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31 de ago. de 2010

De cada quatro ações sobre propaganda eleitoral, três são de Serra contra Dilma

Ações movidas por tucano são por suposta “invasão” da petista no horário estadual

Renan Ramalho, do R7, em Brasília

A coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato à Presidência José Serra (PSDB), lidera com folga as representações movidas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda irregular no horário eleitoral da TV.

Das 80 ações propostas no tribunal desde o início da exibição (em 17 de agosto) até a última sexta-feira (27), 60 (75%) são do tucano contra a candidata do PT, Dilma Rousseff. Todas pedem desconto no tempo de Dilma por suposta “invasão” da petista em programas de outros candidatos de sua coligação, “Para o Brasil Seguir Mudando”, principalmente nos Estados.

Boa parte dessas representações contesta propagandas em Santa Catarina, onde a candidata do PT ao governo, a senadora Ideli Salvatti, também elogia Dilma.

A lei não proíbe que candidatos a deputado, governador ou senador associem sua imagem a algum presidenciável da mesma coligação nacional. Mas para o coordenador jurídico da campanha de Serra, o advogado Ricardo Penteado, as propagandas questionadas vão além, ao promoverem a candidatura de Dilma, em vez da do próprio candidato. Isso, diz, distorce a distribuição do tempo.

- O tempo de televisão é dosado de acordo com critérios legais [representatividade na Câmara] e o uso de um tempo maior do que a lei dá significa, sim, um uso indevido do meio de comunicação. Um abuso que de fato prejudica o processo eleitoral.

A suposta “invasão” é negada pela campanha de Dilma. O advogado da petista Márcio Silva argumenta que o apoio à candidata nas propagandas regionais parte dos próprios candidatos, de forma “espontânea”.

- Não é a Dilma que está querendo invadir o espaço dos regionais, eles é que querem associar a imagem deles a Dilma. Até porque quem é responsável pela produção do programa local não é a campanha nacional.

O TSE ainda não julgou nenhuma dessas representações por suposta invasão dos programas. Seguindo recomendação do Ministério Público Eleitoral, os ministros decidiram antes ouvir as coligações regionais para saber se houve ou não pressão da campanha nacional para incluir Dilma nos programas.

As decisões devem ocorrer ainda nesta semana. Caso favoreçam Serra, a propaganda de Dilma terá um desconto de tempo equivalente ao usado para elogios no programa dos aliados.

Ações do PT

Do lado oposto, os advogados da campanha de Dilma levaram ao tribunal 17 representações por supostas irregularidades na propaganda de TV, todas contra Serra. A maioria, 12, acusava o tucano de usar jingles que seriam “ofensivos” à petista. Todas, porém, foram julgadas improcedentes pelos ministros do TSE.

Em outras duas ações, o PT questionou o uso da imagem de Lula na propaganda de Serra. Também foram indeferidas, segundo a tese de que só o presidente poderia ter ingressado com as ações alegando uso indevido de sua imagem pessoal. Na propaganda, Lula aparecia com o tucano em um evento oficial.

Tramitam ainda mais duas ações do PT contra propagandas da coligação de Serra sem a devida identificação dos partidos integrantes e mais uma por propaganda negativa de Dilma.

http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/de-cada-quatro-acoes-sobre-propaganda-eleitoral-tres-sao-de-serra-contra-dilma-20100831.html

20 de abr. de 2010

PSTU nega aliança de esquerda nas eleições deste ano

Do R7

Segundo o partido, divergências sobre programa e doações impedem coligação

O pré-candidato do PSTU a presidente, Zé Maria, declarou que não irá participar de uma frente de esquerda nesta eleição. Em 2006, o partido havia feito uma coligação junto ao PSOL e ao PCB para apoiar a candidatura da ex-senadora Heloísa Helena.
Em um ato no Rio de Janeiro, Zé Maria lamentou o fim da possibilidade de aliança e criticou o PSOL por não ter concordado com um programa, para a campanha, que considera realmente capaz de mudar a vida dos trabalhadores.

- Só tem sentido a apresentação de uma candidatura socialista se for com um programa socialista. Mas não tivemos acordo nesse tema que aparentemente é bastante simples.

Outro tema polêmico foi o financiamento de campanha. Nas eleições municipais de 2008, o PSOL foi criticado por aceitar doações de uma grande empresa, a Gerdau, para a candidatura de Luciana Genro.

Desde então, o PSTU cobrava do PSOL que recusasse o financiamento privado, para garantir a independência política.Porque, para Zé Maria, quem paga, manda.

Segundo o PSTU, além destas divergências, a crise interna do PSOL precipitou o fim da frente. O partido está dividido quanto à escolha de seu candidato, mas no último dia 10, indicou Plínio de Arruda Sampaio, como pré-candidato.

- Um partido que não conseguiu sequer se unir para apoiar seu próprio candidato obviamente não tem condições de liderar uma frente de esquerda.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/pstu-nega-alianca-de-esquerda-nas-eleicoes-deste-ano-20100420.html

15 de abr. de 2010

Dilma diz que Serra não a assusta e nega

Candidata petista afirma que candidatura Ciro Gomes não “tira o sono” do PT

Do R7

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou na última quarta-feira que toda a experiência eleitoral e administrativa do ex-governador José Serra (PSDB), seu principal rival nestas eleições, não a assusta. Em entrevista exclusiva à TV Cidade - afiliada da TV Record no Ceará -, ela negou que sua campanha seja milionária e voltou a rasgar elogios ao deputado federal Ciro Gomes (CE), possível candidato do PSB à Presidência.

