colaboração para a Folha Online
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), informou nesta segunda-feira que sairá do cargo amanhã para ser candidato ao governo do Paraná. Dois dias depois, é a vez do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), deixar o cargo para disputar o Senado.
Na metade do seu segundo mandato, Richa irá transmitir o cargo ao vice Luciano Ducci (PSB), que ficará na Prefeitura de Curitiba até o final de 2012. Na posse de Ducci também haverá a troca de oito secretários municipais que disputarão as eleições deste ano. Richa comunicou sua renúncia durante o balanço de seu governo feito no dia de aniversário de 317 anos da cidade.
Já Requião informou sua saída por carta enviada à Assembleia Legislativa. Com uma página, a carta informa que o governador está se afastando por causa da Lei Eleitoral, que determina 3 de abril como prazo de descompatibilização para que irá disputar as eleições.
No lugar do governador, irá assumir o vice Orlando Pessuti (PMDB), que é pré-candidato ao governo do Estado. A lei permite que os candidatos à reeleição participem da disputa no cargo.
Nesta segunda-feira, a Assembleia Legislativa aprovou o aumento do salário mínimo regional que passará de R$ 605,52 a R$ 663,00, a partir de maio. O aumento precisa ser sancionado pelo governador.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u713733.shtml
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30 de mar. de 2010
9 de fev. de 2010
Requião diz que mantém candidatura e critica PMDB
Para governador do Paraná, convenção que reconduziu Temer à presidência da legenda, foi um 'golpe'
Evandro Fadel - Agencia Estado
CURITIBA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), afirmou que manterá a pré-candidatura à Presidência da República, apesar de a direção nacional do partido já estar em conversas para confirmar a aliança com o PT. "Mais do que nunca há necessidade de um candidato progressista e popular dentro do PMDB", reagiu Requião, em entrevista hoje, em Curitiba. Para ele, a convenção de sábado, que reconduziu o deputado federal Michel Temer à presidência da legenda, foi um "golpe", por encurtar prazos e não dar tempo de se inscreverem chapas.
"Eu não diria nem (chapa) de oposição, mas agora mostraram as garras designando o Meirelles (Henrique, presidente do Banco Central) para fazer um programa para o PMDB", criticou o governador. "O PMDB é o partido das classes populares, o Meirelles representa o capital vadio, os banqueiros, o capital que não produz nada, a especulação das bolsas, o lucro fantástico dos bancos, e isso nos estimula ainda mais, mexe com nossa adrenalina e nos chama à responsabilidade de participar da convenção com um programa nacionalista e popular em contraponto a esta corrupção do PMDB, corrupção de seus princípios básicos."
Requião disse que após o carnaval organizará a programação para percorrer os Estados. "A base do PMDB quer candidato próprio, quer candidato popular", garantiu. Pouco antes da entrevista, ele tinha mostrado insatisfação com o partido na Escola de Governo, reunião semanal com os assessores diretos, transmitida pela televisão estatal.
"O Temer está falando em coligação a partir de um plano de governo redigido pelo Meirelles, que é representante da Associação Brasileira de Bancos Internacionais. É por isso que eu me preocupo com o encaminhamento da arrecadação do Estado do Paraná e da continuidade, validade e permanência das medidas tributárias que tomamos", afirmou.
De acordo com ele, Meirelles deixou o PSDB, pelo qual foi eleito deputado federal por Goiás, para entrar no PMDB, "por indicativo do presidente da República". E, agora, o presidente do Banco Central é encarregado de elaborar o plano que será levado para a aliança. "O que demonstra que a aliança, que parecia circunstancial, uma necessidade política de momento, acabou se consolidando", criticou. "Para mim, como cidadão e governador, é de paladar muito amargo e de digestão muito difícil a aliança que estamos vendo no Brasil nesta antecipação do processo eleitoral." Requião lamentou que o "velho PMDB de guerra" estaria "alugado pelo capital internacional". "Mas eu espero que mais à frente a gente consiga resolver esse problema", destacou.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-diz-que-mantem-candidatura-e-critica-pmdb,508691,0.htm
Evandro Fadel - Agencia Estado
CURITIBA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), afirmou que manterá a pré-candidatura à Presidência da República, apesar de a direção nacional do partido já estar em conversas para confirmar a aliança com o PT. "Mais do que nunca há necessidade de um candidato progressista e popular dentro do PMDB", reagiu Requião, em entrevista hoje, em Curitiba. Para ele, a convenção de sábado, que reconduziu o deputado federal Michel Temer à presidência da legenda, foi um "golpe", por encurtar prazos e não dar tempo de se inscreverem chapas.
"Eu não diria nem (chapa) de oposição, mas agora mostraram as garras designando o Meirelles (Henrique, presidente do Banco Central) para fazer um programa para o PMDB", criticou o governador. "O PMDB é o partido das classes populares, o Meirelles representa o capital vadio, os banqueiros, o capital que não produz nada, a especulação das bolsas, o lucro fantástico dos bancos, e isso nos estimula ainda mais, mexe com nossa adrenalina e nos chama à responsabilidade de participar da convenção com um programa nacionalista e popular em contraponto a esta corrupção do PMDB, corrupção de seus princípios básicos."
Requião disse que após o carnaval organizará a programação para percorrer os Estados. "A base do PMDB quer candidato próprio, quer candidato popular", garantiu. Pouco antes da entrevista, ele tinha mostrado insatisfação com o partido na Escola de Governo, reunião semanal com os assessores diretos, transmitida pela televisão estatal.
"O Temer está falando em coligação a partir de um plano de governo redigido pelo Meirelles, que é representante da Associação Brasileira de Bancos Internacionais. É por isso que eu me preocupo com o encaminhamento da arrecadação do Estado do Paraná e da continuidade, validade e permanência das medidas tributárias que tomamos", afirmou.
De acordo com ele, Meirelles deixou o PSDB, pelo qual foi eleito deputado federal por Goiás, para entrar no PMDB, "por indicativo do presidente da República". E, agora, o presidente do Banco Central é encarregado de elaborar o plano que será levado para a aliança. "O que demonstra que a aliança, que parecia circunstancial, uma necessidade política de momento, acabou se consolidando", criticou. "Para mim, como cidadão e governador, é de paladar muito amargo e de digestão muito difícil a aliança que estamos vendo no Brasil nesta antecipação do processo eleitoral." Requião lamentou que o "velho PMDB de guerra" estaria "alugado pelo capital internacional". "Mas eu espero que mais à frente a gente consiga resolver esse problema", destacou.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-diz-que-mantem-candidatura-e-critica-pmdb,508691,0.htm
11 de dez. de 2009
PMDB de SP declara apoio à candidatura de Requião para a Presidência
da Folha Online
A Executiva Estadual do PMDB de São Paulo declarou hoje apoio à candidatura do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para a Presidência da República. Com isso, o PMDB-SP rompe com o grupo do partido que defende uma aliança com o PT.
A Executiva Nacional do partido já fechou um pré-acordo com o PT em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Presidido pelo ex-governador Orestes Quércia, o PMDB-SP nunca foi favorável à aliança em favor de Dilma. Inicialmente, o grupo de Quércia defendia um entendimento com o PSDB, do governador paulista José Serra.
Como o PSDB demora para decidir o nome do candidato à Presidência, o grupo o PMDB-SP se aproximou de Requião.
Leia abaixo a íntegra da nota do PMDB-SP:
"Em reunião nesta sexta-feira (11.12) decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura do governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, para concorrer à Presidência da da República nas eleições de 2010.
Essa posição deverá ser externada ao senhor Requião no próximo domingo, quando deverá participar da Convenção Estadual do PMDB paulista.
