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6 de out. de 2010

Serra busca reforçar articulação nos Estados

AE - Agência Estado

Na primeira reunião ampliada do segundo turno, o presidenciável do PSDB, José Serra, escalou uma trinca de aliados para reforçar a articulação política nos Estados. Também ficou definido que a campanha tucana intensificará o contato com grupos religiosos cristãos e focará no eleitor de classe média que migrou, na primeira fase da eleição, para Marina Silva (PV).

Num encontro no comitê do PSDB, em São Paulo, Serra convidou o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, para formar um trio com o senador eleito por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, e com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), atual coordenador político da campanha. No primeiro turno, a função ficou exclusivamente nas mãos de Guerra, o que sobrecarregou o senador e levantou críticas de aliados que não se sentiram contemplados.

"A ideia é somar e não tirar o lugar de ninguém. Cada um terá uma função. Vamos dividir o trabalho", disse Bornhausen. Ele contou que hoje, após o evento de campanha em Brasília que dará partida ao segundo turno, ele, Aloysio e Guerra vão ajustar as linhas de trabalho de cada um.

''Serrinha''

Com o início do horário eleitoral gratuito em rádio e televisão, na sexta-feira pela manhã, a campanha do PSDB pretende humanizar o candidato José Serra e insistir na tese de apresentá-lo como um candidato "do bem", como no primeiro turno.

Serão reeditadas ideias bem sucedidas das disputas anteriores e que já resultaram na vitória do próprio Serra e de aliados. Uma das medidas será a criação de um boneco inflável chamado "Serrinha", que participará de caminhadas e eventos com o candidato - as imagens serão captadas e depois usadas no programa.

A proposta atende à tentativa de tornar o candidato mais próximo do eleitorado e foi usada na disputa municipal de 2008, na reeleição de Gilberto Kassab (DEM), pela mesma equipe de marketing que está trabalhando na campanha presidencial. Na eleição anterior, o "Kassabinho" foi tido como um dos gols marcados pelos marqueteiros.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-busca-reforcar-articulacao-nos-estados,621197,0.htm

Propaganda eleitoral de Dilma e Serra na TV e no rádio começa nesta sexta

Do UOL Eleições
Em São Paulo

A propaganda eleitoral gratuita dos dois candidatos à presidência da República que disputam o segundo turno, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), começa nesta sexta-feira (8) no rádio e na TV.

Cada uma das coligações terá 10 minutos na TV no período da tarde (13h) e outros 10 minutos à noite (20h30). No rádio, os programas serão transmitidos pela manhã (7h) e ao meio dia.

Nos programas do segundo turno existem duas diferenças em relação aos veiculados no primeiro turno. Agora, o tempo é dividido igualmente entre os candidatos e os programas são exibidos também aos domingos.

A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da candidata petista, será a primeira a exibir a propaganda, uma vez que Dilma obteve maior votação no primeiro turno. Em seguida será a vez do candidato José Serra, apoiado pela coligação “O Brasil Pode Mais”.

Inserções

Também para o segundo turno cada candidato terá direito a 7 minutos e 30 segundos de inserções de, no máximo, 30 segundos a serem distribuídas pelas emissoras ao longo da programação diária.

Entre os dias 8 e 29 de outubro —último dia para veiculação de propaganda—, cada candidato terá alcançado 165 minutos de propaganda eleitoral gratuita, divididos em 330 inserções.

A propaganda eleitoral deverá ser transmitida pelas emissoras de rádio e de televisão, bem como os canais de televisão por assinatura sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/06/propaganda-eleitoral-de-dilma-e-serra-na-tv-e-no-radio-comeca-nesta-sexta.jhtm

4 de out. de 2010

Serra diz esperar aproximação com PV e que Aécio é "pessoa-chave" no segundo turno

Folha

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira esperar uma "aproximação" com o PV no segundo turno. Questionado se iria procurar a presidenciável derrotada Marina Silva, Serra disse que "a questão é via partido".

"Eu tenho muita proximidade com o PV. Elementos de aproximação existem e eu espero sinceramente que ela aconteça", afirmou o tucano, que não quis comentar a hipótese de Marina ficar neutra no segundo turno.

Serra disse que sempre teve o apoio dos verdes quando comandou a Prefeitura de São Paulo e o governo paulista e que tem "relação de amizade" com integrantes do PV. Afirmou ainda que fez um programa ambiental em parceria com o partido em São Paulo. O tucano disse que a área ambiental é uma prioridade sua e defendeu o sistema de poupança de carbono.

O presidenciável esteve em Belo Horizonte, onde participou do velório de Aécio Cunha, pai do ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB). Deputado federal de 1967 a 1987, Cunha morreu aos 83 anos no domingo por insuficiência hepática.

Serra chamou o pai de Aécio de "moderado" e "patriota" e disse que "é em uma hora dessas que os amigos devem estar juntos".

VICE

O candidato do PSDB disse que não participa das especulações sobre a suposta troca de seu vice, Indio da Costa (DEM). "Eu tenho entendido que não há possibilidade legal", afirmou o tucano, sem dizer se gostaria ou não de fazer a troca.

