Camila Campanerut
Do UOL Eleições
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de uma reunião, nesta terça-feira (5), com três governadores reeleitos -Marcelo Déda (PT-SE), Eduardo Campos (PSB-PE) e Cid Gomes (PSB-CE)- e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O deputado, que até o meio do ano cogitava participar das eleições presidenciais, mas por orientação de sua legenda apoiou a candidata petista, foi anunciado como um dos coordenadores de sua campanha do segundo turno.
“Ciro vai participar da nossa coordenação de campanha, e tenho certeza de que ele tem grandes contribuições para nos dar”, disse a presidenciável sobre o parlamentar, a quem ela disse que admira e respeita "muito".
Mais cedo, após o café da manhã com o presidente, Ciro reforçou o tom de respeito à decisão do partido e a disposição de ajudar a petista a conquistar o segundo turno das eleições presidenciais.
“Sou cabo eleitoral. Estou à disposição 100%. Minha tarefa é garantir a vitória [de Dilma] lá no Ceará, onde ela tirou 66% [dos votos], no primeiro turno”. Para Ciro, a estratégia da campanha deve ser mantida.
A ex-ministra afirmou que aproveitará este momento da campanha para aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste, já em resposta aos correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.
Amanhã (6), Dilma parte para o Rio de Janeiro, onde participará de uma carreata. A petista também já confirmou presença no debate da TV Bandeirantes, no próximo domingo (10).
Religião
"Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas", disse a petista ao comentar a polêmica criada em torno de suas declarações sobre o aborto.
De acordo com Dilma, suas propostas de governo "têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil". "Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida".
Para a nova campanha, ela disse que vai se empenhar para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano. Nas palavras da petista, "o programa tucano é uma volta ao passado", enquanto o dela, "representa a nova era da prosperidade".
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/05/dilma-anuncia-ciro-gomes-como-coordenador-de-campanha.jhtm
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6 de out. de 2010
31 de ago. de 2010
Serra pega carona com Aécio e Anastasia
Correio Braziliense - Ezequiel Fagundes
Varginha (MG) — Em discurso em cima da carroceria de uma caminhonete, o ex-governador de São Paulo José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, prometeu ontem, no sul de Minas, região onde se concentra quase um terço do eleitorado do estado, construir uma parceria histórica com o governo de Minas Gerais caso consiga inverter o quadro desfavorável das pesquisas e vencer as eleições em outubro. Comparando a disputa presidencial a uma batalha “dura” e “difícil”, José Serra deixou claro que vai colar a sua imagem na gestão tucana em Minas como forma de alavancar a sua candidatura no estado. O tucano esteve em Varginha e Itajubá, onde fez caminhada e carreata.
Em cima do palco improvisado, Serra não poupou elogios ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, e ao governador Antonio Anastasia, que viu sua candidatura à reeleição crescer de forma significativa depois do início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. De acordo com Serra, a gestão tucana em Minas despertou “respeito” e “admiração” em todo o país. “Esses dois nomes dividiram a história recente de Minas pelo padrão de governo que fizeram. Aécio colocou Minas de pé caminhando para frente, Anastasia pegou o bastão e vai continuar nos próximos anos”, declarou em discurso.
Mais cedo, durante entrevista, Serra foi mais incisivo em relação a sua estratégia de colar em Aécio e Anastasia. Para ele, o crescimento de Anastasia nas pesquisas de opinião pública pode refletir diretamente no seu desempenho no estado. “Seu crescimento (Antonio Anastasia) é bom para Minas, para o Brasil, para o partido e para mim, porque, para onde forem Anastasia e Aécio, vou junto”, afirmou. Ao lado deles, Serra participou de grande carreata e fez corpo a corpo no quarteirão fechado da Rua Wenceslau Braz, no Centro de Varginha.
Indagado diversas vezes, o tucano paulista se recusou a falar sobre temas espinhosos da eleição, sobretudo, repercutir números das pesquisas eleitorais. “Não vou comentar pesquisas. Vou falar de temas de interesse das pessoas”, esquivou-se. De acordo com os últimos levantamentos, o tucano tem 20% percentuais a menos que a presidenciável petista, Dilma Rousseff.
Apesar do engajamento de Aécio e Anastasia, Serra está em desvantagem também em Minas Gerais. Mesmo com os números desfavoráveis, o tucano declarou que não vai jogar a toalha. Pelo contrário. Ele prometeu trabalhar sem parar até o dia da eleição. “Nós vamos ganhar na urna eleitoral, que é o que vale. Vamos juntos, amigos e amigas. Eu me sinto em casa aqui, onde está o povo amigo de Varginha”, afirmou.
ÍNDIO VOLTA AO ATAQUE
» Candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB), Índio da Costa (DEM) voltou a atacar, indiretamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Em e-mail enviado ontem para militantes tucanos chamados de “apoiadores”, o democrata afirmou que o Brasil precisa de “um presidente que una o país em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis em vez de escravizá-las”. Pediu ainda “comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias”. Segundo Índio, a luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu o direito de escolha. “Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas. Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade”, continuou Índio, que também é deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/31/noticia_eleicoes2010,i=210682/SERRA+PEGA+CARONA+COM+AECIO+E+ANASTASIA.shtml
Varginha (MG) — Em discurso em cima da carroceria de uma caminhonete, o ex-governador de São Paulo José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, prometeu ontem, no sul de Minas, região onde se concentra quase um terço do eleitorado do estado, construir uma parceria histórica com o governo de Minas Gerais caso consiga inverter o quadro desfavorável das pesquisas e vencer as eleições em outubro. Comparando a disputa presidencial a uma batalha “dura” e “difícil”, José Serra deixou claro que vai colar a sua imagem na gestão tucana em Minas como forma de alavancar a sua candidatura no estado. O tucano esteve em Varginha e Itajubá, onde fez caminhada e carreata.
Em cima do palco improvisado, Serra não poupou elogios ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, e ao governador Antonio Anastasia, que viu sua candidatura à reeleição crescer de forma significativa depois do início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. De acordo com Serra, a gestão tucana em Minas despertou “respeito” e “admiração” em todo o país. “Esses dois nomes dividiram a história recente de Minas pelo padrão de governo que fizeram. Aécio colocou Minas de pé caminhando para frente, Anastasia pegou o bastão e vai continuar nos próximos anos”, declarou em discurso.
Mais cedo, durante entrevista, Serra foi mais incisivo em relação a sua estratégia de colar em Aécio e Anastasia. Para ele, o crescimento de Anastasia nas pesquisas de opinião pública pode refletir diretamente no seu desempenho no estado. “Seu crescimento (Antonio Anastasia) é bom para Minas, para o Brasil, para o partido e para mim, porque, para onde forem Anastasia e Aécio, vou junto”, afirmou. Ao lado deles, Serra participou de grande carreata e fez corpo a corpo no quarteirão fechado da Rua Wenceslau Braz, no Centro de Varginha.
Indagado diversas vezes, o tucano paulista se recusou a falar sobre temas espinhosos da eleição, sobretudo, repercutir números das pesquisas eleitorais. “Não vou comentar pesquisas. Vou falar de temas de interesse das pessoas”, esquivou-se. De acordo com os últimos levantamentos, o tucano tem 20% percentuais a menos que a presidenciável petista, Dilma Rousseff.
Apesar do engajamento de Aécio e Anastasia, Serra está em desvantagem também em Minas Gerais. Mesmo com os números desfavoráveis, o tucano declarou que não vai jogar a toalha. Pelo contrário. Ele prometeu trabalhar sem parar até o dia da eleição. “Nós vamos ganhar na urna eleitoral, que é o que vale. Vamos juntos, amigos e amigas. Eu me sinto em casa aqui, onde está o povo amigo de Varginha”, afirmou.
ÍNDIO VOLTA AO ATAQUE
» Candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB), Índio da Costa (DEM) voltou a atacar, indiretamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Em e-mail enviado ontem para militantes tucanos chamados de “apoiadores”, o democrata afirmou que o Brasil precisa de “um presidente que una o país em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis em vez de escravizá-las”. Pediu ainda “comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias”. Segundo Índio, a luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu o direito de escolha. “Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas. Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade”, continuou Índio, que também é deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/31/noticia_eleicoes2010,i=210682/SERRA+PEGA+CARONA+COM+AECIO+E+ANASTASIA.shtml
10 de ago. de 2010
Ciro acerta com Luizianne campanha de Dilma no Ceará
Deputado e prefeita de Fortaleza organizam dois comícios para a presidenciável no Estado
Lauriberto Braga, iG Ceará
A expectativa de conseguir uma votação com mais de 70% dos votos no Ceará juntou os desafetos Ciro Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PT) a favor da campanha da candidata Dilma Rousseff. O deputado federal e a prefeita de Fortaleza e coordenadora da campanha da petista no Estado organizam dois comícios para a presidenciável e têm planos de subir no palanque na ocasião.