Por outro lado, confirmada a candidatura própria em âmbito nacional, o PMDB de São Paulo também se empenhará para viabilizar uma candidatura do partido ao governo do Estado de São Paulo."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u665312.shtml
A Executiva Estadual do PMDB de São Paulo declarou hoje apoio à candidatura do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para a Presidência da República. Com isso, o PMDB-SP rompe com o grupo do partido que defende uma aliança com o PT.
A Executiva Nacional do partido já fechou um pré-acordo com o PT em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Presidido pelo ex-governador Orestes Quércia, o PMDB-SP nunca foi favorável à aliança em favor de Dilma. Inicialmente, o grupo de Quércia defendia um entendimento com o PSDB, do governador paulista José Serra.
Como o PSDB demora para decidir o nome do candidato à Presidência, o grupo o PMDB-SP se aproximou de Requião.
Leia abaixo a íntegra da nota do PMDB-SP:
"Em reunião nesta sexta-feira (11.12) decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura do governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, para concorrer à Presidência da da República nas eleições de 2010.
Essa posição deverá ser externada ao senhor Requião no próximo domingo, quando deverá participar da Convenção Estadual do PMDB paulista.
Por outro lado, confirmada a candidatura própria em âmbito nacional, o PMDB de São Paulo também se empenhará para viabilizar uma candidatura do partido ao governo do Estado de São Paulo."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u665312.shtml
2 de dez. de 2009
1 de dez. de 2009
Quércia pode abrir mão de apoio a tucano por Requião
GUSTAVO URIBE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente do PMDB em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia, assegurou hoje que o diretório estadual da legenda pode abrir mão do apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República caso o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), entre na disputa. Em carta enviada esta tarde ao governador paranaense, Quércia manifestou apoio à pré-candidatura de Requião à sucessão no Palácio do Planalto em 2010, anunciada no início da tarde de hoje, e garantiu ao correligionário que o PMDB-SP estará ao seu lado caso ele viabilize o lançamento de seu nome à corrida eleitoral. "Sempre foi claro que, se houver uma candidatura para somar o PMDB, como é a sua, nosso apoio será inarredável", ressaltou o presidente estadual.
O ex-governador lembrou ainda que, diferente do PMDB nacional, o diretório estadual da legenda refuta uma aliança com o PT encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Embora acredite que os prováveis candidatos tucanos à Presidência da República, José Serra e Aécio Neves, são "os que mais consultam aos interesses da nação", Quércia reiterou que ficará ao lado de Requião. "Com a consagração de seu nome (Requião), procurarei o Serra e o Aécio para dizer que, como sempre, ficarei com o PMDB", considerou.
Às turras com o PMDB nacional desde o pré-acordo com o PT em torno da eventual candidatura de Dilma, Quércia defende abertamente uma aliança com o PSDB em São Paulo, posição que deve ser respeitada pela cúpula peemedebista. Como moeda de troca pelo apoio estadual, os tucanos já garantiram ao ex-governador uma das vagas ao Senado na coligação eleitoral encabeçada pelo PSDB em São Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,quercia-pode-abrir-mao-de-apoio-a-tucano-por-requiao,475168,0.htm
SÃO PAULO - O presidente do PMDB em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia, assegurou hoje que o diretório estadual da legenda pode abrir mão do apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República caso o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), entre na disputa. Em carta enviada esta tarde ao governador paranaense, Quércia manifestou apoio à pré-candidatura de Requião à sucessão no Palácio do Planalto em 2010, anunciada no início da tarde de hoje, e garantiu ao correligionário que o PMDB-SP estará ao seu lado caso ele viabilize o lançamento de seu nome à corrida eleitoral. "Sempre foi claro que, se houver uma candidatura para somar o PMDB, como é a sua, nosso apoio será inarredável", ressaltou o presidente estadual.
O ex-governador lembrou ainda que, diferente do PMDB nacional, o diretório estadual da legenda refuta uma aliança com o PT encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Embora acredite que os prováveis candidatos tucanos à Presidência da República, José Serra e Aécio Neves, são "os que mais consultam aos interesses da nação", Quércia reiterou que ficará ao lado de Requião. "Com a consagração de seu nome (Requião), procurarei o Serra e o Aécio para dizer que, como sempre, ficarei com o PMDB", considerou.
Às turras com o PMDB nacional desde o pré-acordo com o PT em torno da eventual candidatura de Dilma, Quércia defende abertamente uma aliança com o PSDB em São Paulo, posição que deve ser respeitada pela cúpula peemedebista. Como moeda de troca pelo apoio estadual, os tucanos já garantiram ao ex-governador uma das vagas ao Senado na coligação eleitoral encabeçada pelo PSDB em São Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,quercia-pode-abrir-mao-de-apoio-a-tucano-por-requiao,475168,0.htm
Requião lança pré-candidatura à Presidência pelo PMDB
ROSA COSTA - Agencia Estado
BRASÍLIA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), lançou hoje sua pré-candidatura à Presidência da República, apoiado pelo presidente de honra do partido, ex-deputado Paes de Andrade, e pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). O nome de Requião tem apoio de 15 diretórios do partido.
O anúncio da pré-candidatura foi feito no Senado, na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Requião afirmou que, até junho, na comissão que definirá a posição do partido em relação às eleições de 2010, não desistirá de sua candidatura. "Não compro, não vendo e não negocio posição política", afirmou o governador.
Requião elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "intelectual orgânico das classes populares". Mas fez uma ressalva: "Isso, no começo do seu governo, antes das circunstâncias que fizeram com que o Banco Central e a política econômica fossem dominados pelo capital internacional."
O pré-candidato elogiou o governador de São Paulo, José Serra, um dos presidenciáveis do PSDB, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, preferida do presidente Lula para concorrer à sua sucessão. Serra e Dilma, segundo Requião, têm experiência administrativa, mas isso não seria motivo suficiente para ele desistir de sua tese de que a unidade do PMDB só será alcançada com uma candidatura presidencial própria.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-lanca-pre-candidatura-a-presidencia-pelo-pmdb,475094,0.htm
BRASÍLIA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), lançou hoje sua pré-candidatura à Presidência da República, apoiado pelo presidente de honra do partido, ex-deputado Paes de Andrade, e pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). O nome de Requião tem apoio de 15 diretórios do partido.
O anúncio da pré-candidatura foi feito no Senado, na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Requião afirmou que, até junho, na comissão que definirá a posição do partido em relação às eleições de 2010, não desistirá de sua candidatura. "Não compro, não vendo e não negocio posição política", afirmou o governador.
Requião elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de "intelectual orgânico das classes populares". Mas fez uma ressalva: "Isso, no começo do seu governo, antes das circunstâncias que fizeram com que o Banco Central e a política econômica fossem dominados pelo capital internacional."
O pré-candidato elogiou o governador de São Paulo, José Serra, um dos presidenciáveis do PSDB, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, preferida do presidente Lula para concorrer à sua sucessão. Serra e Dilma, segundo Requião, têm experiência administrativa, mas isso não seria motivo suficiente para ele desistir de sua tese de que a unidade do PMDB só será alcançada com uma candidatura presidencial própria.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-lanca-pre-candidatura-a-presidencia-pelo-pmdb,475094,0.htm
29 de nov. de 2009
Requião tenta viabilizar candidatura à Presidência pelo PMDB
Terra
A ala do PMDB favorável à candidatura própria do partido à Presidência da República em 2010 não desanima com a pouca recepção da iniciativa entre os parlamentares da legenda e prepara um ato público no Senado, na próxima terça-feira, para lançar o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para a disputa ao Palácio do Planalto.
