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6 de out. de 2010

Sob pressão, Dilma falará na TV em 'valorização da vida'

AE - Agência Estado

A estratégia traçada pelo comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) para recuperar os votos perdidos após a polêmica sobre o aborto prevê um discurso de "valorização da vida" por parte da candidata do PT à Presidência. O novo tom aparecerá na reestreia do programa de TV de Dilma como um antídoto contra o aborto.

"Eu considero muito importante afirmar que o meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é a favor da vida", afirmou Dilma, ontem. "Eu sou e sempre fui a favor da vida. Se não fosse assim, não tinha colocado a minha vida em risco em determinado momento", emendou, numa referência à luta travada por ela contra a ditadura militar.

Ex-militante de organizações de extrema-esquerda, Dilma foi presa em 1970 e ficou três anos detida, em São Paulo. O tema foi tratado no primeiro programa de TV da candidata como uma espécie de escudo contra os previsíveis ataques à sua participação em grupos que pregavam a luta armada. Agora, ao repetir que é a favor da vida, Dilma também quer criar uma vacina no novo horário eleitoral, com reestreia prevista para sexta-feira.

Desde a última semana de campanha, no primeiro turno, a candidata do PT tem reiterado que é contra a legalização do aborto, na tentativa de estancar a sangria de votos entre cristãos. No último dia 29, ela se reuniu, em Brasília, com líderes católicos e evangélicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a gravar um comercial dizendo que Dilma estava sendo vítima de mentiras vindas do "submundo da política". Agora, a estratégia consiste em tratar o assunto pelo lado da família.

Manifesto

Em meio à polêmica causada pela posição de Dilma em relação ao aborto, uma entidade com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Federação Espírita e de grupos evangélicos divulgou uma nota atacando declarações que chama de "oportunistas, ambíguas e eleitoreiras".

Colocado na internet na quinta-feira passada, três dias antes do primeiro turno das eleições, o texto do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil Sem Aborto) não menciona Dilma explicitamente, mas fala em "candidatos que manifestaram publicamente, com palavras e ações, posicionamento pela descriminalização do aborto".

No site da entidade, um texto deixa claro quem é a destinatária da mensagem. "Movimento questiona posição de petista", diz o título da nota. Um link no Twitter oficial da organização leva a um vídeo com declaração de Dilma, em 2007, favorável a mudanças na lei do aborto. Em meio à polêmica causada na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral, Dilma foi a público para afirmar que é contrária à descriminalização.

"É estarrecedor que algo tão importante como a defesa da vida, desde a concepção, seja tratado sem a devida explicitação do posicionamento de cada candidato", afirma o manifesto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,sob-pressao-dilma-falara-na-tv-em-valorizacao-da-vida,621182,0.htm

Dilma anuncia Ciro Gomes como coordenador de campanha

Camila Campanerut
Do UOL Eleições

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de uma reunião, nesta terça-feira (5), com três governadores reeleitos -Marcelo Déda (PT-SE), Eduardo Campos (PSB-PE) e Cid Gomes (PSB-CE)- e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O deputado, que até o meio do ano cogitava participar das eleições presidenciais, mas por orientação de sua legenda apoiou a candidata petista, foi anunciado como um dos coordenadores de sua campanha do segundo turno.

“Ciro vai participar da nossa coordenação de campanha, e tenho certeza de que ele tem grandes contribuições para nos dar”, disse a presidenciável sobre o parlamentar, a quem ela disse que admira e respeita "muito".

Mais cedo, após o café da manhã com o presidente, Ciro reforçou o tom de respeito à decisão do partido e a disposição de ajudar a petista a conquistar o segundo turno das eleições presidenciais.

“Sou cabo eleitoral. Estou à disposição 100%. Minha tarefa é garantir a vitória [de Dilma] lá no Ceará, onde ela tirou 66% [dos votos], no primeiro turno”. Para Ciro, a estratégia da campanha deve ser mantida.

A ex-ministra afirmou que aproveitará este momento da campanha para aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste, já em resposta aos correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.

Amanhã (6), Dilma parte para o Rio de Janeiro, onde participará de uma carreata. A petista também já confirmou presença no debate da TV Bandeirantes, no próximo domingo (10).

Religião

"Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas", disse a petista ao comentar a polêmica criada em torno de suas declarações sobre o aborto.

De acordo com Dilma, suas propostas de governo "têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil". "Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida".

Para a nova campanha, ela disse que vai se empenhar para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano. Nas palavras da petista, "o programa tucano é uma volta ao passado", enquanto o dela, "representa a nova era da prosperidade".

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/05/dilma-anuncia-ciro-gomes-como-coordenador-de-campanha.jhtm

Propaganda eleitoral de Dilma e Serra na TV e no rádio começa nesta sexta

Do UOL Eleições
Em São Paulo

A propaganda eleitoral gratuita dos dois candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), começa nesta sexta-feira (8) no rádio e na TV.

Cada uma das coligações terá 10 minutos na TV no período da tarde (13h) e outros 10 minutos à noite (20h30). No rádio, os programas serão transmitidos pela manhã (7h) e ao meio dia.

Nos programas do segundo turno existem duas diferenças em relação aos veiculados no primeiro turno. Agora, o tempo é dividido igualmente entre os candidatos e os programas são exibidos também aos domingos.

A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da candidata petista, será a primeira a exibir a propaganda, uma vez que Dilma obteve maior votação no primeiro turno. Em seguida será a vez do candidato José Serra, apoiado pela coligação “O Brasil Pode Mais”.

