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1 de out. de 2010

Debate da Rede Globo 30/10/2010 - 2 de 8

Debate da Rede Globo 30/10/2010 - 1 de 8

Debate da Rede Globo,com a presença dos candidatos a presidência da república:
José Serra (PSDB),Dilma Rousseff (PT),Marina Silva (PV) e Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) mediado por William Bonner)

27 de set. de 2010

PT minimiza efeito de debate na TV, Serra pede "um voto a mais"

Por Maria Pia Palermo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O PT, partido da líder nas pesquisas Dilma Rousseff, viu o debate realizado na noite de domingo como pouco capaz de provocar uma mudança no cenário eleitoral. Já o tucano José Serra, confiante no segundo turno, pediu um voto a mais aos seus eleitores e Marina Silva (PV) reiterou a esperança de um embate feminino depois de 3 de outubro.

Coordenador da campanha de Dilma, Marco Aurélio Garcia, mostrou-se cético em relação a possíveis efeitos do debate. "Não acredito que produza grandes modificações. Modificação se produz se um não vem ou se alguém faz um desastre total. A minha impressão é que no debate de hoje a Marina está tirando voto do Serra", avaliou ele durante um intervalo.

Vestida de branco em vez do vermelho que caracteriza seu partido, Dilma começou o encontro séria, e seu primeiro sorriso veio após pergunta do candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que questionou a petista sobre as denúncias envolvendo sua ex-assessora e sucessora na Casa Civil Erenice Guerra.

O toma-lá-dá-cá mais esperado, entre Serra e Dilma, no entanto, não dominou o plateau do estúdio da TV. Depois do beijo dado pelo tucano na petista, quando a cumprimentou ao pisar no local, houve pouco contato direto.

Assim como Dilma fez nos debates anteriores, Serra evitou confrontá-la com perguntas. Os ataques de ambos vieram nas respostas quando foram questionados pelos outros presidenciáveis ou pelas três jornalistas que participaram do evento.

Ambos apontaram as regras do debate como responsáveis pelas poucas ocasiões de embate direto. "Não tive oportunidade, a única vez que eu tive eu fiz. Depois, na lista de colocação eu estava embaixo e já tinha feito antes, mas eu perguntei para todo mundo", disse Serra a jornalistas após o encontro.

O tucano, entretanto, fez a primeira pergunta do programa e escolheu Plínio para respondê-la, mesmo podendo direcionar a questão à petista.

Já Dilma, questionada por que não dirigiu perguntas ao tucano, disse: "Eu dirigi a quem eu achei que era mais importante".

A opção do tucano de não aproveitar todas as chances que teve para perguntar à Dilma foi alvo de ironia por parte do presidente do PT, José Eduardo Dutra.

"Nunca antes na história de debates políticos nesse país, o segundo colocado evitou fazer perguntas pra quem estava em primeiro", cutucou em sua conta no serviços de microblogs Twitter.

No fim do encontro, Serra se dirigiu diretamente aos eleitores, pediu voto dos indecisos e fez um apelo para os que já se decidiram por ele que conseguissem um voto a mais para sua candidatura

"Pedi o voto sem nenhuma inibição às pessoas. E pedi também a quem já me apoia que ganhe um outro voto, de alguém que não ia votar, porque temos que multiplicar os votos", disse. "Domingo que vem vamos decidir quem vai para o segundo turno", garantiu, apesar de as pesquisas de opinião prognosticarem uma vitória de Dilma já no primeiro turno.

MULHER NA PRESIDÊNCIA

Marina, terceira colocada nas pesquisa de intenção de voto, buscou se apresentar como uma terceira via, alternativa a Dilma e Serra. Afirmando que os eleitores querem eleger pela primeira vez uma mulher presidente, a candidata verde pediu então que os eleitores promovam um segundo turno feminino.

"As pesquisas indicam uma tendência de que os brasileiros querem uma mulher na Presidência da República depois de 500 anos. E estão procurando fazer justiça às duas que estão disputando, à Rousseff e à Silva", afirmou após o debate.

Mas na arena dos ataques, Plínio foi, mais uma vez, o vencedor. Além das acusações a Dilma, ele foi duro com Marina. A chamou de "demagoga" e declarou que ela "foge quando não sabe responder".

O candidato do PSOL provocou risos na plateia, como em outros debates, e colocou todos os candidatos no mesmo saco ao dizer que "aqui todo mundo está mais ou menos envolvido em corrupção". Desligadas as câmeras e encerrado o show, Plínio avaliou que, sem ele, "a Rede Record iria ter um problema sério de queda de audiência".

(Edição de Eduardo Simões)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68Q06920100927

Marina defende petistas das denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra

Correio Braziliense - Edson Luiz


A candidata do Partido Verde ao Palácio do Planalto, Marina Silva, saiu ontem em defesa do PT, legenda à qual pertenceu. Segundo ela, a sigla não pode ser alvo das críticas por causa das denúncias contra Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil. A candidata fez uma caminhada pela Zona Sul do Rio, onde afirmou ainda, que gostaria de trabalhar com petistas que não tiveram envolvimento em escândalos. Seu adversário, o tucano José Serra, abriu mão do corpo a corpo e chegou à capital fluminense no fim do dia. Serra se recusou a comentar a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que Dilma Rousseff seria eleita.

“Tem uma parte do PT que nunca participou de mensalão, e que fica constrangida com estes acontecimentos”, disse Marina, ressaltando que a parte à qual se referia era o lado bom do partido. “A minha fala foi sempre no sentido de salvaguardar aqueles segmentos que não são minoritários, que não se envolveram com o mensalão e que não estão satisfeitos com as alianças incoerentes, e que estão sendo preteridos em relação a elas”, explicou a candidata do PV, observando que outras alas petistas que provocam escândalos são as que não aprendem com os erros. “É uma parte que fica repetindo os erros, assim como o PSDB, que também repete erros inclusive também com suas alianças incoerentes”, emendou.

