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6 de out. de 2010

Marina diz que apoio no 2o turno, se houver, será programático

SÃO PAULO (Reuters) - A ex-candidata do PV à Presidência Marina Silva, disse nesta quarta-feira que seu apoio a Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, se houver, será dado em bases programáticas.

"Nós não podemos nos apequenar a uma discussão de conveniência", disse Marina em entrevista à rádio Jovem Pan. Ela teve quase 20 milhões de votos e foi a terceira mais votada no primeiro turno da eleição presidencial realizada no domingo.

"Não adianta apenas ter declaração de intenção. As pessoas têm que entender o que as urnas estão dizendo", afirmou a ex-ministra do Meio Ambiente, acrescentando que a plataforma defendida por sua candidatura e por seu partido será apresentada para Serra e para Dilma.

A ex-candidata reiterou que uma decisão sobre um eventual apoio no segundo turno será tomada após consulta a todos os setores de seu partido.

Perguntada se pretende seguir a posição do PV após a consulta, Marina respondeu que: "Vou me submeter a esse processo." A ex-candidata não deu mais detalhes.

Marina foi a candidata que mais cresceu na reta final para o primeiro turno e, no domingo, conseguiu votação bastante superior ao que vinha sendo apontado pelas pesquisas de intenção de voto antes da eleição.

O desempenho da verde, apontado como um dos fatores que impediram vitória de Dilma já no domingo e que provocou o segundo turno, fez que com Marina passasse a ser cortejada por PT e PSDB, que buscam o apoio da ex-ministra de olho na parcela do eleitorado conquistada por ela.

"Eu nem estou colocando essa palavra apoio ou não apoio. Estou colocando a palavra posição", disse. "Quando eu decidir a minha posição em relação a esse processo, ela será de conhecimento dos brasileiros e dos candidatos. O que eu vou fazer com ela, eu vou decidir depois", disse quando questionada se participaria da propaganda eleitoral do candidato que eventualmente decidir apoiar.

Marina reclamou também dos institutos de pesquisa, e deu a entender que as sondagens impediram que ela amealhassem mais votos.

"Eu diria que foi um problema, porque muita gente se referenciava nas pesquisas", avaliou. Para a ex-ministra, os institutos não capturaram "metodologicamente o que se via nas ruas".

(Por Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE69506K20101006

30 de set. de 2010

Dilma estanca queda e oscila 1 ponto para cima--Datafolha

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, oscilou 1 ponto para cima em pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Datafolha, e interrompeu a trajetória de queda observada nos dois levantamentos anteriores do instituto.

Segundo o levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, Dilma tem 52 por cento dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, contra 51 por cento no levantamento anterior realizado no início desta semana. A soma de votos válidos dos demais candidatos variou de 49 para 48 por cento.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, os votos válidos de Dilma podem variar de 50 a 54 por cento, de acordo com o instituto. Já a soma de votos válidos dos adversários pode ir de 46 a 50 por cento. E como são necessários 50 por cento dos votos válidos mais um para decidir a eleição no domingo, o Datafolha aponta incerteza sobre as chances de realização de uma segunda rodada de votação.

Se considerados todos os votos, Dilma variou um ponto para cima entre a pesquisa realizada segunda-feira, para 47 por cento. José Serra (PSDB) manteve os 28 por cento e Marina Silva (PV) ficou com os mesmos 14 por cento do levantamento anterior.

O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, ficou com 1 por cento dos votos. Os demais candidatos não atingiram 1 por cento, 3 por cento declararam voto branco ou nulo e 6 por cento disseram não saber.

Com a variação, a petista pôs fim a uma trajetória de perda de votos. Segundo o Datafolha, entre os dias 15 e 27 deste mês, Dilma perdeu cinco pontos. Esse período coincidiu com as denúncias de tráfico de influência que atingiram a Casa Civil e provocaram a demissão de Erenice Guerra, ex-assessora de Dilma, do comando da pasta.

Na simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista oscilou um ponto para cima em relação à pesquisa anterior e agora tem 53 por cento. Serra manteve os 39 por cento da sondagem anterior, 5 por cento disseram que votarão em branco ou anularão o voto e 3 por cento disseram não saber.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentada uma lista dos candidatos ao eleitor, Dilma tem 38 por cento, contra 22 por cento de Serra e 11 por cento de Marina.

Na quarta-feira, Ibope e Sensus também divulgaram pesquisas sobre a corrida presidencial e ambos os institutos apontaram vitória de Dilma já no primeiro turno, que será disputado no domingo .

O Datafolha entrevistou 13.195 pessoas entre terça e quarta-feira em 480 municípios.

DILMA SEGUE LÍDER EM TODAS REGIÕES

A candidata do PT manteve a liderança em todas as regiões do país, apontou o Datafolha. A situação mais confortável para a ex-ministra é no Nordeste. Nessa região, Dilma tem 59 por cento da preferência do eleitorado, contra 21 por cento de Serra e 10 por cento de Marina.

No Sudeste, a petista tem 43 por cento, Serra 30 por cento e Marina 17. No Norte e no Centro-Oeste, Dilma aparece com 43 por cento, ante 31 por cento de Serra e 19 de Marina. No Sul, a ex-ministra soma 42 por cento, ante 35 de Serra e 10 de Marina.

Favorita para se tornar primeira mulher a presidir o Brasil, Dilma tem vantagem maior entre o eleitorado masculino do que o feminino. Entre os homens, 52 por cento declaram voto na petista, contra 26 que preferem Serra e 13 por cento que declara voto em Marina.

Entre as mulheres, a candidata do PT soma 43 por cento, ante 31 por cento de Serra e 15 de Marina.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0JY20100930

Serra e Dilma reforçam promessas em penúltimo programa de TV

SÃO PAULO (Reuters) - No penúltimo programa do horário eleitoral gratuito na televisão, nesta quinta-feira, os dois principais candidatos à Presidência da República --José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)-- reforçaram as promessas feitas durante a campanha e evitaram ataques diretos.

O programa do tucano humanizou o candidato, mostrando ele e sua relação com a família. "Como ele tem uns horários bem diferente dos meus, era muito bom que, durante a noite, com as crianças pequenas, eu dormia e ele trocava as fraldas, dava mamadeira", disse sua mulher, Monica Serra, referindo-se ao período em que os dois filhos do casal eram pequenos.

Além disso, foram reforçadas as promessas do candidato, como a construção de 400 quilômetros de metrô em grandes cidades e o aumento do salário mínimo para 600 reais.

