todos os cargos eletivos. "Deixaremos de entrar como vagão nas eleições e seremos a locomotiva", acredita Campos.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ptb-acerta-filiacao-de-ex-ministros-para-eleicoes-2010,447542,0.htm

PMDB formalizará apoio à candidatura de Dilma

estadao.com.br - quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nesta quinta, Temer deve informar Lula de que setores do partido aprovaram acordo entre as siglas

Denise Madueño, da Agência Estado

BRASÍLIA - A oito meses da convenção partidária que vai definir quem o PMDB terá como candidato à presidência da República, a cúpula do partido decidiu formalizar o apoio à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a indicação de um peemedebista para a vice-presidência da chapa. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai informar Lula, na quinta-feira, 7, do resultado do jantar de terça-feira, 6, no qual setores do partido aprovaram por unanimidade o acordo.

O PMDB espera que, já na próxima semana, Lula reúna o PMDB e o PT para sacramentar o que vem sendo chamado de pré-compromisso. Os dois partidos vão deixar claro que estarão juntos na disputa presidencial em 2010. O partido não apresentará o nome do vice agora, mas Temer é o cotado para o cargo.

"O PMDB está pronto para sinalizar ao País inteiro que, coerentemente, estaremos juntos no palanque de Dilma", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), organizador do jantar. A partir de agora, o partido vai buscar acordos nos Estados e os votos dos convencionais para garantir em junho a aprovação da aliança nacional.

"Com o pré-compromisso acertado, vamos nos dedicar, como aliados, a tentar resolver as questões nos Estados", disse Henrique Alves. O líder considera que o pré-acordo vai acabar com inseguranças e inquietações no partido. "Vamos cessar as especulações e definir o rumo (do partido e da aliança)", continuou o líder.

Peemedebistas que enfrentam problemas estaduais para fechar acordo com os petistas estavam presentes e aceitaram a decisão do partido de aliança nacional com o PT e Dilma. A cúpula partidária considera que em alguns Estados será quase impossível fechar uma aliança dos dois partidos e a disputa será inevitável. Esse é o caso, por exemplo, da Bahia. O ministro de Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, disse, durante o jantar, ser irreversível sua decisão de disputar o governo do Estado contra o governador Jaques Wagner (PT), que deseja a reeleição.

Dilma Rousseff quer candidatura única dos aliados

UOL - 07/10/2009

Os líderes do PMDB pressionam para que o governo decida logo quem será o vice de Dilma.


Aécio: Lula não aconselhou desistir da Presidência

07/10/2009

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves se encontrou com empresários e políticos, em Roma, na Itália. Ele aproveitou para desmentir que teria sido aconselhado pelo presidente Lula a não se lançar à presidência pelo PSDB.

Marco Aurélio Garcia coordenará plataforma política de Dilma em 2010

07/10/2009

BRASÍLIA - O PT criou o grupo que dará as diretrizes gerais do programa de governo para a campanha da ministra Dilma Rousseff, provável candidata do partido à sucessão presidencial em 2010. Coordenada pelo assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, a comissão será responsável por definir a plataforma política da candidata, organizar o diálogo com os movimentos sociais e os partidos aliados.

Alguns temas já estão definidos: política social, educação, investimentos em ciência e tecnologia e preocupações com os recursos ambientais, como a água, por exemplo. Além de Garcia, fazem parte do grupo o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o assessor pessoal do presidente da República, Gilberto Carvalho, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o ex-prefeito de Guarulhos Elói Pietá.

O marqueteiro João Santana, responsável pela campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, também está assessorando a candidata e programando pesquisas qualitativas junto ao eleitorado. Segundo um integrante do Diretório Nacional do PT, o grande desafio será dar forma ao discurso de Dilma no palanque.

- Ela não pode ser apenas a mãe do PAC. Isto é muito pouco. O governo Lula é muito mais do que isto - declarou um dirigente do partido.

Até o momento, a pré-campanha está apoiada nos avanços obtidos nos oito anos do governo Lula. O desafio é avançar.

- Quando Dilma subir no palanque, o que ela vai dizer? O que ela vai trazer além do que já fizemos? - questiona um petista.

Avanço na educação será um dos temas atrelados à figura da ministra

A educação, principalmente o ensino fundamental, está nesta nova diretriz. Existe a avaliação interna de que todas as conquistas recentes, como a inauguração de escolas técnicas, universidades e extensões de campi precisam ser atrelados à figura da chefe da Casa Civil.

Articuladores do partido desprezam a avaliação de que um discurso voltado para educação não empolga o eleitorado. Citam como exemplo o Prouni, que atende a 500 mil jovens carentes matriculados em universidades particulares de todo o país.

- Discursar para este público é falar diretamente com um grupo que tem um poder de mobilização política enorme - defende um parlamentar.

Dirigentes também se debruçam sobre os investimentos em ciência e tecnologia. Nos últimos anos, por esforço próprio do setor acadêmico, cresceu a produção e a publicação de textos científicos brasileiros em revistas especializadas internacionais.

Vencida a tarefa de estabilizar a economia e apontar os rumos do crescimento econômico, chegou a hora de apostar no conhecimento "para que o país possa dar um salto qualitativo", na avaliação de um integrante do comando de campanha. Lula antecipou estas diretrizes, ao incluir os dois setores dentre aqueles beneficiados pelos recursos do pré-sal.

- Mas o pré-sal começa a gerar divisas apenas em 2016. Precisamos ter uma política clara para estes setores, com fontes de financiamento efetivas - defendeu o dirigente.

Lula defende a elaboração de um 'discurso social' para Dilma

Falta ainda a elaboração de uma política ambiental e de unificação dos diversos programas sociais. Estes dois últimos ainda estão em fase embrionária. Há cerca de dois meses, Lula, em reunião com aliados próximos, disse que "era preciso dar um discurso social para Dilma". Surgiu lá a ideia de consolidar todos os programas de governo em uma lei única. Na área ambiental, o foco será a água.

- Por diversas razões: temos a maior matriz de energia limpa do mundo, o pré-sal e uma costa marítima a ser defendida, o que requer a compra de navios e submarinos nucleares - justificou o petista.

Na terça-feira, ao chegar a um jantar com o PDT - o primeiro com partidos aliados do governo Lula -, Dilma disse que a base deve ter uma única candidatura . A tese é defendida pelo presidente, mas enfrenta resistências no PSB, que pretende lançar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Para Dilma, Lula precisa eleger o seu sucessor para assegurar a continuidade das conquistas dos últimos oito anos.

A ministra teve o cuidado de não afirmar que ela deve ser a única candidata. A tarefa coube ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e ao deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP).