De acordo com a ex-ministra-chefe da Casa Civil, ela não se assusta com a experiência política de Serra, a quem chamou de “adversário respeitável”:

- A mim não assusta nem um pouco.

Ela preferiu não comemorar o empate técnico com o tucano apontado na pesquisa eleitoral do Instituto Sensus divulgada na última terça-feira. Ela disse que se trata “de um retrato de momento”, e que só a eleição dirá quem os brasileiros realmente preferem.

Questionada sobre as cifras de sua campanha, Dilma negou que ela seja milionária:

- Nós não temos uma campanha milionária e eu acho engraçadíssimo porque os nossos gastos são tratados de uma forma diferente de todos os outros pré-candidatos.

Para exemplificar, ela negou a contratação do marketeiro que ajudou o presidente norte-americano Barack Obama a se eleger nos Estados Unidos. Ela reafirmou a colaboração de João Santana, o mesmo que trabalhou nas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma também comentou a possível candidatura presidencial de Ciro. Para ela, o deputado não é um inimigo político, mas um aliado cuja candidatura “não tira o sono” dos petistas.

- O Ciro, sem dúvida nenhuma, é um excepcional candidato à Presidência da República.

Sobre sua fama de durona, a ministra desconversou ao dizer que agora tenta manter uma postura “zen”.

veja o vídeo

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/dilma-diz-que-serra-nao-a-assusta-e-nega-que-campanha-do-pt-seja-milionaria-20100415.html

8 de abr. de 2010

Ciro se compara a Lula e diz que pode ser

Deputado federal defende candidatura à Presidência e critica polarização PT-PSDB

Do R7

Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato à Presidência, defendeu sua candidatura para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a polarização entre PT e PSDB nas próximas eleições. “Não acho que seja correto com o povo brasileiro reduzir o debate eleitoral a uma disputa entre a turma do Lula – na qual me incluo – e a turma do FHC”, afirmou Ciro em seu site na quarta-feira (7).

Ao defender a despolarização entre os pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), o deputado federal disse que os problemas do Brasil são maiores e mais profundos do que um simples “duelo entre PT e PSDB”.

Pressionado para abandonar a disputa, Ciro afirmou que a candidatura própria do PSB tem “papel importante a cumprir”, forçando “os demais candidatos a discutirem o futuro do Brasil”. Ciro alega que o PSB precisa pensar grande e disputar um lugar entre “os quatro principais partidos do país”.

No texto, Ciro se mostrou confiante com a possibilidade de conseguir 15% dos votos em outubro e fez a conta: “significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB.”

O deputado afirmou que o PSB lance candidatos à Presidência, aos governos estaduais e ao Congresso. Ciro defendeu que “time que não joga não forma torcida” e por isso é preciso insistir e disputar a Presidência pela terceira vez. O deputado citou o exemplo de Lula, que foi “persistente” e venceu as eleições presidenciais após três tentativas frustradas.

Ciro defendeu a ideia de que outros candidatos podem ser mais parecidos com Lula do que a ex-ministra Dilma Rousseff, escolhida pelo presidente para disputar a sucessão:

“O eleitor poderá até descobrir que existe alguém mais parecido com o próprio Lula do que a candidata que o Lula diz que é. Ou a história de vida da Marina não é parecida com a dele? Ou a minha persistência de ser candidato não é parecida com a dele? Ou as minhas gestões na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Ceará não trouxeram para meus conterrâneos o mesmo acesso à felicidade que hoje o Governo Lula traz ao povo brasileiro?”

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ciro-se-compara-a-lula-e-diz-que-pode-ser-mais-parecido-com-o-presidente-do-que-dilma-20100408.html

Lula vai participar de ato do PCdoB em apoio a Dilma

O partido espera mais de 1.000 pessoas no evento que acontecerá hoje em Brasília

Do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação no ato partidário organizado pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil) em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República que acontece nesta quinta-feira (08) em Brasília. Além do presidente, 12 ministros de Estado confirmaram presença até agora.

O evento, para o qual são esperados mais de 1.000 militantes, vai ratificar os compromissos firmados pelo PCdoB com o apoio à pré-candidatura de Dilma, que será oficializada na convenção eleitoral programada para o mês de junho.

A cerimônia será apresentada pela atriz Ana Cristina Petta e contará com a participação de artistas filiados ao partido, como Martinho da Vila, Leci Brandão, Jorge Mautner e Netinho de Paula. Este último será candidato pelo PCdoB, em São Paulo, a uma vaga no Senado.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-vai-participar-de-ato-do-pcdob-em-apoio-a-dilma-20100407.html

29 de mar. de 2010

PV diz que vai impedir candidatura de "fichas-sujas"

A resolução incorpora termos do projeto Ficha Limpa, em tramitação no Congresso

Do R7

A Executiva Nacional do PV aprovou resolução que impede a candidatura de qualquer integrante do partido com condenação judicial definitiva [transitada em julgado]. A resolução, que incorpora termos do projeto Ficha Limpa em tramitação no Congresso Nacional, foi encaminhada nesta segunda-feira (29) para publicação no Diário Oficial da União e é válida já para as eleições de outubro.

Em nota, divulgada em seu blog, a senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República, diz que a decisão demonstra coerência do partido.