Imprensa
José Serra chegou ao Rio no fim do dia e cancelou uma visita a uma livraria, em Ipanema. Na entrevista que concedeu no Aeroporto Internacional Tom Jobim, ele defendeu a liberdade de imprensa, mas não quis comentar as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao Financial Times sobre uma provável eleição de Dilma. “Não foi assim, não foi isso que ele disse”, afirmou o tucano. Serra também falou sobre a liberdade de imprensa no Brasil. “Não há país democrático sem imprensa livre e a imprensa no Brasil tem sido assediada”, afirmou o tucano. “A liberdade de imprensa tem sido atacada e todos nós, não apenas os jornais, todos aqueles que são democratas têm que defender a liberdade de imprensa”, acrescentou.

O tucano voltou a prometer um reajuste de 10% para os aposentados, afirmando que o percentual representa o dobro daquilo que o governo atual vem pagando. Serra lembrou que hoje é o dia do idoso e voltou a falar sobre seu trabalho para a terceira idade, quando foi ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso.

DEM CONTRA AÇÃO APRESENTADA PELO PT
O Democratas anunciou no começo da noite de ontem que contestará hoje a Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo PT na última sexta-feira. Os petistas questionam os dispositivos que exigem do eleitor um documento com foto, além do título eleitoral. De acordo com texto divulgado pelo site do DEM (www.dem.org.br), o presidente nacional do partido, Rodrigo Maia, avalia “que a exigência da lei é adequada e necessária porque não há, até o presente momento, outra forma capaz de eliminar a possibilidade de fraude no momento da votação”. De acordo com o comunicado, Maia estranha a iniciativa do PT em apresentar uma ação com “esse teor a uma semana da eleição, que poderá confundir o eleitor, além de prestar um desserviço ao país”.

Momentos de tensão

O debate entre os quatro principais candidatos à Presidência da República, realizado ontem pela TV Record, teve seus principais momentos de tensão entre os postulantes, logo no primeiro bloco. Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e Marina Silva (PV) se enfrentaram por causa de temas polêmicos, enquanto que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se estranharam quando o assunto foi a politização das agências reguladoras. A candidata também foi mais uma vez questionada sobre o envolvimento de Erenice Guerra — sua sucessora na Casa Civil — em irregularidades.

Ao contrário do que se esperava, os primeiros embates não foram entre Serra e Dilma, mas entre Plínio e Marina. Eles discutiram por causa do aborto. O candidato do PSol disse que sua concorrente desvia de temas desta natureza, mas a adversária rebateu que defendia o debate sobre os assuntos. “Você está fazendo demagogia para ir ao segundo turno”, disse Plínio à oponente. “Sempre tive a mesma postura, que é manter a coerência”, rebateu Marina.

O embate entre Serra e Dilma ocorreu no fim do primeiro bloco, quando Serra acusou o governo de aparelhar politicamente as agências reguladoras. A candidata petista rebateu afirmando que a atual administração fez concursos públicos, já que encontrou os órgãos sem recursos humanos. Dilma também falou sobre Erenice, repetindo que a Polícia Federal vem realizando uma investigação rigorosa sobre o caso. Enquanto que Serra respondeu sobre a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em sua campanha. (EL).

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/27/noticia_eleicoes2010,i=214971/MARINA+DEFENDE+PETISTAS+DAS+DENUNCIAS+CONTRA+A+EX+MINISTRA+ERENICE+GUERRA.shtml

Dilma e Serra evitam confronto na TV Record. Marina ataca adversários

Correio Braziliense

Os quatro principais candidatos à Presidência participaram na noite deste domingo (26/9) de debate promovido pela TV Record. O debate foi dividido em quatro blocos e durou cerca de duas horas. No primeiro bloco, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) se apresentaram e fizeram perguntas entre si. As respostas eram comentadas por outro candidato, com réplica e tréplica. No segundo bloco, jornalistas fizeram questões aos candidatos, com comentários de outro candidato e direito a réplica e tréplica.

No terceiro bloco do encontro, houve duas rodadas de perguntas entre os candidatos, também com réplica e tréplica. No último bloco, cada candidato teve dois minutos para considerações finais.

O debate abordou temas como política externa, emprego, corrupção, exclusão social, programas ProUni (Programa Universidade para Todos) e Reuni (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), gestão pública, agências reguladoras, papel de Fernando Henrique Cardoso na campanha de José Serra, moradia popular, mensalão do PT e do DEM-DF, capacidade administrativa, "tática do medo" na campanha, impactos ambientais de obras do Plano de Aceleração do Crescimento, cobertura das eleições pela imprensa, educação em São Paulo, políticas antidrogas, salário mínimo, analfabetismo, ensino técnico, capitalização da Petrobras e impostos.

Algoz de favoritos
A candidata do PV, Marina Silva, assumiu o papel de algoz no evento promovido pela Rede Record, optando por fazer críticas ao tucano, na briga pelo segundo turno. Marina também não poupou a petista, questionando-a sobre escândalos na Casa Civil.

Marina atacou Serra em pelo menos dois momentos. No primeiro, afirmou que o DEM, partido coligado ao PSDB, foi contra o Bolsa-Família e que o tucano, em São Paulo, promoveu cortes de programas sociais. Em seguida, a candidata do PV confrontou o tucano sobre a política de terceirização de funcionários públicos e criticou a gestão dele como ministro do Planejamento no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

As recentes denúncias que envolvem a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma no governo, e o caso de violação de sigilo fiscal na Receita Federal foram abordados no debate, tendo a petista como alvo central de questionamentos. “Ninguém está acima de qualquer suspeita. O que é importante é que não se deixe nada sem apurar”, afirmou Dilma.