"Eu lutei muito para chegar até aqui e poder pedir o seu voto de cabeça erguida. A minha história de vida é limpa, íntegra. Você sabe o que penso e sabe que eu tenho capacidade de realizar", disse o candidato.

"Eu vou usar a minha autonomia, o meu peso político, para fazer um governo que enfrente as dificuldades e os grandes interesses contrariados. E que não seja refém de partidos políticos, dessa ou daquela turma", complementou.

O programa da petista pede para que o eleitor vá às urnas no domingo e vote pela continuidade, sem esquecer o título de eleitor e um documento com foto --exigência de uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Com fé e confiança, o brasileiro aprendeu a conjugar o verbo mudar... com estabilidade, sem sustos, sem conflitos. Com Lula, a gente aprendeu como isso é bom. Por isso, vamos às urnas neste domingo para votar em Dilma e, assim, garantir um Brasil que vai seguir mudando, vai seguir em frente e no rumo certo", disse o locutor do programa da petista.

"Hoje, é o último dia da campanha. Domingo vamos decidir entre dois modelos de governo bem diferentes. O nosso modelo, os brasileiros já conhecem: é aquele que mudou o Brasil", falou Dilma.

Uma sequência de cenas faz um giro por todas as cinco regiões do Brasil, com uma série de diálogos entre Lula e Dilma que tratavam da manutenção das políticas implantadas. Ao final, o locutor da campanha diz: "Dilma é a garantia de que o país vai continuar crescendo".

Ao final, Lula aparece ao lado da candidata. "Você que acredita em mim e acha bom meu governo, não tenha dúvida: vote na Dilma. Igual a mim, a Dilma gosta dos pobres, respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões. Votar na Dilma é votar em mim com a certeza de um governo ainda melhor", disse Lula.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0JD20100930

Confiante, Marina vê debate desta noite com primeiro do 2o turno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que considera o debate entre os presidenciáveis desta noite como o primeiro embate do segundo turno.

Apesar de ainda ocupar o terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a candidata verde tem convicção de que será a escolhida pelo eleitor para disputar com a petista no final do mês.

"Esse debate é o último do primeiro turno e já é o primeiro do segundo. Estou me preparando duas vezes, como o último e o primeiro", disse Marina a jornalistas em um hotel do Rio de Janeiro onde está reunida com assessores discutindo a estratégia para o debate da Rede Globo, que tem início às 22h30.

Em nova pesquisa Datafolha, Dilma tem 52 por cento dos votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Serra tem 31 por cento e Marina, 15 por cento.

Ela acredita que tem mais possibilidades do que Serra de seguir na eleição. Segundo a candidata, se Serra for ao segundo turno poderia sair derrotado como seu companheiro de sigla Geraldo Alckmin na eleição de 2006, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso.

"Quem está preocupado que não seja repetição de 2006 vota Marina presidente. Essa é a vantagem de Marina Silva em relação à outra candidatura que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", disse, tratando a si própria na terceira pessoa.

Apesar da crítica ao tucano, Marina disse que se chegar lá vai buscar a adesão de Serra. "Nós vamos discutir com quem não estiver no segundo turno de forma muito respeitosa."

Sobre temas polêmicos que podem fazer parte do debate desta noite, disse que não teria porque abordar a questão da legalização do aborto, em que tem posição contrária.

Ela vem afirmando que Dilma mudou o discurso sobre a questão para ganhar votos.

(Reportagem de Pedro Fonseca)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0LJ20100930

29 de set. de 2010

Ibope e Sensus indicam eleição de Dilma no 1o turno

Raymond Colitt e Natuza Nery

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata governista à Presidência, Dilma Rousseff (PT), ainda tem uma boa chance de vencer a eleição presidencial no primeiro turno, no próximo domingo, apesar de escândalos recentes que afetaram sua campanha, mostraram duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira.

Os dois levantamentos mostraram Dilma confortavelmente acima dos 50 por cento dos votos válidos, que ela precisa para evitar um segundo turno no dia 31 de outubro contra José Serra (PSDB) e para se tornar a primeira mulher presidente do Brasil.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu 3 pontos percentuais na pesquisa realizada pelo instituto Sensus, para 47,5 por cento. Ela, no entanto, ainda tem 54,7 por cento dos votos válidos, quando são excluídos os brancos e nulos, de acordo com o levantamento, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)

Dilma aparece com 55 por cento dos votos válidos em uma outra pesquisa, realizada pelo Ibope por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mesmo patamar em que estava na pesquisa deste instituto na semana passada

Serra, ex-governador de São Paulo, não conseguiu tirar vantagem da perda de fôlego de Dilma e perdeu 1 ponto percentual, para 27 por cento no levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e registrou 25,6 por cento na sondagem do Sensus.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, candidata do PV, que tem poucas chances de chegar a um eventual segundo turno, ficou com a maioria dos votos perdidos pelos adversários nas pesquisas recentes. Ela subiu quase 3 pontos, para 11,6 por cento na pesquisa Sensus, e 1 ponto, para 13 por cento, no Ibope.

Dilma, que aos 62 anos disputa sua primeira eleição, tem se aproveitado da popularidade de Lula e do bom momento econômico para liderar em todas as pesquisas.

De acordo com o Sensus, somente 4 por cento dos eleitores desaprovam o governo Lula, numa sinalização da batalha enfrentada por Serra nesta eleição.

Dilma viu sua vantagem ser reduzida recentemente, em meio a denúncias de corrupção que levaram à demissão de sua ex-assessora Erenice Guerra do comando da Casa Civil.

EFEITO DE ESCÂNDALOS PERDEM FORÇA?

Os 55 por cento dos votos válidos para Dilma representam 6,3 milhões de votos acima da marca dos 50 por cento, segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes. Para ele, os efeitos de denúncias de corrupção é limitado e é improvável que anule a vantagem de Dilma.

"Um tipo de fadiga da corrupção está se estabelecendo", disse Guedes, acrescentando que os eleitores de menor renda e de menor escolaridade estão decididos em seu apoio a Dilma por conta das medidas adotadas no governo Lula que agudaram a tirar milhões de pessoas da pobreza.

Rafael Lucchesi, diretor da CNI, faz raciocínio semelhante. "(O caso Erenice) pode ter tido um impacto grande na opinião pública, mas não se refletiu objetivamente no quadro eleitoral."