Ao ser questionado sobre a hipótese de Aécio ser um novo vice com mais peso, Serra afirmou: "Eu não creio, não ouvi essa especulação. E é melhor também não avançar muito em muitas especulações dessa natureza".

AÉCIO

Serra disse que Aécio deve agora "guardar o momento de dor" pela morte do pai, mas que espera que o mineiro seja uma "pessoa-chave" no segundo turno.

"Não creio que seja o caso já de o Aécio se envolver em um trabalho direto, mas acredito que ele vai ser uma das pessoas-chaves. Junto com o [governador reeleito Antonio] Anastasia aqui em Minas e no campo nacional", afirmou o tucano.

ALCKMIN

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que também foi ao velório, defendeu a aproximação de Serra com o PV e brincou com o fato de estar de gravata verde.

"Eu acho que, no que depender de nós, eu até já estou com uma gravata verde aqui", afirmou o tucano paulista, que defendeu que o programa de Marina seja incorporado ao de Serra.

MINAS

O candidato derrotado do PV ao governo de Minas, José Fernando Aparecido, também esteve no velório e disse que não existe nada definido sobre apoio a Serra, mas ressaltou as alianças que tucanos e verdes mantêm pelo país.

"O Gabeira apoia o PSDB no Rio, temos alianças em São Paulo e em Minas. Temos já uma parceria regionalizada em três grandes Estados. Mas vamos esperar a reunião da Executiva Nacional", disse Aparecido.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/809475-serra-diz-esperar-aproximacao-com-pv-e-que-aecio-e-pessoa-chave-no-segundo-turno.shtml

Gabeira diz que vai 'honrar a palavra' e apoiar Serra; tucano quer aproximação com PV

Folha

FELIPE CARUSO

RODRIGO VIZEU


Candidato derrotado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) disse na tarde desta segunda-feira que "não tem a mínima ideia" de como a candidata derrotada do partido à Presidência, Marina Silva, vai se comportar no segundo turno.

"Ela que sabe e é ela quem vai definir", afirmou Gabeira à Folha por telefone.

De acordo com o deputado, nem a sua própria participação na campanha do candidato PSDB, José Serra, na próxima fase da eleição presidencial está definida.

"Eu dei a palavra que apoiaria o Serra no segundo turno, caso a Marina não fosse com ele. Eu vou honrar a minha palavra. Agora, o como vai ser definido em função das posições que o PV tiver. Vou procurar fazer as coisas de uma maneira harmônica."

Gabeira também ainda não sabe o que fará a partir de 31 de dezembro, quando encerra seu mandato na Câmara dos Deputados. Uma das prioridades, diz, é viabilizar projetos que ainda estão no papel.

"Posso escrever livro, fazer reportagens ou documentários. Há um caminho enorme pela frente. Quero continuar contribuindo para o Rio de Janeiro, agora combinando com a sobrevivência", disse ontem.

SERRA

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta segunda-feira esperar uma "aproximação" com o PV no segundo turno. Questionado se iria procurar a presidenciável derrotada Marina Silva, Serra disse que "a questão é via partido".

"Eu tenho muita proximidade com o PV. Elementos de aproximação existem e eu espero sinceramente que ela aconteça", afirmou o tucano, que não quis comentar a hipótese de Marina ficar neutra no segundo turno.

Serra disse que sempre teve o apoio dos verdes quando comandou a Prefeitura de São Paulo e o governo paulista e que tem "relação de amizade" com integrantes do PV. Afirmou ainda que fez um programa ambiental em parceria com o partido em São Paulo. O tucano disse que a área ambiental é uma prioridade sua e defendeu o sistema de poupança de carbono.

VICE

O candidato do PSDB disse que não participa das especulações sobre a suposta troca de seu vice, Indio da Costa (DEM). "Eu tenho entendido que não há possibilidade legal", afirmou o tucano, sem dizer se gostaria ou não de fazer a troca.

Ao ser questionado sobre a hipótese de Aécio ser um novo vice com mais peso, Serra afirmou: "Eu não creio, não ouvi essa especulação. E é melhor também não avançar muito em muitas especulações dessa natureza".

http://www1.folha.uol.com.br/poder/809495-gabeira-diz-que-vai-honrar-a-palavra-e-apoiar-serra-tucano-quer-aproximacao-com-pv.shtml

30 de set. de 2010

Serra apela para os indecisos e defende aposentadoria integral

Correio Braziliense


São Paulo — O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) está tão confiante no segundo turno das eleições que renovou as energias nesta reta final de campanha para investir na parcela do eleitorado que ainda não decidiu em quem votar — que, segundo pesquisas de diversos institutos, varia de 18% a 24%. Ontem, durante o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), em São Paulo, o tucano pediu aos indecisos que “deem uma chance” a ele.

Serra também voltou seu discurso para os beneficiários da Previdência Social, prometendo fazer uma nova reforma previdenciária “de maneira realista”. “Eu prefiro mexer na idade do que na remuneração. É necessário examinar a questão para se fazer uma coisa séria”, disse, acrescentando que é favorável à aposentadoria integral dos funcionários públicos.

