Relatório divulgado hoje pelo PSDB mostra propostas que vão desde redução de impostos até mudança no logo da Copa 2014
Nara Alves, iG
A campanha do candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, divulgou nesta quinta-feira o relatório de atividades do Proposta Serra (faça aqui o download), site que recebeu até o dia 20 de setembro contribuições de internautas para o programa de governo do presidenciável. Segundo o relatório, 19 mil participantes do PSDB, DEM, PPS e sem partido fizeram 8.311 contribuições em 40 temas diferentes. As sugestões foram aproveitadas na elaboração do programa que será apresentado por Serra antes do primeiro turno. Boa parte deste conteúdo, no entanto, deverá ficar de fora do documento final.
Entre as sugestões mais abordadas por internautas estão diversas propostas que já foram apresentadas pelo tucano ao longo da campanha, como a de mudança cambial visando a "maior exportação de bens de maior valor agregado", a "ampliação da fiscalização das fronteiras para combate ao tráfico de drogas e armas" e a "transparência e prestação de contas na internet".
Muitas sugestões, no entanto, deverão ficar de fora do Programa de Governo final de José Serra. Na questão das drogas, por exemplo, mais participantes se posicionaram a favor da descriminalização das drogas, em especial da maconha, do que contra. E Serra tem se posicionado contra a descriminalização da maconha.
Outras propostas que constam na lista das mais abordadas, algumas polêmicas ou inusitadas, são o "fim das cotas raciais nas universidades", o "fim da obrigatoriedade do serviço militar", a "revisão das divisões territoriais estaduais", o "fim da obrigatoriedade da contribuição sindical", a "criação de um ministério da Juventude", a "legalização de bingos e cassinos para promoção do turismo e desenvolvimento do Nordeste", além da "necessidade de mudar o logo da Copa 2014".
Segundo o relatório, produzido pelo coordenador do programa de governo de Serra, Xico Graziano, os participantes foram pessoas indicadas pela coligação “O Brasil pode mais”. "Os interlocutores são estudiosos e entusiastas voluntários da candidatura Serra, pessoas importantes e comprometidas que dominam o conteúdo de cada agenda setorial", diz o documento de 50 páginas.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+recebe+sugestoes+inusitadas+para+programa+de+governo/n1237782668790.html
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23 de set. de 2010
Dilma diz que estuda medidas judiciais contra vídeo do PSDB
Presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que os advogados estudam as medidas cabíveis contra PSDB, mas ainda não há definição
Andréia Sadi, iG
A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje, em Brasília, que 'manterá o nível' mas não descarta providências judiciais contra o PSDB pelos vídeos que passaram a veicular recentemente. “Entrar com qualquer medida judicial não significa baixar o nível, significa se defender”, argumentou Dilma. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, reafirmou a candidata e disse que os advogados do PT já estudam o caso para tomar as medidas cabíveis.
Em um vídeo que se popularizou na internet nesta manhã, são veiculadas algumas imagens de um suposto entrevistador questionando a competência de uma candidata, que repete a todo minuto ‘ser amiga do presidente’. A personagem, que é muito parecida com Dilma, aparece todo o momento de costas para a câmera. Além de trazer insinuações de que Dilma não será capaz de repetir os feitos de Lula, o vídeo ainda traz um personagem que, à luz e semelhança do presidente, não consegue segurar cães raivosos e prontos a atacar, em referência ao partido de Lula, o PT.
Em breve coletiva, Dilma disse ainda que não pretende proibir atos e manifestações, tanto de apoio como de críticas, à imprensa. A ex-ministra se recusou a comentar sobre as vagas para os ministérios de seu eventual governo, dizendo que ainda é muito cedo para esse tipo de discussão. “Gosto muito do Palocci,como gosto do Dutra. Agora, se eu discutir em algum momento ministério antes da eleição eu serei uma pessoa que não só estaria colocando carro na frente dos bois como estaria subindo num baita de um salto alto”, justificou, completando que não o faz por ‘convicção’. “Vocês hão de convir que subir no salto alto com esse pezinho pesado que eu tenho levaria a eu detonar o outro pé ...”, disse, apontado para a bota ortopédica.
Citando que o Brasil vive um momento democrático, Dilma disse que é preciso conviver com todas as manifestações. “Acho que nós não podemos fazer política com ódio. (..) Não da para demonizar ninguém nesse País. Isso não é clima para um País que saiu há mais de 20 anos da ditadura”, pontuou. A petista ainda deu indícios de
A candidata, que minimizou a última pesquisa Datafolha, disse não acreditar que a diminuição da sua vantagem seja por conta do caso Erenice. “Vamos aguardar essa semana, que vai ser cheia de pesquisas, idas e vindas, vamos aguardar, está perto do dia 3, não temos que nos inquietar. Daqui para frente é continuar trabalhando (..) É dentro da margem de erro”.
Dilma foi ainda personagem de uma brincadeira do CQC, programa da Rede Bandeirantes. O repórter fez uma paródia sobre o pé machucado da petista ao perguntar se ela tropeçou caindo na pesquisa ou fazendo campanha o Netinho. Bem humorada, ela respondeu: ‘’Nem um nem outro querido companheiro do CQC, foi caindo de uma esteira. Quem não é atleta não pode querer ser. Eu estava tentando ser e escorreguei”.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+quer+manter+o+nivel+mas+nao+descarta+medidas+judiciais/n1237782753211.html
Andréia Sadi, iG
A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje, em Brasília, que 'manterá o nível' mas não descarta providências judiciais contra o PSDB pelos vídeos que passaram a veicular recentemente. “Entrar com qualquer medida judicial não significa baixar o nível, significa se defender”, argumentou Dilma. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, reafirmou a candidata e disse que os advogados do PT já estudam o caso para tomar as medidas cabíveis.
Em um vídeo que se popularizou na internet nesta manhã, são veiculadas algumas imagens de um suposto entrevistador questionando a competência de uma candidata, que repete a todo minuto ‘ser amiga do presidente’. A personagem, que é muito parecida com Dilma, aparece todo o momento de costas para a câmera. Além de trazer insinuações de que Dilma não será capaz de repetir os feitos de Lula, o vídeo ainda traz um personagem que, à luz e semelhança do presidente, não consegue segurar cães raivosos e prontos a atacar, em referência ao partido de Lula, o PT.
Em breve coletiva, Dilma disse ainda que não pretende proibir atos e manifestações, tanto de apoio como de críticas, à imprensa. A ex-ministra se recusou a comentar sobre as vagas para os ministérios de seu eventual governo, dizendo que ainda é muito cedo para esse tipo de discussão. “Gosto muito do Palocci,como gosto do Dutra. Agora, se eu discutir em algum momento ministério antes da eleição eu serei uma pessoa que não só estaria colocando carro na frente dos bois como estaria subindo num baita de um salto alto”, justificou, completando que não o faz por ‘convicção’. “Vocês hão de convir que subir no salto alto com esse pezinho pesado que eu tenho levaria a eu detonar o outro pé ...”, disse, apontado para a bota ortopédica.
Citando que o Brasil vive um momento democrático, Dilma disse que é preciso conviver com todas as manifestações. “Acho que nós não podemos fazer política com ódio. (..) Não da para demonizar ninguém nesse País. Isso não é clima para um País que saiu há mais de 20 anos da ditadura”, pontuou. A petista ainda deu indícios de
A candidata, que minimizou a última pesquisa Datafolha, disse não acreditar que a diminuição da sua vantagem seja por conta do caso Erenice. “Vamos aguardar essa semana, que vai ser cheia de pesquisas, idas e vindas, vamos aguardar, está perto do dia 3, não temos que nos inquietar. Daqui para frente é continuar trabalhando (..) É dentro da margem de erro”.
Dilma foi ainda personagem de uma brincadeira do CQC, programa da Rede Bandeirantes. O repórter fez uma paródia sobre o pé machucado da petista ao perguntar se ela tropeçou caindo na pesquisa ou fazendo campanha o Netinho. Bem humorada, ela respondeu: ‘’Nem um nem outro querido companheiro do CQC, foi caindo de uma esteira. Quem não é atleta não pode querer ser. Eu estava tentando ser e escorreguei”.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+quer+manter+o+nivel+mas+nao+descarta+medidas+judiciais/n1237782753211.html
16 de set. de 2010
Mesmo sem confirmação, PSDB já comemora saída de Erenice
Sérgio Guerra diz que saída da ministra 'melhora a vida pública no Brasil'
Nara Alves, iG São Paulo
Antes mesmo de ser anunciado o resultado da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a ministra Erenice Guerra, o PSDB antecipou-se e começou a comemorar uma troca de comando na Casa Civil. "Erenice já está fora do governo. Isso significa que melhora a vida pública no Brasil", afirmou o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha presidencial do ex-governador José Serra PSDB).
Dilma e Lula estão reunidos neste início de tarde. A expectativa é de que Erenice peça para deixar o cargo, diante do agravamento de denúncias que apontam o suposto envolvimento de seu filho Israel Guerra em um esquema de lobby dentro do governo. Erenice assumiu a Casa Civil após a presidenciável petista Dilma Rousseff ter deixado o cargo para disputar o Palácio do Planalto. Ela era secretária-executiva do ministério e braço direito de Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/mesmo+sem+confirmacao+psdb+ja+comemora+saida+de+erenice/n1237777955006.html
Nara Alves, iG São Paulo
Antes mesmo de ser anunciado o resultado da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a ministra Erenice Guerra, o PSDB antecipou-se e começou a comemorar uma troca de comando na Casa Civil. "Erenice já está fora do governo. Isso significa que melhora a vida pública no Brasil", afirmou o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha presidencial do ex-governador José Serra PSDB).
