SÃO PAULO (Reuters) - A ex-candidata do PV à Presidência Marina Silva, disse nesta quarta-feira que seu apoio a Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, se houver, será dado em bases programáticas.
"Nós não podemos nos apequenar a uma discussão de conveniência", disse Marina em entrevista à rádio Jovem Pan. Ela teve quase 20 milhões de votos e foi a terceira mais votada no primeiro turno da eleição presidencial realizada no domingo.
"Não adianta apenas ter declaração de intenção. As pessoas têm que entender o que as urnas estão dizendo", afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, acrescentando que a plataforma defendida por sua candidatura e por seu partido será apresentada para Serra e para Dilma.
A ex-candidata reiterou que uma decisão sobre um eventual apoio no segundo turno será tomada após consulta a todos os setores de seu partido.
Perguntada se pretende seguir a posição do PV após a consulta, Marina respondeu que: "Vou me submeter a esse processo." A ex-candidata não deu mais detalhes.
Marina foi a candidata que mais cresceu na reta final para o primeiro turno e, no domingo, conseguiu votação bastante superior ao que vinha sendo apontado pelas pesquisas de intenção de voto antes da eleição.
O desempenho da verde, apontado como um dos fatores que impediram vitória de Dilma já no domingo e que provocou o segundo turno, fez que com Marina passasse a ser cortejada por PT e PSDB, que buscam o apoio da ex-ministra de olho na parcela do eleitorado conquistada por ela.
"Eu nem estou colocando essa palavra apoio ou não apoio. Estou colocando a palavra posição", disse. "Quando eu decidir a minha posição em relação a esse processo, ela será de conhecimento dos brasileiros e dos candidatos. O que eu vou fazer com ela, eu vou decidir depois", disse quando questionada se participaria da propaganda eleitoral do candidato que eventualmente decidir apoiar.
Marina reclamou também dos institutos de pesquisa, e deu a entender que as sondagens impediram que ela amealhassem mais votos.
"Eu diria que foi um problema, porque muita gente se referenciava nas pesquisas", avaliou. Para a ex-ministra, os institutos não capturaram "metodologicamente o que se via nas ruas".
(Por Eduardo Simões)
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE69506K20101006
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6 de out. de 2010
Marina trava disputa dentro do PV para ficar neutra no 2º turno
Correio Braziliense - Alana Rizzo - Vinicius Sassine
Brasília e São Paulo — O grupo da senadora Marina Silva é minoria dentro do Partido Verde (PV) — corresponde a menos de 20% dos integrantes da executiva nacional — e vem encontrando dificuldades para fazer prevalecer a decisão política mais desejada por Marina e seus aliados: a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial, sem declaração de apoio a José Serra (PSDB) ou a Dilma Rousseff (PT). Depois de enfrentar petistas e tucanos e sair das urnas com 19,6 milhões de votos, o que despertou uma corrida pelo apoio da candidata verde, Marina trava agora uma disputa com os dirigentes que dominam o PV.
Dos 58 membros da executiva nacional, 10 são do grupo da senadora. Eles se filiaram ao PV com Marina, em agosto de 2009, e não têm poder suficiente para barrar o apoio do partido a José Serra, como desejam as antigas lideranças verdes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A votação expressiva obtida por Marina e o ganho de capital político — o apoio da senadora passou a ser considerado decisivo para a eleição do novo presidente da República — evidenciaram o racha existente no PV desde a chegada dos ex-petistas. Indicados para cargos na executiva, na secretaria e na coordenação nacional, Marina e aliados chegaram à legenda sob a promessa de mudanças no estatuto e nos programas do partido, o que não ocorreu.
A ala da senadora discorda e critica, por exemplo, as chamadas comissões provisórias, em que o presidente da sigla nomeia dirigentes nos estados e nos municípios. Em troca, esses dirigentes regionais validam as escolhas da executiva nacional, como o Correio constatou em entrevista com as lideranças. Questionadas sobre qual deve ser a posição de Marina no segundo turno, a resposta é quase unânime: vão seguir a decisão da executiva nacional.
O PV é um partido sem unidade regional. Em decisões nacionais, segue a cartilha ditada pelas lideranças de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Partiram de líderes do Rio, 40 dias antes da eleição, as primeiras iniciativas de apoio do partido a José Serra no segundo turno. A dois dias da votação, foi a vez de o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, manifestar a intenção de apoio a Serra. Nas duas ocasiões, a coordenação da campanha de Marina à Presidência negou qualquer aproximação nesse sentido. Os coordenadores da candidatura pertencem ao grupo recém-filiado ao PV.
Representação
Com exceção do desempenho de Marina na disputa presidencial, o partido não obteve êxito nestas eleições. Nenhum dos 11 candidatos próprios aos governos estaduais foi eleito. Juntos, obtiveram menos de 3,5 milhões de votos. O PV elegeu 15 deputados federais, mesma quantidade de parlamentares da atual legislatura. A partir de fevereiro de 2011, quando Marina encerrar o mandato, a legenda não terá senador.
Em outros 14 estados onde a sigla fez parte de coligações para as disputas pelos governos, as composições foram as mais diversas. Seis alianças eram encabeçadas pelo PT ou por partidos da base governista. Outras quatro eram capitaneadas pelo PSDB e, em quatro estados, o PV integrou composições que duelaram com petistas e tucanos. Para driblar essa configuração dentro do PV, Marina e aliados se agarraram a uma resolução interna que determina a realização de convenção em caso de segundo turno na disputa presidencial. Entre a convocação dos filiados com direito a voto e a convenção, são necessários dez dias. Por isso Marina convocou a imprensa para dizer que uma decisão só será anunciada em 15 dias.
“A data da convenção será definida nesta semana”, afirma João Paulo Capobianco, que coordenou a campanha de Marina. Cerca de 200 filiados teriam direito a voto. Eles escolheriam entre o apoio a Serra, a Dilma ou a neutralidade. Mesmo correndo o risco de perder o capital político conquistado, adiar a decisão e envolver os “núcleos vivos da sociedade” foram as armas de Marina para barrar uma decisão apressada do PV. “Ela vai ouvir a sociedade, os movimentos sociais e o partido”, diz o ex-deputado federal Luciano Zica, que ingressou no PV com Marina, saídos do PT.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/06/noticia_eleicoes2010,i=216702/MARINA+TRAVA+DISPUTA+DENTRO+DO+PV+PARA+FICAR+NEUTRA+NO+2+TURNO.shtml
Brasília e São Paulo — O grupo da senadora Marina Silva é minoria dentro do Partido Verde (PV) — corresponde a menos de 20% dos integrantes da executiva nacional — e vem encontrando dificuldades para fazer prevalecer a decisão política mais desejada por Marina e seus aliados: a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial, sem declaração de apoio a José Serra (PSDB) ou a Dilma Rousseff (PT). Depois de enfrentar petistas e tucanos e sair das urnas com 19,6 milhões de votos, o que despertou uma corrida pelo apoio da candidata verde, Marina trava agora uma disputa com os dirigentes que dominam o PV.
Dos 58 membros da executiva nacional, 10 são do grupo da senadora. Eles se filiaram ao PV com Marina, em agosto de 2009, e não têm poder suficiente para barrar o apoio do partido a José Serra, como desejam as antigas lideranças verdes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A votação expressiva obtida por Marina e o ganho de capital político — o apoio da senadora passou a ser considerado decisivo para a eleição do novo presidente da República — evidenciaram o racha existente no PV desde a chegada dos ex-petistas. Indicados para cargos na executiva, na secretaria e na coordenação nacional, Marina e aliados chegaram à legenda sob a promessa de mudanças no estatuto e nos programas do partido, o que não ocorreu.
A ala da senadora discorda e critica, por exemplo, as chamadas comissões provisórias, em que o presidente da sigla nomeia dirigentes nos estados e nos municípios. Em troca, esses dirigentes regionais validam as escolhas da executiva nacional, como o Correio constatou em entrevista com as lideranças. Questionadas sobre qual deve ser a posição de Marina no segundo turno, a resposta é quase unânime: vão seguir a decisão da executiva nacional.
O PV é um partido sem unidade regional. Em decisões nacionais, segue a cartilha ditada pelas lideranças de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Partiram de líderes do Rio, 40 dias antes da eleição, as primeiras iniciativas de apoio do partido a José Serra no segundo turno. A dois dias da votação, foi a vez de o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, manifestar a intenção de apoio a Serra. Nas duas ocasiões, a coordenação da campanha de Marina à Presidência negou qualquer aproximação nesse sentido. Os coordenadores da candidatura pertencem ao grupo recém-filiado ao PV.
Representação
Com exceção do desempenho de Marina na disputa presidencial, o partido não obteve êxito nestas eleições. Nenhum dos 11 candidatos próprios aos governos estaduais foi eleito. Juntos, obtiveram menos de 3,5 milhões de votos. O PV elegeu 15 deputados federais, mesma quantidade de parlamentares da atual legislatura. A partir de fevereiro de 2011, quando Marina encerrar o mandato, a legenda não terá senador.
Em outros 14 estados onde a sigla fez parte de coligações para as disputas pelos governos, as composições foram as mais diversas. Seis alianças eram encabeçadas pelo PT ou por partidos da base governista. Outras quatro eram capitaneadas pelo PSDB e, em quatro estados, o PV integrou composições que duelaram com petistas e tucanos. Para driblar essa configuração dentro do PV, Marina e aliados se agarraram a uma resolução interna que determina a realização de convenção em caso de segundo turno na disputa presidencial. Entre a convocação dos filiados com direito a voto e a convenção, são necessários dez dias. Por isso Marina convocou a imprensa para dizer que uma decisão só será anunciada em 15 dias.
“A data da convenção será definida nesta semana”, afirma João Paulo Capobianco, que coordenou a campanha de Marina. Cerca de 200 filiados teriam direito a voto. Eles escolheriam entre o apoio a Serra, a Dilma ou a neutralidade. Mesmo correndo o risco de perder o capital político conquistado, adiar a decisão e envolver os “núcleos vivos da sociedade” foram as armas de Marina para barrar uma decisão apressada do PV. “Ela vai ouvir a sociedade, os movimentos sociais e o partido”, diz o ex-deputado federal Luciano Zica, que ingressou no PV com Marina, saídos do PT.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/06/noticia_eleicoes2010,i=216702/MARINA+TRAVA+DISPUTA+DENTRO+DO+PV+PARA+FICAR+NEUTRA+NO+2+TURNO.shtml
Marina diz que não aceitou conversar sobre apoio a Dilma Rousseff
Do UOL Eleições
Em São Paulo
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta quarta-feira (6), em nota divulgada à imprensa, que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a buscou na tarde de ontem para negociar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Marina, porém, que recebeu quase 20 milhões de votos no primeiro turno do pleito, disse que não irá conversar com o PT sobre uma eventual aliança neste momento.
De acordo com a nota, a senadora irá “escutar parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido [o PV]” nos próximos dias, para depois definir seu “posicionamento em relação ao segundo turno”. O documento diz que uma Convenção Nacional do PV será convocada para definir os rumos a serem tomados pela legenda na eleição presidencial, mas não informa em qual data será realizado o evento.