O candidato ainda defendeu a capacitação e a qualificação permanente do funcionalismo público. “A estabilidade das instituições depende da qualidade do funcionário. Ou o Estado brasileiro se profissionaliza de fato ou vamos amargar péssimos efeitos para a economia”, prevê. Ele também citou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos como exemplo de má administração. “O que está acontecendo com os Correios é uma vergonha. A empresa está sendo destruída pelo aparelhamento feito por parte de partidos e de sindicatos ligados ao governo”, discursou.

Partidarização
O tucano também fez críticas à partidarização de empresas públicas. Ele citou como exemplo o que ocorreu nas agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A Anvisa virou objeto de barganha política. Isso resultou em atrasos na aprovação dos genéricos”, destacou.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/30/noticia_eleicoes2010,i=215536/SERRA+APELA+PARA+OS+INDECISOS+E+DEFENDE+APOSENTADORIA+INTEGRAL.shtml

Presidente do PT minimiza telefonema de Serra a Gilmar Mendes

Folha

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, minimizou e classificou de "nada demais" nesta quinta-feira o telefonema do presidenciável José Serra (PSDB) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes antes do julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Dutra ironizou e insinuou que se fosse Dilma, a repercussão seria outra. "Não sei se esta estória do Serra ligar pro Gilmar Mendes é verdadeira e, se for, não acho nada de mais. Agora, imaginem se fosse a Dilma...", disse o petista no Twitter.

A Folha revelou hoje que após receber uma ligação do candidato do PSDB, Mendes interrompeu o julgamento do questionamento do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha. Serra e Mendes negaram ter conversado.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/807219-presidente-do-pt-minimiza-telefonema-de-serra-a-gilmar-mendes.shtml

Serra e Dilma reforçam promessas em penúltimo programa de TV

SÃO PAULO (Reuters) - No penúltimo programa do horário eleitoral gratuito na televisão, nesta quinta-feira, os dois principais candidatos à Presidência da República --José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)-- reforçaram as promessas feitas durante a campanha e evitaram ataques diretos.

O programa do tucano humanizou o candidato, mostrando ele e sua relação com a família. "Como ele tem uns horários bem diferente dos meus, era muito bom que, durante a noite, com as crianças pequenas, eu dormia e ele trocava as fraldas, dava mamadeira", disse sua mulher, Monica Serra, referindo-se ao período em que os dois filhos do casal eram pequenos.

Além disso, foram reforçadas as promessas do candidato, como a construção de 400 quilômetros de metrô em grandes cidades e o aumento do salário mínimo para 600 reais.

"Eu lutei muito para chegar até aqui e poder pedir o seu voto de cabeça erguida. A minha história de vida é limpa, íntegra. Você sabe o que penso e sabe que eu tenho capacidade de realizar", disse o candidato.

"Eu vou usar a minha autonomia, o meu peso político, para fazer um governo que enfrente as dificuldades e os grandes interesses contrariados. E que não seja refém de partidos políticos, dessa ou daquela turma", complementou.

O programa da petista pede para que o eleitor vá às urnas no domingo e vote pela continuidade, sem esquecer o título de eleitor e um documento com foto --exigência de uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Com fé e confiança, o brasileiro aprendeu a conjugar o verbo mudar... com estabilidade, sem sustos, sem conflitos. Com Lula, a gente aprendeu como isso é bom. Por isso, vamos às urnas neste domingo para votar em Dilma e, assim, garantir um Brasil que vai seguir mudando, vai seguir em frente e no rumo certo", disse o locutor do programa da petista.

"Hoje, é o último dia da campanha. Domingo vamos decidir entre dois modelos de governo bem diferentes. O nosso modelo, os brasileiros já conhecem: é aquele que mudou o Brasil", falou Dilma.

Uma sequência de cenas faz um giro por todas as cinco regiões do Brasil, com uma série de diálogos entre Lula e Dilma que tratavam da manutenção das políticas implantadas. Ao final, o locutor da campanha diz: "Dilma é a garantia de que o país vai continuar crescendo".

Ao final, Lula aparece ao lado da candidata. "Você que acredita em mim e acha bom meu governo, não tenha dúvida: vote na Dilma. Igual a mim, a Dilma gosta dos pobres, respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões. Votar na Dilma é votar em mim com a certeza de um governo ainda melhor", disse Lula.

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE68T0JD20100930

Serra não é competitivo e seria derrotado em 2º turno, diz Marina

Folha

BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que o adversário José Serra (PSDB) não é competitivo "em hipótese alguma" e seria derrotado num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).

Ela disse ser a única opção de "segundo turno viável" contra a petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto e pode ser eleita já no domingo.

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"Tenho certeza de que sou o segundo turno viável, aquele que é capaz de concorrer efetivamente com a candidatura que está em primeiro lugar. A candidatura do PSDB, até pelos erros que cometeu, com certeza não tem essa viabilidade", disse Marina, em entrevista num hotel na Barra da Tijuca, no Rio.