Dilma e Lula estão reunidos neste início de tarde. A expectativa é de que Erenice peça para deixar o cargo, diante do agravamento de denúncias que apontam o suposto envolvimento de seu filho Israel Guerra em um esquema de lobby dentro do governo. Erenice assumiu a Casa Civil após a presidenciável petista Dilma Rousseff ter deixado o cargo para disputar o Palácio do Planalto. Ela era secretária-executiva do ministério e braço direito de Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/mesmo+sem+confirmacao+psdb+ja+comemora+saida+de+erenice/n1237777955006.html
15 de set. de 2010
Serra defende Transamazônica e Belo Monte
Candidato à Presidência fez comício no Pará ao lado Jatene e evitou críticas ao Governo Lula
Pollyana Bastos, iG Pará
Em sua primeira visita a Altamira, sudoeste do Pará, o candidato à Presidência da República Jose Serra (PSDB) falou de seus projetos de governo para o desenvolvimento da região. E prometeu asfaltar duas das principais rodovias estaduais, a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá. Essas rodovias – reconheceu o candidato – há anos apresentam “problemas de infraestrutura.”
Em discurso que antecedeu a fala de José Serra, Simão Jatene (PSDB), candidato ao governo do Estado, afirmou que a revitalização das rodovias é “dívida antiga do governo federal” com o Pará. Serra se declarou favorável à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, prometendo contornar os “impasses” em torno do projeto.
Investimento na área de saúde foi outro ponto do discurso, com a implantação de “policlínicas” capazes de realizar “150 mil consultas” mensais no Estado. Serra evitou críticas à sua principal adversária, a candidata Dilma Rousseff (PT), em Belém e em Altamira, onde fez comício às 21h. Ele também evitou temas como a quebra do sigilo bancário de sua filha e o da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra.
Por que comício em Altamira? Serra disse que o município foi escolhido pelo “potencial de desenvolvimento “e por ser uma “síntese do Brasil.” Altamira tem cerca de 100 mil habitantes, é o maior município em extensão territorial do país e está localizado a aproximadamente 1000 km de Belém.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+defende+transamazonica+e+belo+monte/n1237777205350.html
Pollyana Bastos, iG Pará
Em sua primeira visita a Altamira, sudoeste do Pará, o candidato à Presidência da República Jose Serra (PSDB) falou de seus projetos de governo para o desenvolvimento da região. E prometeu asfaltar duas das principais rodovias estaduais, a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá. Essas rodovias – reconheceu o candidato – há anos apresentam “problemas de infraestrutura.”
Em discurso que antecedeu a fala de José Serra, Simão Jatene (PSDB), candidato ao governo do Estado, afirmou que a revitalização das rodovias é “dívida antiga do governo federal” com o Pará. Serra se declarou favorável à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, prometendo contornar os “impasses” em torno do projeto.
Investimento na área de saúde foi outro ponto do discurso, com a implantação de “policlínicas” capazes de realizar “150 mil consultas” mensais no Estado. Serra evitou críticas à sua principal adversária, a candidata Dilma Rousseff (PT), em Belém e em Altamira, onde fez comício às 21h. Ele também evitou temas como a quebra do sigilo bancário de sua filha e o da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra.
Por que comício em Altamira? Serra disse que o município foi escolhido pelo “potencial de desenvolvimento “e por ser uma “síntese do Brasil.” Altamira tem cerca de 100 mil habitantes, é o maior município em extensão territorial do país e está localizado a aproximadamente 1000 km de Belém.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+defende+transamazonica+e+belo+monte/n1237777205350.html
Dilma diz que PT quer derrotar o DEM nas urnas
A candidata acusou o DEM de usar 'método golpista' para 'acabar com essa raça', em referência ao PT, fora do contexto eleitoral
iG - Ricardo Galhardo, enviado a Minas Gerais
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rejeitou, nesta terça-feira, em Varginha (Minas Gerais), a tentativa de classificar uma possível vitória eleitoral de seus aliados como projeto hegemonista almejado pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, falar em hegemonismo é tirar a legitimidade das eleições.
Questionada se a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “extirpar” o DEM da política nacional revela um projeto de hegemonia, Dilma respondeu:
“Não revela, não. Revela uma coisa muito saudável que é a disputa na democracia. Acho estranhíssimo que sempre que se coloca a questão de a gente vencer as eleições venha uma pergunta chamada hegemonista. Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo. A não ser que a gente comece agora a deslegitimizar vitórias nas urnas”.
A candidata se recusou a falar sobre as denúncias contra a sua ex-braço-direito e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra. “Eu, de fato, não vou comentar mais isso. Não vou ficar sendo pautada por este caso e não fazendo propostas”, disse.
Questionada se não deve satisfações aos eleitores sobre o assunto, Dilma respondeu; “Dei bastante satisfação para o eleitorado. Estão em todas as páginas dos jornais”.
A candidata voltou a defender as declarações de Lula dizendo que elas foram feitas num contexto eleitoral e a chamar os Democratas de golpistas. “Tem uma diferença substantiva entre eles dizerem que vão acabar com a nossa raça e nós dizermos que vamos ganhar deles na eleição. É eleição. Para tirarmos, só tem um jeito, disputar com eles no voto. O que estamos dizendo é que gostaremos de derrotar o DEM nas eleições. O que o DEM falou de nós não estava no contexto eleitoral. Era o método golpista de tirar as pessoas”, afirmou.
A candidata participou de um pequeno comício na quadra de um colégio de Varginha ao lado dos candidatos ao governo de Minas, Hélio Costa (PMDB), e ao Senado, Fernando Pimentel (PT). “Nós vamos precisar de uma parceria entre o governo federal e o governo de Minas. Por isso peço, votem no Hélio Costa e no Patrus (Ananias, candidato a vice) para Minas seguir mudando com o Brasil”, disse ela.
Na sexta-feira, Dilma volta ao Estado para mais uma aparição ao lado de Hélio Costa, que vem perdendo terreno para o tucano Antonio Anastasia nas pesquisas, desta vez, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+diz+que+pt+quer+derrotar+o+dem+nas+urnas/n1237777198018.html
iG - Ricardo Galhardo, enviado a Minas Gerais
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rejeitou, nesta terça-feira, em Varginha (Minas Gerais), a tentativa de classificar uma possível vitória eleitoral de seus aliados como projeto hegemonista almejado pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, falar em hegemonismo é tirar a legitimidade das eleições.
Questionada se a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre “extirpar” o DEM da política nacional revela um projeto de hegemonia, Dilma respondeu:
“Não revela, não. Revela uma coisa muito saudável que é a disputa na democracia. Acho estranhíssimo que sempre que se coloca a questão de a gente vencer as eleições venha uma pergunta chamada hegemonista. Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo. A não ser que a gente comece agora a deslegitimizar vitórias nas urnas”.
A candidata se recusou a falar sobre as denúncias contra a sua ex-braço-direito e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra. “Eu, de fato, não vou comentar mais isso. Não vou ficar sendo pautada por este caso e não fazendo propostas”, disse.
Questionada se não deve satisfações aos eleitores sobre o assunto, Dilma respondeu; “Dei bastante satisfação para o eleitorado. Estão em todas as páginas dos jornais”.
A candidata voltou a defender as declarações de Lula dizendo que elas foram feitas num contexto eleitoral e a chamar os Democratas de golpistas. “Tem uma diferença substantiva entre eles dizerem que vão acabar com a nossa raça e nós dizermos que vamos ganhar deles na eleição. É eleição. Para tirarmos, só tem um jeito, disputar com eles no voto. O que estamos dizendo é que gostaremos de derrotar o DEM nas eleições. O que o DEM falou de nós não estava no contexto eleitoral. Era o método golpista de tirar as pessoas”, afirmou.
A candidata participou de um pequeno comício na quadra de um colégio de Varginha ao lado dos candidatos ao governo de Minas, Hélio Costa (PMDB), e ao Senado, Fernando Pimentel (PT). “Nós vamos precisar de uma parceria entre o governo federal e o governo de Minas. Por isso peço, votem no Hélio Costa e no Patrus (Ananias, candidato a vice) para Minas seguir mudando com o Brasil”, disse ela.
Na sexta-feira, Dilma volta ao Estado para mais uma aparição ao lado de Hélio Costa, que vem perdendo terreno para o tucano Antonio Anastasia nas pesquisas, desta vez, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+diz+que+pt+quer+derrotar+o+dem+nas+urnas/n1237777198018.html
8 de set. de 2010
Simon anuncia apoio a Dilma e provoca divisão no PMDB-RS
Coordenação da campanha de José Fogaça tenta unir partido com mobilização “Força Total”
Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre
A queda nas últimas pesquisas não é o único problema que a candidatura de José Fogaça (PMDB) ao governo do Rio Grande do Sul precisa enfrentar neste momento. As dificuldades com relação ao posicionamento nacional continuam se multiplicando, e tiram o foco principal da campanha.
Nesse feriado foi o senador Pedro Simon, presidente estadual do PMDB, quem causou polêmica ao defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT), em entrevista a um veículo local.
Com o PMDB nacional apoiando Dilma, inclusive com a indicação do vice da candidata petista, Michel Temer, e o partido enfrentando o PT no Rio Grande do Sul, o candidato do partido ao Piratini, José Fogaça, optou por manter-se neutro na campanha nacional, o que chamou de “imparcialidade ativa”. Alguns integrantes do partido têm manifestado apoio a Dilma ou José Serra (PSDB), mas a declaração de Simon gerou protestos por ele se tratar do presidente estadual.
Simon criou reações também no PT, ao afirmar que, em caso de vitória de Dilma, seria melhor para o Rio Grande do Sul que Fogaça chegasse ao Piratini. Segundo Simon, Tarso Genro (PT) estaria, dentro do PT, em lado oposto ao de Dilma, e Fogaça teria com Dilma uma relação amistosa, apartidária.