Inserções

Também para o segundo turno cada candidato terá direito a 7 minutos e 30 segundos de inserções de, no máximo, 30 segundos a serem distribuídas pelas emissoras ao longo da programação diária.

Entre os dias 8 e 29 de outubro —último dia para veiculação de propaganda—, cada candidato terá alcançado 165 minutos de propaganda eleitoral gratuita, divididos em 330 inserções.

A propaganda eleitoral deverá ser transmitida pelas emissoras de rádio e de televisão, bem como os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/propaganda-eleitoral-de-dilma-e-serra-na-tv-e-no-radio-comeca-nesta-sexta.jhtm

Marina diz que não aceitou conversar sobre apoio a Dilma Rousseff

Do UOL Eleições
Em São Paulo

A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta quarta-feira (6), em nota divulgada à imprensa, que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a buscou na tarde de ontem para negociar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Marina, porém, que recebeu quase 20 milhões de votos no primeiro turno do pleito, disse que não irá conversar com o PT sobre uma eventual aliança neste momento.

De acordo com a nota, a senadora irá “escutar parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido [o PV]” nos próximos dias, para depois definir seu “posicionamento em relação ao segundo turno”. O documento diz que uma Convenção Nacional do PV será convocada para definir os rumos a serem tomados pela legenda na eleição presidencial, mas não informa em qual data será realizado o evento.

Marina também desmente uma declaração atribuída a Dutra, publicada ontem na imprensa, de que ela já teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma. A verde afirma que a notícia “não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/marina-diz-que-nao-aceitou-conversar-sobre-apoio-a-dilma-rousseff.jhtm

4 de out. de 2010

Coordenador de Dilma afirma que aproximação com Marina é natural

Folha

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Integrante da coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT), o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira que é "natural" a aproximação para o segundo turno com Marina Silva (PV), terceira colocada na disputa presidencial.

"Até outro dia a Marina era do PT. É natural que ocorra essa aproximação. Há setores muito próximos a Marina", afirmou.

Cardozo disse que não há mudança de postura e que a campanha vai continuar propositiva. O petista tentou minimizar a frustração no alto escalão da campanha com a continuidade da disputa sustentando que Dilma venceu a eleição. "O segundo turno foi importante para definir a base do governo Lula e vai ser muito importante agora [...] É preciso ficar claro que vencemos a eleição tivemos 47 milhões de votos", disse.

Segundo Cardozo, ainda não foi definido quando nem onde a campanha de Dilma vai recomeçar. O deputado afirmou que a campanha está avaliando os resultados da eleição de ontem e conversando com aliados para consolidar os apoios. Na tarde de hoje, Dilma se reúne com governadores, senadores, deputados e lideres aliados.

Dilma almoçou com Cardozo e o ex-ministro Antonio Palocci em sua casa no Lago Sul, bairro nobre da capital federal.

Pela manhã, a candidata reuniu a coordenação da campanha em um dos escritórios políticos em Brasília para discutir estratégias para o segundo turno. A chamada "onda verde", de Marina e os boatos anti-Dilma divulgados entre os cristãos foram apontados pela campanha como os principais fatores que provocaram o segundo turno, resultado considerado frustrante pelo alto escalão dilmista.

O crescimento de Marina e o impacto dos rumores entre católicos e evangélicos já alertavam há uma semana a campanha de uma possibilidade de ter que enfrentar o tucano José Serra no dia 31. Entre os religiosos, circulava o boato de que Dilma teria dito que nem Jesus tirava dela a vitória, além de declarações anteriores dela a favor da legalização do aborto.

Dilma desmentiu a frase afirmando que sempre evitou comentar a possibilidade de vitória em primeiro turno para rechaçar a idéia de salto alto. A candidata disse ainda que é contra o aborto e que defende que o tema seja tratado como questão de saúde pública.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/809484-coordenador-de-dilma-afirma-que-aproximacao-com-marina-e-natural.shtml

Dilma prepara ato com base aliada e discute estratégia do 2º turno

Folha

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Um dia após a disputa presidencial ser levada ao segundo turno, a campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, prepara um ato com aliados para demonstrar unidade e ganhar fôlego para a continuidade das eleições.

São esperados em Brasília: o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), entre outros. Foram convidados ainda senadores e deputados, como a deputada Manuela D'Avila (PCdoB-RS), puxadora de votos entre os jovens, além de presidentes dos partidos da base aliada.

Também está prevista uma reunião com líderes de segmentos religiosos. A expectativa é de que todos estejam presentes na entrevista coletiva que Dilma vai conceder na tarde de hoje.

Dilma, desde o início da manhã, está reunida com a coordenação da campanha em um dos escritórios políticos avaliando o resultado das eleições e discutindo estratégia para o segundo turno. A chamada "onda verde", da candidata Marina Silva (PV), e os boatos anti-Dilma divulgados entre os cristãos foram apontados pela campanha como os principais fatores que provocaram o segundo turno, resultado considerado frustrante pelo alto escalão dilmista.

O crescimento de Marina e o impacto dos rumores entre católicos e evangélicos já alertavam há uma semana a campanha de uma possibilidade de ter que enfrentar o tucano José Serra no dia 31. Entre os religiosos, circulava o boato de que Dilma teria dito que nem Jesus tirava dela a vitória, além de declarações anteriores dela a favor da legalização do aborto. Dilma desmentiu a frase afirmando que sempre evitou comentar a possibilidade de vitória em primeiro turno para rechaçar a idéia de salto alto. A candidata disse ainda que é contra o aborto e que defende que o tema seja tratada como questão de saúde pública.