"Nós somos o segundo turno viável, que de fato tem condições de disputar para valer. Esta é a vantagem de votar Marina Silva em relação à outra candidatura [de Serra], que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno", acrescentou.

A senadora disse que um segundo turno entre Dilma e Serra seria uma "repetição de 2006", quando o presidente Lula (PT) venceu com facilidade o tucano Geraldo Alckmin.

"Seria uma espécie de repetição de 2006. A candidatura capaz de fazer uma disputa de igual patra igual com certeza é a minha."

A senadora cancelou a visita a uma favela e vai permanecer no hotel até a hora de se deslocar para o debate dos presidenciáveis nos estúdios da TV Globo em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/807190-serra-nao-e-competitivo-e-seria-derrotado-em-2-turno-diz-marina.shtml

Gilmar Mendes e Serra negam ter conversado

Folha

MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA


O tucano José Serra negou ontem que tenha ligado para o ministro Gilmar Mendes.

O ex-presidente do STF também disse que não conversou com Serra ontem.

"Ele pode ter tocado em meu nome quando falava com alguém, questionado como eu iria votar. Mas não falou comigo."

Mendes afirmou que não é o candidato "nem ninguém" que vai dizer como ele deve ou não votar. "Tenho minhas próprias convicções para avaliar quando é ou não é importante pedir vista [durante o julgamento]."

O ministro disse ainda que é amigo de Serra, assim como tem relações pessoais com advogados ligados ao PT.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/806925-gilmar-mendes-e-serra-negam-ter-conversado.shtml

Serra aposta em segundo turno e elogia fidelidade de Alckmin

Folha


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, participou de um comício nesta quarta-feira (29) no bairro da Mooca --zona leste de São Paulo. O tucno defendeu que seus aliados estejam prontos para um eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT). "Descanso só em novembro, pois vamos ter outubro inteiro para fazer campanha pelo Brasil inteiro", disse.

Durante discurso, Serra também elogiou a fidelidade do candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, seu ex-rival interno no partido.



http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/807038-serra-aposta-em-segundo-turno-e-elogia-fidelidade-de-alckmin.shtml

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar

Folha

MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA


Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

Gilmar Mendes e Serra negam ter conversado
Gilmar Mendes pede vista e interrompe julgamento sobre obrigatoriedade de documentos
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A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.

Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

No último dia de TV, Dilma "paz e amor" cola em Lula; Serra aposta em 2º turno

Andréia Martins
Do UOL Eleições


No último dia do horário eleitoral gratuito na TV, durante o programa da tarde, os dois principais presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), mostraram depoimentos especiais na tentativa de conquistar votos.

A petista falou em governar com "paz e amor", defendeu liberdade de religião e voltou a colar sua imagem na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano optou por reforçar a ideia de ser "candidato do bem" e mostrar que é o mais preparado para administrar o país. Ambos usaram clipes caprichados, com músicas de apelo emocional.

Serra disse que quer governar o país com uma “economia forte, com aumento de emprego e distribuição de renda”. No programa, mostrou momentos com a família e falas da mulher, Mônica Serra, e da filha, Veronica Serra. Ele até cantou antiga canção de Carnaval que costumava entoar para os filhos.Também voltou a mostrar suas principais realizações na área da Saúde.

Entre as principais promessas, destacou que, se eleito, irá aumentar o salário mínimo para R$ 600, dar 10% de reajuste a todos os aposentados e abrir 1 milhão de vagas em escolas técnicas. Serra encerrou sua fala no programa pedindo voto e mostrando-se confiante no segundo turno. “No domingo, eu peço o seu voto. Vamos ao segundo turno e, se Deus quiser, à vitória”.

Serra também teve direito de resposta no programa do PSTU, que numa propaganda de 15 segundos veiculada em 18 de setembro, acusou o tucano de ter "rabo preso" e o vinculou a atos corruptos. “Nunca teve nenhuma mancha em sua biografia. Serra não merece as ofensas e calúnias da qual foi vítima”, disse a mensagem da coligação “O Brasil Pode Mais”.

A líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff (PT), abriu seu programa dizendo que, no domingo, o eleitor vai “decidir entre dois modelos de governo”, afirmando que o modelo atual "foi responsável por mudar o Brasil”.

Ao longo do programa, a petista fez um “pingue-pongue” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em diversos pontos do Brasil, ambos destacaram as realizações do atual governo nas cinco regiões do país, especialmente na área de empregos e agricultura.

Lula, em seu depoimento final, disse que assim como ele, Dilma "gosta dos pobres", respeita a vida, a paz, a liberdade e as religiões.

Dilma tentou mostrar um lado suave, dizendo que, se eleita, vai governar com "paz, amor e serenidade". Ela novamente se defendeu do que o PT chama de "boatos de fim de campanha", negando que fosse fazer qualquer restrição religiosa. Afirmou que vai "defender a democracia e a liberdade, respeitar a fé, as religiões e as convicções das pessoas e defender a vida".

