1 de out. de 2010

Debate da Rede Globo 30/10/2010 - 2 de 8

Debate da Rede Globo 30/10/2010 - 1 de 8

Debate da Rede Globo,com a presença dos candidatos a presidência da república:
José Serra (PSDB),Dilma Rousseff (PT),Marina Silva (PV) e Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) mediado por William Bonner)

30 de set. de 2010

Supremo aprova ação do PT: eleitor só precisará de um documento para votar

Camila Campanerut
Do UOL Eleições


Por oito votos a dois, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram, nesta quinta-feira (30), a Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PT, pedindo que a Suprema Corte negasse a decisão da Justiça Eleitoral de cobrar do eleitor, no dia da votação, a apresentaçãodo título de eleitor e de um documento de identidade com foto.

Com a decisão, o eleitor não é mais obrigado a levar dois documentos para votar, ou seja, de porte de apenas um documento com foto é possível votar; só com o título de eleitor, não.

Em seu voto, a ministra-relatora do caso, Ellen Gracie, ponderou que a dupla documentação era “desnecessária”. “Entendo que não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor (...) [Assim] a ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto”, detalhou a ministra, que teve apoio dos ministros José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Antes da conclusão da decisão, a ministra frisou que com a decisão o documento “não se torna inútil”, apenas dispensável. “Quem trouxer o título, será atendido com mais celeridade (...) Segue-se exigindo ambos os documentos, mas a ausência do título não impede o direito de votar”.

Na ação, o Partido dos Trabalhadores também afirmava que a retirada do direito de votar pela ausência do título acabaria “por cassar o exercício da cidadania do eleitor”.

Os votos contrários à decisão foram do ministro Gilmar Mendes e do presidente do STF, Cezar Peluso. Mendes pediu vista nesta quarta-feira (29), adiando a decisão sobre o tema para hoje.

A argumentação contrária de Mendes é que “uma liminar a três dias da eleição” seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.

Já Peluzo, contrariado por fazer parte da minoria, disse: “acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral”.

Vale lembrar
O prazo para a solicitar a segunda via do título de eleitor termina nesta quinta-feira. O pedido pode ser feito em qualquer cartório eleitoral, mesmo se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral.

Para as eleições deste ano, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar para presidente, governador, senador, deputado estadual, federal e distrital, segundo o TSE.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/supremo-aprova-acao-do-pt-eleitor-so-precisara-de-um-documento-para-votar.jhtm

Em encontro com representantes religiosos, Dilma se diz contra ao aborto

Correio Braziliense - Tiago Pariz


Com a indicação de que Marina Silva (PV) está absorvendo os votos de religiosos, Dilma Rousseff (PT) pediu apoio de bispos de congregações evangélicas e de setores da Igreja Católica, ontem, para tentar conter a drenagem de potenciais eleitores. Numa mobilização de olho em viabilizar a vitória em primeiro turno, pastores e missionários gravaram mensagem de apoio à presidenciável petista e prometeram conversar com seus rebanhos para acabar com o que chamaram de “onda de boataria” na corrida pelo Palácio do Planalto.

A equipe do marqueteiro João Santana aproveitou o encontro com 27 representantes religiosos ontem, no escritório político de Dilma, para gravar declarações de cerca de 10 pessoas. Os depoimentos irão ao ar entre hoje e amanhã, e também serão divulgados na internet. Entre os que prometeram apoio, estão o deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), bispo do Ministério Madureira, da Assembleia de Deus, e o vereador e missionário católico Gabriel Chalita (PSB-SP), candidato a deputado federal.

A candidata Dilma Rousseff defende suas posições pró-Vida e favorável à família em reunião com representantes católicos e evangélicos

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, foi o condutor da reunião. Partiu dele o pedido para os presentes ajudarem a campanha de Dilma. O presidente Lula também se mobilizou em favor de sua candidata. Em vídeo publicado ontem na página de internet de Dilma e também televisionado, Lula diz que “pessoas saíram do submundo da política para falar mentiras”.

