Do G1
Ao SBT, petista falou que ‘repudia’ acusações contra sua campanha.
‘Tem de ser apurado de forma drástica, antes da eleição’, afirmou a petista.
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (1º), ao Jornal do SBT, ser "leviana" a acusação feita pelo candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de que sua campanha tem ligação com a violação na Receita Federal de dados de dirigentes tucanos e pessoas ligadas ao PSDB. Além de integrantes da direção do partido, a filha de Serra, Veronica, também teve os dados violados.
Segundo a Receita Federal, há indícios de falsificação na assinatura de Veronica que está no documento que pediu a abertura dos dados. O caso aconteceu em setembro de 2009. Dilma disse que é preciso ter “cuidado com leviandades e calúnias”.
“Eu não entendo as razões, aliás, algumas eu até entendo, que levam o candidato da oposição a levantar contra a minha campanha uma acusação tão leviana, uma acusação que não tem provas, nem fundamento. Nós temos de ter clareza. Isso aconteceu em setembro de 2009. Em setembro de 2009 minha campanha não existia porque eu nem pré-candidata era. Eu acho interessante e julgo que é muito importante que nessa eleição a gente tenha cuidado com leviandades e calúnias”, disse Dilma.
Segundo a candidata, o PT ingressou com duas novas ações contra Serra nesta quarta-feira por acusações sem provas. Ela ainda afirmou que se considera a maior interessada na apuração dos dados sobre os vazamentos da Receita.
“A maior interessada nesta apuração é a minha campanha. A maior interessada nesta apuração sou eu. Eu quero mais uma vez, de forma enfática, repudiar essa prática sistemática de levantar acusações e não fazer nenhuma prova. Para mim, eu acredito que não é possível usar a calúnia ou a leviandade para qualquer questão eleitoral”, afirmou.
A petista ainda atribuiu a prática de vazamentos ao PSDB. Sem citar nomes, ela fez referência ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que nesta tarde ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Dilma causa da quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge e de outras pessoas ligadas à legenda, entre elas a filha de José Serra.
“Em junho de 2009, um senador [Alvaro Dias] vazo ou divulgou o vazamento de dados absolutamente sigilosos sobre a direção da Petrobras. O partido do candidato meu adversário são vazadores contumazes ou são pessoas que não têm ética suficiente para lidar com a coisa pública. Isso é inadequado e pouco ético”, afirmou.
Durante a entrevista, Dilma ainda afirmou que não pretende colocar em um eventual governo nenhum dos réus do caso do mensalão, enquanto o processo não for concluído pelo Supremo Tribunal Federal.
“Eu acho que no mensalão o governo tomou as providências, houve a investigação. O processo está na Justiça. Seria muito importante que esse julgamento fosse acelerado. Antes de julgar, não [colocaria ninguém no governo]”, afirmou.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/maior-interessada-nesta-apuracao-sou-eu-diz-dilma-sobre-vazamento.html
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2 de set. de 2010
Serra atribui quebra de sigilo a 'receio' de Dilma de que ele vença a eleição
Dados fiscais de filha de candidato tucano foram acessados na Receita.
Campanha de Dilma e PT negam acusações.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a responsabilizar o PT e a candidatura da petista Dilma Rousseff pelo acesso a dados fiscais de sua filha, Veronica Serra.
Segundo ele, a campanha da ex-ministra cometeu um “duplo crime”, de quebra de sigilo e falsificação de documentos, por “receio” de perder as eleições. A campanha de Dilma e o PT negam as acusações.
“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”, disse, em referência ao episódio em que um depoimento de Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula que teve uma filha com ele, foi mostrado na propaganda eleitoral.
As declarações foram dadas numa coletiva após um evento com sindicalistas em São Paulo. Pesquisa Ibope divulgada no sábado (28) aponta a petista com 51% das intenções de voto e o tucano, com 27%.
Os dados de Veronica foram acessados em uma agência da Receita Federal de Santo André (SP), mas a assinatura de Veronica no documento não está entre os cartões de assinatura do Cartório do 16º Tabelião de Notas de São Paulo. Nesta tarde, a Receita admitiu que "aconteceu a falsificação de documento público federal”.
Questionado sobre o que fará em relação às acusações, o tucano afirmou que os advogados do partido vão decidir o que fazer. “As providências são jurídicas porque nós não temos contra-baixaria. Não fazemos isso em campanha eleitoral, nem fora de campanha eleitoral”, afirmou.
'Multiplicação dos votos'
Ao lado de Geraldo Ackmin (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, Serra recebeu o apoio de integrantes das centrais sindicais UGT, Força Sindical e Nova Central. No evento, foi anunciada a criação de um comitê supra sindical de apoio à candidatura do tucano.
No discurso, o tucano fez ataques ao governo federal, apontando o loteamento político nos Correios e afirmando que, no Brasil, a ética "está no chão". Ele também fez críticas em relação a investimentos, crédito e a recursos para a qualificação dos trabalhadores. Foi cobrado pelos sindicalistas para que, caso eleito, apoie a redução da jornada de trabalho, uma das principais bandeiras do setor, e prometeu analisar as reivindicações.
Ao encerrar o evento, Serra pediu a "multiplicação dos votos". "Eleição se ganha pedindo voto, eleição se ganha conversando, eleição se ganha multiplicando, soprando para que tenhamos uma verdadeira ventania que o barco do nosso time ao porto da vitória", disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/serra-atribui-quebra-de-sigilo-receio-de-dilma-de-que-ele-venca-eleicao.html
Campanha de Dilma e PT negam acusações.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a responsabilizar o PT e a candidatura da petista Dilma Rousseff pelo acesso a dados fiscais de sua filha, Veronica Serra.
Segundo ele, a campanha da ex-ministra cometeu um “duplo crime”, de quebra de sigilo e falsificação de documentos, por “receio” de perder as eleições. A campanha de Dilma e o PT negam as acusações.
“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”, disse, em referência ao episódio em que um depoimento de Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula que teve uma filha com ele, foi mostrado na propaganda eleitoral.
As declarações foram dadas numa coletiva após um evento com sindicalistas em São Paulo. Pesquisa Ibope divulgada no sábado (28) aponta a petista com 51% das intenções de voto e o tucano, com 27%.
Os dados de Veronica foram acessados em uma agência da Receita Federal de Santo André (SP), mas a assinatura de Veronica no documento não está entre os cartões de assinatura do Cartório do 16º Tabelião de Notas de São Paulo. Nesta tarde, a Receita admitiu que "aconteceu a falsificação de documento público federal”.
Questionado sobre o que fará em relação às acusações, o tucano afirmou que os advogados do partido vão decidir o que fazer. “As providências são jurídicas porque nós não temos contra-baixaria. Não fazemos isso em campanha eleitoral, nem fora de campanha eleitoral”, afirmou.
'Multiplicação dos votos'
Ao lado de Geraldo Ackmin (PSDB), candidato ao governo de São Paulo, Serra recebeu o apoio de integrantes das centrais sindicais UGT, Força Sindical e Nova Central. No evento, foi anunciada a criação de um comitê supra sindical de apoio à candidatura do tucano.
No discurso, o tucano fez ataques ao governo federal, apontando o loteamento político nos Correios e afirmando que, no Brasil, a ética "está no chão". Ele também fez críticas em relação a investimentos, crédito e a recursos para a qualificação dos trabalhadores. Foi cobrado pelos sindicalistas para que, caso eleito, apoie a redução da jornada de trabalho, uma das principais bandeiras do setor, e prometeu analisar as reivindicações.
Ao encerrar o evento, Serra pediu a "multiplicação dos votos". "Eleição se ganha pedindo voto, eleição se ganha conversando, eleição se ganha multiplicando, soprando para que tenhamos uma verdadeira ventania que o barco do nosso time ao porto da vitória", disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/serra-atribui-quebra-de-sigilo-receio-de-dilma-de-que-ele-venca-eleicao.html
TSE vai lacrar sistemas das eleições; veja fotos dos candidatos na urna
Softwares são responsáveis pelo funcionamento das urnas eletrônicas.
Depois de lacrados, sistemas serão distribuídos aos tribunais regionais.
Débora Santos Do G1, em Brasília
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, fará nesta quinta-feira (2) a lacração os softwares que serão distribuídos aos Tribunais Regionais para serem usados nas eleições deste ano. Os sistemas, que comandam o funcionamento das urnas eletrônicas, são fechados por meio de uma assinatura eletrônica para evitar fraudes.
Esses softwares só funcionam nos computadores da Justiça Eleitoral e são ativados por senhas geradas pelo TSE. Com isso, a Justiça Eleitoral pretende garantir que mesmo que os sistemas sejam interceptados, não haja possibilidade de instalação dos arquivos em computadores externos.
As versões finais desses sistemas, que serão distribuídos para todo o Brasil, guardam as informações, como foto, nome e número de cada candidato. Cada urna eletrônica é identificada por meio de um algoritmo único de 128 dígitos para assegurar a autenticidade e a integridade do sistema.
Veja as fotos dos candidatos a presidente que vão estar nas urnas eletrônicas no dia 3 de outubro:
No alto, a partir da esquerda, os candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio Sampaio (PSOL); embaixo, Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Zé Maria (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) (Foto: Divulgação/TSE)
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/tse-vai-lacrar-sistemas-das-eleicoes-veja-fotos-dos-candidatos-na-urna.html
Depois de lacrados, sistemas serão distribuídos aos tribunais regionais.
Débora Santos Do G1, em Brasília
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, fará nesta quinta-feira (2) a lacração os softwares que serão distribuídos aos Tribunais Regionais para serem usados nas eleições deste ano. Os sistemas, que comandam o funcionamento das urnas eletrônicas, são fechados por meio de uma assinatura eletrônica para evitar fraudes.
Esses softwares só funcionam nos computadores da Justiça Eleitoral e são ativados por senhas geradas pelo TSE. Com isso, a Justiça Eleitoral pretende garantir que mesmo que os sistemas sejam interceptados, não haja possibilidade de instalação dos arquivos em computadores externos.
As versões finais desses sistemas, que serão distribuídos para todo o Brasil, guardam as informações, como foto, nome e número de cada candidato. Cada urna eletrônica é identificada por meio de um algoritmo único de 128 dígitos para assegurar a autenticidade e a integridade do sistema.
Veja as fotos dos candidatos a presidente que vão estar nas urnas eletrônicas no dia 3 de outubro:
No alto, a partir da esquerda, os candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio Sampaio (PSOL); embaixo, Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Zé Maria (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) (Foto: Divulgação/TSE)
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/tse-vai-lacrar-sistemas-das-eleicoes-veja-fotos-dos-candidatos-na-urna.html
27 de ago. de 2010
‘Se fosse fazer cálculos, teria saído ao Senado’, diz Marina Silva
Do G1
Candidata diz que acredita em sonhos e diz que estará no 2º turno.
Presidenciável foi entrevistada pela RBS em Florianópolis.
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta sexta-feira (27) que acredita em sua presença no segundo turno e que seu futuro político dentro do Partido Verde não é pautado por planejamento calculista. “Se fosse fazer cálculos, teria saído ao Senado”, diz Marina. Em Santa Catarina, ela participou nesta manhã de encontro na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e depois participou de sabatina.
A presidenciável fez a afirmação ao responder pergunta durante entrevista no Grupo RBS sobre sua importância dentro de um projeto de renovação do PV, para o qual ela é apontada como liderança. Marina disse que se vê como uma pessoa que dá uma contribuição ao partido, minimizando sua importância como pilar de uma nova filosofia e de expansão do partido. Ela disse que, se fosse realizar projeções calculistas sobre seu futuro político, teria optado pela corrida ao Senado, apontado que tinha 60% de intenção de voto.
"Estava muito bem avaliada no Acre para um terceiro mandato", disse. Após o comentário, ela avaliou que a reeleição não a motivava. “Vinte e quatro anos no Senado vira um emprego”, disse, afirmando que a situação para ela não seria confortável, porque trata política como "coisa do coração”.
Ela negou qualquer ressentimento sobre o fato de ter deixado o PT e de não ter seu nome cogitado para concorrer à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. Marina explicou que, se não houvesse o convite do PV, ela teria voltado para atuar na sociedade civil. “Acredito em sonhos”, disse, justificando sua candidatura e reafirmando a importância dos temas que ela coloca em debate na campanha presidencial.
Marina voltou a dizer que acredita que estará no segundo turno. “Estou preparada para conversar com quem não vai ao segundo turno comigo”, disse. Marina disse que uma nova etapa das eleições será importante para que as discussões ultrapassem “pegadinhas e picuinhas” que, segundo ela, tem dominado os debates entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Ela disse que foi bom para Lula não ter vencido em 2002 e 2006, mesmo sendo ele já conhecido da população. “Por que agora não termos o segundo turno? Ainda temos 40 dias para reconsiderarmos o que estamos fazendo com o Brasil nesta eleição de 2010”, disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/se-fosse-fazer-calculos-teria-saido-ao-senado-diz-marina-silva.html
Candidata diz que acredita em sonhos e diz que estará no 2º turno.
Presidenciável foi entrevistada pela RBS em Florianópolis.
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta sexta-feira (27) que acredita em sua presença no segundo turno e que seu futuro político dentro do Partido Verde não é pautado por planejamento calculista. “Se fosse fazer cálculos, teria saído ao Senado”, diz Marina. Em Santa Catarina, ela participou nesta manhã de encontro na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e depois participou de sabatina.
