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1 de mar. de 2010

Marina Silva virá ao Grande ABC na 1ª quinzena de abril

Elaine Granconato

Do Diário do Grande ABC


A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, virá ao Grande ABC na primeira quinzena de abril. Ainda sem data e locais definidos, a agenda prevista é de dois dias na região.

E a senadora - ex-petista - não estará sozinha nessa maratona, que prevê palestra em universidade da região e almoço ou jantar com empresários que apostam em soluções lucrativas de sustentabilidade. Guilherme Leal, um dos copresidentes da Natura e pré-candidato a vice de sua chapa para as eleições presidenciais, estará ao seu lado. A dupla se filiou há pouco tempo no PV.

Inicialmente, Marina viria neste mês ao Grande ABC, mas houve mudanças estratégicas. A definição da agenda da senadora sairá nas próximas semanas, segundo Marco Antonio Mroz (PV), um dos três coordenadores executivos da campanha de Marina, que é ex-secretário de Meio Ambiente de Diadema no governo José de Filippi Júnior (PT).

Com o apoio do presidente do partido, José Luiz Penna, Mroz é o número 1 entre os articuladores de palanques para Marina. Sobre a vinda ao Grande ABC, o ex-secretário confessa que está tendo dificuldades de encontrar uma universidade na região com auditório suficiente para comportar número elevado de pessoas.

Além de Mroz, o vereador carioca Alfredo Sirkis, um dos fundadores do PV e ex-guerrilheiro, é o coordenador geral da pré-campanha até junho. Depois se retira dos posto para cuidar de sua própria candidatura: pretende conquistar uma vaga para deputado federal.

Na montagem da equipe, a pré-candidata privilegiou sobretudo ambientalistas com os quais já trabalhou no Ministério do Meio Ambiente, entre 2003 e 2008. Entre eles, o biólogo João Paulo Capobianco, um dos assessores diretos de Marina quando ministra.

Capobianco foi secretário executivo do ministério e presidiu o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade. É um dos nomes que está a frente na elaboração do plano de governo de Marina baseado na formulação de políticas de desenvolvimento sustentável, que será tema da palestra a ser ministrada pela senadora na região.

http://www.dgabc.com.br/News/5796560/marina-silva-vira-ao-grande-abc-na-1-quinzena-de-abril.aspx

25 de jan. de 2010

'PT e PSDB promovem luta livre'

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

Quando o assunto é socialismo, ele é uma das figuras acadêmicas e políticas mais respeitadas do Brasil. Pretende disputar a eleição presidencial em outubro, mas seu nome ainda não é consenso dentro de seu próprio partido. E mais: a principal liderança do Psol no País, a ex-senadora e atual vereadora de Maceió, Heloísa Helena, apoia outro militante para concorrer ao Palácio do Planalto. O ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio faz campanha interna na legenda para que seja o escolhido do Psol a levar para o debate eleitoral a bandeira socialista. A língua ferina, crítica aos modelos político e econômico brasileiro dos últimos anos, continua afiada. Sobre o bate-boca público protagonizado recentemente entre integrantes de PT e PSDB, Plínio é categórico. Para ele, representantes das duas siglas promovem "um espetáculo de luta livre", enquanto distraem a população e "não se discute seriamente os problemas" do Brasil. Em entrevista exclusiva ao Diário, Plínio de Arruda Sampaio - que angariou 2,5% dos votos válidos na eleição de 2006 ao governo de São Paulo - comenta sobre o fim das conversas entre Psol e PV, assume que a esquerda brasileira hoje é "pequenininha" e aposta no horário eleitoral e nos debates para obter "um melhor resultado" nas urnas neste ano.

DIÁRIO - Com a oficialização da ruptura de negociações entre o PSOL e o PV, o senhor é hoje o pré-candidato mais forte da sigla para disputar as eleições presidenciais de 2010?
PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO - Parece, né. Mas tem outros companheiros que estão querendo. Tenho a impressão que a maioria dos grupos mais fortes estaria comigo.