Marina também desmente uma declaração atribuída a Dutra, publicada ontem na imprensa, de que ela já teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma. A verde afirma que a notícia “não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/marina-diz-que-nao-aceitou-conversar-sobre-apoio-a-dilma-rousseff.jhtm
Em São Paulo
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta quarta-feira (6), em nota divulgada à imprensa, que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a buscou na tarde de ontem para negociar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Marina, porém, que recebeu quase 20 milhões de votos no primeiro turno do pleito, disse que não irá conversar com o PT sobre uma eventual aliança neste momento.
De acordo com a nota, a senadora irá “escutar parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido [o PV]” nos próximos dias, para depois definir seu “posicionamento em relação ao segundo turno”. O documento diz que uma Convenção Nacional do PV será convocada para definir os rumos a serem tomados pela legenda na eleição presidencial, mas não informa em qual data será realizado o evento.
Marina também desmente uma declaração atribuída a Dutra, publicada ontem na imprensa, de que ela já teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma. A verde afirma que a notícia “não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/marina-diz-que-nao-aceitou-conversar-sobre-apoio-a-dilma-rousseff.jhtm
4 de out. de 2010
Marina Silva deixa a disputa eleitoral como senhora do primeiro turno
Marina Silva deixa a disputa eleitoral com votação expressiva e a responsabilidade de ter prolongado a escolha do próximo presidente
Correio Braziliense - Alana Rizzo Enviada especial - Vinicius Sassine
São Paulo e Brasília — Desafeto atravessado na garganta da petista, Marina Silva (PV) empurrou Dilma Rousseff (PT) para a disputa em segundo turno com José Serra (PSDB). A candidata verde deixa a disputa presidencial como a responsável por adiar a definição do novo presidente da República. Marina teve votação superior à previsão de todas as pesquisas, arrancou votos de Dilma, provocou o segundo turno e dá uma nova perspectiva ao discurso na etapa final da campanha: obrigatoriamente, Dilma e Serra precisarão defender a sustentabilidade, bandeira de Marina, para conquistar os votos da onda verde.
Com mais de 19,5 milhões de votos — 19,4% dos votos válidos —, Marina foi decisiva para evitar a vitória de Dilma em primeiro turno. A importância da senadora para o processo eleitoral não se encerra com o fim da apuração das urnas. Tucanos e petistas disputam o apoio da candidata do PV na segunda e última etapa da disputa presidencial. Lideranças do PV já assediam o PSDB há pelo menos 40 dias, quando começou a se delinear uma aproximação entre cúpulas partidárias. Ao mesmo tempo, emissários do PT do Acre — terra natal de Marina — passaram a sustentar que ela estaria ao lado de Dilma no segundo turno.
Já naquela fase da campanha, Marina irritou-se com as especulações e desautorizou que correligionários ou aliados petistas falassem em seu nome. No primeiro pronunciamento como candidata derrotada nas urnas, a senadora não manifestou apoio a Dilma ou Serra, mas não disse que vai se manter neutra no segundo turno. “A intenção e o gesto revelam o início de um processo que inclui plenárias e que, de fato, sinaliza a nova política que estamos preconizando. Foi nessa política que as pessoas votaram e que aos poucos estão se comprometendo”. Marina disse que o PV, agora, discute o melhor posicionamento, que faça “jus” aos votos recebidos nas urnas.
“A nossa decisão não terá relação com a velha política que se manifesta só por se manifestar e vislumbrando pontos lá na frente”, disse, informando que, durante a semana, vai se reunir com dirigentes da legenda e com “núcleos vivos da sociedade” que a apoiaram para o início de um processo interno de discussão. Independentemente de sua posição, os 19,5 milhões de votos obtidos na disputa presidencial fortaleceram o nome de Marina no atual cenário político. Pela postura de embate demonstrada na fase final da campanha, ao bater em Dilma e Serra, a senadora se coloca no campo da oposição, mesmo sem saber quem vai se sentar na cadeira de presidente a partir de 1º de janeiro de 2011.
Sem cargo a partir de então, Marina deve ganhar força dentro do PV e atuará no terceiro setor — fará da defesa do meio ambiente a mesma bandeira que lhe garantiu uma votação expressiva ontem. No pronunciamento à noite, ela e o candidato a vice, Guilherme Leal, disseram ser “maiores que as circunstâncias”, ao falarem sobre o futuro político dos dois.
Desde a saída do PT, em agosto do ano passado, e a filiação poucos dias depois ao PV, Marina construiu uma aliança com diferentes setores da sociedade. Primeiro, aproximou-se do empresariado alinhado à defesa da sustentabilidade. Depois, assumiu dentro das igrejas evangélicas uma posição de liderança política, apesar dos rachas partidários existentes em cada matiz protestante. O apoio espontâneo de movimentos suprapartidários compensou a completa ausência de coligação a outros partidos.
Mesmo derrotada nas urnas e fora do segundo turno, Marina comemorou os quase 20 milhões de votos. E não é para menos. Em 2006, a então candidata à Presidência Heloísa Helena (PSol) obteve 6,5 milhões de votos. Há quatro anos, Heloísa gerou uma movimentação semelhante à provocada por Marina, mas foi perdendo forças até o dia da votação. Chegar a quase 20% dos votos é uma conquista surpreendente para a própria Marina. Em 1988, quando foi eleita pela primeira vez para o cargo de vereadora em Rio Branco (AC), ela obteve 2,5 mil votos.
Não à toa, ela comemorou o segundo turno das eleições brasileiras. Com os olhos marejados e praticamente sem voz, Marina afirmou que seu projeto foi vitorioso. “O eleitor brasileiro quebrou o plebiscito. Escolheu ouvir duas vezes, olhar duas vezes”, disse, completando que, mesmo percebendo todas as melhorias na vida do brasileiro, o eleitor mostrou que “nem só de pão vive o homem”.
Análise da notícia
Lula vai manter o silêncio?
Marina Silva foi escanteada. A decisão de deixar o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em maio de 2008 e de jogar no colo do presidente da República a responsabilidade pela manutenção do combate ao desmatamento da Amazônia irritou Lula. Marina e Lula encontraram-se três ou quatro vezes depois da demissão dela. Marina como senadora, ele como presidente. Encontros protocolares, por acaso, constrangedores. Depois que ela saiu do PT e se lançou na disputa presidencial pelo PV, Lula não fez uma única ligação. Não se falam desde então, o que deve mudar agora. Marina recebeu 19,5 milhões de votos, arrancou votos de Dilma Rousseff (PT), levou a eleição para o segundo turno. Lula vai manter o silêncio?
O presidente não é um “iluminado”, nas palavras da própria Marina. Precisará passar a mão no telefone — se já não o fez na noite de ontem — e ligar para a sua ex-ministra. A ex-ministra preferida, Dilma, tomou um susto no primeiro turno, caiu mais do que projetaram as pesquisas e precisará acolher os votos da onda verde no segundo turno. Há mais de 40 dias, lideranças do PV “vendem” o apoio de Marina e da legenda ao candidato tucano, José Serra. Esse movimento ficou mais evidente na reta final da campanha para o primeiro turno.
Independentemente de sua posição no segundo turno, Marina sai da disputa presidencial com um capital político precioso. Na briga solitária por votos, não teve força suficiente para chegar à disputa final com Dilma, com quem tem desavenças históricas. Ironicamente, um ano depois de deixar o PT pela porta dos fundos, escanteada, Marina deu um troco amargo demais para os petistas. Não imaginaram ter de cotejá-la tão cedo. (VS)
Incansável no corpo a corpo
» O avião que levava Marina Silva a Rio Branco (AC), onde votou, fez uma escala, na noite de sábado, em Goiânia (GO) para reabastecer. Seriam duas horas em solo, tempo precioso para conquistar mais votos. Marina não pensou duas vezes. Depois de intenso corpo a corpo em São Paulo, no Rio de Janeiro e, por último, em Diamantina (MG), a candidata foi para o saguão do aeroporto da capital goiana conversar com eleitores. De lá, pegou um táxi e fez o corpo a corpo não agendado — o último da campanha — na Feira da Lua, uma das mais movimentadas de Goiânia. Depois de caminhar pela feira, a senadora voltou ao aeroporto e seguiu para Rio Branco, onde foi recebida por dezenas de simpatizantes, militantes e familiares. Marina votou no início da manhã e seguiu para São Paulo, onde acompanhou a apuração dos votos. (VS)
Primeiro lugar no DF
Se os eleitores brasileiros se restringissem à população do Distrito Federal (DF), Marina Silva (PV) teria sido içada com folga ao segundo turno da disputa presidencial. A senadora foi a candidata mais votada no DF, com 611,3 mil votos — 148,9 mil a mais do que a segunda colocada, Dilma Rousseff (PT). Em nenhuma outra unidade da federação a candidata verde recebeu tanto apoio nas urnas. Ela obteve 42% dos votos, quase o dobro dos votos depositados para José Serra (PSDB).
Desde o início da campanha eleitoral, Marina já esperava uma votação expressiva no DF. “Tenho 16 anos de trabalho aqui, entre o Senado e o Ministério do Meio Ambiente. Acredito que é uma convivência da população de Brasília com o meu trabalho”, disse a candidata em 19 de setembro, em entrevista ao Correio. “Com certeza, há uma exposição maior. Brasília e Acre são os lugares onde eu tenho maior exposição e convivência com as pessoas.”
Mas, no Acre, terra natal da senadora, o desempenho nas urnas confirmou o que as pesquisas já mostravam. O estado que deu a Marina dois mandatos de senadora e onde ela exerceu os cargos de vereadora e deputada estadual não se empolgou com a candidatura de uma acriana à Presidência. Marina obteve praticamente a mesma quantidade de votos depositados em Dilma e ficou bem atrás de Serra.
A onda verde chegou com força ao Rio de Janeiro, à Amazonas e ao Pernambuco — onde Marina derrotou Serra—, e passou longe da região Sul. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a candidata do PV não atingiu 12% dos votos. As pesquisas de preferência eleitoral mostravam que a onda verde ganhou força principalmente nas grandes capitais, o que se confirmou com o fechamento das urnas. Eleitores do Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) embarcaram na candidatura do PV. (VS)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/04/noticia_eleicoes2010,i=216298/MARINA+SILVA+DEIXA+A+DISPUTA+ELEITORAL+COMO+SENHORA+DO+PRIMEIRO+TURNO.shtml
Correio Braziliense - Alana Rizzo Enviada especial - Vinicius Sassine
São Paulo e Brasília — Desafeto atravessado na garganta da petista, Marina Silva (PV) empurrou Dilma Rousseff (PT) para a disputa em segundo turno com José Serra (PSDB). A candidata verde deixa a disputa presidencial como a responsável por adiar a definição do novo presidente da República. Marina teve votação superior à previsão de todas as pesquisas, arrancou votos de Dilma, provocou o segundo turno e dá uma nova perspectiva ao discurso na etapa final da campanha: obrigatoriamente, Dilma e Serra precisarão defender a sustentabilidade, bandeira de Marina, para conquistar os votos da onda verde.