Das conversas entre os antigos desafetos surgiu a iniciativa de focar esforços para a campanha conjunta dos comitês de Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição para governador, e de Dilma, comandado por Luizianne. Desde que fez uma crítica sobre a cidade de Fortaleza, Ciro e Luizianne não se falavam.
Pedindo que as críticas feitas à administração municipal da prefeita fossem esquecidas, Ciro afirmou que a iniciativa de procurar a prefeita de Fortaleza partiu dele e que o objetivo é focar esforços para trabalhar em prol da candidatura de Dilma no Estado.
Já Luizianne não se mostrou tão disposta a acertar a situação com Ciro e deixou escapar que ainda guarda mágoa das críticas de Ciro à sua administração. "Não discutimos relação", declarou a prefeita.
Os três comitês de Dilma no Ceará possuem um amplo material de campanha. No de Cid Gomes os pedidos de votos são para ele, Dilma e para os dois candidatos a senador apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O de Dilma, comandado pelo PT, faz campanha exclusiva para ela, uma vez que existe um terceiro comitê para Dilma bancado pelo candidato a governador Lúcio Alcântara (PR). Este também faz campanha casada de Lúcio e Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ciro+acerta+com+luizianne+campanha+de+dilma+no+ceara/n1237744487724.html
Lauriberto Braga, iG Ceará
A expectativa de conseguir uma votação com mais de 70% dos votos no Ceará juntou os desafetos Ciro Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PT) a favor da campanha da candidata Dilma Rousseff. O deputado federal e a prefeita de Fortaleza e coordenadora da campanha da petista no Estado organizam dois comícios para a presidenciável e têm planos de subir no palanque na ocasião.
Das conversas entre os antigos desafetos surgiu a iniciativa de focar esforços para a campanha conjunta dos comitês de Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição para governador, e de Dilma, comandado por Luizianne. Desde que fez uma crítica sobre a cidade de Fortaleza, Ciro e Luizianne não se falavam.
Pedindo que as críticas feitas à administração municipal da prefeita fossem esquecidas, Ciro afirmou que a iniciativa de procurar a prefeita de Fortaleza partiu dele e que o objetivo é focar esforços para trabalhar em prol da candidatura de Dilma no Estado.
Já Luizianne não se mostrou tão disposta a acertar a situação com Ciro e deixou escapar que ainda guarda mágoa das críticas de Ciro à sua administração. "Não discutimos relação", declarou a prefeita.
Os três comitês de Dilma no Ceará possuem um amplo material de campanha. No de Cid Gomes os pedidos de votos são para ele, Dilma e para os dois candidatos a senador apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O de Dilma, comandado pelo PT, faz campanha exclusiva para ela, uma vez que existe um terceiro comitê para Dilma bancado pelo candidato a governador Lúcio Alcântara (PR). Este também faz campanha casada de Lúcio e Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ciro+acerta+com+luizianne+campanha+de+dilma+no+ceara/n1237744487724.html
28 de jul. de 2010
Ciro supera mágoa, encontra Dilma e até gravará para TV
AE - Agência Estado
Depois de dizer que o candidato do PSDB, José Serra, é o "mais preparado" para enfrentar qualquer crise nos próximos anos, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) vai se reconciliar com a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT). Dilma e Ciro vão almoçar juntos amanhã, em Brasília. No cardápio está a participação dele na campanha petista. Com a ajuda do governador de Pernambuco, Eduardo Campos - que preside o PSB -, a equipe do PT convenceu Ciro a gravar um depoimento para o programa de TV de Dilma no horário eleitoral gratuito.
Desde que foi obrigado pela cúpula do PSB a desistir da disputa ao Palácio do Planalto, Ciro deu várias estocadas no PT, no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em sua própria legenda. "Não me peçam para ir à TV declarar o meu voto, que eu não vou", desabafou ele, em abril, após afirmar que Lula estava "navegando na maionese".
No auge das alfinetadas, Ciro submergiu, furioso com o diagnóstico de Lula de que deveria haver apenas um candidato da base aliada para enfrentar Serra. Não apareceu nem no ato político do PSB, há nove dias, quando o partido entregou a Dilma as propostas para o programa de governo e declarou apoio a ela.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ciro-supera-magoa-encontra-dilma-e-ate-gravara-para-tv,587123,0.htm
21 de mai. de 2010
Ciro Gomes vai apoiar Dilma, garante governador do Ceará
Agência Brasil - Ivan Richard
Brasília - O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), afirmou hoje (21) que seu irmão, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), deve seguir a decisão do partido de apoiar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições para a Presidência da República.. Na manhã de hoje, o diretório nacional da legenda oficializou o apoio à virtual candidata petista.
Após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultura Banco do Brasil, sede provisória do governo, Cid Gomes disse que não deve existir mágoa pelo fato de o PSB ter desistido de lançar Ciro Gomes como candidato à Presidência.
Para o governador do Ceará, agora, é preciso olhar para frente. “Não é mais hora de olhar para trás. As coisas são assim.. Temos que olhar para frente e tenho certeza que essa será a postura do Ciro também. A decisão do partido foi por não ter candidato [próprio] e pronto. Temos que aceitar e nos submeter a ela”, afirmou Cid. De acordo com ele, Lula perguntou sobre Ciro Gomes, que está em viagem aos Estados Unidos.
Perguntado se o encontro com Lula serviria para tentar resolver o impasse na aliança entre PSB e PT no Ceará, Cid informou que ainda não está discutindo o assunto. Segundo ele, o encontro serviu apenas para tratar de obras do governo federal no estado. Ele acrescentou que só a partir de junho conversará com os partidos aliados sobre as estratégias para tentar a reeleição.
“Até hoje não anunciei que sou candidato, não tratei do assunto e, de fato, tenho me omitido de tratar da sucessão estadual. Primeiro, a questão nacional, depois ouvir o partido e, somente depois disso, vamos começar a conversar com os partidos”.
Cid Gomes adiantou, no entanto, que tem um compromisso público de apoiar Eunício Oliveira (PMDB) na disputa pelo Senado. O problema é que o ex-ministro da Previdência José Pimentel, do PT, também almeja se candidatar a uma das vagas. Essa é uma das causas do impasse para a aliança governista no Ceará.
Edição: João Carlos Rodrigues
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=958359
Brasília - O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), afirmou hoje (21) que seu irmão, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), deve seguir a decisão do partido de apoiar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições para a Presidência da República.. Na manhã de hoje, o diretório nacional da legenda oficializou o apoio à virtual candidata petista.
Após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro Cultura Banco do Brasil, sede provisória do governo, Cid Gomes disse que não deve existir mágoa pelo fato de o PSB ter desistido de lançar Ciro Gomes como candidato à Presidência.
Para o governador do Ceará, agora, é preciso olhar para frente. “Não é mais hora de olhar para trás. As coisas são assim.. Temos que olhar para frente e tenho certeza que essa será a postura do Ciro também. A decisão do partido foi por não ter candidato [próprio] e pronto. Temos que aceitar e nos submeter a ela”, afirmou Cid. De acordo com ele, Lula perguntou sobre Ciro Gomes, que está em viagem aos Estados Unidos.
Perguntado se o encontro com Lula serviria para tentar resolver o impasse na aliança entre PSB e PT no Ceará, Cid informou que ainda não está discutindo o assunto. Segundo ele, o encontro serviu apenas para tratar de obras do governo federal no estado. Ele acrescentou que só a partir de junho conversará com os partidos aliados sobre as estratégias para tentar a reeleição.
“Até hoje não anunciei que sou candidato, não tratei do assunto e, de fato, tenho me omitido de tratar da sucessão estadual. Primeiro, a questão nacional, depois ouvir o partido e, somente depois disso, vamos começar a conversar com os partidos”.
Cid Gomes adiantou, no entanto, que tem um compromisso público de apoiar Eunício Oliveira (PMDB) na disputa pelo Senado. O problema é que o ex-ministro da Previdência José Pimentel, do PT, também almeja se candidatar a uma das vagas. Essa é uma das causas do impasse para a aliança governista no Ceará.