Enquanto isso, o coordenador da campanha de Fogaça, deputado Mendes Ribeiro (PMDB), tenta unir o partido. Mendes programou para sexta-feira uma mobilização denominada “Força Total”, que prevê bandeiraços, caminhadas e carreatas pelo Estado e um encontro de Fogaça com prefeitos e vice prefeitos do PMDB e do PDT, em Porto Alegre.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/estado/rs/simon+anuncia+apoio+a+dilma+e+provoca+divisao+no+pmdbrs/n1237771667209.html
Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre
A queda nas últimas pesquisas não é o único problema que a candidatura de José Fogaça (PMDB) ao governo do Rio Grande do Sul precisa enfrentar neste momento. As dificuldades com relação ao posicionamento nacional continuam se multiplicando, e tiram o foco principal da campanha.
Nesse feriado foi o senador Pedro Simon, presidente estadual do PMDB, quem causou polêmica ao defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT), em entrevista a um veículo local.
Com o PMDB nacional apoiando Dilma, inclusive com a indicação do vice da candidata petista, Michel Temer, e o partido enfrentando o PT no Rio Grande do Sul, o candidato do partido ao Piratini, José Fogaça, optou por manter-se neutro na campanha nacional, o que chamou de “imparcialidade ativa”. Alguns integrantes do partido têm manifestado apoio a Dilma ou José Serra (PSDB), mas a declaração de Simon gerou protestos por ele se tratar do presidente estadual.
Simon criou reações também no PT, ao afirmar que, em caso de vitória de Dilma, seria melhor para o Rio Grande do Sul que Fogaça chegasse ao Piratini. Segundo Simon, Tarso Genro (PT) estaria, dentro do PT, em lado oposto ao de Dilma, e Fogaça teria com Dilma uma relação amistosa, apartidária.
Enquanto isso, o coordenador da campanha de Fogaça, deputado Mendes Ribeiro (PMDB), tenta unir o partido. Mendes programou para sexta-feira uma mobilização denominada “Força Total”, que prevê bandeiraços, caminhadas e carreatas pelo Estado e um encontro de Fogaça com prefeitos e vice prefeitos do PMDB e do PDT, em Porto Alegre.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/estado/rs/simon+anuncia+apoio+a+dilma+e+provoca+divisao+no+pmdbrs/n1237771667209.html
1 de set. de 2010
Dilma repete Collor em 1989, diz Serra
Nara Alves, iG São Paulo
O candidato tucano à Presidência, José Serra, comparou a presidenciável petista, Dilma Rousseff, ao ex-presidente da República Fernando Collor de Mello e responsabilizou a rival pela quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra. “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (...) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor”, afirmou.
A declaração foi dada na madrugada desta quarta-feira em entrevista à TV Globo. Serra classificou a quebra do sigilo fiscal de Verônica como “ato criminoso” e afirmou que a violação foi motivada para “exploração política”.
O candidato defendeu a filha, chamando-a de “ficha limpa”, mãe de três filhos e trabalhadora. Serra revelou, ainda, que Verônica havia comentado anteriormente que achava que haviam “espionado” seus dados. “Criminoso são esses que estão atacando a família para colher dividendos eleitorais. Se já estão fazendo isso agora, imagina se ganhassem”, questionou.
Serra voltou a afirmar que o DEM, partido de seu vice, deputado Indio da Costa, puniu os envolvidos no caso do mensalão do Distrito Federal. “O (mensalão) do DEM teve menos gente envolvida, tinha um volume, um alcance menor”, disse. Ele lembrou que no caso do PT, acusados de envolvimento não foram afastados do partido, como o ex-ministro José Dirceu, cotado para assumir cargo no eventual governo Dilma.
Campanha
O tucano justificou a estratégia de sua campanha, que exibiu imagens de Serra ao lado do presidente Lula, afirmando que "o PSDB tem um estilo que não é o quanto pior, melhor". De acordo com ele, sempre que "tem alguma coisa que presta" no governo, seu partido dará continuidade. "Às vezes isso é confundido com suavidade, com tibieza", disse.
Serra voltou a dizer que o PT pratica o "quanto pior melhor" e lembrou que a legenda votou contra o Plano Real e contra a lei de responsabilidade fiscal. "A campanha eleitoral pra mim não é algo para ficar estribuchando", afirmou. O candidato disse, ainda, que a propaganda petista atribui à Dilma "coisas que não têm nada a ver".
Procurando mostrar-se otimista, Serra disse acreditar que a estratégia da campanha está correta e que "vai nos levar a uma virada e à vitória".
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+repete+collor+em+1989+diz+serra/n1237766932132.html
O candidato tucano à Presidência, José Serra, comparou a presidenciável petista, Dilma Rousseff, ao ex-presidente da República Fernando Collor de Mello e responsabilizou a rival pela quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra. “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (...) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor”, afirmou.
A declaração foi dada na madrugada desta quarta-feira em entrevista à TV Globo. Serra classificou a quebra do sigilo fiscal de Verônica como “ato criminoso” e afirmou que a violação foi motivada para “exploração política”.
O candidato defendeu a filha, chamando-a de “ficha limpa”, mãe de três filhos e trabalhadora. Serra revelou, ainda, que Verônica havia comentado anteriormente que achava que haviam “espionado” seus dados. “Criminoso são esses que estão atacando a família para colher dividendos eleitorais. Se já estão fazendo isso agora, imagina se ganhassem”, questionou.
Serra voltou a afirmar que o DEM, partido de seu vice, deputado Indio da Costa, puniu os envolvidos no caso do mensalão do Distrito Federal. “O (mensalão) do DEM teve menos gente envolvida, tinha um volume, um alcance menor”, disse. Ele lembrou que no caso do PT, acusados de envolvimento não foram afastados do partido, como o ex-ministro José Dirceu, cotado para assumir cargo no eventual governo Dilma.
Campanha
O tucano justificou a estratégia de sua campanha, que exibiu imagens de Serra ao lado do presidente Lula, afirmando que "o PSDB tem um estilo que não é o quanto pior, melhor". De acordo com ele, sempre que "tem alguma coisa que presta" no governo, seu partido dará continuidade. "Às vezes isso é confundido com suavidade, com tibieza", disse.
Serra voltou a dizer que o PT pratica o "quanto pior melhor" e lembrou que a legenda votou contra o Plano Real e contra a lei de responsabilidade fiscal. "A campanha eleitoral pra mim não é algo para ficar estribuchando", afirmou. O candidato disse, ainda, que a propaganda petista atribui à Dilma "coisas que não têm nada a ver".
Procurando mostrar-se otimista, Serra disse acreditar que a estratégia da campanha está correta e que "vai nos levar a uma virada e à vitória".
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dilma+repete+collor+em+1989+diz+serra/n1237766932132.html
31 de ago. de 2010
Marina faz apelo por segundo turno a artistas no Rio
Casamento gay foi tema polêmico no Teatro Leblon, no Rio, onde cerca de 150 pessoas se reuniram para ouvir a candidata verde
Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro
Em palestra a artistas no Teatro Leblon, na zona sul do Rio, na noite desta segunda-feira (30), a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a afirmar que levará a disputa para o segundo turno. O assunto pautou o dia da candidata depois que membros de sua campanha provocaram uma repercussão negativa ao admitirem a vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.
“Tem gente que acha que já perdeu o jogo. Tem gente que acha que já ganhou. Não vamos desistir", falou. "Parece que o Brasil quer uma mulher. Se for isso, pois bem, vamos ao segundo turno”.
Segundo Marina, só assim será possível “aprofundar o debate” político e conhecer melhor as propostas dos candidatos, devido à igualdade de tempo na propaganda eleitoral.
Em sua fala, Marina deu crédito aos governos Fernando Henrique Cardoso pelos avanços da economia (Plano Real) e Lula pelo fortalecimento dos programas sociais (Bolsa Família). A candidata, contudo, ressaltou que apesar dos avanços ainda é preciso investir em educação, transporte e meio ambiente.
Polêmica ao falar sobre casamento gay
Embora tenha arrancado aplausos ao defender a valorização "daquilo que não é convertido em dinheiro", Marina causou polêmica entre a classe artística ao reafirmar ser contra o casamento gay, embora defenda a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “Quem não quiser votar em mim por isso, não tem problema”, afirmou.
Na saída, Mariana de Moraes, neta do poeta Vinícius de Moraes, declarou seu voto na verde mas pediu à candidata que seja mais clara em relação ao tema. “Tenho vários amigos gays que não vão votar em você por causa disso”, falou Mariana.
O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que já gravou participação no programa eleitoral da candidata, foi a presença mais aplaudida da noite, que não contou com um dos mais importantes cabos eleitorais da campanha, Caetano Veloso. Segundo Marina, ele está viajando e por isso não participou do encontro.
Estiveram presentes o dramaturgo Domingos de Oliveria e os atores Marcos Palmeira, Letícia Sabatella e Marcos Winter. O candidato a vice na chapa de Marina, Guilherme Leal, e o candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, também compareceram.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+faz+apelo+por+segundo+turno+a+artistas+no+rio/n1237765660187.html
Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro
Em palestra a artistas no Teatro Leblon, na zona sul do Rio, na noite desta segunda-feira (30), a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a afirmar que levará a disputa para o segundo turno. O assunto pautou o dia da candidata depois que membros de sua campanha provocaram uma repercussão negativa ao admitirem a vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.
“Tem gente que acha que já perdeu o jogo. Tem gente que acha que já ganhou. Não vamos desistir", falou. "Parece que o Brasil quer uma mulher. Se for isso, pois bem, vamos ao segundo turno”.