A candidata do PT afirmou que se as investigações não tiverem sido concluídas até as eleições, ela dará prosseguimento a elas, se eleita. “Asseguro que eu vou investigá-los até o fim.” Afirmou ainda que partidos e instituições não estão livres de pessoas com problemas de conduta. “Tenho certeza de que no meu período na Casa Civil não houve nenhum escândalo de corrupção de que eu tenha tomado conhecimento”, reagiu, encurralada por Marina.

Estratégia
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, mudou a estratégia durante o debate da TV Record e evitou, sempre que pôde, atacar diretamente sua rival, a petista Dilma Rousseff. O tucano preferiu formular perguntas sobre o governo Lula e sobre planos futuros a Marina Silva, candidata do PV, e a Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. As questões, sobre educação, saúde, política externa, deram a Serra a deixa para fazer críticas a Dilma sem se dirigir a ela.

Por sua vez, Dilma Rousseff, a exemplo dos outros debates de que participou, também evitou questionar Serra diretamente. Formulou suas questões a Marina e Plínio, sempre que possível. Houve poucos momentos de confronto direto entre a petista e o tucano.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/27/noticia_eleicoes2010,i=214958/DILMA+E+SERRA+EVITAM+CONFRONTO+NA+TV+RECORD+MARINA+ATACA+ADVERSARIOS.shtml

Serra muda estratégia e evita confronto com Dilma

Mauricio Stycer
Enviado especial no Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo

Numa nova estratégia, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, evitou, sempre que pôde, atacar diretamente sua rival, a petista Dilma Rousseff, no debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).

Serra preferiu formular perguntas sobre o governo Lula e sobre planos futuros a Marina Silva, candidata do PV, e a Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. As questões, sobre educação, saúde, política externa, deram a Serra a deixa para fazer críticas a Dilma sem se dirigir a ela.

Dilma, como ocorreu nos outros debates de que participou, também evitou questionar Serra diretamente. Formulou suas questões a Marina e Plínio, sempre que possível. Houve poucos momentos de confronto direto entre a petista e o tucano.

Num deles, Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de comissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.

Questionado ao final do encontro sobre a mudança de tom, o tucano observou: "Quando tem muita pauleira, o espectador presta menos atenção no debate".

Por sua vez, Marina Silva, do PV, aproveitou o evento para confrontar os dois principais candidatos. A ex-ministra do Meio Ambiente citou "pessoas do PT que estão muito incomodadas com as alianças da Dilma". Da mesma forma, mencionou "pessoas do PSDB que estão muito incomodadas com o 'promessômetro' do Serra".

Serra e FHC

A candidata do PT também criticou a quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual Serra foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse o tucano.

A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário". Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.

"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.

Já Marina mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.

Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.

Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados.

Marina x Dilma

A candidata verde também criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil e a maneira com ela agiu para evitar casos de corrupção na pasta.

"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo a sucessora de Dilma, Erenice Guerra, que pediu demissão do cargo.

"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT, que lembrou da participação de Marina no governo Lula.

"No seu ministério teve pessoas de cargo de chefia envolvida na venda de madeira", afirmou a candidata do PT. "As mesmas providências tomadas por você, eu tomei. Não impede que os casos se repitam", disse.

Medo

No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.

"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.

O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.

"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.

Do lado petista, o debate foi bastante prestigiado. Estiveram no encontro Marco Aurélio Garcia, coordernador da campanha de Dilma, Michel Temer (PMDB), vice na chapa da ex-ministra, José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, Lindberg Farias (PT), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, e Sérgio Cabral, candidato à reeleição no governo fluminense.

Entre os tucanos, porém, a adesão foi menor. Indio da Costa (DEM), vice de Serra, Monica Serra, mulher do presidenciável e Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro foram as principais presenças. Por parte de Marina, Guilherme Leal (PV), vice na chapa verde, compareceu ao evento.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/serra-muda-estrategia-e-evita-confronto-direto-com-dilma-marina-critica-tucano-e-petista.jhtm

Em debate, Dilma e Serra disputam imagem de Lula

UOL

Mauricio Stycer
Enviado especial ao Rio
Diego Salmen
Em São Paulo

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputaram a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante debate entre presidenciáveis promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).

"O Lula não é meu inimigo", disse Serra, ao responder a uma questão sobre o uso de imagens do presidente em seu programa eleitoral .

Dilma rebateu: "Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo".

O tucano criticou o fato de Dilma ser apadrinhada por Lula e ter colado em sua imagem para subir nas pesquisas eleitorais. "Eu não fui patrocinado por ninguém", disse Serra.

Uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.

"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.

A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário".

Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/em-debate-dilma-e-serra-disputam-imagem-de-lula.jhtm

Serra diz que PT "loteou" cargos federais; Dilma questiona educação em SP

Mauricio Stycer
Enviado especial ao Rio de Janeiro
Diego Salmen
Do UOL Eleições, em São Paulo

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, trocou acusações com seu adversário, o tucano José Serra, durante debate promovido pela TV Record na noite deste domingo (26).

Serra questionou a ex-ministra da Casa Civil sobre o "loteamento" nas agências reguladoras do governo federal (entrega de cargos a aliados políticos). "Só no governo da Dilma foram 21 mil [cargos de confissão], a maior parte voltada a partido, a companheiro", disse.

Em seguida, foi confrontado com uma crítica à quantidade de professores temporários no Estado de São Paulo, do qual foi governador entre 2006 e o início deste ano. "Acho que você precisa checar melhor as informações quando falar de São Paulo", disse Serra.

A petista rebateu: "Eu reitero que todas essas informações são públicas. O maior Estado do país não foi capaz de formar professores em tempo para substituir o trabalho precário".

Em outro momento, a ex-ministra da Casa Civil acusou o rival de "esconder sistematicamente" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de sua campanha.