O Globo

Congresso “fecha as portas” para debater eleições 2010

UOL - 07/10/2009

O colunista do UOL em Brasília, Fernando Rodrigues, fala sobre a sucessão do presidente Lula



http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/congresso-fecha-as-portas-para-debater-eleicoes-2010-04023564C0B94366?types=A&

06/10/2009

Dilma defende candidatura única na base governista

06/10/09

Em jantar, ministra se reúne com cúpula do PDT em busca de apoio.
Ministro do Trabalho, que é do partido, disse apoiar nome de Dilma.

Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (6) que a base do governo deve ter apenas uma candidatura para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. É a primeira vez que ela defende uma coalizão de governo em torno de apenas um nome.

“Nós achamos que o governo tem que ter uma continuidade. Não são dois candidatos [que representarão a base], vai ser um candidato que vai representar o governo”, salientou a ministra, ao ser questionada sobre o tema.

A posição contraria o movimento de um dos principais aliados políticos do governo Lula, o PSB, que tem defendido a tese de que Lula terá mais facilidade de eleger um sucessor com mais de uma candidatura dentro da base aliada. O PSB defende que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) também seja lançado, com apoio de Lula.

Dillma se reuniu na noite desta terça-feira com a cúpula do PDT para negociar o apoio do partido para o ano que vem. Pouco antes do início do jantar, o presidente licenciado da sigla, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse ao lado de Dilma que também defende que o governo tenha apenas um candidato 2010 e que ministra é o nome mais adequado para a disputa.

“Isso é uma questão que estamos discutindo [o apoio à ministra Dilma] internamente. Eu não escondo nunca minhas manifestações pessoais, eu penso que o governo tem que ter uma candidatura única, inclusive para dar oportunidade à população de saber que de um lado tem oposição, representada pelo [José] Serra [governador de São Paulo] e o Aécio [Neves, governador de Minas Gerais], e do outro lado penso que tem que ter candidatura única. Para que a população possa avaliar e julgar se deve ter continuidade o governo Lula ou não”, analisou o ministro.

Segundo ele, neste momento a ministra representa a melhor candidatura do governo para as próximas eleições. Dilma foi filiada ao PDT até 2000, quando deixou a sigla para se filiar ao PT.

Dilma disse que já tem se reunido com outros partidos da base aliada. “Eu já encontrei com vários partidos ao longo desse processo todo, já falei com o PCdoB, com o PRB. Inclusive com o PMDB eu tive também ótimas reuniões recentes e com o PTB também, que integra a base do governo”, disse.

TSE nega liminar para PMB concorrer em 2010

06/10/2009

CAROL PIRES - Agencia Estado

BRASÍLIA - O ministro Felix Fisher, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou liminar impetrada pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) que pedia autorização para a legenda lançar candidatos nas eleições de 2010. No relatório, Fisher salienta que a agremiação não atendeu aos "requisitos necessários para o deferimento do registro".

Pela Lei Eleitoral, se quiserem concorrer às eleições, os partidos políticos precisam estar registrados até um ano antes do pleito. A eleição de 2010 está marcada para 3 de outubro.

O mérito do pedido de criação do partido ainda será julgado, assim, apesar de a liminar impedir o partido de concorrer no pleito de 2010, o PMB ainda pode ter o requerimento de criação aprovado pelo TSE.

No estatuto, o PMB se apresenta como "um instrumento político legal para propor com abrangência uma discussão da causa do papel da mulher junto à sociedade brasileira, tanto pela sua natureza biológica, ideológica e doutrinária, como pela participação efetiva nos processos políticos e eleitorais".

http://www.estadao.com.br

PMDB prepara bases e pré-acordo com PT fica próximo

06/10/2009

Reuters/Brasil Online

Por Natuza Nery e Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - Com medo de perder o dote e o padre, o PMDB dará nesta terça-feira os primeiros passos para formalizar um pré-acordo em torno da candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto em 2010.

Um jantar da cúpula nacional da legenda marcará o primeiro passo para celebrar esse noivado, cujo anúncio oficial pode estar mais próximo do que se imagina: até novembro.

A decisão de acelerar as negociações de uma chapa presidencial conjunta veio do temor de não ter o popular presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos palanques regionais do PMDB e de perder a já cobiçada vaga de vice ao lado da ministra da Casa Civil.

"O partido está trabalhando internamente a discussão de 2010", disse à Reuters o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), presidente licenciado da agremiação.

Um pré-acordo, avaliam integrantes peemedebistas, balisaria os Estados.

Até dias atrás, o partido sustentava com obstinação que qualquer entendimento para 2010 deveria passar pela definição de alianças locais com o PT. Diante das dificuldades em celebrar esses matrimônios, a lógica acabou se invertendo.

Foi o próprio Temer quem verbalizou a mudança tática, urgindo para um acordo eleitoral ainda este ano.

No encontro desta noite, oferecido pelo do líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), o PMDB traçará um plano para formalizar esse compromisso com o governo. A cúpula deve comparecer em peso, de senadores e ministros aos presidentes da Câmara e Senado.

Segundo uma fonte do partido, Michel Temer -cotado para assumir a vaga de vice na chapa da ministra- já conversou com Lula a respeito durante viagem a Copenhague, na Dinamarca, na semana passada e informou que irá preparar as bases da união.

Tradicionalmente dividida, a legenda tem em suas fileiras alas que defendem o apoio a Dilma e outras que intercedem por uma aliança com o PSDB do governador de São Paulo, José Serra, também pré-candidato. Orestes Quércia, presidente do diretório paulista, é defensor da parceria com os tucanos.

No encontro de mais tarde, serão definidos o cenário, os personagens e a mensagem que o PMDB dará quando anunciar o compromisso.

"Vamos preparar a foto (do anúncio) e mostrar a força dentro do partido para fazer a aliança em 2010. O jantar de hoje é o primeiro passo", disse a fonte.

Apesar de tantos esforços e antecipações, a arena final será a convenção peemedebista no meio do ano que vem. Ganhará o grupo que formar maioria primeiro.

Até lá, vale a velha máxima: no PMDB, nada é certo até acontecer.

O PATRIMÔNIO LULA

Apesar de uma mudança tática, pacificar PT e PMDB nos Estados ainda é um passo fundamental para garantir apoio ao projeto da aliança nacional.

Nos casos onde houver racha, candidatos do PMDB não querem abrir mão de ter Lula em seus palanques. O partido avalia que parte do seu sucesso na eleição municipal de 2008, quando elegeu mais de 1.200 prefeitos, se deve à ajuda do presidente. Diversos candidatos não querem perder esse patrimônio em 2010 para um concorrente petista local.

Nos planos peemedebistas, fica assim: onde houver disputa com o PT, Lula pisaria nos dois palanques. Dilma, por consequência, também teria território duplo para navegar.