Uma pesquisa do Datafolha divulgada na terça-feira mostrou perda de apoio a Dilma na classe média, aumentando as chances de a eleição ser decidida no segundo turno .

As duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira mostram que Dilma venceria Serra facilmente num eventual segundo turno, com vantagem de cerca de 20 pontos percentuais.

O Ibope ouviu 3.010 pessoas entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. O Sensus entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 26 e 28 de setembro e a margem de erro de seu levantamento é de 2,2 pontos percentuais.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68S0O520100929

27 de set. de 2010

PT minimiza efeito de debate na TV, Serra pede "um voto a mais"

Por Maria Pia Palermo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O PT, partido da líder nas pesquisas Dilma Rousseff, viu o debate realizado na noite de domingo como pouco capaz de provocar uma mudança no cenário eleitoral. Já o tucano José Serra, confiante no segundo turno, pediu um voto a mais aos seus eleitores e Marina Silva (PV) reiterou a esperança de um embate feminino depois de 3 de outubro.

Coordenador da campanha de Dilma, Marco Aurélio Garcia, mostrou-se cético em relação a possíveis efeitos do debate. "Não acredito que produza grandes modificações. Modificação se produz se um não vem ou se alguém faz um desastre total. A minha impressão é que no debate de hoje a Marina está tirando voto do Serra", avaliou ele durante um intervalo.

Vestida de branco em vez do vermelho que caracteriza seu partido, Dilma começou o encontro séria, e seu primeiro sorriso veio após pergunta do candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que questionou a petista sobre as denúncias envolvendo sua ex-assessora e sucessora na Casa Civil Erenice Guerra.

O toma-lá-dá-cá mais esperado, entre Serra e Dilma, no entanto, não dominou o plateau do estúdio da TV. Depois do beijo dado pelo tucano na petista, quando a cumprimentou ao pisar no local, houve pouco contato direto.

Assim como Dilma fez nos debates anteriores, Serra evitou confrontá-la com perguntas. Os ataques de ambos vieram nas respostas quando foram questionados pelos outros presidenciáveis ou pelas três jornalistas que participaram do evento.

Ambos apontaram as regras do debate como responsáveis pelas poucas ocasiões de embate direto. "Não tive oportunidade, a única vez que eu tive eu fiz. Depois, na lista de colocação eu estava embaixo e já tinha feito antes, mas eu perguntei para todo mundo", disse Serra a jornalistas após o encontro.

O tucano, entretanto, fez a primeira pergunta do programa e escolheu Plínio para respondê-la, mesmo podendo direcionar a questão à petista.

Já Dilma, questionada por que não dirigiu perguntas ao tucano, disse: "Eu dirigi a quem eu achei que era mais importante".

A opção do tucano de não aproveitar todas as chances que teve para perguntar à Dilma foi alvo de ironia por parte do presidente do PT, José Eduardo Dutra.

"Nunca antes na história de debates políticos nesse país, o segundo colocado evitou fazer perguntas pra quem estava em primeiro", cutucou em sua conta no serviços de microblogs Twitter.

No fim do encontro, Serra se dirigiu diretamente aos eleitores, pediu voto dos indecisos e fez um apelo para os que já se decidiram por ele que conseguissem um voto a mais para sua candidatura

"Pedi o voto sem nenhuma inibição às pessoas. E pedi também a quem já me apoia que ganhe um outro voto, de alguém que não ia votar, porque temos que multiplicar os votos", disse. "Domingo que vem vamos decidir quem vai para o segundo turno", garantiu, apesar de as pesquisas de opinião prognosticarem uma vitória de Dilma já no primeiro turno.

MULHER NA PRESIDÊNCIA

Marina, terceira colocada nas pesquisa de intenção de voto, buscou se apresentar como uma terceira via, alternativa a Dilma e Serra. Afirmando que os eleitores querem eleger pela primeira vez uma mulher presidente, a candidata verde pediu então que os eleitores promovam um segundo turno feminino.

"As pesquisas indicam uma tendência de que os brasileiros querem uma mulher na Presidência da República depois de 500 anos. E estão procurando fazer justiça às duas que estão disputando, à Rousseff e à Silva", afirmou após o debate.

Mas na arena dos ataques, Plínio foi, mais uma vez, o vencedor. Além das acusações a Dilma, ele foi duro com Marina. A chamou de "demagoga" e declarou que ela "foge quando não sabe responder".

O candidato do PSOL provocou risos na plateia, como em outros debates, e colocou todos os candidatos no mesmo saco ao dizer que "aqui todo mundo está mais ou menos envolvido em corrupção". Desligadas as câmeras e encerrado o show, Plínio avaliou que, sem ele, "a Rede Record iria ter um problema sério de queda de audiência".

(Edição de Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68Q06920100927

23 de set. de 2010

Dilma não vê razão para se "inquietar" com Datafolha

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, procurou minimizar o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira, lembrando que sua oscilação ficou dentro da margem de erro. E afirmou que a esperança vencerá o ódio.

"Está perto do dia 3 de outubro e a gente não tem que se inquietar", disse a candidata a jornalistas em Brasília nesta quinta-feira.

Segundo o Datafolha, a vantagem da petista sobre o total de votos dos demais candidatos caiu de 12 pontos para 7 pontos percentuais. Pelos números, ela ainda seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje, mas aumentam as chances de ser preciso uma segunda rodada de votações.

Dilma voltou a fazer o discurso de que não baixará o nível de sua campanha e reinventou o slogan petista de 2002 de que "a esperança venceria o medo".

"Ah a esperança no Brasil, o amor por este povo vence o ódio", disse Dilma ao se referir à campanha do principal adversário, José Serra (PSDB).

EMPREGOS

A candidata do PT comemorou os dados divulgados pelo IBGE nesta manhã, mostrando a menor taxa de desemprego do país, de 6,7 por cento, a menor da série histórica iniciada em 2002.

Ela lembrou que até o final do ano serão gerados mais de 2 milhões de empregos formais e afirmou que "de 2011 a 2014, uma das questões mais focais será manter esse ritmo de geração de emprego... sem pressões inflacionárias".

Questionada se o ex-ministro Antonio Palocci, ao seu lado na entrevista coletiva, seria seu futuro ministro da Fazenda caso eleita, Dilma respondeu: "Eu gosto muito do Palocci, gosto muito do José Eduardo Dutra, gosto muito do José Eduardo Cardoso, agora, se eu discuto em algum momento antes de ganhar a eleição... eu estaria subindo num baita salto alto."