"Considero muito estranho que o candidato José Serra utilize a imagem do presidente Lula à noite e de dia faça críticas ao governo", afirmou Dilma. "Vocês têm uma atitude de muita ingratidão com o governo do Fernando Henrique. Ele fez o Plano Real, e vocês, você, foi contra", respondeu o candidato do PSDB. 'Eu não fui patrocinado por ninguém. Essa coisa do Fernando Henrique está mal colocada", disse.

Já a presidenciável Marina Silva, do PV, mirou Serra na primeira parte do debate. Sua primeira pergunta, dirigida ao candidato tucano, criticou a posição do PSDB a respeito de políticas sociais. Ela afirmou que os tucanos sempre viram de forma negativa programas como o Bolsa Família.

Serra respondeu: “Vou fortalecer o Bolsa Família. Elevar o mínimo a R$ 600 e duplicar o reajuste dos aposentados”. Ao que Marina replicou: “As propostas não estão encontrando respaldo na realidade”.

Em outra ocasião, Marina criticou o governo FHC, lembrando que, ao assumir o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, encontrou um número excessivo de funcionários terceirizados. Além disso, a candidata verde criticou a atuação de Dilma à frente da Casa Civil.

"Num cargo de livre de provimento, uma pessoa que entrou com você, da sua confiança, tudo se repetiu novamente. Tráfico de influência, fisiologismo (...) É lamentável que isso tenha ocorrido bem próximo ao presidente da República", afirmou Marina, em referência aos escândalos envolvendo Erenice Guerra, que pediu demissão da pasta.

"No meu período na Casa Civil, não houve nenhum processo de corrupção que eu tenha conhecimento, que não tenha sido apurado", minimizou a candidata do PT.

Medo

No segundo bloco, uma jornalista citou o depoimento da atriz Regina Duarte em 2002, quando declarou voto em Serra e disse ter "medo" da eleição de Lula. Em seguida, perguntou ao tucano se não era "um erro repetir a mesma estratégia" com Dilma.

"Eu não estou alimentando medo contra ninguém. Não sei de onde a jornalista tirou essa ideia", afirmou Serra. "E não houve a justificativa para o medo porque o governo Lula mudou tudo aquilo que pregava nos anos anteriores", disse.

O ex-governador de São Paulo também foi questionado sobre a prisão de José Roberto Arruda (ex-DEM), ex-governador do Distrito Federal e que era cotado para ser vice na chapa do tucano até ser cassado por corrupção.

"Arruda foi pego em um esquema de corrupção e foi afastado com todos os outros integrantes, enquanto o pessoal do PT ficou lá, numa 'nice', numa boa", afirmou Serra. "Se vizinhança contamina, imagina a da Dilma", disse.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/em-debate-dilma-troca-acusacoes-com-serra-tucano-diz-que-petista-precisa-se-informar-melhor.jhtm

Plínio diz que Dilma é "conivente" com escândalos ou "incompetente"

UOL

Mauricio Stycer
Enviado especial ao Rio
Diego Salmen

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, acusou a candidata do PT, Dilma Rousseff, de "conivência" ou "incompetência" no caso de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB e nas suspeitas de tráfico de influência da ex-ministra Erenice Guerra, ligada a Dilma.

A acusação foi feita no início de debate promovido pela TV Record nesta noite que reúne Dilma, Plínio, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

"No último debate, você ficou meio nervosa com meu comentário sobre o escândalo Erenice. a verdade é que a corrupção bateu na sala ao lado. Aí é uma coisa ou outra: ou você é conivente ou você é incompetente", disse Plínio

Dilma rebateu: "Nem uma coisa nem outra". Ela afirmou que pediu investigação. "Para a Justiça avaliar os casos, é preciso haver investigação prévia. Quem está investigando é a Polícia Federal, que tem todas as condições para fazer a investigação.

Plínio rebateu dizendo que prefere acreditar que seja "incompetência". "Você vai ter de nomear muita gente. Não sei se está preparada para isso", disse o candidato do PSOL, argumentando que Dilma teria escolhido mal ao definir Erenice como sua funcionária e posteriormente como ministra na Casa Civil.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/26/plinio-diz-que-dilma-e-conivente-com-escandalos-ou-incompetente.jhtm

19 de ago. de 2010

Em enquete, 47% dos leitores dizem que Serra venceu debate Folha/UOL contra 41% para Dilma

DE SÃO PAULO

Para 47% dos leitores da Folha.com o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, venceu o debate promovido pela Folha/UOL ontem em São Paulo com os três principais presidenciáveis.

A candidata petista ficou em segundo lugar com 41% das preferências, enquanto Marina Silva (PV) teve 12%. Até as 19h desta quinta-feira, 26.293 responderam a enquete.

O resultado da enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores do site.

Durante as três horas do debate, o vídeo foi visto ao vivo 1.417.610 vezes. Entre quarta e as 15h30 desta quinta, os vídeos do debate foram vistos sob demanda mais 331.011 vezes. E continuarão disponíveis na internet.

O confronto ainda foi acompanhado por cerca 190 jornalistas de outros veículos.

A Folha.com registrou nas 24 horas do dia 18 de agosto acesso de 170 países diferentes. Depois do Brasil, os países que mais deram audiência ao debate Folha/UOL foram Estados Unidos, Portugal, Japão, Alemanha e Reino Unido.

No dia da transmissão, o site UOL Notícias teve uma audiência 569% maior que a média diária e 70,6% maior do que o recorde histórico anterior, que havia sido durante a cobertura do julgamento do casal Nardoni.

Mais de 80 sites diferentes fizeram a transmissão simultânea do vídeo do debate de norte a sul do Brasil.

O confronto também teve ampla repercussão em outros sites, além de blogs e redes sociais.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/785827-em-enquete-47-dos-leitores-dizem-que-serra-venceu-debate-folhauol-contra-41-para-dilma.shtml

18 de ago. de 2010

Debate Folha/UOL: veja a íntegra do 2º bloco

UOL

Veja a íntegra do segundo bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os temas debatidos foram educação, habitação e saúde.