“Como nós trabalhamos para a aprovação do projeto Ficha Limpa no Congresso e neste blog, faz sentido que nos antecipemos já na implementação.”

Segundo a nota, pela decisão, não serão admitidos como candidatos do PV políticos condenados, em última instância, por crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, por atos contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o meio ambiente, a saúde pública e contra a vida.

A resolução impede ainda candidaturas de políticos que tiveram suas contas relativas a funções públicas rejeitadas por irregularidade que configure ato de improbidade administrativa.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/pv-diz-que-vai-impedir-candidatura-de-fichas-sujas-20100329.html

18 de mar. de 2010

Temer barra na Câmara projeto sobre "ficha-suja"

R7

Ele quer esperar que proposta ganhe consenso na Casa antes de levá-lo para votação

De nada adiantaram as assinaturas de mais de um milhão de pessoas e o trabalho feito pela Comissão Especial da Câmara criada para amenizar o projeto de lei que impede a candidatura de políticos com "ficha-suja" na Justiça. Mesmo com as mudanças, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), praticamente enterrou nesta quarta-feira (17) as chances de a proposta ser votada antes das eleições de outubro. Para não pôr o projeto na pauta de votações, Temer alegou que seria "desastroso" a proposta ser rejeitada no plenário da Câmara, uma vez que não há consenso entre os partidos sobre o tema. Temer pôs, no entanto, outros projetos polêmicos na pauta de votação da Câmara, como a legalização dos bingos e a "lei da mordaça" para os integrantes do Ministério Público.

- Não devemos levar o projeto desajustado para o plenário. Como eu não preciso enganar ninguém com as palavras, que muitas vezes os ouvidos gostam de ouvir dos homens públicos aquilo que os ouvidos apreciam ouvir, vamos dialogar com os líderes e com os partidos e quando isso estiver ajustado pela maioria, nós levaremos ao plenário. Até porque seria desastroso levar para o plenário e se negar a aprovação.

Apresentado no ano passado, com mais de um milhão de assinaturas de cidadãos em defesa do estabelecimento da chamada "ficha limpa" para os políticos se candidatarem, o projeto de lei enfrenta resistências junto a maioria dos partidos. Um dos motivos para as dificuldades de a proposta ser aprovada é o estabelecimento da inelegibilidade para políticos condenados em primeira instância. Na versão apresentada hoje, a decisão tem de ter sido tomada por um colegiado de juízes.

O texto elaborado pela Comissão Especial e entregue ao presidente da Câmara pune a prática rotineira dos políticos de renunciar ao mandato para evitar abertura de processo de cassação. Pela proposta o político que renunciar para escapar da cassação não poderá se candidatar nas eleições seguintes.

O projeto de lei prevê ainda que os políticos ficam inelegíveis por até oito anos depois de cumprirem a pena estabelecida pela Justiça. Pela legislação atual, os políticos perdem o direito de se candidatar oito anos depois da condenação, sem incluir o prazo de cumprimento da pena.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/temer-barra-na-camara-projeto-sobre-ficha-suja-20100317.html

“Serra tem que ser anti-Dilma sem ser anti-Lula” diz especialista

Cientistas políticos dizem que há tendência de crescimento de Dilma Rousseff

Gabriel Mestieri, do R7

Ainda na frente, mas vendo a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aproximar-se cada vez mais, o desafio do governador José Serra (PSDB) até a eleição de outubro é tentar ser anti-Dilma, mas não anti-Lula, diz o professor de Ciência Política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) Marco Antônio Villa.

- O problema do Serra é que ele não pode ser anti-Lula. Ele tem que ser anti-Dilma, mas não anti-Lula. Esse é o grande desafio: se contrapor a Dilma e mostrar que é melhor que ela, mas sem dizer que o governo Lula é uma catástrofe.

Especialistas em política ouvidos pelo R7 afirmaram que o resultado da pesquisa CNI/Ibope confirma que há uma tendência de crescimento da ministra da Casa Civil nas intenções de voto. No levantamento, a ministra aparece com 30% das intenções de voto, a 5 pontos do governador de São Paulo, José Serra, que tem 35%. Em dezembro, essa diferença era de 21 pontos.

Para Villa, a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o fato de não ter um cabo eleitoral forte colocaram o governador Serra numa “situação desconfortável” nos últimos meses. Ele considera que, devido à grande exposição de Dilma na mídia, o resultado de Serra ainda é bom.

Ele também considera que Dilma pode ter chegado ao seu patamar máximo de intenção de votos, enquanto Serra, com menos exposição, tem uma porcentagem fiel de 35% do eleitorado.

Para o cientista político e professor emérito da Unb (Universidade de Brasília) David Fleischer, a subida de Dilma é resultado da exposição de Dilma ao lado de Lula. Para ele, Lula cumpre uma “missão impossível”, e o resultado da ministra surpreende nas regiões e classes mais ricas da população.

- Lula está realmente conseguindo a missão impossível de arrancá-la [Dilma]. As pesquisas mostram claramente que Dilma subiu tanto no Sudeste e no Sul quanto no Nordeste. No Nordeste é compreensível, pois Serra nunca foi bem. Mas no Sudeste e no Sul Dilma assustou muito os tucanos.

Fleischer aponta ainda que Dilma pode crescer entre os eleitores que não sabem que ela é a candidata de Lula. Segundo Ibope, 53% dos eleitores dizem que votariam no candidato(a) de Lula, enquanto 42% afirmam não saber que o presidente apoia a ministra.