Na tentativa de mostrar à cúpula que parte da legenda defende a candidatura própria, o grupo pró-Requião pretende exigir a realização de convenção nacional do PMDB no início de 2010 para decidir os rumos do partidos na corrida presidencial dentro das fileiras peemedebistas.
O comando do PMDB firmou um pré-acordo com o PT para que o partido apoie a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O grupo de Requião, porém, tenta conquistar apoio dentro da legenda para forçar o PMDB a lançar candidatura própria - embora reconheça que, por enquanto, o grupo governista tem maioria ampla dentro do partido.
"Esse grupo ficou oito anos no poder no governo Fernando Henrique Cardoso e está há oito anos no poder com o Lula. Se depender deles, querem ficar mais oito anos no poder", afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
O grupo favorável à candidatura própria fez um ato, na semana passada, para apresentar informalmente o nome de Requião. Segundo Simon, a iniciativa teve o apoio de 14 Estados favoráveis à candidatura própria e a tese de lançar um nome do PMDB na disputa teve o respaldo de 24 congressos estaduais do partido.
"A acusação dentro do PMDB era que ninguém se apresentava como candidato. Agora, temos um nome", afirmou Simon. "Espero ver o Requião aparecer nas pesquisas de intenção de voto. Ele não será um candidato antiLula, mas é importante o partido concorrer."
Atualmente, o PMDB é dividido em três grupos. O primeiro, maioria dentro do partido, é favorável à aliança com Dilma e é liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP).
O segundo, que tem à frente o ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), defende a aliança com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Requião pretende, agora, consolidar uma terceira ala dentro da legenda em torno da defesa da candidatura própria.
O grupo pró-Serra, por sua vez, aposta na queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados. O PT e o PMDB enfrentam dificuldades para selar a aliança em algumas localidade, como na Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração Nacional) quer disputar o governo contra o petista Jaques Wagner, atual governador.
O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista em qualquer instância formal da legenda. Já o grupo favorável à candidatura própria espera que, com a disposição de Requião de disputar o Palácio do Planalto, setores do partido sejam sensibilizados pela oportunidade de ter um correligionário disputando o cargo político mais cobiçado do País.
Diante de problemas estaduais para a consolidação da aliança, PMDB e PT criaram uma comissão integrada por dez petistas e dez peemedebistas para discutir, em encontros periódicos, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4126747-EI7896,00-Requiao+tenta+viabilizar+candidatura+a+Presidencia+pelo+PMDB.html
A ala do PMDB favorável à candidatura própria do partido à Presidência da República em 2010 não desanima com a pouca recepção da iniciativa entre os parlamentares da legenda e prepara um ato público no Senado, na próxima terça-feira, para lançar o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), para a disputa ao Palácio do Planalto.
Na tentativa de mostrar à cúpula que parte da legenda defende a candidatura própria, o grupo pró-Requião pretende exigir a realização de convenção nacional do PMDB no início de 2010 para decidir os rumos do partidos na corrida presidencial dentro das fileiras peemedebistas.
O comando do PMDB firmou um pré-acordo com o PT para que o partido apoie a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O grupo de Requião, porém, tenta conquistar apoio dentro da legenda para forçar o PMDB a lançar candidatura própria - embora reconheça que, por enquanto, o grupo governista tem maioria ampla dentro do partido.
"Esse grupo ficou oito anos no poder no governo Fernando Henrique Cardoso e está há oito anos no poder com o Lula. Se depender deles, querem ficar mais oito anos no poder", afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
O grupo favorável à candidatura própria fez um ato, na semana passada, para apresentar informalmente o nome de Requião. Segundo Simon, a iniciativa teve o apoio de 14 Estados favoráveis à candidatura própria e a tese de lançar um nome do PMDB na disputa teve o respaldo de 24 congressos estaduais do partido.
"A acusação dentro do PMDB era que ninguém se apresentava como candidato. Agora, temos um nome", afirmou Simon. "Espero ver o Requião aparecer nas pesquisas de intenção de voto. Ele não será um candidato antiLula, mas é importante o partido concorrer."
Atualmente, o PMDB é dividido em três grupos. O primeiro, maioria dentro do partido, é favorável à aliança com Dilma e é liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP).
O segundo, que tem à frente o ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), defende a aliança com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Requião pretende, agora, consolidar uma terceira ala dentro da legenda em torno da defesa da candidatura própria.
O grupo pró-Serra, por sua vez, aposta na queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados. O PT e o PMDB enfrentam dificuldades para selar a aliança em algumas localidade, como na Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração Nacional) quer disputar o governo contra o petista Jaques Wagner, atual governador.
O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista em qualquer instância formal da legenda. Já o grupo favorável à candidatura própria espera que, com a disposição de Requião de disputar o Palácio do Planalto, setores do partido sejam sensibilizados pela oportunidade de ter um correligionário disputando o cargo político mais cobiçado do País.
Diante de problemas estaduais para a consolidação da aliança, PMDB e PT criaram uma comissão integrada por dez petistas e dez peemedebistas para discutir, em encontros periódicos, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4126747-EI7896,00-Requiao+tenta+viabilizar+candidatura+a+Presidencia+pelo+PMDB.html
27 de nov. de 2009
Grupo do PMDB lança candidatura de Requião à Presidência na terça-feira
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ala do PMDB favorável à candidatura própria do partido à Presidência da República em 2010 realiza um ato público no Senado na próxima terça-feira para lançar o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), na disputa ao Palácio do Planalto. Na tentativa de mostrar à cúpula do partido que parte da legenda defende a candidatura própria, o grupo pró-Requião vai pedir a realização de convenção nacional do PMDB no início de 2010 para decidir os rumos do partidos na corrida presidencial.
O comando do PMDB já firmou um pré-acordo com o PT para que o partido apoie a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O grupo de Requião, porém, espera conquistar apoio dentro da legenda para forçar o PMDB a lançar candidatura própria --embora reconheça que o grupo governista tem maioria dentro do partido.
"Esse grupo ficou oito anos no poder no governo Fernando Henrique Cardoso e está há oito anos no poder com o Lula. Se depender deles, querem ficar mais oito anos no poder. Mas o grupo não tem condições de impedir a realização de convenção para a escolha do candidato", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Na semana passada, o grupo favorável à candidatura própria fez um ato para apresentar informalmente o nome de Requião na disputa. Simon disse que o ato teve o apoio de 14 Estados favoráveis à candidatura própria e que a tese de lançar um nome do PMDB na disputa teve o respaldo de 24 congressos estaduais do partido
"A acusação dentro do PMDB era que ninguém se apresentava como candidato. Agora, temos um nome. Espero ver o Requião aparecer nas pesquisas de intenção de voto. Ele não será um candidato anti-Lula, mas é importante o partido concorrer", afirmou Simon.
No pré-acordo firmado pela cúpula do PMDB com o PT, ficou acertado que o partido vai indicar o vice-presidente na chapa de Dilma. Apesar de alguns peemedebistas discordarem da aliança, o presidente licenciado da legenda, Michel Temer (PMDB-SP), dá como certo o embarque na candidatura petista --e tem o nome cotado para a vice.
Atualmente, o PMDB é dividido em três grupos. O primeiro é favorável à aliança com Dilma, liderado por Temer. O segundo, que tem à frente o ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), defende a aliança com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), numa ruptura direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda existe a terceira ala da legenda que defende a candidatura própria.
O grupo pró-Serra aposta na queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados. O PT e o PMDB enfrentam problemas em algumas localidades para selar a aliança --como na Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração Nacional) quer disputar o governo contra o petista Jaques Wagner, atual governador.
O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista. Temer é cotado para disputar a vice-presidência na chapa da ministra.