Diversos expoentes peemedebistas, entre eles o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) -pré-candidato ao governo da Bahia contra ao projeto de reeleição do petista Jaques Wagner-, manifestaram o receio de não poder usar a imagem do presidente da República, com popularidade superior a 80 por cento.

Soma-se a isso o temor de que o governo seja levado a uma aliança formal com outro partido. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), por exemplo, é sempre mencionado nas cotações.

A sigla é a mais robusta do país, com 91 deputados federais, 17 senadores e nove governadores.

http://oglobo.globo.com

Partidos do governo e da oposição fazem dança das cadeiras

Terça-feira, 06/10/2009

Nos últimos dois meses, houve um intenso troca-troca entre partidos em Brasília. Deputados e senadores ignoraram decisão da Justiça de que poderiam perder o mandato se saíssem de onde estavam.

Dificuldades do PT em São Paulo

Marina Silva nega que esteja em campanha, mas se apresenta como opção para o país

Leonardo Augusto

06/10/2009 09:30

Na primeira visita a Minas Gerais depois de se filiar ao Partido Verde e de assumir a possibilidade de disputar a Presidência da Repúblicas, a senadora Marina Silva (AC) até negou que estivesse em campanha, mas a sua passagem por Ipatinga, no Vale do Aço, e o discurso mostraram que a pré-candidata à sucessão presidencial no ano que vem já está na estrada. Na cidade governada por quatro mandatos pelo seu ex-partido, Marina disparou contra possíveis adversários e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o principal nome do PT, a quem acusou de antecipar o processo eleitoral ao lançar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para sucedê-lo. “Isso tem constituído prejuízo ao Brasil. Termina a disputa pelas prefeituras e já começa a corrida à presidência.”

Para a senadora, a antecipação da discussão em torno da disputa pela sucessão presidencial acaba se sobrepondo ao debate de projetos para desenvolvimento do país. O PT e o PSDB também entraram na mira da ex-ministra do Meio Ambiente. Marina afirmou que o principal desafio da política nacional é fazer com que os dois partidos dialoguem. “Infelizmente, esses partidos, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente e nós éramos oposição, não tinham nenhum ponto de contato. E agora acontece o mesmo durante o governo Lula. É fundamental que, naquilo que é essencial para o Brasil, haja possibilidade de diálogo, para que se qualifique uma base de sustentação dentro do Congresso Nacional e não exista o fisiologismo”, argumentou a pré-candidata.

Diálogo

Sobrou também para outro pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Ao ser indagada sobre comentário feito pelo parlamentar de que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), era mais feio por dentro que por fora, a senadora disse que não faz política de forma "destrutiva". "Não temos problemas em reconhecer os avanços na área econômica graças a Fernando Henrique Cardoso e ao Plano Real, e ao presidente Lula, que aprofundou essas mudanças com ajuste fiscal e distribuição de renda." Em seguida, no entanto, retomou o discurso de pré-candidata: “A história não para aí. Nós queremos dar continuidade às mudanças e alterar o processo produtivo no país de insustentável para sustentável, na indústria e na agricultura. Nenhum partido colocou isso, mas o PV está colocando”.

Mesmo com todo o discurso, Marina disse que estava em Ipatinga para dar palestra sobre sustentabilidade em uma escola. “É o que faço há 30 anos”, disse. O encontro com estudantes estava marcado para as 21h. A senadora, no entanto, chegou por volta das 16h, em um avião de carreira. Antes da palestra, se encontrou com correligionários em um parque da cidade, onde discursou para crianças e professores.

Com os pastores, contra o preconceito

A agenda da senadora Marina Silva em Ipatinga incluiu ainda participação em encontro com cerca de 800 pastores da Assembleia de Deus, igreja a qual pertence desde 1997, conforme fez questão de frisar. Antes, Marina fazia parte das comunidades eclesiais no Acre, período em que despontou para a política. A senadora foi anunciada pelo pastor Antônio Rosa, que coordenou o encontro, como ex-ministra do Meio Ambiente. O pastor lembrou, durante a reunião, que Marina é pré-candidata à Presidência da República.

A senadora foi saudada com as palavras “sois querida em nome de Jesus”. Ao falar aos fiéis, a senadora citou trechos bíblicos que pregam contra o preconceito e relatou já ter sido empregada doméstica e que só foi alfabetizada aos 16 anos. Marina não quis comentar a visita da ministra Dilma Rousseff a uma igreja evangélica, também na segunda-feira, em São Paulo. Para a senadora, as igrejas não podem ter partidos, mas devem estar abertas a todos os candidatos.

http://www.correiobraziliense.com.br

No FT, Marina Silva cobra política de metas para emissões

 Terça-feira, 6 de outubro de 2009,

"Não há exemplo no mundo a ser seguido. O Brasil precisa ser o exemplo", afirmou a senadora do
PV

Daniela Milanese, da Agência Estado


LONDRES - O Brasil deveria se comprometer com metas de redução de gases poluentes, afirmou a ex-ministra de Meio Ambiente e senadora Marina Silva (AC) ao jornal britânico Financial Times (FT), em entrevista que ganha destaque na edição desta terça-feira. Conforme a publicação, o País deve se comprometer com uma redução de 80% do desmatamento até 2020, mas não está claro se aceitará metas para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2) na conferência do clima marcada para dezembro, em Copenhague. A ex-ministra deixou o PT no mês passado e foi para o PV, partido pelo qual deve disputar a Presidência da República em 2010.
"Deveríamos assegurar que o Brasil está comprometido com metas, mas que devem ser globais - não apenas para reduzir o desmatamento, mas para cobrir todos os setores que realizam emissões", disse Marina. Ela defende que a redução dos gases poluentes deve ser parte de um compromisso mais amplo de mudança de modelo econômico nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, avalia que falta visão ao governo para mudar a forma como a questão é conduzida. "O Brasil e outros países precisam fazer o ambiente e o desenvolvimento parte da mesma equação e não persistir no pensamento de que um está em oposição ao outro", afirmou a ex-ministra. "Não há exemplo no mundo a ser seguido. O Brasil precisa ser o exemplo."

O Financial Times diz que o País "é um dos grandes contribuintes para o aquecimento global, em razão da grande quantidade de floresta perdida para o cultivo e outras atividades a cada ano". Sob o comando de Marina, o desmatamento desacelerou fortemente, aponta o jornal. A ex-ministra acredita que uma liderança do Brasil nessa área encorajaria outros países, como China, Índia, África do Sul e México, a seguirem a mesma linha.