Com mais de 19,5 milhões de votos — 19,4% dos votos válidos —, Marina foi decisiva para evitar a vitória de Dilma em primeiro turno. A importância da senadora para o processo eleitoral não se encerra com o fim da apuração das urnas. Tucanos e petistas disputam o apoio da candidata do PV na segunda e última etapa da disputa presidencial. Lideranças do PV já assediam o PSDB há pelo menos 40 dias, quando começou a se delinear uma aproximação entre cúpulas partidárias. Ao mesmo tempo, emissários do PT do Acre — terra natal de Marina — passaram a sustentar que ela estaria ao lado de Dilma no segundo turno.
Já naquela fase da campanha, Marina irritou-se com as especulações e desautorizou que correligionários ou aliados petistas falassem em seu nome. No primeiro pronunciamento como candidata derrotada nas urnas, a senadora não manifestou apoio a Dilma ou Serra, mas não disse que vai se manter neutra no segundo turno. “A intenção e o gesto revelam o início de um processo que inclui plenárias e que, de fato, sinaliza a nova política que estamos preconizando. Foi nessa política que as pessoas votaram e que aos poucos estão se comprometendo”. Marina disse que o PV, agora, discute o melhor posicionamento, que faça “jus” aos votos recebidos nas urnas.
“A nossa decisão não terá relação com a velha política que se manifesta só por se manifestar e vislumbrando pontos lá na frente”, disse, informando que, durante a semana, vai se reunir com dirigentes da legenda e com “núcleos vivos da sociedade” que a apoiaram para o início de um processo interno de discussão. Independentemente de sua posição, os 19,5 milhões de votos obtidos na disputa presidencial fortaleceram o nome de Marina no atual cenário político. Pela postura de embate demonstrada na fase final da campanha, ao bater em Dilma e Serra, a senadora se coloca no campo da oposição, mesmo sem saber quem vai se sentar na cadeira de presidente a partir de 1º de janeiro de 2011.
Sem cargo a partir de então, Marina deve ganhar força dentro do PV e atuará no terceiro setor — fará da defesa do meio ambiente a mesma bandeira que lhe garantiu uma votação expressiva ontem. No pronunciamento à noite, ela e o candidato a vice, Guilherme Leal, disseram ser “maiores que as circunstâncias”, ao falarem sobre o futuro político dos dois.
Desde a saída do PT, em agosto do ano passado, e a filiação poucos dias depois ao PV, Marina construiu uma aliança com diferentes setores da sociedade. Primeiro, aproximou-se do empresariado alinhado à defesa da sustentabilidade. Depois, assumiu dentro das igrejas evangélicas uma posição de liderança política, apesar dos rachas partidários existentes em cada matiz protestante. O apoio espontâneo de movimentos suprapartidários compensou a completa ausência de coligação a outros partidos.
Mesmo derrotada nas urnas e fora do segundo turno, Marina comemorou os quase 20 milhões de votos. E não é para menos. Em 2006, a então candidata à Presidência Heloísa Helena (PSol) obteve 6,5 milhões de votos. Há quatro anos, Heloísa gerou uma movimentação semelhante à provocada por Marina, mas foi perdendo forças até o dia da votação. Chegar a quase 20% dos votos é uma conquista surpreendente para a própria Marina. Em 1988, quando foi eleita pela primeira vez para o cargo de vereadora em Rio Branco (AC), ela obteve 2,5 mil votos.
Não à toa, ela comemorou o segundo turno das eleições brasileiras. Com os olhos marejados e praticamente sem voz, Marina afirmou que seu projeto foi vitorioso. “O eleitor brasileiro quebrou o plebiscito. Escolheu ouvir duas vezes, olhar duas vezes”, disse, completando que, mesmo percebendo todas as melhorias na vida do brasileiro, o eleitor mostrou que “nem só de pão vive o homem”.
Análise da notícia
Lula vai manter o silêncio?
Marina Silva foi escanteada. A decisão de deixar o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em maio de 2008 e de jogar no colo do presidente da República a responsabilidade pela manutenção do combate ao desmatamento da Amazônia irritou Lula. Marina e Lula encontraram-se três ou quatro vezes depois da demissão dela. Marina como senadora, ele como presidente. Encontros protocolares, por acaso, constrangedores. Depois que ela saiu do PT e se lançou na disputa presidencial pelo PV, Lula não fez uma única ligação. Não se falam desde então, o que deve mudar agora. Marina recebeu 19,5 milhões de votos, arrancou votos de Dilma Rousseff (PT), levou a eleição para o segundo turno. Lula vai manter o silêncio?
O presidente não é um “iluminado”, nas palavras da própria Marina. Precisará passar a mão no telefone — se já não o fez na noite de ontem — e ligar para a sua ex-ministra. A ex-ministra preferida, Dilma, tomou um susto no primeiro turno, caiu mais do que projetaram as pesquisas e precisará acolher os votos da onda verde no segundo turno. Há mais de 40 dias, lideranças do PV “vendem” o apoio de Marina e da legenda ao candidato tucano, José Serra. Esse movimento ficou mais evidente na reta final da campanha para o primeiro turno.
Independentemente de sua posição no segundo turno, Marina sai da disputa presidencial com um capital político precioso. Na briga solitária por votos, não teve força suficiente para chegar à disputa final com Dilma, com quem tem desavenças históricas. Ironicamente, um ano depois de deixar o PT pela porta dos fundos, escanteada, Marina deu um troco amargo demais para os petistas. Não imaginaram ter de cotejá-la tão cedo. (VS)
Incansável no corpo a corpo
» O avião que levava Marina Silva a Rio Branco (AC), onde votou, fez uma escala, na noite de sábado, em Goiânia (GO) para reabastecer. Seriam duas horas em solo, tempo precioso para conquistar mais votos. Marina não pensou duas vezes. Depois de intenso corpo a corpo em São Paulo, no Rio de Janeiro e, por último, em Diamantina (MG), a candidata foi para o saguão do aeroporto da capital goiana conversar com eleitores. De lá, pegou um táxi e fez o corpo a corpo não agendado — o último da campanha — na Feira da Lua, uma das mais movimentadas de Goiânia. Depois de caminhar pela feira, a senadora voltou ao aeroporto e seguiu para Rio Branco, onde foi recebida por dezenas de simpatizantes, militantes e familiares. Marina votou no início da manhã e seguiu para São Paulo, onde acompanhou a apuração dos votos. (VS)
Primeiro lugar no DF
Se os eleitores brasileiros se restringissem à população do Distrito Federal (DF), Marina Silva (PV) teria sido içada com folga ao segundo turno da disputa presidencial. A senadora foi a candidata mais votada no DF, com 611,3 mil votos — 148,9 mil a mais do que a segunda colocada, Dilma Rousseff (PT). Em nenhuma outra unidade da federação a candidata verde recebeu tanto apoio nas urnas. Ela obteve 42% dos votos, quase o dobro dos votos depositados para José Serra (PSDB).
Desde o início da campanha eleitoral, Marina já esperava uma votação expressiva no DF. “Tenho 16 anos de trabalho aqui, entre o Senado e o Ministério do Meio Ambiente. Acredito que é uma convivência da população de Brasília com o meu trabalho”, disse a candidata em 19 de setembro, em entrevista ao Correio. “Com certeza, há uma exposição maior. Brasília e Acre são os lugares onde eu tenho maior exposição e convivência com as pessoas.”
Mas, no Acre, terra natal da senadora, o desempenho nas urnas confirmou o que as pesquisas já mostravam. O estado que deu a Marina dois mandatos de senadora e onde ela exerceu os cargos de vereadora e deputada estadual não se empolgou com a candidatura de uma acriana à Presidência. Marina obteve praticamente a mesma quantidade de votos depositados em Dilma e ficou bem atrás de Serra.
A onda verde chegou com força ao Rio de Janeiro, à Amazonas e ao Pernambuco — onde Marina derrotou Serra—, e passou longe da região Sul. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a candidata do PV não atingiu 12% dos votos. As pesquisas de preferência eleitoral mostravam que a onda verde ganhou força principalmente nas grandes capitais, o que se confirmou com o fechamento das urnas. Eleitores do Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) embarcaram na candidatura do PV. (VS)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/10/04/noticia_eleicoes2010,i=216298/MARINA+SILVA+DEIXA+A+DISPUTA+ELEITORAL+COMO+SENHORA+DO+PRIMEIRO+TURNO.shtml
30 de set. de 2010
Confiante, Marina vê debate desta noite com primeiro do 2o turno
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que considera o debate entre os presidenciáveis desta noite como o primeiro embate do segundo turno.
Apesar de ainda ocupar o terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a candidata verde tem convicção de que será a escolhida pelo eleitor para disputar com a petista no final do mês.
"Esse debate é o último do primeiro turno e já é o primeiro do segundo. Estou me preparando duas vezes, como o último e o primeiro", disse Marina a jornalistas em um hotel do Rio de Janeiro onde está reunida com assessores discutindo a estratégia para o debate da Rede Globo, que tem início às 22h30.
Em nova pesquisa Datafolha, Dilma tem 52 por cento dos votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Serra tem 31 por cento e Marina, 15 por cento.
Ela acredita que tem mais possibilidades do que Serra de seguir na eleição. Segundo a candidata, se Serra for ao segundo turno poderia sair derrotado como seu companheiro de sigla Geraldo Alckmin na eleição de 2006, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso.
"Quem está preocupado que não seja repetição de 2006 vota Marina presidente. Essa é a vantagem de Marina Silva em relação à outra candidatura que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", disse, tratando a si própria na terceira pessoa.
Apesar da crítica ao tucano, Marina disse que se chegar lá vai buscar a adesão de Serra. "Nós vamos discutir com quem não estiver no segundo turno de forma muito respeitosa."
Sobre temas polêmicos que podem fazer parte do debate desta noite, disse que não teria porque abordar a questão da legalização do aborto, em que tem posição contrária.
Ela vem afirmando que Dilma mudou o discurso sobre a questão para ganhar votos.
(Reportagem de Pedro Fonseca)
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0LJ20100930
Apesar de ainda ocupar o terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a candidata verde tem convicção de que será a escolhida pelo eleitor para disputar com a petista no final do mês.
"Esse debate é o último do primeiro turno e já é o primeiro do segundo. Estou me preparando duas vezes, como o último e o primeiro", disse Marina a jornalistas em um hotel do Rio de Janeiro onde está reunida com assessores discutindo a estratégia para o debate da Rede Globo, que tem início às 22h30.
Em nova pesquisa Datafolha, Dilma tem 52 por cento dos votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Serra tem 31 por cento e Marina, 15 por cento.
Ela acredita que tem mais possibilidades do que Serra de seguir na eleição. Segundo a candidata, se Serra for ao segundo turno poderia sair derrotado como seu companheiro de sigla Geraldo Alckmin na eleição de 2006, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso.
"Quem está preocupado que não seja repetição de 2006 vota Marina presidente. Essa é a vantagem de Marina Silva em relação à outra candidatura que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", disse, tratando a si própria na terceira pessoa.
Apesar da crítica ao tucano, Marina disse que se chegar lá vai buscar a adesão de Serra. "Nós vamos discutir com quem não estiver no segundo turno de forma muito respeitosa."
