Camila Campanerut
Do UOL Eleições
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de uma reunião, nesta terça-feira (5), com três governadores reeleitos -Marcelo Déda (PT-SE), Eduardo Campos (PSB-PE) e Cid Gomes (PSB-CE)- e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O deputado, que até o meio do ano cogitava participar das eleições presidenciais, mas por orientação de sua legenda apoiou a candidata petista, foi anunciado como um dos coordenadores de sua campanha do segundo turno.
“Ciro vai participar da nossa coordenação de campanha, e tenho certeza de que ele tem grandes contribuições para nos dar”, disse a presidenciável sobre o parlamentar, a quem ela disse que admira e respeita "muito".
Mais cedo, após o café da manhã com o presidente, Ciro reforçou o tom de respeito à decisão do partido e a disposição de ajudar a petista a conquistar o segundo turno das eleições presidenciais.
“Sou cabo eleitoral. Estou à disposição 100%. Minha tarefa é garantir a vitória [de Dilma] lá no Ceará, onde ela tirou 66% [dos votos], no primeiro turno”. Para Ciro, a estratégia da campanha deve ser mantida.
A ex-ministra afirmou que aproveitará este momento da campanha para aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste, já em resposta aos correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.
Amanhã (6), Dilma parte para o Rio de Janeiro, onde participará de uma carreata. A petista também já confirmou presença no debate da TV Bandeirantes, no próximo domingo (10).
Religião
"Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas", disse a petista ao comentar a polêmica criada em torno de suas declarações sobre o aborto.
De acordo com Dilma, suas propostas de governo "têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil". "Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida".
Para a nova campanha, ela disse que vai se empenhar para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano. Nas palavras da petista, "o programa tucano é uma volta ao passado", enquanto o dela, "representa a nova era da prosperidade".
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/05/dilma-anuncia-ciro-gomes-como-coordenador-de-campanha.jhtm
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6 de out. de 2010
PV define convenção para dia 17 e afirma que decisão pode não ser homogênea
Andréia Martins
Do UOL Eleições
A direção nacional do PV marcou para o dia 17 de outubro a convenção em que a legenda irá decidir o seu posicionamento para o segundo turno da eleição presidencial.
Em entrevista aos jornalistas na manhã desta terça-feira (06), o presidente nacional do partido, José Luis Penna, o presidente da legenda no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, e o coordenador de campanha nacional do PV, João Paulo Capobianco, deixaram claro que o apoio do partido e o de Marina Silva não precisarão ser o mesmo.
Além disso, os dirigentes avisaram que o PV poderá definir um posicionamento e aqueles que não aderirem à opinião do partido poderão dar apoio ao seu candidato de preferencia, mas sem usar o material do PV.
Segundo Penna, a escolha de apoiar a candidata petista Dilma Rousseff ou o tucano José Serra não contraria o discurso da senadora Marina Silva, que em sua campanha no primeiro turno se apresentou como uma terceira via, afirmando que os candidatos Dilma e Serra tinham discurso semelhante. “A própria Marina reconheceu os avanços dos últimos 16 anos”, afirmou ele. “O que nós temos hoje é um conjunto de lideranças que precisa se impor e não vamos jogar no lixo o que foi conquistado”, completou Penna ao destacar “a votação nunca antes esperada nas urnas”.
Questionados sobre o que os adversários precisariam apresentar em seus programas de governo para atrair o apoio da legenda, Penna afirmou que eles “teriam que, primeiro, fazer um”. “O Serra apresentou um discurso, a Dilma apresentou um [programa] e mudou várias vezes”. “Nós vamos apresentar o nosso e eles podem se comprometer com alguns pontos ou não”, disse Sirkis.
Sobre o PV ocupar cargos no próximo governo, Capobianco desconversou: “A questão do partido é programas”, disse ele. “Discussão de novo governo é posterior”, afirmou Sirkis.
Antes da convenção, o PV vai se reunir com vários segmentos da sociedade, entre eles lideranças religiosas. Segundo Sirkis, ao longo dos próximos dias, Marina também irá se encontrar com lideranças que participaram de sua campanha para definir sua posição.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/pv-define-convencao-para-dia-17-e-afirma-que-decisao-pode-nao-ser-homogenea.jhtm
Do UOL Eleições
A direção nacional do PV marcou para o dia 17 de outubro a convenção em que a legenda irá decidir o seu posicionamento para o segundo turno da eleição presidencial.
Em entrevista aos jornalistas na manhã desta terça-feira (06), o presidente nacional do partido, José Luis Penna, o presidente da legenda no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, e o coordenador de campanha nacional do PV, João Paulo Capobianco, deixaram claro que o apoio do partido e o de Marina Silva não precisarão ser o mesmo.
Além disso, os dirigentes avisaram que o PV poderá definir um posicionamento e aqueles que não aderirem à opinião do partido poderão dar apoio ao seu candidato de preferencia, mas sem usar o material do PV.
Segundo Penna, a escolha de apoiar a candidata petista Dilma Rousseff ou o tucano José Serra não contraria o discurso da senadora Marina Silva, que em sua campanha no primeiro turno se apresentou como uma terceira via, afirmando que os candidatos Dilma e Serra tinham discurso semelhante. “A própria Marina reconheceu os avanços dos últimos 16 anos”, afirmou ele. “O que nós temos hoje é um conjunto de lideranças que precisa se impor e não vamos jogar no lixo o que foi conquistado”, completou Penna ao destacar “a votação nunca antes esperada nas urnas”.
Questionados sobre o que os adversários precisariam apresentar em seus programas de governo para atrair o apoio da legenda, Penna afirmou que eles “teriam que, primeiro, fazer um”. “O Serra apresentou um discurso, a Dilma apresentou um [programa] e mudou várias vezes”. “Nós vamos apresentar o nosso e eles podem se comprometer com alguns pontos ou não”, disse Sirkis.
Sobre o PV ocupar cargos no próximo governo, Capobianco desconversou: “A questão do partido é programas”, disse ele. “Discussão de novo governo é posterior”, afirmou Sirkis.
Antes da convenção, o PV vai se reunir com vários segmentos da sociedade, entre eles lideranças religiosas. Segundo Sirkis, ao longo dos próximos dias, Marina também irá se encontrar com lideranças que participaram de sua campanha para definir sua posição.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/pv-define-convencao-para-dia-17-e-afirma-que-decisao-pode-nao-ser-homogenea.jhtm
Propaganda eleitoral de Dilma e Serra na TV e no rádio começa nesta sexta
Do UOL Eleições
Em São Paulo
A propaganda eleitoral gratuita dos dois candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), começa nesta sexta-feira (8) no rádio e na TV.
Cada uma das coligações terá 10 minutos na TV no período da tarde (13h) e outros 10 minutos à noite (20h30). No rádio, os programas serão transmitidos pela manhã (7h) e ao meio dia.
Nos programas do segundo turno existem duas diferenças em relação aos veiculados no primeiro turno. Agora, o tempo é dividido igualmente entre os candidatos e os programas são exibidos também aos domingos.
A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da candidata petista, será a primeira a exibir a propaganda, uma vez que Dilma obteve maior votação no primeiro turno. Em seguida será a vez do candidato José Serra, apoiado pela coligação “O Brasil Pode Mais”.
Inserções
Também para o segundo turno cada candidato terá direito a 7 minutos e 30 segundos de inserções de, no máximo, 30 segundos a serem distribuídas pelas emissoras ao longo da programação diária.
Entre os dias 8 e 29 de outubro —último dia para veiculação de propaganda—, cada candidato terá alcançado 165 minutos de propaganda eleitoral gratuita, divididos em 330 inserções.
A propaganda eleitoral deverá ser transmitida pelas emissoras de rádio e de televisão, bem como os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/propaganda-eleitoral-de-dilma-e-serra-na-tv-e-no-radio-comeca-nesta-sexta.jhtm
Em São Paulo
A propaganda eleitoral gratuita dos dois candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), começa nesta sexta-feira (8) no rádio e na TV.
Cada uma das coligações terá 10 minutos na TV no período da tarde (13h) e outros 10 minutos à noite (20h30). No rádio, os programas serão transmitidos pela manhã (7h) e ao meio dia.
Nos programas do segundo turno existem duas diferenças em relação aos veiculados no primeiro turno. Agora, o tempo é dividido igualmente entre os candidatos e os programas são exibidos também aos domingos.
A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da candidata petista, será a primeira a exibir a propaganda, uma vez que Dilma obteve maior votação no primeiro turno. Em seguida será a vez do candidato José Serra, apoiado pela coligação “O Brasil Pode Mais”.
Inserções
Também para o segundo turno cada candidato terá direito a 7 minutos e 30 segundos de inserções de, no máximo, 30 segundos a serem distribuídas pelas emissoras ao longo da programação diária.
Entre os dias 8 e 29 de outubro —último dia para veiculação de propaganda—, cada candidato terá alcançado 165 minutos de propaganda eleitoral gratuita, divididos em 330 inserções.
A propaganda eleitoral deverá ser transmitida pelas emissoras de rádio e de televisão, bem como os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/propaganda-eleitoral-de-dilma-e-serra-na-tv-e-no-radio-comeca-nesta-sexta.jhtm
Marina diz que não aceitou conversar sobre apoio a Dilma Rousseff
Do UOL Eleições
Em São Paulo
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta quarta-feira (6), em nota divulgada à imprensa, que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a buscou na tarde de ontem para negociar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Marina, porém, que recebeu quase 20 milhões de votos no primeiro turno do pleito, disse que não irá conversar com o PT sobre uma eventual aliança neste momento.
De acordo com a nota, a senadora irá “escutar parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido [o PV]” nos próximos dias, para depois definir seu “posicionamento em relação ao segundo turno”. O documento diz que uma Convenção Nacional do PV será convocada para definir os rumos a serem tomados pela legenda na eleição presidencial, mas não informa em qual data será realizado o evento.