Para Villa, entretanto, esses dados precisam ser relativizados.

- Uma candidata que tem sempre alguém falando em nome dela não vai pegar. Não vai dar para ela fazer campanha caminhando com as pernas de Lula. O eleitorado consegue detectar isso. O problema é saber até onde o eleitorado apoia uma simples marionete. Há limite de cabo eleitoral e de transferência.



http://noticias.r7.com/brasil/noticias/-serra-tem-que-ser-anti-dilma-sem-ser-anti-lula-diz-especialista-20100318.html

17 de mar. de 2010

Pesquisa mostra que 42% não sabem quem é o candidato que o presidente Lula apoia

CNI/Ibope revela também que 53% dizem votar em candidato apoiado pelo presidente

Wanderley Preite Sobrinho, do R7

A pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira (17), revela que 42% dos entrevistados desconhecem quem é o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seja, não sabem que ele escolheu a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, para sucedê-lo, embora os dois apareçam juntos nas viagens oficiais de inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e outros eventos.

A boa notícia para o governo e para o PT é que 53% dos brasileiros dizem que preferem votar em um candidato apoiado por Lula.
A sondagem mostra o principal adversário de Dilma em queda, mas à frente dela nas intenções de voto. Serra aparece com 35% e Dilma com 30%, uma diferença de cinco pontos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Do total de entrevistados, 10% disseram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 8% informaram que não sabem ou não responderam à pesquisa.

O levantamento da CNI/Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios entre os dias 6 e 10 de março. E foi registrada na Justiça Eleitoral com o número 5429/2010.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/pesquisa-mostra-que-42-nao-sabem-quem-e-o-candidato-de-lula-20100317.html

4 de mar. de 2010

Tucanos se reúnem em Minas em meio à indefinição sobre candidatura de José Serra

Oposição quer Aécio Neves de vice na chapa, mas ele diz preferir o Senado

Thiago Faria, do R7, enviado especial a Belo Horizonte

Em meio a indefinição da candidatura do PSDB à Presidência da República, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reúne boa parte da cúpula tucana nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte na inauguração da Cidade Administrativa, um complexo onde funcionará a sede do governo mineiro e suas secretarias.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é uma das presenças garantidas no evento e, nos bastidores, sua visita a Minas é vista como uma das últimas cartadas para convencer Aécio a compor uma chapa presidencial encabeçada por ele. Serra, que ainda não se declarou pré-candidato, admitiu ontem que cogita disputar um cargo nas eleições de outubro. Só não disse qual.

Embora o mineiro declare mais interesse em disputar uma vaga no Senado do que ser vice de Serra, partidos da oposição tentam convencer Aécio de que ele é fundamental para derrotar a chapa governista que terá a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como candidata. Ontem, durante homenagem ao centenário de Tancredo Neves no Senado, Aécio disse que não vai ceder a pressões.

Enquanto o impasse no PSDB persiste, o PT já colocou seu “bloco na rua” e lançou a pré-candidatura de Dilma no mês passado. Serra, no entanto, espera o prazo limite para se decidir. O governador tem até o fim deste mês para deixar o cargo caso queira se candidatar.

A pressão no PSDB, no entanto, intensifica-se. O presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), disse que não haverá mais dúvidas de quem será o candidato após esta semana e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), uma das opções de vice para Serra, quer que o partido oficialize logo a candidatura, já que "o PT já começou a campanha".

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/tucanos-se-reunem-em-minas-em-meio-a-indefinicao-sobre-candidatura-de-jose-serra-20100304.html

19 de fev. de 2010

Dilma: PT debate política de alianças

Posse dos novos membros do Diretório Nacional acontece nesta sexta-feira

Andréia Sadi, do R7, em Brasília

O segundo dia do congresso do PT, que acontece nesta sexta-feira (19), vai aprofundar o debate em torno da pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência e vai discutir a tática eleitoral, política de alianças e diretrizes para o programa de governo da petista. A posse dos novos membros do Diretório Nacional, Comissão de Ética Nacional e Conselho Fiscal Nacional também acontece nesta sexta.

evento tem como principal objetivo bater o martelo em torno do nome de Dilma pra disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo partido, o que deve acontecer no sábado (20), durante o encerramento do evento.

Na última quinta-feira, o evento começou com a visita da ministra "animada com a festa" e com outros líderes petistas, como o ex-ministro da Casa Civil e braço forte do governo Lula José Dirceu, que disse estar à disposição para trabalhar pela candidatura de Dilma.

- A Executiva vai me dar ou não funções e tarefas na campanha ou nas construções de alianças. Aí é outra fase. O que me derem de tarefa, eu faço com maior prazer.

Ancorada pelo mote de um novo "projeto nacional de desenvolvimento", o documento intitulado A Grande Transformação e que será levado a debate prega maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), BB (Banco do Brasil) e CEF (Caixa Econômica Federal) para o setor produtivo.

O documento chegou a criar confusão no Palácio do Planalto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para que alguns trechos fossem alterados a fim de evitar conflitos com empresários.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse ao R7 que, além de lançar Dilma, o congresso tem objetivo de apresentá-la como nome que já ganha apoio de conjunto de partidos aliados.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/pt-debate-tatica-eleitoral-e-politica-de-aliancas-de-dilma-20110219.html

18 de fev. de 2010

Congresso do PT lança Dilma candidata à Presidência com programa que defende maior presença do Estado

Encontro começa nesta quinta-feira e vai até o próximo sábado

Do R7

O Congresso do PT, que começa nesta quinta-feira (18) e vai até sábado (20), deve confirmar o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata do partido à Presidência na eleição de outubro e reforçar a tática eleitoral de colar a campanha dela à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O encontro também servirá para que o partido discuta as diretrizes do programa de governo petista. Ancorada pelo mote de um novo "projeto nacional de desenvolvimento", o documento intitulado A Grande Transformação prega maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), BB (Banco do Brasil) e CEF (Caixa Econômica Federal) para o setor produtivo.