Já o grupo favorável à candidatura própria espera que, com a disposição de Requião de disputar o Palácio do Planalto, o partido caminhe para ampliar as discussões sobre a possibilidade de ter um peemedebista na corrida presidencial.
Impasses
Diante de problemas estaduais para a consolidação da aliança, PMDB e PT criaram uma comissão integrada por dez petistas e dez peemedebistas para discutir, em vários encontros, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.
A comissão, no entanto, é formada apenas por peemedebistas que apoiam a candidatura de Dilma. O grupo pró-Serra acabou isolado dentro da legenda, tentando nos bastidores minar o pré-acordo firmado entre o PT e o PMDB.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u658473.shtml
da Folha Online, em Brasília
A ala do PMDB favorável à candidatura própria do partido à Presidência da República em 2010 realiza um ato público no Senado na próxima terça-feira para lançar o nome do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), na disputa ao Palácio do Planalto. Na tentativa de mostrar à cúpula do partido que parte da legenda defende a candidatura própria, o grupo pró-Requião vai pedir a realização de convenção nacional do PMDB no início de 2010 para decidir os rumos do partidos na corrida presidencial.
O comando do PMDB já firmou um pré-acordo com o PT para que o partido apoie a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O grupo de Requião, porém, espera conquistar apoio dentro da legenda para forçar o PMDB a lançar candidatura própria --embora reconheça que o grupo governista tem maioria dentro do partido.
"Esse grupo ficou oito anos no poder no governo Fernando Henrique Cardoso e está há oito anos no poder com o Lula. Se depender deles, querem ficar mais oito anos no poder. Mas o grupo não tem condições de impedir a realização de convenção para a escolha do candidato", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Na semana passada, o grupo favorável à candidatura própria fez um ato para apresentar informalmente o nome de Requião na disputa. Simon disse que o ato teve o apoio de 14 Estados favoráveis à candidatura própria e que a tese de lançar um nome do PMDB na disputa teve o respaldo de 24 congressos estaduais do partido
"A acusação dentro do PMDB era que ninguém se apresentava como candidato. Agora, temos um nome. Espero ver o Requião aparecer nas pesquisas de intenção de voto. Ele não será um candidato anti-Lula, mas é importante o partido concorrer", afirmou Simon.
No pré-acordo firmado pela cúpula do PMDB com o PT, ficou acertado que o partido vai indicar o vice-presidente na chapa de Dilma. Apesar de alguns peemedebistas discordarem da aliança, o presidente licenciado da legenda, Michel Temer (PMDB-SP), dá como certo o embarque na candidatura petista --e tem o nome cotado para a vice.
Atualmente, o PMDB é dividido em três grupos. O primeiro é favorável à aliança com Dilma, liderado por Temer. O segundo, que tem à frente o ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), defende a aliança com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), numa ruptura direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda existe a terceira ala da legenda que defende a candidatura própria.
O grupo pró-Serra aposta na queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto, o que poderia rachar a legenda em 2010 em diversos Estados. O PT e o PMDB enfrentam problemas em algumas localidades para selar a aliança --como na Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração Nacional) quer disputar o governo contra o petista Jaques Wagner, atual governador.
O grupo pró-Dilma, por outro lado, diz ter apoio suficiente dentro do partido para avalizar a chapa com a petista. Temer é cotado para disputar a vice-presidência na chapa da ministra.
Já o grupo favorável à candidatura própria espera que, com a disposição de Requião de disputar o Palácio do Planalto, o partido caminhe para ampliar as discussões sobre a possibilidade de ter um peemedebista na corrida presidencial.
Impasses
Diante de problemas estaduais para a consolidação da aliança, PMDB e PT criaram uma comissão integrada por dez petistas e dez peemedebistas para discutir, em vários encontros, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.
A comissão, no entanto, é formada apenas por peemedebistas que apoiam a candidatura de Dilma. O grupo pró-Serra acabou isolado dentro da legenda, tentando nos bastidores minar o pré-acordo firmado entre o PT e o PMDB.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u658473.shtml
24 de nov. de 2009
Simon lança Requião à Presidência
congressoemfoco | Rudolfo Lago
Tática, na verdade, é embolar o jogo. Discussão sobre candidatura do governador do Paraná dificulta fechamento do apoio do PMDB a Dilma Roussef
Em 1998, o papel coube ao próprio senador Pedro Simon. Em um ginásio de esportes em Joinville, Santa Catarina, ele foi lançado candidato à Presidência da República pelo PMDB. Alguns meses depois, boa parte dos mesmos nomes que apoiavam a candidatura de Simon estavam firmes na campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. A candidatura Simon, porém, produzia seus efeitos: rachado, o partido não conseguiu oficializar na convenção seu apoio a Fernando Henrique. Na verdade, não foi capaz de ter unidade para apoiar quem quer que fosse. Nem para lançar Simon ou outro nome como candidato próprio. Dividido, passou em branco: não apoiou ninguém na eleição presidencial.
No sábado, 21 de novembro, em Curitiba, a cena do ginásio de esportes em Joinville repetiu-se em Curitiba. O protagonista, no entanto, agora era o governador do Paraná, Roberto Requião. Por iniciativa de Simon, com a presença de representantes de 15 diretórios regionais, Requião foi lançado candidato próprio do PMDB à Presidência em 2010, na sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Os presentes simplesmente ignoraram que a cúpula do partido assinara, há alguns meses, um termo de compromisso em apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, do PT.
O que significa o ato promovido no sábado em Curitiba? Pode significar nada. Pode significar muita coisa. No mínimo, ele demonstra a resistência de Simon em apoiar Dilma. E Simon tem força no diretório do Rio Grande do Sul, um dos principais do PMDB. No mínimo, fará com que Requião balance ou venda bem caro seu apoio a Dilma. Ao final do encontro, ele aceitou a pré-candidatura. E a presença de representantes de 15 diretórios regionais demonstra a disposição de mais gente em também criar dificuldades. Entre eles, o líder de mais um diretório importante peemedebista: o governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira. Ou seja: Dilma, para ter o PMDB inteiro a seu lado, ainda tem um longo caminho a percorrer.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada no Encontro Nacional do PMDB, em Curitiba:
Moção de apoio ao lançamento da candidatura própria de Requião Presidente
Peemedebistas de 15 diretórios regionais, governadores, senadores, deputados, prefeitos, entre outras lideranças, reunidos neste sábado (21 de novembro) em Curitiba, decidem que o PMDB deve ter candidato próprio a Presidência da República e que esse nome é o do governador do Paraná, Roberto Requião.
Por isso, conclamamos a direção nacional do PMDB a promover um amplo debate em cada estado sobre o programa de governo, e ouvindo a sociedade civil para a construção de uma proposta de desenvolvimento nacional que privilegia a produção e o trabalho frente aos interesses do capital financeiro.
Curitiba, 21 de novembro de 2009.
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30736
Tática, na verdade, é embolar o jogo. Discussão sobre candidatura do governador do Paraná dificulta fechamento do apoio do PMDB a Dilma Roussef
Em 1998, o papel coube ao próprio senador Pedro Simon. Em um ginásio de esportes em Joinville, Santa Catarina, ele foi lançado candidato à Presidência da República pelo PMDB. Alguns meses depois, boa parte dos mesmos nomes que apoiavam a candidatura de Simon estavam firmes na campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. A candidatura Simon, porém, produzia seus efeitos: rachado, o partido não conseguiu oficializar na convenção seu apoio a Fernando Henrique. Na verdade, não foi capaz de ter unidade para apoiar quem quer que fosse. Nem para lançar Simon ou outro nome como candidato próprio. Dividido, passou em branco: não apoiou ninguém na eleição presidencial.