"Acho que tem de haver a descriminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto", disse em sabatina à Folha, em outubro de 2007.

Questionada, sua assessoria respondeu que Dilma "reconhece que milhares de mulheres pobres praticam o aborto em condições bárbaras, correm risco de vida, morrem, e a essas mulheres tem que ser dada proteção, e é nesse sentido que ela defende o aborto como questão de saúde pública".

http://www1.folha.uol.com.br/poder/809429-dilma-prepara-ato-com-base-aliada-e-discute-estrategia-do-2-turno.shtml

30 de set. de 2010

Em encontro com representantes religiosos, Dilma se diz contra ao aborto

Correio Braziliense - Tiago Pariz


Com a indicação de que Marina Silva (PV) está absorvendo os votos de religiosos, Dilma Rousseff (PT) pediu apoio de bispos de congregações evangélicas e de setores da Igreja Católica, ontem, para tentar conter a drenagem de potenciais eleitores. Numa mobilização de olho em viabilizar a vitória em primeiro turno, pastores e missionários gravaram mensagem de apoio à presidenciável petista e prometeram conversar com seus rebanhos para acabar com o que chamaram de “onda de boataria” na corrida pelo Palácio do Planalto.

A equipe do marqueteiro João Santana aproveitou o encontro com 27 representantes religiosos ontem, no escritório político de Dilma, para gravar declarações de cerca de 10 pessoas. Os depoimentos irão ao ar entre hoje e amanhã, e também serão divulgados na internet. Entre os que prometeram apoio, estão o deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), bispo do Ministério Madureira, da Assembleia de Deus, e o vereador e missionário católico Gabriel Chalita (PSB-SP), candidato a deputado federal.

A candidata Dilma Rousseff defende suas posições pró-Vida e favorável à família em reunião com representantes católicos e evangélicos

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, foi o condutor da reunião. Partiu dele o pedido para os presentes ajudarem a campanha de Dilma. O presidente Lula também se mobilizou em favor de sua candidata. Em vídeo publicado ontem na página de internet de Dilma e também televisionado, Lula diz que “pessoas saíram do submundo da política para falar mentiras”.

Durante o encontro, os religiosos disseram a Dilma que a posição dúbia sobre o aborto e uma suposta frase que ela teria dito, disseminada via internet — na qual afirma que nem Cristo tiraria a vitória dela — estavam causando estragos na campanha. A petista lamentou o que chamou de “fatos do submundo político” e negou a declaração.

Dilma reforçou que é contra a prática do aborto e afirmou que, se eleita, não fará nenhuma lei para legalizar o ato. “Sou contra o aborto. É uma violência contra a mulher”, disse, acrescentando que o Estado deve amparar as mulheres que optam por interromper a gravidez. “Quem recorre ao aborto corre risco de morte e elas têm de ser atendidas.” A petista também rejeitou fazer um plebiscito sobre o tema.

Os bispos prometeram fazer reuniões com os seus fiéis para dirimir as dúvidas e pregar o voto na petista. “Dentro do segmento evangélico, temos reuniões duas ou três vezes por semana. Temos os meios eletrônicos. Faremos um trabalho, um esforço forte”, disse Manoel Ferreira, acrescentando que colocará integrantes de seu grupo religioso para disparar telefonemas em favor de Dilma para esclarecer que ela é contra o aborto e nunca usou o nome de Cristo em vão.

Cartas
Os religiosos divulgaram uma carta contra a “boataria cruel”, assinada pelo bispo Ferreira, e outra de dom Demétrio Valentini, da Diocese de Jales (SP). Valentini criticou a campanha que, em vez de privilegiar o debate e o confronto de programas e ideias, ficou carregada de “ataques pessoais em tentativas de desmoralizar os adversários”, mas evitou pregar voto em algum candidato.

Marina rebate rival do PT
A presidenciável Marina Silva (PV) acusou ontem a rival Dilma Rousseff (PT) de mudar seu discurso sobre a legalização do aborto para ganhar votos. “Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar ao eleitor, afirmou a candidata, que fez campanha no Rio de Janeiro.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/30/noticia_eleicoes2010,i=215560/EM+ENCONTRO+COM+REPRESENTANTES+RELIGIOSOS+DILMA+SE+DIZ+CONTRA+AO+ABORTO.shtml

Dilma estanca queda e oscila 1 ponto para cima--Datafolha

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, oscilou 1 ponto para cima em pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Datafolha, e interrompeu a trajetória de queda observada nos dois levantamentos anteriores do instituto.

Segundo o levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, Dilma tem 52 por cento dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, contra 51 por cento no levantamento anterior realizado no início desta semana. A soma de votos válidos dos demais candidatos variou de 49 para 48 por cento.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, os votos válidos de Dilma podem variar de 50 a 54 por cento, de acordo com o instituto. Já a soma de votos válidos dos adversários pode ir de 46 a 50 por cento. E como são necessários 50 por cento dos votos válidos mais um para decidir a eleição no domingo, o Datafolha aponta incerteza sobre as chances de realização de uma segunda rodada de votação.