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/0402193660E49913C6.jhtm?debate-folhauol-veja-a-integra-do-2-bloco-0402193660E49913C6

Debate Folha/UOL: veja a íntegra do 3º bloco

UOL

Veja a íntegra do terceiro bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os temas debatidos foram educação, reforma política e reforma tributária.



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/0402183464E49913C6.jhtm?debate-folhauol-veja-a-integra-do-3-bloco-0402183464E49913C6

Debate Folha/UOL: veja a íntegra do 4º bloco

UOL

Veja a íntegra do quarto bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os internautas fazem perguntas aos candidatos.



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/0402193666E49913C6.jhtm?debate-folhauol-veja-a-integra-do-4-bloco-0402193666E49913C6

Debate Folha/UOL: Serra diz que não é o "candidato da elite"

UOL

Veja trecho do quarto bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os internautas fazem perguntas aos candidatos. Conheça mais sobre a trajetória política de José Serra



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/04021C3268E49913C6.jhtm?debate-folhauol-serra-diz-que-nao-e-o-candidato-da-elite-04021C3268E49913C6

Debate Folha/UOL: veja a íntegra do 5º bloco

UOL

Veja a íntegra do quinto bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os internautas fazem perguntas aos candidatos.



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/04021B3368E49913C6.jhtm?debate-folhauol-veja-a-integra-do-5-bloco-04021B3368E49913C6

Debate Folha/UOL: reformas viraram consenso oco, diz Marina

UOL

Veja trecho do quarto bloco do debate com os candidatos a presidente Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva. Neste trecho do debate eleitoral online promovido pelo UOL e pela Folha, os internautas fazem perguntas aos candidatos. Conheça mais sobre a trajetória política de Marina Silva



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/08/18/04029B3368E49913C6.jhtm?debate-folhauol-reformas-viraram-consenso-oco-diz-marina-04029B3368E49913C6

Debate Folha/UOL: não há mulher a favor do aborto, diz Dilma

UOL



http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/?hashId=debate-folhauol-nao-ha-mulher-a-favor-do-aborto-diz-dilma-0402193668E49913C6&mediaId=6139462

6 de ago. de 2010

Debate insosso e um franco-atirador

No primeiro debate televisivo da corrida presidencial, Serra e Dilma polarizam discursos, Marina mostra-se discreta e Plínio salva a noite

Correio Braziliense - Tiago Pariz


Os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra, dividiram a atenção do primeiro debate entre os presidenciáveis. Num clima morno com ocasionais trocas de farpas, os candidatos começaram extrapolando o tempo permitido e exibindo nervosismo. A monopolização foi tamanha que coube ao candidato do PSol, Plínio de Arruda Sampaio, dar o tom mais irônico ao protestar contra o blocão formado pelos dois principais concorrentes ao Planalto e lançar provocações que o levaram ao topo dos Trending Topics (assuntos mais comentados) no Twitter mundial.

Enquanto Marina permaneceu mais amistosa, fazendo elogios à política social do governo, Dilma passou longe de se escorar no presidente Lula, seu padrinho político. Orientada a andar com as próprias pernas, ela mencionou Lula pela primeira vez só no início do terceiro bloco. O debate começou propositivo, mas, no meio de discursos de palanque, um não perdeu a oportunidade de alfinetar o outro.

O primeiro embate girou em torno da geração de empregos. Dilma buscou fazer Serra comparar as gestões de Lula e de Fernando Henrique. Serra disse que não faria política olhando para o retrovisor e que miraria o futuro e atacou o que chamou de sucateamento de aeroportos, da infraestrutura portuária e das rodovias. A petista rebateu com uma estocada: “É muito confortável esquecer o passado, mas não acho prudente”, disse, enfatizando que o governo Lula criou 14 milhões de empregos formais.

O monopólio foi quebrado depois que Serra e Dilma responderam sete perguntas seguidas. A candidata do PT quebrou a lógica e dedicou uma pergunta a Marina Silva, sobre políticas de combate ao uso e tráfico de crack. Plínio de Arruda Sampaio respondeu a um só questionamento e reclamou do isolamento. “A desigualdade está aqui. Eu sou o menos perguntado”, clamou. Quando teve chance de falar, cobrou dos candidatos posicionamento sobre reforma agrária e redução da jornada de trabalho.

Um dos carros-chefes de Serra, a questão dos deficientes físicos foi abordada pelo tucano para criticar o governo Lula. “O Ministério da Educação quis proibir a Apae de ensinar, dar o ensino primário, assistência. Uma crueldade”, criticou Serra. Na resposta, Dilma disse que o governo federal manteve apoio não apenas às Apaes, mas a todos os projetos de acessibilidade.

Só na metade final do debate é que Lula materializou-se nas palavras da candidata do PT. Ao pedir que o tucano avaliasse a indústria naval e o programa Luz Para Todos, Dilma citou Lula. Serra elogiou os programas, lembrando que o Luz Para Todos começou no governo FHC, mas partiu para o ataque ao questionar os motivos que levaram o governo Lula a acabar com os mutirões de Saúde.
Sugiro (a Dilma) que vá até Salvador e veja o que é um porto congestionado. Andar nas estradas é um perigo público
José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República

"Muito confortável esquecer o passado, mas não é prudente. Nós chegamos a 14 milhões de empregos criados"
Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República

"Hoje, investimos apenas 5% do PIB em educação. Estamos atrás do Chile, que está 30 anos na nossa frente"
Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República

'Vocês estão podendo perceber aqui porque o José Serra é tão hipocondríaco: ele só fala de saúde”
Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSol à Presidência

"A desigualdade está aqui. Eu sou o menos perguntado”
Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSol

Na chegada, cordialidade

Daniela Almeida

São Paulo — A chegada dos três presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), ao primeiro debate transmitido pela TV, ontem, seguiu a cartilha da cordialidade. Para evitar o trânsito intenso no Morumbi, Zona Oeste de São Paulo, todos chegaram de helicóptero.