A presidenciável fez a afirmação ao responder pergunta durante entrevista no Grupo RBS sobre sua importância dentro de um projeto de renovação do PV, para o qual ela é apontada como liderança. Marina disse que se vê como uma pessoa que dá uma contribuição ao partido, minimizando sua importância como pilar de uma nova filosofia e de expansão do partido. Ela disse que, se fosse realizar projeções calculistas sobre seu futuro político, teria optado pela corrida ao Senado, apontado que tinha 60% de intenção de voto.
"Estava muito bem avaliada no Acre para um terceiro mandato", disse. Após o comentário, ela avaliou que a reeleição não a motivava. “Vinte e quatro anos no Senado vira um emprego”, disse, afirmando que a situação para ela não seria confortável, porque trata política como "coisa do coração”.
Ela negou qualquer ressentimento sobre o fato de ter deixado o PT e de não ter seu nome cogitado para concorrer à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores. Marina explicou que, se não houvesse o convite do PV, ela teria voltado para atuar na sociedade civil. “Acredito em sonhos”, disse, justificando sua candidatura e reafirmando a importância dos temas que ela coloca em debate na campanha presidencial.
Marina voltou a dizer que acredita que estará no segundo turno. “Estou preparada para conversar com quem não vai ao segundo turno comigo”, disse. Marina disse que uma nova etapa das eleições será importante para que as discussões ultrapassem “pegadinhas e picuinhas” que, segundo ela, tem dominado os debates entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Ela disse que foi bom para Lula não ter vencido em 2002 e 2006, mesmo sendo ele já conhecido da população. “Por que agora não termos o segundo turno? Ainda temos 40 dias para reconsiderarmos o que estamos fazendo com o Brasil nesta eleição de 2010”, disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/se-fosse-fazer-calculos-teria-saido-ao-senado-diz-marina-silva.html
24 de ago. de 2010
Serra pretende retirar ICMS de medicamentos se for eleito
Promessa foi feita após encontro com empresários do setor.
Tucano fez viagem de Metrô até a estação Vila Prudente.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse nesta terça-feira (24) que, se eleito, pretende retirar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos medicamentos mais utilizados pela população. O acesso aos medicamentos é uma das principais bandeiras de campanha do tucano, que foi ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso.
“Quando eu era ministro tirei o PIS/Cofins sobre medicamentos de uso continuado e antibióticos. Isso é 62% do mercado. A próxima etapa é tirar também o ICMS, mas isso exige uma mudança racional que vou tocar para a frente”, disse. O tucano também criticou a política para a inclusão de novos medicamentos na lista dos genéricos. “No meu tempo, a média era de dois ou três meses. Isso se multiplicou por cinco, seis meses”, disse, atribuindo essa demora à “muita burocracia”.
As declarações foram dadas após uma caminhada pelas ruas da Vila Pudente. Antes da visita ao bairro, Serra se reuniu no começo da tarde com representantes de empresas farmacêuticas ligadas a produção de genéricos.
Serra chegou ao bairro de Metrô após embarcar na estação Ana Rosa. Ele estava acompanhado do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin e do candidato do PMDB ao Senado, Orestes Quércia. Ele fez corpo a corpo por cerca de meia hora no comércio local. Utilizando microfone de lapela, Serra tirou fotos com pessoas que o abordaram na rua, conversou com comerciantes e entrou em algumas lojas para falar com os vendedores.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/serra-pretende-retirar-icms-de-medicamentos-se-eleito.html
Tucano fez viagem de Metrô até a estação Vila Prudente.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse nesta terça-feira (24) que, se eleito, pretende retirar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos medicamentos mais utilizados pela população. O acesso aos medicamentos é uma das principais bandeiras de campanha do tucano, que foi ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso.
“Quando eu era ministro tirei o PIS/Cofins sobre medicamentos de uso continuado e antibióticos. Isso é 62% do mercado. A próxima etapa é tirar também o ICMS, mas isso exige uma mudança racional que vou tocar para a frente”, disse. O tucano também criticou a política para a inclusão de novos medicamentos na lista dos genéricos. “No meu tempo, a média era de dois ou três meses. Isso se multiplicou por cinco, seis meses”, disse, atribuindo essa demora à “muita burocracia”.
As declarações foram dadas após uma caminhada pelas ruas da Vila Pudente. Antes da visita ao bairro, Serra se reuniu no começo da tarde com representantes de empresas farmacêuticas ligadas a produção de genéricos.
Serra chegou ao bairro de Metrô após embarcar na estação Ana Rosa. Ele estava acompanhado do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin e do candidato do PMDB ao Senado, Orestes Quércia. Ele fez corpo a corpo por cerca de meia hora no comércio local. Utilizando microfone de lapela, Serra tirou fotos com pessoas que o abordaram na rua, conversou com comerciantes e entrou em algumas lojas para falar com os vendedores.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/serra-pretende-retirar-icms-de-medicamentos-se-eleito.html
31 de mai. de 2010
Pré-campanha antecipa estrutura dos candidatos para disputar Presidência
Iara Lemos e Maria Angélica Oliveira Do G1
A duas semanas do início das convenções partidárias que vão oficializar os candidatos à Presidência da República, os três principais pré-candidatos – Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) – já contam com estruturas organizadas para a disputa.
Jatinhos, escritórios, equipes de comunicação, marqueteiros, assessores e até pagamento de salários fazem parte da rotina dos núcleos de pré-campanha desde a indicação dos pré-candidatos pelas legendas.
Dos três partidos ouvidos pelo G1, apenas o PV fez uma estimativa de gastos no período que antecede a oficialização das candidaturas, marcadas pela Justiça eleitoral para o período de 10 a 30 de junho. Até o final deste mês, os gastos podem chegar a R$ 5 milhões. O partido estima que a pré-campanha alcance os R$ 10 milhões.
O dinheiro arrecadado pelo PV tem auxiliado nas despesas já contabilizadas de Marina Silva. Segundo o partido, o dinheiro captado está sendo utilizado na produção das inserções de televisão, pesquisas, contratação de profissionais e nos deslocamentos da pré-candidata e do seu grupo de assessores.
Embora a maioria de seus deslocamentos sejam feitos em aviões de carreira, Marina tem utilizado voos fretados, mas também conta com o jatinho do empresário Guilherme Leal, pré-candidato a vice. Segundo o secretário nacional de finanças do PV, Reynaldo Morais, o custo do jatinho será incluído como doação do pré-candidato ao partido, como ocorre com as doações dos demais apoiadores feitas diretamente aos partidos.
veja animação da estrutura de pré-campanha dos principais presidenciáveis aqui
O PT estruturou um esquema semelhante para sustentar os gastos da pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff. Desde que deixou o governo, no final de março, a petista recebe um salário mensal, custeado pelo partido, de cerca de R$ 18 mil, informou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma à Presidência.
Ela também mudou de endereço. Desde que assumiu a condição de pré-candidata, Dilma mora em uma casa alugada pelo partido no Lago Sul, região nobre de Brasília, ao custo de R$ 12 mil mensais, segundo o ex-prefeito.
Ao deixar a Casa Civil, a petista também levou consigo cinco assessores de confiança. Há ainda despesas com agências de propaganda, aluguel de salas para montagem do comitê na região central de Brasília, além da contratação de cerca de 30 pessoas que já atuam na pré-campanha. Todos os custos engrossam a relação de despesas do partido.
“Pré-campanha é pré-campanha. Não temos comitê eleitoral, não temos como arrecadar em nome do candidato. Temos de usar os recursos que chegam à tesouraria do partido, e para isso precisamos contar com os filiados e apoiadores”, afirma Fernando Pimentel.
No PSDB, a estrutura da pré-campanha de Serra se confunde com a do próprio partido. Enquanto não finaliza a organização da estrutura em um espaço alugado no Edifício Joelma, onde já funciona a sede municipal do PSDB de São Paulo, é no espaço da própria legenda que a pré-campanha está estruturada.
Um grupo de profissionais da área de comunicação já foi contratado pelo partido para atuar na pré-campanha, mas está utilizando espaços na agência de Luiz Gonzalez, marqueteiro contratado para a campanha. O partido ainda busca um imóvel para alugar em Brasília. Até o momento, as equipes utilizam a estrutura da sede nacional do partido.
De acordo com o vice-presidente da Executiva nacional do PSDB, Eduardo Jorge, o partido já tem uma conta aberta para a campanha de Serra, mas as ajudas financeiras estão sendo feitas ao partido, e não à campanha do pré-candidato. Serra, segundo Jorge, não recebe nenhum auxílio financeiro do partido.
“Por enquanto estamos com uma estrutura improvisada, mas todos os custos vão ser pagos pelo partido. Temos a estrutura do partido disponível para isso” afirmou ao G1.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/pre-campanha-antecipa-estrutura-dos-candidatos-para-disputar-presidencia.html
A duas semanas do início das convenções partidárias que vão oficializar os candidatos à Presidência da República, os três principais pré-candidatos – Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) – já contam com estruturas organizadas para a disputa.
Jatinhos, escritórios, equipes de comunicação, marqueteiros, assessores e até pagamento de salários fazem parte da rotina dos núcleos de pré-campanha desde a indicação dos pré-candidatos pelas legendas.
Dos três partidos ouvidos pelo G1, apenas o PV fez uma estimativa de gastos no período que antecede a oficialização das candidaturas, marcadas pela Justiça eleitoral para o período de 10 a 30 de junho. Até o final deste mês, os gastos podem chegar a R$ 5 milhões. O partido estima que a pré-campanha alcance os R$ 10 milhões.
O dinheiro arrecadado pelo PV tem auxiliado nas despesas já contabilizadas de Marina Silva. Segundo o partido, o dinheiro captado está sendo utilizado na produção das inserções de televisão, pesquisas, contratação de profissionais e nos deslocamentos da pré-candidata e do seu grupo de assessores.
Embora a maioria de seus deslocamentos sejam feitos em aviões de carreira, Marina tem utilizado voos fretados, mas também conta com o jatinho do empresário Guilherme Leal, pré-candidato a vice. Segundo o secretário nacional de finanças do PV, Reynaldo Morais, o custo do jatinho será incluído como doação do pré-candidato ao partido, como ocorre com as doações dos demais apoiadores feitas diretamente aos partidos.
veja animação da estrutura de pré-campanha dos principais presidenciáveis aqui
O PT estruturou um esquema semelhante para sustentar os gastos da pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff. Desde que deixou o governo, no final de março, a petista recebe um salário mensal, custeado pelo partido, de cerca de R$ 18 mil, informou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma à Presidência.
Ela também mudou de endereço. Desde que assumiu a condição de pré-candidata, Dilma mora em uma casa alugada pelo partido no Lago Sul, região nobre de Brasília, ao custo de R$ 12 mil mensais, segundo o ex-prefeito.
Ao deixar a Casa Civil, a petista também levou consigo cinco assessores de confiança. Há ainda despesas com agências de propaganda, aluguel de salas para montagem do comitê na região central de Brasília, além da contratação de cerca de 30 pessoas que já atuam na pré-campanha. Todos os custos engrossam a relação de despesas do partido.
“Pré-campanha é pré-campanha. Não temos comitê eleitoral, não temos como arrecadar em nome do candidato. Temos de usar os recursos que chegam à tesouraria do partido, e para isso precisamos contar com os filiados e apoiadores”, afirma Fernando Pimentel.
No PSDB, a estrutura da pré-campanha de Serra se confunde com a do próprio partido. Enquanto não finaliza a organização da estrutura em um espaço alugado no Edifício Joelma, onde já funciona a sede municipal do PSDB de São Paulo, é no espaço da própria legenda que a pré-campanha está estruturada.
Um grupo de profissionais da área de comunicação já foi contratado pelo partido para atuar na pré-campanha, mas está utilizando espaços na agência de Luiz Gonzalez, marqueteiro contratado para a campanha. O partido ainda busca um imóvel para alugar em Brasília. Até o momento, as equipes utilizam a estrutura da sede nacional do partido.
De acordo com o vice-presidente da Executiva nacional do PSDB, Eduardo Jorge, o partido já tem uma conta aberta para a campanha de Serra, mas as ajudas financeiras estão sendo feitas ao partido, e não à campanha do pré-candidato. Serra, segundo Jorge, não recebe nenhum auxílio financeiro do partido.
“Por enquanto estamos com uma estrutura improvisada, mas todos os custos vão ser pagos pelo partido. Temos a estrutura do partido disponível para isso” afirmou ao G1.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/pre-campanha-antecipa-estrutura-dos-candidatos-para-disputar-presidencia.html
27 de mai. de 2010
Avanço da internet condiciona campanha de presidenciáveis
Estratégias para captar votos na rede já estão a pleno vapor.
Pré-candidatos se tornam "tuiteiros" e apostam em mídias sociais.
Thiago Guimarães, Maria Angélica Oliveira e Marília Juste Do G1, em São Paulo
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Em plena expansão no Brasil, a internet promete ser uma ferramenta fundamental nas campanhas eleitorais deste ano no país.
Atentos ao potencial de instrumentos como mídias sociais e softwares para arrecadação online, os principais pré-candidatos à Presidência já articulam estratégias para fisgar o eleitor na rede.
E não são poucos votos. Se em 1998 o índice de brasileiros com acesso à internet era inferior a 3% do total de eleitores, hoje há 67,5 milhões de brasileiros de 16 anos ou mais (35% da população) com acesso à rede em qualquer ambiente, como casa e trabalho, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online.
Outros números acendem o radar das campanhas. Do total de usuários, 31,7 milhões costumam navegar por redes sociais (como Twitter e Facebook), blogs e outros sites de relacionamento.
