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19 de nov. de 2009

Na Bahia, Lula reina e Serra lidera

veja.com

Uma pesquisa encomendada pelo PSDB ao Instituto Análise revelou que, ao menos na Bahia, a transferência de votos de Lula para Dilma Rouseff ainda não andou. O instituto ouviu 1 000 pessoas em todo o estado neste mês de novembro. Dos entrevistados, 91% consideram o governo Lula “ótimo” ou “bom” - um topo de popularidade nunca visto antes na história desse país. No entanto, isso não se reflete em votos para Dilma.

José Serra lidera com 46% dos votos, seguido por Dilma, com 26%, Ciro Gomes, com 12% e Marina Silva, com 4%. No cenário em que Ciro não aparece como candidato, Serra chega a 53%, Dilma a 29% e Marina a 5%.

“Neste ano, o Serra nunca teve 46% dos votos na Bahia”, afirma o tucano baiano Jutahy Júnior.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/eleicoes-2010/na-bahia-lula-reina-e-serra-lidera/

16 de nov. de 2009

Marina Silva diz que não vai votar no Lula pela primeira vez

abril.com

Senadora acredita que se o país “já elegeu um sociólogo e um metalúrgico, está pronto pra eleger uma mulher”

A senadora ambientalista, Marina Silva, de 51 anos, conta em entrevista à “TPM” que, pela primeira vez, não vai votar no presidente Luiz Inácio lula da Silva, já que o presidente não será candidato às eleições de 2010. “Ainda bem”, complementa Marina, que vai concorrer à presidência no próximo ano.

Ela fala à revista sobre como foi a infância na floresta e como superou doenças como leishmaniose, malária e hepatite que, até hoje, a obrigam a fazer uma dieta específica.

Mesmo assim ela não costumava reclamar da vida e diz que sofreu mais preconceito por ser evangélica do que por ser negra, pobre ou mulher. Mesmo sabendo que o Brasil é um país machista, ela acredita que se a população “já elegeu um sociólogo e um metalúrgico, está pronto pra eleger uma mulher”. Segundo a senadora, o país é muito ousado e “a sociedade brasileira é capaz de se colocar à frente de seus próprios preconceitos”.

http://www.abril.com.br/noticias/brasil/marina-silva-diz-nao-vai-votar-lula-pela-primeira-vez-512536.shtml

14 de nov. de 2009

A dúvida dos presidenciáveis: recauchutar ou não a própria imagem?

Veja Online - Por Luiz De França

Submeter-se à cirurgia plástica para parecer mais jovem, trocar o vestuário para ficar menos sisudo, falar de forma mais clara, ser mais simpático. Esses são alguns dos recursos que podem ser utilizados para seduzir alguém - e esse alguém pode ser o eleitor. Os candidatos a sedutor, é claro, são os políticos. A menos de um ano da eleição, os principais pré-candidatos à Presidência já lançam mão das artimanhas - ou ao menos deveriam, segundo os marqueteiros.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, saiu na frente. Fez plástica, trocou o guarda-roupa, está se esforçando para falar de maneira menos técnica, mais coloquial, e tem lutado para derreter a imagem de durona. Contudo, alterar demais a imagem para atrair votos pode ser uma estratégia arriscada.

"Sou contra impor a qualquer candidato um perfil que ele não tem, pois pode parecer falso. Toda fez que isso acontece, não dá certo", afirma Fernando Barros, diretor da agência de propaganda Propeg. "O marketing político não ganha eleição, só ajuda. Se for mal feito, até prejudica", diz Gaudêncio Torquato, diretor da GT Marketing e Comunicação. Às duas impressões, o publicitário Nelson Biondi, da Nova Estratégia, acrescenta: "Não adianta inventar muito porque, em geral, o eleitor já tem uma imagem do candidato formatada na cabeça".

Onça e tucanos - Apesar das advertências, é de se esperar que todos os candidatos ao Palácio do Planalto adotem algum artifício para se vender melhor como opção ao comando do país. Então, levará a melhor aquele que calcular com mais precisão o tênue limite entre e bom gosto e o exagero. "Essa história de querer montar a Dilma como uma fada, não vai colar. Deixa ela ser onça mesmo, até porque o cargo ao qual ela possivelmente se candidatará requer alguém de pulso firme", diz Barros.

Na visão do publicitário, o governador de São Paulo, José Serra, passou a encarnar uma imagem mais sedutora ao cuidar mais da gravata e do terno - algumas vezes desalinhados. Outro tucano, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pode precisar de menos retoques do que os demais. "Ele leva vantagem por ser galante, sedutor, ter boa aparência e ser mais sorridente."

Mas isso não é garantia de aceitação nacional. Na opinião de Torquato, o paulista e o mineiro sofrem do mesmo mal: "Ambos apresentam um discurso muito regionalista. Precisam falar mais de problemas do país como um todo", diz. Apesar das necessárias mudanças, os dois deveriam evitar uma descaracterização total - a exemplo de Dilma. "Um Aécio sério demais soaria falso, porque ele é normalmente alegre, assim como um Serra fazendo graça constantemente não pareceria o próprio", compara.

Violência e paixão - Outros presidenciáveis que poderiam lucrar com o intercâmbio moderado de qualidades são o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) e a senadora Marina da Silva (PV-AM). "Ciro precisa de um calmante para arrefecer seu temperamento respondão, enquanto a Marina deveria tomar um energético para animar, pois transmite a impressão de fragilidade frente a um cargo de tanta responsabilidade como a Presidência", avalia Biondi.

A imagem do atual ocupante do Palácio do Planalto também passou por mudanças estéticas e comportamentais antes de chegar ao posto. Luiz Inácio Lula da Silva encarou um tratamento de alinhamento dos dentes e, após três derrotas nas urnas, aprendeu a domar seu temperamento explosivo e até trocou de casaca, abandonando o estilo descontraído em favor de um clássico assinado pelo estilista Ricardo Almeida. No caso de Lula, a nova imagem seduziu o eleitor. Resta saber quem terá a mesma competência no ano que vem.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/duvida-presidenciaveis-recauchutar-ou-nao-imagem-510543.shtml