Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio Neves. Mostrar todas as postagens

29 de set. de 2010

Com 2º turno, campanha de Serra precisa de um freio de arrumação, diz Aécio

UOL

Fernando Rodrigues


"Vou colocar um blaser", diz um sorridente Aécio Neves, 50 anos, antes de começar a falar ao UOL e à Folha ontem de manhã em seu apartamento em Belo Horizonte. De calça jeans e camisa sem gravata, ele transmite tranquilidade. Está com 67% de intenção de votos para se eleger ao Senado. Seu candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), lidera as pesquisas.

Animado com o resultado do Datafolha indicando a possibilidade de haver segundo turno na disputa presidencial, o tucano sentencia sobre o que fazer depois de 3 de outubro na campanha de seu correligionário José Serra: "Nós teremos de dar um freio de arrumação".

Como assim? Para Aécio, é preciso usar mais líderes regionais na campanha presidencial do PSDB. Por exemplo, os eventuais governadores eleitos no primeiro turno, como o paulista Geraldo Alckmin e o mineiro Anastasia. "Isso pode ser uma alavanca vigorosa para o Serra no segundo turno".

O que Aécio chama de "freio de arrumação" seria também "uma politização maior da campanha" e "um diálogo mais permanente". Ou seja, mais gente do partido sendo ouvida para tomar as decisões estratégicas. Até agora, não é o que se passa no QG serrista. "Eu não culpo o Serra por isso. A campanha tem sua dinâmica. O Serra está se desdobrando. Quem acompanha o Serra tem de reconhecer o esforço pessoal que ele está fazendo. Com a cara boa, por mais que alguns achem que isso seja difícil, mas com a cara boa onde ele vai".

Um dos principais líderes do PSDB, Aécio sinaliza como será seu comportamento moderado em 2011. "Nós não podemos mais, sejamos nós ou o PT, reeditar a oposição que o PT fez ao governo FHC e tampouco a oposição que o PSDB fez a projetos e ações que nós sempre defendíamos, mas que por sermos da oposição deixamos de defender [no governo Lula]".

A partir do ano que vem, seja governo ou oposição, o PSDB "tem que renovar-se". Para Aécio, o partido precisa renovar seu programa e dizer o que "pretende para os próximos 20 anos".

Num eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra, Aécio considerar essencial atrair o apoio de Marina Silva (PV). "Mas não é apenas o apoio formal da candidata. É o PSDB se aproximar e incorporar algumas propostas do PV", defende.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/aecio-neves-defende-mudancas-na-campanha-de-serra-em-eventual-segundo-turno.jhtm

31 de ago. de 2010

Aécio cobra mais 'ousadia' de Serra, que prega 'virada'

Folha

BRENO COSTA
ENVIADO ESPECIAL A ITAJUBÁ (MG)
PAULO PEIXOTO
ENVIADO ESPECIAL A VARGINHA (MG)

No dia em que José Serra (PSDB) passou a discursar pela possibilidade de "virada" na sucessão presidencial, o principal cabo eleitoral do tucano em Minas, Aécio Neves, cobrou mais "ousadia'' e "clareza'' na comunicação da campanha.

Até então, Serra se recusava a comentar a dianteira de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Mas ontem, em dois eventos em cidades mineiras, passou a usar o crescimento de Antonio Anastasia no Estado como exemplo para a própria campanha.

"Já viramos em Minas, vamos virar juntos no Brasil", disse. Em pesquisa Ibope na semana passada, Anastasia apareceu pela primeira vez à frente de Hélio Costa (PMDB), com 35% a 33%.

O site oficial da campanha lançou o slogan "É a hora da virada". A Folha apurou, no entanto, que a nova estratégia não foi decidida pela equipe do marqueteiro Luiz Gonzalez e, ao menos por enquanto, não deve ser usada na propaganda de TV.

O discurso pela "virada" foi feito do alto de um carro de som no centro de Itajubá, cidade no sul de Minas, e encampado por Aécio.

"Em Minas, o Anastasia já virou, já estamos na frente e vamos ganhar a eleição. E a segunda, é que no Brasil nós vamos virar também, fazendo Serra presidente", discursou Aécio, que foi mais aplaudido do que Serra.

CRÍTICAS

Apesar do discurso de apoio, no primeiro evento do dia, em Varginha, Aécio fez críticas à comunicação da campanha. Ele cobrou mais "ousadia" e "clareza" para se contrapor a Dilma.

"O mais importante é que a sua comunicação para o país inteiro, talvez, seja um pouco mais ousada, apontando diferenças mais claras em relação às propostas do atual governo", disse Aécio, ao falar sobre estratégias para levar ao segundo turno.
A declaração foi dada pouco antes da chegada de Serra.

Aécio atribui a uma "conjunção de fatores" a queda das intenções de voto em Serra, entre eles a capacidade de transferência de votos de Lula, mas disse que não é o momento para fazer críticas porque isso "não contribui".

"Essa nunca foi uma eleição fácil para nós, mas está longe de ser uma eleição perdida", disse Aécio, que defende que Serra se concentre em São Paulo, Minas e Paraná para ir ao segundo turno.

Foi o que Serra começou a fazer ontem, após 23 dias ausente do segundo colégio eleitoral do país (14,5 milhões de votos). "É um crescimento [de Anastasia] muito bom para Minas, para o Brasil, para o nosso partido e para mim, porque para onde forem o Anastasia e o Aécio, eu irei também aqui em Minas".

Após carreata e caminhada pelo centro de Varginha, Serra, durante comício relâmpago, disse que, indo bem em Minas, terá bom resultado também no país.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/791399-aecio-cobra-mais-ousadia-de-serra-que-prega-virada.shtml

Serra pega carona com Aécio e Anastasia

Correio Braziliense - Ezequiel Fagundes


Varginha (MG) — Em discurso em cima da carroceria de uma caminhonete, o ex-governador de São Paulo José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República, prometeu ontem, no sul de Minas, região onde se concentra quase um terço do eleitorado do estado, construir uma parceria histórica com o governo de Minas Gerais caso consiga inverter o quadro desfavorável das pesquisas e vencer as eleições em outubro. Comparando a disputa presidencial a uma batalha “dura” e “difícil”, José Serra deixou claro que vai colar a sua imagem na gestão tucana em Minas como forma de alavancar a sua candidatura no estado. O tucano esteve em Varginha e Itajubá, onde fez caminhada e carreata.

Em cima do palco improvisado, Serra não poupou elogios ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, e ao governador Antonio Anastasia, que viu sua candidatura à reeleição crescer de forma significativa depois do início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. De acordo com Serra, a gestão tucana em Minas despertou “respeito” e “admiração” em todo o país. “Esses dois nomes dividiram a história recente de Minas pelo padrão de governo que fizeram. Aécio colocou Minas de pé caminhando para frente, Anastasia pegou o bastão e vai continuar nos próximos anos”, declarou em discurso.

Mais cedo, durante entrevista, Serra foi mais incisivo em relação a sua estratégia de colar em Aécio e Anastasia. Para ele, o crescimento de Anastasia nas pesquisas de opinião pública pode refletir diretamente no seu desempenho no estado. “Seu crescimento (Antonio Anastasia) é bom para Minas, para o Brasil, para o partido e para mim, porque, para onde forem Anastasia e Aécio, vou junto”, afirmou. Ao lado deles, Serra participou de grande carreata e fez corpo a corpo no quarteirão fechado da Rua Wenceslau Braz, no Centro de Varginha.