O uso eleitoral da internet ganhou relevância com a eleição de Barack Obama nos EUA, em 2008. Ferramentas como o my.barackobama.com ajudaram a organizar eventos reais e revolucionaram a captação de recursos para a campanha, que atingiu US$ 500 milhões, com 3,2 milhões de doadores.
Tendência que não passou despercebida pelo mundo político. Até então novatos na chamada Web 2.0, por exemplo, os principais pré-candidatos à Presidência se tornaram em pouco tempo “tuiteiros” (usuários do Twitter), adaptando seus discursos ao universo de 140 caracteres do microblog.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/avanco-da-internet-condiciona-campanha-de-presidenciaveis.html
Pré-candidatos se tornam "tuiteiros" e apostam em mídias sociais.
Thiago Guimarães, Maria Angélica Oliveira e Marília Juste Do G1, em São Paulo
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Em plena expansão no Brasil, a internet promete ser uma ferramenta fundamental nas campanhas eleitorais deste ano no país.
Atentos ao potencial de instrumentos como mídias sociais e softwares para arrecadação online, os principais pré-candidatos à Presidência já articulam estratégias para fisgar o eleitor na rede.
E não são poucos votos. Se em 1998 o índice de brasileiros com acesso à internet era inferior a 3% do total de eleitores, hoje há 67,5 milhões de brasileiros de 16 anos ou mais (35% da população) com acesso à rede em qualquer ambiente, como casa e trabalho, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online.
Outros números acendem o radar das campanhas. Do total de usuários, 31,7 milhões costumam navegar por redes sociais (como Twitter e Facebook), blogs e outros sites de relacionamento.
O uso eleitoral da internet ganhou relevância com a eleição de Barack Obama nos EUA, em 2008. Ferramentas como o my.barackobama.com ajudaram a organizar eventos reais e revolucionaram a captação de recursos para a campanha, que atingiu US$ 500 milhões, com 3,2 milhões de doadores.
Tendência que não passou despercebida pelo mundo político. Até então novatos na chamada Web 2.0, por exemplo, os principais pré-candidatos à Presidência se tornaram em pouco tempo “tuiteiros” (usuários do Twitter), adaptando seus discursos ao universo de 140 caracteres do microblog.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/avanco-da-internet-condiciona-campanha-de-presidenciaveis.html
25 de mai. de 2010
Tudo está 'loteado' nas estatais e agências, diz José Serra
Na Saúde, eu eliminei qualquer tipo de nomeação política, disse Serra.
Para ele, governo tem de gastar menos na 'máquina' e mais com o povo.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta terça-feira (25), durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "loteou" cargos nas agências reguladoras e as empresas estatais.
"A Infraero está loteada. As agências de saúde estão divididas entre partidos. Tudo está loteado nas empresas [estatais], nas agências [reguladoras]", afirmou Serra para uma plateia de empresários.
O pré-candidato do PSDB questionou o que leva um governo a "lotear" cargos nas empresas estatais e agências reguladoras. "Porque que um partido quer uma área, uma diretoria financeira de uma grande empresa pública? Porque que aquele grupo de deputados, ou aquele partido, quer o delegado da receita? (...) Cada vez que tem uma votação, o governo tem de recompor sua base. E aí começa o troca-troca de novo e isso não garante maioria estável", disse ele.
Serra afirmou que governou a prefeitura e o estado de São Paulo sem que "nenhum grupo" tenha indicado um diretor. "Vão vejo porque no Brasil a gente não possa fazer uma ofensiva nessa direção. Na Saúde, eu eliminei qualquer tipo de nomeação política. Essa questão no Brasil foi levada ao paroxismo", declarou.
Segundo ele, o governo tem que gastar "menos na máquina [pública] e mais na população. Tem muita economia para fazer. Na área federal, há uma obesidade. Você olha aquilo e diz, puxa vida, como dá para aumentar a eficiência", afirmou.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/tudo-esta-loteado-nas-estatais-e-agencias-diz-jose-serra.html
Para ele, governo tem de gastar menos na 'máquina' e mais com o povo.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta terça-feira (25), durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "loteou" cargos nas agências reguladoras e as empresas estatais.
"A Infraero está loteada. As agências de saúde estão divididas entre partidos. Tudo está loteado nas empresas [estatais], nas agências [reguladoras]", afirmou Serra para uma plateia de empresários.
O pré-candidato do PSDB questionou o que leva um governo a "lotear" cargos nas empresas estatais e agências reguladoras. "Porque que um partido quer uma área, uma diretoria financeira de uma grande empresa pública? Porque que aquele grupo de deputados, ou aquele partido, quer o delegado da receita? (...) Cada vez que tem uma votação, o governo tem de recompor sua base. E aí começa o troca-troca de novo e isso não garante maioria estável", disse ele.
Serra afirmou que governou a prefeitura e o estado de São Paulo sem que "nenhum grupo" tenha indicado um diretor. "Vão vejo porque no Brasil a gente não possa fazer uma ofensiva nessa direção. Na Saúde, eu eliminei qualquer tipo de nomeação política. Essa questão no Brasil foi levada ao paroxismo", declarou.
Segundo ele, o governo tem que gastar "menos na máquina [pública] e mais na população. Tem muita economia para fazer. Na área federal, há uma obesidade. Você olha aquilo e diz, puxa vida, como dá para aumentar a eficiência", afirmou.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/tudo-esta-loteado-nas-estatais-e-agencias-diz-jose-serra.html
Dilma diz que situação tributária do Brasil é 'caótica'
Para ela, mudança no sistema tributário seria a 'reforma das reformas'.
Defendeu também a desoneração de exportações, investimentos e da folha.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
A situação tributária (sistema de impostos e contribuições federais, estaduais e municipais) do Brasil é "caótica", segundo avaliação feita nesta terça-feira (25) pela pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ela participa, juntamente com os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PV, Marina Silva, de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.
"Há uma sobreposição de legislações e de níveis de incidência de impostos, o que onera empresas e o governo. O ato de arrecadar fica caríssimo. A agenda da reforma, simplificando o sistema, eu tenho defendido. Acredito que seja o grande passo no sentido da competitividade. Ela é a reforma das reformas. Do ponto de vista da competitivdade, a prioridade é desoneração e estímulo ao investimento, exportação e ao emprego", disse ela para os empresários presentes. A reforma tributária é uma antiga reivindicação dos empresários.
Diferentes governos vêm tentando, pelo menos nos últimos 15 anos, realizar a reforma tributária. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a enviar, nos últimos anos, uma nova proposta, que criava o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), substituindo vários tributos existentes atualmente, e instituía a tributação dos produtos e serviços no seu destino (onde são consumidos), e não na produção. Entretanto, o governo não conseguiu, a exemplo de gestões anteriores, angariar apoio suficiente no Congresso Nacional para levar a proposta adiante.
"Devemos completar a desoneração de bens de capital, permitindo que haja o aproveitamento imediato dos créditos, do PIS, Cofins e do ICMS. A desoneração completa da cadeia de bens de capital e da cadeia de todos elementos que participam dos investimentos e das exportações. Sou a favor de devolver rapidamente, com o uso de mecanismo de informatização, os créditos de investimentos e das exportações", disse a ex-ministra Dilma Rousseff, em um discurso alinhado com os interesses do empresariado.
Para ela, a desoneração da folha de salários (contribuição patronal sobre a folha de pagamentos) também é fundamental. "É possível inclusive conceber que o Tesouro vai ter de arcar com a diferença em um determinado momento. Vai permitir que haja um aumento da arrecadação, pois vai estimular a formalização", afirmou Dilma.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/dilma-diz-que-situacao-tributaria-do-brasil-e-caotica.html
Defendeu também a desoneração de exportações, investimentos e da folha.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
A situação tributária (sistema de impostos e contribuições federais, estaduais e municipais) do Brasil é "caótica", segundo avaliação feita nesta terça-feira (25) pela pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ela participa, juntamente com os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PV, Marina Silva, de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.
"Há uma sobreposição de legislações e de níveis de incidência de impostos, o que onera empresas e o governo. O ato de arrecadar fica caríssimo. A agenda da reforma, simplificando o sistema, eu tenho defendido. Acredito que seja o grande passo no sentido da competitividade. Ela é a reforma das reformas. Do ponto de vista da competitivdade, a prioridade é desoneração e estímulo ao investimento, exportação e ao emprego", disse ela para os empresários presentes. A reforma tributária é uma antiga reivindicação dos empresários.
Diferentes governos vêm tentando, pelo menos nos últimos 15 anos, realizar a reforma tributária. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a enviar, nos últimos anos, uma nova proposta, que criava o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), substituindo vários tributos existentes atualmente, e instituía a tributação dos produtos e serviços no seu destino (onde são consumidos), e não na produção. Entretanto, o governo não conseguiu, a exemplo de gestões anteriores, angariar apoio suficiente no Congresso Nacional para levar a proposta adiante.
"Devemos completar a desoneração de bens de capital, permitindo que haja o aproveitamento imediato dos créditos, do PIS, Cofins e do ICMS. A desoneração completa da cadeia de bens de capital e da cadeia de todos elementos que participam dos investimentos e das exportações. Sou a favor de devolver rapidamente, com o uso de mecanismo de informatização, os créditos de investimentos e das exportações", disse a ex-ministra Dilma Rousseff, em um discurso alinhado com os interesses do empresariado.
Para ela, a desoneração da folha de salários (contribuição patronal sobre a folha de pagamentos) também é fundamental. "É possível inclusive conceber que o Tesouro vai ter de arcar com a diferença em um determinado momento. Vai permitir que haja um aumento da arrecadação, pois vai estimular a formalização", afirmou Dilma.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/dilma-diz-que-situacao-tributaria-do-brasil-e-caotica.html
Serra critica juros altos, carga tributária e taxa de investimentos
Pré-candidato do PSDB diz que está havendo 'desindustrialização' no país.
Falta qualidade de gestão e capacidade para fazer investimentos, afirmou.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas nesta terça-feira (25) ao alto nível da taxa básica de juros vigente no país, que é definida pelo Banco Central, ao elevado patamar da carga tributária brasileira (peso dos impostos na proporção com o Produto Interno Bruto ), e também ao nível de investimento do governo na economia. Acompanhe minuto a minuto diretamente no blog.
Segundo ele, "distorções" da política econômica estão gerando a "desindustrialização" do Brasil. "Há um declínio na participação da indústria no PIB. Não é uma queda como podem ter tido países desenvolvidos. É natural que a indústria vá perdendo peso, mas isso a partir da maturidade, e ainda somos adolescentes. Está perdendo peso por distorções na política macroeconomica", disse ele.
O pré-candidato do PSDB disse que Dilma Rousseff, sua oponente do PT, defende a atual política cambial e de juros. "Não entendi. Sai governo e entra governo e continuamos campeões dos juros. Temos a maior taxa de juros do mundo e a maior carga tributária do mundo, entre todos os países emergentes, ou em desenvolvimento. O Brasil tem a maior carga tributária de todos", disse ele, acrescentando que os juros, e também o câmbio desvalorizado, são uma "distorção" no país.
Atualmente, os juros brasileiros estão em 9,5% ao ano, ou, em termos reais (após o abatimento da inflação projetada para os próximos 12 meses), em cerca de 4,5% ao ano - a maior taxa do planeta. Já a carga tributária brasileira está próxima de 40% do PIB, patamar acima das economias emergentes. Ao fim do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, porém, os juros estavam mais altos e a carga tributária já era a mais elevada dos países em desenvolvimento.
Sintonia entre juros e câmbio
José Serra afirmou ainda que é preciso ter uma "sintonia melhor" entre a taxa de juros e o nível do câmbio. "Temos de ter uma integração maior entre a política monetária [definição dos juros] e da política fiscal [gastos públicos], que vira e mexe escapa do controle, como agora. Tem que ter um alinhamento melhor entre os juros e o câmbio. Vamos fazer isso com responsabilidade", afirmou ele. Acrescentou que ajudou a "erguer a mesa" da economia brasileira e que, por isso, nunca derrubaria essa mesa. "A gente tem sempre que aliar a coerência, o conhecimento, a capacidade de fazer e a responsabilidade. Eu ajudei a erguer a mesa do Brasil. Nunca vou derrubar essa mesa", disse.
Investimentos governamentais
O ex-governador de São Paulo citou ainda o que ele disse ser "outro recorde" do país. "Somos o penúltimo país na taxa de investimento governamental. Só perdemos para o Turquemenistão. De uma lista de 135 países. Isso não questão de um partido ou do governo. É questão do país", afirmou.
Também criticou o baixo nível de execução dos investimentos previstos pelo governo. "Porque não investe tanto? Porque falta planejamento. Não tem planejamento no investimento governamental. Falta qualidade de gestão e capacidade para fazer um sequenciamento do sinvestimento segundo uma ordem de prioridade. Se tudo é prioritário, não existe prioridade. Quando acaba tocando tudo ao mesmo tempo, não toca nada", afirmou ele.
Serra disse que, em 2009, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se propôs a investir R$ 54 bilhões (em todas as áreas), mas que conseguiu, ao fim do ano passado, investir R$ 15 bilhões (valores pagos). "Jogou para restos a pagar mais de R$ 30 bilhões. Mais do dobro dos investimentos efetivamente gastos. Não é assim no Brasil todo. Em São Paulo, foi menos de 20% [para restos a pagar]. Os estados e municípios planejam melhor", afirmou ele.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/serra-critica-juros-altos-carga-tributaria-e-taxa-de-investimentos.html
Falta qualidade de gestão e capacidade para fazer investimentos, afirmou.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas nesta terça-feira (25) ao alto nível da taxa básica de juros vigente no país, que é definida pelo Banco Central, ao elevado patamar da carga tributária brasileira (peso dos impostos na proporção com o Produto Interno Bruto ), e também ao nível de investimento do governo na economia. Acompanhe minuto a minuto diretamente no blog.