Nesta semana, circularam informações na internet de que a petista teria dito que defendia o aborto, que nem Jesus Cristo tiraria sua vitória nessas eleições e que, se eleita, fecharia templos. Para combater essa campanha, Dilma se reuniu nesta quarta-feira com lideranças religiosas e convocou uma entrevista coletiva.

A terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), dedicou seu programa a reforçar o crescimento apresentado nas últimas pesquisas. A verde direcionou seu discurso às mulheres e aos jovens, dizendo “vamos ao segundo turno”.

Já o candidato do PSOL, Plíno de Arruda Sampaio, acostumado a dizer “vote PSOL, vote 50”, aproveitou para pedir o voto do eleitorado. “Neste dia final, quero o seu voto. Vote PSOL, Vote Plínio”, disse o socialista.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/no-ultimo-programa-na-tv-dilma-faz-dobradinha-com-lula-serra-e-marina-apostam-em-2-turno.jhtm

TSE nega direito de resposta a Dilma contra Serra

Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou cinco pedidos da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, para responder afirmações feitas pelo candidato do PSDB, José Serra, em sua propaganda política.

Três deles pediam direito de resposta contra a propaganda em que Serra afirmou que Dilma não “daria conta” de escolher seus ministros, caso seja eleita. O quarto direito de resposta contestava alegação de Serra de que a candidata petista foi a que mais aumentou a conta de luz dos brasileiros nos últimos oito anos.

Ao negar os recursos, os ministros entenderam que os argumentos de Serra são apenas uma crítica política e que não há requisitos para conceder o direito de resposta.

No quinto recurso negado, Dilma pedia direito de resposta por conta da propaganda de José Serra que mostrou matéria da revista Veja falando sobre suposto tráfico de influência na Casa Civil.

Segundo o ministro-relator, Henrique Neves, há jurisprudência do TSE que admite o uso crítico na propaganda eleitoral de notícias publicadas na imprensa.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/tse-nega-direito-de-resposta-a-dilma-contra-serra.jhtm

29 de set. de 2010

Dilma e Serra intensificam esforços para afastar boatos

BRUNO BOGHOSSIAN - Agência Estado

Para evitar prejuízos à imagem nos últimos dias antes das eleições, equipes de campanha de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) intensificaram os esforços para desmentir boatos e denúncias falsas que circulam na internet. E-mails que ligam candidatos a temas polêmicos, como aborto e privatizações, são os principais alvos dos candidatos - que também usam sites e redes sociais para tentar divulgar as informações corretas. A avaliação é de que é preciso agir rapidamente, antes que os eleitores cheguem às urnas, para evitar que os boatos se espalhem e sejam tomados como fatos.

Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convocado para rebater a onda de boatos contra Dilma. Em uma gravação que começou a ser exibida na TV e está no site da candidata petista, o presidente defende a ex-ministra e lembra que sofreu com campanhas negativas quando disputou as eleições. "Estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado, quando pessoas saíam do submundo da política mentindo a meu respeito", diz Lula.

O sinal de alerta na equipe petista foi aceso por uma enxurrada de e-mails e artigos em blogs que afirmavam que Dilma seria favorável ao aborto e que teria declarado que "nem Jesus Cristo" impediria sua vitória no primeiro turno. Hoje, diante de líderes religiosos, a candidata precisou reforçar sua postura "em defesa da vida" e esclarecer que as mensagens são apenas de boatos.

Na candidatura do PSDB à Presidência, o próprio José Serra fez questão de esclarecer afirmações polêmicas sobre seu programa de governo. Na internet, o tucano tenta se descolar do que chama de "mentiras" que circulam pelas redes sociais - como supostos projetos de privatização da Petrobras e o fim do Bolsa-Família, da Zona Franca de Manaus e dos concursos públicos.

"Há uma máquina de mentiras a meu respeito, trabalhando em tempo integral", escreveu o candidato, ontem, na rede de microblogs Twitter. "Eu não vou privatizar a Petrobras, isso é terrorismo do PT", acusou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-e-serra-intensificam-esforcos-para-afastar-boatos,617312,0.htm

Serra sinaliza mudanças na idade para aposentadoria se eleito

Maurício Savarese
Do UOL Eleições


Diante de uma plateia de funcionários públicos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (29) que, se eleito, tem a intenção de promover uma reforma da Previdência, baseada na idade dos contribuintes. O tucano indicou também a necessidade de uma reforma tributária" em fatias, para não unir dez grupos diferentes contra o projeto".

"Eu, particularmente, toda a questão previdenciária eu quero refazer no Brasil de maneira realista, que funcione", disse o presidenciável. "Eu prefiro mexer muito mais na idade do que na remuneração. Essa é uma questão importante, mas há algo que temos de examinar com a abertura, para fazer uma coisa séria. Do contrário, nós ficamos com um pé em cada canoa nessa matéria".