Marina também desmente uma declaração atribuída a Dutra, publicada ontem na imprensa, de que ela já teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma. A verde afirma que a notícia “não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/marina-diz-que-nao-aceitou-conversar-sobre-apoio-a-dilma-rousseff.jhtm
Em São Paulo
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou nesta quarta-feira (6), em nota divulgada à imprensa, que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, a buscou na tarde de ontem para negociar seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Marina, porém, que recebeu quase 20 milhões de votos no primeiro turno do pleito, disse que não irá conversar com o PT sobre uma eventual aliança neste momento.
De acordo com a nota, a senadora irá “escutar parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido [o PV]” nos próximos dias, para depois definir seu “posicionamento em relação ao segundo turno”. O documento diz que uma Convenção Nacional do PV será convocada para definir os rumos a serem tomados pela legenda na eleição presidencial, mas não informa em qual data será realizado o evento.
Marina também desmente uma declaração atribuída a Dutra, publicada ontem na imprensa, de que ela já teria aceitado conversar sobre o apoio a Dilma. A verde afirma que a notícia “não passa de puro equívoco ou compreensão incorreta dos esclarecimentos prestados ao dirigente nacional do PT”.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/marina-diz-que-nao-aceitou-conversar-sobre-apoio-a-dilma-rousseff.jhtm
30 de set. de 2010
Supremo aprova ação do PT: eleitor só precisará de um documento para votar
Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Por oito votos a dois, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram, nesta quinta-feira (30), a Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PT, pedindo que a Suprema Corte negasse a decisão da Justiça Eleitoral de cobrar do eleitor, no dia da votação, a apresentaçãodo título de eleitor e de um documento de identidade com foto.
Com a decisão, o eleitor não é mais obrigado a levar dois documentos para votar, ou seja, de porte de apenas um documento com foto é possível votar; só com o título de eleitor, não.
Em seu voto, a ministra-relatora do caso, Ellen Gracie, ponderou que a dupla documentação era “desnecessária”. “Entendo que não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor (...) [Assim] a ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto”, detalhou a ministra, que teve apoio dos ministros José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.
Antes da conclusão da decisão, a ministra frisou que com a decisão o documento “não se torna inútil”, apenas dispensável. “Quem trouxer o título, será atendido com mais celeridade (...) Segue-se exigindo ambos os documentos, mas a ausência do título não impede o direito de votar”.
Na ação, o Partido dos Trabalhadores também afirmava que a retirada do direito de votar pela ausência do título acabaria “por cassar o exercício da cidadania do eleitor”.
Os votos contrários à decisão foram do ministro Gilmar Mendes e do presidente do STF, Cezar Peluso. Mendes pediu vista nesta quarta-feira (29), adiando a decisão sobre o tema para hoje.
A argumentação contrária de Mendes é que “uma liminar a três dias da eleição” seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.
Já Peluzo, contrariado por fazer parte da minoria, disse: “acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral”.
Vale lembrar
O prazo para a solicitar a segunda via do título de eleitor termina nesta quinta-feira. O pedido pode ser feito em qualquer cartório eleitoral, mesmo se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral.
Para as eleições deste ano, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar para presidente, governador, senador, deputado estadual, federal e distrital, segundo o TSE.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/supremo-aprova-acao-do-pt-eleitor-so-precisara-de-um-documento-para-votar.jhtm
Do UOL Eleições
Por oito votos a dois, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram, nesta quinta-feira (30), a Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PT, pedindo que a Suprema Corte negasse a decisão da Justiça Eleitoral de cobrar do eleitor, no dia da votação, a apresentaçãodo título de eleitor e de um documento de identidade com foto.
Com a decisão, o eleitor não é mais obrigado a levar dois documentos para votar, ou seja, de porte de apenas um documento com foto é possível votar; só com o título de eleitor, não.
Em seu voto, a ministra-relatora do caso, Ellen Gracie, ponderou que a dupla documentação era “desnecessária”. “Entendo que não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor (...) [Assim] a ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto”, detalhou a ministra, que teve apoio dos ministros José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.
Antes da conclusão da decisão, a ministra frisou que com a decisão o documento “não se torna inútil”, apenas dispensável. “Quem trouxer o título, será atendido com mais celeridade (...) Segue-se exigindo ambos os documentos, mas a ausência do título não impede o direito de votar”.
Na ação, o Partido dos Trabalhadores também afirmava que a retirada do direito de votar pela ausência do título acabaria “por cassar o exercício da cidadania do eleitor”.
Os votos contrários à decisão foram do ministro Gilmar Mendes e do presidente do STF, Cezar Peluso. Mendes pediu vista nesta quarta-feira (29), adiando a decisão sobre o tema para hoje.
A argumentação contrária de Mendes é que “uma liminar a três dias da eleição” seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.
Já Peluzo, contrariado por fazer parte da minoria, disse: “acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral”.
Vale lembrar
O prazo para a solicitar a segunda via do título de eleitor termina nesta quinta-feira. O pedido pode ser feito em qualquer cartório eleitoral, mesmo se o eleitor estiver fora do seu domicílio eleitoral.
Para as eleições deste ano, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar para presidente, governador, senador, deputado estadual, federal e distrital, segundo o TSE.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/supremo-aprova-acao-do-pt-eleitor-so-precisara-de-um-documento-para-votar.jhtm
No último dia de TV, Dilma "paz e amor" cola em Lula; Serra aposta em 2º turno
Andréia Martins
Do UOL Eleições
No último dia do horário eleitoral gratuito na TV, durante o programa da tarde, os dois principais presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mostraram depoimentos especiais na tentativa de conquistar votos.
A petista falou em governar com "paz e amor", defendeu liberdade de religião e voltou a colar sua imagem na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano optou por reforçar a ideia de ser "candidato do bem" e mostrar que é o mais preparado para administrar o país. Ambos usaram clipes caprichados, com músicas de apelo emocional.
Serra disse que quer governar o país com uma “economia forte, com aumento de emprego e distribuição de renda”. No programa, mostrou momentos com a família e falas da mulher, Mônica Serra, e da filha, Veronica Serra. Ele até cantou antiga canção de Carnaval que costumava entoar para os filhos.Também voltou a mostrar suas principais realizações na área da Saúde.
Entre as principais promessas, destacou que, se eleito, irá aumentar o salário mínimo para R$ 600, dar 10% de reajuste a todos os aposentados e abrir 1 milhão de vagas em escolas técnicas. Serra encerrou sua fala no programa pedindo voto e mostrando-se confiante no segundo turno. “No domingo, eu peço o seu voto. Vamos ao segundo turno e, se Deus quiser, à vitória”.
Serra também teve direito de resposta no programa do PSTU, que numa propaganda de 15 segundos veiculada em 18 de setembro, acusou o tucano de ter "rabo preso" e o vinculou a atos corruptos. “Nunca teve nenhuma mancha em sua biografia. Serra não merece as ofensas e calúnias da qual foi vítima”, disse a mensagem da coligação “O Brasil Pode Mais”.
A líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff (PT), abriu seu programa dizendo que, no domingo, o eleitor vai “decidir entre dois modelos de governo”, afirmando que o modelo atual "foi responsável por mudar o Brasil”.
Ao longo do programa, a petista fez um “pingue-pongue” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em diversos pontos do Brasil, ambos destacaram as realizações do atual governo nas cinco regiões do país, especialmente na área de empregos e agricultura.
Lula, em seu depoimento final, disse que assim como ele, Dilma "gosta dos pobres", respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões.
Dilma tentou mostrar um lado suave, dizendo que, se eleita, vai governar com "paz, amor e serenidade". Ela novamente se defendeu do que o PT chama de "boatos de fim de campanha", negando que fosse fazer qualquer restrição religiosa. Afirmou que vai "defender a democracia e a liberdade, respeitar a fé, as religiões e as convicções das pessoas e defender a vida".
Nesta semana, circularam informações na internet de que a petista teria dito que defendia o aborto, que nem Jesus Cristo tiraria sua vitória nessas eleições e que, se eleita, fecharia templos. Para combater essa campanha, Dilma se reuniu nesta quarta-feira com lideranças religiosas e convocou uma entrevista coletiva.
A terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), dedicou seu programa a reforçar o crescimento apresentado nas últimas pesquisas. A verde direcionou seu discurso às mulheres e aos jovens, dizendo “vamos ao segundo turno”.
Já o candidato do PSOL, Plíno de Arruda Sampaio, acostumado a dizer “vote PSOL, vote 50”, aproveitou para pedir o voto do eleitorado. “Neste dia final, quero o seu voto. Vote PSOL, Vote Plínio”, disse o socialista.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/no-ultimo-programa-na-tv-dilma-faz-dobradinha-com-lula-serra-e-marina-apostam-em-2-turno.jhtm
Do UOL Eleições
No último dia do horário eleitoral gratuito na TV, durante o programa da tarde, os dois principais presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mostraram depoimentos especiais na tentativa de conquistar votos.
A petista falou em governar com "paz e amor", defendeu liberdade de religião e voltou a colar sua imagem na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano optou por reforçar a ideia de ser "candidato do bem" e mostrar que é o mais preparado para administrar o país. Ambos usaram clipes caprichados, com músicas de apelo emocional.
Serra disse que quer governar o país com uma “economia forte, com aumento de emprego e distribuição de renda”. No programa, mostrou momentos com a família e falas da mulher, Mônica Serra, e da filha, Veronica Serra. Ele até cantou antiga canção de Carnaval que costumava entoar para os filhos.Também voltou a mostrar suas principais realizações na área da Saúde.
Entre as principais promessas, destacou que, se eleito, irá aumentar o salário mínimo para R$ 600, dar 10% de reajuste a todos os aposentados e abrir 1 milhão de vagas em escolas técnicas. Serra encerrou sua fala no programa pedindo voto e mostrando-se confiante no segundo turno. “No domingo, eu peço o seu voto. Vamos ao segundo turno e, se Deus quiser, à vitória”.