Indagado diversas vezes, o tucano paulista se recusou a falar sobre temas espinhosos da eleição, sobretudo, repercutir números das pesquisas eleitorais. “Não vou comentar pesquisas. Vou falar de temas de interesse das pessoas”, esquivou-se. De acordo com os últimos levantamentos, o tucano tem 20% percentuais a menos que a presidenciável petista, Dilma Rousseff.

Apesar do engajamento de Aécio e Anastasia, Serra está em desvantagem também em Minas Gerais. Mesmo com os números desfavoráveis, o tucano declarou que não vai jogar a toalha. Pelo contrário. Ele prometeu trabalhar sem parar até o dia da eleição. “Nós vamos ganhar na urna eleitoral, que é o que vale. Vamos juntos, amigos e amigas. Eu me sinto em casa aqui, onde está o povo amigo de Varginha”, afirmou.


ÍNDIO VOLTA AO ATAQUE
» Candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB), Índio da Costa (DEM) voltou a atacar, indiretamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Em e-mail enviado ontem para militantes tucanos chamados de “apoiadores”, o democrata afirmou que o Brasil precisa de “um presidente que una o país em vez de dividi-lo; que seja escravo das leis em vez de escravizá-las”. Pediu ainda “comprometimento com os direitos humanos, não com as tiranias”. Segundo Índio, a luta de várias gerações em defesa da democracia garantiu o direito de escolha. “Construímos um país sem a tutela de ninguém, que se subordina às instituições e às leis democraticamente votadas. Eleição não pode ser a escolha autocrática de uma pessoa que deseja impor sua vontade”, continuou Índio, que também é deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/31/noticia_eleicoes2010,i=210682/SERRA+PEGA+CARONA+COM+AECIO+E+ANASTASIA.shtml

27 de ago. de 2010

Aécio pede votos para Serra na tevê

Com a queda do tucano nas pesquisas de intenção de votos para presidente, comando da campanha antecipa a participação do ex-governador de Minas no programa eleitoral

Correio Braziliense - Igor Silveira | Ivan Iunes

Publicação: 27/08/2010 07:45 Atualização: 27/08/2010 08:29
O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) precisou antecipar ontem uma cartada guardada para a reta final de campanha. Com a diferença para a petista Dilma Rousseff batendo na casa dos 20 pontos percentuais nas pesquisas de intenção de votos, o tucano trouxe depoimento do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) para tentar estancar a perda de votos. O atual candidato ao Senado por Minas Gerais encerrou o programa ressaltando que Serra “conhece de verdade os problemas não apenas de Minas, mas do país” e que ele seria o melhor nome para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Repetindo o mesmo tom adotado nos últimos programas na tevê e no rádio, a propaganda de Serra voltou a atacar Dilma por meio do depoimento de eleitores e a vinculação a escândalos envolvendo petistas. Na propaganda noturna, um vídeo fez uma comparação da quebra de sigilo fiscal de integrantes do

PSDB por funcionários da Receita com o episódio dos aloprados. Em sua fala, o próprio presidenciável tucano trouxe mensagens indiretas contra o passado político de Dilma e o possível papel de Lula em um governo dela. “Não cheguei na vida pública ontem. Olhe aqui, olho no olho, não preciso ficar na sombra de ninguém”, afirmou Serra.

A propaganda petista teve foco na educação e em programas do governo federal. Dilma prometeu criar 6 mil creches e pré-escolas em todo o país e mostrou diversos beneficiários de programas federais, entre eles o Bolsa Família. Anunciou ainda que confia na “erradicação da miséria no país”. No encerramento, um jingle sugeriu: “Quem teve coragem de eleger um metalúrgico, agora vai votar em uma mulher”. A candidata verde à Presidência, Marina Silva, manteve o mesmo andamento, com a educação em primeiro plano, entrevistando jovens em uma comunidade carente. O marketing da candidata repetiu o depoimento do cantor e compositor Caetano Veloso. Para os próximos programas, é esperada a participação de outros artistas, como Gilberto Gil e Adriana Calcanhoto.


Fora do ar
Registrado no nome do tesoureiro da campanha verde, Odair Lucietto, o portal www.dilmentiras.com.br foi retirado do ar por determinação da Justiça Eleitoral. Lucietto negou ter criado o site e pediu punição dos responsáveis por clonar seus dados pessoais no registro do portal. O juiz Joelson Dias considerou a propaganda veiculada pelo site irregular. O caso será encaminhado ao Ministério Público para abertura de investigação criminal. Em outra decisão, o Tribunal Superior Eleitoral negou o pedido da coligação de Dilma Rousseff (PT), para descontar tempo de televisão de José Serra (PSDB). Os petistas alegaram que o tucano havia veiculado uma música “com o objetivo de ridicularizar e degradar a imagem de Dilma”. Na decisão, o juiz entendeu que a peça cumpriu com os preceitos legais e que apenas repreendia o comportamento de seus adversários.

Colaborou Diego Abreu

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/27/noticia_eleicoes2010,i=210021/AECIO+PEDE+VOTOS+PARA+SERRA+NA+TEVE.shtml

26 de ago. de 2010

Aécio reforça propaganda eleitoral de Serra

Tucanos buscam melhorar conteúdo no horário eleitoral, enquanto Dilma repete as mensagens

Daiene Cardoso, da Agência Estado

SÃO PAULO - O programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência da República José Serra contou na tarde desta quinta-feira, 26, com o apelo de um tucano de peso: o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. No vídeo gravado na quarta-feira, 25, Aécio diz que o Brasil precisa de um presidente que conhece "de verdade" os problemas do País. "Serra é o melhor nome para ser o nosso presidente", disse no final da inserção.

Durante seu espaço na TV, Serra voltou a listar suas realizações como ministro, governador e prefeito. Na tentativa de aproximar o candidato do eleitorado da petista Dilma Rousseff, o marqueteiro Luiz Gonzalez tentou mostrar que o tucano trabalha pelos mais pobres, como no caso da criação dos medicamentos genéricos. "Foi pela saúde do pobre que ele fez", enfatizou o locutor, ao mostrar Serra "no meio do povão".

Já a adversária do PT repetiu o programa anterior, em que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem um "dueto" em defesa da Educação e dos programas desenvolvidos pelo governo. "Educação é a chave para que o Brasil se torne de fato desenvolvido", reforçou Dilma. O programa procurou mostrar as realizações do governo federal no setor e que é preciso dar continuidade aos projetos. "Esse trabalho não pode parar", pediu a candidata.

Marina Silva, do PV, também optou por repetir o programa anterior, que mostrou a candidata conversando com jovens de uma "favela real" sobre Educação. A inserção contou com a participação do cantor e compositor Caetano Veloso pedindo votos para a candidata. "Juntos vamos levar a Marina Silva para o segundo turno", afirmou Caetano ao encerrar a propaganda do PV.

José Maria Eymael (PSDC)defendeu a criação de um "Ministério da Família" e Rui Costa Pimenta (PCO) criticou a possibilidade de privatização dos Correios. Já o PSTU de Zé Maria citou os casos Eliza Samudio e Mércia Nakashima como exemplos da "ineficácia" da Lei Maria da Penha. Plínio de Arruda Sampaio destacou o trabalho dos líderes do PSOL e Levy Fidelix (PRTB) defendeu a redução de tributos.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-reforca-propaganda-eleitoral-de-serra,600762,0.htm

25 de ago. de 2010

Aécio Neves grava depoimento de apoio para campanha de Serra

Vídeo faz parte da nova estratégia do PSDB para tentar impulsionar candidatura à Presidência

Carolina Freitas, da Agência Estado

SÃO PAULO - O ex-governador de Minas Gerais e candidato ao Senado em outubro, Aécio Neves (PSDB), gravou no fim da manhã desta quarta-feira, 25, em São Paulo, um depoimento em vídeo de apoio ao candidato tucano à Presidência, José Serra. A gravação começou às 11h30, levou cerca de uma hora e foi feita nos estúdios da produtora do marqueteiro de Serra, Luiz Gonzalez, na Vila Leopoldina. A mensagem deve ser exibida ainda esta semana no programa de Serra no horário eleitoral gratuito na TV.