Segundo ele, "distorções" da política econômica estão gerando a "desindustrialização" do Brasil. "Há um declínio na participação da indústria no PIB. Não é uma queda como podem ter tido países desenvolvidos. É natural que a indústria vá perdendo peso, mas isso a partir da maturidade, e ainda somos adolescentes. Está perdendo peso por distorções na política macroeconomica", disse ele.
O pré-candidato do PSDB disse que Dilma Rousseff, sua oponente do PT, defende a atual política cambial e de juros. "Não entendi. Sai governo e entra governo e continuamos campeões dos juros. Temos a maior taxa de juros do mundo e a maior carga tributária do mundo, entre todos os países emergentes, ou em desenvolvimento. O Brasil tem a maior carga tributária de todos", disse ele, acrescentando que os juros, e também o câmbio desvalorizado, são uma "distorção" no país.
Atualmente, os juros brasileiros estão em 9,5% ao ano, ou, em termos reais (após o abatimento da inflação projetada para os próximos 12 meses), em cerca de 4,5% ao ano - a maior taxa do planeta. Já a carga tributária brasileira está próxima de 40% do PIB, patamar acima das economias emergentes. Ao fim do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, porém, os juros estavam mais altos e a carga tributária já era a mais elevada dos países em desenvolvimento.
Sintonia entre juros e câmbio
José Serra afirmou ainda que é preciso ter uma "sintonia melhor" entre a taxa de juros e o nível do câmbio. "Temos de ter uma integração maior entre a política monetária [definição dos juros] e da política fiscal [gastos públicos], que vira e mexe escapa do controle, como agora. Tem que ter um alinhamento melhor entre os juros e o câmbio. Vamos fazer isso com responsabilidade", afirmou ele. Acrescentou que ajudou a "erguer a mesa" da economia brasileira e que, por isso, nunca derrubaria essa mesa. "A gente tem sempre que aliar a coerência, o conhecimento, a capacidade de fazer e a responsabilidade. Eu ajudei a erguer a mesa do Brasil. Nunca vou derrubar essa mesa", disse.
Investimentos governamentais
O ex-governador de São Paulo citou ainda o que ele disse ser "outro recorde" do país. "Somos o penúltimo país na taxa de investimento governamental. Só perdemos para o Turquemenistão. De uma lista de 135 países. Isso não questão de um partido ou do governo. É questão do país", afirmou.
Também criticou o baixo nível de execução dos investimentos previstos pelo governo. "Porque não investe tanto? Porque falta planejamento. Não tem planejamento no investimento governamental. Falta qualidade de gestão e capacidade para fazer um sequenciamento do sinvestimento segundo uma ordem de prioridade. Se tudo é prioritário, não existe prioridade. Quando acaba tocando tudo ao mesmo tempo, não toca nada", afirmou ele.
Serra disse que, em 2009, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se propôs a investir R$ 54 bilhões (em todas as áreas), mas que conseguiu, ao fim do ano passado, investir R$ 15 bilhões (valores pagos). "Jogou para restos a pagar mais de R$ 30 bilhões. Mais do dobro dos investimentos efetivamente gastos. Não é assim no Brasil todo. Em São Paulo, foi menos de 20% [para restos a pagar]. Os estados e municípios planejam melhor", afirmou ele.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/serra-critica-juros-altos-carga-tributaria-e-taxa-de-investimentos.html
24 de mai. de 2010
Marina minimiza nome apagado em faixa e critica Lula por campanha
Senadora do PV disse que presidente 'extrapola' e deveria dar exemplo.
Ela foi entrevistada nesta segunda (24) pelo Jornal da CBN.
Do G1, em São Paulo
A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta segunda-feira (24) que a exclusão de seu nome de faixas durante o lançamento da pré-candidatura de Fernando Gabeira foi feita para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. “Nós ainda não podemos fazer campanha”, lembrou a senadora, que disse que os coordenadores do partido orientaram militantes para que o nome fosse coberto. “Não tem nada a ver com política”, afirmou.
Ouça a íntegra da entrevista
Marina Silva foi a terceira entrevistada na série organizada pelo Jornal da CBN com os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas. José Serra e Dilma Rousseff foram os primeiros a participar. As entrevistas foram conduzidas pelo âncora Heródoto Barbeiro. Dilma destacou a necessidade de repensar os recursos destinados para a saúde, enquanto Serra defendeu um “estado musculoso” e criticou as reuniões do Mercosul.
esta manhã, a senadora do PV lembrou que o partido já enfrenta uma representação por uma faixa com suposta propaganda apresentada por estudantes durante evento em Natal. No Rio, ela disse que as faixas foram produzidas por um grupo "simples", que também grafou de forma errada o nome de Gabeira. Segundo ela, a preocupação do PV ao pedir para ocultar seu nome foi não extrapolar, como “tem gente extrapolando por aí”, fazendo referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e ao tucano José Serra.
Marina criticou diretamente o presidente por sua defesa direta da candidatura de Dilma. Lula já recebeu quatro multas por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar disso, não defendeu multas com valor mais alto por parte da Justiça Eleitoral. Para ela, a lei deve ser cumprida pela própria importância da legislação e o presidente da República deve dar exemplo.
Para encerrar possíveis especulações sobre eventuais problemas no PV do Rio, Marina voltou a declarar apoio a nome escolhido para representar o PV na luta pelo governo fluminense. "Gabeira tem dito reiteradas vezes que está conosco." Ela fez questão de diminuir o impacto do apoio do PSDB ao pré-candidato ao governo do Rio. "Isso significa que o Gabeira é o melhor para o Rio e o projeto do PV é o melhor para o Brasil", disse.
Novos estados e reformas
Questionada se apoio as propostas em tramitação no Congresso para criação de novos estados, Marina se disse contra e disse que esta questão é parecida com a "proliferação de municípios" que o país viveu recentemente. Para ela, as novas unidades federativas só serviriam para aumentar burocracia e despesa pública.
Ele defendeu a utilização racional dos recuros da União e disse que, se eleita, não poderia se comprometer com a diminuição de impostos. A senadora disse que, sem a reforma tributária, se comprometeria a não aumentar a carga de tributos.
Mas voltou a alertar para a necessidade da realização das reformas trabalhistas, tributária e previdenciária que, segundo ela, Lula e Fernado Henrique Cardoso não foram capazes de fazer em seus governos. “Agora ambos estão pedindo mais quatro anos para fazer o que não conseguiram em oito”, disse.
Mudanças de posicionamento
Marina se mostrou à vontade para justificar mudanças de posicionamento entre o período em que atuava como senadora e nas demais atividades, como senadora e, agora, pré-candidata. Perguntada por seu posicionamento contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ela disse que hoje reconhece que as iniciativas eram acertadas. "Foi um erro não reconhecer que havia um ganho com o Plano Real", disse.
Em relação a lei de responsabilidade fiscal, ela lembra que seguiu a orientação do partido. Mas hoje reconheço que foi uma coisa acertada. Minha experiência no Ministério do Meio Ambiente me mostrou isso", disse. "Quando mudo de opinião, não é ao sabor dos ventos, é por convicção", disse.
Ela foi entrevistada nesta segunda (24) pelo Jornal da CBN.
Do G1, em São Paulo
A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta segunda-feira (24) que a exclusão de seu nome de faixas durante o lançamento da pré-candidatura de Fernando Gabeira foi feita para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. “Nós ainda não podemos fazer campanha”, lembrou a senadora, que disse que os coordenadores do partido orientaram militantes para que o nome fosse coberto. “Não tem nada a ver com política”, afirmou.
Ouça a íntegra da entrevista
Marina Silva foi a terceira entrevistada na série organizada pelo Jornal da CBN com os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas. José Serra e Dilma Rousseff foram os primeiros a participar. As entrevistas foram conduzidas pelo âncora Heródoto Barbeiro. Dilma destacou a necessidade de repensar os recursos destinados para a saúde, enquanto Serra defendeu um “estado musculoso” e criticou as reuniões do Mercosul.
esta manhã, a senadora do PV lembrou que o partido já enfrenta uma representação por uma faixa com suposta propaganda apresentada por estudantes durante evento em Natal. No Rio, ela disse que as faixas foram produzidas por um grupo "simples", que também grafou de forma errada o nome de Gabeira. Segundo ela, a preocupação do PV ao pedir para ocultar seu nome foi não extrapolar, como “tem gente extrapolando por aí”, fazendo referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e ao tucano José Serra.
Marina criticou diretamente o presidente por sua defesa direta da candidatura de Dilma. Lula já recebeu quatro multas por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar disso, não defendeu multas com valor mais alto por parte da Justiça Eleitoral. Para ela, a lei deve ser cumprida pela própria importância da legislação e o presidente da República deve dar exemplo.
Para encerrar possíveis especulações sobre eventuais problemas no PV do Rio, Marina voltou a declarar apoio a nome escolhido para representar o PV na luta pelo governo fluminense. "Gabeira tem dito reiteradas vezes que está conosco." Ela fez questão de diminuir o impacto do apoio do PSDB ao pré-candidato ao governo do Rio. "Isso significa que o Gabeira é o melhor para o Rio e o projeto do PV é o melhor para o Brasil", disse.
Novos estados e reformas
Questionada se apoio as propostas em tramitação no Congresso para criação de novos estados, Marina se disse contra e disse que esta questão é parecida com a "proliferação de municípios" que o país viveu recentemente. Para ela, as novas unidades federativas só serviriam para aumentar burocracia e despesa pública.
Ele defendeu a utilização racional dos recuros da União e disse que, se eleita, não poderia se comprometer com a diminuição de impostos. A senadora disse que, sem a reforma tributária, se comprometeria a não aumentar a carga de tributos.
Mas voltou a alertar para a necessidade da realização das reformas trabalhistas, tributária e previdenciária que, segundo ela, Lula e Fernado Henrique Cardoso não foram capazes de fazer em seus governos. “Agora ambos estão pedindo mais quatro anos para fazer o que não conseguiram em oito”, disse.
Mudanças de posicionamento
Marina se mostrou à vontade para justificar mudanças de posicionamento entre o período em que atuava como senadora e nas demais atividades, como senadora e, agora, pré-candidata. Perguntada por seu posicionamento contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, ela disse que hoje reconhece que as iniciativas eram acertadas. "Foi um erro não reconhecer que havia um ganho com o Plano Real", disse.
Em relação a lei de responsabilidade fiscal, ela lembra que seguiu a orientação do partido. Mas hoje reconheço que foi uma coisa acertada. Minha experiência no Ministério do Meio Ambiente me mostrou isso", disse. "Quando mudo de opinião, não é ao sabor dos ventos, é por convicção", disse.
Senadora disse à CBN que militantes foram orientados a cobrir nome para evitar complicações com a Justiça e que fato não tem conotação política. No Rio, Gabeira tem aliança que incluiu o PSDB, partido do pré-candidato à Presidência José Serra. (Foto: Bernardo Tabak/G1)
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/marina-minimiza-nome-apagado-em-faixa-e-critica-lula-por-campanha.html
19 de mai. de 2010
Pré-candidatos fazem promessas em encontro com prefeitos
Serra quer força contra calamidades e Marina, sistema único de educação.
Dilma afirmou que atuará por emenda que amplia verba da saúde.
Robson Bonin e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Uma plateia de mais de mil prefeitos se reuniu nesta quarta em um hotel às margens do Lago Paranoá, em Brasília, para ouvir os três pré-candidatos à Presidência da República que ocupam as primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto - Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
Eles prometeram, caso eleitos, organizar uma força nacional permanente para calamidades (Serra), criar um sistema único de educação (Marina) e atuar para ampliar os recursos destinados à saúde (Dilma).
O encontro fez parte da programação da 13ª Marcha Nacional de Prefeitos. Os pré-candidatos não se encontraram. Cada um teve uma hora para falar e responder a perguntas formuladas pelos prefeitos. As questões - as mesmas para os três pré-candidatos -eram apresentadas em uma gravação de áudio.
O critério de escolha dos concorrentes participantes do encontro foi definido pela Confederação Nacional dos Municípios com base na mais recente pesquisa do Instituto Datafolha.
José Serra
O primeiro a falar, conforme sorteio, foi José Serra. Aplaudido de pé ao entrar no auditório, ele criticou a política de redução temporária de impostos aplicada pelo governo, que, segundo afirmou, teria prejudicado os municípios.
Segundo Serra, é preciso evitar a redução de impostos partilhados pelos municípios e que afetem os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma alternativa proposta pelo pré-candidato seria o atraso na cobrança de impostos da União.
“Acho que precisamos construir mecanismos que impeçam essa redução no FPM. Houve uma assimetria porque o governo renunciou à receita e quem mais perdeu foram os estados e municípios”, argumentou.
Ele também defendeu a criação de uma força nacional permanente para agir nas situações de calamidades públicas causadas por catástrofes climáticas e disse “não ser impossível” fazer o mapeamento das áreas de risco dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
“Nós vamos organizar uma força nacional permanente para cuidar de calamidades. Disponível para ir para os lugares quando for necessário, preparada tecnológica e cientificamente, preventiva. Por exemplo: temos que ter o mapeamento definitivo de todas as áreas de risco dos municípios do Brasil. Isso não é impossível, não. Temos que ter ação preventiva”, afirmou.