O documento chegou a criar confusão no Palácio do Planalto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para que alguns trechos fossem alterados a fim de evitar conflitos com empresários.

Entre os trechos que poderiam criar discordância está o que se refere ao fortalecimento de estatais. Na avaliação do Planalto, o documento petista pode dar a impressão equivocada de que a pré-candidata do PT defende a reestatização de empresas.

Durante o congresso, o PT também deve dar posse à nova diretoria do partido, eleita no fim do ano passado. O ex-senador José Eduardo Dutra vai substituir o deputado federal Ricardo Berzoini na presidência da sigla.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/congresso-do-pt-lanca-dilma-candidata-com-programa-a-esquerda-de-lula-20110217.html

10 de fev. de 2010

PT comemora 30 anos com desafio de vencer primeira eleição sem Lula como candidato

Legenda troca de direção e prepara candidatura de Dilma Rousseff à Presidência

Do R7

O PT comemora 30 anos nesta quarta-feira (10) e tem pela frente o desafio de vencer a primeira eleição presidencial sem Luiz Inácio Lula da Silva como candidato. Com a candidatura de Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, o partido quer “dar continuidade” ao trabalho de Lula na Presidência. E o próprio presidente vai entrar na campanha da ministra. No entanto, a cúpula do PT sabe que a tática eleitoral não pode ficar presa aos “anos Lula” e que Dilma precisa “avançar” nas propostas. A ideia é transformar a alta popularidade do presidente em votos para a ministra.

O partido também muda de mãos. O deputado Ricardo Berzoini (SP) deixa a presidência hoje e o cargo ficará nas mãos de José Eduardo Dutra. No Twitter, o deputado afirmou que tem orgulho pela “construção partidária” e deixa o comando da legenda com “sensação de dever cumprido. O deputado desejou sucesso ao novo presidente da legenda e ainda comemorou a coincidência de fazer aniversário no mesmo dia do partido – Berzoini completa 50 anos.

A escolha de Dutra representa a "volta dos que nunca foram" a postos-chave da direção, numa referência aos petistas envolvidos no escândalo do mensalão que atingiu o governo em 2005. Entre os nomes conhecidos, estão José Dirceu e os atuais deputados José Genoíno e João Paulo Cunha. A denúncia aponta que o esquema pagava propina a parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo.

Dilma vai disputar a Presidência após oito anos de governo Lula. Desde 1989, Lula disputou todas as eleições presidenciais: 1989 (perdeu para Fernando Collor de Mello); 1994 (perdeu para Fernando Henrique Cardoso); 1998 (reeleição de FHC); 2002 (Lula venceu José Serra) e 2006 (reeleito, Lula venceu Geraldo Alckmin).

Em meio às comemorações dos 30 anos, a legenda realiza o IV Congresso Nacional do PT entre os dias 18 e 20 de fevereiro, em Brasília. No encontro, os líderes vão discutir a campanha de Dilma e devem lançá-la candidata à Presidência.

História

O PT foi oficialmente fundado no dia 10 de fevereiro de 1980, em São Paulo, mas seu reconhecimento pela Justiça eleitoral só veio em 1982. A sigla é oficialmente socialista, mas foi gestada no final da década de 70 por pessoas com ideologias tão diferentes que é difícil enquadrá-la em alguma vertente tradicional de esquerda.

Cansados do socialismo chinês e soviético, os católicos da Teologia da Libertação e intelectuais de esquerda se juntaram aos dirigentes sindicais do ABC paulista, que na época romperam com o sindicalismo tutelado pela ditadura e enfrentaram o regime militar por meio de greves. O resultado foi um socialismo democrático associado ao sindicalismo e aos movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

A raiz sindical do PT ajudou o partido a se adaptar ao capitalismo quando, de fato, começou a chegar ao poder em meados da década de 80. A sigla já estava acostumada a mediar disputas entre trabalhadores e empresários.

A conquista da Prefeitura de Fortaleza, em 1985, foi duplamente comemorada pelo PT. A capital foi a primeira nas mãos do partido e a primeira a ser administrada por uma mulher no Brasil: Maria Luíza Fontenele. Três anos depois, Luíza Erundina venceu a disputa pela Prefeitura de São Paulo e o PT também levou Porto Alegre, capital que iria governar por 16 anos seguidos.

Apesar do crescimento ao longo da década de 90, a consagração do PT viria em 2002, quando o partido elegeu Lula presidente e emplacou a maior bancada de deputados federais. No ano seguinte, o partido elege João Paulo Cunha presidente da Câmara, o primeiro petista e sindicalista a chegar ao cargo.

A fase de ouro do PT foi fortemente estremecida em 2005, quando membros importantes do partido foram incluídos na denúncia do mensalão, suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares. O escândalo derrubou o então braço-direito de Lula, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, provocou a renúncia do deputado José Genuíno (SP) da Presidência do PT e a licença de vários caciques da cúpula do partido.