O vídeo faz parte da nova estratégia do PSDB para tentar impulsionar o nome de Serra, que vem registrando queda nas pesquisas de intenção de voto, enquanto sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), sobe e aparece com chances de vencer já no primeiro turno. A tática do PSDB é exibir, no horário político, depoimentos de tucanos, como o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, que lidera as pesquisas na disputa pelo governo do Paraná, e o candidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, também à frente nas pesquisas eleitorais.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-neves-grava-depoimento-de-apoio-para-campanha-de-serra,600216,0.htm

23 de ago. de 2010

Justiça restringe presenças de Dilma e Aécio em programas eleitorais de Minas

Folha

PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE

O juiz eleitoral Octavio Augusto De Nigris Boccalini, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais, restringiu as participações da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e do candidato do PSDB a uma cadeira minera no Senado, Aécio Neves, nos programas dos respectivos candidatos a governador aos quais estão aliados no Estado.

A Justiça acatou, por meio da concessão de liminares às coligações rivais no último final de semana, os argumentos de que tanto Dilma quanto Aécio estavam usando as inserções dos candidatos a governador que apoiam --respectivamente Hélio Costa (PMDB) e Antonio Anastasia (PSDB)-- para fazerem propaganda das suas próprias candidaturas.

A restrição à participação de Dilma se deve ao fato de ela ter aparecido na inserção de Costa falando de realizações suas no governo Lula e pedindo voto para ela mesma.

Foi destacado na decisão do juiz o seguinte trecho da fala da candidata petista: "Quando eu criei o Luz para Todos, uma das minhas prioridades foi levar energia para as escolas. (...) Pode ter certeza que, se eleitos, vamos continuar trabalhando lado a lado pelo Brasil e por Minas."

"Depreende-se que a candidata Dilma Rousseff, ao mencionar que criou o programa de governo 'Luz para Todos' e que teve como prioridade 'levar energia para as escolas', não deixa a menor dúvida de que seu intento foi nitidamente se promover em horário destinado ao candidato a governador, Hélio Costa", escreveu o magistrado.

No caso de Aécio, o juiz entendeu que, ao falar da sua própria gestão no programa de Anastasia, o ex-governador tucano faz propaganda que o beneficia como candidato ao Senado.

Para fixar no eleitorado a ideia de que Anastasia está vinculado diretamente a ele e, dessa forma, tentar alavancar sua candidatura à reeleição no governo mineiro, Aécio fala dos feitos da sua gestão e usa a expressão "Aécio-Anastasia", agora proibida de ser dita pelo ex-governador mineiro.

"Ao se referir ao processo de transformação que participou, utilizando-se do pronome pessoal 'nós', bem como ao mencionar o termo 'governo Aécio-Anastasia', o candidato ao cargo de senador Aécio Neves se beneficiou dos termos da propaganda veiculada, o que é vedado por lei", disse o juiz.

As participações de Dilma e de Aécio, no entendimento do juiz, devem ficar limitadas a pedir votos para os seus aliados. As duas decisões ainda terão o mérito analisado pelo pleno da Justiça Eleitoral mineira.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/787413-justica-restringe-presencas-de-dilma-e-aecio-em-programas-eleitorais-de-minas.shtml

12 de ago. de 2010

ENTREVISTA-Aécio: "Querem meu peso eleitoral, não político"

Por Natuza Nery

BELO HORIZONTE (Reuters) - Aécio Neves rebateu uma a uma as alegações de que não se engaja na campanha do aliado José Serra em Minas Gerais. Reagiu às críticas veladas, mas frisou que o presidenciável tucano nada tem a ver com as maledicências.

Candidato ao Senado pelo PSDB, é um popular cabo eleitoral no Estado, patrimônio longe do desprezível nesta sucessão polarizada. Minas é o segundo maior colégio do país e, possivelmente, o fiel da balança desta eleição.

"Eles querem minha força eleitoral e não querem minha força política", ponderou o ex-governador. "Algumas pessoas têm preocupação de perder a hegemonia do partido", alfinetou, sem nomear os "preocupados" nem explicar se essa hegemonia seria a de São Paulo.

"Na cabeça de alguns analistas, se o Serra ganhar, ganha apesar de Aécio. Se perder, perde por causa de Aécio", acrescentou, falando na terceira pessoa e reproduzindo a versão já feita algumas vezes por membros do PSDB fora de Minas.

A intenção de ser ele o candidato do partido ao Planalto no ano passado alimentou a avaliação de que não gastaria verbo nem sola de sapato pelo colega. Contra essa tese, Aécio apresenta contas.

"A base de apoio ao Serra é mais ampla em Minas que em São Paulo. O PP, que é muito forte no Estado, não está com ele lá e está aqui", rebate. "O PSB, PDT e PR, coligados a Dilma Rousseff (candidata do PT) no âmbito federal, eu consegui, num esforço enorme, trazer para nossa campanha e isso beneficia o Serra."

Foi por sugestão do mineiro que Serra intensificou sua agenda no Estado. Passa por lá ao menos uma vez por semana. Também por conselho do aliado, o comando nacional decidiu montar um comitê exclusivo para o presidenciável em Minas.

O objetivo é conferir mais densidade e energia cinética à campanha, inclusive para resolver problemas operacionais como a distribuição de material na quantidade que o desafio local exige. A ausência de adesivos e santinhos com a imagem de José Serra já foi apontada como evidência de problema.

"Falam do material de campanha. Eu não cuido deles, não controlo quando chegam nem se são entregues de maneira casada. O que eu posso garantir é que não há nenhum outro lugar tão engajado na campanha do Serra como Minas."

Nesta manhã, o ex-governador concedeu entrevista a uma rádio local e enfatizou o projeto conjunto para eleger o tucano presidente. Citou o nome do aliado apenas uma vez menos que o do seu afilhado político, Antonio Anastasia, a quem tenta reconduzir ao Palácio da Liberdade.

Para ele, o desenho da atual corrida presidencial aponta para uma definição apenas no segundo turno e o desempenho estadual é decisivo para o resultado nacional.

"A vitória do Anastasia é fundamental para a vitória do Serra", afirmou. "Temos que trabalhar para Serra chegar no segundo turno e que nossos candidatos vençam em São Paulo e aqui no primeiro turno. São Paulo e Minas vão fazer a diferença", explicou.

A frase expõe um cálculo: o sucesso de José Serra em outubro depende fortemente do desempenho de Anastasia e Geraldo Alckmin. O segundo é o favorito das sondagens. O primeiro, vice de Aécio e atual governador do Estado, está bem atrás, mas tende a crescer à medida que aumentar sua associação com o padrinho.

"Com essas duas vitórias, teremos uma convergência muito grande em torno desses governos e em torno da candidatura Serra. Atrairemos mais apoios. Por isso, a vitória nesses dois colégios é vital."

O último levantamento do Ibope realizado no Estado indicou Dilma com vantagem de 12 pontos percentuais sobre Serra.

"Não é bom pra ninguém que ela vença as eleições."

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE67A0PN20100811

11 de ago. de 2010

Hélio Costa diz que "faltou coragem" para Aécio ser candidato de Lula à Presidência

Maurício Savarese
Do UOL Eleições




O candidato ao governo de Minas Gerais Hélio Costa (PMDB) disse nesta quarta-feira (11) que, se o ex-governador Aécio Neves (PSDB), hoje candidato ao Senado, tivesse “tomado uma decisão há tempos atrás, ele poderia ser hoje o candidato do presidente Lula”. Para o ex-ministro, Aécio errou ao não se filiar ao PMDB ou ao PT para disputar a Presidência.