DIÁRIO - Como vê a saída de Heloísa Helena do embate presidencial, querendo ser senadora?
PLÍNIO - Ela tem uma vaga de senadora mais ou menos garantida. Ela achou preferível em vez de novamente disputar (a presidência) e ficar mais alguns anos apenas como vereadora em Maceió (capital de Alagoas). Ela ficaria uma figura mais presente em âmbito nacional como senadora. O que me pareceu judicioso, me pareceu correto.

DIÁRIO - E o projeto nacional, não fica prejudicado?
PLÍNIO - Não tenho elemento para responder isso. O que sabemos é que ela tem uma eleição fácil em Alagoas, conseguiu esse quadro no partido, que terá uma voz ativa no Senado e ela se projeta, de fato, novamente, muito mais do que perdida na vereança lá de Maceió.

DIÁRIO - Não seria o momento de repetir o candidato, como fez o PT com Lula (que disputou cinco eleições seguidas), para garantir mais força nos próximos pleitos?
PLÍNIO - Não é o pensamento dela e não é o pensamento do partido. Não sei se foi bom para o PT firmar somente no Lula. Deu no que deu. O partido precisa ser uma coisa coletiva, não pode ser dependente de uma pessoa.

DIÁRIO - O senhor tem conversado com Heloísa Helena, tem tentado atrair o apoio dela ao senhor?
PLÍNIO - Existe outra figura preferida dela, o camarada de Goiás, Martiniano (Cavalcanti). Guerra é guerra, temos de entrar. Não sei se haverá consenso. Talvez esse rapaz tenha uma visão distinta da tarefa histórica do partido nesse momento. E nem estou preocupado com isso. Estou preocupado em reunir o meu grupo, para fazer um programa sério e trazer a esquerda junto, que já é pequenininha, mas podemos ter um desempenho mais favorável nessa eleição. Se não houver consenso no nome, vamos para a conferência, em que os filiados elegem os delegados que apontarão o candidato.


DIÁRIO - Porque as tratativas com o PV não avançaram?
PLÍNIO - Por motivos óbvios e simples. Fui contra desde o início. O PV não é um partido socialista. Está no governo da cidade de São Paulo, no estadual e federal. É uma legenda da ordem estabelecida. O Psol é contra a ordem estabelecida. Queremos mudar essa ordem. Não tem sentido se aliar com quem quer mantê-la.

DIÁRIO - E a candidatura de Marina Silva, não virá com os mesmos conceitos do Psol?
PLÍNIO - De maneira nenhuma. Ela é ecocapitalista e o Psol ecosocialista. Os argumentos são totalmente diferentes.

DIÁRIO - A candidatura definitiva do partido será escolhida numa conferência eleitoral marcada para os dias 10 e 11 de abril. O que deve ser feito até lá para o senhor encabeçar a chapa?
PLÍNIO - O que já estou fazendo: campanha em todos os locais. Recentemente, estive no Grande ABC falando para uma televisão local. Vou para o Fórum (Social Grande Porto Alegre) nesta semana, estou bem apoiado na região, que tem um grupo bom que me dá uma mão.

DIÁRIO - Em São Paulo, como fica o partido: lançará candidato?
PLÍNIO - Em São Paulo a candidatura mais forte é do Chico de Oliveira. Até agora não vi outro candidato se opor a ele. Estamos lutando para ver se arregimentamos em torno dele um consenso. Assim, lançamos um candidato que é intelectual, professor da USP, homem da maior dignidade. E de posições socialistas indiscutíveis. Ainda não ouvi nenhum pronunciamento do Ivan Valente, que é nosso mais forte candidato a deputado federal.