05/10/2009

Caiado fala sobre pré-candidatos

05/10/2009

Em entrevista ao UOL Notícias, o deputado Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM na Câmara e possível candidato do partido ao governo de Goiás, fala sobre os pré-candidatos à sucessão presidencial: Dilma Rousseff, José Serra, Ciro Gomes e Marina Silva

Ciro Gomes vai ser candidato ao governo de São Paulo

05/10/2009
Confira o comentário político de Fernando José, repórter e apresentador da Jovem Pan Online.

Eleições, começa a se configurar cenário de disputa

05/10/2009

Com o fim do prazo para as filiações partidárias, começam a ganhar contorno as maiores disputas nas eleições 2010. Patrick Santos, repórter e apresentador da Jovem Pan Online, apresenta.



Plínio comenta Dilma, Serra, Ciro, Aécio e Marina

04/10/2009

Para Plinio de Arruda Sampaio, Dilma, Serra, Aécio e Ciro Gomes seguirão, apenas com nuances, o programa de Lula. "A minha diferença com eles é ideológica e programática. Eles vão continuar o modelo Lula, com uma nuance para cá, uma nuance para cá. E eu acho que esse modelo Lula gera a longo prazo aquilo que todo mundo está vendo, uma espécie duma Índia, com castas miseráveis. Castas, não classes.” Sobre Marina, ele afirmou: “Não vai fazer nenhuma proteção [do meio ambiente]. Não fez como ministra. Ficou seis anos lá, engoliu todos os sapos, a começar pelos transgênicos, porque não conseguiu. E quando cansou demais e pulou fora, vai ser presidente, como presidente não fará. Porque ou tem um discurso socialista ou não resolve.”

 

Marta descarta Ciro em SP e reitera preferência por Palocci

Ex-ministra contraria o desejo do presidente Lula e diz que deputado do PSB 'não tem a ver com São Paulo'

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Anne Warth, da Agência Estado

SÃO PAULO - A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) disse nesta segunda-feira, 5, que o deputado federal Ciro Gomes, uma das opções do PSB para concorrer ao governo do Estado, "não tem a ver com São Paulo". Ela ressaltou que essa sempre foi sua posição, mas que a avaliação está ganhando força entre outros membros do PT.

"Eu acho que estamos chegando a uma percepção de que a candidatura Ciro não tem a ver com São Paulo. A minha posição sempre foi essa, desde o início", afirmou ela após reunir-se com membros da legenda na sede do diretório estadual do PT na Capital.

Foi a primeira vez que Marta, ex-ministra do Turismo, fez uma manifestação tão contundente em relação ao tema e que contraria o desejo do presidente Lula de apoiar a candidatura de Ciro para o governo de São Paulo. Na semana passada, o deputado transferiu seu domicílio eleitoral para a capital paulista e deixou as portas abertas para concorrer nas eleições de 2010 para o cargo de governador no Estado.

Marta reiterou apoio à candidatura do ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) para o cargo. "Eu apoio a candidatura de Palocci e fiz um longo discurso de apoio", afirmou. Segundo ela, a entrada de Ciro no cenário estadual não atrapalha o PT nem o obriga a seguir o PSB.
"Ao contrário, a maioria dos membros do PT nas três instâncias (municipal, estadual e federal) é a favor da candidatura própria, sem fechar as portas para uma conjuntura nacional, eventualmente. A candidatura própria é quase unanimidade. Isso ficou claríssimo nessa reunião", explicou.

De acordo com a ex-ministra, o presidente estadual do PSB, o deputado federal Márcio França, não deu mostras de que quer discutir uma aliança estadual com o PT.

"Eu acho que o PSB nunca fez caminho de flores para nós no Estado. Acho que o Márcio França falou muito claramente que, se não for o Ciro, será o Skaf (Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, recém filiado ao PSB). Então, o que o PT está fazendo nessa conversa? Temos que ter candidato e vamos ter", defendeu.

http://www.estadao.com.br/

PSB aposta na atuação de Ciro Gomes para evitar voos nacionais de José Serra

Tiago Pariz
 
05/10/2009  

Um dia depois de Ciro Gomes (PSB-CE) explicar as razões que o levaram a transferir seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo - entre as quais, aproximar-se do eleitorado paulista -, o PSB reforçou que a manobra de seu deputado também tem outros motivos: manter o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), preocupado com o próprio estado. O partido aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta evitar que o pré-candidato tucano à Presidência da República se lance na agenda nacional e deixe de lado o estado nos próximos meses. O plano tem como pilar Ciro Gomes. A estratégia atenderia aos interesses de Lula, que teria alguém para acorrentar Serra a São Paulo, evitando que o tucano passasse a ser pró-ativo na discussão da política federal.

Nos próximos cinco meses em que ficará no ar caso Ciro se lance ao governo do estado ou à Presidência da República, o PSB quer que ele se transforme num anti-Serra. Claro que isso não significa que o deputado aceitou ser candidato a governador, como quer Lula. Significa apenas que ele encarnará o papel de desconstruir o discurso de um partido que completará 16 anos à frente da política paulista no ano que vem.

"Nós vamos manter o Serra ligado em São Paulo e não deixando ele falar só sobre o Brasil. O Ciro vai falar sobre São Paulo, vai começar a andar mais em São Paulo, visitar cidades, e isso vai exigir preocupação do Serra", avaliou o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF). O PSB quer manter o governador na defensiva, tendo que explicar suas decisões e as políticas para os mais diversos temas, como saúde, educação e transportes.

A estratégia se desenha em duas vias. Ciro Gomes não só buscará ajudar para minar a agenda de Serra, como expandirá seu potencial no maior colégio eleitoral do país. "São Paulo tem eleitorado muito grande e esse trabalho fortalece a candidatura a presidente também", disse Rollemberg. A meta é fazer essa figura do anti-Serra dar tão certo que ela se torne indispensável no debate nacional. "Estou absolutamente convencido de que o Ciro será candidato a presidente porque o Lula não vai abrir mão do Ciro", emendou o líder. A tese dos socialistas é que mais um nome da base aliada contra os tucanos forçará o segundo turno e evitará uma eventual vitória na primeira rodada de votações. E, depois de servir como o contraponto no estado, Lula precisará de um anti-Serra na eleição presidencial, argumentam os socialistas.

Fortalecimento

Na política paulista, o PSB conseguiu se fortalecer com as filiações do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e do vereador da capital Gabriel Chalita, o mais votado na última eleição municipal. Skaf corre como um dos postulantes ao governo e Chalita deverá ser lançado ao Senado. Como o PT tem patinado há anos no estado, os socialistas têm potencial de se tornar a alternativa viável aos tucanos. Apesar de os petistas serem fortes em seu berço de nascimento - o PT tem dois dos três senadores paulistas -, o partido encontra dificuldades quando o assunto é a capital e o estado.