“Houve um vácuo de candidatos quando nós perdemos o candidato natural, que seria José Dirceu [afastado do governo depois do Mensalão], e depois perdemos o [ex-ministro da Fazenda Antonio] Palocci. E havia uma simpatia do Lula por ele [Aécio]. Faltou desprendimento político, para não dizer coragem [para sair do PSDB]”, disse Costa, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL, em Belo Horizonte.

Costa afirmou que, em uma eventual candidatura de Aécio à presidência da República, ficaria fora das eleições. “Eu já tinha dito a ele que se ele fosse candidato a presidente da República, eu não seria candidato a nada. Seria impossível para um mineiro ficar contra uma candidatura de Aécio”, afirmou.

Sobre a relação com o ex-governador, Costa declarou que sempre foi “amigo” do tucano, e afirmou que entrou na política depois de um conselho de Tancredo Neves, avô do ex-governador mineiro.

Tecendo elogios ao governo de Aécio, Costa desmentiu que as críticas feitas durante a pré-campanha eram dirigidas ao hoje candidato ao Senado. “Não consegui passar a mensagem que eu queria. O Aécio fez um ótimo governo. Agora o candidato [Anastasia] quer passar a imagem de que ele é o Aécio. E não dá, são duas coisas diferentes”.

Hélio negou acusações de que parte da imprensa mineira estaria alinhada à sua candidatura. “Eu não estou alinhado com ninguém. E se tiver alguém vocês me avisem porque eu não estou sabendo”, disse o peemedebista, ao ser questionado sobre as críticas do adversário Antonio Anastasia (PSDB) de que parte da imprensa mineira estaria poupando o ex-ministro e o governo federal de críticas.

Professores

Com relação à situação dos professores no Estado, Hélio afirmou que irá se reunir com uma comissão escolhida pelos professores para analisar a proposta atual de aumento de salário e ver o que se pode mudar. “No dia seguinte à posse, vamos sentar com eles. Vamos ver que essa proposta foi colocada de forma injusta na Assembleia Legislativa, por goela abaixo, para evitar uma greve durante o período eleitoral”.

Ele ainda criticou o que chamou de “achatamento salarial”, expressão que usou para definir o contraste entre a arrecadação do Estado e o salário pago aos professores.

Mais vídeos das sabatinas com os candidatos ao governo de Minas Gerais

http://eleicoes.uol.com.br/2010/minas-gerais/ultimas-noticias/2010/08/11/helio-costa-diz-que-faltou-coragem-para-aecio-ser-candidato-de-lula-a-presidencia.jhtm

30 de jul. de 2010

Aécio e Anastasia escondem Serra em material de campanha

Folha

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais.

A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra.

No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra --acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros.

Além do "Serra solitário", único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido.

Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.

DILMA

A situação contrasta com a farta exposição de Dilma Rousseff (PT) no material de campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo mineiro.

No comitê do peemedebista, a reportagem obteve seis tipos de impressos, todos com referências a Dilma _quatro deles com a imagem da petista acompanhada de seus aliados mineiros. Há ainda distribuição de material produzido pela campanha nacional do PT.

Anteontem, em visita a BH, Serra disse não considerar "grave" sua menor exposição. "É uma coisa que se corrige com enorme facilidade", disse. Ele disse ver "pleno empenho" de Aécio em sua campanha presidencial.

A campanha de Aécio e Anastasia informou que produz até 20% do material sem Serra para atender aos partidos da coligação que não apoiam o tucano para presidente, como PR, PDT e PSB.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/774984-aecio-e-anastasia-escondem-serra-em-material-de-campanha.shtml

8 de jun. de 2010

Aécio mobiliza prefeitos em favor de tucano

Na primeira aparição ao lado de Serra após voltar de férias, ex-governador cobra apoio de aliados ao presidenciável e descarta dissidência no PSDB mineiro

Eduardo Kattah / ENVIADO ESPECIAL MONTES CLAROS - O Estado de S.Paulo

Pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra visitou Montes Claros ao lado do ex-governador Aécio Neves, que mobilizou os aliados em favor da candidatura do tucano. O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que vai tentar a reeleição, também participou do encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas.

Na primeira aparição com o ex-governador paulista desde que voltou das férias ao exterior, Aécio cobrou ontem dos cerca de 60 prefeitos do PSDB, PPS, DEM, PP, PTB e PSC presentes no auditório do Automóvel Clube o voto casado em Anastasia e no presidenciável tucano, chamado sempre de "presidente Serra".

Aécio encerrou seu discurso conclamando as lideranças a manter as "mangas arregaçadas" para eleger Serra: "Rumo à vitória da decência, para encerrar esse ciclo de governo que não interessa mais ao País."

Após o evento, em entrevista coletiva, o ex-governador mineiro mandou recado a eventuais dissidentes. "Se não estiver (com Serra), sai do PSDB."

Reivindicações. Presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene, o prefeito de Patis, Valmir Morais (PTB), entregou ao presidenciável do PSDB a Agenda de Desenvolvimento do Norte de Minas, documento com reivindicações da região ? como a construção de um porto seco e de um aeroporto específico para a exportação de frutas da área irrigada do São Francisco, a renegociação das dívidas de pequenos e médios produtores rurais; além de incentivos para a exploração de minério de ferro e gás natural na região.

Morais deixou claro que Aécio é a "bússola" dos políticos mineiros e disse que a mesma lista foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato à reeleição em 2006, classificando o resultado como uma "decepção". "Não recebemos satisfação nenhuma", afirmou.

Serra se comprometeu em levar "muito em conta" o documento na formulação de seu programa de governo. O tucano também prometeu a duplicação de estradas e a construção de um câmpus universitário na cidade.

Ao final, depois de ressaltar a fama da cachaça de Salinas ? cidade vizinha a Montes Claros ? e reclamar que não havia ganhado "nenhuma garrafinha", Serra disse que, se for eleito, pretende acumular, durante seis meses, a presidência da República com a presidência da Sudene.

Continuidade. Aécio e Anastasia mantiveram o discurso confiante ao comentarem a definição pelo senador Hélio Costa (PMDB) como candidato da base aliada de Lula ao governo de Minas. O governador disse que acredita numa vitória no primeiro turno da eleição. E Aécio reiterou o discurso de continuidade contra o risco de retrocesso no Estado. "Qualquer que seja o adversário, estamos prontos para vencer. Por uma razão: Minas não quer retrocesso, Minas quer continuar avançando", afirmou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-mobiliza-prefeitos-em-favor-de-tucano,563199,0.htm

7 de jun. de 2010

Ainda sem vice, Serra volta a Minas Gerais de Aécio

Candidato tucano à Presidência da República tem agenda em Montes Claros, onde se encontrará com lideranças políticas

Adriano Ceolin, iG Brasília

Ainda sem vice e já sem esperanças de ter Aécio Neves (PSDB) como companheiro de chapa, o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, vai a Minas Gerais nesta segunda-feira para o que será sua quinta viagem ao Estado nesta pré-campanha.

Serra irá a Montes Claros, onde deverá se encontrar com lideranças e prefeitos do norte de Minas. O encontro foi organizado pelo secretário-geral do PSDB e deputado federal, Rodrigo de Castro (MG).

“Será uma reunião com integrantes de oposição ao governo federal. A expectativa é muito boa na região”, disse Castro. O deputado ainda não confirmou a ida de Serra a Uberaba, triângulo mineiro, viagem que está prevista para quarta-feira (9).