No sábado, 21 de novembro, em Curitiba, a cena do ginásio de esportes em Joinville repetiu-se em Curitiba. O protagonista, no entanto, agora era o governador do Paraná, Roberto Requião. Por iniciativa de Simon, com a presença de representantes de 15 diretórios regionais, Requião foi lançado candidato próprio do PMDB à Presidência em 2010, na sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. Os presentes simplesmente ignoraram que a cúpula do partido assinara, há alguns meses, um termo de compromisso em apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, do PT.
O que significa o ato promovido no sábado em Curitiba? Pode significar nada. Pode significar muita coisa. No mínimo, ele demonstra a resistência de Simon em apoiar Dilma. E Simon tem força no diretório do Rio Grande do Sul, um dos principais do PMDB. No mínimo, fará com que Requião balance ou venda bem caro seu apoio a Dilma. Ao final do encontro, ele aceitou a pré-candidatura. E a presença de representantes de 15 diretórios regionais demonstra a disposição de mais gente em também criar dificuldades. Entre eles, o líder de mais um diretório importante peemedebista: o governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira. Ou seja: Dilma, para ter o PMDB inteiro a seu lado, ainda tem um longo caminho a percorrer.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada no Encontro Nacional do PMDB, em Curitiba:
Moção de apoio ao lançamento da candidatura própria de Requião Presidente
Peemedebistas de 15 diretórios regionais, governadores, senadores, deputados, prefeitos, entre outras lideranças, reunidos neste sábado (21 de novembro) em Curitiba, decidem que o PMDB deve ter candidato próprio a Presidência da República e que esse nome é o do governador do Paraná, Roberto Requião.
Por isso, conclamamos a direção nacional do PMDB a promover um amplo debate em cada estado sobre o programa de governo, e ouvindo a sociedade civil para a construção de uma proposta de desenvolvimento nacional que privilegia a produção e o trabalho frente aos interesses do capital financeiro.
Curitiba, 21 de novembro de 2009.
http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30736
A eleição de Dilma e o bicanoísmo do PMDB
congressoemfoco - Rudolfo Lago
“Os peemedebistas bem podem voltar a praticar outra vez seu esporte preferido: o bicanoísmo, que consiste em navegar com um pé em cada canoa”
No fim de semana, ao votar nas eleições do PT, o presidente Lula reclamou do comportamento dos seus aliados. Deixou claro não entender por que eles demonstram tanta dificuldade de se aglutinar logo em torno da candidatura de Dilma Rousseff. E criticou a hipótese de ela, em vários estados, não vir a ser capaz de ter palanques únicos dos aliados em torno da sua candidatura. Lula tem mesmo as suas razões para se queixar. Seu plano de poder é muito bom. E por que ele enfrenta dificuldades? Porque, como diz o outro, a teoria na prática é outra.
Se o plano do presidente Lula para a sua sucessão em 2010 der certo, estaremos destinados a assistir, em cada eleição presidencial daqui para a frente, a um eterno Fla X Flu político. De um lado, para sempre, o já consolidado bloco PSDB/DEM. De outro, o bloco de poder que Lula trabalha para construir, unindo especialmente o PT e o PMDB. Viveremos, na prática, algo parecido com o que acontece nos Estados Unidos: uma disputa entre duas forças bem semelhantes na essência, com diferenças nas suas nuances. A ala tucano/democrata é o nosso Partido Republicano - o DEM, principalmente, cuidando para que seja mais conservadora. E a turma petista/peemedebista virando, então, o nosso Partido Democrata, com o PT garantindo a coloração mais esquerdista. De vez em quando, aparecem lá pelas terras do Tio Sam alguns aventureiros, que às vezes até conseguem algum espaço na mídia, lançando candidaturas para tentar furar o bloqueio da dupla Republicanos e Democratas. Mas sempre viram meros figurantes na disputa. Caso Lula consiga mesmo consolidar o bloco de poder entre o PT e o PMDB, uma vez que PSDB e DEM já estão destinados a andar juntos, vai ser muito difícil alguém de fora dessas duas alas entrar para valer numa refrega presidencial.
A parceria oferecida por Lula une os dois maiores gigantes partidários brasileiros. O PMDB é o maior partido, mas jamais foi capaz de oferecer ao eleitor um nome nacional com força de vencer uma eleição, porque seus interesses políticos são regionais, localizados, sem um comando central forte. O PT, segundo maior partido porque soube crescer formando uma militância engajada em cada estado, mas liderado por um ícone, que manda com pulso firme na direção e garante, assim, a manutenção de um poder central poderoso. Unidos, os dois podem suprir suas deficiências mútuas.
Para quem gosta de poder, é uma proposta tentadora. Em tese, pragmáticos como são, os peemedebistas teriam tudo para ratificar de imediato a proposta na sua convenção nacional, e formar logo os palanques únicos que Lula reclama. O problema é que o jogo político quase sempre não é assim tão linear e cartesiano. Nunca foi apresentada ao PMDB proposta de parceria tão tentadora. E aceitá-la poderá significar para o partido obter um naco do poder federal que nunca teve nos governos em que foi parceiro: como nunca entra na aliança por inteiro, o PMDB, embora poderoso, acaba sempre tendo uma parcela de poder menor que a que poderia ter dado o seu tamanho. Com Dilma, se o plano de Lula der certo, poderá ser diferente: inteiro desde o início, os peemedebistas poderão ser tão fortes no governo quanto foram os pefelistas na gestão Fernando Henrique. Ou até mais.
Mesmo assim, porém, continuam a prevalecer no partido as suas querelas regionais. E elas podem fazer com que os peemedebistas outra vez façam o que sempre fizeram: voltar a praticar seu esporte preferido, o bicanoísmo, que consiste em navegar com um pé em cada canoa. Em alguns estados, continua sendo muito difícil para o PMDB fechar com o PT. E é a avaliação disso que vai nos levar a saber se, desta vez, os peemedebistas aceitarão fechar uma parceria cem por cento ou se vão fazer como sempre: um lado apoia e outro lado torce contra. Se o lado que apoia perder a eleição, o que torce contra adere primeiro ao novo governo, e espera mais tarde pela adesão dos outros. Assim foi com Fernando Henrique, assim foi com Lula. Será diferente com Dilma?
Problemas estão nos estados
O grande trunfo da tese do bloco PT/PMDB é o Rio de Janeiro. Os diretórios que participarão da convenção nacional peemedebista são proporcionais ao tamanho das bancadas de deputado federal. Assim, o maior diretório do PMDB é o Rio. E ali, depois da saída de Anthony Garotinho do partido, os aliados do governo dominam completamente. A Olimpíada de 2016 fecha o apoio do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Dilma de carteirinha. Sem erro. Vamos, então, aos problemas.
Ainda que possa sair de São Paulo o vice de Dilma (uma das possibilidades para o cargo é o presidente da Câmara, Michel Temer), a maioria do diretório paulista pertence a Orestes Quércia. E ele fechou com José Serra: será candidato ao Senado na chapa do PSDB.
No Rio Grande do Sul, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto animam-se com o filão de poder que o bloco em favor de Dilma representa. Mas o PMDB é inimigo histórico do PT no estado, e o grupo de Eliseu Padilha, pró-PSDB, ainda é forte. O Rio Grande do Sul acaba contaminando o comportamento de um outro diretório peemedebista que é muito grande: Santa Catarina. O Paraná é sempre imprevisível; afinal, seu líder é Roberto Requião.
Na Bahia, está sacramentada a briga entre o governador petista Jaques Wagner e o ministro do Desenvolvimento Regional, Geddel Vieira Lima. Os dois não estarão juntos de jeito nenhum.
Finalmente, há Pernambuco, com a força que ali tem Jarbas Vasconcelos. Oposicionista ferrenho, mais simpático ao PSDB do que deve ser ao Náutico ou ao Sport Recife.