Sobre temas polêmicos que podem fazer parte do debate desta noite, disse que não teria porque abordar a questão da legalização do aborto, em que tem posição contrária.
Ela vem afirmando que Dilma mudou o discurso sobre a questão para ganhar votos.
(Reportagem de Pedro Fonseca)
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0LJ20100930
Serra não é competitivo e seria derrotado em 2º turno, diz Marina
Folha
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que o adversário José Serra (PSDB) não é competitivo "em hipótese alguma" e seria derrotado num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ela disse ser a única opção de "segundo turno viável" contra a petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto e pode ser eleita já no domingo.
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"Tenho certeza de que sou o segundo turno viável, aquele que é capaz de concorrer efetivamente com a candidatura que está em primeiro lugar. A candidatura do PSDB, até pelos erros que cometeu, com certeza não tem essa viabilidade", disse Marina, em entrevista num hotel na Barra da Tijuca, no Rio.
"Nós somos o segundo turno viável, que de fato tem condições de disputar para valer. Esta é a vantagem de votar Marina Silva em relação à outra candidatura [de Serra], que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", acrescentou.
A senadora disse que um segundo turno entre Dilma e Serra seria uma "repetição de 2006", quando o presidente Lula (PT) venceu com facilidade o tucano Geraldo Alckmin.
"Seria uma espécie de repetição de 2006. A candidatura capaz de fazer uma disputa de igual patra igual com certeza é a minha."
A senadora cancelou a visita a uma favela e vai permanecer no hotel até a hora de se deslocar para o debate dos presidenciáveis nos estúdios da TV Globo em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/807190-serra-nao-e-competitivo-e-seria-derrotado-em-2-turno-diz-marina.shtml
Marina estuda visita a Alagoas para apoiar Heloísa Helena
Folha
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
A presidenciável Marina Silva (PV) estuda viajar a Alagoas entre sexta-feira e sábado para manifestar apoio a Heloísa Helena, que disputa vaga no Senado pelo PSOL.
Marina disse que a amiga está sendo "massacrada" no Estado. Ela aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP), apoiado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL). Heloísa corre risco de não se eleger.
"Estou vendo como é que eu faço para dar um abraço na Helô", disse a presidenciável. "Aquela mulher lida quase sozinha contra as forças do atraso na política do Nordeste."
Marina fez um apelo para que a imprensa nacional cubra a candidatura de Heloísa, que sofreria boicote dos veículos alagoanos, muitos controlados por políticos adversários.
"Ela está sendo massacrada lá em Alagoas. É uma mulher corajosa e valente, colocada na clandestinidade pelos meios de comunicação daquele Estado."
http://www1.folha.uol.com.br/poder/807199-marina-estuda-visita-a-alagoas-para-apoiar-heloisa-helena.shtml
29 de set. de 2010
Marina acusa Dilma de mudar discurso sobre aborto para ganhar votos
Folha
BERNARDO MELLO FRANCO
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, acusou nesta quarta-feira a adversária Dilma Rousseff (PT) de mudar seu discurso sobre a legalização do aborto para ganhar votos.
"Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar o eleitor".
A senadora reafirmou que é a favor de um plebiscito sobre o assunto. Ela se diz pessoalmente contrária à liberação do aborto por motivos religiosos.
Marina fez uma rápida aparição na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Cercada por muitos jornalistas e assessores, não conseguiu fazer corpo a corpo com eleitores que passavam pela estação.
Ela passa a noite no Rio e se prepara na quinta-feira para o debate entre os presidenciáveis na TV Globo.
DILMA
Na tentativa de rebater a onda de boatos que circula entre evangélicos e católicos, Dilma reuniu hoje lideranças dos dois segmentos para reforçar que é contra os temas-tabus para os religiosos, como o aborto, e desmentir a fala de que teria dito que nem Jesus Cristo tira dela essa eleição.
Dilma afirmou que esses boatos fazem parte do "submundo da política" e costumam aparecer na reta final das eleições.
A petista disse novamente que é contra o aborto e que não defenderá um plebiscito. Segunda ela, ainda que o PT defenda uma discussão maior sobre o tema, isso não a fará propor nenhuma medida ao Congresso para descriminalizar a prática.
"Somos um partido democrático. Não se trata de desautorizar [a discussão], eu como presidente não irei tomar essa posição. Não sou a favor de modificação a legislação. Deixe ao congresso a iniciativa", disse.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/806807-marina-acusa-dilma-de-mudar-discurso-sobre-aborto-para-ganhar-votos.shtml
Crescimento de Marina Silva na reta final anima correligionários
Diferença entre ela e Serra, contudo, ainda é expressiva
Correio Braziliense - Alice Maciel
“Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais.” Com esse tom e apostando na chance de chegar ao segundo turno no domingo, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, tentou disseminar no eleitorado ontem, tanto em Belém quanto em Juiz de Fora (MG), a aura de otimismo que considera essencial para consolidar a “onda verde” na reta final da corrida presidencial. “Eu acredito na confiança dos cidadãos e cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor”, disse “O Brasil vai decidir no segundo turno se quer a Silva ou uma Rousseff”, afirmou.
Marina atribuiu seu crescimento nas pesquisas ao posicionamento propositivo adotado na campanha, longe do vale-tudo eleitoral. A ex-ministra confia que pode vencer as eleições se passar da primeira rodada, por meio do horário eleitoral, que será o mesmo entre os dois concorrentes. “Com um minuto e vinte nós conseguimos mobilizar as pessoas e, com certeza, com o mesmo tempo, as pessoas vão poder tomar uma decisão com mais clareza, de forma mais confiante”, completou.
O problema de Marina é que a distância dela para José Serra, atualmente o segundo colocado nas sondagens eleitorais, é de mais de 10 pontos percentuais. Segundo Marina, as pesquisas não estão conseguindo alcançar a mobilização da população de todo país e captar o que chamou de onda verde. A candidata disse que nesta reta final não vai modificar a estratégia e negou tratar um candidato ou outro diferentemente. Segundo Marina, sua atitude é de explicitar seu posicionamento e de contribuir para que os concorrentes possam explicitar os seus. “Por que o PSDB e o DEM sempre fizeram críticas ao Bolsa Família e agora estão dizendo que vão dobrar e que vão dar o 13°? A pergunta que eu tenho feito é se fizeram uma auto-crítica ou se é só um discurso para ganhar eleição”, acrescentou.
Marina voltou a afirmar que se vencer o pleito não vai deixar nenhum partido de fora e vai governar o país com o melhor do PT, do PMDB, do PSDB e do DEM. Ela afirmou que vai oxigenar a política. “O país está cansado dessa briga entre vermelhos e azuis”, afirmou. Ela acredita que terá apoio dos dois lados. “Os militantes do PT estão incomodados com as alianças incoerentes que foram feitas e os do PSDB estão incomodados com o promessômetro que se transformou a candidatura de José Serra.”
Conquistas
A candidata disse ainda que vai manter as conquistas dos governos das duas legendas (PT e PSDB) , como o Bolsa Família e o Plano Real, respectivamente. “Mas vamos reparar os erros que hoje existem na educação, onde 40% das nossas crianças não chegam sequer à oitava série.” Além de Belém, Marina visitou Juiz de Fora. A ex-ministra, que é evangélica, participou de um encontro do Conselho de pastores e fez corpo a corpo pelas ruas da cidade no fim do dia. Ela voltou a dizer que é contra o aborto e a liberação das drogas. “Eu tenho defendido o plebiscito para que a sociedade brasileira, na sua maioria, possa debater e decidir. A sociedade brasileira é diversa e a nossa campanha está conversando sobre essa questão. Eu sempre tive uma posição muito clara em relação àquilo que eu defendo publicamente.”
Eu acredito na confiança dos cidadãos e cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor”
Marina Silva, candidata do PV à Presidência
Esperança no PSDB
Desde sempre o discurso do candidato tucano à Presidência, José Serra, é de não comentar pesquisas. Ontem, contudo, diante da possibilidade mais factível de um segundo turno entre ele e Dilma Rousseff, de acordo com as projeções do Datafolha divulgadas ontem, o tucano não negou que recebeu uma injeção de otimismo. “Estou confiante como sempre. Acho que vai haver segundo turno, mas não me guio por pesquisas”, comentou José Serra, durante visita a Salvador.
“Nesta mesma época, em 2002, ninguém achava que eu ia para o segundo turno. Depois, achavam que eu ia ter 30% (dos votos) e eu tive quase 40%”, ressaltou. “Na eleição para prefeito de São Paulo foi a mesma coisa, achavam que a Marta Suplicy ia ganhar no primeiro turno e, no segundo turno, que eu ia ganhar por pouco e ganhei por mais. Isso é normal.”
Serra viajou à capital baiana para receber o título de cidadão soteropolitano, concedido pela Câmara Municipal. A Região Nordeste é um dos focos de investimento do tucanato porque é ali que Lula e, por consequência, Dilma, têm grande quantidade de votos. Durante o evento, Serra falou sobre a liberdade de imprensa, citando autores baianos. “Como não citar o grande poeta Gregório de Matos, que nenhuma censura conseguiu calar? Ele exerceu com lucidez e clareza sua crítica política, pagou o preço pela sua ousadia, mas deixou uma obra imortal”, lembrou. “Desconfio que se Gregório existisse ainda hoje, talvez algum dos censores que andam por aí tentasse calar.”
Depois da cerimônia na Câmara, Serra se reuniu com dom Geraldo Magella Agnelo, cardeal de Salvador e arcebispo-primaz do Brasil, na Cúria Metropolitana. No encontro, Agnelo entregou a Serra documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que prega o voto em “pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família e à dignidade humana”.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/29/noticia_eleicoes2010,i=215361/CRESCIMENTO+DE+MARINA+SILVA+NA+RETA+FINAL+ANIMA+CORRELIGIONARIOS.shtml
Correio Braziliense - Alice Maciel
“Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais.” Com esse tom e apostando na chance de chegar ao segundo turno no domingo, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, tentou disseminar no eleitorado ontem, tanto em Belém quanto em Juiz de Fora (MG), a aura de otimismo que considera essencial para consolidar a “onda verde” na reta final da corrida presidencial. “Eu acredito na confiança dos cidadãos e cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor”, disse “O Brasil vai decidir no segundo turno se quer a Silva ou uma Rousseff”, afirmou.
Marina atribuiu seu crescimento nas pesquisas ao posicionamento propositivo adotado na campanha, longe do vale-tudo eleitoral. A ex-ministra confia que pode vencer as eleições se passar da primeira rodada, por meio do horário eleitoral, que será o mesmo entre os dois concorrentes. “Com um minuto e vinte nós conseguimos mobilizar as pessoas e, com certeza, com o mesmo tempo, as pessoas vão poder tomar uma decisão com mais clareza, de forma mais confiante”, completou.