Edição: João Carlos Rodrigues
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=958359
18 de mai. de 2010
No Ceará, Serra prega união das regiões e faz elogios a Ciro Gomes
Folha
CATIA SEABRA
da Reportagem Local
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, pregou nesta terça-feira, em entrevista à rádio "Verdes Mares", no Ceará, a união das regiões do Brasil e não poupou elogios ao deputado federal Ciro Gomes (PSB), seu antigo desafeto político.
O tucano disse que se uma parte do Brasil não vai bem, o país não vai bem. "Tem que olhar o país como um todo. Não jogar uma parte contra outra."
Serra afirmou que Ciro é um "homem honesto, trabalhador." Quando desistiu da candidatura presidencial, no final do mês passado, o deputado afirmou que Serra era "mais preparado, mais legítimo, mais capaz" do que a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT).
Num aceno ao governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, o tucano disse que, se eleito, governaria sem coloração partidária.
As declarações do tucano têm como alvo conquistar os votos dos eleitores de Ciro e Cid Gomes, que eventualmente estejam insatisfeitos com o modo como o deputado foi retirado da disputa presidencial pelas articulações do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ontem, em visita a Juazeiro do Norte (CE), Serra pediu a ajuda a padre Cícero para ganhar a eleição. "Fiz três pedidos", disse Serra. "Primeiro, que essa região possa progredir muito mais do que já progrediu. Melhorou, mas que possa progredir ainda mais do ponto de vista econômico, do emprego e do social. Segundo, pelos meus netos."
Hoje, o tucano também falou sobre a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Ele disse que só a reeditaria "no conjunto de uma reforma do sistema tributário". Segundo ele, é possível gastar melhor. O presidenciável disse que, se eleito, criará o Ministério do Deficiente.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u736736.shtml
17 de mai. de 2010
Serra visita o Ceará de olho em votos de Ciro
AE - Agência Estado
O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, desembarca hoje à tarde em Juazeiro do Norte, no sertão do Ceará, para uma visita de dois dias ao Estado em busca do eleitorado deixado por Ciro Gomes (PSB). O deputado foi frustrado na sua intenção de disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PSB formalizou apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff.
Sem candidato tucano ao governo no Ceará, o palanque de Serra será o do senador Tasso Jereissati (PSDB), amigo pessoal de Ciro, que tenta a reeleição. A expectativa é a de que, diante da saída de Ciro da disputa presidencial, o PSB do governador Cid Gomes, irmão de Ciro, poderá liberar os insatisfeitos que quiserem apoiar Serra.
Em Juazeiro do Norte, terra do padre Cícero Romão Batista - que morreu em 1934 e é alvo da devoção de milhões de fiéis, especialmente no Nordeste -, Serra cumpre um ritual que foi seguido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas campanhas eleitorais em que foi vitorioso: o de "pedir a bênção" do "padim Ciço", como é conhecido o religioso.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-visita-o-ceara-de-olho-em-votos-de-ciro,552814,0.htm
3 de mai. de 2010
Saída de Ciro põe irmão em saia justa no Ceará
AE - Agência Estado
Após descarte pelo PSB nacional da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes à Presidência, as alianças dominam o debate no Ceará. Irmão de Ciro, o governador Cid Gomes, candidato à reeleição, está diante de uma "escolha de Sofia": fechar aliança com o PT, que forçou a saída de Ciro, ou com o velho aliado, mas adversário de Lula, o senador tucano Tasso Jereissati.
Tasso acredita que somente no final deste mês haverá uma definição. Na sua avaliação, o impacto causado pela saída de Ciro Gomes da corrida presidencial "foi muito grande" e deixou "um vazio" no Ceará. "A gente tinha de deixar a poeira baixar para conversar agora", diz.
O PSDB cearense não sabe se deve apoiar, mesmo que informalmente, a reeleição de Cid ou lançar candidato próprio ao governo. O certo é que com o amigo Ciro fora do jogo, ficará mais fácil para Tasso fazer o que não fez em 2002: entrar de corpo e alma na campanha para eleger Serra presidente.
Naquele ano, os tucanos cearenses ficaram divididos entre Ciro, cuja raiz política é a mesma de Tasso, e Serra. O próprio Tasso foi acusado de fazer corpo mole e lavar as mãos diante da candidatura Serra por ter sido ele próprio preterido pelos tucanos.
Desta vez, Tasso mostra-se disposto a batalhar pelo candidato a presidente de seu partido, assim como fez com Geraldo Alckmin nas eleições passadas. "O palanque do Serra no Ceará sou eu. Sou candidato a senador. Vou rodar o Estado inteiro, seja qual for a aliança que vou ter. Aonde eu for, vou pedindo e fazendo campanha para o Serra", diz Tasso.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,saida-de-ciro-poe-irmao-em-saia-justa-no-ceara,546180,0.htm
29 de abr. de 2010
Em visita ao Triângulo Mineiro, Aécio Neves promete viajar com Serra
Lideranças do PP regional anunciam que estarão no palanque do tucano
Alana Rizzo
Especial para o Correio
Uberlândia (MG) — A troca de afagos entre o pré-candidato à Presidência José Serra e o ex-governador mineiro Aécio Neves deixa claro que o PSDB não quer correr o risco de perder a disputa no segundo colégio eleitoral do país. Durante a passagem do presidenciável pela região mais paulista de Minas, os dois não se descolaram. Logo que Aécio chegou na cidade, 15 minutos depois de Serra, os ex-governadores foram para uma sala ainda no aeroporto e tiveram uma conversa reservada de cinco minutos. Aécio prometeu reforçar a campanha do ex-governador paulista no estado e no país. Garantiu que vai viajar com o pré-candidato depois de uns dias de “férias”. A agenda ainda não está fechada.
“A força da sua juventude será fundamental para a nossa caminhada”, disse Serra. Ele elogiou também o talento do mineiro para escolher a equipe de trabalho, agradando, por tabela, o atual governador Antônio Anastasia, que era vice do tucano. O paulista ainda brincou do “conceito” de Aécio com as mulheres. “Muitas me pediram para dizer a ele que tirasse a barba”. Serra não pediu, mas o ex-governador mineiro apareceu de visual novo: sem barba, bronzeado e com os cabelos mais claros.
Desde que prometeu entrar de cabeça na campanha de Serra e viajar por Minas, esta é a primeira vez que o ex-governador mineiro colocou mesmo pé na estrada. O apoio do mineiro é essencial para a campanha do partido. Segundo aliados, Aécio deve ser o fiel da balança na região. Em 2002, a votação de Serra não foi tão expressiva. Teve, no primeiro turno, 17,9% dos votos. Contra 55,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, ficou com 29,2% e Lula, 70%. “Em 2002, existia um nome chamado Lula”, disse Aécio Neves, que foi eleito na região do Triângulo Mineiro com 72,9% dos votos.
O ex-governador mineiro, entretanto, negou a possibilidade de ser vice na chapa e afirmou que este assunto será debatido pela coligação. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é primo de Aécio, está cogitado para ocupar a vaga de vice. O partido integra a base aliada do governo Lula, que está rachado com relação ao apoio a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.
Em Uberlândia, o prefeito da cidade, Odelmo Leão, que já foi líder do PP na Câmara dos Deputados, e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Alberto Pinto Coelho, cotado para vice na chapa do governador de Minas, Antonio Anastasia, garantiram que vão fazer campanha para o tucano no estado. Os dois acompanharam a comitiva de Serra na cidade. Ao lado de prefeitos, deputados estaduais e federais, o pré-candidato participou de um encontro na associação comercial. Do lado de fora do prédio, servidores da educação que estão em greve no estado protestaram e acabaram se enfrentando com a claque tucana. A comitiva entrou por outra porta e não viu a manifestação. Durante o encontro, militantes gritavam e batucavam o tempo todo “Serra, presidente, e Anastasia, governador”. Um jingle ecoava “Minas pode mais” e o “Triângulo pode mais”, em referência ao mote de Serra: “o Brasil pode mais”.
Em seu discurso de quase meia hora, Serra destacou lideranças locais e chegou a comparar o Triângulo Mineiro ao interior europeu. Mais uma vez, rasgou elogios a Aécio, a quem atribuiu os bons índices da região. “Isso é que é governar direito. Você nivela por cima.” Segundo ele, a região vai “decolar como um foguete”. Ontem, Serra deixou um pouco de lado o discurso do passado, em que contava seus feitos no Ministério da Saúde. Falou mais da sua experiência como prefeito da maior cidade do país.