Ela brincou que não sobe num salto alto não apenas por convicção, mas também pelo pé lesionado, que a faz usar uma bota ortopédica.

(Reportagem de Natuza Nery)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68M0AW20100923

22 de set. de 2010

Serra vê caráter eleitoral em pane no Metrô paulista

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse nesta quarta-feira acreditar que os problemas ocorridos no Metrô de São Paulo na véspera foram provocados por interesses eleitorais.

"Isso me parece, eu não tenho provas... mas me parece algo provocado. Porque, nessas vésperas de eleição, os acidentes estão se multiplicando", disse Serra a jornalistas.

"Eu não tenho dúvidas que há interesses eleitorais por trás", acrescentou o tucano.

Na terça-feira de manhã, a Linha 3-Vermelha do Metrô paulista ficou paralisada por cerca de três horas e o problema teria sido causado por uma blusa no fechamento das portas de uma composição.

Uma das coordenadoras de campanha do candidato, Soninha Francini, havia insinuado no seu perfil do microblog Twitter nesse mesmo dia que o problema no Metrô teria sido sabotagem, declarações que acabaram virando motivo de chacota na rede.

Serra, que participou nesta quarta de um encontro com funcionários da área de saúde do Estado em um centro de exposições na zona norte da capital paulista, foi até o local de Metrô por ser o Dia Mundial Sem Carrro.

Durante o vento, Serra falou de propostas para a saúde, como o investimento de 15 bilhões de reais na área nos próximos quatro anos e o reajuste da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), que, de acordo com ele, está defasado.

Ele também voltou a criticar o loteamento dentro do governo federal. "A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) foi loteada... Tudo está loteado na área da saúde. É até uma coisa mórbida porque se trata da vida das pessoas", acusou.

(Reportagtem de Fernando Cassaro)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68L0IY20100922

Dilma afirma que escolha de Erenice coube a Lula

SALVADOR (Reuters) - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve nesta terça-feira a postura de distanciamento da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, afirmando que coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão de indicá-la para o cargo.

"Naquele momento da mudança dos ministérios, o presidente Lula definiu um critério, que a sucessão seria pelos secretários-executivos. Isso foi generalizado na Esplanada", disse Dilma a jornalistas.

Ela também mencionou que é preciso fortalecer as instituições. "Você não pode apostar nas virtudes dos homens e das mulheres porque eles são falhos. Você tem que apostar na virtude das instituições", disse Dilma.

Ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, Erenice substituiu a petista em março.

"Eu acho que antes de qualquer coisa a gente tem que aprender que é necessário investigar rigorosamente, doa a quem doer, e só ai condenar. Condenar antecipadamente não dá certo", afirmou.

As declarações forma dadas no Farol da Barra, cartão postal de Salvador (BA), onde gravou cenas para a propaganda gratuita de TV.

Na manhã desta terça-feira, no programa Bom Dia Brasil da Rede Globo, Dilma afirmou que não pode ser responsabilizada pelos atos do filho ou de parente de alguém, referindo-se a Israel Guerra, filho de Erenice, que pediu demissão na semana passada após denúncias de tráfico de influência na pasta.

Quanto à sucessão na Bahia, Dilma disse que está próxima do governador Jaques Wagner (PT), que postula a reeleição, citando o mau posicionamento nas pesquisas do candidato Geddel Vieira Lima (PMDB).

(Reportagem de Jacqueline Addans)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68K0SS20100921

21 de set. de 2010

Dilma busca distância de escândalo e defende apuração

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, procurou nesta terça-feira se distanciar do escândalo na Casa Civil, que provocaram a demissão da ministra Erenice Guerra, ex-assessora da presidenciável quando ela comandava a pasta.

Questionada durante entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, por ter se referido inicialmente como um factóide à denúncia que já causou a demissão de quatro pessoas do governo, inclusive a própria Erenice, Dilma lembrou que a "a primeira denúncia dizia respeito ao filho" dela.

E repetiu o argumento de que não pode ser responsabilizada pelos atos "do filho ou parente de alguém".

"Hoje as respectivas pessoas envolvidas vão ser objeto de uma investigação."

Mas confrontada com o que teria sido a admissão de um dos envolvidos de que teria recebido dinheiro indevidamente, Dilma disse que, nesse caso, ele estaria admitindo culpa e terá que pagar por isso.

"Daí a fazer qualquer ilação com a minha campanha são outros quinhentos", disse. "Minha campanha não está envolvida nesta história."

Erenice deixou a chefia da Casa Civil na semana passada, após denúncias publicadas na imprensa de que Israel Guerra, seu filho, comandaria um esquema de lobby para favorecer empresas que têm negócios com o governo em troca de dinheiro.

Dilma é líder disparada nas pesquisas eleitorais --que mostram que ela tem chances de vitória já no primeiro turno--, seguida pelo candidato do PSDB, José Serra.

A vantagem da petista se manteve mesmo em meio às notícias sobre a quebra de sigilos fiscais de pessoas ligadas a Serra, incluindo sua filha Verônica. Mas só as pesquisas a serem divulgadas nos próximos dias poderão medir melhor o impacto do novo escândalo sobre as intenções de voto de Dilma.

"É fundamental a gente ter a clareza, antes de condenar, faz parte da civilização a gente provar e julgar depois", defendeu a candidata.

PROMESSAS E ECONOMIA

No âmbito econômico, a petista foi questionada sobre se pretendia elevar o papel do Estado, seguindo o exemplo do governo Lula que criou novas estatais, e também se o modelo econômico de Lula não se assemelhava ao do regime militar

(1964-1985).

"Nós acreditamos na força da iniciativa privada no Brasil", disse. "Só não achamos que o Estado, por isso, não tenha de estar presente dando as condições para investimento."

Dilma foi confrontada com algumas promessas de sua campanha e realizações do governo Lula, questionando a viabilidade das mesmas. A petista tem prometido, por exemplo, construir 6 mil creches, 2 milhões de moradias e 500 unidades de pronto atendimento de saúde em quatro anos. Bem mais do que Lula fez em quase oito anos.

"No momento em que nós iniciamos, o Brasil ainda tinha uma grande dificuldade, tanto no que se refere às contas públicas quanto à inflação, que estava em 12 por cento", disse a petista, numa repetição do discurso de "herança maldita" do início do governo Lula.