Segundo Marina, só assim será possível “aprofundar o debate” político e conhecer melhor as propostas dos candidatos, devido à igualdade de tempo na propaganda eleitoral.
Em sua fala, Marina deu crédito aos governos Fernando Henrique Cardoso pelos avanços da economia (Plano Real) e Lula pelo fortalecimento dos programas sociais (Bolsa Família). A candidata, contudo, ressaltou que apesar dos avanços ainda é preciso investir em educação, transporte e meio ambiente.
Polêmica ao falar sobre casamento gay
Embora tenha arrancado aplausos ao defender a valorização "daquilo que não é convertido em dinheiro", Marina causou polêmica entre a classe artística ao reafirmar ser contra o casamento gay, embora defenda a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “Quem não quiser votar em mim por isso, não tem problema”, afirmou.
Na saída, Mariana de Moraes, neta do poeta Vinícius de Moraes, declarou seu voto na verde mas pediu à candidata que seja mais clara em relação ao tema. “Tenho vários amigos gays que não vão votar em você por causa disso”, falou Mariana.
O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que já gravou participação no programa eleitoral da candidata, foi a presença mais aplaudida da noite, que não contou com um dos mais importantes cabos eleitorais da campanha, Caetano Veloso. Segundo Marina, ele está viajando e por isso não participou do encontro.
Estiveram presentes o dramaturgo Domingos de Oliveria e os atores Marcos Palmeira, Letícia Sabatella e Marcos Winter. O candidato a vice na chapa de Marina, Guilherme Leal, e o candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, também compareceram.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+faz+apelo+por+segundo+turno+a+artistas+no+rio/n1237765660187.html
Na vice de Dilma, Temer amplia conquista sobre PMDB serrista
Agenda paralela do presidente do PMDB ajudou a alavancar candidata em redutos onde favoritismo era do ex-governador do PSDB
Adriano Ceolin e Andréia Sadi, iG Brasília
Candidato a vice na chapa da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o deputado Michel Temer (PMDB) tem sido considerado até por petistas como um dos responsáveis pelo crescimento da candidatura da ex-ministra da Casa Civil em colégios eleitorais onde José Serra (PSDB) era favorito, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Ironizado por adversários como ruim de voto (em 2006, se elegeu por causa do voto da legenda), o vice sempre foi visto como bom articulador político e uniu o partido em torno da candidatura petista.
Avesso ao corpo a corpo das campanhas políticas, Temer cumpre agenda paralela à da ex-ministra. O deputado federal percorreu neste mês o Vale do Itajaí acompanhado por lideranças locais do partido e seguiu no último final de semana para o interior paulista. A maior das disputas de Temer tem sido travada com o diretório paulista, no qual Temer mantém sua filiação. Em São Paulo, o PMDB é liderado por Orestes Quércia, candidato ao Senado pela chapa do tucano Geraldo Alckmin e antigo adversário de Temer. Parar barrar a influência de Quércia no diretório paulista, Temer intensificou os compromissos no Estado e se reuniu com líderes em Jales, Ribeirão Preto, Barretos e na própria capital.
Em entrevista ao iG, Temer disse observar uma versão paulista do voto “Dilmasia”, combinação de voto em Dilma e o candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Antonio Anastasia. Segundo ele, eleitores paulistas deverão votar nele próprio para vice - ou seja, em Dilma - e em Quércia. “Os peemedebistas aqui (em São Paulo) estão fazendo uma chapa curiosa, Temer vice e Quércia senador”, afirmou.
No último dia 20, prefeitos paulistas inauguraram um comitê pró-Dilma organizado pelo prefeito de Rio Claro, Du Altimari. Eleito deputado federal por São Paulo, Temer quer consolidar a influencia do partido no maior colégio eleitoral do País.
No diretório de Sorocaba, por exemplo, um informativo traz Quércia para o Senado e Dilma e Temer para o governo federal.
Temer tem feito gestos para desmobilizar prefeitos e candidatos a deputados que tinham, num primeiro momento, declarado apoio ao tucano. Na sexta-feira passada por exemplo, o deputado – que é também presidente nacional do PMDB – visitou cinco municípios de Santa Catarina: Navegantes, Pouso Redondo, Ituporanga, Ibirama e Blumenau.
Em Santa Catarina, o PMDB coligou-se com PSDB para apoiar candidato ao governo pelo DEM, Raimundo Colombo. O partido ficou com vaga de vice e indicou Eduardo Pinho Moreira, que sofre ameaça de ser expulso (PMDB). Até o inicio da corrida eleitoral, ele era o presidente do diretório, mas perdeu o posto a pedido de direção nacional por apoiar o DEM e o PSDB.
“Eu não voto Temer e Dilma Rousseff por causa desta ameaça de expulsão”, disse Eduardo ao iG. “No entanto, não estou pedindo votos para o Serra. Meu foco é campanha estadual”, completou. Em Santa Catarina, porém, Temer conquistou o apoio do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, que já foi filiado ao DEM e ao PSDB.
Depois de passar por Santa Catarina, o candidato a vice de Dilma foi para São Paulo, outro Estado em que o PMDB local está coligado com o PSDB e com o DEM. No sábado, Temer esteve nos municípios de Ribeirão Preto, onde inaugurou comitê suprapartidário para Dilma, e Barretos, município em que participou da festa do alho.
Nesta quinta-feira (2), Temer voltará ao Rio Grande do Sul, Estado em que o PMDB tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça. Ele enfrenta o ex-ministro Tarso Genro (PT) e a atual governadora Yeda Crusius. Na primeira fase da campanha, Fogaça foi assediado por Serra, já que o tucano liderava as pesquisas no Estado.
Temer, no entanto, montou uma estratégia para evitar que o grupo de Fogaça ajudasse Serra. Por isso, incentivou que o deputado Mendes Ribeiro Júnior fosse coordenador da campanha de Fogaça. “Desde o princípio, eu sempre deixei clara minha posição em favor da Dilma”, disse Mendes Ribeiro.
O iG apurou que o PMDB nacional tem ajudado financeiramente a campanha de Fogaça. Mendes negou o repasse de recursos da campanha de Dilma para a campanha do PMDB gaúcha. “A relação do PMDB do Rio Grande do Sul é com o PMDB nacional”, ressaltou o coordenador da campanha de Fogaça.
http://ultimosegundo.ig.com.br/na+vice+de+dilma+temer+amplia+conquista+sobre+pmdb+serrista/n1237765200682.html
Adriano Ceolin e Andréia Sadi, iG Brasília
Candidato a vice na chapa da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o deputado Michel Temer (PMDB) tem sido considerado até por petistas como um dos responsáveis pelo crescimento da candidatura da ex-ministra da Casa Civil em colégios eleitorais onde José Serra (PSDB) era favorito, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Ironizado por adversários como ruim de voto (em 2006, se elegeu por causa do voto da legenda), o vice sempre foi visto como bom articulador político e uniu o partido em torno da candidatura petista.
Avesso ao corpo a corpo das campanhas políticas, Temer cumpre agenda paralela à da ex-ministra. O deputado federal percorreu neste mês o Vale do Itajaí acompanhado por lideranças locais do partido e seguiu no último final de semana para o interior paulista. A maior das disputas de Temer tem sido travada com o diretório paulista, no qual Temer mantém sua filiação. Em São Paulo, o PMDB é liderado por Orestes Quércia, candidato ao Senado pela chapa do tucano Geraldo Alckmin e antigo adversário de Temer. Parar barrar a influência de Quércia no diretório paulista, Temer intensificou os compromissos no Estado e se reuniu com líderes em Jales, Ribeirão Preto, Barretos e na própria capital.
Em entrevista ao iG, Temer disse observar uma versão paulista do voto “Dilmasia”, combinação de voto em Dilma e o candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Antonio Anastasia. Segundo ele, eleitores paulistas deverão votar nele próprio para vice - ou seja, em Dilma - e em Quércia. “Os peemedebistas aqui (em São Paulo) estão fazendo uma chapa curiosa, Temer vice e Quércia senador”, afirmou.
No último dia 20, prefeitos paulistas inauguraram um comitê pró-Dilma organizado pelo prefeito de Rio Claro, Du Altimari. Eleito deputado federal por São Paulo, Temer quer consolidar a influencia do partido no maior colégio eleitoral do País.
No diretório de Sorocaba, por exemplo, um informativo traz Quércia para o Senado e Dilma e Temer para o governo federal.
Temer tem feito gestos para desmobilizar prefeitos e candidatos a deputados que tinham, num primeiro momento, declarado apoio ao tucano. Na sexta-feira passada por exemplo, o deputado – que é também presidente nacional do PMDB – visitou cinco municípios de Santa Catarina: Navegantes, Pouso Redondo, Ituporanga, Ibirama e Blumenau.
Em Santa Catarina, o PMDB coligou-se com PSDB para apoiar candidato ao governo pelo DEM, Raimundo Colombo. O partido ficou com vaga de vice e indicou Eduardo Pinho Moreira, que sofre ameaça de ser expulso (PMDB). Até o inicio da corrida eleitoral, ele era o presidente do diretório, mas perdeu o posto a pedido de direção nacional por apoiar o DEM e o PSDB.
“Eu não voto Temer e Dilma Rousseff por causa desta ameaça de expulsão”, disse Eduardo ao iG. “No entanto, não estou pedindo votos para o Serra. Meu foco é campanha estadual”, completou. Em Santa Catarina, porém, Temer conquistou o apoio do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, que já foi filiado ao DEM e ao PSDB.
Depois de passar por Santa Catarina, o candidato a vice de Dilma foi para São Paulo, outro Estado em que o PMDB local está coligado com o PSDB e com o DEM. No sábado, Temer esteve nos municípios de Ribeirão Preto, onde inaugurou comitê suprapartidário para Dilma, e Barretos, município em que participou da festa do alho.