Mais tarde, questionado por jornalistas, o ex-governador de São Paulo afirmou que seus comentários sobre o assunto foram "apenas ênfase", e que é favorável à aposentadoria integral para funcionários públicos. "[Mas] também não precisam se aposentar com 40 e poucos anos", afirmou.

Atualmente, homens têm direito à aposentadoria integral se comprovarem 35 anos de contribuição previdenciária, contra 30 anos das mulheres. Para se aposentar por idade, homens e mulheres precisam ter, respectivamente, 65 e 60 anos - para os trabalhadores rurais são necessários 60 anos completos para homens e 55 para mulheres.

O tucano, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, não defendeu nenhuma idade específica para promover mudanças na Previdência se for eleito. "Tem que examinar as leis", disse ele, que se comprometeu a ter "diálogo com as entidades para formular mais eficiente". O encontro foi promovido pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).

Reforma tributária

Serra, que tenta forçar um segundo turno com a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), acusou o governo federal de não compreender as relações entre o Congresso e as mudanças na legislação tributária, o que impediria um modelo mais eficiente no Brasil. Ele afirmou ainda que a adversária não conseguiria ter profundidade para discutir o assunto.

Em seguida, afirmou ser "quem mais entende" da relação entre Congresso e mudanças na legislação. "Nessa reforma tem que pegar um objetivo de cada vez para que os adversários não se somem", afirmou.

O candidato do PSDB cancelou dois eventos a que compareceria nesta quarta-feira no Estado: uma visita à cidade de São José dos Campos e outra a Osasco. No início da noite ele fará uma caminhada em Barueri, na região metropolitana da capital paulista, e termina o dia com um ato de campanha na Mooca, bairro onde nasceu na zona leste de São Paulo.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/serra-sinaliza-mudancas-na-idade-para-aposentadoria-se-eleito.jhtm

Com 2º turno, campanha de Serra precisa de um freio de arrumação, diz Aécio

UOL

Fernando Rodrigues


"Vou colocar um blaser", diz um sorridente Aécio Neves, 50 anos, antes de começar a falar ao UOL e à Folha ontem de manhã em seu apartamento em Belo Horizonte. De calça jeans e camisa sem gravata, ele transmite tranquilidade. Está com 67% de intenção de votos para se eleger ao Senado. Seu candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), lidera as pesquisas.

Animado com o resultado do Datafolha indicando a possibilidade de haver segundo turno na disputa presidencial, o tucano sentencia sobre o que fazer depois de 3 de outubro na campanha de seu correligionário José Serra: "Nós teremos de dar um freio de arrumação".

Como assim? Para Aécio, é preciso usar mais líderes regionais na campanha presidencial do PSDB. Por exemplo, os eventuais governadores eleitos no primeiro turno, como o paulista Geraldo Alckmin e o mineiro Anastasia. "Isso pode ser uma alavanca vigorosa para o Serra no segundo turno".

O que Aécio chama de "freio de arrumação" seria também "uma politização maior da campanha" e "um diálogo mais permanente". Ou seja, mais gente do partido sendo ouvida para tomar as decisões estratégicas. Até agora, não é o que se passa no QG serrista. "Eu não culpo o Serra por isso. A campanha tem sua dinâmica. O Serra está se desdobrando. Quem acompanha o Serra tem de reconhecer o esforço pessoal que ele está fazendo. Com a cara boa, por mais que alguns achem que isso seja difícil, mas com a cara boa onde ele vai".

Um dos principais líderes do PSDB, Aécio sinaliza como será seu comportamento moderado em 2011. "Nós não podemos mais, sejamos nós ou o PT, reeditar a oposição que o PT fez ao governo FHC e tampouco a oposição que o PSDB fez a projetos e ações que nós sempre defendíamos, mas que por sermos da oposição deixamos de defender [no governo Lula]".

A partir do ano que vem, seja governo ou oposição, o PSDB "tem que renovar-se". Para Aécio, o partido precisa renovar seu programa e dizer o que "pretende para os próximos 20 anos".

Num eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra, Aécio considerar essencial atrair o apoio de Marina Silva (PV). "Mas não é apenas o apoio formal da candidata. É o PSDB se aproximar e incorporar algumas propostas do PV", defende.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/29/aecio-neves-defende-mudancas-na-campanha-de-serra-em-eventual-segundo-turno.jhtm

28 de set. de 2010

Líder evangélico ataca Marina e anuncia apoio a Serra

Folha

BERNARDO MELLO FRANCO
CATIA SEABRA


A seis dias da eleição, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, acusou ontem a presidenciável Marina Silva (PV) de "dissimular" suas ideias sobre a liberação do aborto e da maconha e anunciou apoio a José Serra (PSDB).

Ele era o principal líder evangélico a declarar voto na candidata, que é fiel da Assembleia de Deus. A mudança foi comemorada pelos tucanos, que contam com discursos a favor de Serra nos programas de TV do pastor.

Malafaia havia anunciado apoio a Marina na sexta-feira, pelo Twitter. Em carta enviada ontem a fiéis, ele a chamou de "pessoa que se diz cristã" e a condenou por defender um plebiscito sobre os dois temas polêmicos.