Ministérios
Serra reforçou sua proposta de criação de novos ministérios. Nos últimos dias, o tucano vem batendo na tecla da necessidade de ter uma pasta específica para tratar de Segurança Pública. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, criticou o projeto e disse que a medida vai inchar a máquina. Em resposta, Serra disse que, se eleito, iria acabar com algumas secretarias que ganharam status de ministério no governo Lula como a dos portos e de Assuntos Estratégicos. Serra prometeu também uma pasta para tratar dos portadores de deficiência.
O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, também atacou o governo. “As diferenças já começaram a aparecer. Queremos um Brasil servindo aos brasileiros. O PT um Brasil servindo ao partido”, disse. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, também participou da visita ao Triângulo Mineiro. Serra ouviu o tradicional “chororô” de prefeitos. Ouviu reclamações, lamentações e pedidos de obras. Por conta de uma reunião da Associação Mineira de Municípios que estava marcada para ontem também, cerca de 40 prefeitos participaram do encontro. O tucano foi cobrado a rever o pacto federativo e garantir a reforma tributária. Porém, as promessas para a região foram outras: o gasoduto e a transformação do aeroporto da cidade em internacional.
Atraso
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chegou a Uberlândia por volta das 14h30. Ele foi recebido por lideranças da região e ficou esperando o
ex-governador de Minas Aécio Neves chegar à cidade. “Aécio sempre brinca que ficava me esperando. Agora, eu sou o Serra pontual e ele está atrasado”. Serra comemorou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de derrubar a patente do Viagra. Para ele, o genérico vai agradar muita gente.
Para saber mais
Uma região bem rica
Com uma população em torno de 1,5 milhão de habitantes, o Triângulo Mineiro tem Uberlândia, Uberaba e Araguari como as principais cidades. É uma das regiões mais ricas de Minas Gerais, com a economia voltada para a distribuição. As principais indústrias ali instaladas relacionam-se aos setores de processamento de alimentos e madeira, açúcar e álcool, fumo e fertilizantes. Uberlândia, a maior cidade da região, com 634 mil moradores, é comandada pelo PP. O prefeito é Odelmo Leão. Já Uberaba (296 mil habitantes) e Araguari (111 mil habitantes) têm prefeitos do PMDB, Anderson Adauto e Marcos Coelho de Carvalho.
Ciro Gomes
Serra não quis comentar a decisão do PSB de retirar a candidatura de Ciro Gomes. Já Aécio fez questão de demonstrar insatisfação como afastamento do deputado federal da disputa pela Presidência. Ele disse que Ciro é preparado e que quem perde é a política brasileira, que terá uma eleição polarizada. Aécio disse que pretende conversar com Ciro para saber a possibilidade de, no futuro, estejam juntos”.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/29/politica,i=189472/EM+VISITA+AO+TRIANGULO+MINEIRO+AECIO+NEVES+PROMETE+VIAJAR+COM+SERRA.shtml
Alana Rizzo
Especial para o Correio
Uberlândia (MG) — A troca de afagos entre o pré-candidato à Presidência José Serra e o ex-governador mineiro Aécio Neves deixa claro que o PSDB não quer correr o risco de perder a disputa no segundo colégio eleitoral do país. Durante a passagem do presidenciável pela região mais paulista de Minas, os dois não se descolaram. Logo que Aécio chegou na cidade, 15 minutos depois de Serra, os ex-governadores foram para uma sala ainda no aeroporto e tiveram uma conversa reservada de cinco minutos. Aécio prometeu reforçar a campanha do ex-governador paulista no estado e no país. Garantiu que vai viajar com o pré-candidato depois de uns dias de “férias”. A agenda ainda não está fechada.
“A força da sua juventude será fundamental para a nossa caminhada”, disse Serra. Ele elogiou também o talento do mineiro para escolher a equipe de trabalho, agradando, por tabela, o atual governador Antônio Anastasia, que era vice do tucano. O paulista ainda brincou do “conceito” de Aécio com as mulheres. “Muitas me pediram para dizer a ele que tirasse a barba”. Serra não pediu, mas o ex-governador mineiro apareceu de visual novo: sem barba, bronzeado e com os cabelos mais claros.
Desde que prometeu entrar de cabeça na campanha de Serra e viajar por Minas, esta é a primeira vez que o ex-governador mineiro colocou mesmo pé na estrada. O apoio do mineiro é essencial para a campanha do partido. Segundo aliados, Aécio deve ser o fiel da balança na região. Em 2002, a votação de Serra não foi tão expressiva. Teve, no primeiro turno, 17,9% dos votos. Contra 55,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, ficou com 29,2% e Lula, 70%. “Em 2002, existia um nome chamado Lula”, disse Aécio Neves, que foi eleito na região do Triângulo Mineiro com 72,9% dos votos.
O ex-governador mineiro, entretanto, negou a possibilidade de ser vice na chapa e afirmou que este assunto será debatido pela coligação. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é primo de Aécio, está cogitado para ocupar a vaga de vice. O partido integra a base aliada do governo Lula, que está rachado com relação ao apoio a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.
Em Uberlândia, o prefeito da cidade, Odelmo Leão, que já foi líder do PP na Câmara dos Deputados, e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Alberto Pinto Coelho, cotado para vice na chapa do governador de Minas, Antonio Anastasia, garantiram que vão fazer campanha para o tucano no estado. Os dois acompanharam a comitiva de Serra na cidade. Ao lado de prefeitos, deputados estaduais e federais, o pré-candidato participou de um encontro na associação comercial. Do lado de fora do prédio, servidores da educação que estão em greve no estado protestaram e acabaram se enfrentando com a claque tucana. A comitiva entrou por outra porta e não viu a manifestação. Durante o encontro, militantes gritavam e batucavam o tempo todo “Serra, presidente, e Anastasia, governador”. Um jingle ecoava “Minas pode mais” e o “Triângulo pode mais”, em referência ao mote de Serra: “o Brasil pode mais”.
Em seu discurso de quase meia hora, Serra destacou lideranças locais e chegou a comparar o Triângulo Mineiro ao interior europeu. Mais uma vez, rasgou elogios a Aécio, a quem atribuiu os bons índices da região. “Isso é que é governar direito. Você nivela por cima.” Segundo ele, a região vai “decolar como um foguete”. Ontem, Serra deixou um pouco de lado o discurso do passado, em que contava seus feitos no Ministério da Saúde. Falou mais da sua experiência como prefeito da maior cidade do país.
Ministérios
Serra reforçou sua proposta de criação de novos ministérios. Nos últimos dias, o tucano vem batendo na tecla da necessidade de ter uma pasta específica para tratar de Segurança Pública. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, criticou o projeto e disse que a medida vai inchar a máquina. Em resposta, Serra disse que, se eleito, iria acabar com algumas secretarias que ganharam status de ministério no governo Lula como a dos portos e de Assuntos Estratégicos. Serra prometeu também uma pasta para tratar dos portadores de deficiência.
O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, também atacou o governo. “As diferenças já começaram a aparecer. Queremos um Brasil servindo aos brasileiros. O PT um Brasil servindo ao partido”, disse. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, também participou da visita ao Triângulo Mineiro. Serra ouviu o tradicional “chororô” de prefeitos. Ouviu reclamações, lamentações e pedidos de obras. Por conta de uma reunião da Associação Mineira de Municípios que estava marcada para ontem também, cerca de 40 prefeitos participaram do encontro. O tucano foi cobrado a rever o pacto federativo e garantir a reforma tributária. Porém, as promessas para a região foram outras: o gasoduto e a transformação do aeroporto da cidade em internacional.
Atraso
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chegou a Uberlândia por volta das 14h30. Ele foi recebido por lideranças da região e ficou esperando o
ex-governador de Minas Aécio Neves chegar à cidade. “Aécio sempre brinca que ficava me esperando. Agora, eu sou o Serra pontual e ele está atrasado”. Serra comemorou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de derrubar a patente do Viagra. Para ele, o genérico vai agradar muita gente.