Ex-ministro da Saúde, Serra defendeu garantias para que o setor receba atenção sem onerar os municípios. “Não dá para aprovar lei no congresso que leva a um aumento obrigatório dos municípios sem ouvir os municípios”. Ele apontou uma “desaceleração” no desenvolvimento da
Marina Silva
Inspirada no Sistema Único de Saúde (SUS), a pré-candidata do PV, Marina Silva, prometeu, se eleita, criar o Sistema Único de Educação. “A Conferência Nacional da Educação propôs um sistema único de educação. Eu acho que é uma saída. Da mesma forma que temos o SUS [Sistema Único de Saúde], vamos ter o Sistema Único da Educação, que pense a educação desde a educação infantil até a universidade”, afirmou.
Professora, ela se disse favorável ao aumento dos recursos destinados à educação fundamental de 4% para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e pregou saídas alternativas para a criação de creches que possam solucionar o problemas dos pais e mães de família que não têm lugar para deixar os filhos enquanto trabalham.
“É fundamental que a gente possa ter ação compartilhada buscando saídas inovadoras para questão da cresce. É possível fazer creches comunitárias”, disse Marina. “Como professora e como mãe que já trabalhou e que muitas vezes teve que sair 5h da manhã para deixar a filha na casa de um parente, sei o quanto é importante ter um espaço digno para deixar o filho para poder ir trabalhar”, complementou.
Assim como Serra, ela foi recebida com aplausos de pé pelos prefeitos presentes ao entrar no auditório. A pré-candidata se emocionou ao falar dos 30 anos que passou no PT e disse que deixou o partido para lutar pelo desenvolvimento sustentável no Brasil.
Ela elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo Marina, “Lula foi um líder porque reduziu a pobreza e FHC foi um líder porque criou o Plano Real”. A pré-candidata se emocionou ao falar dos 30 anos que passou no PT e disse que deixou o partido para lutar pelo desenvolvimento sustentável no Brasil.
Na disputa pela Presidência, a pré-candidata do PV se comparou a David, que na mitologia derrotou o gigante Golias ao atingí-lo com uma pedra no olho. Mas ressalvou: “Por favor, não saiam dizendo que eu quero acertar a Dilma ou o Serra na testa com uma pedra. A pedra no lugar certo neste caso é defendendo ideias, projetos de país, aquilo que interessa”, afirmou.
Dilma Rousseff
A exemplo de Serra e Marina, a última a falar aos prefeitos, Dilma Rousseff (PT), foi recebida com aplausos de pé pelos prefeitos presentes ao auditório. Ela criticou a relação entre o governo federal e os prefeitos durante o governo do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso.
Segundo ela, diálogo não se faz "com cães nem com a polícia em cima dos prefeitos". De acordo com o ministro das o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, “em 1998, quando teve a primeira marcha dos municípios, os prefeitos vieram ao Congresso Nacional e tentaram fazer uma reunião com o presidente da República na época e foram recebidos com cachorros. [Houve uma] mudança na relação federativa, que o presidente [Lula] estabeleceu a partir de 2003”, disse.
Ex-ministra da Casa Civil, Dilma defendeu a distribuição dos recursos dos royalties do pré-sal a todos os municípios, com a participação da Confederação Nacional dos Municípios (CMN) em uma negociação para a criação de um nova regra de distribuição do dinheiro provenienete da extração do petróleo.
A pré-candidata petista defendeu a recomposição das receitas aos municípios, afetadas pela crise econômica mundial. “Diante dessa crise, o governo foi parte da solução. Nós fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair. Mas eu acho que essa crise trouxe uma medida compensatória que foi feita em relação à arrecadação das prefeituras. Nós recompusemos as receitas no nível de 2008.”, afirmou.
Dilma disse assumir o compromisso, caso eleita, de regulamentar a emenda 29 para ampliar a fatia dos recursos para a área da Saúde como forma de compensar a perda estimada de R$ 40 bilhões que o setor sofreu quando foi extinta a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
“Assumo o compromisso de lutar pela emenda 29, sobretudo considerando os princípios de universalização de melhoria na qualidade da saúde. Não sou pessoa que me presto a demagogia. Quando se trata de questões tão relevantes como a saúde da população brasileira, sabemos que houve uma perda de R$ 40 bilhões quando a CPMF foi extinta”, disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/pre-candidatos-fazem-promessas-em-encontro-com-prefeitos.html
Dilma afirmou que atuará por emenda que amplia verba da saúde.
Robson Bonin e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Uma plateia de mais de mil prefeitos se reuniu nesta quarta em um hotel às margens do Lago Paranoá, em Brasília, para ouvir os três pré-candidatos à Presidência da República que ocupam as primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto - Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
Eles prometeram, caso eleitos, organizar uma força nacional permanente para calamidades (Serra), criar um sistema único de educação (Marina) e atuar para ampliar os recursos destinados à saúde (Dilma).
O encontro fez parte da programação da 13ª Marcha Nacional de Prefeitos. Os pré-candidatos não se encontraram. Cada um teve uma hora para falar e responder a perguntas formuladas pelos prefeitos. As questões - as mesmas para os três pré-candidatos -eram apresentadas em uma gravação de áudio.
O critério de escolha dos concorrentes participantes do encontro foi definido pela Confederação Nacional dos Municípios com base na mais recente pesquisa do Instituto Datafolha.
José Serra
O primeiro a falar, conforme sorteio, foi José Serra. Aplaudido de pé ao entrar no auditório, ele criticou a política de redução temporária de impostos aplicada pelo governo, que, segundo afirmou, teria prejudicado os municípios.
Segundo Serra, é preciso evitar a redução de impostos partilhados pelos municípios e que afetem os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Uma alternativa proposta pelo pré-candidato seria o atraso na cobrança de impostos da União.
“Acho que precisamos construir mecanismos que impeçam essa redução no FPM. Houve uma assimetria porque o governo renunciou à receita e quem mais perdeu foram os estados e municípios”, argumentou.
Ele também defendeu a criação de uma força nacional permanente para agir nas situações de calamidades públicas causadas por catástrofes climáticas e disse “não ser impossível” fazer o mapeamento das áreas de risco dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
“Nós vamos organizar uma força nacional permanente para cuidar de calamidades. Disponível para ir para os lugares quando for necessário, preparada tecnológica e cientificamente, preventiva. Por exemplo: temos que ter o mapeamento definitivo de todas as áreas de risco dos municípios do Brasil. Isso não é impossível, não. Temos que ter ação preventiva”, afirmou.
Ex-ministro da Saúde, Serra defendeu garantias para que o setor receba atenção sem onerar os municípios. “Não dá para aprovar lei no congresso que leva a um aumento obrigatório dos municípios sem ouvir os municípios”. Ele apontou uma “desaceleração” no desenvolvimento da
Marina Silva
Inspirada no Sistema Único de Saúde (SUS), a pré-candidata do PV, Marina Silva, prometeu, se eleita, criar o Sistema Único de Educação. “A Conferência Nacional da Educação propôs um sistema único de educação. Eu acho que é uma saída. Da mesma forma que temos o SUS [Sistema Único de Saúde], vamos ter o Sistema Único da Educação, que pense a educação desde a educação infantil até a universidade”, afirmou.
Professora, ela se disse favorável ao aumento dos recursos destinados à educação fundamental de 4% para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e pregou saídas alternativas para a criação de creches que possam solucionar o problemas dos pais e mães de família que não têm lugar para deixar os filhos enquanto trabalham.
“É fundamental que a gente possa ter ação compartilhada buscando saídas inovadoras para questão da cresce. É possível fazer creches comunitárias”, disse Marina. “Como professora e como mãe que já trabalhou e que muitas vezes teve que sair 5h da manhã para deixar a filha na casa de um parente, sei o quanto é importante ter um espaço digno para deixar o filho para poder ir trabalhar”, complementou.
Assim como Serra, ela foi recebida com aplausos de pé pelos prefeitos presentes ao entrar no auditório. A pré-candidata se emocionou ao falar dos 30 anos que passou no PT e disse que deixou o partido para lutar pelo desenvolvimento sustentável no Brasil.
Ela elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo Marina, “Lula foi um líder porque reduziu a pobreza e FHC foi um líder porque criou o Plano Real”. A pré-candidata se emocionou ao falar dos 30 anos que passou no PT e disse que deixou o partido para lutar pelo desenvolvimento sustentável no Brasil.
Na disputa pela Presidência, a pré-candidata do PV se comparou a David, que na mitologia derrotou o gigante Golias ao atingí-lo com uma pedra no olho. Mas ressalvou: “Por favor, não saiam dizendo que eu quero acertar a Dilma ou o Serra na testa com uma pedra. A pedra no lugar certo neste caso é defendendo ideias, projetos de país, aquilo que interessa”, afirmou.
Dilma Rousseff
A exemplo de Serra e Marina, a última a falar aos prefeitos, Dilma Rousseff (PT), foi recebida com aplausos de pé pelos prefeitos presentes ao auditório. Ela criticou a relação entre o governo federal e os prefeitos durante o governo do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso.
Segundo ela, diálogo não se faz "com cães nem com a polícia em cima dos prefeitos". De acordo com o ministro das o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, “em 1998, quando teve a primeira marcha dos municípios, os prefeitos vieram ao Congresso Nacional e tentaram fazer uma reunião com o presidente da República na época e foram recebidos com cachorros. [Houve uma] mudança na relação federativa, que o presidente [Lula] estabeleceu a partir de 2003”, disse.
Ex-ministra da Casa Civil, Dilma defendeu a distribuição dos recursos dos royalties do pré-sal a todos os municípios, com a participação da Confederação Nacional dos Municípios (CMN) em uma negociação para a criação de um nova regra de distribuição do dinheiro provenienete da extração do petróleo.
A pré-candidata petista defendeu a recomposição das receitas aos municípios, afetadas pela crise econômica mundial. “Diante dessa crise, o governo foi parte da solução. Nós fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair. Mas eu acho que essa crise trouxe uma medida compensatória que foi feita em relação à arrecadação das prefeituras. Nós recompusemos as receitas no nível de 2008.”, afirmou.
Dilma disse assumir o compromisso, caso eleita, de regulamentar a emenda 29 para ampliar a fatia dos recursos para a área da Saúde como forma de compensar a perda estimada de R$ 40 bilhões que o setor sofreu quando foi extinta a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
“Assumo o compromisso de lutar pela emenda 29, sobretudo considerando os princípios de universalização de melhoria na qualidade da saúde. Não sou pessoa que me presto a demagogia. Quando se trata de questões tão relevantes como a saúde da população brasileira, sabemos que houve uma perda de R$ 40 bilhões quando a CPMF foi extinta”, disse.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/pre-candidatos-fazem-promessas-em-encontro-com-prefeitos.html
Serra volta a criticar política monetária e defende PAC para a saúde
Pré-candidato disse ainda que vai reforçar o Bolsa Família.
Serra também acusou governo de ‘lotear máquina pública’.
Nathalia Passarinho e Robson Bonin Do G1, em Brasília
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, defendeu nesta quarta-feira (19), após sabatina realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a criação de uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas da saúde e segurança publica. Segundo o pré-candidato, a saúde “desacelerou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Precisamos ter uma espécie de Programa de Aceleração da Saúde, o PAS, como também temos que ter Programa de Aceleração da Segurança. Se quiser juntar os dois, seria o PASS. Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança”.
Para Serra é preciso agilizar o tempo de espera para consultas médicas no Sistema Público de Saúde e retomar a realização de mutirões de combate e prevenção de doenças. O tucano também voltou a criticar a política monetária do atual governo. Segundo ele, o Brasil tem a maior carga de juros do mundo, o que onera o consumidor.
“Quero lembrar também que se você pegar as despesas de juros que o Brasil faz hoje, porque entra governo sai governo, nós temos as maiores taxas de juros do mundo, o consumidor brasileiro é o que mais paga juros no mundo”, disse. Segundo ele, os juros praticados hoje pelo Banco Central geram muito mais despesa do que o programa Bolsa Família, que prevê recursos mensais para famílias de baixa renda.
“A despesa do Bolsa Família é menos de 1% da despesa de juros que o atual governo faz, a partir de uma política monetária que é exaltada hoje pelos membros do governo”, criticou. O pré-candidato voltou a dizer que se for eleito não vai acabar com o Bolsa Família e sim “reforçar” o programa. “O Bolsa Família absorveu programas que eu mesmo criei, como foi o caso da Bolsa Alimentação, do Ministério da Saúde. É um programa muito importante, absorveu o Bolsa Escola. Eu, ao contrário [de extinguir], vou fortalecer o Bolsa Família”, disse.
Máquina pública
Serra também criticou a suposta predominância de indicações políticas no atual governo para órgãos públicos. Segundo ele, a máquina governamental está sendo “leiloada” entre partidos políticos.
“A primeira coisa que tem que fazer é melhorar a gestão. Eu estava vendo aí o loteamento das agências. Você partidarizou as agencias. Até deputado que ficou sem mandato você vai lá e taca numa agência. Gente que, evidentemente, está despreparada para enfrentar essas questões. Toda a máquina está sendo leiloada entre partidos”, afirmou.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/serra-volta-criticar-politica-monetaria-e-defende-pac-para-saude.html
Serra também acusou governo de ‘lotear máquina pública’.
Nathalia Passarinho e Robson Bonin Do G1, em Brasília
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, defendeu nesta quarta-feira (19), após sabatina realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a criação de uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas da saúde e segurança publica. Segundo o pré-candidato, a saúde “desacelerou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Precisamos ter uma espécie de Programa de Aceleração da Saúde, o PAS, como também temos que ter Programa de Aceleração da Segurança. Se quiser juntar os dois, seria o PASS. Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança”.