Serra também teve direito de resposta no programa do PSTU, que numa propaganda de 15 segundos veiculada em 18 de setembro, acusou o tucano de ter "rabo preso" e o vinculou a atos corruptos. “Nunca teve nenhuma mancha em sua biografia. Serra não merece as ofensas e calúnias da qual foi vítima”, disse a mensagem da coligação “O Brasil Pode Mais”.
A líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff (PT), abriu seu programa dizendo que, no domingo, o eleitor vai “decidir entre dois modelos de governo”, afirmando que o modelo atual "foi responsável por mudar o Brasil”.
Ao longo do programa, a petista fez um “pingue-pongue” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em diversos pontos do Brasil, ambos destacaram as realizações do atual governo nas cinco regiões do país, especialmente na área de empregos e agricultura.
Lula, em seu depoimento final, disse que assim como ele, Dilma "gosta dos pobres", respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões.
Dilma tentou mostrar um lado suave, dizendo que, se eleita, vai governar com "paz, amor e serenidade". Ela novamente se defendeu do que o PT chama de "boatos de fim de campanha", negando que fosse fazer qualquer restrição religiosa. Afirmou que vai "defender a democracia e a liberdade, respeitar a fé, as religiões e as convicções das pessoas e defender a vida".
Nesta semana, circularam informações na internet de que a petista teria dito que defendia o aborto, que nem Jesus Cristo tiraria sua vitória nessas eleições e que, se eleita, fecharia templos. Para combater essa campanha, Dilma se reuniu nesta quarta-feira com lideranças religiosas e convocou uma entrevista coletiva.
A terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), dedicou seu programa a reforçar o crescimento apresentado nas últimas pesquisas. A verde direcionou seu discurso às mulheres e aos jovens, dizendo “vamos ao segundo turno”.
Já o candidato do PSOL, Plíno de Arruda Sampaio, acostumado a dizer “vote PSOL, vote 50”, aproveitou para pedir o voto do eleitorado. “Neste dia final, quero o seu voto. Vote PSOL, Vote Plínio”, disse o socialista.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/no-ultimo-programa-na-tv-dilma-faz-dobradinha-com-lula-serra-e-marina-apostam-em-2-turno.jhtm
TSE nega direito de resposta a Dilma contra Serra
Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou cinco pedidos da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, para responder afirmações feitas pelo candidato do PSDB, José Serra, em sua propaganda política.
Três deles pediam direito de resposta contra a propaganda em que Serra afirmou que Dilma não “daria conta” de escolher seus ministros, caso seja eleita. O quarto direito de resposta contestava alegação de Serra de que a candidata petista foi a que mais aumentou a conta de luz dos brasileiros nos últimos oito anos.
Ao negar os recursos, os ministros entenderam que os argumentos de Serra são apenas uma crítica política e que não há requisitos para conceder o direito de resposta.
No quinto recurso negado, Dilma pedia direito de resposta por conta da propaganda de José Serra que mostrou matéria da revista Veja falando sobre suposto tráfico de influência na Casa Civil.
Segundo o ministro-relator, Henrique Neves, há jurisprudência do TSE que admite o uso crítico na propaganda eleitoral de notícias publicadas na imprensa.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/tse-nega-direito-de-resposta-a-dilma-contra-serra.jhtm
Da Agência Brasil
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou cinco pedidos da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, para responder afirmações feitas pelo candidato do PSDB, José Serra, em sua propaganda política.
Três deles pediam direito de resposta contra a propaganda em que Serra afirmou que Dilma não “daria conta” de escolher seus ministros, caso seja eleita. O quarto direito de resposta contestava alegação de Serra de que a candidata petista foi a que mais aumentou a conta de luz dos brasileiros nos últimos oito anos.
Ao negar os recursos, os ministros entenderam que os argumentos de Serra são apenas uma crítica política e que não há requisitos para conceder o direito de resposta.
No quinto recurso negado, Dilma pedia direito de resposta por conta da propaganda de José Serra que mostrou matéria da revista Veja falando sobre suposto tráfico de influência na Casa Civil.
Segundo o ministro-relator, Henrique Neves, há jurisprudência do TSE que admite o uso crítico na propaganda eleitoral de notícias publicadas na imprensa.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/tse-nega-direito-de-resposta-a-dilma-contra-serra.jhtm
29 de set. de 2010
Serra sinaliza mudanças na idade para aposentadoria se eleito
Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Diante de uma plateia de funcionários públicos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (29) que, se eleito, tem a intenção de promover uma reforma da Previdência, baseada na idade dos contribuintes. O tucano indicou também a necessidade de uma reforma tributária" em fatias, para não unir dez grupos diferentes contra o projeto".
"Eu, particularmente, toda a questão previdenciária eu quero refazer no Brasil de maneira realista, que funcione", disse o presidenciável. "Eu prefiro mexer muito mais na idade do que na remuneração. Essa é uma questão importante, mas há algo que temos de examinar com a abertura, para fazer uma coisa séria. Do contrário, nós ficamos com um pé em cada canoa nessa matéria".
Mais tarde, questionado por jornalistas, o ex-governador de São Paulo afirmou que seus comentários sobre o assunto foram "apenas ênfase", e que é favorável à aposentadoria integral para funcionários públicos. "[Mas] também não precisam se aposentar com 40 e poucos anos", afirmou.
Atualmente, homens têm direito à aposentadoria integral se comprovarem 35 anos de contribuição previdenciária, contra 30 anos das mulheres. Para se aposentar por idade, homens e mulheres precisam ter, respectivamente, 65 e 60 anos - para os trabalhadores rurais são necessários 60 anos completos para homens e 55 para mulheres.
O tucano, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, não defendeu nenhuma idade específica para promover mudanças na Previdência se for eleito. "Tem que examinar as leis", disse ele, que se comprometeu a ter "diálogo com as entidades para formular mais eficiente". O encontro foi promovido pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).
Reforma tributária
Serra, que tenta forçar um segundo turno com a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), acusou o governo federal de não compreender as relações entre o Congresso e as mudanças na legislação tributária, o que impediria um modelo mais eficiente no Brasil. Ele afirmou ainda que a adversária não conseguiria ter profundidade para discutir o assunto.
Em seguida, afirmou ser "quem mais entende" da relação entre Congresso e mudanças na legislação. "Nessa reforma tem que pegar um objetivo de cada vez para que os adversários não se somem", afirmou.
O candidato do PSDB cancelou dois eventos a que compareceria nesta quarta-feira no Estado: uma visita à cidade de São José dos Campos e outra a Osasco. No início da noite ele fará uma caminhada em Barueri, na região metropolitana da capital paulista, e termina o dia com um ato de campanha na Mooca, bairro onde nasceu na zona leste de São Paulo.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/serra-sinaliza-mudancas-na-idade-para-aposentadoria-se-eleito.jhtm
Do UOL Eleições
Diante de uma plateia de funcionários públicos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (29) que, se eleito, tem a intenção de promover uma reforma da Previdência, baseada na idade dos contribuintes. O tucano indicou também a necessidade de uma reforma tributária" em fatias, para não unir dez grupos diferentes contra o projeto".
"Eu, particularmente, toda a questão previdenciária eu quero refazer no Brasil de maneira realista, que funcione", disse o presidenciável. "Eu prefiro mexer muito mais na idade do que na remuneração. Essa é uma questão importante, mas há algo que temos de examinar com a abertura, para fazer uma coisa séria. Do contrário, nós ficamos com um pé em cada canoa nessa matéria".
Mais tarde, questionado por jornalistas, o ex-governador de São Paulo afirmou que seus comentários sobre o assunto foram "apenas ênfase", e que é favorável à aposentadoria integral para funcionários públicos. "[Mas] também não precisam se aposentar com 40 e poucos anos", afirmou.
Atualmente, homens têm direito à aposentadoria integral se comprovarem 35 anos de contribuição previdenciária, contra 30 anos das mulheres. Para se aposentar por idade, homens e mulheres precisam ter, respectivamente, 65 e 60 anos - para os trabalhadores rurais são necessários 60 anos completos para homens e 55 para mulheres.
O tucano, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, não defendeu nenhuma idade específica para promover mudanças na Previdência se for eleito. "Tem que examinar as leis", disse ele, que se comprometeu a ter "diálogo com as entidades para formular mais eficiente". O encontro foi promovido pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).
Reforma tributária
Serra, que tenta forçar um segundo turno com a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), acusou o governo federal de não compreender as relações entre o Congresso e as mudanças na legislação tributária, o que impediria um modelo mais eficiente no Brasil. Ele afirmou ainda que a adversária não conseguiria ter profundidade para discutir o assunto.
Em seguida, afirmou ser "quem mais entende" da relação entre Congresso e mudanças na legislação. "Nessa reforma tem que pegar um objetivo de cada vez para que os adversários não se somem", afirmou.
O candidato do PSDB cancelou dois eventos a que compareceria nesta quarta-feira no Estado: uma visita à cidade de São José dos Campos e outra a Osasco. No início da noite ele fará uma caminhada em Barueri, na região metropolitana da capital paulista, e termina o dia com um ato de campanha na Mooca, bairro onde nasceu na zona leste de São Paulo.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/serra-sinaliza-mudancas-na-idade-para-aposentadoria-se-eleito.jhtm
Diante de religiosos, Dilma nega ter dito que nem Jesus a derrotaria
Rodrigo Bertolotto
Do UOL Eleições
Após reunião de duas horas e meia com representantes evangélicos e católicos, a presidenciável petista Dilma Rousseff fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (29), para desmentir o que o PT qualifica como "boatos" de final de campanha.
"Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nessa eleição. É uma calúnia, é uma vilania", disse a petista, ao se referir ao que classificou de "campanha difamatória". "Esse boatos saíram do submundo político e são típicos de final de campanha", afirmou.