Para saber mais
Uma região bem rica
Com uma população em torno de 1,5 milhão de habitantes, o Triângulo Mineiro tem Uberlândia, Uberaba e Araguari como as principais cidades. É uma das regiões mais ricas de Minas Gerais, com a economia voltada para a distribuição. As principais indústrias ali instaladas relacionam-se aos setores de processamento de alimentos e madeira, açúcar e álcool, fumo e fertilizantes. Uberlândia, a maior cidade da região, com 634 mil moradores, é comandada pelo PP. O prefeito é Odelmo Leão. Já Uberaba (296 mil habitantes) e Araguari (111 mil habitantes) têm prefeitos do PMDB, Anderson Adauto e Marcos Coelho de Carvalho.
Ciro Gomes
Serra não quis comentar a decisão do PSB de retirar a candidatura de Ciro Gomes. Já Aécio fez questão de demonstrar insatisfação como afastamento do deputado federal da disputa pela Presidência. Ele disse que Ciro é preparado e que quem perde é a política brasileira, que terá uma eleição polarizada. Aécio disse que pretende conversar com Ciro para saber a possibilidade de, no futuro, estejam juntos”.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/29/politica,i=189472/EM+VISITA+AO+TRIANGULO+MINEIRO+AECIO+NEVES+PROMETE+VIAJAR+COM+SERRA.shtml
28 de abr. de 2010
Após saída de Ciro, base de Lula lança Casagrande ao governo do Espírito Santo
da Agência Folha
O senador Renato Casagrande (PSB-ES) irá disputar o governo do Espírito Santo com o apoio de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio da aliança foi feito hoje à tarde, em Vitória (ES).
O atual vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (PMDB), que já havia lançado sua pré-candidatura ao governo com apoio do governador Paulo Hartung (PMDB), abriu mão da disputa e será o candidato ao Senado na futura chapa liderada por Casagrande.
O PT deverá ficar com a vaga de vice na chapa. Anteriormente, o partido iria indicar o vice de Ferraço.
Tanto Casagrande como Hartung e Ferraço, que participaram juntos do anúncio hoje, negaram que o acerto político no Estado tenha sido influenciado pela decisão da Executiva Nacional do PSB, formalizada anteontem, de tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial e apoiar a petista Dilma Rousseff. Segundo afirmaram na entrevista, a composição foi decidida localmente.
Casagrande anunciou sua pré-candidatura ao governo na semana passada. Mas, desde o início do ano, o PSB capixaba havia manifestado a disposição de lançar o nome do senador para o governo.
Ao anunciar a saída de Ciro da disputa ontem, o presidente do PSB, Eduardo Campos, disse que o partido teria muito a perder nos Estados se mantivesse a pré-candidatura à Presidência da República.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727495.shtml
O senador Renato Casagrande (PSB-ES) irá disputar o governo do Espírito Santo com o apoio de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio da aliança foi feito hoje à tarde, em Vitória (ES).
O atual vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (PMDB), que já havia lançado sua pré-candidatura ao governo com apoio do governador Paulo Hartung (PMDB), abriu mão da disputa e será o candidato ao Senado na futura chapa liderada por Casagrande.
O PT deverá ficar com a vaga de vice na chapa. Anteriormente, o partido iria indicar o vice de Ferraço.
Tanto Casagrande como Hartung e Ferraço, que participaram juntos do anúncio hoje, negaram que o acerto político no Estado tenha sido influenciado pela decisão da Executiva Nacional do PSB, formalizada anteontem, de tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial e apoiar a petista Dilma Rousseff. Segundo afirmaram na entrevista, a composição foi decidida localmente.
Casagrande anunciou sua pré-candidatura ao governo na semana passada. Mas, desde o início do ano, o PSB capixaba havia manifestado a disposição de lançar o nome do senador para o governo.
Ao anunciar a saída de Ciro da disputa ontem, o presidente do PSB, Eduardo Campos, disse que o partido teria muito a perder nos Estados se mantivesse a pré-candidatura à Presidência da República.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727495.shtml
PSB paulista espera participação de Ciro em campanha de Skaf
Folha - DANIEL RONCAGLIA
da Reportagem Local
O PSB de São Paulo espera que o deputado Ciro Gomes exerça a função de "coordenador do programa de governo" do pré-candidato do partido ao governo paulista, o empresário Paulo Skaf
"Depois que o Ciro voltar de viagem, vamos discutir como ele irá participar da campanha", afirmou o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França.
Segundo o deputado, Ciro deve dividir seu tempo entre a campanha em São Paulo, para onde transferiu seu título de eleitor, e o Ceará, seu Estado de origem, onde seu irmão e o governador Cid Gomes, é candidato à reeleição.
A ideia é que Ciro, além do programa de governo, participe de comícios e da propaganda de televisão.
Ontem, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro à Presidência. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
França voltou afirmar que a candidatura de Skaf, que é presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), fortaleceu com a saída de Ciro da disputa. "Se Ciro fosse candidato, não poderíamos fazer uma aliança com o PR e o PC do B."
Apesar da declaração do pré-candidato do PT ao governo paulista, senador Aloizio Mercadante, de que Skaf seria bem-vindo em sua chapa, Márcio França afirmou que o PT não tem procurado o PSB para uma possível aliança.
Na próxima terça-feira, o PSB Nacional se encontra com o PT para tratar da aliança na disputa presidencial, que deve ser formalizada em encontro nacional da legenda, em 17 de maio.
Ontem, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio de Ciro à pré-candidata Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727385.shtml
da Reportagem Local
O PSB de São Paulo espera que o deputado Ciro Gomes exerça a função de "coordenador do programa de governo" do pré-candidato do partido ao governo paulista, o empresário Paulo Skaf
"Depois que o Ciro voltar de viagem, vamos discutir como ele irá participar da campanha", afirmou o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França.
Segundo o deputado, Ciro deve dividir seu tempo entre a campanha em São Paulo, para onde transferiu seu título de eleitor, e o Ceará, seu Estado de origem, onde seu irmão e o governador Cid Gomes, é candidato à reeleição.
A ideia é que Ciro, além do programa de governo, participe de comícios e da propaganda de televisão.
Ontem, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro à Presidência. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
França voltou afirmar que a candidatura de Skaf, que é presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), fortaleceu com a saída de Ciro da disputa. "Se Ciro fosse candidato, não poderíamos fazer uma aliança com o PR e o PC do B."
Apesar da declaração do pré-candidato do PT ao governo paulista, senador Aloizio Mercadante, de que Skaf seria bem-vindo em sua chapa, Márcio França afirmou que o PT não tem procurado o PSB para uma possível aliança.
Na próxima terça-feira, o PSB Nacional se encontra com o PT para tratar da aliança na disputa presidencial, que deve ser formalizada em encontro nacional da legenda, em 17 de maio.
Ontem, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio de Ciro à pré-candidata Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727385.shtml
27 de abr. de 2010
Ciro reage em blog: 'Ao rei tudo, menos a honra'
Ex-presidenciável reage à decisão do PSB de retirar seu nome da disputa presidencial
Luís Fernando Bovo - estadão.com.br
Ciro Gomes publicou em seu site na internet um texto reagindo à decisão do PSB de retirar seu nome da disputa presidencial. Leia a íntegra do texto abaixo, cujo título é "Ao rei tudo, menos a honra":
"A cúpula de meu partido, o PSB, decidiu-se por não me dar a oportunidade de concorrer à Presidência da República. Esta sempre foi uma das possibilidades de desdobramento da minha luta. Aliás, esta sempre foi a maior das possibilidades. Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o País.
Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso País!
Quero agradecer, muito comovido, a todos os que me estimularam, me apoiaram, me ajudaram, nesta caminhada da qual muito me orgulho.
Quero afirmar que uma democracia não se faz com donos da verdade e que, se minhas verdades não encontram eco na maioria da direção partidária, é preciso respeitar e submeter-se à decisão. É assim que se deve proceder mesmo que os processos sejam meio tortuosos, às vezes.
É o que farei.
Deixo claro: acato a decisão da direção do partido. Respeitarei as diretrizes que, desta decisão em diante, devem ser tomadas em relação ao nosso posicionamento na conjuntura política brasileira .
Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia.
Agradeço novamente aos companheiros de partido pelo apoio que sempre me deram. Faço também um agradecimento especial ao povo cearense pelo apoio de todas as horas; mas minha lembrança mais grata vai para o simpatizante anônimo, para o brasileiro humilde, para a mulher trabalhadora, para os jovens, em nome de quem renovo meu compromisso de seguir lutando!"