Para Serra é preciso agilizar o tempo de espera para consultas médicas no Sistema Público de Saúde e retomar a realização de mutirões de combate e prevenção de doenças. O tucano também voltou a criticar a política monetária do atual governo. Segundo ele, o Brasil tem a maior carga de juros do mundo, o que onera o consumidor.
“Quero lembrar também que se você pegar as despesas de juros que o Brasil faz hoje, porque entra governo sai governo, nós temos as maiores taxas de juros do mundo, o consumidor brasileiro é o que mais paga juros no mundo”, disse. Segundo ele, os juros praticados hoje pelo Banco Central geram muito mais despesa do que o programa Bolsa Família, que prevê recursos mensais para famílias de baixa renda.
“A despesa do Bolsa Família é menos de 1% da despesa de juros que o atual governo faz, a partir de uma política monetária que é exaltada hoje pelos membros do governo”, criticou. O pré-candidato voltou a dizer que se for eleito não vai acabar com o Bolsa Família e sim “reforçar” o programa. “O Bolsa Família absorveu programas que eu mesmo criei, como foi o caso da Bolsa Alimentação, do Ministério da Saúde. É um programa muito importante, absorveu o Bolsa Escola. Eu, ao contrário [de extinguir], vou fortalecer o Bolsa Família”, disse.
Máquina pública
Serra também criticou a suposta predominância de indicações políticas no atual governo para órgãos públicos. Segundo ele, a máquina governamental está sendo “leiloada” entre partidos políticos.
“A primeira coisa que tem que fazer é melhorar a gestão. Eu estava vendo aí o loteamento das agências. Você partidarizou as agencias. Até deputado que ficou sem mandato você vai lá e taca numa agência. Gente que, evidentemente, está despreparada para enfrentar essas questões. Toda a máquina está sendo leiloada entre partidos”, afirmou.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/serra-volta-criticar-politica-monetaria-e-defende-pac-para-saude.html
18 de mai. de 2010
Executiva do PMDB aprova Temer para vice de Dilma
Convenção para oficializar aliança será em 12 de junho.
'Ele representa a unidade do partido', diz Jucá.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
A Executiva do PMDB decidiu nesta terça-feira (18) indicar o presidente da Câmara e do partido, Michel Temer (SP), para o cargo de candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff (RS). O anúncio foi feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).
“O presidente Michel Temer é praticamente uma unanimidade. Tem muitas poucas vozes dissonantes. A decisão foi unânime na Executiva. Ele representa a unidade do PMDB e vai representar a todos nós na chapa da Dilma”, afirmou Jucá.
A convenção nacional para oficializar a aliança com o PT e referendar Temer como vice será realizada em 12 de junho, em Brasília. Do dia 15 ao dia 30 de junho o PMDB realizará as convenções estaduais para definir as alianças regionais.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/executiva-do-pmdb-aprova-temer-para-vice-de-dilma.html
'Ele representa a unidade do partido', diz Jucá.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
A Executiva do PMDB decidiu nesta terça-feira (18) indicar o presidente da Câmara e do partido, Michel Temer (SP), para o cargo de candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff (RS). O anúncio foi feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).
“O presidente Michel Temer é praticamente uma unanimidade. Tem muitas poucas vozes dissonantes. A decisão foi unânime na Executiva. Ele representa a unidade do PMDB e vai representar a todos nós na chapa da Dilma”, afirmou Jucá.
A convenção nacional para oficializar a aliança com o PT e referendar Temer como vice será realizada em 12 de junho, em Brasília. Do dia 15 ao dia 30 de junho o PMDB realizará as convenções estaduais para definir as alianças regionais.
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/05/executiva-do-pmdb-aprova-temer-para-vice-de-dilma.html
10 de mai. de 2010
Serra defende 'estado musculoso' e critica reuniões do Mercosul
Tucano concedeu entrevista para a CBN nesta segunda-feira. Para ex-governador, reuniões do órgão se transformaram em 'espetáculos'.
O tucano José Serra abriu na manhã desta segunda-feira (10) uma série de entrevistas da Rádio CBN com os pré-candidatos à Presidência da República. Durante a entrevista, Serra defendeu um “estado musculoso” capaz de promover desenvolvimento e justiça social. Ele ainda disse que o Banco Central não é a "Santa Sé" e afirmou que as reuniões do Mercosul se transformaram em "espetáculos".
Ouça os principais trechos da entrevista
A entrevista com o pré-candidato tucano ocorreu entre 8h e 9h e foi conduzida pelo âncora do Jornal da CBN, Heródoto Barbeiro. Na próxima segunda-feira (17), a entrevistada será a petista Dilma Rousseff. A pré-candidata do PV Marina Silva será ouvida no dia 24. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio.
Questionado sobre ser um político de direita ou esquerda, Serra disse que, do ponto de vista das análises tradicionais, se define como um político de esquerda. “Defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, com ativismo governamental”, disse. “Eu defendo um estado forte, não obeso, mas musculoso, no sentido de ter capacidade para ativar nosso desenvolvimento e a justiça social.”
Juros e Banco Central
Serra se mostrou irritado ao ser questionado pela jornalista Míriam Leitão sobre qual seria sua interferência nas decisões do Banco Central, após a jornalista comentar que há no meio econômico o receio de que ele se comporte também como presidente da instituição. Minutos antes na entrevista, o tucano havia criticado o Banco Central por não ter baixado ainda mais os juros durante momentos que ele julgou terem sido favoráveis durante a crise.
"A mesa da economia brasileira eu ajudei a erguer. Todo mundo que me conhece sabe que eu não vou virar a mesa coisa nenhuma”, disse. "O Banco Central não é a Santa Sé", afirmou, para explicar que eventuais erros da equipe econômica devem ser apontados e isso não pode ser tomado como quebra da autonomia da instituição.
"O que tem que dar é tranquilidade para o pessoal do Banco Central operar, não ficar interferindo a todo momento. Agora, se houver erros calamitosos, que é perfeitamente possível identificar, acho que o presidente (da República) tem que fazer sentir sua posição."
Mercosul
O tucano voltou a criticar a condução do Mercosul após ser perguntado sobre os problemas enfrentados recentemente no comércio entre Brasil e Argentina. "Eu acho que o Mercosul tem que ser reformado. Foram fixadas metas muito ambiciosas, queimando etapas", afirmou, citando que a União Européia levou muito mais tempo para consolidar as parcerias comercias. Para ele, antes de qualquer tentativa de avanço é preciso consolidar o órgão como um espaço de livre comércio.
"Acho importante salvar o Mercosul. Você tem que dar dois passos atrás para dar um adiante", disse. "As reuniões de presidentes passaram a ser mais um espetáculo. Avanço concreto não tem. É uma coisa que tem que ser reformada para ser fortalecida."
Previdência e centrais sindicais
Serra criticou o sistema previdenciário do governo Lula. Ele disse que em oito anos nada foi feito para melhorar e por isso o sistema tem déficit. Mas afirmou que se o presidente vetar a proposta de aumento para os aposentados, ele vai respeitar. Para ele, é necessário uma reforma ampla no setor, "que elimine privilégios e corrija injustiças".
O tucano disse ainda que pertende usar o diálogo com as centrais sindicais e não teme o fato de a pré-candidata do PT ser apoiada pelas duas maiores centrais. Ele lembrou a greve dos professores em São Paulo, mas disse que neste caso "foi algo partidário e não sindical".
Lula ao El País
A entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal espanhol "El País" foi comentada por Serra, que disse ter achado normal o fato dele ter dito que a candidata do PT ganharia as eleições. Entretanto, ele preferiu destacar o trecho no qual Lula afirma que, vença quem vencer, os rumos do Brasil não serão alterados. 'É uma afirmação importante, porque há um certo jogo, quase terrorismo, de dizer que se não ganha a candidata do Lula vai ter problemas (de estabilidade)."
Vídeo online
O pré-candidato encerrou a entrevista brincando com o fato de ter sido surpreendido com a transmissão para a internet, em vídeo, do encontro. “Estou preocupado com minha cara de sono”, disse.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/05/serra-defende-estado-musculoso-e-critica-reunioes-do-mercosul.html
O tucano José Serra abriu na manhã desta segunda-feira (10) uma série de entrevistas da Rádio CBN com os pré-candidatos à Presidência da República. Durante a entrevista, Serra defendeu um “estado musculoso” capaz de promover desenvolvimento e justiça social. Ele ainda disse que o Banco Central não é a "Santa Sé" e afirmou que as reuniões do Mercosul se transformaram em "espetáculos".
Ouça os principais trechos da entrevista
A entrevista com o pré-candidato tucano ocorreu entre 8h e 9h e foi conduzida pelo âncora do Jornal da CBN, Heródoto Barbeiro. Na próxima segunda-feira (17), a entrevistada será a petista Dilma Rousseff. A pré-candidata do PV Marina Silva será ouvida no dia 24. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio.
Questionado sobre ser um político de direita ou esquerda, Serra disse que, do ponto de vista das análises tradicionais, se define como um político de esquerda. “Defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, com ativismo governamental”, disse. “Eu defendo um estado forte, não obeso, mas musculoso, no sentido de ter capacidade para ativar nosso desenvolvimento e a justiça social.”
Juros e Banco Central
Serra se mostrou irritado ao ser questionado pela jornalista Míriam Leitão sobre qual seria sua interferência nas decisões do Banco Central, após a jornalista comentar que há no meio econômico o receio de que ele se comporte também como presidente da instituição. Minutos antes na entrevista, o tucano havia criticado o Banco Central por não ter baixado ainda mais os juros durante momentos que ele julgou terem sido favoráveis durante a crise.
"A mesa da economia brasileira eu ajudei a erguer. Todo mundo que me conhece sabe que eu não vou virar a mesa coisa nenhuma”, disse. "O Banco Central não é a Santa Sé", afirmou, para explicar que eventuais erros da equipe econômica devem ser apontados e isso não pode ser tomado como quebra da autonomia da instituição.
"O que tem que dar é tranquilidade para o pessoal do Banco Central operar, não ficar interferindo a todo momento. Agora, se houver erros calamitosos, que é perfeitamente possível identificar, acho que o presidente (da República) tem que fazer sentir sua posição."
Mercosul
O tucano voltou a criticar a condução do Mercosul após ser perguntado sobre os problemas enfrentados recentemente no comércio entre Brasil e Argentina. "Eu acho que o Mercosul tem que ser reformado. Foram fixadas metas muito ambiciosas, queimando etapas", afirmou, citando que a União Européia levou muito mais tempo para consolidar as parcerias comercias. Para ele, antes de qualquer tentativa de avanço é preciso consolidar o órgão como um espaço de livre comércio.
"Acho importante salvar o Mercosul. Você tem que dar dois passos atrás para dar um adiante", disse. "As reuniões de presidentes passaram a ser mais um espetáculo. Avanço concreto não tem. É uma coisa que tem que ser reformada para ser fortalecida."
Previdência e centrais sindicais
Serra criticou o sistema previdenciário do governo Lula. Ele disse que em oito anos nada foi feito para melhorar e por isso o sistema tem déficit. Mas afirmou que se o presidente vetar a proposta de aumento para os aposentados, ele vai respeitar. Para ele, é necessário uma reforma ampla no setor, "que elimine privilégios e corrija injustiças".
O tucano disse ainda que pertende usar o diálogo com as centrais sindicais e não teme o fato de a pré-candidata do PT ser apoiada pelas duas maiores centrais. Ele lembrou a greve dos professores em São Paulo, mas disse que neste caso "foi algo partidário e não sindical".
Lula ao El País
A entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal espanhol "El País" foi comentada por Serra, que disse ter achado normal o fato dele ter dito que a candidata do PT ganharia as eleições. Entretanto, ele preferiu destacar o trecho no qual Lula afirma que, vença quem vencer, os rumos do Brasil não serão alterados. 'É uma afirmação importante, porque há um certo jogo, quase terrorismo, de dizer que se não ganha a candidata do Lula vai ter problemas (de estabilidade)."
Vídeo online
O pré-candidato encerrou a entrevista brincando com o fato de ter sido surpreendido com a transmissão para a internet, em vídeo, do encontro. “Estou preocupado com minha cara de sono”, disse.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/05/serra-defende-estado-musculoso-e-critica-reunioes-do-mercosul.html
3 de mar. de 2010
PSDB tem nome colocado e Serra vai saber o momento de formalizar, diz Aécio
Governador de Minas reafirmou que não pretende ser vice em chapa.
Em evento, Serra evitou falar de candidatura à Presidência da República.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (3) que o PSDB tem nome colocado para a disputa à Presidência da República. Ele afirmou que o governador de São Paulo, José Serra, saberá o momento de formalizar sua candidatura. Aécio e Serra participaram de uma sessão no Congresso Nacional em homenagem ao centenário de nascimento de Tancredo Neves.
“O PSDB tem um nome colocado e ele vai saber o momento de se posicionar formalmente. Mas eu vejo o governador Serra, independente do seu companheiro de chapa, com todas as condições de travar um belo embate de idéias e, quem sabe, vencer as eleições. (...) Os prazos estão aí e eu acredito que no final do mês sairá a decisão e, a partir da decisão, vamos articular para vencer as eleições”, disse Aécio.
Durante a cerimônia em homenagem, Serra evitou falar sobre sua candidatura à Presidência da República. O governador de São Paulo chegou ao evento com mais de uma hora de atraso. Ele disse ter vindo apenas para homenagear Tancredo e não para falar sobre eleições.“Não vim para tratar de política eleitoral. Continuo concentrado no meu trabalho de governador de São Paulo”.