Apesar do escândalo, a imagem do presidente Lula continuou em alta, o que permitiu sua reeleição em 2006.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/pt-comemora-30-anos-com-desafio-de-vencer-primeira-eleicao-sem-lula-como-candidato-20100210.html

5 de fev. de 2010

Marina Silva entra no Twitter após “batismo digital”

Senadora é pré-candidata à Presidência pelo PV e aposta na internet na campanha eleitoral

Mônica Aquino, do R7

A senadora Marina Silva (PV), pré-candidata à Presidência da República, aderiu ao Twitter depois de fazer o “batismo digital” na semana passada na Campus Party, encontro sobre tecnologia que aconteceu em São Paulo. Na quinta-feira (4), a senadora anunciou o “lançamento” de seu perfil no Twitter e do blog Minha Marina.

Marina Silva conta com a ajuda de assessores e de uma equipe para atualizar o perfil e o blog. O microblog da senadora já estava em testes desde o dia 22 de janeiro, quando foram feitas as primeiras postagens.

“Espero q esta campanha seja feita c debates e ñ c embates. Devemos demonstrar na prática os princípios éticos q defendemos p gestão publica”.

A internet deve ser uma das apostas do PV para alavancar a candidatura de Marina, uma vez que o partido não terá muito tempo no rádio e na TV em comparação a outros candidatos com mais alianças partidárias.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/marina-silva-entra-no-twitter-apos-batismo-digital-20100205.html

2 de fev. de 2010

Rumo político de Dilma depende de 2010, dizem analistas

Pré-candidata do PT vai estrear na disputa por votos em outubro e deve enfrentar José Serra

Andréia Sadi, do R7

A carreira política da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficará sem rumo caso a sua provável estreia nas eleições de outubro não a leve à cadeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliam cientistas políticos ouvidos pelo R7.

A pré-candidata petista construiu a sua trajetória profissional no Rio Grande do Sul e desde então só ocupou cargos executivos, como os ministérios de Minas e Energia [2002-2005] e a Casa Civil.

O cientista político e consultor do Movimento Voto Consciente Humberto Dantas disse que a ministra deverá enfrentar um momento decisivo para o seu currículo em outubro, quando vai brigar por votos possivelmente com José Serra (PSDB), veterano na disputa [perdeu para o presidente Lula em 2002].

- Se ela não ganhar a eleição, fica sem rumo. Não vai ter governo para ser ministra, não vai ter conseguido se eleger a nada e não tem vida política, trajetória política. Eu acho que a Dilma é ministra, técnica.

Por conta desta bagagem na área técnica e inexperiência em campanhas, Dilma vem aos poucos deixando de lado o figurino da "gerentona" do governo e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e adotando um estilo mais leve e até treinando o "lulês", como ficou conhecida a linguagem coloquial usada pelo presidente em seus discursos.

O analista da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer disse que o recall - nível de conhecimento dos eleitores com relação à ministra - em 2014, quando acontecem as próximas eleições presidenciais, não deve ajudá-la a conquistar votos, já que, mesmo se ganhar, ela estaria “ reservando” o posto para o seu padrinho político - Lula - voltar ao poder para uma terceira gestão.

- Talvez, se não ganhar, trabalharia em função de algum governo estadual. Em 2014, deve voltar o Lula. Uma impressão é que, sem terceiro mandato, ela estaria reservando o lugar [para Lula], mas isso é muito lá na frente.

Dantas também diz que, se a cadeira da Presidência ficar com o PSDB, um retorno de Dilma em 2014 está descartado, já que ela não contaria com a força do seu principal cabo eleitoral: o presidente Lula.

- O peso que tem o Lula hoje em termos eleitorais vai fazer sombra a qualquer pessoa que ele queira lançar .Teria de passar [o nome de Dilma] por prévia dentro do PT, não tem força para ganhar [em 2014]. Ela tem força hoje para ganhar a indicação porque o Lula quer. Não existe o PT, é a voz de Lula que existe em 2010.

O nome da ministra como candidata em 2010 será homologado pelo partido no congresso do dia 18 de fevereiro, em Brasília.

Segundo Dantas, se a ministra não ficar "enfraquecida" com a disputa deste ano, por peder logo no primeiro turno ou por ter poucos votos, ela poderá concorrer a algum cargo em 2014 mesmo sem o apoio do presidente.

- Vai depender da forma como ela perder: se for para o segundo turno e sair com uma imagem fortalecida, pode ser que ela tenha futuro [na política], mas precisa ver se ela terá vontade de fazer parte disso e ser uma deputada, por exemplo, bem votada lá em 2014.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/rumo-politico-de-dilma-depende-de-2010-dizem-analistas-20110202.html

Eleição é “tudo ou nada” na carreira política de Serra

Para analistas, governador de SP sabe o que está em jogo e, por isso, ainda não é candidato

Wanderley Preite Sobrinho, do R7

A eleição presidencial deste ano pode significar mais do que a escolha do próximo presidente do Brasil. Ela coloca o PSDB e um de seus principais representantes, o governador de São Paulo, José Serra, no centro das atenções. Especialistas ouvidos pelo R7 disseram que uma terceira derrota para o PT pode colocar o PSDB em uma crise de identidade e abalar a carreira política de seu pré-candidato, o próprio Serra.