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ciro-reage-em-blog-ao-rei-tudo-menos-a-honra,543830,0.htm
Luís Fernando Bovo - estadão.com.br
Ciro Gomes publicou em seu site na internet um texto reagindo à decisão do PSB de retirar seu nome da disputa presidencial. Leia a íntegra do texto abaixo, cujo título é "Ao rei tudo, menos a honra":
"A cúpula de meu partido, o PSB, decidiu-se por não me dar a oportunidade de concorrer à Presidência da República. Esta sempre foi uma das possibilidades de desdobramento da minha luta. Aliás, esta sempre foi a maior das possibilidades. Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o País.
Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso País!
Quero agradecer, muito comovido, a todos os que me estimularam, me apoiaram, me ajudaram, nesta caminhada da qual muito me orgulho.
Quero afirmar que uma democracia não se faz com donos da verdade e que, se minhas verdades não encontram eco na maioria da direção partidária, é preciso respeitar e submeter-se à decisão. É assim que se deve proceder mesmo que os processos sejam meio tortuosos, às vezes.
É o que farei.
Deixo claro: acato a decisão da direção do partido. Respeitarei as diretrizes que, desta decisão em diante, devem ser tomadas em relação ao nosso posicionamento na conjuntura política brasileira .
Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia.
Agradeço novamente aos companheiros de partido pelo apoio que sempre me deram. Faço também um agradecimento especial ao povo cearense pelo apoio de todas as horas; mas minha lembrança mais grata vai para o simpatizante anônimo, para o brasileiro humilde, para a mulher trabalhadora, para os jovens, em nome de quem renovo meu compromisso de seguir lutando!"
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ciro-reage-em-blog-ao-rei-tudo-menos-a-honra,543830,0.htm
Em nota, PSB diz que não terá candidato próprio, mas afaga Ciro
Comissão Executiva do partido defende a continuidade da aliança entre PSB e PT
Carol Pires - estadão.com.br
Em nota lida no fim da tarde desta terça-feira, 27, pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos (PE), a Comissão Executiva Nacional anunciou que o partido não terá candidato próprio à sucessão de Lula em outubro, defende a continuidade da aliança entre PSB e PT, mas afaga Ciro Gomes, a quem o partido não endossará os planos de se lançar na corrida presidencial.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-nota-psb-diz-que-nao-tera-candidato-proprio-mas-afaga-ciro,543793,0.htm
Carol Pires - estadão.com.br
Em nota lida no fim da tarde desta terça-feira, 27, pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos (PE), a Comissão Executiva Nacional anunciou que o partido não terá candidato próprio à sucessão de Lula em outubro, defende a continuidade da aliança entre PSB e PT, mas afaga Ciro Gomes, a quem o partido não endossará os planos de se lançar na corrida presidencial.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-nota-psb-diz-que-nao-tera-candidato-proprio-mas-afaga-ciro,543793,0.htm
'Para mim, Ciro sempre foi um parceiro', afirma Dilma Rousseff
Petista seguiu estratégia traçada pelo comando de campanha e não comentou recentes ataques do antigo aliado
Vera Rosa - O Estado de S.Paulo
Empenhada em evitar novos atritos com o PSB do deputado Ciro Gomes (CE), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, seguiu nesta terça-feira, 27, a estratégia traçada pelo comando de sua campanha e não comentou os recentes ataques do antigo aliado. A poucas horas da reunião da Executiva Nacional do PSB, que ainda hoje oficializará a retirada da candidatura de Ciro da disputa presidencial, Dilma preferiu os elogios à ofensiva. "Ciro é um ser humano com qualidades e, para mim, sempre foi um parceiro", afirmou a pré-candidata do PT, minutos antes de participar, no Senado, do Congresso dos Sindicatos de Transportadores Autônomos de Carga.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-mim-ciro-sempre-foi-um-parceiro-afirma-dilma-rousseff,543710,0.htm
Vera Rosa - O Estado de S.Paulo
Empenhada em evitar novos atritos com o PSB do deputado Ciro Gomes (CE), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, seguiu nesta terça-feira, 27, a estratégia traçada pelo comando de sua campanha e não comentou os recentes ataques do antigo aliado. A poucas horas da reunião da Executiva Nacional do PSB, que ainda hoje oficializará a retirada da candidatura de Ciro da disputa presidencial, Dilma preferiu os elogios à ofensiva. "Ciro é um ser humano com qualidades e, para mim, sempre foi um parceiro", afirmou a pré-candidata do PT, minutos antes de participar, no Senado, do Congresso dos Sindicatos de Transportadores Autônomos de Carga.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-mim-ciro-sempre-foi-um-parceiro-afirma-dilma-rousseff,543710,0.htm
Saída de Ciro amplia chance de Serra vencer no primeiro turno, diz DEM
Folha - DANIEL RONCAGLIA
da Reportagem Local
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), avaliou como positiva para a candidatura de José Serra (PSDB) a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial.
"É uma decisão favorece muito a candidatura do Serra. Ele é o grande beneficiado", disse o deputado. Para ele, a saída do deputado fará com que Serra ganhe a eleição no primeiro turno.
O deputado disse que uma eleição de contraponto favorece o tucano. "Eles estão olhando para o passado, quando a população vai votar olhando para ao futuro."
Nesta terça-feira, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
Segundo Maia, o eleitorado que Ciro tinha deve passar para Serra, já que os ataques ao deputado vieram da campanha de Dilma.
"Como Dilma começou a campanha antes, ela acabou tomando votos de Ciro. Esse eleitor que está com Ciro agora já teve todos os motivos para votar nela", disse.
Maia afirmou que o presidente do PSB e governador da Pernambuco, Eduardo Campos, iria comprometer a sua reeleição se Ciro fosse candidato, já que a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva no Estado é alta.
"Eu não conseguia entender como é que o Eduardo Campos ia para a eleição com a base de Lula dividida."
Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio do PSB e do deputado Ciro Gomes à pré-candidata do partido da disputa presidencial, Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
"Temos que respeitar a decisão que o PSB tomou. A partir de agora, vamos sentar para conversar", afirmou Dutra. Segundo ele, os dois partidos irão se encontrar para tratar da aliança, que deve ser formalizada no dia 17 de maio.
Ciro criticou a decisão do seu partido. Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu.
O deputado será procurado pela senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência. "A própria Marina vai procurá-lo em tempo hábil. Temos que respeitar o tempo dele. Ninguém vai ficar urubuservando", afirmou o coordenador da pré-campanha da senadora, o vereador Alfredo Sirkis.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726926.shtml
da Reportagem Local
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), avaliou como positiva para a candidatura de José Serra (PSDB) a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial.
"É uma decisão favorece muito a candidatura do Serra. Ele é o grande beneficiado", disse o deputado. Para ele, a saída do deputado fará com que Serra ganhe a eleição no primeiro turno.
O deputado disse que uma eleição de contraponto favorece o tucano. "Eles estão olhando para o passado, quando a população vai votar olhando para ao futuro."
Nesta terça-feira, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
Segundo Maia, o eleitorado que Ciro tinha deve passar para Serra, já que os ataques ao deputado vieram da campanha de Dilma.
"Como Dilma começou a campanha antes, ela acabou tomando votos de Ciro. Esse eleitor que está com Ciro agora já teve todos os motivos para votar nela", disse.
Maia afirmou que o presidente do PSB e governador da Pernambuco, Eduardo Campos, iria comprometer a sua reeleição se Ciro fosse candidato, já que a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva no Estado é alta.
"Eu não conseguia entender como é que o Eduardo Campos ia para a eleição com a base de Lula dividida."
Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio do PSB e do deputado Ciro Gomes à pré-candidata do partido da disputa presidencial, Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
"Temos que respeitar a decisão que o PSB tomou. A partir de agora, vamos sentar para conversar", afirmou Dutra. Segundo ele, os dois partidos irão se encontrar para tratar da aliança, que deve ser formalizada no dia 17 de maio.
Ciro criticou a decisão do seu partido. Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu.
O deputado será procurado pela senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência. "A própria Marina vai procurá-lo em tempo hábil. Temos que respeitar o tempo dele. Ninguém vai ficar urubuservando", afirmou o coordenador da pré-campanha da senadora, o vereador Alfredo Sirkis.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726926.shtml
E Ciro virou batata quente
Correio Braziliense | Ivan Iunes
PSB e PT quebram a cabeça em busca de uma compensação eleitoral para o fim da candidatura do deputado federal ao Palácio do Planalto
A direção nacional do PSB deve anunciar o fim da candidatura presidencial do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) na tarde de hoje, sem qualquer alternativa para uma saída honrosa ao pré-candidato. Nos bastidores, o comando do partido já admite não saber o que fazer com o capital eleitoral do parlamentar, o mais votado do país, proporcionalmente, em 2006, com 16% dos votos do Ceará. Para evitar um desgaste acentuado com Ciro, a direção nacional da legenda joga a responsabilidade pela decisão para os diretórios regionais. O anúncio está marcado para as 17h de hoje.