O problema de Marina é que a distância dela para José Serra, atualmente o segundo colocado nas sondagens eleitorais, é de mais de 10 pontos percentuais. Segundo Marina, as pesquisas não estão conseguindo alcançar a mobilização da população de todo país e captar o que chamou de onda verde. A candidata disse que nesta reta final não vai modificar a estratégia e negou tratar um candidato ou outro diferentemente. Segundo Marina, sua atitude é de explicitar seu posicionamento e de contribuir para que os concorrentes possam explicitar os seus. “Por que o PSDB e o DEM sempre fizeram críticas ao Bolsa Família e agora estão dizendo que vão dobrar e que vão dar o 13°? A pergunta que eu tenho feito é se fizeram uma auto-crítica ou se é só um discurso para ganhar eleição”, acrescentou.
Marina voltou a afirmar que se vencer o pleito não vai deixar nenhum partido de fora e vai governar o país com o melhor do PT, do PMDB, do PSDB e do DEM. Ela afirmou que vai oxigenar a política. “O país está cansado dessa briga entre vermelhos e azuis”, afirmou. Ela acredita que terá apoio dos dois lados. “Os militantes do PT estão incomodados com as alianças incoerentes que foram feitas e os do PSDB estão incomodados com o promessômetro que se transformou a candidatura de José Serra.”
Conquistas
A candidata disse ainda que vai manter as conquistas dos governos das duas legendas (PT e PSDB) , como o Bolsa Família e o Plano Real, respectivamente. “Mas vamos reparar os erros que hoje existem na educação, onde 40% das nossas crianças não chegam sequer à oitava série.” Além de Belém, Marina visitou Juiz de Fora. A ex-ministra, que é evangélica, participou de um encontro do Conselho de pastores e fez corpo a corpo pelas ruas da cidade no fim do dia. Ela voltou a dizer que é contra o aborto e a liberação das drogas. “Eu tenho defendido o plebiscito para que a sociedade brasileira, na sua maioria, possa debater e decidir. A sociedade brasileira é diversa e a nossa campanha está conversando sobre essa questão. Eu sempre tive uma posição muito clara em relação àquilo que eu defendo publicamente.”
Eu acredito na confiança dos cidadãos e cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor”
Marina Silva, candidata do PV à Presidência
Esperança no PSDB
Desde sempre o discurso do candidato tucano à Presidência, José Serra, é de não comentar pesquisas. Ontem, contudo, diante da possibilidade mais factível de um segundo turno entre ele e Dilma Rousseff, de acordo com as projeções do Datafolha divulgadas ontem, o tucano não negou que recebeu uma injeção de otimismo. “Estou confiante como sempre. Acho que vai haver segundo turno, mas não me guio por pesquisas”, comentou José Serra, durante visita a Salvador.
“Nesta mesma época, em 2002, ninguém achava que eu ia para o segundo turno. Depois, achavam que eu ia ter 30% (dos votos) e eu tive quase 40%”, ressaltou. “Na eleição para prefeito de São Paulo foi a mesma coisa, achavam que a Marta Suplicy ia ganhar no primeiro turno e, no segundo turno, que eu ia ganhar por pouco e ganhei por mais. Isso é normal.”
Serra viajou à capital baiana para receber o título de cidadão soteropolitano, concedido pela Câmara Municipal. A Região Nordeste é um dos focos de investimento do tucanato porque é ali que Lula e, por consequência, Dilma, têm grande quantidade de votos. Durante o evento, Serra falou sobre a liberdade de imprensa, citando autores baianos. “Como não citar o grande poeta Gregório de Matos, que nenhuma censura conseguiu calar? Ele exerceu com lucidez e clareza sua crítica política, pagou o preço pela sua ousadia, mas deixou uma obra imortal”, lembrou. “Desconfio que se Gregório existisse ainda hoje, talvez algum dos censores que andam por aí tentasse calar.”
Depois da cerimônia na Câmara, Serra se reuniu com dom Geraldo Magella Agnelo, cardeal de Salvador e arcebispo-primaz do Brasil, na Cúria Metropolitana. No encontro, Agnelo entregou a Serra documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que prega o voto em “pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família e à dignidade humana”.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/29/noticia_eleicoes2010,i=215361/CRESCIMENTO+DE+MARINA+SILVA+NA+RETA+FINAL+ANIMA+CORRELIGIONARIOS.shtml
28 de set. de 2010
Marina pede 'ampla mobilização' para chegar ao 2º turno
CARLOS MENDES - Agência Estado
A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, afirmou hoje, em Belém (PA), que está "inteiramente confiante" de que vai para o segundo turno da eleição. "Eu acredito na confiança dos cidadãos e das cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor", disse. Para ela, os últimos números da pesquisa Datafolha, que revelam ter sido a candidata que mais cresceu na reta final da campanha, representam um sentimento da população que precisa ser ampliado com uma "ampla mobilização" dos simpatizantes, seja nas ruas ou pela internet, para conquistar novos eleitores.
"Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais", repetiu a candidata, durante conversa com os jornalistas. Marina credita seu crescimento ao fato de sempre ter procurado "debater propostas" de governo, evitando ataques aos adversários e o que classificou de "vale tudo eleitoral".
Indagada se as denúncias de quebra de sigilo fiscal na Receita Federal e cobrança de propina na Casa Civil teriam contribuído para que ela subisse nas pesquisas, Marina disse: "Eu preferia que esses escândalos não tivessem acontecido, porque não ajudam o País."
O desenvolvimento sustentável da Amazônia, segundo a candidata, estará entre as suas prioridades de governo, caso seja eleita. Ela defende a combinação de ações de infraestrutura, uso sustentável das florestas, agricultura com sustentabilidade para grandes e pequenos proprietários, respeito às populações tradicionais e valorização dos seus produtos.
Feira
Ao sair do aeroporto internacional de Belém em carreata até o centro da cidade, Marina conversou com moradores e recebeu declarações explícitas de voto. Na feira do Ver-o-Peso, tradicional ponto turístico da capital paraense, a conversa com vendedores de frutas e ervas foi descontraída.
Ela contou ter morado em Belém na década de 60, quando sua família saiu do Acre, e sempre acompanhava a mãe ao Ver-o-Peso para comprar gó, uma espécie de peixe de água doce muito consumido na região. Segundo Marina, o peixe era assado e comido com farinha pela família.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-pede-ampla-mobilizacao-para-chegar-ao-2-turno,616636,0.htm
A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, afirmou hoje, em Belém (PA), que está "inteiramente confiante" de que vai para o segundo turno da eleição. "Eu acredito na confiança dos cidadãos e das cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor", disse. Para ela, os últimos números da pesquisa Datafolha, que revelam ter sido a candidata que mais cresceu na reta final da campanha, representam um sentimento da população que precisa ser ampliado com uma "ampla mobilização" dos simpatizantes, seja nas ruas ou pela internet, para conquistar novos eleitores.
"Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais", repetiu a candidata, durante conversa com os jornalistas. Marina credita seu crescimento ao fato de sempre ter procurado "debater propostas" de governo, evitando ataques aos adversários e o que classificou de "vale tudo eleitoral".
Indagada se as denúncias de quebra de sigilo fiscal na Receita Federal e cobrança de propina na Casa Civil teriam contribuído para que ela subisse nas pesquisas, Marina disse: "Eu preferia que esses escândalos não tivessem acontecido, porque não ajudam o País."
O desenvolvimento sustentável da Amazônia, segundo a candidata, estará entre as suas prioridades de governo, caso seja eleita. Ela defende a combinação de ações de infraestrutura, uso sustentável das florestas, agricultura com sustentabilidade para grandes e pequenos proprietários, respeito às populações tradicionais e valorização dos seus produtos.
Feira
Ao sair do aeroporto internacional de Belém em carreata até o centro da cidade, Marina conversou com moradores e recebeu declarações explícitas de voto. Na feira do Ver-o-Peso, tradicional ponto turístico da capital paraense, a conversa com vendedores de frutas e ervas foi descontraída.
Ela contou ter morado em Belém na década de 60, quando sua família saiu do Acre, e sempre acompanhava a mãe ao Ver-o-Peso para comprar gó, uma espécie de peixe de água doce muito consumido na região. Segundo Marina, o peixe era assado e comido com farinha pela família.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-pede-ampla-mobilizacao-para-chegar-ao-2-turno,616636,0.htm
Líder evangélico ataca Marina e anuncia apoio a Serra
Folha
BERNARDO MELLO FRANCO
CATIA SEABRA
A seis dias da eleição, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, acusou ontem a presidenciável Marina Silva (PV) de "dissimular" suas ideias sobre a liberação do aborto e da maconha e anunciou apoio a José Serra (PSDB).
Ele era o principal líder evangélico a declarar voto na candidata, que é fiel da Assembleia de Deus. A mudança foi comemorada pelos tucanos, que contam com discursos a favor de Serra nos programas de TV do pastor.
Malafaia havia anunciado apoio a Marina na sexta-feira, pelo Twitter. Em carta enviada ontem a fiéis, ele a chamou de "pessoa que se diz cristã" e a condenou por defender um plebiscito sobre os dois temas polêmicos.
"Pior do que o ímpio é um cristão que dissimula", escreveu. "Ao propor plebiscito, Marina está jogando para a torcida, para ficar bem com os que são contra e com os que são a favor. Sai de cima do muro, minha irmã!".
O pastor disse ainda: "Como faltaram convicção e firmeza em suas declarações, uma vez que o cristão tem de mostrar a cara posicionando-se de forma categórica contra o pecado, Marina perdeu meu voto. Já que não tenho tantas opções, votarei em Serra para presidente."
A carta foi concluída com um ataque ao PT: "Infelizmente, Marina não nega suas raízes petistas."
A deserção surpreendeu Marina e sua equipe, que foi informada da carta pela Folha. Os verdes ainda festejavam a adesão do pastor.
Em nota, a campanha se disse surpresa: "Por se tratar de um líder religioso bem informado, causou estranhamento a revisão de seu apoio três dias depois, com objeções a posicionamentos defendidos exaustivamente por Marina desde o lançamento da candidatura."
A senadora prega a realização dos plebiscitos sobre aborto e maconha desde o início do ano. O pastor Sóstenes Cavalcante, ligado a Malafaia, alegou que ele não sabia e decidiu mudar o voto ao ouvi-la no debate da TV Record, domingo.
Um dirigente da campanha tucana afirmou que Serra não esperava a adesão de última hora e reforçará a defesa de posições conservadoras para ganhar mais força com os evangélicos.
A aproximação entre Malafaia e Marina preocupava aliados de Dilma Rousseff (PT), especialmente no Rio.
O pastor, que não quis dar entrevista, comanda seis horas diárias na TV aberta. Compra horários na Bandeirantes, na RedeTV! e na CNT. Seu irmão Samuel é candidato a deputado estadual no Rio pelo PR, do ex-governador Anthony Garotinho.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml
Antes de pesquisa, Dilma inaugura repertório crítico a Marina
Folha
Na véspera da divulgação de um Datafolha que aponta nova redução da vantagem de Dilma Rousseff sobre a soma dos adversários, a petista inaugurou domingo, no debate da TV Record, um repertório crítico a Marina Silva (PV), que subiu de 11% para 14% e virou peça-chave para forçar um eventual segundo turno, mesmo que nele venha a estar José Serra (PSDB).