"Nós tivemos um período tanto no que se refere à educação quando no que se refere à infraestrutura de falta de investimento", acrescentou numa nova crítica ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Para Dilma, o governo Lula conseguiu "colocar investimento na ordem do dia".

(Por Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68K05020100921

Serra cita escândalo, diz que política vive problema de caráter

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou as denúncias envolvendo a Casa Civil do governo federal em seu programa na TV na tarde desta terça-feira, e afirmou que a política brasileira vive atualmente um "problema de caráter".

"Mais uma vez você está vendo: os escândalos envolvendo o governo federal e, mais uma vez, a Casa Civil. E mais uma vez é aquela história de não vi nada, não sei de nada, não é comigo", afirmou o tucano na abertura de sua propaganda na TV.

Serra se referia indiretamente às denúncias de tráfico de influência que levaram à demissão da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, que foi secretária-executiva da candidata petista Dilma Rousseff, quando ela comandava a pasta até março deste ano.

"A política no Brasil hoje vive mesmo um problema de caráter, um problema de maus exemplos. A economia melhorou, os bens materiais são importantes, sem dúvida nenhuma. Mas o caráter, a honestidade, o comportamento ético estão acima de tudo", afirmou.

O candidato tucano reiterou suas promessas de reajustar as aposentadorias em 10 por cento e de elevar o salário mínimo para 600 reais. O tucano ainda deu a entender que retiraria do montante pago pelo país em juros, os recursos para a elevação do salário mínimo.

"Cento e sessenta bilhões de reais é quanto o Brasil paga de juros por ano, tudo para os ricos. O Serra garante. Aqui tem dinheiro para pagar 600 reais de salário mínimo. Ô se tem", afirma um apresentador, enquanto circula com um giz o número "600" dentro de outro número, "160.000.000.000".

A candidata do PT, Dilma Rousseff, repetiu o programa apresentado na noite do último sábado, quando citou dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) para afirmar que a vida dos brasileiro melhorou sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal cabo eleitoral.

(Por Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68K0H220100921

Serra promete 13o salário para o programa Bolsa Família

RECIFE (Reuters) - Criar 13o salário para o programa Bolsa Família e aumentar em dois milhões o número de atendidos no Nordeste foram as cartas lançadas pelo presidenciável José Serra (PSDB), durante o debate SBT-TV Jornal, na noite de segunda-feira no Recife.

O candidato assegurou que o programa foi uma junção das medidas implementadas durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um continuador da proposta.

"Deu certo o Bolsa Família e se apresentam (o PT) como criadores, quando foram continuadores", criticou Serra, que também reafirmou a proposta de ampliar o salário mínimo para 600 reais e conceder reajuste de 10 por cento nas aposentadorias. Atualmente, cerca de 6,4 milhões de famílias nordestinas são beneficiadas com o Bolsa Família.

As propostas do tucano chegam na tentativa de cativar o público da região, onde sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), conta com 65 por cento da preferência do eleitorado, segundo dados da última pesquisa Datafolha.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma não foi ao debate. De acordo com os últimos levantamentos, a candidata petista venceria a eleição presidencial já no primeiro turno, marcado para 3 de outubro.

Além do tucano, participaram do debate a candidata do PV, Marina Silva, e o do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio.

Serra prometeu ainda criar a Secretaria Nacional do Semi-Árido. Entretanto, se esquivou de detalhar a proposta, afirmando apenas que seu funcionamento poderá ser subordinado à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

"Nós vamos levar a Sudene para a Presidência da República, para fazer toda essa reformulação, se concluirá pela criação de duas entidades independentes é uma coisa a ser resolvida ao longo dos primeiros meses de governo", informou o tucano.

A ausência de Dilma foi criticada pelos três participantes. José Serra foi o mais enfático, ao declarar que a presidenciável "menospreza o Nordeste". Para Plínio, que roubou a cena com suas provocações, a petista estaria com medo de explicar as denúncias envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. "Não veio porque é fujona!" Já Marina considerou a ausência de Dilma "uma ingratidão".

(Reportagem de Bruna Serra)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68K02220100921

20 de set. de 2010

Serra diz que Dilma ou não é capaz ou é cúmplice

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, criticou neste domingo a adversária Dilma Rousseff (PT) com base nas denúncias envolvendo a Casa Civil divulgadas pela imprensa.

O tucano questionou Dilma por afirmar que não sabia de um esquema que, segundo ele, dura até sete anos.

"Então não tem capacidade de dirigir ou então era cúmplice. Não há uma terceira hipótese", disse Serra a jornalistas depois de caminhada na favela de Paraisópolis.

Denúncias publicadas pela imprensa derrubaram a ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra na quinta-feira. Ela substituiu Dilma em março quando a candidata, à frente nas pesquisas de intenção de voto, deixou o cargo para disputar as eleições.

O filho de Erenice, Israel, é apontado junto com o ex-assessor do ministério, Vinícius Castro, de fazer tráfico de influência no governo.

Serra estava acompanhado do candidato ao governo paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM).

Serra alfinetou também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela paternidade de um conjunto habitacional inaugurado há cerca de 15 dias pelo governo federal na comunidade.

"Nós fizemos tudo aqui em Paraisópolis... aqui em matéria de governo federal é próximo a zero", disse. "Mas isso eles fazem com tudo... tem conjunto habitacional nosso que eles vieram inaugurar", acrescentou.

(Por Fernando Cassaro)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68I0AC20100919

Marina defende imposto verde para preservar meio ambiente

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira a criação de "taxas verdes", um tipo de imposto que incidiria sobre atividades prejudiciais ao meio ambiente.

Durante entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo, Marina cutucou os dois principais adversários na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), afirmando que nenhum deles apresentou programa de governo para o país.

"As taxas verdes são você imaginar que existem atividades que são altamente danosas ao meio ambiente. Se você quer fazer uma termoelétrica, você vai ter que pagar o preço das emissões de CO2", explicou a candidata.

"Se você vai fazer uma eólica, você pode inclusive ter incentivos", contrapôs.

Marina lembrou que entregou ao Tribunal Superior Eleitoral um programa de governo que executará caso seja eleita, e acusou Serra e Dilma de buscaram o confronto no lugar do debate de ideias.

"Eles não se prepararam para debater o Brasil, se prepararam para um embate", disse.

A campanha de Serra entregou ao TSE discursos do candidato para cumprir o requisito do TSE, enquanto a de Dilma enviou diferentes versões de programa.

Questionada sobre suas posições em relação à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Marina foi cautelosa.

