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25 de nov. de 2009

Psol capixaba rejeita aliança com Marina Silva, do PV, em 2010

seculodiario - Renata Oliveira

A presidente do Psol/ES e candidata ao governo do Estado, Brice Bragato, considera preocupante a forma como vem sendo tratada a aproximação entre o Psol e o PV em nível nacional. Para ela, a idéia de aliança vem sendo divulgada como consolidada, enquanto há muita resistência nas bases sobre o assunto.

Nessa terça-feira (24), a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV-AC) e a ex-senadora Heloísa Helena (Psol-AL) se reuniram em Brasília para discutir uma possível parceria em 2010. Brice alerta, porém, que até o momento o que existe é a criação de uma comissão executiva para ouvir a candidata do PV sobre alguns pontos.

Mesmo com a declaração de Heloísa Helena de que prefere disputar o Senado, Brice defende um palanque presidencial próprio do Psol. “Sem dúvida Heloísa Helena é o melhor nome para disputa presidencial, mas ela está visando à possibilidade de conseguir um mandato, que é mais viável com a disputa ao Senado. Mas o partido tem nomes que podem ser trabalhados. O que não é viável é substituir pelo nome da Marina Silva. Há muita divergência dentro do partido sobre isso”, explicou.

Independentemente da decisão dos partidos em nível nacional, Brice garante que isso não vai implicar em mudanças na conjuntura estadual. “No Espírito Santo, PV e Psol estão campos políticos opostos, o PV é governista e o Psol é oposição ao governador Paulo Hartung. Por isso não há como haver composição”, afirmou.

Mesmo com a grande maioria dos partidos apoiando o projeto governista, a candidata do Psol não acredita que o partido ficará isolado. “Não vamos ficar isolados, teremos poucos apoios, mas há partidos que vão se afinar com os interesses do Psol. A ideia é fazer uma proposta votada para os anseios da população, a defesa dos quilombolas, índios, a população que está esperando atendimento na fila do São Lucas, e o governo não mostra. Não vamos atender aos interesses das grandes empresas”, argumentou.

O PV não terá candidato ao governo do Estado. O maior expoente do partido é o presidente do Bandes, Guerino Balestrassi, que vai disputar uma vaga ao Senado para compor uma parceria com o governador Paulo Hartung. “Uma aliança com o PV só seria possível se eles mudassem a postura deles, deixando o grupo do governador Paulo Hartung”, define Brice.

http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=4512

18 de nov. de 2009

PSB capixaba não cogita da saída

seculodiario.com | Renata Oliveira

A declaração do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), de que abandonaria o projeto de disputar a presidência da República em favor do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG) – se este fosse o candidato tucano à sucessão de Lula – mexeu com o mercado político nacional. No Espírito Santo, porém, o senador Renato Casagrande (PSB) tratou de acalmar os interlocutores.

O socialista, que vem evitando falar sobre eleição 2010, disse no Twitter que as conversas entre Ciro Gomes e Aécio Neves abriram uma nova perspectiva no debate eleitoral do próximo ano. Mas que, pelo menos no Espírito Santo, o PSB não cogita de outra possibilidade. “Não há nenhum debate que não seja no sentido da candidatura de Ciro à presidência da República”, disse o senador.

Ciro e Aécio se reuniram nessa terça-feira (17) em Minas para um almoço. Os dois discutiram a possibilidade de uma parceria em 2010. O encontro não agradou aos tucanos paulistas, que apoiam à candidatura do governador José Serra (PSDB-SP), e nem aos socialistas capixabas, que contam com a candidatura de Ciro Gomes para a presidência, o que tornaria obrigatório o palanque socialista no Estado.

Mas interlocutores garantem que o projeto de Casagrande não é dependente de Ciro Gomes. Caso o deputado federal não dispute a eleição, o senador, que tem bom trânsito com o governo federal, poderia erguer um segundo palanque para Dilma Rousseff, do PT, no Estado.

Seja com palanque próprio ou no palanque de Dilma Rousseff, o governo do Estado quer impedir a entrada do socialista na disputa. A visibilidade do senador garantiria a ele uma boa margem de votos, levando o pleito para o segundo turno. O governo quer garantir a vitória de Ricardo Ferraço (PMDB) na primeira etapa da eleição.

Enquanto o partido não se define em nível nacional, a direção regional dá sequência ao projeto político do partido para 2010. O partido busca apoios de outras siglas para agregar força à candidatura, além de formar uma chapa proporcional forte para dar sustentação ao palanque.

http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=4462

10 de nov. de 2009

Candidatos do PT pedem empenho na campanha de Dilma no Estado

seculodiario.com - Renata Oliveira

O presidente do PT estadual, Givaldo Vieira, se reuniu nessa segunda-feira (9) com prefeitos e candidatos petistas na eleição 2010. A tônica do encontro foi a eleição proporcional e a repercussão da pesquisa da Enquet, publicada no sábado (7), em “A Tribuna”, que mostrou uma queda do desempenho da candidata do presidente Lula à sucessão, Dilma Rousseff.

Alguns dos candidatos presentes à reunião reclamaram da falta de empenho do partido para fortalecer a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Espírito Santo. Enquanto a candidatura da ministra vem crescendo em todo o País, no Estado ela está em queda. Para tentar reverter a situação, a Executiva Estadual do PT criou um Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) pra movimentar a campanha de Dilma.

A crítica dos petistas é de que a direção do partido esqueceu-se da candidatura presidencial, prioridade do partido, e vem se dedicando exclusivamente à campanha do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB). O partido vive hoje uma crise por conta do apoio ao vice-governador.

O PT definiu em junho o apoio ao peemedebista, mas, insatisfeitos com a definição, membros do partido recorreram à Executiva Nacional para reverter a resolução e conseguiram. Hoje o partido discute internamente as eleições 2010. Mas muitas lideranças políticas acreditam que a antecipação da direção do PT fechou o espaço de discussão com outros partidos.

Segundo a pesquisa da Enquet, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), lidera a corrida presidencial no Espírito Santo, com 43,7%, seguido do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), com 15,3%. Dilma Rousseff vem em terceiro lugar com 13,8%.


Proporcionais

Outro tema que gerou bastante discussão na reunião do PT foi a eleição proporcional. No campo de apoio ao PMDB, os candidatos do partido sabem que não terão condições de se encaixar. Sem ter como se movimentar e relegados a uma aliança com o PMDB, o partido pode perder os espaços que têm hoje.

O caminho para o PT será disputar a eleição sozinho, o que não permite que venha a ampliar sua representação, seja em nível federal ou estadual. Na eleição para a Câmara dos Deputados, o partido, caso não se coligue com o PMDB, poderá reeleger a deputada federal Iriny Lopes. Coligado com o PMDB, vai ajudar a eleger a deputada peemedebista Rose de Freitas e perder a representação na bancada federal, já que não teria sobra suficiente para fazer mais um deputado.

Na disputa para a Assembléia, o deputado Cláudio Vereza, que também disputa a reeleição, foi um dos que rejeitaram a parceria com o PMDB. A chapa do partido na eleição proporcional está saturada e, ao lado dos peemedebistas, o PT não conseguiria garantir a reeleição de seus dois deputados.

O ideal para o partido seria a coligação como grupo formado por PR, PRTB, PMN, PP e PSC. Mas o grupo não quer o PT. O PSB pode estar em um campo diferente e ficar isolado, e o PDT não interessa por conta da força da chapa. Por isso, a tendência é de que o PT fique isolado em 2010.

http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=4399