Nos últimos dias, circularam rumores, principalmente nos meios evangélicos, de que Dilma era favorável ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o que já foi apontado como um dos favores da oscilação nas pesquisas de intenções de votos.
A presidenciável aproveitou a presença das autoridades religiosas para declarar que, em um hipotético governo, não pretende promover um plebiscito sobre o aborto. “É uma questão que só divide o país. E, no final, todo mundo acaba perdendo.” Ela se comprometeu que seu possível governo não seria autor de leis sobre o assunto. “O que eles me pediram é que deixasse o tema para o governo”, disse a candidata.
Na reunião, que aconteceu na manhã desta quarta em seu escritório político em Brasília, a petista reafirmou valores como a liberdade absoluta de crença, cooperação na área de educação e na reabilitação de dependentes químicos em parceria com entidades religiosas, que em um eventual governo seu também desempenhariam essas funções.
Dilma voltou a se declarar contra o aborto, o que fez reiteradamente durante sua campanha. "Sou pela valorização da vida, e pessoalmente acredito que o aborto é uma violência contra a mulher".
Nessa reta final de campanha, a petista tenta não perder votos da base evangélica que apoiou os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os boatos entre os grupos evangélicos e católicos teriam influenciado, junto com o “caso Erenice” e o clima de “já ganhou”, para o retrocesso da popularidade de Dilma nos últimos dias.
"Na reunião, me comprometi, que em caso de haver um governo meu, ele ouvirá sistematicamente os grupos religiosos. Essa parceria é estratégica para nós", disse a candidata, que se declara católica.
Ela não quis falar muito sobre as últimas pesquisas de intenção de voto. "A grande pesquisa é daqui a três dias", afirmou, ao se referir à votação do dia 3 de outubro com um erro de cálculo.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/diante-de-religiosos-dilma-desmente-boatos-sobre-posicao-pro-aborto.jhtm
Do UOL Eleições
Após reunião de duas horas e meia com representantes evangélicos e católicos, a presidenciável petista Dilma Rousseff fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (29), para desmentir o que o PT qualifica como "boatos" de final de campanha.
"Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nessa eleição. É uma calúnia, é uma vilania", disse a petista, ao se referir ao que classificou de "campanha difamatória". "Esse boatos saíram do submundo político e são típicos de final de campanha", afirmou.
Nos últimos dias, circularam rumores, principalmente nos meios evangélicos, de que Dilma era favorável ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o que já foi apontado como um dos favores da oscilação nas pesquisas de intenções de votos.
A presidenciável aproveitou a presença das autoridades religiosas para declarar que, em um hipotético governo, não pretende promover um plebiscito sobre o aborto. “É uma questão que só divide o país. E, no final, todo mundo acaba perdendo.” Ela se comprometeu que seu possível governo não seria autor de leis sobre o assunto. “O que eles me pediram é que deixasse o tema para o governo”, disse a candidata.
Na reunião, que aconteceu na manhã desta quarta em seu escritório político em Brasília, a petista reafirmou valores como a liberdade absoluta de crença, cooperação na área de educação e na reabilitação de dependentes químicos em parceria com entidades religiosas, que em um eventual governo seu também desempenhariam essas funções.
Dilma voltou a se declarar contra o aborto, o que fez reiteradamente durante sua campanha. "Sou pela valorização da vida, e pessoalmente acredito que o aborto é uma violência contra a mulher".
Nessa reta final de campanha, a petista tenta não perder votos da base evangélica que apoiou os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os boatos entre os grupos evangélicos e católicos teriam influenciado, junto com o “caso Erenice” e o clima de “já ganhou”, para o retrocesso da popularidade de Dilma nos últimos dias.
"Na reunião, me comprometi, que em caso de haver um governo meu, ele ouvirá sistematicamente os grupos religiosos. Essa parceria é estratégica para nós", disse a candidata, que se declara católica.
Ela não quis falar muito sobre as últimas pesquisas de intenção de voto. "A grande pesquisa é daqui a três dias", afirmou, ao se referir à votação do dia 3 de outubro com um erro de cálculo.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/diante-de-religiosos-dilma-desmente-boatos-sobre-posicao-pro-aborto.jhtm
Com 2º turno, campanha de Serra precisa de um freio de arrumação, diz Aécio
UOL
Fernando Rodrigues
"Vou colocar um blaser", diz um sorridente Aécio Neves, 50 anos, antes de começar a falar ao UOL e à Folha ontem de manhã em seu apartamento em Belo Horizonte. De calça jeans e camisa sem gravata, ele transmite tranquilidade. Está com 67% de intenção de votos para se eleger ao Senado. Seu candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), lidera as pesquisas.
Animado com o resultado do Datafolha indicando a possibilidade de haver segundo turno na disputa presidencial, o tucano sentencia sobre o que fazer depois de 3 de outubro na campanha de seu correligionário José Serra: "Nós teremos de dar um freio de arrumação".
Como assim? Para Aécio, é preciso usar mais líderes regionais na campanha presidencial do PSDB. Por exemplo, os eventuais governadores eleitos no primeiro turno, como o paulista Geraldo Alckmin e o mineiro Anastasia. "Isso pode ser uma alavanca vigorosa para o Serra no segundo turno".
O que Aécio chama de "freio de arrumação" seria também "uma politização maior da campanha" e "um diálogo mais permanente". Ou seja, mais gente do partido sendo ouvida para tomar as decisões estratégicas. Até agora, não é o que se passa no QG serrista. "Eu não culpo o Serra por isso. A campanha tem sua dinâmica. O Serra está se desdobrando. Quem acompanha o Serra tem de reconhecer o esforço pessoal que ele está fazendo. Com a cara boa, por mais que alguns achem que isso seja difícil, mas com a cara boa onde ele vai".
Um dos principais líderes do PSDB, Aécio sinaliza como será seu comportamento moderado em 2011. "Nós não podemos mais, sejamos nós ou o PT, reeditar a oposição que o PT fez ao governo FHC e tampouco a oposição que o PSDB fez a projetos e ações que nós sempre defendíamos, mas que por sermos da oposição deixamos de defender [no governo Lula]".
A partir do ano que vem, seja governo ou oposição, o PSDB "tem que renovar-se". Para Aécio, o partido precisa renovar seu programa e dizer o que "pretende para os próximos 20 anos".
Num eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra, Aécio considerar essencial atrair o apoio de Marina Silva (PV). "Mas não é apenas o apoio formal da candidata. É o PSDB se aproximar e incorporar algumas propostas do PV", defende.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/aecio-neves-defende-mudancas-na-campanha-de-serra-em-eventual-segundo-turno.jhtm
27 de set. de 2010
"Ex-guerrilheira pode ser a mulher mais poderosa do mundo", diz The Independent
Do UOL Eleições
Em São Paulo
Matéria publicada na edição online deste domingo do jornal britânico "The Independent" diz que uma "ex-guerrilheira pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo", em referência à candidata do PT à Presidência e líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff.
Segundo o texto, uma das "líderes da resistência" durante a ditadura militar brasileira está "se preparando para assumir seu lugar como Presidente do Brasil".
A matéria traz um perfil da ex-ministra-chefe da Casa Civil, falando de sua família, dos anos de militância contra o regime e de que quando pequena, a petista "sonhava constantemente em ser uma bailarina ou uma trapezista". Além disso, destaca que Dilma tem estado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "em suas principais realizações", como a descoberta de petróleo e a redução da pobreza no país, segundo o texto.
Com relação às denúncias na Casa Civil, que levaram à saída da sucessora de Dilma, Erenice Guerra, da pasta, a reportagem afirma que "notícias recentes de irregularidades financeiras na sua equipe não parecem ter abalado a sua popularidade".
Pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira (24), mostra a candidata do PT liderando a disputa com 50% das intenções de voto, contra 28% de José Serra (PSDB). Em terceiro lugar aparece a candidata do PV, Marina Silva, com 12%.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/27/ex-guerrilheira-pode-ser-a-mulher-mais-poderosa-do-mundo-diz-the-independent.jhtm
Em São Paulo
Matéria publicada na edição online deste domingo do jornal britânico "The Independent" diz que uma "ex-guerrilheira pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo", em referência à candidata do PT à Presidência e líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff.
Segundo o texto, uma das "líderes da resistência" durante a ditadura militar brasileira está "se preparando para assumir seu lugar como Presidente do Brasil".
A matéria traz um perfil da ex-ministra-chefe da Casa Civil, falando de sua família, dos anos de militância contra o regime e de que quando pequena, a petista "sonhava constantemente em ser uma bailarina ou uma trapezista". Além disso, destaca que Dilma tem estado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "em suas principais realizações", como a descoberta de petróleo e a redução da pobreza no país, segundo o texto.
Com relação às denúncias na Casa Civil, que levaram à saída da sucessora de Dilma, Erenice Guerra, da pasta, a reportagem afirma que "notícias recentes de irregularidades financeiras na sua equipe não parecem ter abalado a sua popularidade".
Pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira (24), mostra a candidata do PT liderando a disputa com 50% das intenções de voto, contra 28% de José Serra (PSDB). Em terceiro lugar aparece a candidata do PV, Marina Silva, com 12%.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/27/ex-guerrilheira-pode-ser-a-mulher-mais-poderosa-do-mundo-diz-the-independent.jhtm
Serra muda estratégia e evita confronto com Dilma
Mauricio Stycer
Enviado especial no Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo
Numa nova estratégia, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, evitou, sempre que pôde, atacar diretamente sua rival, a petista Dilma Rousseff, no debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).
Serra preferiu formular perguntas sobre o governo Lula e sobre planos futuros a Marina Silva, candidata do PV, e a Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. As questões, sobre educação, saúde, política externa, deram a Serra a deixa para fazer críticas a Dilma sem se dirigir a ela.
Dilma, como ocorreu nos outros debates de que participou, também evitou questionar Serra diretamente. Formulou suas questões a Marina e Plínio, sempre que possível. Houve poucos momentos de confronto direto entre a petista e o tucano.