O clima entre o trio antes do debate era de respeito. A petista fez questão de cumprimentar Serra e Marina. Os pleiteantes se divertiram com as imagens de debates anteriores, exibidos antes do primeiro bloco. O candidato tucano foi o último a chegar e, atrasado, não falou com a imprensa. Serra estava acompanhado da esposa, Mônica. O candidato a vice Índio da Costa (DEM) chegou sozinho e adiantou que os principais assuntos atacados pelos tucanos seriam a saúde, tema dominado por Serra, que foi ministro da Saúde, e a segurança, que estaria apresentando índices positivos no estado de São Paulo.

Como no primeiro evento com a presença dos três pleiteantes, em Minas Gerais, Marina foi a primeira a chegar. Estava acompanhada do vice, Guilherme Leal, de assessores e de coordenadores políticos. Aparentando calma, a senadora licenciada falou com a imprensa sobre sua disposição de dialogar com todos e prometeu não subir o tom.

A ex-ministra-chefe da Casa Civil e candidata do governo chegou acompanhada da primeira-dama Marisa Letícia, do ex-ministro Antonio Palocci, do presidente do PT José Eduardo Dutra, do candidato a vice Michel Temer (PMDB), do candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e da candidata ao Senado por São Paulo Marta Suplicy (PT). Marisa, aliás, foi uma das que mais se divertiu com os ácidos comentários de Plínio de Arruda Sampaio.

Os tucanos, impacientes e preocupados em monitorar a reação dos internautas, também saíram do sério quando Plínio disse não se surpreender com a fama de hipocondríaco de Serra, já que ele só “falava em saúde”.

Dilma, por sua vez, gaguejou um pouco e recorreu a spray para a garganta em alguns momentos críticos. “Acho que esse debate é importante. Esclarece. Constrói a democracia”, comentou.

Um show um tanto insosso

Sergio Maggio

A Band até que tentou dar um clima de show ao primeiro debate presidencial. Mostrou bastidores com a chegada dos presidenciáveis em helicópteros, fez um flashback de encontros históricos, mostrou alguns antigos barracos entre candidatos antológicos e pôs a música de abertura na batuta do maestro João Carlos Martins. No entanto, o confronto de ideias foi morno. Os políticos pareciam mais preocupados em traçar estratégias combinadas com as assessorias.

Nervosa, Dilma Rousseff, por exemplo, abusou do “nós” e do “nosso” para articular a sua imagem ao governo Lula, mesmo só citando o presidente a partir do terceiro bloco. Pouco objetiva, estourou tempo, esticou pausas e, por vezes, se esqueceu das câmeras, deixando de olhar para o “povo brasileiro”. “Foi pra lá, foi pra cá”, como definiu com precisão Plínio de Arruda Sampaio (PSol), que aproveitou o tempo que teve diante das câmeras para dizer aos eleitores. “Eu existo”, e “sou a divergência”.

Se Plínio foi incisivo em sua imagem forte, firme e irônica, José Serra (PSDB) manteve-se no tom de sempre, técnico, com pouco espaço para o humor, para a ironia nas deixas dos concorrentes, com a sensação de respostas prontas para as réplicas e as tréplicas. No contraponto, Marina Silva (PV), mais tranquila e leve, conseguiu misturar propostas com história pessoal, o seu trunfo para crescer na campanha. No geral, ficou a saudade dos debates de carne e osso, no qual os discursos prontos caem por terra e o eleitor pesca alguma brecha de espontaneidade.


Dilma abre frente na Sensus

Josie Jeronimo

Os tucanos chiam, mas três dos quatro principais institutos de pesquisas do país registram a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à frente na corrida pelo Palácio do Planalto. Na sondagem do CNT/Sensus divulgada ontem, a ex-ministra aparece 10 pontos à frente do candidato do PSDB, José Serra. A petista tem 41,6% contra 31,6% do tucano e 8,5% de Marina Silva (PV). Cientistas políticos avaliam que Dilma agora começa a andar com as próprias pernas.

A candidata do PT tinha na última consulta do instituto 19,8% de intenção de votos espontâneos, contra 14,4% de Serra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo fora da disputa, aparecia com 9,7% das indicações. Agora, depois de muitos comícios e carreatas, Dilma pulou para 30,4% das intenções espontâneas e os apontamentos para Lula caíram para 5%. “Ela passou a ter identidade e musculatura política. Tem colhido os frutos do apoio do presidente”, observa o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade.

Com a candidata crescendo e com o menor índice de rejeição em relação aos rivais, 25,3% contra 30,8% de Serra e 29,7% de Marina, os petistas já apostam em vitória no primeiro turno. “Vamos ampliar a pressão. Em uma evolução como essa, é possível, sim, isso acontecer”, comemorou o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE). Já o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), desqualificou o resultado. “Eleição é coisa séria. Não comentaremos pesquisa do Sensus.” Serra, que pela manhã fez corpo a corpo no Mercado Municipal de São Paulo, desdenhou da sondagem. “Nem vi pesquisa”, limitou-se.

Extensão
Enquanto a ex-ministra assume aos poucos o papel de Dilma e deixa de ser vista apenas como extensão de Lula, a campanha tucana sente os impactos da estratégia de agredir o governo do presidente que teve aprovação recorde na série histórica da pesquisa, 77,5%. O diretor do Instituto Sensus, o cientista político Ricardo Guedes, atribui a queda do desempenho de Serra ao processo de transferência de votos de Lula para Dilma e ao excesso de críticas dos tucanos. Andrade atribui grande parte da popularidade do governo ao Bolsa Família.