Segundo o secretário-geral, o ex-governador mineiro Aécio Neves deverá marcar presença em Montes Claros. Na semana passada, Aécio esteve em São Paulo e participou de uma reunião com integrantes da cúpula do PSDB.

No encontro, ele reafirmou que disputará o Senado e fez sugestões sobre quem deverá ser o vice de Serra. O ex-governador mineiro voltou a defender que a vaga fique com um representante do PSDB.

Aécio tem preferência pelo senador Tasso Jereissati (PSDB). Outro nome que agrada o tucano mineiro é Sérgio Guerra (PSDB-PE). Os dois, porém, já deram declarações que querem disputar, respectivamente, o Senado e a Câmara dos Deputados.

O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), tem dito que o partido só abriria mão de indicar o candidato a vice se Aécio fosse o candidato. O tucano, porém, é um dos principais refratários à ideia de dar o posto ao DEM.

Aécio avalia que o DEM não conseguiu superar a crise que abateu sobre o partido após o escândalo no governo do Distrito Federal. Único governador do DEM até então, José Roberto Arruda deixou a sigla e depois renunciou o cargo.

Do DEM, o nome preferido de Aécio é Katia Abreu (TO). No entanto, o próprio ex-governador mineiro descarta a atual senadora como vice por conta de seus posicionamentos a favor do agronegócio que desagradam integrantes de movimentos ambientalistas.

Para Aécio, se Katia for vice de Serra, será ainda mais difícil conquistar o apoio de Marina Silva (PV) em um eventual segundo turno entre o tucano e a candidata do PT, Dilma Rousseff.

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ainda+sem+vice+serra+volta+a+minas+gerais+de+aecio/n1237654883535.html

Base de Aécio em Minas vacila em apoiar Serra na disputa presidencial

Folha

RODRIGO VIZEU



O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, vai hoje à mineira Montes Claros, ao lado de Aécio Neves, numa tentativa de sedimentar os apoios de prefeitos de PSDB, DEM e PPS no Estado.

Em Minas, que tem 853 cidades, os três partidos controlam 286 prefeituras. A Folha ouviu 264 prefeitos dessas legendas e 79 deles disseram que não estão fechados com Serra. A fratura atinge 28% do total: 43% no DEM, 36% no PPS e 16% no PSDB.

A indefinição ou mesmo traição declaradas dos prefeitos é um teste à dedicação a Aécio, que vem resistindo aos apelos para ser vice na chapa tucana, mas prometeu apoio total a Serra nas três legendas no Estado.

Juntas, elas administram prefeituras onde estão 27% do eleitorado mineiro.

Sem a unanimidade do "núcleo duro" aecista, Serra deve ter mais dificuldades para convencer prefeitos de siglas que integram tanto a base federal quanto a aliança estadual, como PP, PDT e PSB. Nelas, Aécio já admitiu que pode haver defecções.

Dos prefeitos ouvidos, 64 se disseram indecisos, seis declararam neutralidade e nove afirmaram apoiar Dilma. Cinco não quiseram revelar quem apoiarão.

Foram entrevistados mais de 92% dos prefeitos das três legendas no Estado. O restante --19 do PSDB e 3 do DEM-- não foi localizado.

"Homem seco"

A hesitação em fazer campanha para Serra se assenta sobre um tripé: gratidão pelos repasses de verbas de Lula, alianças locais com partidos pró-Dilma e mágoa por Aécio não ter sido o candidato a presidente do PSDB.

Alguns criticaram o estilo pessoal do paulista. "A Dilma me abraça. O Serra nem olha para a cara, é um homem seco", afirmou Dinair Isaac (DEM), de Capinópolis.

A prefeita de Carmópolis de Minas, Maria do Carmo Rabelo Lara (PSDB), se diz indefinida e promete apoiar quem prometer um hospital na cidade. "A gente depende de verba, tem que ser pragmático", concordou Lucas Siqueira (PPS), de Patrocínio.

Alguns disseram que podem pender a Serra se Aécio for vice. "Não basta ser vice, tinha que ser Aécio na cabeça", disse o indeciso Jéferson Miranda (PSDB), de Santo Antônio do Grama.

Só nove dos prefeitos ouvidos ainda não prometem apoio ao governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato de Aécio ao governo mineiro.

Fechado com Anastasia, mas não com Serra, Odilon Oliveira (PSDB), prefeito de Oratório, explica a posição: "O Aécio pediu apoio para Anastasia, mas não fala totalmente que apoia Serra".

Editoria de Arte/Folhapress



http://www1.folha.uol.com.br/poder/746435-base-de-aecio-em-minas-vacila-em-apoiar-serra-na-disputa-presidencial.shtml

2 de jun. de 2010

Programa de TV do PSDB trará Serra e Aécio juntos

Folha

CATIA SEABRA



Os ex-governadores José Serra e Aécio Neves deverão estar juntos no programa que o PSDB leva ao ar no dia 24.

A pedido do comando da campanha do PSDB à Presidência, Aécio gravará a participação no programa ao lado do pré-candidato tucano.

Na semana que vem, o mineiro viajará a São Paulo para as gravações, a cargo do jornalista Luiz Gonzalez.
Responsável pelo programa de Minas, o publicitário Paulo Vasconcelos foi ontem o porta-voz do pedido.

"Gonzalez perguntou quando poderia vir a São Paulo para gravar com Serra", afirmou Aécio. A intenção é ampliar a votação em Minas, apontada como fundamental para o resultado da eleição. Segundo Aécio, pesquisas registram um percentual de 40% para Serra no Estado.

Mas outros 15% admitem votar nele, desde que com a manifestação de apoio de Aécio. Outros 5% só votariam na chapa com Aécio na vice.

Ao PSDB, Aécio alegou que não se sente convencido a abandonar as eleições em Minas por causa de 0,5% do eleitorado nacional. "Terei de trabalhar mais para a campanha do Anastasia do que para as minhas", argumentou.

TASSO

Em viagem ontem a São Paulo, Aécio afirmou que, dentro do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) é a melhor opção para a vice. "Tasso é o melhor nome do PSDB", disse Aécio.

No momento em que o PSDB reabre negociações com DEM em torno da vice, Tasso negou, no Twitter, a disposição de compor a chapa pela Presidência.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/744394-programa-de-tv-do-psdb-trara-serra-e-aecio-juntos.shtml

1 de jun. de 2010

Aécio Neves: "Tasso é o melhor vice"

O ex-governador diz a ÉPOCA que o senador do PSDB do Ceará 'complementa' Serra. O 'desempregado' Aécio reafirma com convicção sua candidatura ao Senado

RUTH DE AQUINO E LEOPOLDO MATEUS

"Tasso (Jereissati) é hoje o melhor vice para o Serra, é o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Nós precisamos, no PSDB, de um vice que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes."

Foi o que afirmou, com bastante convicção, o mineiro Aécio Neves, em entrevista exclusiva a ÉPOCA em sua casa em Belo Horizonte.

Aécio se diz “desempregado” pela primeira vez na vida, desde os 27 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal, e acaba de chegar ao Brasil de uma viagem romântica pela Toscana e Costa Amalfitana, na Itália, com a namorada.

Em breve, com o ritmo acelerado da campanha eleitoral e a volta da malhação, talvez fiquem no passado a serenidade e os (poucos) quilos que o ex-governador de Minas Gerais ganhou nessa viagem sonhada há tempos. Candidato ao Senado, empenhado em eleger seu candidato ao governo de Minas, Aécio continua sob pressão do PSDB para dar mais vitalidade à candidatura de José Serra à Presidência da República, num momento em que Serra e Dilma Rousseff, do PT, estão empatados nas pesquisas.