Num deles, Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de comissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.
Questionado ao final do encontro sobre a mudança de tom, o tucano observou: "Quando tem muita pauleira, o espectador presta menos atenção no debate".
Por sua vez, Marina Silva, do PV, aproveitou o evento para confrontar os dois principais candidatos. A ex-ministra do Meio Ambiente citou "pessoas do PT que estão muito incomodadas com as alianças da Dilma". Da mesma forma, mencionou "pessoas do PSDB que estão muito incomodadas com o 'promessômetro' do Serra".
Serra e FHC
A candidata do PT também criticou a quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual Serra foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse o tucano.
A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário". Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.
"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.
Já Marina mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.
Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.
Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados.
Marina x Dilma
A candidata verde também criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil e a maneira com ela agiu para evitar casos de corrupção na pasta.
"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo a sucessora de Dilma, Erenice Guerra, que pediu demissão do cargo.
"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT, que lembrou da participação de Marina no governo Lula.
"No seu ministério teve pessoas de cargo de chefia envolvida na venda de madeira", afirmou a candidata do PT. "As mesmas providências tomadas por você, eu tomei. Não impede que os casos se repitam", disse.
Medo
No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.
"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.
O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.
"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.
Do lado petista, o debate foi bastante prestigiado. Estiveram no encontro Marco Aurélio Garcia, coordernador da campanha de Dilma, Michel Temer (PMDB), vice na chapa da ex-ministra, José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, Lindberg Farias (PT), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, e Sérgio Cabral, candidato à reeleição no governo fluminense.
Entre os tucanos, porém, a adesão foi menor. Indio da Costa (DEM), vice de Serra, Monica Serra, mulher do presidenciável e Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro foram as principais presenças. Por parte de Marina, Guilherme Leal (PV), vice na chapa verde, compareceu ao evento.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/serra-muda-estrategia-e-evita-confronto-direto-com-dilma-marina-critica-tucano-e-petista.jhtm
Enviado especial no Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo
Numa nova estratégia, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, evitou, sempre que pôde, atacar diretamente sua rival, a petista Dilma Rousseff, no debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).
Serra preferiu formular perguntas sobre o governo Lula e sobre planos futuros a Marina Silva, candidata do PV, e a Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. As questões, sobre educação, saúde, política externa, deram a Serra a deixa para fazer críticas a Dilma sem se dirigir a ela.
Dilma, como ocorreu nos outros debates de que participou, também evitou questionar Serra diretamente. Formulou suas questões a Marina e Plínio, sempre que possível. Houve poucos momentos de confronto direto entre a petista e o tucano.
Num deles, Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de comissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.
Questionado ao final do encontro sobre a mudança de tom, o tucano observou: "Quando tem muita pauleira, o espectador presta menos atenção no debate".
Por sua vez, Marina Silva, do PV, aproveitou o evento para confrontar os dois principais candidatos. A ex-ministra do Meio Ambiente citou "pessoas do PT que estão muito incomodadas com as alianças da Dilma". Da mesma forma, mencionou "pessoas do PSDB que estão muito incomodadas com o 'promessômetro' do Serra".
Serra e FHC
A candidata do PT também criticou a quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual Serra foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse o tucano.
A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário". Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.
"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.
Já Marina mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.
Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.
Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados.
Marina x Dilma
A candidata verde também criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil e a maneira com ela agiu para evitar casos de corrupção na pasta.
"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo a sucessora de Dilma, Erenice Guerra, que pediu demissão do cargo.
"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT, que lembrou da participação de Marina no governo Lula.
"No seu ministério teve pessoas de cargo de chefia envolvida na venda de madeira", afirmou a candidata do PT. "As mesmas providências tomadas por você, eu tomei. Não impede que os casos se repitam", disse.
Medo
No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.
"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.
O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.
"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.
Do lado petista, o debate foi bastante prestigiado. Estiveram no encontro Marco Aurélio Garcia, coordernador da campanha de Dilma, Michel Temer (PMDB), vice na chapa da ex-ministra, José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, Lindberg Farias (PT), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, e Sérgio Cabral, candidato à reeleição no governo fluminense.
Entre os tucanos, porém, a adesão foi menor. Indio da Costa (DEM), vice de Serra, Monica Serra, mulher do presidenciável e Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro foram as principais presenças. Por parte de Marina, Guilherme Leal (PV), vice na chapa verde, compareceu ao evento.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/serra-muda-estrategia-e-evita-confronto-direto-com-dilma-marina-critica-tucano-e-petista.jhtm
Em debate, Dilma e Serra disputam imagem de Lula
UOL
Enviado especial ao Rio
Diego Salmen
Em São Paulo
Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputaram a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante debate entre presidenciáveis promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).
"O Lula não é meu inimigo", disse Serra, ao responder a uma questão sobre o uso de imagens do presidente em seu programa eleitoral .
Dilma rebateu: "Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo".
O tucano criticou o fato de Dilma ser apadrinhada por Lula e ter colado em sua imagem para subir nas pesquisas eleitorais. "Eu não fui patrocinado por ninguém", disse Serra.
Uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.
"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.
A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário".
Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/em-debate-dilma-e-serra-disputam-imagem-de-lula.jhtm
Serra diz que PT "loteou" cargos federais; Dilma questiona educação em SP
Mauricio Stycer
Enviado especial ao Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, trocou acusações com seu adversário, o tucano José Serra, durante debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).
Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de confissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.
Em seguida, foi confrontado com uma crítica à quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse Serra.
A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário".
Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.
"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.
Já a presidenciável Marina Silva, do PV, mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.
Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.
Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados. Além disso, a candidata verde criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil.
"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo Erenice Guerra, que pediu demissão da pasta.
"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT.
Medo
No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.
"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.
O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.
"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/em-debate-dilma-troca-acusacoes-com-serra-tucano-diz-que-petista-precisa-se-informar-melhor.jhtm
Enviado especial ao Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, trocou acusações com seu adversário, o tucano José Serra, durante debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).
Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de confissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.
Em seguida, foi confrontado com uma crítica à quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse Serra.
A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário".
Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.
"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.
Já a presidenciável Marina Silva, do PV, mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.
Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.
Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados. Além disso, a candidata verde criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil.
"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo Erenice Guerra, que pediu demissão da pasta.
"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT.
Medo
No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.
"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.
O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.
"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/em-debate-dilma-troca-acusacoes-com-serra-tucano-diz-que-petista-precisa-se-informar-melhor.jhtm
Plínio diz que Dilma é "conivente" com escândalos ou "incompetente"
UOL
Mauricio Stycer
Enviado especial ao Rio
Diego Salmen
O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, acusou a candidata do PT, Dilma Rousseff, de "conivência" ou "incompetência" no caso de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e nas suspeitas de tráfico de influência da ex-ministra Erenice Guerra, ligada a Dilma.
A acusação foi feita no início de debate promovido pela TV Record nesta noite que reúne Dilma, Plínio, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
"No último debate, você ficou meio nervosa com meu comentário sobre o escândalo Erenice. a verdade é que a corrupção bateu na sala ao lado. Aí é uma coisa ou outra: ou você é conivente ou você é incompetente", disse Plínio
Dilma rebateu: "Nem uma coisa nem outra". Ela afirmou que pediu investigação. "Para a Justiça avaliar os casos, é preciso haver investigação prévia. Quem está investigando é a Polícia Federal, que tem todas as condições para fazer a investigação.
Plínio rebateu dizendo que prefere acreditar que seja "incompetência". "Você vai ter de nomear muita gente. Não sei se está preparada para isso", disse o candidato do PSOL, argumentando que Dilma teria escolhido mal ao definir Erenice como sua funcionária e posteriormente como ministra na Casa Civil.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/plinio-diz-que-dilma-e-conivente-com-escandalos-ou-incompetente.jhtm
24 de set. de 2010
Serra nega autoria de vídeos anti-Dilma; "pode ser do PSDB", afirma
Fábio Brandt
Do UOL Eleições
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, negou na noite desta quinta-feira (23) que sua campanha tenha produzido ou contratado alguém para produzir a série de vídeos “O Brasil não é do PT”, divulgada no YouTube.
“Pode ser do PSDB, mas não é da campanha”, declarou o candidato ao deixar a Universidade Católica de Brasília, onde participou de debate entre presidenciáveis organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Serra frisou que não assistiu aos filmes e que sua campanha não contratou ninguém para elaborá-los. A coligação de Dilma pediu hoje (23) a retirada dos vídeos da internet com ação contra a coligação de José Serra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No caminho entre o auditório onde ocorreu o debate e o carro que o levou embora, Serra tirou fotos com eleitoras e pediu votos. Ele não respondeu questões sobre o escândalo envolvendo um de seus apoiadores, o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).
“Já dei entrevistas hoje e estou muito cansado, me desculpem”, disse Serra.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/24/serra-nega-autoria-de-videos-anti-dilma.jhtm
Do UOL Eleições
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, negou na noite desta quinta-feira (23) que sua campanha tenha produzido ou contratado alguém para produzir a série de vídeos “O Brasil não é do PT”, divulgada no YouTube.
“Pode ser do PSDB, mas não é da campanha”, declarou o candidato ao deixar a Universidade Católica de Brasília, onde participou de debate entre presidenciáveis organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Serra frisou que não assistiu aos filmes e que sua campanha não contratou ninguém para elaborá-los. A coligação de Dilma pediu hoje (23) a retirada dos vídeos da internet com ação contra a coligação de José Serra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No caminho entre o auditório onde ocorreu o debate e o carro que o levou embora, Serra tirou fotos com eleitoras e pediu votos. Ele não respondeu questões sobre o escândalo envolvendo um de seus apoiadores, o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).