O impacto dos programas sociais do governo é o principal entrave para os tucanos. Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais sobre o Bolsa Família ganhará uma segunda etapa realizada por pesquisadores de Pernambuco para avaliar o programa do ponto de vista macroeconômico. O professor da Universidade Federal de Pernambuco Adriano Oliveira observa que a bolsa e o acesso ao crédito modificaram a paisagem de municípios pequenos. “Em muitos é possível ver uma rede de mercadinhos abertos depois do programa. O bolsa serviu para ativar essas economias”, afirma.

O número
30,4 %
Índice de intenção de voto para Dilma na pesquisa espontânea

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/06/politica,i=206347/DEBATE+INSOSSO+E+UM+FRANCO+ATIRADOR.shtml

Presidenciáveis fogem de temas espinhosos no primeiro debate

Folha

Temas espinhosos --que foram motivo de polêmica durante a campanha e a pré-campanha e que poderiam provocar discussões mais acaloradas entre os candidatos-- não foram citados ao longo das duas horas de debate.

Do lado tucano, a suposta relação entre o PT e as Farc, a tentativa de montagem de um dossiê contra o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e as relações entre os governos do Brasil e do Irã não foram usadas por José Serra.

O problema da segurança em São Paulo, uma possível vulnerabilidade do candidato tucano, que governou o Estado entre 2007 e março deste ano, também não foi abordada por Dilma Rousseff, candidata do PT.

Um dos temas de vulnerabilidade aos dois lados também ficou na gaveta, mesmo nas intervenções de Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL): os mensalões do PT, revelado em 2005, e o do DEM, no governo do Distrito Federal, principal aliado de Serra, que veio a público no ano passado.

Dos temas mais recentes, apenas o caos aéreo foi levantado, mesmo assim brevemente, em resposta de Serra a uma pergunta de Dilma, ainda no começo do debate. Sem citar a Gol, companhia aérea pivô da crise, disse que 19 de 20 aeroportos brasileiros estão com capacidade saturada.

Nos temas econômicos, a sobrevalorização do real frente ao dólar e a discussão sobre a autonomia do Banco Central também foram "esquecidas" pelos postulantes ao Palácio do Planalto.


LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral de Dilma Rousseff, só passou a ser citado nominalmente pela candidata petista após uma hora de debate, no terceiro bloco do programa.

"Eu considero o presidente Lula foi sem dúvida alguma um dos melhores presidentes que o país teve", disse a candidata, ao formular uma pergunta para Serra.

O tucano, seu principal adversário, a acusa de se escorar na alta popularidade de Lula para se viabilizar eleitoralmente.

O tucano, por sua vez, citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao dizer, no primeiro bloco do debate, que o Bolsa Família é derivado de outros programas criados na gestão tucana e que um dos coordenadores da campanha de Dilma, Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, "elogiou durante vários anos a política econômica" de FHC.


PROMESSAS

Sem ataques pessoais e com temas polêmicos excluídos da discussão entre os presidenciáveis, as promessas acabaram ganhando espaço no debate.

No entanto, nada de novo surgiu. Todas as propostas já haviam sido anunciadas antes, e foram apenas reiteradas. Serra, por exemplo, voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública, a criação de um milhão de novas vagas em escolas técnicas e a construção de 154 AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) em todo o Brasil.

Dilma voltou a prometer a construção de 500 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), a criação de 6.000 creches, além de defender o modelo de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) adotado no Rio de Janeiro.

O clima ameno do debate não provocou nenhum pedido de direito de resposta pelos candidatos. A plateia --formada pelo staff político dos presidenciáveis e que costuma se manifestar em debates, gerando repreensão dos debatedores-- foi notada pelos telespectadores uma única vez.

Diante da recorrência da temática da saúde nas intervenções de Serra, que usa sua passagem pelo Ministério da Saúde como capital eleitoral, Plínio de Arruda Sampaio --franco-atirador e, por isso, o mais à vontade-- disse que o tucano era "hipocondríaco, porque só fala de saúde", arrancando risos da plateia.

As biografias dos candidatos --mais um ponto de polarização entre Dilma e Serra-- acabou sendo mais explorado por Marina Silva, que, em duas oportunidades, falou de sua origem humilde.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/778694-presidenciaveis-fogem-de-temas-espinhosos-no-primeiro-debate.shtml

Em debate morno, Dilma e Serra apelam a FHC e Lula; Plínio é destaque

Carlos Bencke e Maurício Savarese
Do UOL Eleições

Em um debate morno realizado nesta quinta-feira (5) na TV Bandeirantes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se esforçaram para polarizar as eleições presidenciais, mas acabaram dividindo espaço com as frases de efeito do candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Marina Silva (PV) tentou se apresentar como alternativa aos líderes das pesquisas.

O tucano partiu para o ataque primeiro, mas evitou desqualificar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até fez elogios à gestão, como tem sido em sua campanha até agora. Em sua estreia em debates, a petista aparentou nervosismo nos dois primeiros blocos, deixando frases incompletas e estourando o tempo para respostas. Depois, a candidata encontrou seu tom.

Dilma e Serra evitaram os temas espinhosos das últimas semanas de campanha, como o vínculo do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), as relações diplomáticas entre Brasil e Irã, a acusação tucana de que o governo boliviano não combate traficantes que operam no país, o suposto dossiê anti-tucano e o vazamento de dados sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Também estreante, Marina direcionou sua primeira pergunta a Serra já se apresentando como alternativa. "Tivemos dois grandes partidos que não foram capazes de esquecer as divergências que muitas vezes são da oposição pela oposição", disse.


Socialista

O octogenário Plínio atraiu atenção com críticas a todos os candidatos, permeadas de ironias e adjetivos que arrancaram sorrisos até dos adversários. Chamou Serra de hipocondríaco e Marina de conciliadora. Ainda classificou políticas de Dilma e Serra de "quinquilharia". O candidato do PSOL fez uma de suas críticas mais diretas à presidenciável do PV.