Hoje, há divergências entre as vontades do PT paulista e de Lula. O partido quer encabeçar uma chapa ao governo estadual, enquanto o presidente gostaria de ver alguém da legenda como vice de Ciro. Hoje, são pré-candidatos o deputado Antonio Palocci, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. Eles tentarão minar a estratégia traçada por Lula de ter Ciro disputando a cabeça de chave com um nome do PT como vice. Hoje, o favorito nessa briga é Palocci, que recentemente teve processo no Supremo Tribunal Federal arquivado.

Outro filiado ao PSB também servirá aos interesses de Lula. O ex-ministro Walfrido Mares Guia, que deixou o PTB, ficou encarregado de estruturar o partido em Minas Gerais. Sem meta de disputar a eleição de 2010, Mares Guia quer ajudar realizando trabalho de cabo eleitoral.



04/10/2009

Filiações dão primeiro esboço das eleições 2010

03/10

O fim do prazo, neste sábado, para que pretendentes a candidatos nas eleições de 2010 se integrem aos partidos pelos quais querem concorrer já sinaliza o cenário em que a disputa deverá ocorrer. Para o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Cesar Romero, um indicativo claro é de que a disputa para a Presidência será polarizada entre o PT e o PSDB, mas sem relação direta com a questão da aprovação ao governo atual.

“As questões regionais ainda não podem ser medidas, mas, em qualquer hipótese, as duas forças políticas, PT e PSDB, vão polarizar as eleições”, destacou o professor. A polarização é explicada pelo fato de que os dois partidos têm força em São Paulo, que representa um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e detém 22% do eleitorado.

Datas importantes

Romero enumera três datas como as mais significativas para a definição de um cenário eleitoral: o fim do prazo para filiações; a data-limite para descompatibilização e o período das convenções partidárias. “Em março, os detentores de cargos no Executivo devem fazer a descompatibilização, deixando os cargos. Depois disso, teremos uma visão mais clara de como será as eleições”, destaca.

Neste período, será possível, por exemplo, avaliar se as apostas no lançamento do presidente do Banco Central, Henrique Meireles, recém-filiado ao PMDB a algum cargo é factível ou não. Também ficará delineada a entrada do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na disputa por algum cargo, que acabou de entrar no PT. “A vitória do Brasil para sediar a Olimpíada de 2016 teve forte empenho de Amorim. Ele transita entre o presidente do Irã e o de Israel. Então, tem qualidades que podem credenciá-lo a um cargo”, arriscou.

O quadro final estará posto quando os partidos concluírem as convenções partidárias, em junho. Neste momento, são oficializados os nomes e as alianças que conduzirão o processo eleitoral entre julho e outubro.

Perfis

Os perfis dos egressos aos partidos também indicam as intenções das legendas para os cargos em disputa. Artistas e atletas, como o ex-jogador Romário e jogador de futebol do Santo André, Marcelinho Carioca, que se filiaram ao PSB, atendem a objetivos para cargos proporcionais, como deputado estadual, por exemplo.

Já nomes do meio empresarial, como o do presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recém-filiado também ao PSB, serviriam como reforço para chapas na concorrência por vagas majoritárias. “Skaf é um nome popular, mas tem peso em uma disputa do PSB pelo governo de São Paulo, por exemplo”, avalia Romero, lembrando que Skaf também teria perfil para pleitear uma vaga no Senado.

No PV, a entrada de um “empresário verde” como o presidente da Natura, Guilherme Leal, une o mercado aos ambientalistas. “A figura do empresariado verde mostra que o partido não é anti-capitalista”, pondera Romero. Relações com a economia também reforçam o nome do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como vice da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em uma possível disputa presidencial. “Seria um sinal de que a política econômica não iria mudar”, afirma.

Troca-troca

Quanto à importância de políticos eleitos para os partidos, o cientista político assinala que há interesses pessoais e partidários. “De um lado, o político espera espaço maior para se manter no cenário. Quem já tem mandato quer manter a visibilidade”, disse. Para os partidos, visibilidade também é um fator importante na hora de atrair políticos. Mesmo os que não têm expressão nacional podem reforçar a atuação das legendas nas localidades que representam.

Pelo menos dois dos membros do Senado que trocaram de legenda na última semana, declararam a intenção de se reeleger. Mão Santa (PI) trocou o PMDB pelo PSC, na previsão de que o antigo partido não irá lançar candidato no estado. Já o senador Expedito Júnior (RO), deixou o PR para ingressar no PSDB, visando se candidatar ao governo do Estado.

Neste contexto, a fidelidade partidária dá lugar ao anseio de voltar ao poder em 2011. Porém, para o professor, a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impedindo o “troca-troca” inibiu as mudanças neste ano. “Os grandes nomes evitaram a mudança”, avalia. E Romero acredita que, mesmo sem a manifestação dos partidos pela reivindicação dos mandatos, a Justiça Eleitoral poderá fazê-lo por meio da Procuradoria Eleitoral.

02/10/2009

Semana na política: prazo de filiação partidária chega ao fim

Sexta-feira, 02/10/2009
O interessado a se candidatar nas eleições de 2010 tem que se filiar a um partido. Mas, o prazo para esta filiação se encerrou nesta semana. Confira este e outros destaques da política nesta semana.

Ciro quer "intimidade" com São Paulo ao mudar título eleitoral

SÃO PAULO (Reuters) - O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) justificou nesta sexta-feira a transferência de domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo pela necessidade de adquirir intimidade com o Estado, intenção que ele diz concretizar em três meses.

Ele reafirmou sua disposição de disputar a Presidência da República, e disse que militantes petistas também participaram da decisão de seu partido de mudar o local do título de eleitor.

Ciro vinha resistindo à mudança de seu domicílio eleitoral, mas acabou convencido pelo partido.

A alteração deixa uma porta aberta para uma candidatura ao governo do Estado de São Paulo, desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que até agora não conta com a anuência dos pré-candidatos petistas.

"São Paulo é o maior Estado brasileiro, e para ser candidato a presidente da República, tem que ter intimidade com a expressão que São Paulo tem na economia, na cultura e entre os trabalhadores", afirmou Ciro a jornalistas na segunda zona eleitoral, no bairro da Água Branca, na capital paulista, onde efetuou seu registro eleitoral.

"De maneira que o partido achou que era conveniente tomar esta intimidade com São Paulo".
Ao ser questionado sobre uma possível candidatura paulista, o parlamentar reagiu afirmando que o PSB trabalha com a opção de lançar o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que se filiou ao partido na quarta-feira.

Ciro enfatizou que, assim que a legenda tomou a decisão da transferência do seu título, telefonou para Skaf para comunicá-lo.

Uma eventual candidatura em São Paulo cria problemas para o atual governador José Serra (PSDB). Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Serra não quer que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), possível adversária em 2010, tenha um palanque forte no Estado, responsável por 22,3 por cento do eleitorado brasileiro.