Segundo o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL), a lembrança de denúncias que atingiram o Ministério do Meio Ambiente e a cobrança de soluções para os problemas apontados por Marina foram discutidas previamente no QG dilmista, mas não há consenso sobre o que fazer agora.
A necessidade de desconstruir o discurso "marineiro" foge ao roteiro inicial do PT.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/805655-painel-antes-de-pesquisa-dilma-inaugura-repertorio-critico-a-marina.shtml
Crescimento lento e contínuo de Marina é combustível para indefinição da eleição
Folha
ALESSANDRO JANONI
DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA
Em 12 dias, a candidata do PT, Dilma Rousseff, perdeu cinco pontos nas intenções de voto e a possibilidade de vitória no primeiro turno na eleição presidencial está agora dentro da margem de erro.
Nesse período, ela caiu de 57% para 51% dos votos válidos. Para a eleição antecipada, são necessários 50% mais um dos votos válidos.
E não foram só a queda de Erenice Guerra na Casa Civil e a revelação de quebra de sigilo fiscal do tucanato que influenciaram o cenário.
O Datafolha mostrou que esses casos atingiram especialmente segmentos da classe média que começavam a enxergar luz própria em Dilma, a despeito das críticas relacionadas ao apadrinhamento de Lula. A petista não conseguiu manter nesses estratos a aura conquistada.
Mudanças que acontecem somente em subconjuntos típicos de classe média são insuficientes para provocar alterações expressivas como as verificadas agora.
O crescimento lento e contínuo da candidata do PV, Marina Silva, em diferentes setores do eleitorado encontrou na queda recente e geograficamente homogênea de Dilma o combustível para a indefinição do processo.
Em pouco mais de 30 dias, Marina cresceu seis pontos entre as mulheres. Na última semana, Dilma perdeu cinco pontos nessa faixa. A mesma tendência se observa entre os que têm nível médio de escolaridade e renda entre 2 e 5 salários mínimos.
Nos segmentos mais fiéis ao presidente Lula, Marina também evoluiu, mas não de maneira tão expressiva.
Entre os que possuem renda familiar de até dois salários mínimos e entre os menos escolarizados, por exemplo, ganhou três pontos.
Se quiser lugar no segundo turno, a candidata deve adequar o discurso para abalar a blindagem lulista à candidatura Dilma nesses estratos mais populares.
É uma tarefa difícil, mas a candidata já demonstrou bom desempenho em debates, e quinta-feira haverá o confronto da TV Globo.
Caso contrário, o maior beneficiado pelo seu crescimento continuará sendo José Serra, que estacionou no patamar dos 28%. O tucano tem de torcer, ainda, para que os eleitores de Marina aprendam o número que devem digitar na urna para votar na candidata do PV, já que 67% deles ainda não sabem.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/805585-crescimento-lento-e-continuo-de-marina-e-combustivel-para-indefinicao-da-eleicao.shtml
27 de set. de 2010
Marina: crescimento em pesquisas incomoda adversários
GUSTAVO URIBE - Agência Estado
Num tumultuado corpo a corpo na região central de Guarulhos (SP), a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse que seus adversários do PT e do PSDB têm se incomodado com seu crescimento nas recentes pesquisas de intenção de voto e acusou ambos de tentar conter esse movimento. "Eles tentam conter a onda verde, mas não há quem consiga segurar essa onda", disse, referindo-se às críticas feitas a ela durante o debate de ontem da TV Record.
De acordo com a candidata, os seus oponentes, José Serra (PSDB)e Dilma Rousseff (PT), tentavam antes ignorá-la, mas agora "não dá". "Toda vez que polarizam comigo estão assinando embaixo: Marina está a beira de ir para o segundo turno", afirmou. Para ela, as críticas foram motivadas pela força de sua candidatura nas ruas. "Eles tentaram me ignorar, mas hoje as forças das ruas fazem com que tenham de me reconhecer e vir para a cena do debate comigo", provocou.
A candidata negou que tenha elevado o tom contra seus adversários no debate de ontem. "Eu continuo fazendo a crítica, mas uma crítica construtiva", disse. Ao responder a uma pergunta sobre as atuais investigações na Casa Civil, Marina provocou Dilma, que afirmou durante o debate que também houve investigações da Polícia Federal (PF) no Ministério do Meio Ambiente quando Marina chefiava a pasta. "Não faço acusações levianas", afirmou, explicando que tomou as providências em relação a todas as denúncias feitas e as encaminhou para a PF.
''Twitaço''
Com quase duas horas de atraso, Marina chegou ao centro de Guarulhos no final da manhã de hoje festejada pela militância do PV. No carro de som, um jingle em ritmo de samba embalou sua chegada. Ao lado do candidato do PV ao Senado, Ricardo Young, ela disse que o debate é uma oportunidades para discutir as melhores propostas para o País.
"Não é um diálogo de surdo-mudo, onde já esteja no script o que vai dizer, o que vai sentir e o que vai transparecer", disse. A candidata afirmou que nos próximos debates vai continuar reagindo às críticas de seus oponentes. "Vou reagir conforme as coisas são colocadas. Não é algo ensaiado", disse.
A candidata caminha neste início de tarde para uma lan house, onde fará mais uma edição do seu tradicional "twitaço", quando sua equipe de campanha tenta colocar Marina entre os assuntos mais comentados de rede de microblogs Twitter.
A cidade de Guarulhos foi escolhida a dedo pela equipe da candidata, já que o objetivo do PV é angariar votos nas regiões periféricas das principais metrópoles do País, de olho no eleitorado das classe C e D. Na quarta-feira, a campanha pretende fazer um caminhada semelhante em Diadema, também na Grande São Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-crescimento-em-pesquisas-incomoda-adversarios,615980,0.htm
Num tumultuado corpo a corpo na região central de Guarulhos (SP), a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse que seus adversários do PT e do PSDB têm se incomodado com seu crescimento nas recentes pesquisas de intenção de voto e acusou ambos de tentar conter esse movimento. "Eles tentam conter a onda verde, mas não há quem consiga segurar essa onda", disse, referindo-se às críticas feitas a ela durante o debate de ontem da TV Record.
De acordo com a candidata, os seus oponentes, José Serra (PSDB)e Dilma Rousseff (PT), tentavam antes ignorá-la, mas agora "não dá". "Toda vez que polarizam comigo estão assinando embaixo: Marina está a beira de ir para o segundo turno", afirmou. Para ela, as críticas foram motivadas pela força de sua candidatura nas ruas. "Eles tentaram me ignorar, mas hoje as forças das ruas fazem com que tenham de me reconhecer e vir para a cena do debate comigo", provocou.
A candidata negou que tenha elevado o tom contra seus adversários no debate de ontem. "Eu continuo fazendo a crítica, mas uma crítica construtiva", disse. Ao responder a uma pergunta sobre as atuais investigações na Casa Civil, Marina provocou Dilma, que afirmou durante o debate que também houve investigações da Polícia Federal (PF) no Ministério do Meio Ambiente quando Marina chefiava a pasta. "Não faço acusações levianas", afirmou, explicando que tomou as providências em relação a todas as denúncias feitas e as encaminhou para a PF.
''Twitaço''
Com quase duas horas de atraso, Marina chegou ao centro de Guarulhos no final da manhã de hoje festejada pela militância do PV. No carro de som, um jingle em ritmo de samba embalou sua chegada. Ao lado do candidato do PV ao Senado, Ricardo Young, ela disse que o debate é uma oportunidades para discutir as melhores propostas para o País.
"Não é um diálogo de surdo-mudo, onde já esteja no script o que vai dizer, o que vai sentir e o que vai transparecer", disse. A candidata afirmou que nos próximos debates vai continuar reagindo às críticas de seus oponentes. "Vou reagir conforme as coisas são colocadas. Não é algo ensaiado", disse.
A candidata caminha neste início de tarde para uma lan house, onde fará mais uma edição do seu tradicional "twitaço", quando sua equipe de campanha tenta colocar Marina entre os assuntos mais comentados de rede de microblogs Twitter.
A cidade de Guarulhos foi escolhida a dedo pela equipe da candidata, já que o objetivo do PV é angariar votos nas regiões periféricas das principais metrópoles do País, de olho no eleitorado das classe C e D. Na quarta-feira, a campanha pretende fazer um caminhada semelhante em Diadema, também na Grande São Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-crescimento-em-pesquisas-incomoda-adversarios,615980,0.htm
25 de set. de 2010
Serra minimiza avanço de Marina Silva na reta final
Gustavo Porto / SÃO CARLOS
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou nesta sexta-feira, 24, o impacto de um eventual crescimento da candidatura de Marina Silva (PV) levar a disputa eleitoral para o segundo turno.
"Ninguém está aí para ajudar o outro e eu jamais cometeria qualquer tipo de desrespeito contra eles ( candidatos), pois todos terão a chance de disputar. E cada um está aí para ganhar", disse, durante visita a cidade de São Carlos, no interior paulista.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, Marina subiu de 11% para 13% nas intenções de voto, com margem de erro de dois pontos.
Serra classificou como "factoide" o manifesto divulgado por uma ala do PMDB paulista – que apoia o PSDB no Estado – a favor de Dilma Rousseff (PT) e afirmou ser contra o pedido do PT ao Supremo Tribunal Federal para que o eleitor não tenha de apresentar dois documentos para votar. "A lei é lei. Acho importante ter a foto."
Ferimento. O tucano feriu levemente a cabeça ao bater no suporte do vídeo da van que o transportou para Araraquara, onde fez carreata e minicomício na região central da cidade. Serra até brincou com o corte: "Estou dando sangue na campanha."
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-minimiza-avanco-de-marina-silva-na-reta-final,614947,0.htm
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou nesta sexta-feira, 24, o impacto de um eventual crescimento da candidatura de Marina Silva (PV) levar a disputa eleitoral para o segundo turno.
"Ninguém está aí para ajudar o outro e eu jamais cometeria qualquer tipo de desrespeito contra eles ( candidatos), pois todos terão a chance de disputar. E cada um está aí para ganhar", disse, durante visita a cidade de São Carlos, no interior paulista.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, Marina subiu de 11% para 13% nas intenções de voto, com margem de erro de dois pontos.
Serra classificou como "factoide" o manifesto divulgado por uma ala do PMDB paulista – que apoia o PSDB no Estado – a favor de Dilma Rousseff (PT) e afirmou ser contra o pedido do PT ao Supremo Tribunal Federal para que o eleitor não tenha de apresentar dois documentos para votar. "A lei é lei. Acho importante ter a foto."
Ferimento. O tucano feriu levemente a cabeça ao bater no suporte do vídeo da van que o transportou para Araraquara, onde fez carreata e minicomício na região central da cidade. Serra até brincou com o corte: "Estou dando sangue na campanha."
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-minimiza-avanco-de-marina-silva-na-reta-final,614947,0.htm
Para Marina, onda verde vai levá-la para o segundo turno
Evandro Fadel/CURITIBA
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a usar a expressão "onda verde" para dizer que as pesquisas mostram o que ela sente nas ruas. "Estamos criando uma verdadeira onda verde, que vai para o segundo turno, porque debatemos propostas e não fomos para o vale-tudo eleitoral", disse ontem.