O tucano completa 68 anos em março deste ano e, se não virar presidente desta vez, terá de esperar mais quatro anos para se candidatar, quando teria 72 anos, um ano a mais que o presidente Fernando Henrique Cardoso quando entregou a Presidência a Luiz Inácio Lula da Silva. Já o principal concorrente de Serra no partido, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, tem muito tempo pela frente. Ele completa 50 anos em março e é a outra grande aposta do PSDB de um dia voltar à Presidência.

O cientista político e professor da UnB (Universidade de Brasília) Leonardo Barreto diz que em caso de nova vitória petista “Serra será um político derrotado e sem mandato”:

- Ele vai precisar esperar para concorrer ao Senado daqui a quatro anos, quando a única vaga terá que ser disputada com [Eduardo] Suplicy (PT), o que não é nada fácil.

O professor de ciências políticas da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Vitor Emanuel Marquetti, explicou que o governador sabe que sua carreira política está em jogo, e é por essa razão que até agora ele não se declarou candidato à Presidência. É que Serra ainda pode desistir da disputa nacional para tentar se reeleger em São Paulo:

- A derrota pode encerrar sua carreira ou, pelo menos, enfraquecer sua força política. É exatamente por isso que Serra tem demorado a sair a campo.

Para os analistas, as eleições de 2010 não são um “tudo ou nada” apenas para Serra, mas também para o próprio PSDB, o principal partido da oposição. Barreto diz que a possível derrota tucana colocará o partido em uma “crise histórica”:

- Apesar de o PSDB continuar sendo a principal voz da oposição, ficar muito tempo fora do governo tem seu custo. Se os tucanos perderem, vão entrar em uma crise histórica e falar imediatamente em reestruturação do partido.

Já Marquetti disse que a derrota pode ser boa para o PSDB, porque ela pode “ajudar o partido a se encontrar como oposição”.

O professor de ciências políticas da UnB (Universidade de Brasília), Octaciano Nogueira, afirmou que a análise deve ser mais ampla. De acordo com ele, o enfraquecimento do PSDB como oposição vai depender do desempenho dos governadores tucanos e de “todas as bancadas” do partido nos Estados e no Parlamento.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/eleicao-e-tudo-ou-nada-na-carreira-politica-de-serra-20110119.html

21 de jan. de 2010

PSOL discute apoio a Marina nesta quinta

Aproximação entre PV e PSDB no Rio pode melar acordo eleitoral

Do R7, com Agência Estado

A Executiva Nacional do PSOL reúne-se nesta quinta-feira (21) para discutir o apoio à provável candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva. A presidente da sigla, Heloísa Helena, disse na semana passada que uma das condicionantes acertadas entre o PSOL e o PV para fechar esse entendimento seria que a candidatura não tivesse "atrelada" nos Estados a candidatos do PT, PSDB, PMDB e DEM.

A ex-senadora disse que vem conversando diariamente com Marina sobre essas alianças nos Estados.

- Qualquer que seja a posição que o partido tomar, eu manterei minha relação de amizade, de profundo respeito pela Marina porque a conheço bem e tenho certeza de que ela será uma grande presidente do Brasil.

A ex-senadora não quis conversar sobre a situação no Rio, onde o PV sinaliza que caminhará para as eleições aliado ao PSDB e ao DEM.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/psol-discute-apoio-a-marina-nesta-quinta-20100121.html

18 de jan. de 2010

Serra sai a campo para conquistar votos nos maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Rio e Minas

Eleitorado dos três Estados representa 40% do total, com 54,9 milhões de pessoas

Do R7, com Correio do Povo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), já começa a se mexer para conseguir consolidar seu favoritismo na campanha presidencial deste ano. Para isso, ele vem marcando terreno nos três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que, juntos, representam 41,6% do eleitorado do Brasil, ou 54,9 milhões de pessoas com direito a voto.

Em Minas, Serra quer que o governador do Estado, Aécio Neves (PSDB), comece a defender publicamente sua candidatura, mesmo que ele não queira ser o vice na chapa encabeçada pelo paulista. Para muitos tucanos, a dobradinha ainda pode sair dos planos de Serra para se materializar em votos.

Ao decidir se candidatar à Presidência, o governador paulista também abre caminho para que o colega de partido e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin saia candidato no Estado e comece a usar sua popularidade (50% de intenções de votos segundo as últimas pesquisas eleitorais) para fazer campanha para Serra.

No Rio de Janeiro, as costuras políticas são mais frouxas. Como o PSDB não tem nenhum candidato forte no Estado, Serra vem tentando convencer o amigo e deputado federal Fernando Gabeira (PV) a sair candidato em uma coligação com PSDB, DEM, PPS e PV.

Apesar de Gabeira preferir uma cadeira no Senado, a proposta é tentadora porque a aliança daria ao deputado um tempo na TV quase tão grande quanto a do governador peemedebista Sérgio Cabral, que vai tentar se reeleger com dois pesos pesados em seu palanque: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff (Casa Civil).