Com a hipótese praticamente sacramentada de ter as portas fechadas para a terceira candidatura presidencial, Ciro admite apoiar Dilma Rousseff (PT), mas pediu ao próprio partido um tempo para “lamber as feridas”. Sem a legenda para concorrer à Presidência da República, restaria ao deputado federal a eleição em São Paulo. Ele trocou o título do Ceará para o maior colégio eleitoral do país. O problema é que o parlamentar não admite concorrer a cargos no Legislativo e também não quer disputar o governo do estado.
A sinuca que envolve um dos principais quadros da legenda deixa de mãos atadas a direção nacional do partido. “Caso Ciro quisesse, poderia ser coordenador de todas as campanhas majoritárias do PSB, mas ele não quer. Nesse momento, não temos como oferecer outro caminho a ele”, admite o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB- DF). O partido deve abrir mão da candidatura de Ciro em troca do apoio ou da ajuda dos petistas em pelo menos seis estados.
A matemática envolvida inclui o apoio do PT a candidatos socialistas no Piauí, em Pernambuco e no Amapá. Em outros estados, como Rio Grande do Sul, Espírito Santo e São Paulo, o partido teria solicitado aos petistas a liberação de partidos menores, para formação de alianças. As legendas preferenciais são PCdoB, PP e PR. A presença de Dilma em palanques duplos também faria parte da fatura cobrada pelo PSB. “A minha ideia, e acho que vai acontecer, é que, do palanque dela, façam parte todos os apoiadores da campanha e que ela vá a todos os palanques”, antecipa o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Fora da disputa, o próprio Ciro Gomes já admite que não há ofertas possíveis que o façam participar ativamente da campanha de outubro. Em princípio, no máximo fará o apoio declarado ou aparições curtas ao lado de Dilma Rousseff. Fora da política partidária pelo próximo quadriênio, o deputado federal anuncia o período como uma potencial experiência sabática. “Vou parar um pouco. Escrever, pensar, tentar ganhar algum dinheiro”, resumiu Ciro, nas últimas entrevistas à imprensa.
DILMA MINIMIZA INEXPERIÊNCIA
» A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse não ser uma política tradicional, mas afirmou que a experiência no governo Lula a credenciou para disputar o Palácio do Planalto. O comentário foi em resposta aos ataques do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre sua inexperiência em relação ao pré-candidato do PSDB, José Serra. Em entrevista à Rádio Brasil Sul, de Londrina (PR), ela minimizou recentes pesquisas de intenção de votos que dão vantagem ao tucano. Segundo Dilma, levantamentos mostram um retrato do momento. A pré-candidata voltou a afirmar que, se for eleita, conseguirá levantar dois milhões de novas moradias até 2014, que vão se somar a 1 milhão previsto até 2010 na primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/27/politica,i=188919/E+CIRO+VIROU+BATATA+QUENTE.shtml
Dilma evita responder ataques de Ciro e diz esperar contar com colaboração dele
Folha- MÁRCIO FALCÃO
da Sucursal de Brasília
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que não vai rebater as críticas do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que não tem competência técnica para comandar o país nem de que o PMDB é uma quadrilha. Dilma disse que ainda tem esperanças de que Ciro esteja "mais próximo" novamente.
"Olha não vou responder o deputado porque eu acredito que ele sempre esteve ao nosso lado e espero que volte estar mais próximo", disse.
O discurso de Dilma segue orientação do Palácio do Planalto, que recomendou cautela nas respostas ao deputado na tentativa de convencer futuramente Ciro a embarcar na campanha petista.
Dilma evitou polemizar os ataques de Ciro e ainda elogiou o deputado. "Ele para mim é uma pessoa que respeito, um ser humano com qualidades", afirmou.
O PSB deve oficializar hoje a retirada da pré-campanha de Ciro à Presidência. O deputado partiu para o ataque após ser informado pela cúpula de seu partido que sua candidatura não tinha fôlego.
Ciro disse que o presidenciável do PSDB, José Serra, era mais preparado do que Dilma e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se achava o "todo poderoso" e "viajava na maionese".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726531.shtml
da Sucursal de Brasília
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que não vai rebater as críticas do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que não tem competência técnica para comandar o país nem de que o PMDB é uma quadrilha. Dilma disse que ainda tem esperanças de que Ciro esteja "mais próximo" novamente.
"Olha não vou responder o deputado porque eu acredito que ele sempre esteve ao nosso lado e espero que volte estar mais próximo", disse.
O discurso de Dilma segue orientação do Palácio do Planalto, que recomendou cautela nas respostas ao deputado na tentativa de convencer futuramente Ciro a embarcar na campanha petista.
Dilma evitou polemizar os ataques de Ciro e ainda elogiou o deputado. "Ele para mim é uma pessoa que respeito, um ser humano com qualidades", afirmou.
O PSB deve oficializar hoje a retirada da pré-campanha de Ciro à Presidência. O deputado partiu para o ataque após ser informado pela cúpula de seu partido que sua candidatura não tinha fôlego.
Ciro disse que o presidenciável do PSDB, José Serra, era mais preparado do que Dilma e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se achava o "todo poderoso" e "viajava na maionese".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726531.shtml
Presidente do PT se diz otimista sobre apoio de Ciro a Dilma
Folha- DANIEL RONCAGLIA
da Reportagem Local
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio do PSB e do deputado Ciro Gomes à pré-candidata do partido da disputa presidencial, Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
Nesta terça-feira, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
"Temos que respeitar a decisão que o PSB tomou. A partir de agora, vamos sentar para conversar", afirmou Dutra. Segundo ele, os dois partidos irão se encontrar na próxima terça-feira para tratar da aliança, que deve ser formalizada no dia 17 de maio.
Dutra lembrou que o próprio presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que o partido deve apoiar Dilma. O dirigente petista também evitou comentar as declarações que Ciro tem feito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Dilma e ao PT.
A cúpula do PSB embarca hoje para o Rio de Janeiro para se encontrar com Ciro Gomes e comunicá-lo oficialmente da decisão.
Campos disse que telefonou para Ciro e Dutra durante a reunião. Segundo ele, a reação de Ciro foi "tranquila". O presidente do PSB disse ter certeza de que Ciro seguirá a orientação do partido.
Ciro criticou a decisão do seu partido. Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu.
O deputado será procurado pela senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência. "A própria Marina vai procurá-lo em tempo hábil. Temos que respeitar o tempo dele. Ninguém vai ficar urubuservando", afirmou o coordenador da pré-campanha da senadora, o vereador Alfredo Sirkis.
Alianças
Na semana passada, o PSB entregou ao coordenador político da campanha de Dilma, Fernando Pimentel, uma lista de exigências para um acordo nacional. Ontem, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que esses acordos podem não sair. "Isso é meio esquisito. O PT não tem o comando sobre todas as legendas. Se tivéssemos, os cenários em muitos Estados seriam diferentes", disse.
O senador e pré-candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou que espera ter o apoio do PSB, que lançou a pré-candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Se o PSB quiser vir para a coligação, será muito bem recebido", disse Mercadante à Rádio Bandeirantes.
Mesmo diante do cortejo do PT, o PSB ainda resiste em abrir mão de lançar Skaf e negociar sua indicação como vice de Mercadante. '"A possibilidade de o Skaf ser vice do Mercadante hoje é a mesma de o Mercadante ser vice dele", disse o deputado Márcio França.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726813.shtml
da Reportagem Local
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que está otimista sobre o apoio do PSB e do deputado Ciro Gomes à pré-candidata do partido da disputa presidencial, Dilma Rousseff. "Estou otimista. Ele foi ministro do governo, deputado da base do governo no segundo mandato e é amigo da Dilma", disse.
Nesta terça-feira, a Executiva do PSB desistiu da candidatura de Ciro. Em uma reunião tensa, em que integrantes da legenda acusaram a direção do partido de ser subserviente ao PT, o PSB avaliou que se enfraqueceria nos Estados caso mantivesse a candidatura presidencial.