Já Aécio Neves reafirmou, ao chegar à cerimônia, que não pretende ser vice em uma chapa com Serra. “Não cogito essa possibilidade”, disse ele duas vezes.
O governador de Minas afirmou que há uma continuidade entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “O governo Lula não representou uma ruputra em relação ao governo do presidente Fernando Henrique. Este período será reconhecido mais adiante como um só período e para o cidadão brasileiro é irrelevante saber quem fez mais. Cada um fez a seu tempo o que precisava”.
Apesar de ver os dois períodos como um só, o mineiro acredita que uma vitória do PSDB trará uma melhora para a população. “Estarei ao lado do meu candidato e acredito que ele tem as melhores condições de fazer mudanças, independente de cargo ou espaço. Porque, para o Brasil, a vitória do PSDB e aliados fará melhor que a continuidade do atual governo”.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1513928-5601,00-PSDB+TEM+NOME+COLOCADO+E+SERRA+VAI+SABER+O+MOMENTO+DE+FORMALIZAR+DIZ+AECIO.html
Em evento, Serra evitou falar de candidatura à Presidência da República.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (3) que o PSDB tem nome colocado para a disputa à Presidência da República. Ele afirmou que o governador de São Paulo, José Serra, saberá o momento de formalizar sua candidatura. Aécio e Serra participaram de uma sessão no Congresso Nacional em homenagem ao centenário de nascimento de Tancredo Neves.
“O PSDB tem um nome colocado e ele vai saber o momento de se posicionar formalmente. Mas eu vejo o governador Serra, independente do seu companheiro de chapa, com todas as condições de travar um belo embate de idéias e, quem sabe, vencer as eleições. (...) Os prazos estão aí e eu acredito que no final do mês sairá a decisão e, a partir da decisão, vamos articular para vencer as eleições”, disse Aécio.
Durante a cerimônia em homenagem, Serra evitou falar sobre sua candidatura à Presidência da República. O governador de São Paulo chegou ao evento com mais de uma hora de atraso. Ele disse ter vindo apenas para homenagear Tancredo e não para falar sobre eleições.“Não vim para tratar de política eleitoral. Continuo concentrado no meu trabalho de governador de São Paulo”.
Já Aécio Neves reafirmou, ao chegar à cerimônia, que não pretende ser vice em uma chapa com Serra. “Não cogito essa possibilidade”, disse ele duas vezes.
O governador de Minas afirmou que há uma continuidade entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “O governo Lula não representou uma ruputra em relação ao governo do presidente Fernando Henrique. Este período será reconhecido mais adiante como um só período e para o cidadão brasileiro é irrelevante saber quem fez mais. Cada um fez a seu tempo o que precisava”.
Apesar de ver os dois períodos como um só, o mineiro acredita que uma vitória do PSDB trará uma melhora para a população. “Estarei ao lado do meu candidato e acredito que ele tem as melhores condições de fazer mudanças, independente de cargo ou espaço. Porque, para o Brasil, a vitória do PSDB e aliados fará melhor que a continuidade do atual governo”.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1513928-5601,00-PSDB+TEM+NOME+COLOCADO+E+SERRA+VAI+SABER+O+MOMENTO+DE+FORMALIZAR+DIZ+AECIO.html
21 de jan. de 2010
PSDB, DEM e PPS entram com representação contra Lula e Dilma no TSE
Oposição acusa presidente e ministra de propaganda eleitoral antecipada.
Presidência da República disse que não vai comentar assunto.
Do G1, em São Paulo
Os partidos de oposição PSDB, DEM e PPS entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência da República. Eles são acusados de propaganda eleitoral antecipada.
Na representação, protocolada na tarde desta quinta-feira (21), os partidos pedem que o tribunal aplique multas a Lula e Dilma. A Presidência da República informou que não irá comentar o assunto. O G1 deixou recado na assessoria de imprensa da Casa Civil e aguarda resposta.
A ação se baseia em declarações dadas pelo presidente na terça (19), na cidade de Jenipapo, em Minas Gerais, durante a inauguração de uma barragem. Lula afirmou que é importante que o governo inaugure o “máximo de obras possível” até o fim de março para “mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas nesse país”.
“Eu disse ao companheiro Geddel que nesse trimestre nós vamos precisar visitar muito Minas Gerais. Vamos precisar pegar todas as obras, que são muitas, para que a gente possa inaugurar porque a partir de abril o Geddel já não estará mais no governo, a Dilma já não estará mais no governo e quem for candidato não pode nem subir no palanque comigo", disse Lula.
A representação também cita outras declarações de Lula, dadas no mesmo dia, em outro evento.
"Uma única coisa que eu tenho certeza é que nós vamos fazer a sucessão presidencial. Que me desculpem os adversários, mas nós vamos ganhar pra poder ter continuidade essas coisas. Se para tudo o que está acontecendo nesse Brasil e a gente volta ao passado, todo mundo sabe como é que é. Portanto, ninguém precisa acreditar em fantasias ou em promessa de última hora. Quem faz, faz. Quem não faz, promete."
Na representação, a oposição afirma que a exposição "diuturna e ostensiva" de Dilma caracteriza "propaganda eleitoral sublimar". "Aquele tipo de
propaganda que gera até mesmo mais efeitos do que a direta, exatamente
por propiciar a aceitação inconsciente, por parte dos eleitores, do futuro
candidato", diz.
Esta não é a primeira vez que a oposição acusa Lula e Dilma de propaganda antecipada. Em outubro, uma viagem de três dias da ministra e do presidente em visita às obras de revitalização do Rio São Francisco também foi alvo de representação no TSE.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1457726-5601,00-PSDB+DEM+E+PPS+ENTRAM+COM+REPRESENTACAO+CONTRA+LULA+E+DILMA+NO+TSE.html
Presidência da República disse que não vai comentar assunto.
Do G1, em São Paulo
Os partidos de oposição PSDB, DEM e PPS entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência da República. Eles são acusados de propaganda eleitoral antecipada.
Na representação, protocolada na tarde desta quinta-feira (21), os partidos pedem que o tribunal aplique multas a Lula e Dilma. A Presidência da República informou que não irá comentar o assunto. O G1 deixou recado na assessoria de imprensa da Casa Civil e aguarda resposta.
A ação se baseia em declarações dadas pelo presidente na terça (19), na cidade de Jenipapo, em Minas Gerais, durante a inauguração de uma barragem. Lula afirmou que é importante que o governo inaugure o “máximo de obras possível” até o fim de março para “mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas nesse país”.
“Eu disse ao companheiro Geddel que nesse trimestre nós vamos precisar visitar muito Minas Gerais. Vamos precisar pegar todas as obras, que são muitas, para que a gente possa inaugurar porque a partir de abril o Geddel já não estará mais no governo, a Dilma já não estará mais no governo e quem for candidato não pode nem subir no palanque comigo", disse Lula.
A representação também cita outras declarações de Lula, dadas no mesmo dia, em outro evento.
"Uma única coisa que eu tenho certeza é que nós vamos fazer a sucessão presidencial. Que me desculpem os adversários, mas nós vamos ganhar pra poder ter continuidade essas coisas. Se para tudo o que está acontecendo nesse Brasil e a gente volta ao passado, todo mundo sabe como é que é. Portanto, ninguém precisa acreditar em fantasias ou em promessa de última hora. Quem faz, faz. Quem não faz, promete."
Na representação, a oposição afirma que a exposição "diuturna e ostensiva" de Dilma caracteriza "propaganda eleitoral sublimar". "Aquele tipo de
propaganda que gera até mesmo mais efeitos do que a direta, exatamente
por propiciar a aceitação inconsciente, por parte dos eleitores, do futuro
candidato", diz.
Esta não é a primeira vez que a oposição acusa Lula e Dilma de propaganda antecipada. Em outubro, uma viagem de três dias da ministra e do presidente em visita às obras de revitalização do Rio São Francisco também foi alvo de representação no TSE.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1457726-5601,00-PSDB+DEM+E+PPS+ENTRAM+COM+REPRESENTACAO+CONTRA+LULA+E+DILMA+NO+TSE.html
20 de jan. de 2010
Berzoini diz que PSDB está descontrolado e perde chance de ficar calado
Na terça, Dilma declarou que o PSDB quer acabar com PAC.
PSDB afirma que PAC é 'slogan publicitário'; PT reage.
Do G1, em São Paulo
Uma nota assinada pelo presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, divulgada nesta quarta-feira (20) critica a postura do PSDB no debate a respeito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Berzoini afirma que o partido está "descontrolado" e perdeu chance de "ficar calado".
Na terça-feira (19) da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que criticou a proposta do presidente dos tucanos, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), de acabar com o PAC, caso o partido chegue à Presidência da República. O PSDB reagiu ao discurso e declarou em nota que Dilma é reconhecida pela “falta de experiência política” e o PAC “não é um programa de obras e sim um slogan publicitário”.
Para Berzoini, a postura do PSDB mostra que o partido "está descontrolado" com a aproximação das eleições de 2010. "O presidente Sergio Guerra, em entrevista à revista Veja, declarou que o PAC não se realizou. Açodado, deu a senha para que, a cada inauguração, possamos desmentir o discurso derrotista da oposição", afirma em nota.
O presidente do PT defendeu ainda a política econômica de Lula e afirma que existe um "dilema tucano". " (O PSDB) Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova", afirma a nota.
Veja íntegra da nota petista
"PSDB perde a oportunidade de ficar calado
O PSDB demonstra que está descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste ano de 2010. O presidente Sergio Guerra, em entrevista à revista Veja, declarou que o PAC não se realizou. Açodado, deu a senha para que, a cada inauguração, possamos desmentir o discurso derrotista da oposição. Disse ainda que vai mudar a política econômica de Lula, que derrotou a herança tucana de descontrole fiscal e cambial que quebrou o Brasil no governo FHC.
Guerra não soube dizer o que vai mudar na economia, talvez por reconhecer que o governo Lula traçou um novo caminho para a economia brasileira, aprovado no enfrentamento à crise mundial, na geração de milhões de empregos e na solução dos impasses das dívidas interna e externa no país.
A companheira Dilma registrou hoje a declaração de Guerra sobre o PAC, lembrando que a oposição sempre desdenhou o PAC que apresenta neste ano a maior maturidade em seu desempenho depois de enfrentar os obstáculos de um estado viciado na paralisia dos anos tucanos.
A nota assinada pela Senadora Serrano, no dia de hoje, apenas reflete esse dilema tucano. Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova.
Torcemos para que o PSDB se encontre e produza um programa de governo, para que possamos ter um debate de alto nível neste ano eleitoral. O PT e seus aliados temos o que mostrar e propor aos brasileiros. Esperamos que a oposição não se esconda, nem se acovarde de defender a herança de FHC, da privatização, desemprego e paralisia nacional.
Ricardo Berzoini - Presidente Nacional do PT"
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1455319-5601,00-BERZOINI+DIZ+QUE+PSDB+ESTA+DESCONTROLADO+E+PERDE+CHANCE+DE+FICAR+CALADO.html
PSDB afirma que PAC é 'slogan publicitário'; PT reage.
Do G1, em São Paulo
Uma nota assinada pelo presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, divulgada nesta quarta-feira (20) critica a postura do PSDB no debate a respeito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Berzoini afirma que o partido está "descontrolado" e perdeu chance de "ficar calado".
Na terça-feira (19) da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que criticou a proposta do presidente dos tucanos, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), de acabar com o PAC, caso o partido chegue à Presidência da República. O PSDB reagiu ao discurso e declarou em nota que Dilma é reconhecida pela “falta de experiência política” e o PAC “não é um programa de obras e sim um slogan publicitário”.
Para Berzoini, a postura do PSDB mostra que o partido "está descontrolado" com a aproximação das eleições de 2010. "O presidente Sergio Guerra, em entrevista à revista Veja, declarou que o PAC não se realizou. Açodado, deu a senha para que, a cada inauguração, possamos desmentir o discurso derrotista da oposição", afirma em nota.
O presidente do PT defendeu ainda a política econômica de Lula e afirma que existe um "dilema tucano". " (O PSDB) Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova", afirma a nota.
Veja íntegra da nota petista
"PSDB perde a oportunidade de ficar calado
O PSDB demonstra que está descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste ano de 2010. O presidente Sergio Guerra, em entrevista à revista Veja, declarou que o PAC não se realizou. Açodado, deu a senha para que, a cada inauguração, possamos desmentir o discurso derrotista da oposição. Disse ainda que vai mudar a política econômica de Lula, que derrotou a herança tucana de descontrole fiscal e cambial que quebrou o Brasil no governo FHC.
Guerra não soube dizer o que vai mudar na economia, talvez por reconhecer que o governo Lula traçou um novo caminho para a economia brasileira, aprovado no enfrentamento à crise mundial, na geração de milhões de empregos e na solução dos impasses das dívidas interna e externa no país.
A companheira Dilma registrou hoje a declaração de Guerra sobre o PAC, lembrando que a oposição sempre desdenhou o PAC que apresenta neste ano a maior maturidade em seu desempenho depois de enfrentar os obstáculos de um estado viciado na paralisia dos anos tucanos.
A nota assinada pela Senadora Serrano, no dia de hoje, apenas reflete esse dilema tucano. Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova.
Torcemos para que o PSDB se encontre e produza um programa de governo, para que possamos ter um debate de alto nível neste ano eleitoral. O PT e seus aliados temos o que mostrar e propor aos brasileiros. Esperamos que a oposição não se esconda, nem se acovarde de defender a herança de FHC, da privatização, desemprego e paralisia nacional.