"Pior do que o ímpio é um cristão que dissimula", escreveu. "Ao propor plebiscito, Marina está jogando para a torcida, para ficar bem com os que são contra e com os que são a favor. Sai de cima do muro, minha irmã!".

O pastor disse ainda: "Como faltaram convicção e firmeza em suas declarações, uma vez que o cristão tem de mostrar a cara posicionando-se de forma categórica contra o pecado, Marina perdeu meu voto. Já que não tenho tantas opções, votarei em Serra para presidente."

A carta foi concluída com um ataque ao PT: "Infelizmente, Marina não nega suas raízes petistas."

A deserção surpreendeu Marina e sua equipe, que foi informada da carta pela Folha. Os verdes ainda festejavam a adesão do pastor.

Em nota, a campanha se disse surpresa: "Por se tratar de um líder religioso bem informado, causou estranhamento a revisão de seu apoio três dias depois, com objeções a posicionamentos defendidos exaustivamente por Marina desde o lançamento da candidatura."

A senadora prega a realização dos plebiscitos sobre aborto e maconha desde o início do ano. O pastor Sóstenes Cavalcante, ligado a Malafaia, alegou que ele não sabia e decidiu mudar o voto ao ouvi-la no debate da TV Record, domingo.

Um dirigente da campanha tucana afirmou que Serra não esperava a adesão de última hora e reforçará a defesa de posições conservadoras para ganhar mais força com os evangélicos.

A aproximação entre Malafaia e Marina preocupava aliados de Dilma Rousseff (PT), especialmente no Rio.

O pastor, que não quis dar entrevista, comanda seis horas diárias na TV aberta. Compra horários na Bandeirantes, na RedeTV! e na CNT. Seu irmão Samuel é candidato a deputado estadual no Rio pelo PR, do ex-governador Anthony Garotinho.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml

Dilma terá Lula, e Serra será 'otimista' na reta final

Folha

ANA FLOR
CATIA SEABRA
BERNARDO MELLO FRANCO


A propaganda de José Serra (PSDB) deverá insistir na linha light nesta reta final, mas o comando da campanha já desenha uma "nova cara" para um eventual segundo turno. Já o programa final de Dilma Rousseff (PT) terá de novo o presidente Lula para tentar garantir a vitória já no dia 3.

Nos últimos dias de campanha, o presidente terá uma agenda intensa. Ele fará mais quatro eventos sem a candidata --dois comícios e "caminhadas silenciosas".

Lula programou um comício amanhã em Aracaju e um na noite de quinta-feira em São Paulo --quando Dilma estará no debate da Rede Globo, considerado decisivo.

Na sexta-feira e no sábado, quando a Lei Eleitoral proíbe eventos públicos, Lula fará uma ou duas caminhadas na região do ABC. Dilma deve participar de uma delas.

No sábado, ela irá ao Rio Grande do Sul. Ela votará em Porto Alegre no domingo. Depois vai a Brasília, onde acompanha a apuração com Lula, no Palácio da Alvorada.

Hoje, tanto Dilma quanto Lula devem gravar para o programa final da TV. Eles já gravaram, nos últimos dias, em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Fortaleza, Salvador e Ouro Preto (MG).


SERRA

Para o programa final, nesta quinta-feira, Serra deverá fazer um discurso otimista, de aposta no segundo turno. Como já tem feito em eventos, deverá pedir mobilização de eleitores.

Serra manifesta, desde já, apreensão quanto ao eventual segundo turno. Na madrugada de ontem, ele discutiu mudanças no formato da campanha. O medo é não resistir ao cerco petista a partir do dia 4 de outubro.

Segundo participante da conversa, ocorrida no aeroporto do Galeão, a campanha precisará ser "menos solitária". O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, está ligando para aliados pedindo empenho nesta semana.

No último programa, a campanha apostará na biografia do candidato, com um apanhado de suas propostas.

A história de Serra deverá consumir cerca de quatro minutos do programa, que contará com o depoimento do candidato e um novo clipe.

Tanto no programa como no debate, Serra deve evitar confronto direto com Dilma.

MARINA

No último programa, as prioridades do PV são explorar ao máximo a figura de Marina Silva, que falará direto para a câmera, e clamar pelo segundo turno.

As pesquisas qualitativas mostram que o ponto forte dela é a imagem de honestidade e franqueza, que gera empatia. Por isso, o discurso vai martelar a ideia do "Brasil que queremos" e não terá promessa de obras ou metas específicas de governo.

Marina gravou ontem algumas opções de fala final. Foi preparada uma peça com apoiadores ilustres, mas, por causa do tempo curto, a tendência é que não vá ao ar.

A modelo Gisele Bündchen não gravou, e o apoio do senador Pedro Simon (PMDB-RS) não será usado por orientação da assessoria jurídica do PV, já que o partido dele está aliado a Dilma.