Se considerados todos os votos, Dilma variou um ponto para cima entre a pesquisa realizada segunda-feira, para 47 por cento. José Serra (PSDB) manteve os 28 por cento e Marina Silva (PV) ficou com os mesmos 14 por cento do levantamento anterior.

O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, ficou com 1 por cento dos votos. Os demais candidatos não atingiram 1 por cento, 3 por cento declararam voto branco ou nulo e 6 por cento disseram não saber.

Com a variação, a petista pôs fim a uma trajetória de perda de votos. Segundo o Datafolha, entre os dias 15 e 27 deste mês, Dilma perdeu cinco pontos. Esse período coincidiu com as denúncias de tráfico de influência que atingiram a Casa Civil e provocaram a demissão de Erenice Guerra, ex-assessora de Dilma, do comando da pasta.

Na simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa anterior e agora tem 53 por cento. Serra manteve os 39 por cento da sondagem anterior, 5 por cento disseram que votarão em branco ou anularão o voto e 3 por cento disseram não saber.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada uma lista dos candidatos ao eleitor, Dilma tem 38 por cento, contra 22 por cento de Serra e 11 por cento de Marina.

Na quarta-feira, Ibope e Sensus também divulgaram pesquisas sobre a corrida presidencial e ambos os institutos apontaram vitória de Dilma já no primeiro turno, que será disputado no domingo .

O Datafolha entrevistou 13.195 pessoas entre terça e quarta-feira em 480 municípios.

DILMA SEGUE LÍDER EM TODAS REGIÕES

A candidata do PT manteve a liderança em todas as regiões do país, apontou o Datafolha. A situação mais confortável para a ex-ministra é no Nordeste. Nessa região, Dilma tem 59 por cento da preferência do eleitorado, contra 21 por cento de Serra e 10 por cento de Marina.

No Sudeste, a petista tem 43 por cento, Serra 30 por cento e Marina 17. No Norte e no Centro-Oeste, Dilma aparece com 43 por cento, ante 31 por cento de Serra e 19 de Marina. No Sul, a ex-ministra soma 42 por cento, ante 35 de Serra e 10 de Marina.

Favorita para se tornar primeira mulher a presidir o Brasil, Dilma tem vantagem maior entre o eleitorado masculino do que o feminino. Entre os homens, 52 por cento declaram voto na petista, contra 26 que preferem Serra e 13 por cento que declara voto em Marina.

Entre as mulheres, a candidata do PT soma 43 por cento, ante 31 por cento de Serra e 15 de Marina.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0JY20100930

Serra e Dilma reforçam promessas em penúltimo programa de TV

SÃO PAULO (Reuters) - No penúltimo programa do horário eleitoral gratuito na televisão, nesta quinta-feira, os dois principais candidatos à Presidência da República --José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)-- reforçaram as promessas feitas durante a campanha e evitaram ataques diretos.

O programa do tucano humanizou o candidato, mostrando ele e sua relação com a família. "Como ele tem uns horários bem diferente dos meus, era muito bom que, durante a noite, com as crianças pequenas, eu dormia e ele trocava as fraldas, dava mamadeira", disse sua mulher, Monica Serra, referindo-se ao período em que os dois filhos do casal eram pequenos.

Além disso, foram reforçadas as promessas do candidato, como a construção de 400 quilômetros de metrô em grandes cidades e o aumento do salário mínimo para 600 reais.

"Eu lutei muito para chegar até aqui e poder pedir o seu voto de cabeça erguida. A minha história de vida é limpa, íntegra. Você sabe o que penso e sabe que eu tenho capacidade de realizar", disse o candidato.

"Eu vou usar a minha autonomia, o meu peso político, para fazer um governo que enfrente as dificuldades e os grandes interesses contrariados. E que não seja refém de partidos políticos, dessa ou daquela turma", complementou.

O programa da petista pede para que o eleitor vá às urnas no domingo e vote pela continuidade, sem esquecer o título de eleitor e um documento com foto --exigência de uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Com fé e confiança, o brasileiro aprendeu a conjugar o verbo mudar... com estabilidade, sem sustos, sem conflitos. Com Lula, a gente aprendeu como isso é bom. Por isso, vamos às urnas neste domingo para votar em Dilma e, assim, garantir um Brasil que vai seguir mudando, vai seguir em frente e no rumo certo", disse o locutor do programa da petista.

"Hoje, é o último dia da campanha. Domingo vamos decidir entre dois modelos de governo bem diferentes. O nosso modelo, os brasileiros já conhecem: é aquele que mudou o Brasil", falou Dilma.

Uma sequência de cenas faz um giro por todas as cinco regiões do Brasil, com uma série de diálogos entre Lula e Dilma que tratavam da manutenção das políticas implantadas. Ao final, o locutor da campanha diz: "Dilma é a garantia de que o país vai continuar crescendo".

Ao final, Lula aparece ao lado da candidata. "Você que acredita em mim e acha bom meu governo, não tenha dúvida: vote na Dilma. Igual a mim, a Dilma gosta dos pobres, respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões. Votar na Dilma é votar em mim com a certeza de um governo ainda melhor", disse Lula.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0JD20100930

No último dia de TV, Dilma "paz e amor" cola em Lula; Serra aposta em 2º turno

Andréia Martins
Do UOL Eleições


No último dia do horário eleitoral gratuito na TV, durante o programa da tarde, os dois principais presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mostraram depoimentos especiais na tentativa de conquistar votos.