DIÁRIO - A polarização entre PT e PSDB, até mesmo por parte da imprensa, é injusta?
PLÍNIO - Vejo como uma coisa natural da burguesia. E tem dois candidatos que no fundo dizem a mesma coisa: o Serra e a Dilma. Não há diferença nenhuma entre as políticas econômicas. É o mesmo sistema dos grandes países, dos grandes sistemas. Os jornais da burguesia são feitos para defender a burguesia. Uma das maneiras de defender a burguesia é impedir que a esquerda fale, que o nosso discurso chegue até a população. É o chamado beque russo, companheiro. Estão fazendo o jogo deles. E nós estamos fazendo o nosso.


DIÁRIO - O que o senhor defende de diferente no aspecto econômico?
PLÍNIO - Muita coisa. Temos que criar o Brasil com as forças do Brasil. Vamos fazer uma política de defesa da economia nacional em prol da população. Distribuição de renda forte, industrialização, política de pleno emprego. Hoje estamos regredindo a uma economia primária e importadora. Depois de chegarmos a ser a oitava força industrial do mundo, voltamos a ser um País que vive de exportação. Desta vez, de soja para alimentar o gado japonês e europeu, de cana de açúcar para misturar na gasolina dos países ricos e reduzir a poluição nas cidades, de celulose para fazer papel higiênico - ‘anote isso, papel higiênico'' - para os perfumados bumbuns dos países ricos e de carne bovina para os milionários. A produção tem de ser voltada para o mercado interno. É preciso produzir alimento para o nosso País.

DIÁRIO - Como o senhor observa esse bate-boca entre os dois partidos?
PLÍNIO - É característico da política brasileira e tem um sentido claro: evitar que se discutam as verdadeiras soluções para os problemas do Brasil. Enquanto distrai a população para um espetáculo de luta livre, não se discute seriamente os problemas.

DIÁRIO - O PT quer comparar as gestões de Lula e FHC, enquanto o PSDB quer debate sobre quem é o mais preparado para administrar o Brasil do futuro. Essa discussão é rasa?
PLÍNIO - Esse é o debate que interessa para eles, porque não são debatidos os temas centrais. Ficam trocando insultos e com isso excita a plateia, a galera, a torcida, e não faz discussão política real. O próprio ABC precisa pensar muito nisso, porque a política atual prejudica muito a região. Precisava pensar direito o que quer dizer uma economia primária e uma industrial exportadora.

DIÁRIO - O Psol chega com chances de alcançar o segundo turno?
PLÍNIO - Ninguém entra numa batalha para perder. Vamos entrar visando o melhor resultado. Agora, é muito cedo para dizer o que vai acontecer. Estamos muito longe da eleição e temos a consciência muito clara de que não temos recursos monetários indispensáveis para fazer uma campanha que possa levar nossa mensagem a todos. Tudo vai depender do horário eleitoral e dos debates.

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5789964&titulo='PT+e+PSDB+promovem+luta+livre'

13 de dez. de 2009

Ex-prefeito Filippi vê como 'estratégico' apoio do PT a Ciro Gomes

Do Diário do Grande ABC

O antecessor de Mário Reali (PT) à frente da Prefeitura de Diadema e pré-candidato a deputado federal em 2010, José de Filippi Júnior (PT), vê como "estratégica" a possível candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo do Estado de São Paulo, com o apoio do PT.

"Como o PSB é aliado do PT em nível nacional, com certeza, a parceria estadual fica mais fácil e nos deixa mais a vontade", afirmou Filippi, durante rápida conversa com a reportagem do Diário na Câmara de Diadema. Ontem, o petista embarcou com os dois filhos para os Estados Unidos, onde faz curso na Universidade de Harvard.

O próprio presidente reeleito do PT estadual, Edinho Silva, em várias entrevistas à imprensa, admite as negociações e não descarta a hipótese de o PT fechar com Ciro - o deputado Antonio Palocci (PT-SP), neste caso, ficaria fora da disputa. "Aliás, seria a primeira vez em nossa história", lembra Filippi, que nos últimos tempos tem reforçado a quebra de paradigmas dentro do PT.

Em Diadema, por exemplo, o PT hoje tem um vice-prefeito de outra sigla: Gilson Menezes que se elegeu no PSC, mas há dois meses retornou ao PSB. E o líder do prefeito Reali no Legislativo, Laércio Soares, vereador que pertence ao PCdoB.