"Agora o Brasil vê em nós uma candidatura viável no segundo turno, com credibilidade para manter as conquistas, corrigir os erros e avançar para novos desafios", afirmou Marina. "Sinto uma onda verde gigantesca a favor de um projeto que priorize a educação, saúde, segurança pública e cuidado com o meio ambiente."
Questionada sobre a capitalização da Petrobrás, cuja cerimônia foi presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina defendeu a necessidade de haver critérios na exploração do pré-sal. "Tem de ser explorado com tecnologia altamente segura para evitar desastre como os do Golfo do México." Ela alertou que o processo precisa estar atrelado a uma "visão inovadora, com transparência e acompanhamento da sociedade civil". Marina Silva ficou cerca de meia hora na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde deu entrevista e cumprimentou eleitores.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-marina-onda-verde-vai-leva-la-para-o-segundo-turno,614949,0.htm
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a usar a expressão "onda verde" para dizer que as pesquisas mostram o que ela sente nas ruas. "Estamos criando uma verdadeira onda verde, que vai para o segundo turno, porque debatemos propostas e não fomos para o vale-tudo eleitoral", disse ontem.
"Agora o Brasil vê em nós uma candidatura viável no segundo turno, com credibilidade para manter as conquistas, corrigir os erros e avançar para novos desafios", afirmou Marina. "Sinto uma onda verde gigantesca a favor de um projeto que priorize a educação, saúde, segurança pública e cuidado com o meio ambiente."
Questionada sobre a capitalização da Petrobrás, cuja cerimônia foi presidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina defendeu a necessidade de haver critérios na exploração do pré-sal. "Tem de ser explorado com tecnologia altamente segura para evitar desastre como os do Golfo do México." Ela alertou que o processo precisa estar atrelado a uma "visão inovadora, com transparência e acompanhamento da sociedade civil". Marina Silva ficou cerca de meia hora na Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde deu entrevista e cumprimentou eleitores.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-marina-onda-verde-vai-leva-la-para-o-segundo-turno,614949,0.htm
24 de set. de 2010
Dilma esbanja otimismo, Serra ataca e Marina Silva comemora crescimento
Correio Braziliense - Ivan Iunes | Josie Jeronimo
Embora não economize nas recomendações para que a equipe de campanha evite “subir no salto alto”, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, já dá, nas entrelinhas, as eleições de 3 de outubro como favas contadas. Ela afirmou ontem que a margem de vantagem que detém nas pesquisas é confortável e não pode ser revertida em nove dias. “Está muito perto. Vocês podem ter certeza que a eleição vai ser muito boa para nós”, disse.
A aparente confiança é explicitada exatamente no momento em que uma pesquisa divulgada pelo Datafolha indicou queda de 12 para sete pontos na vantagem de Dilma em relação à soma dos outros concorrentes. A ameaça cada vez maior de um segundo turno surge depois das acusações de tráfico de influência envolvendo Erenice Guerra, ex-assessora direta da petista e ex-ministra da Casa Civil, mas a candidata minimizou o levantamento. “É um resultado dentro da margem de erro.”
Na reta final do primeiro turno, o deputado Antônio Palocci (PT-SP), homem forte da coordenação de campanha da presidenciável, acompanhou Dilma ontem durante encontro com representantes da Confederação Nacional de Saúde, em Brasília. A aparição de Palocci ao lado da candidata causou uma saia justa. Dilma foi questionada por um humorista se o ex-ministro José Dirceu agiria nos bastidores de sua campanha enquanto Palocci aparecia “na cara dura”. A petista se recusou a responder a pergunta.
Apesar do discurso de serenidade dos petistas, a campanha de Dilma ingressou com pedido de abertura de inquérito no Ministério Público para apurar se vídeos divulgados na internet contra a candidata constituem prática de crime eleitoral. A coordenação de campanha encaminhou ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a retirada dos vídeos, hospedados no YouTube.
Estratégia tucana
Na TV e no rádio, Serra segue com os ataques a Dilma Rousseff. As peças mais agressivas, no entanto, são as mesmas já veiculadas, associando Dilma a Erenice e a José Dirceu e questionando a capacidade da candidata de governar o país tendo falido uma “lojinha de R$ 1,99”, em referência ao negócio fracassado da petista criado em Porto Alegre no fim dos anos 1990.
O programa de ontem ainda trouxe críticas do ex-secretário de Fazenda municipal da capital gaúcha Polibio Braga, que sucedeu Dilma no cargo. De acordo com ele, a petista teria deixado o caixa do município “sem um centavo”, com os salários dos funcionários a vencer na semana seguinte e sem previsão de receita para o pagamento do 13° salário dos servidores.
Outra menção ao episódio envolvendo Erenice Guerra foi feita pelo próprio candidato tucano em visita a Sinop (MT). “O que vem incomodando essa gente é que a imprensa vem apresentando notícias que mostram abusos, nepotismo e maracutaia com o dinheiro público. Essa imprensa incomoda os donos do poder. E é só isso. Aqueles que perseguem hoje a imprensa vão mais tarde perseguir credos religiosos. E essa perseguição não tem fim”, acusou Serra.
A propaganda de Dilma não fez referência ou deu explicação para os escândalos recentes envolvendo Erenice. A candidata se limitou a apresentar realizações do governo federal. Já Marina Silva (PV), que registrou crescimento de 2% na última pesquisa do Datafolha, explorou essa arrancada no horário eleitoral. Disse que é a única força política que cresce no país e a única que pode enfrentar a corrupção e o atraso político do Brasil. Ontem, Marina visitou Mato Grosso, onde fez campanha. Devido ao clima seco e o intenso calor, que chegou aos 43ºC, uma caminhada prevista em Cuiabá foi cancelada.
OUTRO LEVANTAMENTO
A pesquisa Vox Populi/Band/IG divulgada ontem mostra um cenário inalterado na disputa pela Presidência, ao contrário do último levantamento do instituto Datafolha, que apontou uma queda da vantagem de Dilma Rousseff (PT) de cinco pontos percentuais em relação à soma dos demais concorrentes. Na Vox Populi, Dilma continua com 51% das intenções de voto. José Serra (PSDB) manteve os mesmos 24% e Marina Silva (PV) cresceu de 8% para 10%. Pelo resultado, Dilma venceria já no primeiro turno das eleições. Três mil pessoas foram ouvidas pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 21 deste mês. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.705/10.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/24/noticia_eleicoes2010,i=214576/DILMA+ESBANJA+OTIMISMO+SERRA+ATACA+E+MARINA+SILVA+COMEMORA+CRESCIMENTO.shtml
Embora não economize nas recomendações para que a equipe de campanha evite “subir no salto alto”, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, já dá, nas entrelinhas, as eleições de 3 de outubro como favas contadas. Ela afirmou ontem que a margem de vantagem que detém nas pesquisas é confortável e não pode ser revertida em nove dias. “Está muito perto. Vocês podem ter certeza que a eleição vai ser muito boa para nós”, disse.
A aparente confiança é explicitada exatamente no momento em que uma pesquisa divulgada pelo Datafolha indicou queda de 12 para sete pontos na vantagem de Dilma em relação à soma dos outros concorrentes. A ameaça cada vez maior de um segundo turno surge depois das acusações de tráfico de influência envolvendo Erenice Guerra, ex-assessora direta da petista e ex-ministra da Casa Civil, mas a candidata minimizou o levantamento. “É um resultado dentro da margem de erro.”
Na reta final do primeiro turno, o deputado Antônio Palocci (PT-SP), homem forte da coordenação de campanha da presidenciável, acompanhou Dilma ontem durante encontro com representantes da Confederação Nacional de Saúde, em Brasília. A aparição de Palocci ao lado da candidata causou uma saia justa. Dilma foi questionada por um humorista se o ex-ministro José Dirceu agiria nos bastidores de sua campanha enquanto Palocci aparecia “na cara dura”. A petista se recusou a responder a pergunta.
Apesar do discurso de serenidade dos petistas, a campanha de Dilma ingressou com pedido de abertura de inquérito no Ministério Público para apurar se vídeos divulgados na internet contra a candidata constituem prática de crime eleitoral. A coordenação de campanha encaminhou ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a retirada dos vídeos, hospedados no YouTube.
Estratégia tucana
Na TV e no rádio, Serra segue com os ataques a Dilma Rousseff. As peças mais agressivas, no entanto, são as mesmas já veiculadas, associando Dilma a Erenice e a José Dirceu e questionando a capacidade da candidata de governar o país tendo falido uma “lojinha de R$ 1,99”, em referência ao negócio fracassado da petista criado em Porto Alegre no fim dos anos 1990.
O programa de ontem ainda trouxe críticas do ex-secretário de Fazenda municipal da capital gaúcha Polibio Braga, que sucedeu Dilma no cargo. De acordo com ele, a petista teria deixado o caixa do município “sem um centavo”, com os salários dos funcionários a vencer na semana seguinte e sem previsão de receita para o pagamento do 13° salário dos servidores.
Outra menção ao episódio envolvendo Erenice Guerra foi feita pelo próprio candidato tucano em visita a Sinop (MT). “O que vem incomodando essa gente é que a imprensa vem apresentando notícias que mostram abusos, nepotismo e maracutaia com o dinheiro público. Essa imprensa incomoda os donos do poder. E é só isso. Aqueles que perseguem hoje a imprensa vão mais tarde perseguir credos religiosos. E essa perseguição não tem fim”, acusou Serra.
A propaganda de Dilma não fez referência ou deu explicação para os escândalos recentes envolvendo Erenice. A candidata se limitou a apresentar realizações do governo federal. Já Marina Silva (PV), que registrou crescimento de 2% na última pesquisa do Datafolha, explorou essa arrancada no horário eleitoral. Disse que é a única força política que cresce no país e a única que pode enfrentar a corrupção e o atraso político do Brasil. Ontem, Marina visitou Mato Grosso, onde fez campanha. Devido ao clima seco e o intenso calor, que chegou aos 43ºC, uma caminhada prevista em Cuiabá foi cancelada.
OUTRO LEVANTAMENTO
A pesquisa Vox Populi/Band/IG divulgada ontem mostra um cenário inalterado na disputa pela Presidência, ao contrário do último levantamento do instituto Datafolha, que apontou uma queda da vantagem de Dilma Rousseff (PT) de cinco pontos percentuais em relação à soma dos demais concorrentes. Na Vox Populi, Dilma continua com 51% das intenções de voto. José Serra (PSDB) manteve os mesmos 24% e Marina Silva (PV) cresceu de 8% para 10%. Pelo resultado, Dilma venceria já no primeiro turno das eleições. Três mil pessoas foram ouvidas pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 21 deste mês. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.705/10.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/24/noticia_eleicoes2010,i=214576/DILMA+ESBANJA+OTIMISMO+SERRA+ATACA+E+MARINA+SILVA+COMEMORA+CRESCIMENTO.shtml
Marina cresce e empata com Serra no Rio
Folha
PLÍNIO FRAGA
DO RIO
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, ganhou mais de 1 milhão de votos no Estado do Rio de Janeiro em dois meses e empatou com José Serra (PSDB) entre os eleitores fluminenses.