Nesta quinta-feira (2), Temer voltará ao Rio Grande do Sul, Estado em que o PMDB tem como candidato ao governo o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça. Ele enfrenta o ex-ministro Tarso Genro (PT) e a atual governadora Yeda Crusius. Na primeira fase da campanha, Fogaça foi assediado por Serra, já que o tucano liderava as pesquisas no Estado.
Temer, no entanto, montou uma estratégia para evitar que o grupo de Fogaça ajudasse Serra. Por isso, incentivou que o deputado Mendes Ribeiro Júnior fosse coordenador da campanha de Fogaça. “Desde o princípio, eu sempre deixei clara minha posição em favor da Dilma”, disse Mendes Ribeiro.
O iG apurou que o PMDB nacional tem ajudado financeiramente a campanha de Fogaça. Mendes negou o repasse de recursos da campanha de Dilma para a campanha do PMDB gaúcha. “A relação do PMDB do Rio Grande do Sul é com o PMDB nacional”, ressaltou o coordenador da campanha de Fogaça.
http://ultimosegundo.ig.com.br/na+vice+de+dilma+temer+amplia+conquista+sobre+pmdb+serrista/n1237765200682.html
30 de ago. de 2010
Serra: Dilma desrespeita o eleitor ao sentar na cadeira
O candidato tucano rebateu hoje a afirmação da petista, que ontem disse que "estenderá" a mão para Serra
Nara Alves, iG São Paulo
O candidato tucano à Presidência, José Serra, rebateu neste domingo a afirmação da rival petista, Dilma Rousseff, que ontem disse que "estenderá" a mão para Serra. Para o tucano, a declaração demonstra falta de respeito. Serra participou hoje de uma reunião na Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na capital paulista.
"É uma falta de respeito com os eleitores porque sentar na cadeira a mais de um mês antes da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, e não uma candidata isoladamente", disse. O primeiro turno da eleição acontece no dia 3 de outubro.
Em seu discurso na Associação, Serra criticou o governo federal e afirmou que faltam investimentos. "Não dá para fazer um julgamento abrangente, mas na questão da irrigação, dos portos e dos aeroportos, falhou", afirmou. Citando o programa Minha Casa Minha Vida, o tucano voltou a dizer que o governo não utiliza bem os recursos que deveriam ser aplicados em moradia popular.
Serra ressaltou que enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ajudou o governo federal. "Dilma quer faturar em cima disso (das ações do governo de São Paulo)", afirmou, dando como exemplos a urbanização das favelas de Heliópolis e Paraisópolis, onde, segundo ele, o governo Lula aplicou apenas 20% ou 30% do total investido nas comunidades.
Ao final do encontro, Serra pediu para que os nordestinos residentes em São Paulo enviassem cartas a seus parentes que vivem no Nordeste contando as ações de seu governo no Estado e pedindo votos. O tucano também dançou e cantou ao lado de Mônica Serra e lideranças da Associação.
Mônica Serra critica Dilma como mulher
Tratada como madrinha da Associação dos Nordestinos, a mulher de Serra, Mônica Serra, também fez um breve pronunciamento. Em sua fala, Mônica criticou indiretamente a candidata Dilma Rousseff por não se pronunciar sobre o caso da iraniana condenada à morte por susposto adultério.
"Uma mulher estava prestes a ser apedrejada até a morte no Irã e uma mulher que diz que quer ser a mãe de todos os brasileiros não se pronunciou. Eu tive vergonha. Uma mulher com a visibilidade que ela tem e não se pronunciou", afirmou. Mônica lembrou que viveu em uma ditadura no Chile, seu país natal, e disse que "reconhece os valores que são esquecidos numa ditadura", como o valor à vida.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+dilma+desrespeita+o+eleitor+ao+sentar+na+cadeira/n1237764283129.html
Nara Alves, iG São Paulo
O candidato tucano à Presidência, José Serra, rebateu neste domingo a afirmação da rival petista, Dilma Rousseff, que ontem disse que "estenderá" a mão para Serra. Para o tucano, a declaração demonstra falta de respeito. Serra participou hoje de uma reunião na Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na capital paulista.
"É uma falta de respeito com os eleitores porque sentar na cadeira a mais de um mês antes da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, e não uma candidata isoladamente", disse. O primeiro turno da eleição acontece no dia 3 de outubro.
Em seu discurso na Associação, Serra criticou o governo federal e afirmou que faltam investimentos. "Não dá para fazer um julgamento abrangente, mas na questão da irrigação, dos portos e dos aeroportos, falhou", afirmou. Citando o programa Minha Casa Minha Vida, o tucano voltou a dizer que o governo não utiliza bem os recursos que deveriam ser aplicados em moradia popular.
Serra ressaltou que enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ajudou o governo federal. "Dilma quer faturar em cima disso (das ações do governo de São Paulo)", afirmou, dando como exemplos a urbanização das favelas de Heliópolis e Paraisópolis, onde, segundo ele, o governo Lula aplicou apenas 20% ou 30% do total investido nas comunidades.
Ao final do encontro, Serra pediu para que os nordestinos residentes em São Paulo enviassem cartas a seus parentes que vivem no Nordeste contando as ações de seu governo no Estado e pedindo votos. O tucano também dançou e cantou ao lado de Mônica Serra e lideranças da Associação.
Mônica Serra critica Dilma como mulher
Tratada como madrinha da Associação dos Nordestinos, a mulher de Serra, Mônica Serra, também fez um breve pronunciamento. Em sua fala, Mônica criticou indiretamente a candidata Dilma Rousseff por não se pronunciar sobre o caso da iraniana condenada à morte por susposto adultério.
"Uma mulher estava prestes a ser apedrejada até a morte no Irã e uma mulher que diz que quer ser a mãe de todos os brasileiros não se pronunciou. Eu tive vergonha. Uma mulher com a visibilidade que ela tem e não se pronunciou", afirmou. Mônica lembrou que viveu em uma ditadura no Chile, seu país natal, e disse que "reconhece os valores que são esquecidos numa ditadura", como o valor à vida.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+dilma+desrespeita+o+eleitor+ao+sentar+na+cadeira/n1237764283129.html
25 de ago. de 2010
Luiz Marinho quer atrair DEM para eventual governo Dilma
Com linha direta com o presidente Lula, prefeito tem experiência bem-sucedida em São Bernardo com o DEM
Adriano Ceolin, iG Brasília
Um dos poucos prefeitos do País que possuem linha direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Marinho (PT) disse nesta terça-feira que poderá atuar como interlocutor para fazer com que integrantes do DEM apoiem um futuro governo da petista Dilma Rousseff. “Em algum momento haverá esse rearranjo”, disse Marinho ao iG.
Eleito prefeito de São Bernardo em 2008, Marinho costurou logo no início do seu mandato uma aliança com o DEM local. Na oportunidade, ele não contava com a maioria de vereadores aliados para poder aprovar projetos. Prefeito de São Paulo e principal liderança do DEM no Estado, Gilberto Kassab participou diretamente das negociações e deu aval.
“Há uns dois anos eu ouço gente do DEM insatisfeita com a posição radical em relação ao presidente Lula”, disse Marinho, que conversou com a reportagem do iG por telefone. Ele, no entanto, acha que ainda é cedo para discutir uma adesão do DEM ao governo Lula. “Estou à disposição para conversar. Mas ainda precisamos ganhar a eleição da Dilma”, completou.
A formação de um novo partido para abrigar integrantes do PPS, do DEM e do PSDB insatisfeitos com o comando das suas siglas ganhou força a partir da consolidação da liderança de Dilma na corrida presidencial. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT), é um dos articuladores da iniciativa.
O principal empecilho, no entanto, é a atual legislação que exige fidelidade partidária após as eleições. Ou seja, quem for eleito por um determinado partido não pode migrar para outra sigla se não houver mudança programática. Em 2007, por exemplo, alguns casos foram parar no STF (Supremo Tribunal Federal).
Naquela oportunidade, o DEM foi o principal alvo do governo Lula. A maioria dos que deixaram o partido tiveram como rumo o PR (Partido da República), sigla criada a partir da fusão entre o PL e o PRONA. Entre os congressistas que aderiram ao PR e ao governo Lula, estão o senador Cesar Borges, o deputado José Rocha e a ex-deputada Jusmari Oliveira (todos da Bahia).
Jusmari, inclusive, sofreu processo de cassação e quase perdeu o mandato. “Quem tentou tirar meu mandato foi Paulo Souto (DEM), atual candidato ao governo da Bahia”, disse Jusmari em entrevista ao iG no começo deste mês. Em 2008, ela foi eleita prefeita de Barreiras, a 860 km de Salvador. Este ano apoia Dilma para Presidência e Jaques Wagner (PT) para o governo baiano.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/luiz+marinho+quer+atrair+dem+para+futuro+governo+dilma/n1237759569590.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
Um dos poucos prefeitos do País que possuem linha direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Marinho (PT) disse nesta terça-feira que poderá atuar como interlocutor para fazer com que integrantes do DEM apoiem um futuro governo da petista Dilma Rousseff. “Em algum momento haverá esse rearranjo”, disse Marinho ao iG.
Eleito prefeito de São Bernardo em 2008, Marinho costurou logo no início do seu mandato uma aliança com o DEM local. Na oportunidade, ele não contava com a maioria de vereadores aliados para poder aprovar projetos. Prefeito de São Paulo e principal liderança do DEM no Estado, Gilberto Kassab participou diretamente das negociações e deu aval.
“Há uns dois anos eu ouço gente do DEM insatisfeita com a posição radical em relação ao presidente Lula”, disse Marinho, que conversou com a reportagem do iG por telefone. Ele, no entanto, acha que ainda é cedo para discutir uma adesão do DEM ao governo Lula. “Estou à disposição para conversar. Mas ainda precisamos ganhar a eleição da Dilma”, completou.