Em outros momentos, a força desses caciques regionais fez com que o PMDB não fechasse grandes compromissos nacionais. Por duas vezes, o partido lançou candidatos a presidente que tiveram atuação pífia, porque boa parte dos militantes nos estados não fazia, de fato, campanha para eles. Na segunda eleição de Fernando Henrique, a divisão foi tanta que o partido nem lançou candidato nem conseguiu apoiar oficialmente ninguém. Contra Lula na primeira eleição, o PMDB oficialmente apoiou Serra, mas boa parte do partido já estava com o presidente metalúrgico desde a primeira hora. Na segunda eleição de Lula, a situação inverteu-se. Como será agora? Só aposte desde já quem gostar muito de arriscar o seu dinheiro.
*É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão
http://congressoemfoco.ig.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=30723
“Os peemedebistas bem podem voltar a praticar outra vez seu esporte preferido: o bicanoísmo, que consiste em navegar com um pé em cada canoa”
No fim de semana, ao votar nas eleições do PT, o presidente Lula reclamou do comportamento dos seus aliados. Deixou claro não entender por que eles demonstram tanta dificuldade de se aglutinar logo em torno da candidatura de Dilma Rousseff. E criticou a hipótese de ela, em vários estados, não vir a ser capaz de ter palanques únicos dos aliados em torno da sua candidatura. Lula tem mesmo as suas razões para se queixar. Seu plano de poder é muito bom. E por que ele enfrenta dificuldades? Porque, como diz o outro, a teoria na prática é outra.
Se o plano do presidente Lula para a sua sucessão em 2010 der certo, estaremos destinados a assistir, em cada eleição presidencial daqui para a frente, a um eterno Fla X Flu político. De um lado, para sempre, o já consolidado bloco PSDB/DEM. De outro, o bloco de poder que Lula trabalha para construir, unindo especialmente o PT e o PMDB. Viveremos, na prática, algo parecido com o que acontece nos Estados Unidos: uma disputa entre duas forças bem semelhantes na essência, com diferenças nas suas nuances. A ala tucano/democrata é o nosso Partido Republicano - o DEM, principalmente, cuidando para que seja mais conservadora. E a turma petista/peemedebista virando, então, o nosso Partido Democrata, com o PT garantindo a coloração mais esquerdista. De vez em quando, aparecem lá pelas terras do Tio Sam alguns aventureiros, que às vezes até conseguem algum espaço na mídia, lançando candidaturas para tentar furar o bloqueio da dupla Republicanos e Democratas. Mas sempre viram meros figurantes na disputa. Caso Lula consiga mesmo consolidar o bloco de poder entre o PT e o PMDB, uma vez que PSDB e DEM já estão destinados a andar juntos, vai ser muito difícil alguém de fora dessas duas alas entrar para valer numa refrega presidencial.
A parceria oferecida por Lula une os dois maiores gigantes partidários brasileiros. O PMDB é o maior partido, mas jamais foi capaz de oferecer ao eleitor um nome nacional com força de vencer uma eleição, porque seus interesses políticos são regionais, localizados, sem um comando central forte. O PT, segundo maior partido porque soube crescer formando uma militância engajada em cada estado, mas liderado por um ícone, que manda com pulso firme na direção e garante, assim, a manutenção de um poder central poderoso. Unidos, os dois podem suprir suas deficiências mútuas.
Para quem gosta de poder, é uma proposta tentadora. Em tese, pragmáticos como são, os peemedebistas teriam tudo para ratificar de imediato a proposta na sua convenção nacional, e formar logo os palanques únicos que Lula reclama. O problema é que o jogo político quase sempre não é assim tão linear e cartesiano. Nunca foi apresentada ao PMDB proposta de parceria tão tentadora. E aceitá-la poderá significar para o partido obter um naco do poder federal que nunca teve nos governos em que foi parceiro: como nunca entra na aliança por inteiro, o PMDB, embora poderoso, acaba sempre tendo uma parcela de poder menor que a que poderia ter dado o seu tamanho. Com Dilma, se o plano de Lula der certo, poderá ser diferente: inteiro desde o início, os peemedebistas poderão ser tão fortes no governo quanto foram os pefelistas na gestão Fernando Henrique. Ou até mais.
Mesmo assim, porém, continuam a prevalecer no partido as suas querelas regionais. E elas podem fazer com que os peemedebistas outra vez façam o que sempre fizeram: voltar a praticar seu esporte preferido, o bicanoísmo, que consiste em navegar com um pé em cada canoa. Em alguns estados, continua sendo muito difícil para o PMDB fechar com o PT. E é a avaliação disso que vai nos levar a saber se, desta vez, os peemedebistas aceitarão fechar uma parceria cem por cento ou se vão fazer como sempre: um lado apoia e outro lado torce contra. Se o lado que apoia perder a eleição, o que torce contra adere primeiro ao novo governo, e espera mais tarde pela adesão dos outros. Assim foi com Fernando Henrique, assim foi com Lula. Será diferente com Dilma?
Problemas estão nos estados
O grande trunfo da tese do bloco PT/PMDB é o Rio de Janeiro. Os diretórios que participarão da convenção nacional peemedebista são proporcionais ao tamanho das bancadas de deputado federal. Assim, o maior diretório do PMDB é o Rio. E ali, depois da saída de Anthony Garotinho do partido, os aliados do governo dominam completamente. A Olimpíada de 2016 fecha o apoio do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Dilma de carteirinha. Sem erro. Vamos, então, aos problemas.
Ainda que possa sair de São Paulo o vice de Dilma (uma das possibilidades para o cargo é o presidente da Câmara, Michel Temer), a maioria do diretório paulista pertence a Orestes Quércia. E ele fechou com José Serra: será candidato ao Senado na chapa do PSDB.
No Rio Grande do Sul, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto animam-se com o filão de poder que o bloco em favor de Dilma representa. Mas o PMDB é inimigo histórico do PT no estado, e o grupo de Eliseu Padilha, pró-PSDB, ainda é forte. O Rio Grande do Sul acaba contaminando o comportamento de um outro diretório peemedebista que é muito grande: Santa Catarina. O Paraná é sempre imprevisível; afinal, seu líder é Roberto Requião.
Na Bahia, está sacramentada a briga entre o governador petista Jaques Wagner e o ministro do Desenvolvimento Regional, Geddel Vieira Lima. Os dois não estarão juntos de jeito nenhum.
Finalmente, há Pernambuco, com a força que ali tem Jarbas Vasconcelos. Oposicionista ferrenho, mais simpático ao PSDB do que deve ser ao Náutico ou ao Sport Recife.
Em outros momentos, a força desses caciques regionais fez com que o PMDB não fechasse grandes compromissos nacionais. Por duas vezes, o partido lançou candidatos a presidente que tiveram atuação pífia, porque boa parte dos militantes nos estados não fazia, de fato, campanha para eles. Na segunda eleição de Fernando Henrique, a divisão foi tanta que o partido nem lançou candidato nem conseguiu apoiar oficialmente ninguém. Contra Lula na primeira eleição, o PMDB oficialmente apoiou Serra, mas boa parte do partido já estava com o presidente metalúrgico desde a primeira hora. Na segunda eleição de Lula, a situação inverteu-se. Como será agora? Só aposte desde já quem gostar muito de arriscar o seu dinheiro.
*É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão
http://congressoemfoco.ig.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=30723
19 de nov. de 2009
Simon: PMDB discutirá sábado candidatura própria
CAROL PIRES - Agencia Estado
BRASÍLIA - O governador do Paraná, Roberto Requião, reunirá em Curitiba, no próximo sábado, integrantes do PMDB que defendem a candidatura própria do partido nas eleições presidenciais em 2010. De acordo com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), estarão presentes no encontro, além dele, o ex-ministro Mangabeira Unger, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, e cerca de 15 presidentes de diretórios estaduais do partido.