O Rio caminha para, mais uma vez, destoar do resto do país ao votar. O crescimento verde pode ser explicado por um vácuo político em um eleitorado de 11,6 milhões de pessoas --o terceiro do país-- bem informado e com forte presença evangélica.
Segundo o Datafolha, Marina tem 22% das intenções de voto no Rio --dez pontos percentuais a mais que em julho e nove pontos a mais que sua média nacional, de 13%--, o que representa mais de 2,5 milhões de eleitores.
No mesmo período, Serra perdeu oito pontos --tem 23%--, o que configura empate técnico com a candidata do PV, estando no Rio oito pontos abaixo de sua média nacional. A petista Dilma Rousseff é líder com 45% --quatro a menos que sua média nacional.
Na cidade do Rio, Marina atinge 24% dos votos contra 21% do tucano. No Distrito Federal, Marina também está na frente de Serra (26% a 23%), mas nos dois casos estão tecnicamente empatados em razão da margem de erro de dois pontos percentuais.
O sociólogo Antônio Lavareda, analista de pesquisas que presta serviços ao Partido Verde, atribui o comportamento de Marina ao "perfil diferenciado" do eleitorado.
"São regiões em que o tamanho relativo das camadas de maior escolaridade e renda --público que não só é mais receptivo a Marina, mas que também a conhece mais-- é maior, facultando assim esse crescimento."
Marina tira votos de Dilma e de Serra, crescendo mais nos segmentos de alta renda e escolaridade. Pesquisa nacional do Datafolha divulgada ontem mostra Dilma com 49%, Serra com 31% e Marina com 14%.
Em 2006, no primeiro turno, a candidata do PSOL, Heloisa Helena, obteve 17,1% dos votos no Estado, mas apenas 6,9% no país. Sua performance fez minguar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que teve no Rio 28,9% contra 41,6% dos votos no país.
Para o cientista político Cesar Romero Jacob, professor da PUC-RJ e especialista em análise de mapas eleitorais, a viabilidade de Marina depende do voto útil --se Dilma não tivesse deslanchado, ela poderia ter sido depositária dos votos do lulismo.
No atual momento de campanha, ela pode se beneficiar do voto útil dos que veem a candidatura tucana empacada. "Isso pode se tornar um problema grave para o Serra no final da campanha", diz.
Jacob afirma que há um vácuo político no Rio em razão da desintegração do que chama de família brizolista, aliados e ex-aliados do líder gaúcho que venceram 5 de 7 eleições para o governo do Estado desde 1982.
"Nos anos 2000, ocorre uma crise de hegemonia que abre espaços para um político pós-Brizola como Sérgio Cabral. Justifica, por exemplo, o surgimento de uma candidatura com força como a de Marcelo Crivella, a boa votação de Heloisa Helena em 2006 e agora o crescimento de Marina", afirma.
O ex-prefeito César Maia, candidato ao Senado pelo DEM, aliado estadual do PV na candidatura ao governo de Fernando Gabeira e nacionalmente alinhado com Serra, aponta outra vertente para o crescimento de Marina: "Ela cresce pelo voto evangélico". Marina converteu-se à Assembleia de Deus em 1997.
O último Censo apontou que 15% dos brasileiros se dizem evangélicos, mas lideranças religiosas afirmam que os evangélicos no Rio chegam a 25% do eleitorado.
Ao lado do apoio de Lula, o eleitorado evangélico é responsável por manter Marcelo Crivella (PRB) com 40% das intenções de voto ao Senado, apesar de seu pouco tempo de televisão --cerca de 1 min. Crivella tem sua base entre os evangélicos ligados à Igreja Universal, da qual foi bispo.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/803995-marina-cresce-e-empata-com-serra-no-rio.shtml
23 de set. de 2010
Marina Silva é a maior beneficiária da crise na Casa Civil
Folha
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Marina Silva (PV) é a maior beneficiária do escândalo de tráfico de influência na Casa Civil da Presidência da República. Ela oscilou positivamente --embora muitas vezes na margem de erro-- em quase todos os segmentos.
Na soma geral, Marina saiu de 11% na semana passada para 13% no levantamento realizado ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos (9% dos eleitores), a verde foi de 16% para 24%. Nessa faixa, Dilma Rousseff (PT) caiu dez pontos e tem 37%. José Serra (PSDB) subiu seis pontos (de 28% para 34%).
No Rio de Janeiro, Marina subiu cinco pontos, foi a 22% e empatou tecnicamente com Serra, que tem 23%. Dilma segue liderando, com 45%, mas se dependesse dos fluminenses poderia haver segundo turno hoje.
Na cidade do Rio de Janeiro, Marina está numericamente à frente de Serra. Ela foi de 19% a 24%. O tucano saiu de 19% e está com 21%. Dilma caiu de 47% para 42%.
No Distrito Federal, sede do escândalo de tráfico de influência na Casa Civil, Dilma sofreu uma queda de sete pontos, de 43% para 36%. De novo, quem se beneficiou foi Marina: foi de 21% a 26% e passou Serra, que tem 23%.
Para 33% dos eleitores, Dilma sabia da existência de tráfico de influência na Casa Civil. O caso resultou na demissão da ex-braço direito da petista na pasta, Erenice Guerra. Outros 27% acham que Dilma não sabia, e 40% não souberam opinar.
O caso é conhecido por 52%, sendo que 13% se julgam bem informados. O percentual é próximo ao caso da quebra de sigilo --12% se diziam bem informados.
A diferença agora é que Dilma registrou oscilações negativas (dentro da margem de erro) ou quedas na intenção de votos, o que não ocorreu no caso da Receita.
Quando se indaga sobre os motivos da saída de Erenice Guerra da Casa Civil, 47% dizem crer que Israel Guerra, seu filho, recebia comissão para favorecer empresas junto ao governo. Outros 40% não sabem responder.
Para quase metade dos entrevistados (48%), Erenice sabia da atuação do filho. Para 27%, o presidente Lula sabia da atuação do filho da ministra; 33% disseram que não, e 40% não opinaram.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/803272-marina-silva-e-a-maior-beneficiaria-da-crise-na-casa-civil.shtml
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Marina Silva (PV) é a maior beneficiária do escândalo de tráfico de influência na Casa Civil da Presidência da República. Ela oscilou positivamente --embora muitas vezes na margem de erro-- em quase todos os segmentos.
Na soma geral, Marina saiu de 11% na semana passada para 13% no levantamento realizado ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos (9% dos eleitores), a verde foi de 16% para 24%. Nessa faixa, Dilma Rousseff (PT) caiu dez pontos e tem 37%. José Serra (PSDB) subiu seis pontos (de 28% para 34%).
No Rio de Janeiro, Marina subiu cinco pontos, foi a 22% e empatou tecnicamente com Serra, que tem 23%. Dilma segue liderando, com 45%, mas se dependesse dos fluminenses poderia haver segundo turno hoje.
Na cidade do Rio de Janeiro, Marina está numericamente à frente de Serra. Ela foi de 19% a 24%. O tucano saiu de 19% e está com 21%. Dilma caiu de 47% para 42%.
No Distrito Federal, sede do escândalo de tráfico de influência na Casa Civil, Dilma sofreu uma queda de sete pontos, de 43% para 36%. De novo, quem se beneficiou foi Marina: foi de 21% a 26% e passou Serra, que tem 23%.
Para 33% dos eleitores, Dilma sabia da existência de tráfico de influência na Casa Civil. O caso resultou na demissão da ex-braço direito da petista na pasta, Erenice Guerra. Outros 27% acham que Dilma não sabia, e 40% não souberam opinar.
O caso é conhecido por 52%, sendo que 13% se julgam bem informados. O percentual é próximo ao caso da quebra de sigilo --12% se diziam bem informados.
A diferença agora é que Dilma registrou oscilações negativas (dentro da margem de erro) ou quedas na intenção de votos, o que não ocorreu no caso da Receita.
Quando se indaga sobre os motivos da saída de Erenice Guerra da Casa Civil, 47% dizem crer que Israel Guerra, seu filho, recebia comissão para favorecer empresas junto ao governo. Outros 40% não sabem responder.
Para quase metade dos entrevistados (48%), Erenice sabia da atuação do filho. Para 27%, o presidente Lula sabia da atuação do filho da ministra; 33% disseram que não, e 40% não opinaram.
Editoria de Arte/Folhapress
http://www1.folha.uol.com.br/poder/803272-marina-silva-e-a-maior-beneficiaria-da-crise-na-casa-civil.shtml
Marina Silva e escândalo na Casa Civil aquecem corrida presidencial
Folha
DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA
Pela primeira vez em dois meses, Dilma apresenta revés na campanha. Os resultados divulgados hoje pelo Datafolha indicam interrupção do crescimento da vantagem que a petista vinha imprimindo a seus adversários desde que assumiu a liderança no início de agosto.
A tendência reflete não só o prejuízo sofrido pela candidatura do governo após denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, a conseqüente demissão de Erenice Guerra, como também a evolução de Marina Silva para segmentos menos elitizados do eleitorado.
Aproximadamente metade dos brasileiros tomou conhecimento da queda de Erenice. Poucos são os que se julgam bem informados sobre o fato.
Dilma segue na frente, mas vantagem sobre adversários cai 5 pontos, diz Datafolha
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A exemplo do que aconteceu com a quebra do sigilo fiscal de familiares de José Serra, o episódio atingiu especialmente estratos típicos da classe média --os mais escolarizados e de maior renda. Nesses subconjuntos, diferente do que aconteceu em levantamentos anteriores, o tucano até se beneficia, mas é a candidata do PV que demonstra maior alcance.
Marina cresce novamente entre os que têm nível superior e que ganham mais de cinco salários mínimos, mas sobe também entre os que têm ensino médio e faixa de renda intermediária (de dois a cinco salários). Tais estratos têm maior peso na composição do eleitorado.
Com as oscilações positivas de Serra e Marina, e a variação negativa de Dilma, o saldo é uma queda de cinco pontos percentuais na diferença que a petista mantinha sobre a soma dos demais candidatos.
A vantagem que há uma semana era de 12 pontos percentuais caiu para sete pontos. O parâmetro é importante porque indica a probabilidade de a disputa ir para o segundo turno ou terminar já no dia 3 de outubro.
Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os outros candidatos, maior a probabilidade de segundo turno.
Apenas para ilustrar a importância do dado, vale a observação da curva da diferença entre Lula e a soma dos outros candidatos na disputa pela reeleição em 2006.
Em pesquisa realizada em 22 de setembro daquele ano, a vantagem de Lula para os demais era de oito pontos percentuais. Na pesquisa seguinte, antes do último debate, na TV Globo, a distância caiu para cinco pontos.
Na véspera da eleição, sem participar do programa, o petista viu sua taxa de intenção de voto cair para 46% e a de seus adversários somar também 46%.
Em 2006, a eleição foi para o segundo turno, mas nada garante que em 2010 a história se repita. O cenário e o ambiente são outros. A candidata também. E há ainda os debates.
Editoria de Arte/Folhapress
http://www1.folha.uol.com.br/poder/803270-marina-silva-e-escandalo-na-casa-civil-aquecem-corrida-presidencial.shtml
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