Ricardo Berzoini - Presidente Nacional do PT"
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1455319-5601,00-BERZOINI+DIZ+QUE+PSDB+ESTA+DESCONTROLADO+E+PERDE+CHANCE+DE+FICAR+CALADO.html
18 de jan. de 2010
Novidade das eleições 2010, voto em trânsito impõe desafios, dizem analistas
Eleitor que estiver fora de sua cidade poderá votar nas capitais.
Voto só será permitido para candidatos a presidente; TSE vai regulamentar.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
Aprovado dentro da reforma eleitoral e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o voto em trânsito entrará em vigor nas eleições deste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ainda precisa ser regulamentado.
O TSE tem até o dia 5 de março para definir as regras e dizer como, na prática, o eleitor poderá votar fora de sua seção eleitoral.
O G1 ouviu advogados especialistas em direito eleitoral para saber as principais questões que deverão ser esclarecidas pela Justiça Eleitoral. Segundo eles, a implantação desse novo sistema irá impor alguns desafios.
Por enquanto, o que se sabe é que o voto em trânsito será permitido apenas para candidatos a presidente da República e implantado apenas em capitais, em urnas especiais, segundo definição da lei 12.034/2009.
População 'em trânsito'
O volume de eleitores faltosos e de justificativas das últimas eleições presidenciais dá uma ideia da “população em trânsito” de eleitores que o TSE terá que administrar.
Em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito, quase 23 milhões de eleitores faltaram no primeiro turno. Dentre esses, 6 milhões foram até uma seção eleitoral da cidade onde se encontravam para justificar a ausência.
Em 2002, eleição que elegeria Lula (PT) como presidente pela primeira vez, o número de faltosos foi de 20,4 milhões no primeiro turno. Desse total, 5,7 milhões justificaram.
Já nas últimas eleições para o Palácio do Planalto, em 2006, cerca de 8 milhões de eleitores estiveram ausentes das cidades onde votam e fizeram justificativas no primeiro turno.
Desafios
Não é possível saber se esses números se repetirão na próxima eleição, nem prever que se traduzirão em votos em trânsito, mas as justificativas mostram uma nova massa de eleitores em potencial que deverão merecer a atenção dos candidatos.
Para os especialistas, o voto em trânsito implicará numa parcela expressiva de eleitores, mas não deverá decidir a disputa. “Não é o voto em trânsito que vai fazer um candidato a presidente ganhar ou perder a eleição”, opina o advogado Alexandre Rollo.
Segundo ele, um dos desafios da Justiça será controlar a votação de eleitores em trânsito para evitar fraudes, por exemplo, uma pessoa votando mais de uma vez. Atualmente, cada eleitor só vota na seção onde é lotado, onde há uma lista com todos os eleitores daquela sessão.
Para exemplificar, Rollo cita um caso hipotético de um eleitor com título da cidade de São Paulo, mas que estará em Manaus no dia das eleições.
“Se eu vou votar em Manaus, não vou ter meu nome na relação de eleitores. Ficaria difícil em princípio para Justiça Eleitoral controlar se eu sou mesmo eleitor, se estou apto a votar. Como o TSE resolveria essa questão: colocando tudo informatizado, de forma que, ao votar em Manaus, o mesário vai ter que jogar meu nome na internet e ver se estou apto ou não.”
Segurança
O advogado Everson Tobaruela diz que o voto em trânsito vai dificultar a fiscalização das eleições por parte dos partidos políticos e candidatos e discorda de um “cadastro nacional”.
“Tudo que você cria eletronicamente, possibilita fraude. Me parece quase impossível um sistema desse com a rapidez que seria necessária. Estamos falando de um volume de oito milhões [de eleitores]. Um milhão de pessoas tentando pagar o IPVA parou o sistema, e metade não conseguiu fazer. Agora calcula um sistema correndo o Brasil todo, todos os locais de votação, todas as urnas eleitorais? Estamos falando de 130 milhões de eleitores”, argumenta.
O ex-ministro do TSE Walter Costa Porto também teme pela segurança da votação. “A urna eletrônica é uma ilha, não tem comunicação. Há uma garantia de que aquele voto se exerce só naquele local, só naquela urna eletrônica”, aponta.
Já o presidente da Comissão de Direito Político e Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Sílvio Salata, confia em uma solução eficaz.
“A Justiça Eleitoral brasileira está muito bem preparada, é uma das melhores do mundo. O aparelhamento é muito grande para acertar essa questão do voto em trânsito. Penso que, em nível tecnológico, será bem evoluída essa situação.”
'Comunicação antecipada'
Para Everson Tobaruela, uma saída seria que os eleitores que pretendessem viajar nas eleições e quisessem votar comunicassem a Justiça com antecendência.
“Na minha opinião, é praticamente impossível que se adote o voto em trânsito de forma diversa que não seja com a comunicação antecipada à Justiça Eleitoral de forma que ela tenha tempo de organizar o bloqueio no local de votação e a informação em uma determinada urna naquele local onde o eleitor pretenda votar.”
Outras questões colocadas pelo voto em trânsito são a necessidade de justificativa e a obrigatoriedade do voto em trânsito para quem estiver numa capital. De forma geral, os especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que o voto em trânsito já servirá como justificativa para a ausência de voto para governadores, senadores e deputados.
Além disso, eles também esperam que o eleitor não seja obrigado a votar em trânsito. Ou seja: quem estiver numa capital, poderá escolher ir até uma seção especial de voto em trânsito para votar, se realmente assim for feito, ou ir a uma seção “normal” para justificar a ausência em seu local de votação original.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1449361-5601,00-NOVIDADE+DAS+ELEICOES+VOTO+EM+TRANSITO+IMPOE+DESAFIOS+DIZEM+ANALISTAS.html
Voto só será permitido para candidatos a presidente; TSE vai regulamentar.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
Aprovado dentro da reforma eleitoral e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o voto em trânsito entrará em vigor nas eleições deste ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ainda precisa ser regulamentado.
O TSE tem até o dia 5 de março para definir as regras e dizer como, na prática, o eleitor poderá votar fora de sua seção eleitoral.
O G1 ouviu advogados especialistas em direito eleitoral para saber as principais questões que deverão ser esclarecidas pela Justiça Eleitoral. Segundo eles, a implantação desse novo sistema irá impor alguns desafios.
Por enquanto, o que se sabe é que o voto em trânsito será permitido apenas para candidatos a presidente da República e implantado apenas em capitais, em urnas especiais, segundo definição da lei 12.034/2009.
População 'em trânsito'
O volume de eleitores faltosos e de justificativas das últimas eleições presidenciais dá uma ideia da “população em trânsito” de eleitores que o TSE terá que administrar.
Em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito, quase 23 milhões de eleitores faltaram no primeiro turno. Dentre esses, 6 milhões foram até uma seção eleitoral da cidade onde se encontravam para justificar a ausência.
Em 2002, eleição que elegeria Lula (PT) como presidente pela primeira vez, o número de faltosos foi de 20,4 milhões no primeiro turno. Desse total, 5,7 milhões justificaram.
Já nas últimas eleições para o Palácio do Planalto, em 2006, cerca de 8 milhões de eleitores estiveram ausentes das cidades onde votam e fizeram justificativas no primeiro turno.
Desafios
Não é possível saber se esses números se repetirão na próxima eleição, nem prever que se traduzirão em votos em trânsito, mas as justificativas mostram uma nova massa de eleitores em potencial que deverão merecer a atenção dos candidatos.
Para os especialistas, o voto em trânsito implicará numa parcela expressiva de eleitores, mas não deverá decidir a disputa. “Não é o voto em trânsito que vai fazer um candidato a presidente ganhar ou perder a eleição”, opina o advogado Alexandre Rollo.
Segundo ele, um dos desafios da Justiça será controlar a votação de eleitores em trânsito para evitar fraudes, por exemplo, uma pessoa votando mais de uma vez. Atualmente, cada eleitor só vota na seção onde é lotado, onde há uma lista com todos os eleitores daquela sessão.
Para exemplificar, Rollo cita um caso hipotético de um eleitor com título da cidade de São Paulo, mas que estará em Manaus no dia das eleições.
“Se eu vou votar em Manaus, não vou ter meu nome na relação de eleitores. Ficaria difícil em princípio para Justiça Eleitoral controlar se eu sou mesmo eleitor, se estou apto a votar. Como o TSE resolveria essa questão: colocando tudo informatizado, de forma que, ao votar em Manaus, o mesário vai ter que jogar meu nome na internet e ver se estou apto ou não.”
Segurança
O advogado Everson Tobaruela diz que o voto em trânsito vai dificultar a fiscalização das eleições por parte dos partidos políticos e candidatos e discorda de um “cadastro nacional”.
“Tudo que você cria eletronicamente, possibilita fraude. Me parece quase impossível um sistema desse com a rapidez que seria necessária. Estamos falando de um volume de oito milhões [de eleitores]. Um milhão de pessoas tentando pagar o IPVA parou o sistema, e metade não conseguiu fazer. Agora calcula um sistema correndo o Brasil todo, todos os locais de votação, todas as urnas eleitorais? Estamos falando de 130 milhões de eleitores”, argumenta.
O ex-ministro do TSE Walter Costa Porto também teme pela segurança da votação. “A urna eletrônica é uma ilha, não tem comunicação. Há uma garantia de que aquele voto se exerce só naquele local, só naquela urna eletrônica”, aponta.
Já o presidente da Comissão de Direito Político e Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Sílvio Salata, confia em uma solução eficaz.
“A Justiça Eleitoral brasileira está muito bem preparada, é uma das melhores do mundo. O aparelhamento é muito grande para acertar essa questão do voto em trânsito. Penso que, em nível tecnológico, será bem evoluída essa situação.”
'Comunicação antecipada'
Para Everson Tobaruela, uma saída seria que os eleitores que pretendessem viajar nas eleições e quisessem votar comunicassem a Justiça com antecendência.
“Na minha opinião, é praticamente impossível que se adote o voto em trânsito de forma diversa que não seja com a comunicação antecipada à Justiça Eleitoral de forma que ela tenha tempo de organizar o bloqueio no local de votação e a informação em uma determinada urna naquele local onde o eleitor pretenda votar.”
Outras questões colocadas pelo voto em trânsito são a necessidade de justificativa e a obrigatoriedade do voto em trânsito para quem estiver numa capital. De forma geral, os especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que o voto em trânsito já servirá como justificativa para a ausência de voto para governadores, senadores e deputados.
Além disso, eles também esperam que o eleitor não seja obrigado a votar em trânsito. Ou seja: quem estiver numa capital, poderá escolher ir até uma seção especial de voto em trânsito para votar, se realmente assim for feito, ou ir a uma seção “normal” para justificar a ausência em seu local de votação original.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1449361-5601,00-NOVIDADE+DAS+ELEICOES+VOTO+EM+TRANSITO+IMPOE+DESAFIOS+DIZEM+ANALISTAS.html
15 de dez. de 2009
Para Sarney, Lula não teve intenção de interferir no PMDB ao sugerir lista tríplice
Lula defendeu que partido sugira três nomes para Dilma escolher vice.
Presidente do Senado diz que trabalha pelo nome de Michel Temer.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou nesta terça-feira (15) a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na última quinta (10), sugeriu que o PMDB apresentasse uma lista com três nomes para a vaga de vice em uma eventual chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República nas eleições de 2010.
“O presidente Lula não teve a intenção nenhuma de interferir dentro do PMDB, até mesmo porque ele sabe que o PMDB é um partido que tem sua própria norma e maneira de ser e sabe que nós vamos escolher o nosso candidato a vice-presidente dentro do partido dentro do acordo que estamos construindo com o PT”, disse Sarney em entrevista, após reunião do Pacto Republicano, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sarney não escondeu sua preferência pelo nome do presidente da Câmara, Michel Temer, para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Dilma. Temer também é preside o PMDB, mas está licenciado da função.
“Dentro do partido, evidentemente o nome que nós temos e que é o nosso grande nome é o do presidente do partido [Michel Temer]. Todos nós vamos daqui pela frente fazer com que essa aliança seja feita em torno de dele”, garantiu Sarney.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1415820-5601,00-PARA+SARNEY+LULA+NAO+TEVE+INTENCAO+DE+INTERFERIR+NO+PMDB+AO+SUGERIR+LISTA+T.html
Presidente do Senado diz que trabalha pelo nome de Michel Temer.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou nesta terça-feira (15) a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na última quinta (10), sugeriu que o PMDB apresentasse uma lista com três nomes para a vaga de vice em uma eventual chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República nas eleições de 2010.
“O presidente Lula não teve a intenção nenhuma de interferir dentro do PMDB, até mesmo porque ele sabe que o PMDB é um partido que tem sua própria norma e maneira de ser e sabe que nós vamos escolher o nosso candidato a vice-presidente dentro do partido dentro do acordo que estamos construindo com o PT”, disse Sarney em entrevista, após reunião do Pacto Republicano, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sarney não escondeu sua preferência pelo nome do presidente da Câmara, Michel Temer, para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Dilma. Temer também é preside o PMDB, mas está licenciado da função.
“Dentro do partido, evidentemente o nome que nós temos e que é o nosso grande nome é o do presidente do partido [Michel Temer]. Todos nós vamos daqui pela frente fazer com que essa aliança seja feita em torno de dele”, garantiu Sarney.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1415820-5601,00-PARA+SARNEY+LULA+NAO+TEVE+INTENCAO+DE+INTERFERIR+NO+PMDB+AO+SUGERIR+LISTA+T.html
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