Simon disse que o encontro será uma resposta à cúpula do PMDB que antecipou a aliança com o PT nas eleições presidenciais do próximo ano, segundo o senador, "sem consultar a maior parte do partido". Pedro Simon defende a candidatura do próprio Roberto Requião.
"O Requião é um nome que esquentaria a campanha. Ele é fã do Lula, é muito próximo ao presidente, mas argumenta que pode ser o candidato do Lula se for para o segundo turno. O PMDB deve ter candidato no primeiro turno e depois discutir quem apoiará no segundo, isto é o certo", afirma o senador, que ainda aponta os governadores Luiz Henrique e Sério Cabral, do Rio de Janeiro, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, como nomes fortes dentro do PMDB para disputar à presidência da República.
O senador gaúcho admite, porém, que mesmo Requião ou outro nome forte do partido aceitando lançar candidatura própria, será difícil ganhar o aval da cúpula nacional, inclinada a apoiar o candidato do PT e indicar o vice-presidente na chapa. Mas, na avaliação dele, o debate sobre a candidatura própria deve ser levantado para "valorizar o partido".
"Não é fácil porque esta turma tem os ministérios, tem uma máquina enorme. Mas as bases querem candidaturas próprias. Acho difícil, mas se o Requião topasse e saísse a trabalhar, seria capaz de movimentar o jogo", afirma o senador gaúcho. "Só apoiam a Dilma essas pessoas do PMDB que estão no governo e não querem perder seus cargos. Se ganha a eleição um Requião da vida, não será o Temer, nem o Sarney que vão indicar as pessoas para compor ministérios. Este é o mesmo pessoal que ficou oito anos com o Fernando Henrique Cardoso e ficou oito anos com o Lula e vai apoiar quem for para continuar no poder", completa.
O convite recebido por Pedro Simon do diretório do PMDB do Paraná prevê uma agenda que começa às 10 horas, com discurso de abertura, exposição de um programa de governo pelo ex-ministro Mangabeira Unger, e ainda a presença do presidente do partido, deputado Michel Temer (PMDB-SP). A assessoria de imprensa do deputado nega, no entanto, a participação dele no encontro. O líder do PMDB no Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirma que as lideranças no Congresso Nacional também devem faltar à reunião. "A presença do líder passaria a imagem de que esta é a opinião da bancada, e não é", disse o senador.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,simon-pmdb-discutira-sabado-candidatura-propria,469064,0.htm
BRASÍLIA - O governador do Paraná, Roberto Requião, reunirá em Curitiba, no próximo sábado, integrantes do PMDB que defendem a candidatura própria do partido nas eleições presidenciais em 2010. De acordo com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), estarão presentes no encontro, além dele, o ex-ministro Mangabeira Unger, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, e cerca de 15 presidentes de diretórios estaduais do partido.
Simon disse que o encontro será uma resposta à cúpula do PMDB que antecipou a aliança com o PT nas eleições presidenciais do próximo ano, segundo o senador, "sem consultar a maior parte do partido". Pedro Simon defende a candidatura do próprio Roberto Requião.
"O Requião é um nome que esquentaria a campanha. Ele é fã do Lula, é muito próximo ao presidente, mas argumenta que pode ser o candidato do Lula se for para o segundo turno. O PMDB deve ter candidato no primeiro turno e depois discutir quem apoiará no segundo, isto é o certo", afirma o senador, que ainda aponta os governadores Luiz Henrique e Sério Cabral, do Rio de Janeiro, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, como nomes fortes dentro do PMDB para disputar à presidência da República.
O senador gaúcho admite, porém, que mesmo Requião ou outro nome forte do partido aceitando lançar candidatura própria, será difícil ganhar o aval da cúpula nacional, inclinada a apoiar o candidato do PT e indicar o vice-presidente na chapa. Mas, na avaliação dele, o debate sobre a candidatura própria deve ser levantado para "valorizar o partido".
"Não é fácil porque esta turma tem os ministérios, tem uma máquina enorme. Mas as bases querem candidaturas próprias. Acho difícil, mas se o Requião topasse e saísse a trabalhar, seria capaz de movimentar o jogo", afirma o senador gaúcho. "Só apoiam a Dilma essas pessoas do PMDB que estão no governo e não querem perder seus cargos. Se ganha a eleição um Requião da vida, não será o Temer, nem o Sarney que vão indicar as pessoas para compor ministérios. Este é o mesmo pessoal que ficou oito anos com o Fernando Henrique Cardoso e ficou oito anos com o Lula e vai apoiar quem for para continuar no poder", completa.
O convite recebido por Pedro Simon do diretório do PMDB do Paraná prevê uma agenda que começa às 10 horas, com discurso de abertura, exposição de um programa de governo pelo ex-ministro Mangabeira Unger, e ainda a presença do presidente do partido, deputado Michel Temer (PMDB-SP). A assessoria de imprensa do deputado nega, no entanto, a participação dele no encontro. O líder do PMDB no Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirma que as lideranças no Congresso Nacional também devem faltar à reunião. "A presença do líder passaria a imagem de que esta é a opinião da bancada, e não é", disse o senador.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,simon-pmdb-discutira-sabado-candidatura-propria,469064,0.htm
14 de nov. de 2009
PMDB discutirá eleições 2010 em Curitiba
Paraná Online - Elizabete Castro
O ex-governador Orestes Quércia e os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) já confirmaram participação no encontro que o PMDB realiza no próximo sábado, 21, em Curitiba, para debater um programa de governo e a candidatura própria do partido à presidência da República nas eleições do próximo ano.
Presidente do PMDB de São Paulo, Quércia lidera o grupo que defende o apoio do partido à candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à sucessão presidencial.
Mas o PMDB do Paraná pretende reunir todas as tendências e também virão os representantes dos diretórios estaduais de vários estados, como Sergipe, Rio de Janeiro, Piauí, Minas Gerais, além dos governadores do Mato Grosso do Sul, Andre Puccinelli, e de Santa Catarina, Luiz Henrique. Assim como Simon e Vasconcelos, o governador catarinense manifesta uma discreta tendência pela aliança com os tucanos.
O ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger que já esteve em Curitiba, há um mês, defendendo a candidatura própria do PMDB, foi chamado novamente pelo governador do Paraná, Roberto Requião, para fazer a defesa da tese.
Requião não se alinha ao grupo pró-tucano, mas criticou o pré-acordo feito pela direção do PMDB para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão do presidente Lula (PT).
http://www.parana-online.com.br/editoria/politica/news/409651/?noticia=PMDB+DISCUTIRA+ELEICOES+2010+EM+CURITIBA
O ex-governador Orestes Quércia e os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) já confirmaram participação no encontro que o PMDB realiza no próximo sábado, 21, em Curitiba, para debater um programa de governo e a candidatura própria do partido à presidência da República nas eleições do próximo ano.
Presidente do PMDB de São Paulo, Quércia lidera o grupo que defende o apoio do partido à candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), à sucessão presidencial.
Mas o PMDB do Paraná pretende reunir todas as tendências e também virão os representantes dos diretórios estaduais de vários estados, como Sergipe, Rio de Janeiro, Piauí, Minas Gerais, além dos governadores do Mato Grosso do Sul, Andre Puccinelli, e de Santa Catarina, Luiz Henrique. Assim como Simon e Vasconcelos, o governador catarinense manifesta uma discreta tendência pela aliança com os tucanos.
O ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger que já esteve em Curitiba, há um mês, defendendo a candidatura própria do PMDB, foi chamado novamente pelo governador do Paraná, Roberto Requião, para fazer a defesa da tese.
Requião não se alinha ao grupo pró-tucano, mas criticou o pré-acordo feito pela direção do PMDB para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão do presidente Lula (PT).
http://www.parana-online.com.br/editoria/politica/news/409651/?noticia=PMDB+DISCUTIRA+ELEICOES+2010+EM+CURITIBA
6 de nov. de 2009
PSDB lança versão municipal do Bolsa Família no PR
AVOL
Para que a inversão de papéis se complete, só falta o PT do Paraná protocolar no TRE uma representação contra o prefeito do PSDB.
PSDB lança versão municipal do Bolsa Família no PR
Candidato ao governo do Paraná, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), decidiu fazer campanha à Lula.
Lançou uma versão municipal do Bolsa Família. Chama-se “FamíliaCuritibana”. Prevê a distribuição de R$ 50 mensais a 7 mil lares pobres.
A novidade foi anunciada em cerimônia impregnada de 2010. Deu-se no Tatuquara, um bairro humilde da capital paranaense.
A prefeitura armou o palanque e providenciou a platéia. Cerca de mil moradores de outros bairros foram trazidos de ônibus.
Súbito, a chegada do prefeito foi anunciada ao microfone. E a multidão: “Beto, Beto...”.
Ao percorrer os metros de curitibanos pobres que o separavam do palco, o prefeito beijou e abraçou eleitores. Tirou fotos com crianças. O clássico.
Antes do discurso do benfeitor, falaram duas beneficiárias do novo programa. Uma dedicou ao prefeito um poema: “Nova luz”.
Outra, recobriu-o de elogios: “A nossa Terra Santa [nome de uma vila de Curitiba] está melhorando graças ao Beto”.
Coube ao deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) falar em nome dos políticos presentes.
Citou um tema alheio ao mote da cerimônia: segurança pública. Criticou a ação do governo estadual, hoje chefiado por Roberto Requião (PMDB).
E cuidou de lembrar à audiência que o prefeito quer virar governador: “Isso mudará em 2011, com o nosso próximo governador”.
Armada a cena, Beto Richa foi à boca do palco. Soou como Lula. Primeiro, ao dizer que o seu “Família Curitibana” não é um programa assistencialista.
Depois, ao afirmar que a população carente não precisa de esmola, mas de oportunidade.
Surpreendido, o petismo do Paraná dispensa ao prefeito tucano um tratamento análogo ao que o PSDB reserva a Lula em Brasília.
Vale a pena ouvir o vereador Pedro Paulo, líder do PT na Câmara Municipal de Curitiba:
“A própria direita questionava o Bolsa Família. Dizia que era eleitoreiro. E, agora, às vésperas da eleição, surge esse programa...”
“...Para mim, parece haver outros objetivos, além do atendimento social. Acho que é puramente eleitoral”.
Para que a inversão de papéis se complete, só falta o PT do Paraná protocolar no TRE uma representação contra o prefeito do PSDB.
Escrito por Josias de Souza da Folha Online
http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=60994
30 de out. de 2009
Dirceu recomenda que PT busque apoio do PMDB no Paraná para isolar grupo pró-Serra
da Folha Online - 30/10/2009
Em seu blog, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) afirma que o PT deve entrar em campo e fechar uma aliança com o PMDB do governador Roberto Requião no Paraná. o PT e o PMDB já fecharam um pré-acordo de apoio à pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência.No entanto, o pré-acordo enfrenta resistências em alguns Estados --caso de São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina. Nesses Estados, lideranças do PMDB --Orestes Quércia (SP), Jarbas Vanconcelos (PE) e Luiz Henrique (SC)-- defendem o apoio à pré-candidatura do governador José Serra (PSDB).
Na avaliação de Dirceu, o PMDB pró-Serra não está tão fechado com o tucano. "O único lugar onde o PMDB está firme com a candidatura presidencial do governador paulista José Serra (PSDB) é Pernambuco, já que lá domina o caciquismo jarbista. Assim, tanto o ex-governador paulista Orestes Quércia, quanto o governador Luiz Henrique (SC), ainda têm que resolver problemas em seus próprios Estados", diz ele no blog.
Dirceu afirma que "cabe ao PT e à nossa pré-candidata entrar em campo e disputar os apoios estaduais que dependem, também, das alianças e palanques com o PMDB". "A começar pelo Paraná, onde estamos pagando pelas declarações precipitadas pró-senador Osmar dias (PDT-PR) de dirigentes e parlamentares, sem levar em consideração a liderança de Requião."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u645577.shtml
29 de out. de 2009
Requião questiona acordo prévio entre PT e PMDB
Estadão - 29/10/2009
CURITIBA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse hoje que o pré-acordo fechado entre dirigentes nacionais do PMDB e PT, em jantar no dia 20, para que um peemedebista ocupe a vaga de vice numa possível chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff em 2010 "não tem base legal". "Num jantar, a única coisa que eles podem escolher é a sobremesa", afirmou Requião. "O partido fala pelas suas instâncias oficiais, pela sua convenção; agora, eles têm o direito a opinião, não a tomar decisão."
Ele é um dos defensores de que o PMDB tenha candidato próprio, mas propõe que primeiramente discuta-se um programa de governo. "Acho que o PMDB deve, antes de tudo, lançar um programa com diretrizes de governo que seja um avanço em relação ao bom governo do Lula", afirmou Requião.
"Um partido tem que ter uma proposta de governo e, tendo uma proposta de governo, é natural que lance um candidato." Para o governador paranaense, somente no caso de o candidato escolhido não se mostrar viável, deve-se propor uma composição, "mas sob a perspectiva do programa".
Segundo ele, o PMDB ainda tem tempo até a convenção para discutir esse programa, mesmo que isso represente um atraso em relação a outras pré-candidaturas que já estão lançadas. "Não são os outros partidos que estabelecem o cronograma do PMDB", declarou.
No Paraná, Requião é defensor da candidatura própria e tem apoiado a pretensão do vice-governador Orlando Pessuti em postular a vaga.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-questiona-acordo-previo-entre-pt-e-pmdb,458447,0.htm
CURITIBA - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse hoje que o pré-acordo fechado entre dirigentes nacionais do PMDB e PT, em jantar no dia 20, para que um peemedebista ocupe a vaga de vice numa possível chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff em 2010 "não tem base legal". "Num jantar, a única coisa que eles podem escolher é a sobremesa", afirmou Requião. "O partido fala pelas suas instâncias oficiais, pela sua convenção; agora, eles têm o direito a opinião, não a tomar decisão."
Ele é um dos defensores de que o PMDB tenha candidato próprio, mas propõe que primeiramente discuta-se um programa de governo. "Acho que o PMDB deve, antes de tudo, lançar um programa com diretrizes de governo que seja um avanço em relação ao bom governo do Lula", afirmou Requião.
"Um partido tem que ter uma proposta de governo e, tendo uma proposta de governo, é natural que lance um candidato." Para o governador paranaense, somente no caso de o candidato escolhido não se mostrar viável, deve-se propor uma composição, "mas sob a perspectiva do programa".
Segundo ele, o PMDB ainda tem tempo até a convenção para discutir esse programa, mesmo que isso represente um atraso em relação a outras pré-candidaturas que já estão lançadas. "Não são os outros partidos que estabelecem o cronograma do PMDB", declarou.
No Paraná, Requião é defensor da candidatura própria e tem apoiado a pretensão do vice-governador Orlando Pessuti em postular a vaga.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,requiao-questiona-acordo-previo-entre-pt-e-pmdb,458447,0.htm
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