A petista falou em governar com "paz e amor", defendeu liberdade de religião e voltou a colar sua imagem na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano optou por reforçar a ideia de ser "candidato do bem" e mostrar que é o mais preparado para administrar o país. Ambos usaram clipes caprichados, com músicas de apelo emocional.

Serra disse que quer governar o país com uma “economia forte, com aumento de emprego e distribuição de renda”. No programa, mostrou momentos com a família e falas da mulher, Mônica Serra, e da filha, Veronica Serra. Ele até cantou antiga canção de Carnaval que costumava entoar para os filhos.Também voltou a mostrar suas principais realizações na área da Saúde.

Entre as principais promessas, destacou que, se eleito, irá aumentar o salário mínimo para R$ 600, dar 10% de reajuste a todos os aposentados e abrir 1 milhão de vagas em escolas técnicas. Serra encerrou sua fala no programa pedindo voto e mostrando-se confiante no segundo turno. “No domingo, eu peço o seu voto. Vamos ao segundo turno e, se Deus quiser, à vitória”.

Serra também teve direito de resposta no programa do PSTU, que numa propaganda de 15 segundos veiculada em 18 de setembro, acusou o tucano de ter "rabo preso" e o vinculou a atos corruptos. “Nunca teve nenhuma mancha em sua biografia. Serra não merece as ofensas e calúnias da qual foi vítima”, disse a mensagem da coligação “O Brasil Pode Mais”.

A líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff (PT), abriu seu programa dizendo que, no domingo, o eleitor vai “decidir entre dois modelos de governo”, afirmando que o modelo atual "foi responsável por mudar o Brasil”.

Ao longo do programa, a petista fez um “pingue-pongue” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em diversos pontos do Brasil, ambos destacaram as realizações do atual governo nas cinco regiões do país, especialmente na área de empregos e agricultura.

Lula, em seu depoimento final, disse que assim como ele, Dilma "gosta dos pobres", respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões.

Dilma tentou mostrar um lado suave, dizendo que, se eleita, vai governar com "paz, amor e serenidade". Ela novamente se defendeu do que o PT chama de "boatos de fim de campanha", negando que fosse fazer qualquer restrição religiosa. Afirmou que vai "defender a democracia e a liberdade, respeitar a fé, as religiões e as convicções das pessoas e defender a vida".

Nesta semana, circularam informações na internet de que a petista teria dito que defendia o aborto, que nem Jesus Cristo tiraria sua vitória nessas eleições e que, se eleita, fecharia templos. Para combater essa campanha, Dilma se reuniu nesta quarta-feira com lideranças religiosas e convocou uma entrevista coletiva.

A terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), dedicou seu programa a reforçar o crescimento apresentado nas últimas pesquisas. A verde direcionou seu discurso às mulheres e aos jovens, dizendo “vamos ao segundo turno”.

Já o candidato do PSOL, Plíno de Arruda Sampaio, acostumado a dizer “vote PSOL, vote 50”, aproveitou para pedir o voto do eleitorado. “Neste dia final, quero o seu voto. Vote PSOL, Vote Plínio”, disse o socialista.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/no-ultimo-programa-na-tv-dilma-faz-dobradinha-com-lula-serra-e-marina-apostam-em-2-turno.jhtm

TSE nega direito de resposta a Dilma contra Serra

Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou cinco pedidos da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, para responder afirmações feitas pelo candidato do PSDB, José Serra, em sua propaganda política.

Três deles pediam direito de resposta contra a propaganda em que Serra afirmou que Dilma não “daria conta” de escolher seus ministros, caso seja eleita. O quarto direito de resposta contestava alegação de Serra de que a candidata petista foi a que mais aumentou a conta de luz dos brasileiros nos últimos oito anos.

Ao negar os recursos, os ministros entenderam que os argumentos de Serra são apenas uma crítica política e que não há requisitos para conceder o direito de resposta.

No quinto recurso negado, Dilma pedia direito de resposta por conta da propaganda de José Serra que mostrou matéria da revista Veja falando sobre suposto tráfico de influência na Casa Civil.

Segundo o ministro-relator, Henrique Neves, há jurisprudência do TSE que admite o uso crítico na propaganda eleitoral de notícias publicadas na imprensa.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/tse-nega-direito-de-resposta-a-dilma-contra-serra.jhtm

29 de set. de 2010

Dilma e Serra intensificam esforços para afastar boatos

BRUNO BOGHOSSIAN - Agência Estado

Para evitar prejuízos à imagem nos últimos dias antes das eleições, equipes de campanha de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) intensificaram os esforços para desmentir boatos e denúncias falsas que circulam na internet. E-mails que ligam candidatos a temas polêmicos, como aborto e privatizações, são os principais alvos dos candidatos - que também usam sites e redes sociais para tentar divulgar as informações corretas. A avaliação é de que é preciso agir rapidamente, antes que os eleitores cheguem às urnas, para evitar que os boatos se espalhem e sejam tomados como fatos.

Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convocado para rebater a onda de boatos contra Dilma. Em uma gravação que começou a ser exibida na TV e está no site da candidata petista, o presidente defende a ex-ministra e lembra que sofreu com campanhas negativas quando disputou as eleições. "Estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado, quando pessoas saíam do submundo da política mentindo a meu respeito", diz Lula.

O sinal de alerta na equipe petista foi aceso por uma enxurrada de e-mails e artigos em blogs que afirmavam que Dilma seria favorável ao aborto e que teria declarado que "nem Jesus Cristo" impediria sua vitória no primeiro turno. Hoje, diante de líderes religiosos, a candidata precisou reforçar sua postura "em defesa da vida" e esclarecer que as mensagens são apenas de boatos.