"Temos que respeitar a decisão que o PSB tomou. A partir de agora, vamos sentar para conversar", afirmou Dutra. Segundo ele, os dois partidos irão se encontrar na próxima terça-feira para tratar da aliança, que deve ser formalizada no dia 17 de maio.
Dutra lembrou que o próprio presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que o partido deve apoiar Dilma. O dirigente petista também evitou comentar as declarações que Ciro tem feito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Dilma e ao PT.
A cúpula do PSB embarca hoje para o Rio de Janeiro para se encontrar com Ciro Gomes e comunicá-lo oficialmente da decisão.
Campos disse que telefonou para Ciro e Dutra durante a reunião. Segundo ele, a reação de Ciro foi "tranquila". O presidente do PSB disse ter certeza de que Ciro seguirá a orientação do partido.
Ciro criticou a decisão do seu partido. Numa nota intitulada "Ao rei tudo, menos a honra", Ciro chamou a decisão do PSB de "erro tático". "Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o país", escreveu.
O deputado será procurado pela senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência. "A própria Marina vai procurá-lo em tempo hábil. Temos que respeitar o tempo dele. Ninguém vai ficar urubuservando", afirmou o coordenador da pré-campanha da senadora, o vereador Alfredo Sirkis.
Alianças
Na semana passada, o PSB entregou ao coordenador político da campanha de Dilma, Fernando Pimentel, uma lista de exigências para um acordo nacional. Ontem, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que esses acordos podem não sair. "Isso é meio esquisito. O PT não tem o comando sobre todas as legendas. Se tivéssemos, os cenários em muitos Estados seriam diferentes", disse.
O senador e pré-candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou que espera ter o apoio do PSB, que lançou a pré-candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Se o PSB quiser vir para a coligação, será muito bem recebido", disse Mercadante à Rádio Bandeirantes.
Mesmo diante do cortejo do PT, o PSB ainda resiste em abrir mão de lançar Skaf e negociar sua indicação como vice de Mercadante. '"A possibilidade de o Skaf ser vice do Mercadante hoje é a mesma de o Mercadante ser vice dele", disse o deputado Márcio França.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726813.shtml
Marina vai pedir apoio de Ciro na campanha
Folha - BERNARDO MELLO FRANCO
da Reportagem Local
A pré-candidata do PV, Marina Silva, vai pedir o apoio do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida presidencial. Ela deve procurá-lo para uma primeira conversa nos próximos dias.
Os verdes apostam numa rebelião de Ciro contra o próprio partido, que rifou sua candidatura para embarcar na campanha de Dilma Rousseff (PT).
A operação será deflagrada assim que o PSB oficializar que não terá candidato próprio à sucessão do presidente Lula. "O apoio de Ciro nos interessa. Em tempo hábil, a Marina vai procurá-lo", confirmou à Folha, de Washington, por telefone, o coordenador da campanha do PV, Alfredo Sirkis.
Aliados da senadora avaliam que Ciro demonstrou ressentimento com a cúpula do PSB, que barrou sua candidatura para negociar alianças regionais. Eles interpretaram as críticas a Dilma como um sinal de que o deputado pode boicotar a aliança do partido com o PT.
"Ciro ficou numa situação muito delicada. Apoiar a Marina seria uma boa saída para ele", diz o ex-deputado Luciano Zica, da Executiva Nacional do PV. "Ele pode ser um parceiro, quem sabe até um colaborador da campanha."
Marina volta hoje dos Estados Unidos. Antes de viajar, ela divulgou nota chamando a decisão do PSB de "retrocesso" e "intolerância democrática". "A Marina gosta muito do Ciro. E o eleitorado é dele, não do PSB", afirma Zica.
A direção do PV agora discute uma forma de iniciar o diálogo sem melindrar o deputado, que está com o orgulho ferido e se sentiu abandonado pelo próprio partido. A ideia é que Marina o procure para marcar uma conversa cara a cara.
"Temos que dar um tempo a ele para deixar a poeira baixar", disse Sirkis. "A turma da Dilma já está urubuzando o Ciro. Não vamos fazer isso. Vamos tratá-lo com respeito e seriedade."
Publicamente, Marina passará a se apresentar como única alternativa à polarização entre Dilma e José Serra (PSDB). Ciro pretendia desempenhar o mesmo papel, em oposição ao caráter plebiscitário que o governo quer dar à eleição.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 19, Marina e Ciro aparecem tecnicamente empatados --ela teve 10% das intenções, e ele, 9%. Sem o deputado, Marina alcança os 12%.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726488.shtml
da Reportagem Local
A pré-candidata do PV, Marina Silva, vai pedir o apoio do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida presidencial. Ela deve procurá-lo para uma primeira conversa nos próximos dias.
Os verdes apostam numa rebelião de Ciro contra o próprio partido, que rifou sua candidatura para embarcar na campanha de Dilma Rousseff (PT).
A operação será deflagrada assim que o PSB oficializar que não terá candidato próprio à sucessão do presidente Lula. "O apoio de Ciro nos interessa. Em tempo hábil, a Marina vai procurá-lo", confirmou à Folha, de Washington, por telefone, o coordenador da campanha do PV, Alfredo Sirkis.
Aliados da senadora avaliam que Ciro demonstrou ressentimento com a cúpula do PSB, que barrou sua candidatura para negociar alianças regionais. Eles interpretaram as críticas a Dilma como um sinal de que o deputado pode boicotar a aliança do partido com o PT.
"Ciro ficou numa situação muito delicada. Apoiar a Marina seria uma boa saída para ele", diz o ex-deputado Luciano Zica, da Executiva Nacional do PV. "Ele pode ser um parceiro, quem sabe até um colaborador da campanha."
Marina volta hoje dos Estados Unidos. Antes de viajar, ela divulgou nota chamando a decisão do PSB de "retrocesso" e "intolerância democrática". "A Marina gosta muito do Ciro. E o eleitorado é dele, não do PSB", afirma Zica.
A direção do PV agora discute uma forma de iniciar o diálogo sem melindrar o deputado, que está com o orgulho ferido e se sentiu abandonado pelo próprio partido. A ideia é que Marina o procure para marcar uma conversa cara a cara.
"Temos que dar um tempo a ele para deixar a poeira baixar", disse Sirkis. "A turma da Dilma já está urubuzando o Ciro. Não vamos fazer isso. Vamos tratá-lo com respeito e seriedade."
Publicamente, Marina passará a se apresentar como única alternativa à polarização entre Dilma e José Serra (PSDB). Ciro pretendia desempenhar o mesmo papel, em oposição ao caráter plebiscitário que o governo quer dar à eleição.
Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 19, Marina e Ciro aparecem tecnicamente empatados --ela teve 10% das intenções, e ele, 9%. Sem o deputado, Marina alcança os 12%.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u726488.shtml
PSB formaliza hoje saída de Ciro da corrida eleitoral
AE - Agência Estado
A Executiva Nacional do PSB formaliza hoje a retirada da pré-candidatura de Ciro Gomes (CE) à Presidência da República. Com a saída do deputado da corrida presidencial, o PSB deverá oficializar, em junho, o apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A fim de ter argumentos para tirar Ciro Gomes da disputa, a cúpula do PSB fez levantamento nos 27 diretórios do partido sobre a candidatura presidencial do parlamentar. A tendência ontem era de que a maioria se posicionasse contra a candidatura de Ciro, optando pelo apoio a Dilma. Um balanço preliminar indicava que apenas "cinco e seis diretórios" eram favoráveis à manutenção de candidatura própria à Presidência, segundo um dos integrantes da cúpula do partido.
O clima no PSB é de irritação com Ciro. Na semana passada, ele criticou dirigentes do partido e afirmou que o candidato tucano à Presidência, José Serra, é mais preparado do que Dilma. Integrantes da cúpula socialista abriram fogo amigo contra Ciro e, nos bastidores, defenderam o afastamento do ministro Pedro Brito da Secretaria de Portos. Brito é homem de confiança do deputado.
"Não vamos polemizar com o Ciro", afirmou ontem o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo ele, o presidente Lula não tem planos de afastar o protegido de Ciro Gomes do ministério. "Essa é uma discussão interna no PSB e acho que o presidente Lula não vai concordar em fazer ajustes internos com cargos", observou o líder.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psb-formaliza-hoje-saida-de-ciro-da-corrida-eleitoral,543586,0.htm
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