"Eu venho para ajudar. Reafirmo minha candidatura a presidente da República, porém agora, com a legitimidade formal de, sendo domiciliado em São Paulo, ajudar a construir a agenda de São Paulo", declarou.

Ciro afirmou que tem residência na alameda Barros, mas que não pretende passar o fim de semana na capital paulista. Ele chegou à zona eleitoral vindo de Fortaleza, para onde retornou imediatamente após o registro.
(Reportagem de Carmen Munari; Edição de Natuza Nery)

http://oglobo.globo.com

Leia a íntegra do manifesto e a lista de apoiadores do nome de Plínio Sampaio para presidente

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Leia abaixo a íntegra do manifesto de intelectuais que apoia a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio a presidente.

"Construir um projeto socialista para o Brasil

Para unir a esquerda socialista e os movimentos sociais combativos apresentamos a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República

'Só crescemos na ousadia'
Mario Benedetti

As trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo vivem um tempo de profundas definições diante da eclosão de uma das piores crises da economia capitalista desde 1929 - crise estrutural, acentuada pelo padrão neoliberal de acumulação capitalista da era das desregulamentações, à qual se soma uma gravíssima crise ambiental cuja dimensão mais urgente é o aquecimento global.

Esta autêntica crise de civilização ameaça agravar ainda mais a situação da classe trabalhadora. Os primeiros efeitos já causaram um aumento de 200 milhões de miseráveis no mundo e põem em risco a manutenção de direitos conquistados em épocas menos adversas.

No Brasil, nenhum desses imensos desafios poderá ser adequadamente enfrentado se não houver articulação entre os partidos de esquerda anticapitalistas, os movimentos sociais anti-sistêmicos, os sindicatos autônomos e classistas e a juventude engajada na luta política e cultural.

O primeiro passo para isso consiste na formulação de um programa, um projeto para o Brasil, de combate aos efeitos perversos das crises em curso. O programa precisa estar fundamentado em medidas macroeconômicas que configurem uma estratégia de enfrentamento à crise sem aceitação das restrições que o capital e a classe dominante querem impor aos trabalhadores, e sem perda de direitos e garantias já adquiridos. Tem que enfrentar as questões da dívida pública, encaminhando a agenda do Jubileu Sul para realização de uma rigorosa auditoria, cancelando os pagamentos ilegítimos dos juros, denunciando a baixa tributação sobre o capital, objetivando assegurar menor tributação aos trabalhadores e recursos para desenvolver as políticas públicas.

Somente combatendo o padrão de acumulação expropriador e depredador será possível enfrentar a grave crise ecológica criada pela lógica irracional do mercado.

O programa deve, também, ser um instrumento contra as tendências autoritárias, xenófobas, machistas e racistas que se alimentam do agravamento do quadro social. Mais amplamente, o programa tem de expressar uma resposta conjunta dos povos de nossa região aos agravados desafios comuns colocados pela crise de civilização que vivemos. Devemos pautar também uma intensa denúncia da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.

Por fim, em nossa compreensão a luta dos socialistas não pode se limitar ao combate às formas de corrupção, mas o atual cenário de escândalos recoloca para nós a obrigação de defender o fim do Senado.

Alternativa anticapitalista em 2010
Um projeto anticapitalista, popular e socialista precisa ter seu programa forjado desde já nas lutas imediatas. Apenas dessa forma as forças populares terão condições de oferecer, em 2010, uma alternativa de voto aos milhões de brasileiros e brasileiras.

A classe trabalhadora não pode ficar refém da falsa polarização entre a candidatura do governo Lula versus a do bloco PSDB/DEM, pois, com pequenas diferenças, seus programas têm por mote a salvação do capital diante da crise e ataques à classe trabalhadora.

Tampouco podemos deixar de apresentar uma alternativa de projeto à possível candidatura de Marina Silva, pelo PV, que não expressa uma ruptura com o projeto global de governo que balizou os dois mandatos de Lula. Além de não superar uma visão utópica e meramente retórica de que pode haver desenvolvimento ambiental sustentável sobre bases capitalistas. Não por acaso, o partido que escolheu para se filiar se encontra na base de governos que vão do PT ao PSDB e tem Zequinha Sarney como um dos seus chefes.

Um nome a serviço de um projeto
O povo tem o direito de conhecer formas não capitalistas de sair da crise, por isso nos propomos a construir as bases de um autêntico projeto socialista para o Brasil. O nome de Plínio de Arruda Sampaio, como pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, afirma essa necessidade e a possibilidade deste debate.

Plínio é uma reserva moral e política da esquerda brasileira, que guarda coerência integral com os desafios da reorganização de forças no campo socialista e da classe trabalhadora neste novo momento histórico em que vivemos. E representa de forma coerente um projeto de natureza anticapitalista para o Brasil.

Além disso, é capaz de representar o perfil de uma política de alianças centrada nos partidos da Frente de Esquerda Socialista (PSOL, PCB e PSTU) e nos setores do movimento de massas que permanecem comprometidos com uma intervenção transformadora na luta de classes.

Enfim, a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio possui enorme potencial de aglutinação de forças políticas e sociais, avanço no debate programático e acúmulo estratégico na direção de um projeto socialista para o Brasil.

A partir deste manifesto propomos construir uma ampla agenda de debates e atividades com todos aqueles setores que estejam dispostos a se engajar na formulação de um novo projeto para o Brasil com as bases aqui sugeridas.