Na candidatura do PSDB à Presidência, o próprio José Serra fez questão de esclarecer afirmações polêmicas sobre seu programa de governo. Na internet, o tucano tenta se descolar do que chama de "mentiras" que circulam pelas redes sociais - como supostos projetos de privatização da Petrobras e o fim do Bolsa-Família, da Zona Franca de Manaus e dos concursos públicos.

"Há uma máquina de mentiras a meu respeito, trabalhando em tempo integral", escreveu o candidato, ontem, na rede de microblogs Twitter. "Eu não vou privatizar a Petrobras, isso é terrorismo do PT", acusou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-e-serra-intensificam-esforcos-para-afastar-boatos,617312,0.htm

Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma

Folha

DE SÃO PAULO

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo, publicou na internet uma carta em defesa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Líder nas pesquisas, Dilma é alvo de ataques de católicos e evangélicos sob a acusação de que defende o aborto. Em sua carta, Macedo diz que a petista é vítima de mentiras e acusou autores de spam de fazer "o jogo do diabo".

Na carta, Edir Macedo nega ainda que Dilma tenha afirmado que nem mesmo Cristo tiraria dela sua vitória.

Ao falar dos ataques contra Dilma via email, o bispo afirma que "se os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus".

"Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus, espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade, na verdade, está fazendo o jogo do diabo", criticou.

"O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em "defesa" de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade".

Reprodução

http://www1.folha.uol.com.br/poder/806780-edir-macedo-divulga-carta-em-apoio-a-candidatura-de-dilma.shtml

Marina acusa Dilma de mudar discurso sobre aborto para ganhar votos

Folha

BERNARDO MELLO FRANCO


A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, acusou nesta quarta-feira a adversária Dilma Rousseff (PT) de mudar seu discurso sobre a legalização do aborto para ganhar votos.

"Eu não faço discurso de conveniência. A ministra Dilma já disse que era a favor e depois mudou de posição. Não acho que em temas como esse se deva fazer um discurso uma hora de uma forma e outra hora de outra só para agradar o eleitor".

A senadora reafirmou que é a favor de um plebiscito sobre o assunto. Ela se diz pessoalmente contrária à liberação do aborto por motivos religiosos.

Marina fez uma rápida aparição na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Cercada por muitos jornalistas e assessores, não conseguiu fazer corpo a corpo com eleitores que passavam pela estação.

Ela passa a noite no Rio e se prepara na quinta-feira para o debate entre os presidenciáveis na TV Globo.

DILMA

Na tentativa de rebater a onda de boatos que circula entre evangélicos e católicos, Dilma reuniu hoje lideranças dos dois segmentos para reforçar que é contra os temas-tabus para os religiosos, como o aborto, e desmentir a fala de que teria dito que nem Jesus Cristo tira dela essa eleição.

Dilma afirmou que esses boatos fazem parte do "submundo da política" e costumam aparecer na reta final das eleições.

A petista disse novamente que é contra o aborto e que não defenderá um plebiscito. Segunda ela, ainda que o PT defenda uma discussão maior sobre o tema, isso não a fará propor nenhuma medida ao Congresso para descriminalizar a prática.

"Somos um partido democrático. Não se trata de desautorizar [a discussão], eu como presidente não irei tomar essa posição. Não sou a favor de modificação a legislação. Deixe ao congresso a iniciativa", disse.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/806807-marina-acusa-dilma-de-mudar-discurso-sobre-aborto-para-ganhar-votos.shtml

Dilma nega ter dito que nem Jesus a derrotaria na eleição

Folha

Diante de representantes evangélicos e católicos, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) desmentiu o boato de que ela teria afirmado que nem mesmo Jesus a derrotaria na eleição, durante um discurso realizado nesta quarta-feira (29).

"Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nessa eleição. É uma calúnia, é uma vilania. Esses boatos saíram do submundo político e são típicos de final de campanha", afirmou.



http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/806791-dilma-nega-ter-dito-que-nem-jesus-a-derrotaria-na-eleicao.shtml

Dilma diz que não vai propor flexibilização na legislação sobre aborto

Agência Brasil

Depois de se reunir na manhã desta quarta-feira (29) no escritório polítco, em Brasília, com lideranças religiosas cristãs, a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que tem o compromisso, caso eleita, de não enviar ao Congresso nenhuma proposta de mudança na legislação sobre o aborto. Ela explicou, no entanto, que vai tratar o assunto como uma questão de saúde pública, ou seja, mulheres com complicações devido ao aborto não podem deixar de ser atendidas na rede de saúde. “Nessa situação, o aborto já ocorreu”.

“Pessoalmente eu não sou a favor do aborto. Sou contra o aborto porque considero uma violência contra a mulher. No entanto, não acredito que uma mulher recorre ao aborto em condições precárias porque quer”, disse a candidata. “Nós já temos uma legislação sobre o assunto”, completou.

O Código Civil não considera crime o aborto quando praticado em casos de gravidez por estupro ou quando a gestação representa risco de vida para a mãe. Algumas igrejas atuam no sentido de manter atual legislação e outras querem até que essas exceções ao crime sejam retiradas. Por outro lado, mulheres organizadas no movimento feministas e até mesmo no próprio PT defendem uma flexibilização maior da lei.