A formação de um novo partido para abrigar integrantes do PPS, do DEM e do PSDB insatisfeitos com o comando das suas siglas ganhou força a partir da consolidação da liderança de Dilma na corrida presidencial. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT), é um dos articuladores da iniciativa.
O principal empecilho, no entanto, é a atual legislação que exige fidelidade partidária após as eleições. Ou seja, quem for eleito por um determinado partido não pode migrar para outra sigla se não houver mudança programática. Em 2007, por exemplo, alguns casos foram parar no STF (Supremo Tribunal Federal).
Naquela oportunidade, o DEM foi o principal alvo do governo Lula. A maioria dos que deixaram o partido tiveram como rumo o PR (Partido da República), sigla criada a partir da fusão entre o PL e o PRONA. Entre os congressistas que aderiram ao PR e ao governo Lula, estão o senador Cesar Borges, o deputado José Rocha e a ex-deputada Jusmari Oliveira (todos da Bahia).
Jusmari, inclusive, sofreu processo de cassação e quase perdeu o mandato. “Quem tentou tirar meu mandato foi Paulo Souto (DEM), atual candidato ao governo da Bahia”, disse Jusmari em entrevista ao iG no começo deste mês. Em 2008, ela foi eleita prefeita de Barreiras, a 860 km de Salvador. Este ano apoia Dilma para Presidência e Jaques Wagner (PT) para o governo baiano.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/luiz+marinho+quer+atrair+dem+para+futuro+governo+dilma/n1237759569590.html
Em comício com Dilma, Lula pede "jogo combinado" na eleição
Presidente também voltou a criticar a imprensa ao dizer que ele sofreu preconceito quando candidato
Andreia Sadi, enviada especial a Campo Grande | iG
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a militantes em Campo Grande nesta terça-feira (24) “jogo combinado” na hora de votar para governador, senadores e deputados nos Estados na eleição de outubro.
“Vocês viram o trabalho que o Senado dá quando não temos maioria tranquila no Senado. Eu não quero para a companheira Dilma o sofrimento que eu tive no Senado."
Lula voltou a fazer duras críticas à imprensa ao dizer que foi vítima de preconceito por não ter diploma universitário. O presidente também relembrou que foi questionado quando candidato, durante uma reunião com a direção do jornal Folha de S.Paulo, se falava inglês, o que ele negou.
“Eu disse (na reunião) que eu arrumaria um tradutor (..) Teve uma hora que eu me senti chateado e levantei da mesa e fui embora. (..) Vou terminar meu mandato sem precisar ter almoçado em nenhum jornal e nenhuma televisão. Eu nunca faltei ao respeito com nenhum deles, mas já faltaram com respeito comigo”, afirmou, para completar: “Se dependesse de alguns meios de comunicação, eu teria 0% nas pesquisas e não 80% de bom e ótimo”.
Antes de Lula, a ex-ministra da Casa Civil falou por cerca de 15 minutos e repetiu em sua fala as afirmações usadas em outros atos públicos de que a oposição usa um discurso nas eleições e outro após o pleito.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/noticiasdospresidenciaveis/em+comicio+com+dilma+lula+pede+jogo+combinado+na+eleicao/n1237759882262.html
Andreia Sadi, enviada especial a Campo Grande | iG
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a militantes em Campo Grande nesta terça-feira (24) “jogo combinado” na hora de votar para governador, senadores e deputados nos Estados na eleição de outubro.
“Vocês viram o trabalho que o Senado dá quando não temos maioria tranquila no Senado. Eu não quero para a companheira Dilma o sofrimento que eu tive no Senado."
Lula voltou a fazer duras críticas à imprensa ao dizer que foi vítima de preconceito por não ter diploma universitário. O presidente também relembrou que foi questionado quando candidato, durante uma reunião com a direção do jornal Folha de S.Paulo, se falava inglês, o que ele negou.
“Eu disse (na reunião) que eu arrumaria um tradutor (..) Teve uma hora que eu me senti chateado e levantei da mesa e fui embora. (..) Vou terminar meu mandato sem precisar ter almoçado em nenhum jornal e nenhuma televisão. Eu nunca faltei ao respeito com nenhum deles, mas já faltaram com respeito comigo”, afirmou, para completar: “Se dependesse de alguns meios de comunicação, eu teria 0% nas pesquisas e não 80% de bom e ótimo”.
Antes de Lula, a ex-ministra da Casa Civil falou por cerca de 15 minutos e repetiu em sua fala as afirmações usadas em outros atos públicos de que a oposição usa um discurso nas eleições e outro após o pleito.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/noticiasdospresidenciaveis/em+comicio+com+dilma+lula+pede+jogo+combinado+na+eleicao/n1237759882262.html
24 de ago. de 2010
Serra deve manter formato na TV e PPS aumentar espaço para tucano
Programa reforçará imagem do candidato pelos cargos pelos quais passou, com críticas à adversária Dilma Rousseff
Adriano Ceolin, iG Brasília
Apesar da queda do candidato do PSDB, José Serra, nas últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa pela Presidência da República, a estratégia de campanha tucana na TV não irá mudar. A novidade é que o PPS, partido aliado a Serra, vai tentar ampliar o espaço oferecido ao tucano nos Estados.
“Já fazemos isso em São Paulo. Vou conversar com os diretórios regionais para ampliar o espaço do Serra nas inserções”, afirmou o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que também é candidato a deputado federal por São Paulo. “Mas precisamos conversar, convencer”, completou.
O objetivo é ceder espaço para Serra nas inserções das campanhas de deputado federal. Segundo integrante da equipe de marketing de Serra, a estratégia visa fortalecer o nome do candidato, mas também os números 45 do PSDB e 23, do PPS.
O programa de Serra desta terça-feira deve seguir o tom do último sábado. Ou seja, irá reforçar a imagem do candidato pelos cargos pelos quais passou, principalmente como ministro da Saúde que lhe deu projeção nacional.
Segundo o iG apurou junto a integrantes da campanha tucana, críticas pontuais à adversária Dilma Rousseff (PT) deverão ocorrer. Na mesma linha do que ocorreu no programa da semana passada, será questionada “falta de capacidade de Dilma em dar sequência ao atual governo”.
É de Serra a determinação para que “a campanha não mude de rumo”. O próprio candidato tenta mostrar serenidade, apesar da situação complicada na corrida eleitoral. No fim de semana, o tucano declarou que não vai mudar suas estratégias.
Ao iG, um integrante da campanha tucana usou outra frase para definir a situação: “Campanha é maratona. Não é corrida de 100 metros”. O presidente do PPS também comentou o favoritismo de Dilma: “Esse clima de já ganhou pode nos ajudar”.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+deve+manter+formato+na+tv+e+pps+aumentar+espaco+para+tucano/n1237758373555.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
Apesar da queda do candidato do PSDB, José Serra, nas últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa pela Presidência da República, a estratégia de campanha tucana na TV não irá mudar. A novidade é que o PPS, partido aliado a Serra, vai tentar ampliar o espaço oferecido ao tucano nos Estados.
“Já fazemos isso em São Paulo. Vou conversar com os diretórios regionais para ampliar o espaço do Serra nas inserções”, afirmou o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que também é candidato a deputado federal por São Paulo. “Mas precisamos conversar, convencer”, completou.
O objetivo é ceder espaço para Serra nas inserções das campanhas de deputado federal. Segundo integrante da equipe de marketing de Serra, a estratégia visa fortalecer o nome do candidato, mas também os números 45 do PSDB e 23, do PPS.
O programa de Serra desta terça-feira deve seguir o tom do último sábado. Ou seja, irá reforçar a imagem do candidato pelos cargos pelos quais passou, principalmente como ministro da Saúde que lhe deu projeção nacional.
Segundo o iG apurou junto a integrantes da campanha tucana, críticas pontuais à adversária Dilma Rousseff (PT) deverão ocorrer. Na mesma linha do que ocorreu no programa da semana passada, será questionada “falta de capacidade de Dilma em dar sequência ao atual governo”.
É de Serra a determinação para que “a campanha não mude de rumo”. O próprio candidato tenta mostrar serenidade, apesar da situação complicada na corrida eleitoral. No fim de semana, o tucano declarou que não vai mudar suas estratégias.
Ao iG, um integrante da campanha tucana usou outra frase para definir a situação: “Campanha é maratona. Não é corrida de 100 metros”. O presidente do PPS também comentou o favoritismo de Dilma: “Esse clima de já ganhou pode nos ajudar”.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+deve+manter+formato+na+tv+e+pps+aumentar+espaco+para+tucano/n1237758373555.html
Indio 'é uma besta', diz Franklin sobre entrevista de vice ao iG
Ministro da Conunicação Social comenta afirmação do candidato a vice-presidente de Serra, para quem Dilma implantaria uma ditadura
Alessandra Oggioni, iG São Paulo
O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, criticou veementemente as declarações do deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra. “Ele não é índio. É uma besta”, disse o ministro sobre o deputado, que nesta segunda-feira declarou em entrevista ao iG que a candidata petista Dilma Rousseff (PT) vai implantar uma "nova ditadura" no País se sair vitoriosa das urnas em outubro.
O comentário de Franklin foi feito esta noite em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), durante a inauguração da TVT – TV dos Trabalhadores, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Também presente no evento, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), comentou as declarações de Indio dizendo tratar-se da estratégia de “espalhar o medo” durante a campanha.
“A estratégia do medo já foi vencida pelo presidente Lula e vai permanecer em 2010. Isso mostra a mediocridade do vice que Serra escolheu, completamente despreparado e medíocre”, enfatizou o prefeito, dizendo ainda que, por sua história, a candidata petista é fortemente ligada à questão democrática: “Alguém que sofreu com a ditadura, como Dilma, tem apego total à democracia”.