"Você não sabe pedir demissão. Você devia ter pedido demissão", afirmou Plínio, em relação às tensões entre o Ministério do Meio Ambiente comandado por Marina com outros setores do governo. A senadora deixou a legenda onde começou sua militância para ser candidata à Presidência pelo PV. "Estou ouvindo você aqui e nem parece que você saiu do PT." Dilma era a principal rival de Marina em Brasília.

A atuação levou o nome do socialista, durante o debate, à posição número um dos trending topics do microblog Twitter. O desempenho do ex-promotor público surpreendeu, levando-se em conta que seu partido passou meses dividido entre o grupo dele e o da ex-presidenciável Heloísa Helena.


Primeiro bloco

Após um começo morno, em que cada candidato falou sobre saúde, educação e segurança pública, Dilma Rousseff e José Serra elevaram o tom a partir de uma pergunta da petista ao tucano sobre o pouco crescimento do Brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Serra disse que não se pode discutir o Brasil "olhando para o retrovisor".

Por sua vez, Dilma disse que é muito confortável que se esqueça o passado. No final do primeiro bloco, Serra criticou os investimentos em infraestrutura no Brasil, afirmando que os portos e aeroportos do Brasil estão saturados. Já Dilma - que, em alguns momentos, se mostrou nervosa, se posicionando de lado para a câmera e gaguejando - afirmou que os dados apresentados por seu adversário sobre portos são de 2006.

Segundo bloco

O segundo bloco começou com Serra no ataque, perguntando a Dilma “por que o governo federal está discriminando as Apaes (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais)”. Dilma disse que “não é muito correto" afirmar que o governo não olha pra essa questão.

Em sua réplica, o tucano disse que o Ministério da Educação “quis proibir as Apaes de ensinar, [...] cortou o transporte dessas crianças. As Apaes vem sendo perseguidas”. A petista mais uma vez disse que não podia concordar e que seu eventual governo dará atenção aos excepcionais.

Além desta polêmica, Dilma fez uma pergunta a Marina Silva relativa ao combate ao crack, enquanto Marina Silva perguntou a Plínio de Arruda Sampaio sobre distribuição de renda.


Terceiro bloco

No terceiro bloco, Dilma perguntou a Serra sobre o programa Luz para Todos e sobre a política federal para a indústria naval. Em relação a esta, Serra disse não ter objeções, mas disse que o Luz para Todos era um "prolongamento" do programa Luz no Campo, do governo FHC.

Serra voltou ao ataque, ao cobrar o governo Lula por ter acabado com os mutirões da saúde, realizados pelo tucano quando foi ministro de Fernando Henrique. "Eu não sou contra mutirões. Acho que é só uma medida de urgência. Não pode ser a nossa característica na política de saúde", respondeu Dilma.

Após ouvir Dilma e Serra falarem sobre saúde, Plínio de Arruda Sampaio, foi irônico. "Isso tudo que tem aí é quinquilharia. é solução pela metade", afirmou.

Quarto bloco

Durante o quarto bloco, no qual houve perguntas feitas por jornalistas da Bandeirantes, Dilma e Serra falaram sobre privatizações. O tucano disse que o governo Lula desvalorizou o patrimônio público, enquanto a petista criticou a gestão de FHC por não ter reduzido a dívida pública.

“Com relação ao governo Lula e ao governo FHC, se eles eram tão contra, é um mistério. Porque nada foi reestatizado.”, disse Serra. Por sua vez, Dilma disse que o governo Lula não reestatizou empresas porque não revê contratos. “A gente respeita contrato”, disse ela, que mais tarde chamou de “magia financeira” a “venda do patrimônio público”.

A petista também prometeu redução de juros, enquanto o tucano disse que criará, a exemplo de São Paulo, a "nota fiscal brasileira".

Quinto bloco

Em suas considerações finais, José Serra disse que "concorrer à Presidência é algo que me emociona" e relembrou seu passado no exílio. "A defesa da Petrobrás e da reforma agrária me custou 14 anos no exílio. Voltei com um compromisso com o povo brasileiro", encerrou.

No início de sua fala, o candidato tucano contou que sua filha cobrou um pai mais sorridente durante o debate. No entanto, Serra explicou: "Eu estou muito feliz. Posso nao ter sorrido, mas fiquei bem feliz [com o evento]".

Já Dilma Rousseff aproveitou seus dois minutos finais para elogiar a "generosidade e a experiência política" do presidente Lula e ressaltar seu trabalho como chefe dos ministros do governo petista.

A candidata se comprometeu com a erradicação da miséria e da pobreza e reforçou a ideia de que o governo atual "devolveu a auto estima de que podemos ser um país desenvolvido".

Marina Silva encerrou sua participação reforçando um compromisso com "educação de qualidade" e elogiou os governos anteriores. "O Brasil acabou com o preconceito de classe e foi capaz de colocar um sociólogo no poder. Depois um operário. Agora, a primeira mulher de raiz humilde de origem amazônica".

Plínio concluiu sua participação ironizando, mais uma vez, a participação dos candidatos. "Ficou claro que todos são Poliana. O bem tem que ser feito e o mal tem que ser evitado", disse. O candidato aproveitou para dizer que acredita que "foi discriminado no debate, assim como foi discriminado em outras ocasiões".

O debate incluiu os quatro candidatos cujos partidos têm representação no Congresso. Um dos candidatos excluídos por esse critério, Levy Fidelix (PRTB), escreveu em seu perfil no microblog Twitter que apelaria à ONU para participar das próximas discussões na TV.

Próximo debate

A Folha e o UOL promoverão com os três principais candidatos a presidente, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) um debate eleitoral inédito a ser transmitido em vídeo, ao vivo, pela internet, no dia 18 de agosto. Se houver segundo turno, haverá novo encontro em 21 de outubro.

Confira alguns trechos do debate