O tom mais incisivo contra Serra e Dilma foi aprovado no debate da Record e deve se repetir no da Globo.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/805649-dilma-tera-lula-e-serra-sera-otimista-na-reta-final.shtml

25 de set. de 2010

José Serra pega carona carona na imagem de Juscelino Kubitschek

No Museu de Juscelino Kubitschek, o tucano diz que se inspirou no projeto do estadista mineiro e reforça mínimo de R$ 600

Correio Braziliense - Pedro Ferreira


Diamantina (MG) — Para tentar reverter a sua desvantagem nas pesquisas, o presidenciável José Serra (PSDB), em campanha na histórica Diamantina, cidade mineira no Alto Jequitinhonha, pegou carona literalmente na imagem do filho mais ilustre da cidade, Juscelino Kubitschek (JK), e também nas boas performances do colega de partido Antonio Anastasia, candidato à reeleição ao governo de Minas, e do ex-governador tucano Aécio Neves, que disputa uma vaga no Senado. Os três e o candidato ao Senado Itamar Franco (PPS) permaneceram por cerca de três horas em Diamantina, na tarde de ontem, onde participaram de uma carreata e fizeram um breve discurso em um palco improvisado na Rua da Quitanda. Em seu primeiro evento de campanha juntos, Serra e Itamar, adversários por muito tempo, ainda visitaram a casa onde JK passou a infância, de 1902 a 1919, hoje transformada em museu.

Depois da carreata, os candidatos brindaram com chope no Café A Baiúca e discursaram. Serra pediu que cada um ali presente conseguisse um, dois ou mais votos para eles, e sugeriu que os simpatizantes recorressem aos indecisos por e-mail, por telefone, no local de trabalho, na escola “para que o sopro de cada um se torne uma ventania e faça o barco chegar ao porto da vitória”. O candidato assumiu o compromisso de, se eleito, acabar com as “estradas da morte” no país, citando a BR-381, no trecho que liga Belo Horizonte a Governador Valadares. Para ele, o número de mortes nas estradas brasileiras é altíssimo e as estatísticas divulgadas não correspondem à realidade.

Referência
Segundo Serra, JK foi um grande presidente e uma das suas referências entre os estadistas brasileiros. “É um homem que governou o Brasil com competência, generosidade, tolerância, e que nunca tratou adversário como inimigo. Trabalhou por todas as regiões do país, somou o Brasil, criou uma economia forte. É um exemplo daquilo que eu quero fazer”, disse o candidato à Presidência, ressaltando que não vai governar para partidos, mas para todo o povo. O tucano prometeu ainda criar uma economia forte, para expandir o emprego, distribuir renda e proteger os desamparados. “Meu projeto é inspirado na figura de Juscelino”, ressaltou. Questionado se Lula estaria agindo indevidamente ao citar também JK em seus discursos, Serra respondeu: “Eu nunca vi o Juscelino numa campanha atacando pessoalmente adversários. Esse era um exemplo de conduta boa de um presidente da República.”

Destacando o artesanato e o potencial turístico e universitário da região, o presidenciável prometeu tirar do papel a faculdade de medicina do município. “Aqui é a porta de entrada para o Vale do Jequitinhonha, que precisa de investimento do Brasil e de Minas Gerais”, disse Serra.

O tucano também reforçou a proposta de aumentar o salário mínimo para R$ 600 e de reajustar os benefícios da Previdência em 10%, além de trabalhar para a recuperação da saúde, da segurança e da educação. “O Brasil pode muito mais nessas áreas. De fato, ele ficou para trás nessas áreas”, disse.

É um homem que governou o Brasil com competência, generosidade, tolerância, e que nunca tratou adversário como inimigo”
José Serra, candidato à Presidência da República

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/25/noticia_eleicoes2010,i=214808/JOSE+SERRA+PEGA+CARONA+CARONA+NA+IMAGEM+DE+JUSCELINO+KUBITSCHEK.shtml

Serra minimiza avanço de Marina Silva na reta final

Gustavo Porto / SÃO CARLOS

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou nesta sexta-feira, 24, o impacto de um eventual crescimento da candidatura de Marina Silva (PV) levar a disputa eleitoral para o segundo turno.

"Ninguém está aí para ajudar o outro e eu jamais cometeria qualquer tipo de desrespeito contra eles ( candidatos), pois todos terão a chance de disputar. E cada um está aí para ganhar", disse, durante visita a cidade de São Carlos, no interior paulista.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, Marina subiu de 11% para 13% nas intenções de voto, com margem de erro de dois pontos.

Serra classificou como "factoide" o manifesto divulgado por uma ala do PMDB paulista – que apoia o PSDB no Estado – a favor de Dilma Rousseff (PT) e afirmou ser contra o pedido do PT ao Supremo Tribunal Federal para que o eleitor não tenha de apresentar dois documentos para votar. "A lei é lei. Acho importante ter a foto."

Ferimento. O tucano feriu levemente a cabeça ao bater no suporte do vídeo da van que o transportou para Araraquara, onde fez carreata e minicomício na região central da cidade. Serra até brincou com o corte: "Estou dando sangue na campanha."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-minimiza-avanco-de-marina-silva-na-reta-final,614947,0.htm