Ontem, o repórter de ÉPOCA Leopoldo Mateus acompanhou Aécio em viagem de avião para Janaúba, no norte de Minas, para inaugurar sob calor intenso o parque de exposições da cidade que homenageou o pai do ex-governador, Aécio Ferreira Cunha.

Ouviu os gritos de militantes no aeroporto: "Aécio, cadê você? Tava morrendo de saudade". "Agora mais pra frente, Aécio presidente." "Aécio guerreiro, orgulho dos mineiros." Moças disputavam fotos a seu lado.

À noite, vestido de azul, recebeu a diretora da sucursal carioca de ÉPOCA, Ruth de Aquino, e o repórter Leopoldo Mateus em seu apartamento no Anchieta, bairro nobre da zona sul de Belo Horizonte, para uma longa conversa.

Seguem alguns trechos:
ÉPOCA – Os caciques do PSDB sempre insistiram muito em uma chapa puro-sangue, especialmente tendo o sr como “o outro tucano”.
Aécio Neves - E eu sempre falei que, se queriam puro-sangue, não daria para ser eu. É só olhar para mim e ver que sou mestiço, olha a minha cor. Sempre defendi que deveríamos ampliar a aliança ao máximo. Esta eleição está se construindo com base em algo que me preocupava e continua me preocupando, que é a tendência de um plebiscito: quem é contra ou a favor do governo do residente Lula. Quanto mais ampla for a aliança, mais poderemos fugir desse tipo de confronto que não interessa ao país. Mais quatro anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país. Quero muito ganhar esta eleição, junto com o Serra, com todo o meu empenho.


ÉPOCA – Por que o sr decidiu retirar sua candidatura em dezembro?
Aécio - Fui candidato até o fim do ano passado, quando ainda havia espaço para alianças maiores, com Ciro Gomes, por exemplo. Depois os partidos foram se definindo, como é natural. E, como o PSDB não quis fazer as prévias, e percebi que a maioria queria o Serra, que tem um potencial muito forte, e não pode ser negado, decidi sair da disputa. Para não ser acusado futuramente de dividir o partido, me retirei no momento que achei mais adequado. Jamais mudei minha posição.

ÉPOCA – O sr afirma que Serra é a melhor alternativa para o Brasil. Mas, num certo momento, o sr achava que seu nome era o melhor para presidente. Por quê?
Aécio - Eu achava que minha candidatura poderia significar alguma coisa nova. Não tinha convicção de que iria vencer as eleições. Mas achava que minha candidatura não tinha teto. Eu poderia surpreender, ultrapassar. Meu objetivo era construir aliança com setores como o PSB, o próprio Ciro, o PMDB. Eu poderia dividir o PMDB naquele momento. Claro que não poderíamos desprezar uma candidatura como do Serra, com 40% de intenção de voto. Mas sempre fui candidato a presidente e não a vice. E agora, sou candidato ao Senado.


ÉPOCA – O sr já disse “não” várias vezes à ideia de ser vice. Por acaso não seria também um pouco de receio de perder esta eleição junto com o Serra – e também ser responsabilizado um pouco no fim?
Aécio - De jeito nenhum. Sei muito bem que essa campanha será muito dura e ninguém vai vencer de larga margem, como gostam de alardear alguns setores do PT. Dilma tem virtudes, caso contrário não chegaria aonde chegou, mas Serra tem mais preparo. As pessoas esquecem rápido, mas eu já não queria ser vice quando o Serra tinha uma vantagem de 20% sobre a Dilma.

Hoje, estou convencido de que minha candidatura a vice criaria um fato político momentâneo, e positivo, mas isso ia durar uns 15 dias. Agora vem a Copa do Mundo, e ninguém fala mais em política. E, na próxima pesquisa, veríamos que não mudou nada. A gente enfraqueceria nossa retaguarda em Minas, onde sei que posso dar uma contribuição para o Serra, apoiando o Anastasia (atual governador de MG). Tenho que estar vigilante em Minas, viajando pelo estado. Para manter coesa nossa base, nossos prefeitos, nossas lideranças políticas. Isso não aconteceria se eu saísse viajando agora pelo Brasil. Claro que, se alguém me demonstrasse que minha candidatura a vice seria bombástica, decisiva, aí sim poderia ser diferente.


ÉPOCA – E agora não seria possível para o PSDB aumentar esta aliança na eleição presidencial?
Aécio - A essa altura não mais. Temos que ficar com a aliança que está aí. Além do DEM e do PPS com o PTB, não há mais o que fazer. Se você me perguntasse em dezembro, ali sim era possível trazer mais gente, aglutinar outras lideranças... o PP, o PDT. Esse tempo passou. Na política, tudo tem seu tempo. Agora, nós temos que acreditar no contraste das personalidades. No momento em que houver o enfrentamento real entre o Serra e a Dilma...


ÉPOCA – O sr acha esse contraste tão evidente assim?
Aécio - Quando digo isso, falo sobre o preparo, a experiência do Serra. É aí que está a diferença. Claro que não se faz campanha sem tropeço, mas os tropeços podem vir muito mais do lado de lá (da Dilma e do PT). O Serra vai inspirar maior segurança nas pessoas. E esse negócio de transferência de votos (do presidente Lula para Dilma) tem importância, claro, mas o eleitor vota no candidato, a história já nos ensinou isso.


ÉPOCA – Se a transferência de votos é limitada, sua presença em Minas também não garante que seu candidato, Anastasia, vença a eleição para o governo estadual.
Aécio - É verdade...Não garante mas ajuda. Por enquanto, só 10% dos eleitores sabem que ele é meu candidato. Ele não é o mais experiente, nem é uma liderança política autônoma, consolidada, mas será um presente para Minas. Precisa de ajuda mesmo.

ÉPOCA – Então, esta não seria por si só uma razão suficiente para não aceitar ser vice do Serra... De que forma Fernando Henrique Cardoso e outros tentaram convencer o sr a compor a chapa com o Serra?
Aécio - Eles achavam que unir as duas principais forças do partido e os dois estados mais importantes seria um ganho. Mas as pesquisas demonstram que aumenta em apenas 5% em Minas Gerais o número de pessoas que condicionam o voto no Serra a minha participação na chapa.

ÉPOCA – Há quem diga que o sr, como vice, ajudaria mais seu candidato em Minas do que como candidato ao Senado.
Aécio - Ruth, na vida e na política, você tem de ter convicções, senão não vai a lugar nenhum. Eu tenho as minhas mas se alguém me convencer, estou aberto. Só não dá para fazer isso assim, sob pressão. Não adianta empurrar. Porque empurrando eu não vou. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com Minas. Fizemos uma transformação radical no estado, na cabeça das pessoas, nos servidores. Minas estava estagnada. Mas hoje é o estado que mais cresce no país. Vamos anunciar neste primeiro semestre R$ 50 bilhões de investimentos novos. São Paulo, com toda a pujança, vai anunciar R$ 37 bilhões. Nós estamos num momento muito virtuoso, empresas vindo, empregos vindo. O interior mais pobre se desenvolvendo, a educação melhorando, e eu tenho responsabilidade pela continuidade disso. Se voltar o mesmo time que derrotamos lá atrás, o PMDB antigo, tudo que nós fizemos aqui se perde, é muito fácil desconstruir.

ÉPOCA – Mas o que é mais importante para o sr? O Anastasia vencer em Minas ou o Serra no Brasil?
Aécio - Os dois são muito importantes. Não coloco um na frente do outro. Não haverá ninguém no Brasil mais dedicado à vitória do Serra do que eu. Por uma razão. Acho importante para o Brasil encerrar este ciclo do PT na presidência. E minha forma de ajudar é dando a vitória ao Serra em Minas, embora eu saiba que tem gente que discorde de mim. Vou gravar os programas eleitorais, vou subir nos palanques, vou discutir com ele a estratégia da campanha, os grandes temas.