Dilma Rousseff também manifestou ser contrária a um plebiscito sobre o aborto. “Sou contra um plebiscito sobre esse assunto e vou dizer o porquê. Acho que um plebiscito sobre o aborto divide o país e, nesse caso, não é possível dizer quem vai ganhar ou perder. Nesse caso os dois lados perdem”, disse.

Dilma afirmou ainda que, embora o Estado brasileiro seja laico, a parceria com as igrejas é estratégica na luta contra a pobreza, as drogas, a prostituição infantil, no combate à gravidez precoce e pela valorização da família.”Me comprometi que, em caso de haver um governo meu, ele ouvirá sistematicamente os grupos religiosos. Essa parceria é estratégica para nós”, afirmou.

A candidata petista aproveitou para desmentir boatos de que teria dito que “nem Cristo” tiraria dela a vitória nessas eleições. “Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nesse eleição. É um absurdo, uma calúnia, é uma vilania contra mim. De acordo com Dilma, os boatos são típicos do fim de campanha e teriam saído do “submundo político”.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/29/noticia_eleicoes2010,i=215468/DILMA+DIZ+QUE+NAO+VAI+PROPOR+FLEXIBILIZACAO+NA+LEGISLACAO+SOBRE+ABORTO.shtml

'Dama de ferro', Dilma acredita em Estado ativo, diz FT

DANIELA MILANESE - Agência Estado

"Dama de ferro", tecnocrata severa, com firme crença no poder de um Estado ativo. É dessa forma que o jornal britânico Financial Times descreve a candidata Dilma Rousseff (PT), que deve "vencer facilmente" as eleições presidenciais no Brasil - com uma referência ao título que marcou a vida política da conservadora e liberal Margaret Thatcher. A proximidade da disputa aumenta a cobertura da imprensa internacional sobre o Brasil e o FT volta a dedicar hoje uma página ao País, depois do amplo destaque dado ontem.

O jornal afirma que Dilma prometeu "mais do mesmo" para arrancar na disputa, enquanto o adversário José Serra (PSDB) não conseguiu avançar com a sua aparente "versão mais eficiente" da política social do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de descrever os avanços observados no País nos últimos anos, o FT diz que os maiores desafios a serem enfrentados por Dilma virão da área social e econômica, como a desigualdade, a violência e o déficit em conta corrente.

"A complacência também é o calcanhar-de-aquiles da economia brasileira", diz a publicação. Para o FT, o País quer poder global, mas para dar o próximo passo terá de se mover para um novo estágio econômico: oferecer não mais, e sim um melhor serviço público.

A violência que ainda atinge as favelas torna o Brasil um lugar mais mortal do que o México, argumenta o jornal. A publicação avalia que é parcialmente um mito a percepção de que o País é um lugar de esperança e mobilidade social, como aparenta a história pessoal de Lula, que saiu da pobreza para a Presidência da República. Apesar do recente sucesso, o Brasil continua sendo o 11º país mais desigual do mundo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dama-de-ferro-dilma-acredita-em-estado-ativo-diz-ft,617246,0.htm

Diante de religiosos, Dilma nega ter dito que nem Jesus a derrotaria

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Eleições

Após reunião de duas horas e meia com representantes evangélicos e católicos, a presidenciável petista Dilma Rousseff fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (29), para desmentir o que o PT qualifica como "boatos" de final de campanha.

"Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nessa eleição. É uma calúnia, é uma vilania", disse a petista, ao se referir ao que classificou de "campanha difamatória". "Esse boatos saíram do submundo político e são típicos de final de campanha", afirmou.

Nos últimos dias, circularam rumores, principalmente nos meios evangélicos, de que Dilma era favorável ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o que já foi apontado como um dos favores da oscilação nas pesquisas de intenções de votos.

A presidenciável aproveitou a presença das autoridades religiosas para declarar que, em um hipotético governo, não pretende promover um plebiscito sobre o aborto. “É uma questão que só divide o país. E, no final, todo mundo acaba perdendo.” Ela se comprometeu que seu possível governo não seria autor de leis sobre o assunto. “O que eles me pediram é que deixasse o tema para o governo”, disse a candidata.

Na reunião, que aconteceu na manhã desta quarta em seu escritório político em Brasília, a petista reafirmou valores como a liberdade absoluta de crença, cooperação na área de educação e na reabilitação de dependentes químicos em parceria com entidades religiosas, que em um eventual governo seu também desempenhariam essas funções.

Dilma voltou a se declarar contra o aborto, o que fez reiteradamente durante sua campanha. "Sou pela valorização da vida, e pessoalmente acredito que o aborto é uma violência contra a mulher".

Nessa reta final de campanha, a petista tenta não perder votos da base evangélica que apoiou os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os boatos entre os grupos evangélicos e católicos teriam influenciado, junto com o “caso Erenice” e o clima de “já ganhou”, para o retrocesso da popularidade de Dilma nos últimos dias.

"Na reunião, me comprometi, que em caso de haver um governo meu, ele ouvirá sistematicamente os grupos religiosos. Essa parceria é estratégica para nós", disse a candidata, que se declara católica.