"Belo Monte é um empreendimento que tem muitas dúvidas", disse a candidata verde sem, no entanto, afirmar que suspenderia a construção da usina se eleita.

A usina de Belo Monte é apontada pelo governo como um empreendimento fundamental para garantir o fornecimento de energia para o Brasil. Marina afirmou, no entanto, que falta planejamento nas obras de infraestrutura e que o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) "não é um programa, mas uma junção de obras".

EXPLORAÇÃO SEGURA

Ex-ministra do Meio Ambiente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até maio de 2008, Marina garantiu que, caso eleita, manterá a exploração do petróleo na camada pré-sal e a capitalização da Petrobras, que considerou "importante".

"Mantenho a exploração com segurança. Isso é fundamental", acrescentou ao defender a realização de investimentos para que a exploração seja feita com "as melhores tecnologias para evitar acidentes como o do Golfo do México", numa referência ao pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Marina Silva também comentou sua saída do governo Lula. Segundo ela, o presidente vinha sendo pressionado pelo então governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e pelos ex-ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e Reinhold Stephanes (Agricultura) para revogar medidas de combate ao desmatamento criadas por sua pasta.

"Quando eu percebi que eles estavam induzindo o presidente ao erro... eu pedi para sair", disse.

Para ela, sua atitude foi positiva "para o governo, para a sociedade e para a Amazônia" porque criou uma situação mais favorável em torno de suas posições e "o desmatamento continuou a cair".

(Por Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68J06K20100920

16 de set. de 2010

Presidente do PSDB: Dilma é o "maior estelionato eleitoral"

RECIFE (Reuters) - Poucas horas após a demissão de Erenice Guerra, ex-auxiliar da presidenciável Dilma Rousseff (PT), da Casa Civil, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que a candidatura da petista é o "maior estelionato eleitoral da vida brasileira".

"A Dilma não é a Dilma. É o Lula. Eles escondem a Dilma e focam no Lula. O conteúdo dela é o presidente da República", disse Guerra a jornalistas em coletiva de imprensa.

O evento foi convocado após o anúncio da demissão de Erenice devido a denúncias de tráfico de influência por parte de familiares quando ela era secretária-executiva de Dilma no ministério.

O senador afirmou que a coordenação de campanha do partido decidiu que o presidenciável José Serra (PSDB) não comentará publicamente a demissão de Erenice.

Guerra garantiu, por outro lado, que as denúncias serão utilizadas no programa eleitoral de Serra na televisão, como feito anteriormente com os casos de quebra de sigilos fiscais de aliados do candidato tucano.

Ele negou, no entanto, que as denúncias contra Erenice tenham partido da oposição.

"Essas novas denúncias não partiram de nós. Nós tivemos nossos sigilos quebrados. Essas denúncias devem ter partido dos próprios aliados da Dilma, já que eles brigam por poder desde antes, durante e brigarão depois da campanha", afirmou.

Segundo Guerra, o PSDB se reunirá com sua equipe jurídica até o final da semana para priorizar a cobrança de explicações em relação às denúncias que levaram à demissão da ministra.

"Nós queremos que a explicação venha antes do 3 de outubro. O 3 de outubro é importante, muito importante, mas depois dele nós vamos continuar lutando. Contra ou a favor do vento, nós vamos estar lutando", acrescentou o senador.

Guerra disse não estar preocupado com os efeitos das denúncias na corrida eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira apontou que o escândalo das quebras de sigilos não tiveram impacto nas intenções de voto.

Dilma continua na liderança, com 51 por cento das intenções de voto, e venceria no primeiro turno. Serra tem 27 por cento.

(Reportagem de Bruna Serra)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68F0U520100916

15 de set. de 2010

Dilma diz que não se sente atingida por ataque e defende Erenice

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que não se sente atingida pelas denúncias de irregularidades na Casa Civil envolvendo a ministra Erenice Guerra e seu filho por suspeita de tráfico de influência.

"Eu não me sinto atingida com essa denúncia. Eu acho essa denúncia mais um factóide", disse Dilma, que reiterou que não vai admitir qualquer tentativa de vincular sua campanha a "problemas havidos com filhos de pessoas do governo".

Segundo reportagem da revista Veja publicada no fim de semana, Erenice estaria envolvida em um suposto esquema de lobby junto ao governo federal comandado pelo seu filho, Israel.

Sobre a viabilidade da permanência da ministra no cargo durante as investigações, Dilma afirmou que Erenice reúne "todos os requisitos para decidir como se comportar". "Tem experiência, tem capacidade e tem compromisso público", afirmou.

"Quem faz isso perde o respeito depois da eleição do povo brasileiro. E perde, inclusive, trajetórias dignas construídas na política", disse Dilma. "A história é implacável com quem calunia sem prova", acrescentou.

Dilma usou de ironia ao ser questionada sobre as declarações dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comício em Joinville na véspera, no qual defendeu que o partido Democratas fosse extirpado da política.

"Para quem disse que ia acabar com a minha raça, não dá para se queixar de nada", disse Dilma, em referência a declarações contra o PT feitas pela oposição, fazendo a ressalva de que à época ela já era filiada ao partido. O então presidente do PFL (hoje DEM) Jorge Bornhausen, devido ao escândalo do mensalão, disse que se veriam "livre dessa raça durante pelo menos 30 anos".

"Eu sou uma sobrevivente de um processo de extermínio", avaliou a candidata. "Nós ganharemos deles no voto. É completamente diferente do que eles queriam fazer conosco. Conosco eles queriam ganhar no golpe", disse.

(Reportagem de Bruno Peres)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68D0XW20100915

14 de set. de 2010

Dilma teria base similar à de Lula na Câmara, mostram projeções

Por Vladimir Goitia e Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Na hipótese de ser eleita presidente, a base de sustentação de Dilma Rousseff (PT) na Câmara de Deputados não só seria de ampla maioria como similar à conquistada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostram projeções de escritórios de consultoria política e parlamentar.

José Serra (PSDB), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, teria bancada bem menor à da petista se viesse a vencer as eleições. Nesse caso, precisaria atrair partidos da coligação de Dilma para conseguir apoio suficiente para aprovar qualquer emenda constitucional.

Embora não existam pesquisas de intenção de voto que permitam fazer previsões com precisão maior, a exemplo do que existe para o Senado, analistas ouvidos pela Reuters disseram que Dilma poderia ter em torno de 360 a 370 cadeiras. Isso se PP, PTB e PV --que estão fora da coligação da petista mas fazem parte da base de Lula-- decidissem apoiar seu eventual governo.