Evento
Implementada pela Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, ligada ao sindicato,
a emissora inaugurada hoje (23) poderá ser vista em UHF na Grande São Paulo pelo canal 48, e também pela internet. Além de Franklin e Emidio, estavam presentes no evento os ministros Márcio Fortes (Cidades), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia.
O presidente Lula não comentou as declarações de Indio, mas comemorou a abertura do novo veículo de comunicação, um projeto que, segundo ele, levou quase três décadas para ser concretizado, desde a época que ainda comandava o sindicado. “A inauguração dessa emissora dá novo vigor a algo que é sagrado a todos, a liberdade de imprensa. O único juiz da imprensa é o público, o brasileiro sabe o que é informação e o que é distorção dos fatos, o que é bom e o que é mau jornalismo”, afirmou o presidente.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/indio+e+uma+besta+diz+franklin+sobre+declaracoes/n1237758599129.html
Alessandra Oggioni, iG São Paulo
O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, criticou veementemente as declarações do deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra. “Ele não é índio. É uma besta”, disse o ministro sobre o deputado, que nesta segunda-feira declarou em entrevista ao iG que a candidata petista Dilma Rousseff (PT) vai implantar uma "nova ditadura" no País se sair vitoriosa das urnas em outubro.
O comentário de Franklin foi feito esta noite em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), durante a inauguração da TVT – TV dos Trabalhadores, vinculada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Também presente no evento, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), comentou as declarações de Indio dizendo tratar-se da estratégia de “espalhar o medo” durante a campanha.
“A estratégia do medo já foi vencida pelo presidente Lula e vai permanecer em 2010. Isso mostra a mediocridade do vice que Serra escolheu, completamente despreparado e medíocre”, enfatizou o prefeito, dizendo ainda que, por sua história, a candidata petista é fortemente ligada à questão democrática: “Alguém que sofreu com a ditadura, como Dilma, tem apego total à democracia”.
Evento
Implementada pela Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, ligada ao sindicato,
a emissora inaugurada hoje (23) poderá ser vista em UHF na Grande São Paulo pelo canal 48, e também pela internet. Além de Franklin e Emidio, estavam presentes no evento os ministros Márcio Fortes (Cidades), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia.
O presidente Lula não comentou as declarações de Indio, mas comemorou a abertura do novo veículo de comunicação, um projeto que, segundo ele, levou quase três décadas para ser concretizado, desde a época que ainda comandava o sindicado. “A inauguração dessa emissora dá novo vigor a algo que é sagrado a todos, a liberdade de imprensa. O único juiz da imprensa é o público, o brasileiro sabe o que é informação e o que é distorção dos fatos, o que é bom e o que é mau jornalismo”, afirmou o presidente.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/indio+e+uma+besta+diz+franklin+sobre+declaracoes/n1237758599129.html
10 de ago. de 2010
Fichas sujas têm R$ 4 mi para gastar na campanha
Levantamento do iG foi feito com o valor arrecadado por 100 candidatos impugnados com base na Lei da Ficha Limpa
Severino Motta, iG Brasília
Candidatos considerados como fichas sujas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) conseguiram captar pelo menos R$ 4,05 milhões para suas campanhas. O dado foi levantado pelo iG analisando as prestações parciais de contas de 100 concorrentes que tiveram as candidaturas impugnadas com base na Lei da Ficha Limpa.
Como ainda há casos baseados na nova lei a serem julgados no Estado de São Paulo, o montante, que ultrapassa a arrecadação da campanha presidencial de José Serra (PSDB) - R$ 3,7 milhões – ainda pode ser maior.
Do total captado pelos fichas sujas, candidaturas ao governo e ao Senado foram as que conseguiram o maior volume de recursos. Em Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), que disputa a cadeira do Palácio República dos Palmares, angariou R$ 1 milhão para sua campanha.
No Distrito Federal, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC), que também teve seu registro de candidatura barrado pela Lei da Ficha Limpa, conseguiu levantar R$ 778 mil para sua campanha ao governo. Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que disputa uma vaga no Senado, recebeu R$ 1,2 milhão.
Há ainda casos como o do candidato barrado a suplente de senador pelo Rio de Janeiro, José Bonifácio Novellino (PDT), que levantou R$ 750 mil na fase inicial da campanha. Ou o de Carlos Alberto Pereira (PDT), que em busca de uma cadeira na Câmara Federal conseguiu recolher R$ 311 mil para sua candidatura considerada como ficha suja pela Justiça Eleitoral.
Corda bamba
Até agora, todas as candidaturas barradas com base na Lei da Ficha Limpa foram julgadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s). Elas se mantém vivas através de recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O assunto, contudo, deve ultrapassar essa instância e ter sua conclusão somente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto as instâncias superiores da Justiça não derem uma palavra final sobre os fichas sujas, mesmo barrados pelos TRE’s, os candidatos podem seguir com suas campanhas. A doação, nestes casos, é feita por conta e risco dos colaboradores da campanha, uma vez que não há lei que determine a devolução de recursos no caso de uma impugnação definitiva das candidaturas incompatíveis com a Lei da Ficha Limpa.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/fichas+sujas+tem+r+4+mi+para+gastar+na+campanha/n1237744183570.html
Severino Motta, iG Brasília
Candidatos considerados como fichas sujas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) conseguiram captar pelo menos R$ 4,05 milhões para suas campanhas. O dado foi levantado pelo iG analisando as prestações parciais de contas de 100 concorrentes que tiveram as candidaturas impugnadas com base na Lei da Ficha Limpa.
Como ainda há casos baseados na nova lei a serem julgados no Estado de São Paulo, o montante, que ultrapassa a arrecadação da campanha presidencial de José Serra (PSDB) - R$ 3,7 milhões – ainda pode ser maior.
Do total captado pelos fichas sujas, candidaturas ao governo e ao Senado foram as que conseguiram o maior volume de recursos. Em Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), que disputa a cadeira do Palácio República dos Palmares, angariou R$ 1 milhão para sua campanha.
No Distrito Federal, o ex-senador Joaquim Roriz (PSC), que também teve seu registro de candidatura barrado pela Lei da Ficha Limpa, conseguiu levantar R$ 778 mil para sua campanha ao governo. Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), que disputa uma vaga no Senado, recebeu R$ 1,2 milhão.
Há ainda casos como o do candidato barrado a suplente de senador pelo Rio de Janeiro, José Bonifácio Novellino (PDT), que levantou R$ 750 mil na fase inicial da campanha. Ou o de Carlos Alberto Pereira (PDT), que em busca de uma cadeira na Câmara Federal conseguiu recolher R$ 311 mil para sua candidatura considerada como ficha suja pela Justiça Eleitoral.
Corda bamba
Até agora, todas as candidaturas barradas com base na Lei da Ficha Limpa foram julgadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s). Elas se mantém vivas através de recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O assunto, contudo, deve ultrapassar essa instância e ter sua conclusão somente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto as instâncias superiores da Justiça não derem uma palavra final sobre os fichas sujas, mesmo barrados pelos TRE’s, os candidatos podem seguir com suas campanhas. A doação, nestes casos, é feita por conta e risco dos colaboradores da campanha, uma vez que não há lei que determine a devolução de recursos no caso de uma impugnação definitiva das candidaturas incompatíveis com a Lei da Ficha Limpa.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/fichas+sujas+tem+r+4+mi+para+gastar+na+campanha/n1237744183570.html
Ciro acerta com Luizianne campanha de Dilma no Ceará
Deputado e prefeita de Fortaleza organizam dois comícios para a presidenciável no Estado
Lauriberto Braga, iG Ceará
A expectativa de conseguir uma votação com mais de 70% dos votos no Ceará juntou os desafetos Ciro Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PT) a favor da campanha da candidata Dilma Rousseff. O deputado federal e a prefeita de Fortaleza e coordenadora da campanha da petista no Estado organizam dois comícios para a presidenciável e têm planos de subir no palanque na ocasião.
Das conversas entre os antigos desafetos surgiu a iniciativa de focar esforços para a campanha conjunta dos comitês de Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição para governador, e de Dilma, comandado por Luizianne. Desde que fez uma crítica sobre a cidade de Fortaleza, Ciro e Luizianne não se falavam.
Pedindo que as críticas feitas à administração municipal da prefeita fossem esquecidas, Ciro afirmou que a iniciativa de procurar a prefeita de Fortaleza partiu dele e que o objetivo é focar esforços para trabalhar em prol da candidatura de Dilma no Estado.
Já Luizianne não se mostrou tão disposta a acertar a situação com Ciro e deixou escapar que ainda guarda mágoa das críticas de Ciro à sua administração. "Não discutimos relação", declarou a prefeita.
Os três comitês de Dilma no Ceará possuem um amplo material de campanha. No de Cid Gomes os pedidos de votos são para ele, Dilma e para os dois candidatos a senador apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O de Dilma, comandado pelo PT, faz campanha exclusiva para ela, uma vez que existe um terceiro comitê para Dilma bancado pelo candidato a governador Lúcio Alcântara (PR). Este também faz campanha casada de Lúcio e Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ciro+acerta+com+luizianne+campanha+de+dilma+no+ceara/n1237744487724.html
Lauriberto Braga, iG Ceará
A expectativa de conseguir uma votação com mais de 70% dos votos no Ceará juntou os desafetos Ciro Gomes (PSB) e Luizianne Lins (PT) a favor da campanha da candidata Dilma Rousseff. O deputado federal e a prefeita de Fortaleza e coordenadora da campanha da petista no Estado organizam dois comícios para a presidenciável e têm planos de subir no palanque na ocasião.