ÉPOCA – Existe algum ressentimento seu com o Serra, por ele ter ignorado seus apelos por prévias no partido?
Aécio - Zero. Como eu posso ter rancor por alguém que estava buscando o mesmo que eu? A atitude do Serra foi legítima, não houve deslealdade. Ele estava apostando na força dele, nas pesquisas. As lideranças do partido foram nessa direção. Na política, a gente está desacostumado a acreditar no que o político diz. Quando eu comecei a conversar com PMDB, PSB, para criar uma aproximação desses partidos conosco, todo mundo achava que eu sairia do PSDB. Diziam que já estava tudo acertado. Muita gente achou que eu iria para a convenção, que eu ia rachar o partido. Mas eu jamais sairia de um partido com o qual eu tinha identidade. Olha, a vida foi muito generosa comigo. E estou de bem com a vida, sabendo que estou fazendo o melhor para o partido e para o Brasil.


ÉPOCA – Quem seria o melhor vice para o Serra, hoje?
Aécio - Tasso (Jereissati) é hoje o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Precisamos de alguém que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes. Como o Serra não vai partir para o confronto direto com o Lula, mesmo que aumente o tom das críticas agora, eu gosto pessoalmente dessa alternativa do Tasso, que fala muito, parte para o embate e é ouvido pela imprensa.

ÉPOCA – E fora do PSDB?
Aécio - Serra me disse, antes de eu viajar, que o nome do vice seria (o senador Francisco) Dornelles, mas a questão da emenda (do projeto Ficha Limpa, para o qual Dornelles sugeriu uma alteração polêmica que enfraquece o texto) atrapalhou um pouco. O Itamar (Franco) seria outro nome, por representar a bandeira da ética, mas há resistências.


ÉPOCA – O sr mesmo assim continua a ser cortejado. Deve ser muito bom para o ego de um político.
Aécio - Eu me sinto honrado por ser lembrado...ou melhor, requisitado. Como disse, eu nunca estive convencido de que minha entrada na chapa com o Serra mudaria o panorama. Tive uma longa conversa com o Serra três meses atrás, com o Fernando Henrique e o Sérgio Guerra (presidente do PSDB), e fui muito claro. Estou com minha cabeça extremamente bem arrumada. Fiz o que tinha que fazer, com absoluta correção. Saí na hora em que estender minha candidatura não faria mais sentido.

ÉPOCA – E quem chama o sr de antipatriota por se recusar a ser vice do Serra?
Aécio - Eu acho patético. Deve ser alguém que gosta demais de mim, não? Sugiro que não se superestime minha força nem subestimem minhas convicções.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI144704-15223,00-AECIO+NEVES+TASSO+E+O+MELHOR+VICE.html

28 de mai. de 2010

Com a recusa oficial de Aécio, PSDB agora corre atrás do vice de Serra

Com a recusa oficial de Aécio, PSDB agora corre atrás do vice de Serra Aliados temem que a demora na escolha comece a desgastar a pré-campanha

Correio Braziliense - Denise Rothenburg


As declarações do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves reforçando a decisão de concorrer ao Senado deixaram o PSDB dividido sobre datas e nomes para a escolha de um candidato a vice na chapa de José Serra à Presidência da República. Ao mesmo tempo em que o presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), cita o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como um bom nome, o próprio Aécio se desdobra em elogios a Itamar Franco — o que levou muitos a entender que Aécio, nas entrelinhas, estaria apresentando o nome do ex-presidente para a campanha ao Palácio do Planalto. Guerra vai conversar com Serra na próxima semana, para começar a tratar do assunto. “Há seis meses, sabemos que Aécio não seria (vice). Mas muita gente no partido achou que ele era o melhor nome”, disse Guerra, para justificar o fato de o partido não ter tratado seriamente de outros nomes até agora.

Diante da afirmação de Aécio de que será candidato ao Senado, o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), pede calma. “Não precisamos tratar disso agora. Se não decidimos até agora, não há por que ter pressa. Temos tempo até 5 de julho, data do registro de candidaturas”, afirma o chefe democrata, na esperança de que, até lá, Aécio mude de ideia. “Se ele é considerado o melhor nome, temos que dar tempo ao tempo. Pressões não ajudam”, diz ele.

Maia havia dito há alguns meses que, na hipótese de Aécio recusar o convite, o seu partido iria reivindicar a vaga de vice na chapa. Já se especulou sobre o senador José Agripino Maia, por ser do Nordeste, região onde a petista Dilma Rousseff tem hoje a preferência do eleitorado. Falou-se ainda na senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que poderia ajudar a alavancar Serra no interior do país. Um terceiro nome citado foi o do senador Demostenes Torres, de Goiás, promotor, que também tem uma boa imagem no Senado. Ontem, no entanto, Maia não falou de nomes: “Não é hora de tratar disso agora. Eu vou propor que se deixe para discutir depois do feriado”, afirmou.

Campanhas anteriores
Fora do centro nervoso da decisão, o senador Álvaro Dias (PR), futuro líder do PSDB no Senado, alerta para o perigo de os partidos ficarem à espera do tucano. “Essa especulação só atrapalha o projeto do PSDB. Ele já disse desde abril que não seria candidato a vice. Não entendo o porquê dessa especulação toda. Não precisamos sequer tratar de nomes. É definir um perfil entre as opções que temos e, com base nesse perfil, encaixar um nome. Não há atrito nos partidos, ninguém está desesperado. O melhor é esperar e decidir com calma”, afirma o senador paranaense.

Enquanto se espera, no entanto, a avaliação dos bastidores é a de que o tema candidato a vice começa a desgastar a pré-campanha. Até agora, todas as apostas falharam. Além de Aécio, falou-se na hipótese do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que não tem o apoio fechado do partido para seguir com os tucanos. E, como lembram alguns integrantes do partido, também não recebeu qualquer convite formal. Agora, vem Tasso Jereissati, candidato ao Senado no Ceará. O próprio Sérgio Guerra, presidente do PSDB que levantou o nome, diz ser uma possibilidade remota.

Nos últimos 16 anos, o PSDB teve problemas para escolha do vice em eleições presidenciais intercaladas. Em 1994, o primeiro nome escolhido para compor a chapa do PSDB foi o do então senador Guilherme Palmeira (PFL-AL). Por causa de notícias na época sobre suposto envolvimento em denúncias de favorecimentos no estado, ele terminou substituído por Marco Maciel (PFL-PE). Em 2002, quando Serra disputou o Planalto pela primeira vez, o nome era o do atual líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves. Mas o deputado terminou fora da chapa por causa de um processo judicial divulgado pela imprensa em que a ex-mulher o acusava de ter recursos depositados no exterior. A escolhida, então, foi a deputada Rita Camata, que recentemente trocou o PMDB pelo PSDB. Em 2006, não houve problemas, foi o então senador José Jorge (DEM-PE). E, para não repetir 1994 e 2002, os tucanos querem escolher com calma e evitar troca de última hora. Já chega o desgaste enfrentado até aqui.