“Já dei entrevistas hoje e estou muito cansado, me desculpem”, disse Serra.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/24/serra-nega-autoria-de-videos-anti-dilma.jhtm
Presidente do STF vota contra Ficha Limpa nestas eleições e empata votação
Rosanne D'Agostino
Do UOL Eleições
O julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa no STF (Supremo Tribunal Federal) está empatado, com cinco votos favoráveis e cinco contrários à aplicação imediata da norma já nas eleições de 2010. A Corte julga nesta quinta-feira (23) recurso do candidato Joaquim Roriz (PSC) contra seu enquadramento como ficha suja. Os ministros devem agora decidir qual o resultado deve ser proclamado.
Os ministros Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia decidiram seguir entendimento apresentado ontem pelo relator do pedido, Carlos Ayres Britto, para manter a Lei da Ficha Limpa. Já o presidente da Corte, Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli defenderam a constitucionalidade da nova legislação, com a ressalva de que a norma não pode ser aplicada no pleito de 2010.
Segundo a lei, fica inelegível, por oito anos, político condenado por mais de um juiz por crimes eleitorais (compra de votos, fraude, falsificação de documento público), lavagem e ocultação de bens, improbidade administrativa, entre outros.
Votos
O último voto apresentado foi do ministro Cezar Peluso. “Fico vencido, mas, mais do que nunca, não convencido”, disse o ministro, avaliando a questão, segundo ele, “à luz da Constituição”.
Peluso afirmou que o Supremo não se está a julgar pessoas, e sim atos. “Somos todos favoráveis à moralização dos costumes políticos, do respeito aos valores éticos nas disputas eleitorais”, disse. “Não me comovem pressões provindas da opinião pública, ou de segmentos do povo ou de instituições, por mais respeitáveis que sejam. A função de uma Corte constitucional não é atender as vontades de segmentos, é atender o que o povo positivou na sua Constituição.”
“Um tribunal que atenda a pretensões legítimas da população ao arrepio da Constituição, é um tribunal que nem o povo pode confiar”, continuou em seu voto. "Tampouco me parece que a função do poder Judiciário usurpar ao povo um poder elementar do povo que é escolher os seus governantes. É o povo que deve avaliar a idoneidade dos seus candidatos, independentemente de suas condições de elegibilidade."
Antes de decidir sobre o caso de Roriz, os ministros julgaram se a lei teria um vício formal em sua origem. A maioria decidiu não analisar o argumento imprevisto, inserido ontem no processo por Peluso, que alegou que o texto violou o processo constitucional legislativo, “porque não foram adotadas as exigências de tramitação no caso de emenda”. Ele afirmou se tratar de um “caso de arremedo de lei”.
Peluso voltou a defender que o texto deveria voltar para a Câmara, mas que, mesmo uma lei considerada constitucional, não deve valer em menos de um ano de sua publicação “paradar estabilidade ao processo eleitoral e garantir que a lei não retroaja para não atingir situações consolidadas no passado e não ferir o princípio da segurança jurídica”.
Ainda segundo o presidente da Corte, impedir a candidatura de Roriz pode ser interpretado como uma sanção. “Um dos casos mais manifestos de casuísmo”, porque a lei está “apanhando no passado atos que não puderam ser evitados”. “O que se pode dizer de uma lei destinada a apanhar pessoas determinadas?”
Assim, votou para que a Lei da Ficha Limpa não se aplique a ele ou outros candidatos retroativamente. "Reotragindo, ela viola vários direitos de ordem constitucionais, o que poderia ser resumido à dignidade da pessoa humana."
Entenda o que está em julgamento
Ao julgar o recurso do candidato ao governo do Distrito Federal, o Supremo julga também o futuro da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados. Os ministros devem decidir se revertem a cassação do registro de Roriz, barrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do DF e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O pedido é o primeiro contestando a lei a ser analisado pela Corte suprema do país, por isso, o entendimento deve respaldar a aplicação da nova norma aos demais candidatos.
Voto do relator
Como relator do recurso, o ministro Carlos Ayres Britto apresentou nesta quarta (22) voto pela aplicação da Lei da Ficha Limpa a todos os candidatos já nas eleições 2010. Segundo Britto, a norma obedece a Constituição e nasceu legitimada pela vontade popular. “Vida pregressa não é vida futura”, afirmou.
Antes do início do voto, o plenário reconheceu repercussão geral do recurso, ou seja, o mérito da questão e a decisão proveniente da análise deverão ser aplicados posteriormente pelas instâncias inferiores, em casos idênticos. A sessão foi interrompida por Dias Toffoli, e hoje retomada com seu voto-vista.
O caso
Roriz renunciou ao mandato de senador, em 2007, para fugir de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de políticos nessas condições, assim como daqueles que possuam condenações por decisão colegiada (por mais de um membro do Judiciário).
Um dos argumentos da defesa do candidato é de que a lei não se aplica a seu caso, porque a renúncia ocorreu antes da promulgação da norma. Além disso, diz que o ato de renunciar ao mandato parlamentar é garantido constitucionalmente. Segundo a Lei da Ficha Limpa, o político que renunciar para não ser cassado fica inelegível por oito anos após o fim do mandato que cumpriria.
s advogados também dizem que a norma viola o princípio da presunção de inocência e não pode ser aplicada nas eleições 2010, sob a tese de que vai contra o artigo 16 da Constituição Federal, que estabelece que qualquer lei que altere o processo eleitoral deve demorar um ano para entrar em vigor. A lei foi aprovada em junho deste ano.
Insegurança jurídica
Em agosto deste ano, o TSE confirmou que a lei retroage, atingindo candidatos com condenações anteriores à norma. Mas, diante da ausência de um posicionamento do Supremo sobre a constitucionalidade da legislação, TREs e o próprio TSE já liberaram concorrentes nessas condições. Ministros do Supremo, em decisões monocráticas, também já liberaram candidatos. Os pedidos são julgados um a um.
O Supremo está dividido sobre o tema, e há grande possibilidade de empate. Nesse caso, mais uma controvérsia pode entrar na pauta do plenário: o chamado voto de qualidade, proferido pelo presidente da Corte para desempatar a questão.
Nos casos de declaração de inconstitucionalidade, há discussão sobre se cabe o mecanismo. Embora o regimento interno da Corte permita o voto, pela Constituição, seria necessária a maioria absoluta dos membros do STF para derrubar uma lei. Se não houver maioria, o empate significa que a lei continua em vigor.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/24/julgamento-sobre-lei-da-ficha-limpa-empata-no-supremo.jhtm
Do UOL Eleições
O julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa no STF (Supremo Tribunal Federal) está empatado, com cinco votos favoráveis e cinco contrários à aplicação imediata da norma já nas eleições de 2010. A Corte julga nesta quinta-feira (23) recurso do candidato Joaquim Roriz (PSC) contra seu enquadramento como ficha suja. Os ministros devem agora decidir qual o resultado deve ser proclamado.
Os ministros Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia decidiram seguir entendimento apresentado ontem pelo relator do pedido, Carlos Ayres Britto, para manter a Lei da Ficha Limpa. Já o presidente da Corte, Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli defenderam a constitucionalidade da nova legislação, com a ressalva de que a norma não pode ser aplicada no pleito de 2010.
Segundo a lei, fica inelegível, por oito anos, político condenado por mais de um juiz por crimes eleitorais (compra de votos, fraude, falsificação de documento público), lavagem e ocultação de bens, improbidade administrativa, entre outros.
Votos
O último voto apresentado foi do ministro Cezar Peluso. “Fico vencido, mas, mais do que nunca, não convencido”, disse o ministro, avaliando a questão, segundo ele, “à luz da Constituição”.
Peluso afirmou que o Supremo não se está a julgar pessoas, e sim atos. “Somos todos favoráveis à moralização dos costumes políticos, do respeito aos valores éticos nas disputas eleitorais”, disse. “Não me comovem pressões provindas da opinião pública, ou de segmentos do povo ou de instituições, por mais respeitáveis que sejam. A função de uma Corte constitucional não é atender as vontades de segmentos, é atender o que o povo positivou na sua Constituição.”
“Um tribunal que atenda a pretensões legítimas da população ao arrepio da Constituição, é um tribunal que nem o povo pode confiar”, continuou em seu voto. "Tampouco me parece que a função do poder Judiciário usurpar ao povo um poder elementar do povo que é escolher os seus governantes. É o povo que deve avaliar a idoneidade dos seus candidatos, independentemente de suas condições de elegibilidade."
Antes de decidir sobre o caso de Roriz, os ministros julgaram se a lei teria um vício formal em sua origem. A maioria decidiu não analisar o argumento imprevisto, inserido ontem no processo por Peluso, que alegou que o texto violou o processo constitucional legislativo, “porque não foram adotadas as exigências de tramitação no caso de emenda”. Ele afirmou se tratar de um “caso de arremedo de lei”.
Peluso voltou a defender que o texto deveria voltar para a Câmara, mas que, mesmo uma lei considerada constitucional, não deve valer em menos de um ano de sua publicação “paradar estabilidade ao processo eleitoral e garantir que a lei não retroaja para não atingir situações consolidadas no passado e não ferir o princípio da segurança jurídica”.
Ainda segundo o presidente da Corte, impedir a candidatura de Roriz pode ser interpretado como uma sanção. “Um dos casos mais manifestos de casuísmo”, porque a lei está “apanhando no passado atos que não puderam ser evitados”. “O que se pode dizer de uma lei destinada a apanhar pessoas determinadas?”
Assim, votou para que a Lei da Ficha Limpa não se aplique a ele ou outros candidatos retroativamente. "Reotragindo, ela viola vários direitos de ordem constitucionais, o que poderia ser resumido à dignidade da pessoa humana."
Entenda o que está em julgamento
Ao julgar o recurso do candidato ao governo do Distrito Federal, o Supremo julga também o futuro da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados. Os ministros devem decidir se revertem a cassação do registro de Roriz, barrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do DF e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O pedido é o primeiro contestando a lei a ser analisado pela Corte suprema do país, por isso, o entendimento deve respaldar a aplicação da nova norma aos demais candidatos.