PRIMEIROS SIGNATÁRIOS
Alfredo Bosi - professor da Universidade de São Paulo (USP), crítico e historiador de literatura brasileira, e membro da Academia Brasileira de Letras
Ariovaldo Umbelino - professor do Deptº de Geografia da USP
Aziz Ab´Saber - geógrafo e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Caio Navarro de Toledo - professor colaborador do IFCH/Unicamp
Ciro Correia - professor do Instituto de Geociências da USP
Dom Tomás Balduíno - bispo emérito de Goiás Velho, fundadador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
Douglas Belchior - historiador e membro do Conselho Geral da UNEafro e militante do movimento negro
Elaine Behring - professora do Departamento de Políticas Sociais da Faculdade de Serviço Social da UERJ
Fábio Konder Comparato - professor titular da Faculdade de Direito da USP
Fernando Silva - integrante da Executiva Nacional do PSOL
Francisco Whitaker Ferreira - integrante do secretariado internacional do Fórum Social Mundial e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB
Heloísa Fernandes - professora do Deptº de Sociologia da USP e colaboradora da Escola Nacional Florestan Fernandes
Ildo Luís Sauer - professor titular do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e integrante do programa de Pós-Graduação em Energia da USP
Joaquim Francisco de Carvalho - físico e mestre em Engenharia Nuclear
Jorge Grespan - professor do Deptº de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP)
Jorge Luiz Martins - advogado e integrante da Coordenação Nacional da Intersindical
Juarez Torrez Duayer - professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Júnia Gouvêa - integrante do conselho editorial da revista 'Debate Socialista'
Luiz Allan Kunzle - professor da Ciência da Computação da Universidade Federal do Paraná e Secretário Geral da APUFPR
Marcelo Badaró Mattos - professor do Deptº de História da UFF
Marcelo Carcanholo - professor do Deptº de Economia da UFF
Maria Orlanda Pinassi - professora do Deptº de Sociologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Araraquara)
Marina Barbosa Pinto - professora da Escola de Serviço Social da UFF
Mario Maestri - historiador e professor do programa de pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo
Otília Arantes - professora do Deptº de Filosofia da USP
Paulo Arantes - professor do Deptº de Filosofia da USP
Paulo César Pedrini - coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo
Paulo Gouveia - integrante do Diretório Nacional do PSOL
Paulo Nakatani - professor do Deptº de Economia e do programa de pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Paulo Pasin - diretor da Federação Nacional dos Metroviários
Paulo Rios - diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU (Fenajufe) e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Plínio de Arruda Sampaio Jr. - professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Raul Marcelo - deputado estadual pelo PSOL/SP e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Reinaldo Carcanholo - professor de Economia e do Mestrado em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Ricardo Antunes - professor do Deptº de Sociologia da Unicamp
Roberto Leher - professor da Faculdade de Educação da UFRJ e pesquisador d o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso)
Robert Ponge - professor do Instituto de Letras da UFRGS
Rosa Maria Marques - professora da Faculdade de Economia da PUC-SP e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política
Sandovan Vivan Eichenberger - psicólogo e integrante da equipe pedagógica da Escola Latino-Americana de Agroecologia do MST no Paraná
Sandra Feltrin - advogada do MST e da Via Campesina no Rio Grande do Sul, e integrante do Diretório Nacional do PSOL
Sara Granemann - professora da Escola de Serviço Social da UFRJ
Soraya Smaili - professora do Deptº de Farmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Valéria Nader - economista e Editora do Correio da Cidadania
Virgínia Fontes - professora da EPSJV-Fiocruz, da pós-graduação em História da UFF e colaboradora da Escola Nacional Florestan Fernandes-MST
Vito Letízia - economista e professor aposentado pela PUC-SP"

http://noticias.uol.com.br/politica/2009/10/02/ult5773u2649.jhtm

Grupo ligado ao PSOL lança pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio para Presidência

Ex-petista surge como opção ao nome de Heloísa Helena ou ao apoio do partido à Marina Silva em 2010

Do R7

Um grupo de intelectuais ligados ao PSOL vai divulgar neste sábado (3) um manifesto em que criticam a candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência e defende o nome de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL-SP) para disputar o cargo em 2010. Plínio foi candidato ao governo de São Paulo em 2006 e fez parte do grupo de ex-petistas que criou a sigla em 2004.

O manifesto é assinado por intelectuais de esquerda e ainda não representa uma posição oficial do PSOL com relação às eleições do ano que vem. O nome mais forte do partido para a disputa ainda é o da ex-senadora e atual vereadora em Maceió, Heloísa Helena (PSOL-AL), mas recentes declarações dela pró-Marina e demonstrações de que ele prefere disputar uma vaga no Senado por seu Estado acenderam o sinal amarelo entre seus apoiadores.

Outro nome com o qual o partido trabalha é o do ex-deputado federal pelo PT , Milton Temer (PSOL-RJ), que disputou o governado do Rio em 2006.

O documento que será lançado em evento no Sindicato dos Advogados de São Paulo propõe “um projeto anticapitalista, popular e socialista”. “Apenas dessa forma as forças populares terão condições de oferecer, em 2010, uma alternativa de voto aos milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o documento.

Entre os nomes que já assinam o manifesto está o do bispo dom Tomás Balduíno, fundador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), dos professores da USP (Universidade de São Paulo), Fábio Konder Comparato e Alfredo Bosi, que também é membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/grupo-ligado-ao-psol-lanca-pre-candidatura-de-plinio-de-arruda-sampaio-para-presidencia-20091002.html

Ciro Gomes, um candidato multiuso

 02/10/2009

Confira o comentário político de Fernando José, repórter e apresentador da Jovem Pan Online.

Para qual cargo Ciro Gomes vai concorrer? Veja análise

02/10/2009

 colunista do UOL em Brasília, Fernando Rodrigues, fala sobre a mudança de título eleitoral do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE); saiba mais no blog do Fernando Rodrigues; siga o blog no Twitter; confira dos casos de desvio de conduta no Congresso no Monitor de Escândalos do UOL

01/10/2009

Internet pode redefinir campanha de 2010, diz estrategista de Obama

O uso de ferramentas da internet como comunidades virtuais, blogs e microblogs (twitter) entre outras pode redefinir "o formato das próximas eleições" no Brasil. A opinião é de Scott Goodstein, um dos principais estrategistas da campanha presidencial de Barack Obama na internet em 2008.

"A comunicação está mudando e as pessoas estão mais engajadas na interação de mão-dupla do que na comunicação de uma mão só. Eu acho que a mídia social é uma parte crescente do discurso político e pode ser usada para definir o formato do debate político nas próximas eleições no seu país", disse Goodstein à BBC Brasil.

Na opinião de Goodstein, uma das principais consequências do uso das ferramentas será permitir aos eleitores que participem da construção dos discursos de campanha e influam no processo eleitoral de uma maneira que não era possível no passado.

"Meus pais levavam semanas ou meses para conversar sobre política com amigos e familiares. Agora, por meio de e-mails, blogs, comunidades virtuais, nós podemos nos comunicar com amigos e parentes de uma maneira muito rápida", argumenta.

Vantagens

Boa parte dos recursos a que Goodstein se refere já estavam disponíveis em eleições passadas. Mas, pela primeira vez, elas poderão ser usadas livremente pelos candidatos, nas eleições de 2010, graças à lei eleitoral sancionada na terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por meio desses recursos, as campanhas vão poder abastecer seus eleitores mais militantes de informações e argumentos que depois também são redistribuídos aos membros das comunidades virtuais de que eles participam.

Além da redução do custo da distribuição, Goodstein afirma que a estratégia tem uma outra vantagem para os políticos que fazem uso dela: a mensagem política chega às pessoas por meio de interlocutores "em quem elas confiam".

"Você está habilitando as pessoas a levarem a sua mensagem para amigos e parentes. É uma coisa muito diferente de apenas colocar um anúncio na TV ou divulgar um comunicado à imprensa e esperar que as pessoas venham a você."