Ela não quis falar muito sobre as últimas pesquisas de intenção de voto. "A grande pesquisa é daqui a três dias", afirmou, ao se referir à votação do dia 3 de outubro com um erro de cálculo.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/diante-de-religiosos-dilma-desmente-boatos-sobre-posicao-pro-aborto.jhtm

28 de set. de 2010

Em comício em São Paulo, Dilma promete erradicar a miséria no país

Agência Brasil

São Paulo - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, prometeu erradicar a miséria no país, durante comício realizado na noite de hoje (27) no Sambódromo do Anhembi, zona norte da capital paulista. "Queremos que o Brasil inteiro seja composto por uma classe média forte", disse Dilma, ao discursar para cerca de 35 mil militantes que agitavam bandeiras sob a chuva. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do ato da campanha de Dilma.

Em entrevista coletiva após o ato, Dilma voltou a falar sobre o tema, ressaltando que o desenvolvimento precisa levar qualidade de vida para toda a população. Para ampliar a renda das classes mais baixas, a candidata disse apostar em uma combinação “virtuosa” de programas de distribuição de renda e a formalização do mercado de trabalho.

Segundo Dilma, é importante que não haja apenas crescimento, mas distribuição da riqueza entre toda a sociedade. “Uma nação desenvolvida não é o PIB [ Produto Interno Bruto]”. Ela destacou ainda a importância da agricultura familiar nesse processo.

A candidata também comentou a exigência de que o eleitor apresente dois documentos no momento da votação. Para ela, a medida pode prejudicar algumas parcelas da sociedade, como os indígenas. “Achamos que quando você cria certas regras, você pode prejudicar segmentos da população.” O PT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a exigência.

A “força” da militância petista, que ficou no comício mesmo sob chuva, também foi lembrada por Dilma. Estiveram presentes no evento, diversos candidatos a deputado da coligação que apoia a petista, o candidato ao governo estadual pelo PT, Aloizio Mercadante.

Lula aproveitou o comício para falar sobre a capitalização da Petrobras, na última sexta-feira (24). De acordo com ele, foi a maior operação do tipo na “história do planeta”, o que transformou a empresa na segunda maior petrolífera do mundo. "Daqui a pouco, seremos a primeira."

O presidente criticou a falta de vagas nas universidades públicas do estado de São Paulo. Segundo Lula, elas só atendem 8% dos universitários paulistas.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/28/noticia_eleicoes2010,i=215184/EM+COMICIO+EM+SAO+PAULO+DILMA+PROMETE+ERRADICAR+A+MISERIA+NO+PAIS.shtml

Dilma terá Lula, e Serra será 'otimista' na reta final

Folha

ANA FLOR
CATIA SEABRA
BERNARDO MELLO FRANCO


A propaganda de José Serra (PSDB) deverá insistir na linha light nesta reta final, mas o comando da campanha já desenha uma "nova cara" para um eventual segundo turno. Já o programa final de Dilma Rousseff (PT) terá de novo o presidente Lula para tentar garantir a vitória já no dia 3.

Nos últimos dias de campanha, o presidente terá uma agenda intensa. Ele fará mais quatro eventos sem a candidata --dois comícios e "caminhadas silenciosas".

Lula programou um comício amanhã em Aracaju e um na noite de quinta-feira em São Paulo --quando Dilma estará no debate da Rede Globo, considerado decisivo.

Na sexta-feira e no sábado, quando a Lei Eleitoral proíbe eventos públicos, Lula fará uma ou duas caminhadas na região do ABC. Dilma deve participar de uma delas.

No sábado, ela irá ao Rio Grande do Sul. Ela votará em Porto Alegre no domingo. Depois vai a Brasília, onde acompanha a apuração com Lula, no Palácio da Alvorada.

Hoje, tanto Dilma quanto Lula devem gravar para o programa final da TV. Eles já gravaram, nos últimos dias, em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Fortaleza, Salvador e Ouro Preto (MG).


SERRA

Para o programa final, nesta quinta-feira, Serra deverá fazer um discurso otimista, de aposta no segundo turno. Como já tem feito em eventos, deverá pedir mobilização de eleitores.

Serra manifesta, desde já, apreensão quanto ao eventual segundo turno. Na madrugada de ontem, ele discutiu mudanças no formato da campanha. O medo é não resistir ao cerco petista a partir do dia 4 de outubro.

Segundo participante da conversa, ocorrida no aeroporto do Galeão, a campanha precisará ser "menos solitária". O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, está ligando para aliados pedindo empenho nesta semana.

No último programa, a campanha apostará na biografia do candidato, com um apanhado de suas propostas.

A história de Serra deverá consumir cerca de quatro minutos do programa, que contará com o depoimento do candidato e um novo clipe.

Tanto no programa como no debate, Serra deve evitar confronto direto com Dilma.

MARINA

No último programa, as prioridades do PV são explorar ao máximo a figura de Marina Silva, que falará direto para a câmera, e clamar pelo segundo turno.

As pesquisas qualitativas mostram que o ponto forte dela é a imagem de honestidade e franqueza, que gera empatia. Por isso, o discurso vai martelar a ideia do "Brasil que queremos" e não terá promessa de obras ou metas específicas de governo.

Marina gravou ontem algumas opções de fala final. Foi preparada uma peça com apoiadores ilustres, mas, por causa do tempo curto, a tendência é que não vá ao ar.

A modelo Gisele Bündchen não gravou, e o apoio do senador Pedro Simon (PMDB-RS) não será usado por orientação da assessoria jurídica do PV, já que o partido dele está aliado a Dilma.

O tom mais incisivo contra Serra e Dilma foi aprovado no debate da Record e deve se repetir no da Globo.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/805649-dilma-tera-lula-e-serra-sera-otimista-na-reta-final.shtml