Voto do relator
Como relator do recurso, o ministro Carlos Ayres Britto apresentou nesta quarta (22) voto pela aplicação da Lei da Ficha Limpa a todos os candidatos já nas eleições 2010. Segundo Britto, a norma obedece a Constituição e nasceu legitimada pela vontade popular. “Vida pregressa não é vida futura”, afirmou.
Antes do início do voto, o plenário reconheceu repercussão geral do recurso, ou seja, o mérito da questão e a decisão proveniente da análise deverão ser aplicados posteriormente pelas instâncias inferiores, em casos idênticos. A sessão foi interrompida por Dias Toffoli, e hoje retomada com seu voto-vista.
O caso
Roriz renunciou ao mandato de senador, em 2007, para fugir de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar. A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de políticos nessas condições, assim como daqueles que possuam condenações por decisão colegiada (por mais de um membro do Judiciário).
Um dos argumentos da defesa do candidato é de que a lei não se aplica a seu caso, porque a renúncia ocorreu antes da promulgação da norma. Além disso, diz que o ato de renunciar ao mandato parlamentar é garantido constitucionalmente. Segundo a Lei da Ficha Limpa, o político que renunciar para não ser cassado fica inelegível por oito anos após o fim do mandato que cumpriria.
s advogados também dizem que a norma viola o princípio da presunção de inocência e não pode ser aplicada nas eleições 2010, sob a tese de que vai contra o artigo 16 da Constituição Federal, que estabelece que qualquer lei que altere o processo eleitoral deve demorar um ano para entrar em vigor. A lei foi aprovada em junho deste ano.
Insegurança jurídica
Em agosto deste ano, o TSE confirmou que a lei retroage, atingindo candidatos com condenações anteriores à norma. Mas, diante da ausência de um posicionamento do Supremo sobre a constitucionalidade da legislação, TREs e o próprio TSE já liberaram concorrentes nessas condições. Ministros do Supremo, em decisões monocráticas, também já liberaram candidatos. Os pedidos são julgados um a um.
O Supremo está dividido sobre o tema, e há grande possibilidade de empate. Nesse caso, mais uma controvérsia pode entrar na pauta do plenário: o chamado voto de qualidade, proferido pelo presidente da Corte para desempatar a questão.
Nos casos de declaração de inconstitucionalidade, há discussão sobre se cabe o mecanismo. Embora o regimento interno da Corte permita o voto, pela Constituição, seria necessária a maioria absoluta dos membros do STF para derrubar uma lei. Se não houver maioria, o empate significa que a lei continua em vigor.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/24/julgamento-sobre-lei-da-ficha-limpa-empata-no-supremo.jhtm
23 de set. de 2010
Na TV, Marina comemora pesquisas; Serra poupa Dilma de ataques
Marcel Vincenti
Do UOL Eleições
Em São Paulo
O programa da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, comemorou no horário eleitoral desta quinta-feira (23) os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, que mostram a verde ganhando terreno na disputa pelo Palácio do Planalto. O locutor da propaganda afirmou que “Marina é a única candidata que cresce nas pesquisas”, para depois destacar a sondagem divulgada pelo Ibope na última sexta-feira (17), segundo a qual a presidenciável ganhou três pontos percentuais na preferência do eleitorado.
Marina também fez promessas para seu eventual governo: disse que, se eleita, terá o “compromisso” de aumentar os recursos públicos destinados à educação para o equivalente a 7% do PIB (atualmente o montante equivale a 4,7% do PIB) e, citando reportagem recente do jornal “O Globo”, disse que há hoje uma “onda verde” nas grandes cidades brasileiras que irá ajudar sua candidatura.
O programa chegou ao fim dizendo, sem fazer referências diretas a nenhum candidato, que Marina “não pratica o vale-tudo como forma de se manter no poder” e que ela é a “única que pode enfrentar a corrupção”.
Serra
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, não fez criticas à sua principal rival na disputa pelo Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, no horário eleitoral de hoje. Em vez de citar o caso Erenice ou a quebra de sigilo fiscal de sua filha, o tucano preferiu mostrar-se como um realizador de grandes obras: reivindicou para as suas gestões como prefeito, governador e ministro a realização de projetos de infraestrutura pelo país (como a ampliação de portos, refinarias e projetos de irrigação) e a construção de mais de 60 mil casas populares em São Paulo. E se definiu como o “prefeito das escolas” e o “governador das estradas seguras”.
Serra ainda voltou a se dirigir especificamente ao eleitorado feminino e prometeu que, se eleito, irá criar o programa Mãe Brasileira – inspirado no Mãe Paulistana - que dará, segundo ele, “assistência integral à mãe e ao futuro bebê”. Também mostrou mulheres que hoje trabalham como operadoras do metrô de São Paulo e disse que pretende formar 500 mil técnicos de enfermagem em seu eventual governo.
Dilma
Repetindo parte de propagandas eleitorais já transmitidas, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, mostrou no horário eleitoral desta quinta-feira (23) o depoimento de dois empresários – um do setor de construção civil e outro do setor de construção naval – elogiando a suposta capacidade administrativa da candidata. Um deles afirmou que Dilma, quando ministra, “ajudou a reativar a indústria naval brasileira, que estava falida”. O outro disse que “Dilma irá ajudar na luta contra o déficit habitacional brasileiro”. E o locutor do programa completou: “ela [Dilma] é a garantia de que as conquistas do governo Lula serão mantidas”.
A petista também voltou a prometer que, se eleita, irá construir 500 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), seis mil creches e pré-escolas e dois milhões de moradias populares em todo o Brasil, além de “expandir unidades de escolar técnicas e federais” e “fortalecer” o programa “Próximo Passo”, que dá cursos de profissionalização para beneficiários do Bolsa Família.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/23/na-tv-marina-comemora-pesquisas-serra-poupa-dilma-de-ataques.jhtm
Do UOL Eleições
Em São Paulo
O programa da candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, comemorou no horário eleitoral desta quinta-feira (23) os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, que mostram a verde ganhando terreno na disputa pelo Palácio do Planalto. O locutor da propaganda afirmou que “Marina é a única candidata que cresce nas pesquisas”, para depois destacar a sondagem divulgada pelo Ibope na última sexta-feira (17), segundo a qual a presidenciável ganhou três pontos percentuais na preferência do eleitorado.
Marina também fez promessas para seu eventual governo: disse que, se eleita, terá o “compromisso” de aumentar os recursos públicos destinados à educação para o equivalente a 7% do PIB (atualmente o montante equivale a 4,7% do PIB) e, citando reportagem recente do jornal “O Globo”, disse que há hoje uma “onda verde” nas grandes cidades brasileiras que irá ajudar sua candidatura.
O programa chegou ao fim dizendo, sem fazer referências diretas a nenhum candidato, que Marina “não pratica o vale-tudo como forma de se manter no poder” e que ela é a “única que pode enfrentar a corrupção”.
Serra
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, não fez criticas à sua principal rival na disputa pelo Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, no horário eleitoral de hoje. Em vez de citar o caso Erenice ou a quebra de sigilo fiscal de sua filha, o tucano preferiu mostrar-se como um realizador de grandes obras: reivindicou para as suas gestões como prefeito, governador e ministro a realização de projetos de infraestrutura pelo país (como a ampliação de portos, refinarias e projetos de irrigação) e a construção de mais de 60 mil casas populares em São Paulo. E se definiu como o “prefeito das escolas” e o “governador das estradas seguras”.
Serra ainda voltou a se dirigir especificamente ao eleitorado feminino e prometeu que, se eleito, irá criar o programa Mãe Brasileira – inspirado no Mãe Paulistana - que dará, segundo ele, “assistência integral à mãe e ao futuro bebê”. Também mostrou mulheres que hoje trabalham como operadoras do metrô de São Paulo e disse que pretende formar 500 mil técnicos de enfermagem em seu eventual governo.
Dilma
Repetindo parte de propagandas eleitorais já transmitidas, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, mostrou no horário eleitoral desta quinta-feira (23) o depoimento de dois empresários – um do setor de construção civil e outro do setor de construção naval – elogiando a suposta capacidade administrativa da candidata. Um deles afirmou que Dilma, quando ministra, “ajudou a reativar a indústria naval brasileira, que estava falida”. O outro disse que “Dilma irá ajudar na luta contra o déficit habitacional brasileiro”. E o locutor do programa completou: “ela [Dilma] é a garantia de que as conquistas do governo Lula serão mantidas”.
A petista também voltou a prometer que, se eleita, irá construir 500 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), seis mil creches e pré-escolas e dois milhões de moradias populares em todo o Brasil, além de “expandir unidades de escolar técnicas e federais” e “fortalecer” o programa “Próximo Passo”, que dá cursos de profissionalização para beneficiários do Bolsa Família.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/23/na-tv-marina-comemora-pesquisas-serra-poupa-dilma-de-ataques.jhtm
Presidente do PT critica campanha tucana contra Dilma na web e pede calma a militantes
Andréia Martins
Do UOL Eleições
Em São Paulo
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pediu calma aos militantes do PT depois das investidas tucanas contra a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Nesta quarta-feira, o PSDB lançou uma série de vídeos na internet associando a petista à “intolerância e ao extremismo” dos "radicais do PT". Um dos vídeos chega a mostrar uma imagem de Dilma se transformando no ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
“Companheiros(as). Cabeça fria e coração quente. Não vamos entrar no jogo deles. As providências com relação aos vídeos estão sendo tomadas”, disse Dutra em seu Twitter nesta quinta-feira (23).
No microblog, o petista ainda reforçou que “a tarefa da militância é ir pra rua com garra e alegria, sem cair em provocações. As pesquisas mostram consolidação do voto”.
Pesquisa Datafolha divulgada ontem, mostrou que a diferença entre a candidata do PT e os demais adversários somados caiu de 12 para 7 pontos percentuais com relação ao levantamento anterior. Foi a primeira pesquisa presidencial após as denúncias de irregularidades na Casa Civil e da saída da ex-ministra da pasta, Erenice Guerra.