Goodstein diz que as ferramentas não "vão ganhar a eleição sozinhas, mas são um boa parte do diálogo que você trava com seus eleitores".

Transparência

Segundo Goodstein, o uso dessas ferramentas de comunicação interativa nas eleições dos Estados Unidos no ano passado permitiu que a campanha de Obama reagisse às mensagens e às informações que a equipe do candidato recebia dos eleitores.

"A campanha de Obama tratou com seriedade os rumores que circulavam por e-mail e pode enfrentá-los e dizer às pessoas o que era verdade e o que não era", conta.

Mas, na opinião de Scoot Goodstein, esses recursos só são eficientes se usados com "transparência".

"Há tanto marketing e anúncios publicitários por aí que, se o seu candidato for usar uma comunidade virtual, isso não pode ser visto pelas pessoas apenas como uma ferramenta de marketing. Tem de ser completamente transparente e autêntico."

Goodstein já esteve no Brasil em agosto e estará de volta para participar do seminário de comunicação política "O Efeito Obama no Brasil", promovido pela Universidade George Washington, em São Paulo nos dias 15 e 16 de outubro.

Ele é cotado como um possível reforço para a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), à Presidência.

O estrategista confirmou à BBC Brasil que tem conversado com empresas de comunicação política no Brasil, mas que ainda não há nada fechado.

Henrique Meirelles se filia ao PMDB, mas fica até março de 2010 no BC

Quarta-feira, 30/09/2009

Em Cima da Hora

O presidente do Banco Central ainda não se decidiu se vai concorrer ao governo de Goiás ou a uma vaga no Senado. Meirelles afirmou que não vai praticar política partidária esse ano.


 

Dilma evita falar sobre candidatura de Meirelles como vice-presidente

Quarta-feira, 30/09/2009

Em Cima da Hora

Henrique Meirelles já se filiou ao PMDB, mas garantiu que fica na presidência do Banco Central até março de 2010. A ministra comentou que Meirelles tem direito de se filiar a qualquer partido.

PDT e PSB pressionam Lupi a aceitar ser vice de Ciro Gomes

Um dos pedetistas mais empenhados em reeditar a parceria com o PSB é o deputado Paulo Pereira da Silva 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chistiane Samarco, da Agência Estado


BRASÍLIA - Dirigentes nacionais do PDT e do PSB estão pressionando o ministro do Trabalho e presidente licenciado do partido, Carlos Lupi, a aceitar o posto de vice na chapa presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE). A aliança é fundamental para dar viabilidade à candidatura do PSB porque os socialistas têm garantido apenas 1 minuto e 11 segundos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Este tempo poderá até dobrar com a divisão, entre todos os candidatos, da sobra de minutos destinados aos partidos que não entrarem na corrida sucessória, mas ainda assim não será suficiente para garantir um palanque eletrônico que dê sustentação.
A tese defendida pelos dirigentes do PDT é a de que a candidatura Ciro é útil ao Planalto porque garante a presença de uma alternativa da base governista no segundo turno na corrida presidencial. Como o PT e o presidente Lula ainda insistem na tese de que o melhor seria manter a base unida em torno de um só candidato - a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff -, o ministro do Trabalho nega que tenha interesse em compor chapa com o PSB.

Um dos pedetistas mais empenhados em reeditar a parceria com o PSB é o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que foi vice de Ciro em 2002. Ele admite que "a convivência com o candidato a presidente não foi muito fácil", mas observa que Ciro "amadureceu muito" nesses oito anos. "Será uma chapa muito melhor do que nós dois fomos", aposta o deputado.

Coube ao ex-vice Paulinho, da Força Sindical, telefonar ao ministro para transmitir a preocupação de Ciro, que lhe pedira ajuda para convencer Lupi a aceitar a missão. "O jogo nem começou e você já está descartando a chapa com Ciro?", questionou o deputado. Lupi recomendou que ele lesse com cautela as declarações que dera sobre a questão da vice e corrigiu: "Eu não descartei nada".

O PSB também não aceita a negativa de Lupi, com a justificativa de que a candidata do presidente Lula é a ministra Dilma. "A base aliada tem que compreender que é mais provável que a Dilma seja a candidata do governo que vai disputar o segundo turno, mas que tem que permitir que o Ciro participe da disputa", apela o presidente de honra do PSB, Roberto Amaral. Ele argumenta que a candidatura Ciro só será uma alternativa de fato se for viável e frisa que a candidatura só será viável dentro da base.

"Ou Ciro sai como candidato da base, com o pressuposto de continuidade do projeto, ou não será candidato", diz Amaral. Uma das vantagens que os socialistas veem na candidatura de Ciro sobre Dilma é o fato de ele ter muito mais liberdade para confrontar com o pré-candidato da oposição e governador de São Paulo, José Serra. Na condição de ministra que se relaciona institucionalmente com o governador, avaliam, a candidata Dilma tem que ser mais contida.

A direção do PSB sabe que o ministro Carlos Lupi só aceitará compor a chapa presidencial com o candidato socialista se o presidente Lula concordar com a operação. Pondera, no entanto, que tanto o Planalto quanto os partidos da base governista precisam compreender que a candidatura Ciro é útil para o governo e mais: "Pode ganhar esta eleição", adverte Amaral, ao destacar que os socialistas não entrarão no jogo sucessório como "coadjuvantes".

O presidente de honra do PSB adverte também que o projeto Lula corre "muito risco" se a eleição for definida no primeiro turno. O raciocínio neste caso é de que, além de garantir o segundo turno, a candidatura Ciro garante que um governista estará na disputa final, seja ele ou a ministra Dilma.

http://www.estadao.com.br


Possíveis candidatos em 2010 têm até sábado para regularizar domicílio eleitoral

01 outubro

Brasília - Termina sábado (3) o prazo para que o cidadão que pretenda candidatar-se nas eleições de 2010 regularize o domicílio eleitoral na circunscrição em que quer concorrer e tenha a filiação deferida em um partido. A data também marca o fim do prazo para as legendas interessadas na disputa obterem o registro de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o TSE, os cartórios eleitorais podem funcionar em regime de plantão no próximo sábado, em horários que serão decididos pelos juízes de cada município.

Nas eleições de 2010 serão eleitos o novo presidente da República, governadores, senadores, além de deputados federais, estaduais e distritais. O calendário eleitoral foi aprovado pelo plenário do TSE no dia 1º de julho deste ano (Resolução 23.089). O primeiro turno será no dia 3 de outubro de 2010 e o segundo turno, nos casos em que houver necessidade, no dia 31 do mesmo mês.

http://www.jornaldamidia.com.br