Durante o encontro, os religiosos disseram a Dilma que a posição dúbia sobre o aborto e uma suposta frase que ela teria dito, disseminada via internet — na qual afirma que nem Cristo tiraria a vitória dela — estavam causando estragos na campanha. A petista lamentou o que chamou de “fatos do submundo político” e negou a declaração.

Dilma reforçou que é contra a prática do aborto e afirmou que, se eleita, não fará nenhuma lei para legalizar o ato. “Sou contra o aborto. É uma violência contra a mulher”, disse, acrescentando que o Estado deve amparar as mulheres que optam por interromper a gravidez. “Quem recorre ao aborto corre risco de morte e elas têm de ser atendidas.” A petista também rejeitou fazer um plebiscito sobre o tema.

Os bispos prometeram fazer reuniões com os seus fiéis para dirimir as dúvidas e pregar o voto na petista. “Dentro do segmento evangélico, temos reuniões duas ou três vezes por semana. Temos os meios eletrônicos. Faremos um trabalho, um esforço forte”, disse Manoel Ferreira, acrescentando que colocará integrantes de seu grupo religioso para disparar telefonemas em favor de Dilma para esclarecer que ela é contra o aborto e nunca usou o nome de Cristo em vão.

Cartas
Os religiosos divulgaram uma carta contra a “boataria cruel”, assinada pelo bispo Ferreira, e outra de dom Demétrio Valentini, da Diocese de Jales (SP). Valentini criticou a campanha que, em vez de privilegiar o debate e o confronto de programas e ideias, ficou carregada de “ataques pessoais em tentativas de desmoralizar os adversários”, mas evitou pregar voto em algum candidato.

Marina rebate rival do PT
A presidenciável Marina Silva (PV) acusou ontem a rival Dilma Rousseff (PT) de mudar seu discurso sobre a legalização do aborto para ganhar votos. “Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar ao eleitor, afirmou a candidata, que fez campanha no Rio de Janeiro.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/30/noticia_eleicoes2010,i=215560/EM+ENCONTRO+COM+REPRESENTANTES+RELIGIOSOS+DILMA+SE+DIZ+CONTRA+AO+ABORTO.shtml

Serra apela para os indecisos e defende aposentadoria integral

Correio Braziliense


São Paulo — O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) está tão confiante no segundo turno das eleições que renovou as energias nesta reta final de campanha para investir na parcela do eleitorado que ainda não decidiu em quem votar — que, segundo pesquisas de diversos institutos, varia de 18% a 24%. Ontem, durante o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), em São Paulo, o tucano pediu aos indecisos que “deem uma chance” a ele.

Serra também voltou seu discurso para os beneficiários da Previdência Social, prometendo fazer uma nova reforma previdenciária “de maneira realista”. “Eu prefiro mexer na idade do que na remuneração. É necessário examinar a questão para se fazer uma coisa séria”, disse, acrescentando que é favorável à aposentadoria integral dos funcionários públicos.

O candidato ainda defendeu a capacitação e a qualificação permanente do funcionalismo público. “A estabilidade das instituições depende da qualidade do funcionário. Ou o Estado brasileiro se profissionaliza de fato ou vamos amargar péssimos efeitos para a economia”, prevê. Ele também citou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos como exemplo de má administração. “O que está acontecendo com os Correios é uma vergonha. A empresa está sendo destruída pelo aparelhamento feito por parte de partidos e de sindicatos ligados ao governo”, discursou.

Partidarização
O tucano também fez críticas à partidarização de empresas públicas. Ele citou como exemplo o que ocorreu nas agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A Anvisa virou objeto de barganha política. Isso resultou em atrasos na aprovação dos genéricos”, destacou.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/30/noticia_eleicoes2010,i=215536/SERRA+APELA+PARA+OS+INDECISOS+E+DEFENDE+APOSENTADORIA+INTEGRAL.shtml