O número
14,37 milhões
Total de eleitores registrados em Minas Gerais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Os dados são de abril de 2010

Leia mais sobre eleições 2010 no Blog da Denise

Na disputa pelo Senado

Isabella Souto
Juliana Cipriani

O ex-governador Aécio Neves (PSDB) anunciou que irá concorrer ao Senado depois de uma reunião na manhã de ontem com o governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), e o ex-presidente Itamar Franco (PPS). “A minha decisão não pode ser tomada a partir de opiniões pessoais, até de boas intenções de alguns companheiros. Elas são até legítimas, mas a minha decisão tem que ser tomada a partir de uma análise muito profunda que faço do cenário político”, afirmou. “Estou absolutamente convencido de que a melhor forma para ajudar a dar a vitória ao governador Anastasia e a Minas Gerais, porque sua vitória é a vitória de Minas, e ao companheiro amigo governador José Serra, é estando em Minas como candidato ao Senado”, completou.

Aécio prometeu “suor e sangue” para ajudar a eleger o companheiro de partido, até porque afirmou estar convencido de que se trata da melhor alternativa para o país. Mas rebateu teses do poder de transferência de votos em uma eleição, justificativa usada pelos que defendem o seu nome para vice de José Serra. “Em parte isso é verdadeiro, mas jamais será decisivo. O eleitor vota a partir da realidade e da perspectiva que vê para sua vida.” E negou-se a participar das conversas em torno de um nome para a vaga, alegando que esse papel cabe à direção dos partidos aliados e ao próprio candidato.

Itamar, que esteve ao lado de Aécio durante toda a entrevista, aprovou o discurso do aliado. Disse que o seu lugar é em Minas, fazendo campanha para Anastasia. “Se ele (Aécio) fosse candidato a vice (presidente), faria uma campanha de beija-flor. Bicava aqui, bicava lá. E, ao contrário, nós precisamos vencer aqui em Minas”, disse.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/28/politica,i=194911/COM+A+RECUSA+OFICIAL+DE+AECIO+PSDB+AGORA+CORRE+ATRAS+DO+VICE+DE+SERRA.shtml

Painel: Pressão para Aécio ser vice de Serra é maior entre aliados de Anastasia

Folha

DE SÃO PAULO


O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) pode perfeitamente manter a anunciada disposição de concorrer ao Senado, mas o fato é que, neste momento, a maior pressão para que ele aceite ser vice de José Serra (PSDB) não vem do entorno do pré-candidato à Presidência e nem de empresários interessados no sucesso da oposição, e sim de mineiros associados ao projeto político do ex-governador.

Segundo o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL), tal movimento parte de uma avaliação, diversa da manifestada por Aécio publicamente, segundo a qual sua presença na chapa presidencial ajudaria a eleger Antonio Anastasia (PSDB) ao governo estadual.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/741972-painel-pressao-para-aecio-ser-vice-de-serra-e-maior-entre-aliados-de-anastasia.shtml

27 de mai. de 2010

Empresários de Minas criticam pressão para que Aécio seja vice de Serra

Folha

RODRIGO VIZEU

Empresários mineiros que almoçaram hoje com o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) criticaram as pressões para que ele aceite ser candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB).

Segundo reportagem publicada hoje pela Folha, além da cúpula tucana, empresários paulistas ligados a Serra enviariam recados ao ex-governador mineiro sobre a "importância" de ele aceitar o convite para formar chapa puro-sangue com Serra. Alguns chegaram a dizer que seria "falta de patriotismo" de Aécio não ser vice.

O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Robson Andrade, disse que "não existe isso de falta de patriotismo" e que não cabe ao empresariado se envolver. Ele afirmou que não há pressão por parte dos empresários mineiros, para os quais Aécio deve ficar livre para escolher, seja a Vice-Presidência ou o Senado.

"O [ex-]governador Aécio tem demonstrado uma maturidade política e de gestão e tem perfeitas condições de saber o que é melhor para o país", afirmou Andrade, que é presidente eleito da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Segundo Olavo Machado, presidente eleito da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), não houve apelos no almoço no sentido de que Aécio aceite ser vice.

Indústria

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), disse que entidade não tem candidato a presidente, mas sinalizou que apoia Dilma Rousseff (PT). "O que cumpre à CNI é apresentar nossa agenda e fazer com que reajam a ela", disse.

Deixando claro que falava como deputado, Monteiro afirmou que "está solidário ao palanque de Eduardo Campos [PSB-PE], que apoia a [ex-]ministra Dilma". Ele chamou de "contradições do sistema político" o fato de o seu partido ter, nacionalmente, definido apoio a José Serra e apoiar Dilma em alguns Estados.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/741687-empresarios-de-minas-criticam-pressao-para-que-aecio-seja-vice-de-serra.shtml

Aécio chama de piada acusação de "falta de patriotismo" por rejeitar vice

Folha

PAULO PEIXOTO



Ao descartar mais uma vez a possibilidade de ser vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB), o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB) respondeu como sendo "piada" a acusação de "falta de patriotismo" feita por empresários de São Paulo ligados ao tucano paulista.

"Ninguém teve mais gesto de generosidade do que eu. Chega a ser uma piada", afirmou Aécio, referindo-se ao fato de ele ter, em dezembro passado, aberto mão da disputa pela candidatura à Presidência dentro do PSDB em favor de Serra.

Segundo reportagem publicada hoje pela Folha, além da cúpula tucana, empresários paulistas ligados a Serra enviariam recados ao ex-governador mineiro sobre a "importância" de ele aceitar o convite para formar chapa puro-sangue com Serra.

Alguns chegaram a dizer que seria "falta de patriotismo" de Aécio não sair candidato a vice, principalmente num momento em que a candidatura precisa de fôlego novo.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/741612-aecio-chama-de-piada-acusacao-de-falta-de-patriotismo-por-rejeitar-vice.shtml

Aécio diz que vai disputar Senado e pede calma aos aliados

Rayder Bragon
Especial para o UOL Eleições


ouça aqui

O ex-governador mineiro Aécio Neves afirmou nesta quinta-feira (27) que vai disputar uma cadeira no Senado e criticou versões veiculadas de que ele seria “antipatriota” ao não aceitar ser vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio se disse extremamente animado para ingressar na campanha e afirmou que o momento é de conter as ansiedades no PSDB e nos partidos aliados.

“Estou absolutamente convencido que a melhor forma para ajudar a dar uma vitória ao governador Anastasia em Minas Gerais e ao companheiro José Serra e estando em Minas Gerais candidato ao Senado. Não houve nenhuma modificação no cenário e preciso que essas ansiedades sejam contidas”, disse Aécio, que afirmou que dará “suor e sangue” para alcançar seu objetivo. A declaração foi dada após reunião no Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo mineiro, com o ex-presidente da República Itamar Franco e o governador do Estado, Antonio Anastasia.

O ex-governador passou quase 30 dias no exterior e, recentemente, seu nome voltou a ser o preferido para ocupar a vice na chapa de Serra, principalmente após a petista Dilma Rousseff ter alcançado o pré-candidato tucano nas pesquisas de intenção de voto.

Aécio disse que a sua decisão já havia sido tomada desde que deixou a disputa interna para ser o nome indicado do PSDB a disputar a sucessão presidencial, em dezembro do ano passado. A decisão, segundo ele, foi para não causar rupturas no partido e nos aliados.

“Ninguém tem mais visão de país do que eu. No momento em que abro mão da minha pré-candidatura, faço isso para garantir a unidade partidária e para me aliar ao companheiro José Serra”, afirmou. Aécio elogiou Serra, dizendo que o companheiro de partido é o “melhor candidato” e que o partido tem o “melhor projeto para o país”.

O ex-governador ainda rebateu críticas de empresários ligados a Serra de que ele seria antipatriota ao não aceitar a condição de vice de Serra. “Chega a ser uma piada. Ninguém teve mais gestos de generosidade do que eu”, disse o tucano.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/05/27/aecio-diz-que-vai-disputar-senado-e-pede-calma-aos-aliados.jhtm