A coligação de Dilma é formada por, além do PT da candidata, PMDB, PRB, PDT, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PCdoB. Já Serra tem consigo, além do próprio PSDB: DEM, PPS, PTB, PMN e PTdoB.

Na avaliação da Arko Advice, a alta popularidade do governo Lula deve beneficiar as legendas que compõem hoje a base da presidenciável em detrimento da oposição, que deve ficar prejudicada, encolhendo de tamanho.

"A base de Dilma, caso eleita, será muito similar à de Lula", concluiu a Arko Advice em recente relatório.

A Santafé Ideias vai na mesma linha. "Não há dúvidas de que a base de sustentação do atual governo se manterá para um provável governo Dilma", disse à Reuters Carlos Lopes, analista político dessa consultora.

A Tendências Consultoria Integrada também projeta uma base confortável para Dilma, em torno das 360 cadeiras. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) também estima para a petista uma base de sustentação no mesmo patamar.

Apesar dos prognósticos ruins para os partidos da coligação de Serra, a situação não seria tão complicada para ele caso vença a disputa presidencial.

Para a Arko Advice, nesse caso, sua base na Câmara poderia ter mais de 300 deputados, caso o tucano viesse a ter apoio de boa parte dos partidos que integram a atual coligação de Dilma.

TÍTULO DE MAIOR BANCADA

Embora o cenário na Câmara seja de fragmentação bastante elevada, segundo Rafael Cortez, analista político da Tendências, o título de maior bancada deve ficar novamente entre PMDB e PT. Desta vez, porém, os analistas estão divididos sobre quem será o primeiro.

Até agora, as estimativas apontam que cada um desse dois partidos devem ficar com um mínimo de 90 e um máximo de 105 deputados.

Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, disse que PT e PMDB terão as duas maiores bancadas na Câmara, com aproximadamente 100 deputados cada um. Para ele, o PT deve "ultrapassar" o PMDB como maior bancada na Câmara.

Queiroz defende sua tese com base na simpatia gerada pelo PT, que, segundo ele, gira em torno de 25 por cento.

"Tradicionalmente, esse sentimento em relação a um partido reflete na base parlamentar da legenda. Ocorrendo isso, o PT pode ultrapassar a barreira dos 100 deputados", acrescentou Queiroz.

Mas Lopes, da Santafé, é mais conservador. "Não acredito que cheguem a 100, embora a tendência das duas legendas seja de crescimento nestas eleições."

O PSB pode ser um campeão de crescimento relativo. Para a Arko, os socialistas podem passar de 27 deputados para 45. Enquanto isso, o DEM pode ter uma redução drástica em sua bancada, ficando com 20 deputados a menos que os atuais 56, segundo estimativa do Diap.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68D0R920100914

13 de set. de 2010

Serra sobe tom e líder do PSDB diz que campanha tucana evoluiu

Por Eduardo Simões

OSASCO (Reuters) - A campanha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, evoluiu, na avaliação do presidente da legenda, senador Sergio Guerra (PE), após o candidato tucano elevar o tom contra sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), durante debate entre os presidenciáveis realizado na noite de domingo.

No acalorado debate promovido pela Rede TV! e pelo jornal Folha de S.Paulo, Serra foi para o ataque contra a ex-ministra e, sempre que pôde, direcionou suas perguntas à petista, que por sua vez não perguntou nenhuma vez ao tucano. Dilma chegou a pedir dois direitos de resposta contra Serra e foi atendida em um deles.

"Tem que ser incisivo, objetivo e direto na crítica ao governo tantas vezes quantas forem necessárias, e especialmente ao papel da ministra", elogiou Guerra, após o término do debate. O presidente do PSDB, no entanto, negou que o candidato de seu partido tenha sido agressivo.

"Que nós temos de ter cuidado com as pessoas, é fato, de não sermos ofensivos. Mas temos que ser ao máximo incisivos com relação aos fatos", disse. "A campanha evoluiu", acrescentou, no que pode ser visto como uma sinalização de que o candidato tucano deve passar a bater mais duro em Dilma e no PT.

Durante a cerca de uma hora e meia de programa, Serra voltou a vincular à campanha de Dilma à violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a ele e, por conta disso, a direção do programa deu à petista um direito de resposta, o que gerou o momento mais acalorado do debate.

A petista acusou o tucano de tentar "virar a mesa da democracia" e afirmou que não passaria para a história como caluniadora, ao contrário de seu rival.

Essa afirmação rendeu a Serra um direito de resposta, no qual o tucano disse que a Casa Civil se transformou em um "foco de corrupção" no atual governo, e lembrou as relações de Dilma com o ex-ministro da pasta José Dirceu, que o tucano classificou de "homem de confiança de Dilma". "Ou vai pedir direito de resposta por isso também?," perguntou.

Nesta semana a revista "Veja" publicou reportagem sobre um suposto esquema de lobby comandando por filho da atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para beneficiar empresas interessadas em contratos com o governo federal.

Assim como Serra fez durante o debate, no entanto, Guerra evitou colocar o foco da artilharia tucana diretamente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral de Dilma.

Após avaliar que a candidata petista é "principal ponto fraco da campanha", Guerra foi indagado se o presidente seria, então, o principal ponto forte e respondeu: "O Lula sem dúvida é sempre forte, mas essa não é a questão, ele não é candidato".

O presidente do PSDB foi questionado também por que não criticar Lula, já que ele é o principal cabo eleitoral de Dilma.

"Primeiro porque o adversário não é ele. É uma fraude, um estelionato eleitoral. Nós não podemos fazer a política do estelionato eleitoral. A candidata é a Dilma, é ela que nós estamos enfrentando", disse o tucano. Para ele, a petista, "do ponto de vista político, é uma fraude".

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68C01W20100913

Em debate quente, Dilma é alvo e Serra eleva ataque ao governo

Por Natuza Nery

BRASÍLIA (Reuters) - Alguns decibéis subiram no debate de domingo entre os candidatos ao Palácio do Planalto. O confronto mais temperado desta campanha foi protagonziado pelos dois principais antagonistas da sucessão: Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

A 21 dias das eleições, a Rede TV! e a Folha de S.Paulo colocaram na mesma arena quatro presidenciáveis.