Mas a vontade de Filippi ainda é prematura. Do lado do PSB paulista, hoje aliado do governador José Serra e com a vice-liderança na Assembleia Legislativa, a direção estadual socialista afirma que vai levar o projeto "Ciro Governador" adiante, apesar da saia-justa com o tucano.
A alta cúpula do PT entende, nas entrelinhas, que é bom para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que Ciro Gomes saia da corrida presidencial.

REGIONAL - Ciro Gomes à parte, Filippi falou sobre a possibilidade de o PSB de Diadema fazer parte da base aliada de Mário Reali, uma vez que o vice hoje é socialista. "Vejo com simpatia", limitou-se a dizer o petista.

No pleito municipal do ano passado, o PSB esteve no mesmo palanque do PSDB, liderado pelo deputado estadual tucano José Augusto da Silva Ramos, que disputou a sucessão de Filippi e perdeu. Com a saída de William Dib, ex-prefeito de São Bernardo do PSB para o PSDB, Filippi acredita em união municipal. "O PSB do Dib era tucano. Agora, ele foi para o ninho certo", cutucou.

Procurado por telefone na sexta-feira, o ex-prefeito de São Bernardo preferiu não se pronunciar.

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5783466&titulo=Ex-prefeito+Filippi+ve+como+'estrategico'+apoio+do+PT+a+Ciro+Gomes

7 de nov. de 2009

Cúpula do PSDB participa de encontro em Diadema

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

O PSDB promove neste sábado, das 9h30 às 12h, no Legislativo, encontro regional em Diadema, exatamente no colégio eleitoral do deputado José Augusto da Silva Ramos. Embora as lideranças tucanas alinhem o mesmo discurso de fortalecimento do partido na região, nos bastidores sabe-se que deve ser ratificada a dobradinha de apoio para Geraldo Alckmin e José Serra em 2010.

Dos tucanos da região, praticamente, José Augusto é o único pró-Aloysio Nunes Ferreira Filho, secretário-chefe da Casa Civil do Estado e homem-forte do governador. Em 27 de agosto, Aloysio esteve em Diadema a convite do deputado.

Na contramão, demais lideranças do Grande ABC, como o deputado estadual Orlando Morando e o ex-vice-prefeito de São Bernardo pelo PSB, William Dib, recém-chegado ao ninho tucano, são alckmistas declarados.

No entanto, nem Alckmin nem Aloysio marcam presença hoje na Câmara. O governador José Serra também está em viagem pela Europa. O presidente do PSDB estadual, deputado federal Mendes Thame, chega de Marília, interior de São Paulo, para o encontro no município.

Para José Augusto, o PSDB tem se fortalecido na região. Ao todo, a sigla conta com o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira, dois deputados estaduais e 15 vereadores.

"Em Diadema, fazemos forte oposição ao governo (administrado pelo prefeito Mário Reali, do PT). São Bernardo não é diferente com o deputado Orlando e o ex-prefeito Dib. Santo André tem saído fortalecida com várias lideranças", avaliou José Augusto.

O coordenador regional e presidente do PSDB de Ribeirão Pires, Cezar de Carvalho, creditou so eleitorado do Grande ABC como "altamente significativo" para a eleição estadual e nacional do próximo ano. "Temos hoje 1,8 milhão de eleitores na região. Sem dúvida, que os políticos buscam votos no Grande ABC", acrescentou o tucano, alckmista de carteirinha.

O vereador José Francisco Dourado, que integra a bancada tucana no Legislativo de Diadema, confirmou que o prato principal, sem dúvida, deve ser a sucessão para os governos estadual e federal.

Pela primeira vez em um encontro regional do PSDB estará o ex-chefe do Executivo de São Bernardo. "O Dib será puxador de votos, além de ter experiência administrativa e partidária", argumentou o coordenador.

http://www.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5776713