Segundo a pesquisa, Dilma tem 49% das intenções de voto, contra 28% de José Serra (PSDB) e 13% de Marina Silva (PV).
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/23/ha-dez-dias-da-eleicao-presidente-do-pt-pede-calma-aos-militantes.jhtm
Do UOL Eleições
Em São Paulo
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pediu calma aos militantes do PT depois das investidas tucanas contra a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Nesta quarta-feira, o PSDB lançou uma série de vídeos na internet associando a petista à “intolerância e ao extremismo” dos "radicais do PT". Um dos vídeos chega a mostrar uma imagem de Dilma se transformando no ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
“Companheiros(as). Cabeça fria e coração quente. Não vamos entrar no jogo deles. As providências com relação aos vídeos estão sendo tomadas”, disse Dutra em seu Twitter nesta quinta-feira (23).
No microblog, o petista ainda reforçou que “a tarefa da militância é ir pra rua com garra e alegria, sem cair em provocações. As pesquisas mostram consolidação do voto”.
Pesquisa Datafolha divulgada ontem, mostrou que a diferença entre a candidata do PT e os demais adversários somados caiu de 12 para 7 pontos percentuais com relação ao levantamento anterior. Foi a primeira pesquisa presidencial após as denúncias de irregularidades na Casa Civil e da saída da ex-ministra da pasta, Erenice Guerra.
Segundo a pesquisa, Dilma tem 49% das intenções de voto, contra 28% de José Serra (PSDB) e 13% de Marina Silva (PV).
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/23/ha-dez-dias-da-eleicao-presidente-do-pt-pede-calma-aos-militantes.jhtm
22 de set. de 2010
Debate esquerdista vira "jogo amistoso", mas não poupa ausência de Plínio
Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Eles não somam 1% das intenções de voto nas pesquisas para o que chamam de “farsa da democracia burguesa”, “jogo de cartas marcadas” e “par ou ímpar de 3 de outubro”. Em outras e convencionais palavras, a eleição presidencial de 2010.
Culpam o “monopólio totalitário da mídia” pela baixa adesão popular – felizmente, esta reportagem não pode ser acusada de “bloqueio midiático”.
Zé Maria, do PSTU, Ivan Pinheiro, do PCB, e Rui Costa Pimenta, do PCO, foram os três participantes do Debate dos Presidenciáveis de Esquerda, que aconteceu na noite de terça em São Paulo e foi transmitido pela Internet.
No entanto, faltaram ingredientes típicos desse tipo de programa. Engana-se quem imaginou que o jingle fosse o hino da Internacional Socialista: o debate não teve trilha musical.
Também não havia jornalista pop star como mediador. Contudo, Nilton Viana, editor-chefe do jornal esquerdista Brasil de Fato, teve que enfrentar uma interrupção logo na apresentação: um jovem da Liga Bolchevique Internacionalista entrou diante das câmeras para propagar o boicote às urnas e ainda pediu para fazer perguntas aos candidatos, o que estava fora das regras. A solicitação foi recusada, e o bolchevique pacificamente voltou para sua cadeira.
Outra coisa que faltou foi o tradicional bate-boca dos debates. O trio caminhava mais para a convergência e falou até em formar uma frente de esquerda para as próximas eleições. No grupo, não estaria incluido o PSOL de Plínio de Arruda Sampaio – ele foi convidado, como Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), e também se ausentou. “Acho que o Plínio está sentindo que é da primeira divisão, e nós somos da segundona”, cutucou o concorrente do PCB. “É grave a ausência do PSOL. Isso só enfraquece a esquerda”, fez coro Zé Maria.
Na apresentação, o político do PCB foi apresentado como “camarada Ivan”, enquanto o ex-metalúrgico Zé Maria foi anunciado como “o operário que não mudou de lado”.
O líder do PSTU tem o melhor retrospecto eleitoral dos três: foi presidenciável com o slogan “contra burguês, vote 16”em 1998 e 2002, colhendo, respectivamente, 0,30% e 0,47% do total de votos. Já Costa Pimenta computou 0,04% dos votos em 2002 e teve a candidatura indeferida em 2006. Pinheiro, por sua vez, é novato na corrida presidencial, mas tentou ser vereador, prefeito e deputado pelo Estado do Rio de Janeiro. “Mais do que voto, eu peço reflexão nessa eleição”, argumenta Pinheiro.
No início da campanha, houve uma tentativa de lançar uma coligação com PSOL, PCB e PSTU, mas a proposta barrou na diferença programática. “O Plínio fala em estatizar a saúde e a educação, isso só não é socialismo. Isso é reformismo”, sentenciou Zé Maria. Já Pinheiro falou em formar uma “frente anticapitalista” para as próximas eleições.
Apesar de modesto, o debate esquerdista teve cobertura da TV estatal da Argentina e do jornal mexicano La Jornada, cujo correspondente perguntou sobre o venezuelano Hugo Chávez e Lula como ícones latino-americanos. “São governos da esquerda burguesa da América Latina”, decretou Costa Pimenta. “Lula cumpre os interesses dos EUA na região, e o socialismo do século 21 de Chávez mais parece o capitalismo do século 20”, apontou Zé Maria. As críticas atingiram também o bolsa-família de Lula. “O governo gasta mais com o bolsa-banqueiro”, opinou Zé Maria.
Pimenta falou em criar impostos ao luxo, enquanto Pinheiro quer acabar com a lei de Responsabilidade Fiscal. Os três, em caso de imaginária e longínqua vitória, prometeram nacionalizar as multinacionais, estatizar os latifúndios e expropriar o sistema financeiro. As condições para uma vitória da esquerda, porém, são remotas - a não ser que alguém acredite que Dilma pode ser classificada assim.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/22/debate-esquerdista-vira-jogo-amistoso-mas-nao-poupa-ausencia-de-plinio.jhtm
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Eles não somam 1% das intenções de voto nas pesquisas para o que chamam de “farsa da democracia burguesa”, “jogo de cartas marcadas” e “par ou ímpar de 3 de outubro”. Em outras e convencionais palavras, a eleição presidencial de 2010.
Culpam o “monopólio totalitário da mídia” pela baixa adesão popular – felizmente, esta reportagem não pode ser acusada de “bloqueio midiático”.
Zé Maria, do PSTU, Ivan Pinheiro, do PCB, e Rui Costa Pimenta, do PCO, foram os três participantes do Debate dos Presidenciáveis de Esquerda, que aconteceu na noite de terça em São Paulo e foi transmitido pela Internet.
No entanto, faltaram ingredientes típicos desse tipo de programa. Engana-se quem imaginou que o jingle fosse o hino da Internacional Socialista: o debate não teve trilha musical.
Também não havia jornalista pop star como mediador. Contudo, Nilton Viana, editor-chefe do jornal esquerdista Brasil de Fato, teve que enfrentar uma interrupção logo na apresentação: um jovem da Liga Bolchevique Internacionalista entrou diante das câmeras para propagar o boicote às urnas e ainda pediu para fazer perguntas aos candidatos, o que estava fora das regras. A solicitação foi recusada, e o bolchevique pacificamente voltou para sua cadeira.
Outra coisa que faltou foi o tradicional bate-boca dos debates. O trio caminhava mais para a convergência e falou até em formar uma frente de esquerda para as próximas eleições. No grupo, não estaria incluido o PSOL de Plínio de Arruda Sampaio – ele foi convidado, como Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), e também se ausentou. “Acho que o Plínio está sentindo que é da primeira divisão, e nós somos da segundona”, cutucou o concorrente do PCB. “É grave a ausência do PSOL. Isso só enfraquece a esquerda”, fez coro Zé Maria.
Na apresentação, o político do PCB foi apresentado como “camarada Ivan”, enquanto o ex-metalúrgico Zé Maria foi anunciado como “o operário que não mudou de lado”.
O líder do PSTU tem o melhor retrospecto eleitoral dos três: foi presidenciável com o slogan “contra burguês, vote 16”em 1998 e 2002, colhendo, respectivamente, 0,30% e 0,47% do total de votos. Já Costa Pimenta computou 0,04% dos votos em 2002 e teve a candidatura indeferida em 2006. Pinheiro, por sua vez, é novato na corrida presidencial, mas tentou ser vereador, prefeito e deputado pelo Estado do Rio de Janeiro. “Mais do que voto, eu peço reflexão nessa eleição”, argumenta Pinheiro.
No início da campanha, houve uma tentativa de lançar uma coligação com PSOL, PCB e PSTU, mas a proposta barrou na diferença programática. “O Plínio fala em estatizar a saúde e a educação, isso só não é socialismo. Isso é reformismo”, sentenciou Zé Maria. Já Pinheiro falou em formar uma “frente anticapitalista” para as próximas eleições.
Apesar de modesto, o debate esquerdista teve cobertura da TV estatal da Argentina e do jornal mexicano La Jornada, cujo correspondente perguntou sobre o venezuelano Hugo Chávez e Lula como ícones latino-americanos. “São governos da esquerda burguesa da América Latina”, decretou Costa Pimenta. “Lula cumpre os interesses dos EUA na região, e o socialismo do século 21 de Chávez mais parece o capitalismo do século 20”, apontou Zé Maria. As críticas atingiram também o bolsa-família de Lula. “O governo gasta mais com o bolsa-banqueiro”, opinou Zé Maria.
Pimenta falou em criar impostos ao luxo, enquanto Pinheiro quer acabar com a lei de Responsabilidade Fiscal. Os três, em caso de imaginária e longínqua vitória, prometeram nacionalizar as multinacionais, estatizar os latifúndios e expropriar o sistema financeiro. As condições para uma vitória da esquerda, porém, são remotas - a não ser que alguém acredite que Dilma pode ser classificada assim.
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/22/debate-esquerdista-vira-jogo-amistoso-mas-nao-poupa-ausencia-de-plinio.jhtm
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