Líder disparada nas pesquisas, Dilma foi o alvo preferencial. Serra, o atirador de dardos contra a petista. Ele direcionava, sempre que podia, todas as perguntas à rival, enquanto ela tentava ignorá-lo. Nenhuma das vezes que teve a chance de perguntar Dilma dirigiu-se Serra.

O tema-chave da noite, que moveu as reações ofensivas, foi "corrupção". Casos antigos e novos foram resgatados: aloprados, mensalão, sigilo e a recente acusação de susposto esquema de tráfico de influëncia envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

A petista foi questionada por uma jornalista se colocaria a "mão no fogo" pela atual titular da pasta, seu braço direito quando estava no governo, sucessora quando deixou o Executivo e pessoa de quem se tornou amiga pessoal nos últimos anos.

"Se houve, tem de tomar as providëncias mais drásticas possíveis. No caso da ministra Erenice, foi feita uma acusação e o que se tem hoje é exatamente nada. Agora, eu quero deixar claro aqui: eu não concordo, não vou aceitar que se julgue a minha pessoa baseado no que aconteceu com o filho de uma ex-assessora minha", rebateu a candidata, referindo-se a Israel Guerra, filho de Erenice, apontado como profissional a serviço de lobistas.

Serra foi para cima do "governo que acoberta companheiros e persegue a oposição"; Dilma defendeu investigações "doa a quem doer", citando as operações da Polícia Federal no governo e, mais recentemente, no Amapá.

Ele não perdeu oportunidades de associar a campanha petista à quebra do sigilo fiscal de seus familiares. Dilma acabou ganhando direito de resposta por conta da vinculação. Ecoou um sonoro "o que ele quer é ganhar essa campanha no tapetão". A petista disse ainda que não passaria a eleição como caluniadora, mas ele sim.

Essa afirmação rendeu ao tucano direito de resposta. Serra aproveitou para ironizar a petista por ter o apoio do ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu. "Essas questões que envolvem a democracia não se resolvem com braveza", disse. "Agora você vai pedir direito de resposta por isso (dizer que tem apoio de Dirceu)?"

Marina Silva, do PV, e Plínio de Arruda Sampaio, PSOL, não conseguiram romper a polarização, deixando o ringue quase livre para a luta do "nós contra eles".

A ex-ministra do Meio Ambiente, que manteve seu discurso da "terceira via", criticou e elogiou aspectos das duas administrações, Lula e FHC. Pisou duro, no entanto, quando falou da política.

"Avançamos na economia, avançamos no social, mas a política é um retrocesso, é a pré-história da política."

Propostas sobre economia e avaliações sobre seus fundamentos foram marginais, com exceção mais evidente do tucano. "Os juros no meu governo vão cair...de maneira responsável."

"NÃO SUBESTIME, CANDIDATO"

José Serra atacou mais o governo do que de costume e foi questionado por ter usado a imagem do presidente de forma elogiosa em seu programa de TV.

Ele chegou a criticar o "governo Lula" em algumas ocasiões. Iniciou sua intervenção dizendo que a maior "sucesso" da gestão federal foi não ter "atirado o Plano Real pela janela", contrariando histórico da legenda que havia se oposto ao plano econômico. Fez isso assumindo o legado de Fernando Henrique Cardoso, personagem deixado à sombra inúmeras vezes em sua campanha.

"O maior fracasso foi o mensalão, o dossië dos aloprados, as violações da receita ..."

Serra bateu na tecla de que ninguém conhece sua adversária, fazendo constante contraposição à sua notória vida pública. Foi ao atacar a relação do governo Lula com o Irã que ouviu de Dilma Rousseff uma das suas mais duras réplicas.

"Eu também tenho uma trajetória", afirmou a candidata.

Em seguida, aconselhou: "Não subestime ninguém, candidato, o senhor não é dono da verdade, o senhor não é melhor que ninguém."

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68C00420100913

9 de set. de 2010

Para Serra, Dilma é caixa preta e terceiriza ataques

SÃO PAULO (Reuters) - Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificar a campanha tucana de "baixaria", o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acusou nesta quarta-feira a candidata Dilma Rousseff (PT) de atuar como caixa preta e disse que ela terceiriza seus ataques.

"A estratégia eleitoral do PT da Dilma é a estratégia da caixa preta: não aparece em debates, não confraterniza com o povo, não expõe ideias, oculta seu passado e terceiriza seus ataques", disse Serra referindo-se à presença do presidente Lula na propaganda de TV da petista.

Lula participou do programa na terça-feira à noite replicando a acusação da campanha de Serra de responsabilizar Dilma pelo vazamento de sigilos ficais de tucanos.

Questionado se responderá a Lula durante o horário eleitoral de TV, Serra foi vago. "No programa eleitoral, eu falo para a população brasileira. Eu não falo para este indivíduo ou aquele, ou para responder isso ou aquilo", afirmou.

Nesta quarta-feira, sites noticiosos divulgaram que mais uma pessoa ligada a Serra teve violação de dados na Receita Federal. Trata-se do empresário Alexandre Bourgeois, marido de sua filha Verônica, que também sofreu vazamento de dados da Receita. Agora, são seis os tucanos envolvidos no procedimento em que o PSDB responsabiliza a campanha do PT.

"Está mais do que claro que é um trabalho organizado, de quadrilha, vão em pessoas próximas, vão à minha filha que nunca teve envolvimento em política... ao meu genro, que também não tem nada a ver com política e são agredidos de maneira criminosa para beneficiar a candidata Dilma na eleição", afirmou Serra.

O Ministério da Fazenda divulgou nota no começo da noite de quarta-feira afirmando que apenas os dados cadastrais de Bourgeois foram acessados, não configurando quebra de sigilo fiscal.

Desde sábado, o presidente Lula passou a se referir à quebra dos sigilos. Durante comício em Guarulhos (SP), sem a presença de Dilma, disse que a campanha tucana "mente descaradamente". Em novo comício, em Valparaíso (GO), com Dilma a seu lado, Lula afirmou que Serra baixou o nível.

E na propaganda na TV afirmou que a oposição usa de "mentiras e calúnias" para atingir a presidenciável, classificando Serra como "candidato da turma do contra".

Serra compareceu nesta quarta, acompanhado do candidato ao governo paulista Geraldo Alckmin (PSDB), em encontro de pessoas com deficiências e reafirmou que criará, se eleito, um ministério voltado para essas pessoas.

(Reportagem de Fernando Cassaro; Edição de Carmen Munari)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE6870MF20100909