Agora Serra precisa convencer o PV, que já tem candidato próprio para disputar o Planalto: a senadora Marina Silva (AC), ex-PT, partido arqui-inimigo do PSDB.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/serra-sai-a-campo-para-conquistar-votos-nos-maiores-colegios-eleitorais-do-pais-sao-paulo-rio-e-minas-20100118.html

Vice ideal deve dar cara nova a candidato a presidente para tirar voto de rivais

Principais partidos ainda não fecharam os parceiros de chapa de candidatos a presidente

Andréia Sadi, do R7

Os principais candidatos à Presidência em 2010 já estão praticamente fechados, mas a vaga de vice dos partidos na disputa ainda patina em especulações. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a senadora Marina Silva (PV) buscam um vice que “vai pagar a conta” do voto que eles não alcançam e que possa garantir maior tempo de TV na campanha eleitoral, dependendo do partido a que pertencem. Essa é a avaliação do cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

- Seria uma forma [a escolha do vice] de ampliar o seu alcance, chegar a lugares que você não chega, mas não é só isso. Você tem que colocar na conta do vice a possibilidade de aumentar seu tempo na TV. Isso talvez hoje seja o elemento mais fundamental nas articulações políticas já que as campanhas têm como cenário principal a propaganda eleitoral gratuita.

O cientista político da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer disse ao R7 que o vice oferece as características que ficam “faltando para o candidato” e é uma relação onde casar “opostos que se atraem” dá certo.

- Quando Lula escolheu Alencar, em 2002, foi caminho aberto para o setor privado, sendo que Alencar era um homem muito bem-sucedido e respeitado no setor privado, de um partido conservador.

Na época, o fato de Lula ter escolhido como vice Alencar (então PL, hoje PR) para compor sua chapa foi avaliado como uma forma de “tranquilizar” o eleitorado com medo de mudanças radicais na economia já que o atual vice era um nome do meio empresarial e Lula, uma figura mais ligada à esquerda. No ano passado, Lula disse que talvez não tivesse perdido tantas eleições se tivesse conhecido Alencar antes e o definiu como sua “cara-metade política”.

Para a candidatura de Dilma, são cotados os peemedebistas Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), Michel Temer (presidente da Câmara) e Hélio Costa (ministro das Comunicações). O PMDB é o maior partido do país e, por isso, tem direito ao maior tempo na TV.

Serra não conta com a variedade de nomes da petista, mas muitos tucanos têm no governador de Minas, Aécio Neves, a sua principal aposta. Com isso, formaria a chapa puro-sangue, como é chamada a dupla de candidato e vice de um mesmo partido. O principal partido aliado do PSDB, o DEM, teria a prerrogativa de indicar o vice, mas foi abalado com o mensalão do Distrito Federal e admite ceder o posto se Aécio aceitar o desafio, de acordo com o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).

- Aécio Neves é a preferência do DEM, o nome que mais soma. Não sendo, DEM reivindica essa função.

O PV de Marina Silva quer o empresário Guilherme Leal, da Natura, para compor a chapa, mas admite que o momento não é de definir vice e sim de elaborar as propostas para a candidata.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/vice-paga-a-conta-do-voto-que-candidato-nao-alcanca-20100118.html

12 de jan. de 2010

Cúpula do PSDB vai a Minas turbinar planos de Aécio

Andréia Sadi, do R7

Tucanos fazem primeira reunião em Belo Horizonte como "gesto" por vice do governador

O PSDB confirmou que a primeira reunião da Executiva Nacional do partido de 2010 vai acontecer em Minas Gerais, na segunda quinzena do mês de janeiro e "já está acertada com o governador Aécio Neves", como anunciou o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE) em seu Twitter (@Sergio_guerra).

Tradicionalmente, o encontro se dá em Brasília, mas o secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), disse ao R7 que, neste ano, Guerra decidiu fazer um “gesto” em direção ao vice de Aécio, Antonio Anastasia (PSDB). Aécio tirou o time de campo na disputa presidencial em dezembro e anunciou que vai trabalhar para Anastasia ocupar o seu lugar.

- No dia da reunião em que o Aécio falou que não seria candidato, na reunião, Sérgio (Guerra) falou, por acaso, ‘eu queria fazer um gesto para o Anastasia nacional’. Aí o Sérgio falou: ‘vou marcar a primeira reunião da Executiva aqui’, aí a gente traz os senadores , deputados e tudo.

Fontes aliadas a Aécio disseram ao R7 que a reunião será um "afago" ao governador e objetiva reduzir atritos e impacto da desistência de Aécio na disputa presidencial. O tucano vai fazer uma "verdadeira maratona" nos próximos dias e meses por todo Estado para promover Anastasia, mas essa imersão em Minas preocupa a direção nacional do partido, que, segundo fontes, ainda não desistiu de lançar a chapa puro-sangue - como é chamada a dupla de candidato e vice de um mesmo partido - encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra, e Aécio como vice.

Castro, que foi um dos principais entusiastas da candidatura de Aécio à Presidência, disse que o encontro não tratará de "nada excepcional" ao ser questionado se os tucanos discutiriam a dobradinha.

- Inclusive vamos tomar o máximo de cuidado para não tratar de nada novo e dar esse caráter de que é uma ‘forçação’ de barra em cima do Aécio.

Com a desistência de Aécio de disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, os líderes da oposição no Senado chegaram a defender um movimento por uma dobradinha Serra-Aécio, ideia rejeitada por Castro. Ele que disse que o "caminho natural" do governador é disputar uma vaga no Congresso.

Além de Castro e Guerra, devem estar presentes no encontro os senadores Álvaro Dias, Marisa Serrano (MS), Lúcia Vânia (GO), Arthur Vírgilio (AM) e os deputados Edson Aparecido (SP) e José Aníbal (SP). Os governadores Serra e Aécio, segundo Castro, não devem comparecer. A assessoria do PSDB também não confirma a participação deles.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/cupula-do-psdb-vai-a-minas-turbinar-planos-de-aecio-20110112.html