Das conversas entre os antigos desafetos surgiu a iniciativa de focar esforços para a campanha conjunta dos comitês de Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição para governador, e de Dilma, comandado por Luizianne. Desde que fez uma crítica sobre a cidade de Fortaleza, Ciro e Luizianne não se falavam.
Pedindo que as críticas feitas à administração municipal da prefeita fossem esquecidas, Ciro afirmou que a iniciativa de procurar a prefeita de Fortaleza partiu dele e que o objetivo é focar esforços para trabalhar em prol da candidatura de Dilma no Estado.
Já Luizianne não se mostrou tão disposta a acertar a situação com Ciro e deixou escapar que ainda guarda mágoa das críticas de Ciro à sua administração. "Não discutimos relação", declarou a prefeita.
Os três comitês de Dilma no Ceará possuem um amplo material de campanha. No de Cid Gomes os pedidos de votos são para ele, Dilma e para os dois candidatos a senador apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O de Dilma, comandado pelo PT, faz campanha exclusiva para ela, uma vez que existe um terceiro comitê para Dilma bancado pelo candidato a governador Lúcio Alcântara (PR). Este também faz campanha casada de Lúcio e Dilma.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ciro+acerta+com+luizianne+campanha+de+dilma+no+ceara/n1237744487724.html
5 de ago. de 2010
Rostos e gestos entregam sentimentos de candidatos na TV
Especialista em leitura de expressão facial, Irene Gentilli analisa desempenho de presidenciáveis em momentos de pressão
Matheus Pichonelli, iG São Paulo
Visto em câmera lenta, o rosto humano é um outdoor formado por 33 músculos que, quando acionados, representam até 155 expressões faciais. Se observado num conjunto de gestos, movimentos, tons de voz e até jeito de respirar, revela mais facetas de um candidato do que gostariam de resumir os slogans e estereótipos comuns em época de eleição.
Com a ajuda da psicóloga Irene Gentilli, mestre em comunicação pela USP e especialista em leitura de expressão facial, o iG analisou o comportamento dos três principais candidatos a presidente em momentos de desconforto, empolgação, segurança, e descontração a que foram submetidos nas últimas semanas.
A pedido da reportagem, a especialista analisou o desempenho de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) em eventos como o lançamento das candidaturas, convenção partidária, sabatina e entrevista à TV. Em comum entre eles, apenas uma certeza: não há discurso ensaiado ou promessa inadiável que sobreviva a um movimento brusco de sobrancelha ou sorriso amarelo. Os futuros desafios para os candidatos são os debates, como o que acontece nesta quinta-feira, na TV Bandeirantes, e a aparição no horário político. Até lá, afirma a especialista, todos precisam saber conduzir melhor o “clima emocional” dos eleitores, com mais coloquialismo.
Confira abaixo os erros, acertos “não identificáveis” a olho nu e os significados de gestos comuns na postura de cada postulante à Presidência:
DESCONFORTO / IRRITAÇÃO
DE NOVO?
Segundo Irene Gentilli, a candidata não contém, em determinados momentos, o cansaço diante de certas questões. A sensação é expressa no “bico” formado por seus lábios e pela sobrancelha franzida quando fala sobre previdência social; na fala, dá a impressão de quem quer bater e não bate e de quem já se cansou de falar sobre o assunto.
NÃO BATAM PALMAS!
Por incrível que pareça, um dos momentos mais comuns de desconforto de Marina durante a campanha é quando a candidata recebe palmas. Durante seus discursos, é comum a candidata pedir a interrupção das homenagens, num sinal, segundo Gentilli, de que a candidata não sabe lidar com certos tipos de manifestações.
HEIN?
Os olhos arregalados, e a aparente surpresa diante da pergunta – que pede para ser repetida – denotam que José Serra, apesar de bem treinado e da ironia sempre usada para minimizar uma questão incômoda, não estava preparado nem seguro para responder sobre o assunto.
COCEIRAS...
Apesar de evitar críticas diretas ao presidente Lula, Serra expressa raiva em relação ao atual governo quando aperta a boca e fala de supostos erros dos petista. O olhar fulminante é outra “brecha” deixada pelo candidato, que não esconde o desconforto e a todo instante tenta se acomodar na cadeira, num sinal de inquietude. "Trata-se de uma irritação contida”, diz a psicóloga. A revolta, no entanto, é sincera, segundo a psicóloga.
TOCA PRA MIM!
Dedo em riste, punho cerrado, olhar arregalado e boca apertada demonstram que o candidato já não consegue disfarçar o que sente pelos adversários. De acordo com a psicóloga, o dedo indicador pode demonstrar certo autoritarismo de quem parece dizer: “eu sei como fazer”. Gentilli nota que Serra fala muitas vezes para si e usa as mãos espalmadas como prenúncio de um tapa. “É como se dissesse: ‘essa é um assunto que eu domino’”.
COMO ESTOU?
Segundo Gentilli, os pontos de nervosismo de Dilma se sobressaem quando ela olha fixamente para as próprias mãos e sinaliza estar com a boca seca. Nesses momentos, é comum falar com tom de didatismo, como se falasse sempre para o mesmo entrevistador. Na cena, demonstra receio sobre o que diz: a todo instante olha para o lado direito, como se fosse vigiada – entre os presentes na plateia estava o ex-ministro Antonio Palocci.
VOCÊS ME CANSAM!
Embora firme em algumas posições, um traço da personalidade da ex-ministra é que, ao demonstrar segurança, ela tende a desqualificar o interlocutor. Isso fica demonstrando quando ela responde com enfado aos entrevistadores, como quem parece dizer: “É uma obviedade que você não percebe...”
ACELERA, MARINA
A empolgação da candidata ao descrever o projeto dos centros de excelência de educação, uma de suas principais bandeiras na campanha, é exemplificada pela velocidade que impõe à fala, os olhos arregalados, o queixo em inclinação afirmativa e o complemento das mãos como se reforçassem o discurso. A coerência da fala é observada quando fala a palavra “crise” – neste instante, ela baixa a cabeça, em sinal de respeito.
VAI NA FÉ
Marina adota tom ufanista ao se despedir da militância, num momento em que invoca Deus e fala sobre uma possível vitória nas urnas – o que fica demonstrado pelo tom de voz e pelos dedos que apontam para o alto.
AQUELE ABRAÇO!
Segundo Gentilli, em momentos de “empolgação” Serra tem o hábito de olhar para as próprias mãos enquanto fala. Quando é aplaudido, ora aperta a boca, tentando se conter, ora abre os braços, num sinal de entrega à euforia.
EU SOU VOCÊS
Dilma mostra coerência entre gesto e fala por meio dos dedos, ao listar o conjunto de ideias na velocidade de quem se empolga. Só arranca aplausos do público, no entanto, quando fala do orgulho de ser petista e abre os braços para receber as palmas.
REFLEXÃO
Marina parece hesitar ao ser submetida a uma pergunta sobre educação. Segundo Gentilli, porém, o engasgo é sinal de que a candidata está disposta a falar sobre uma “verdade entalada”. Prova disso são a pausa para reflexão, com olhos fechados, coerência entre gesto e fala (ergue a mão ao falar “progressivamente”) e o fato de elevar o queixo toda vez que fala sobre educação, num movimento ascendente. Sobrancelhas e mãos se movimentando de dentro para fora denotam interesse pelo assunto.
PUNHOS CERRADOS
Outro gesto comum à senadora, lembra a psicóloga, é o punho cerrado sobre a mesa, como se imitasse um soco em câmera lenta. Segundo a especialista, não se trata de uma ação tão firme, mas demonstra a potência na fala.
DEIXA COMIGO!
O candidato leva as mãos ao peito toda vez que fala sobre si mesmo, como quem chama a responsabilidade para uma situação. Sinal, explica, de quem tem segurança do que diz. Quando fala sobre corrupção, faz um movimento amplo com os braços, num sinal de quem quer demonstrar a seriedade da situação. O candidato volta a apontar para si mesmo quando fala sobre o Brasil, demonstrando sentimento de paternalismo.
LEMBREM-SE DELE!
Marca de sua campanha até aqui, Dilma tenta absorver o prestígio do presidente Lula durante suas aparições. No lançamento de sua candidatura, ela se emociona ao falar do padrinho político, o que, segundo Gentilli, demonstra um sentimento de lealdade sincera com o presidente quando ouve palavras de apoio.
AMOR VERDADEIRO
Em evento posterior, Dilma é lançada oficialmente como candidata e recebe as bençãos, também oficiais, do padrinho político. Na cena, ela se levanta e, com choro contido, recebe os abraços do ex-patrão - segundo Gentilli, num gesto sincero de apreço.
ZONZA DE CONFORTO
Meio sorriso, movimentos oculares, falas pausadas e inclinação de cabeça em sinal de reflexão. Segundo Gentilli, os gestos demonstram sinceridade e segurança de Dilma quando ela fala, neste exemplo, sobre temas como gastos públicos, numa defesa do governo do qual fez parte.
APENAS O FIM...
Nem só de tensão vivem os candidatos. Num raro momento de descontração, Marina sinaliza estar à vontade quando aborda um tema aparentemente delicado – no caso, sua saída do PT. Gentilli aponta, nesta cena, que Marina está preparada para responder a questão, ao abrir o sorriso e comparar a situação à de alguém que termina o casamento.
INDIO ARGENTINO
Cansado de responder às especulações sobre quem seria o candidato a vice-presidente em sua chapa, Serra, antes do anúncio de Indio da Costa para o posto, resolve quebrar a tensão sobre o tema com uma brincadeira: aproveitando o período de Copa do Mundo, previu que "o vice" seria a Argentina – o que, na avaliação de Gentilli, foi um erro, já que, ao citar uma equipe rival, dá a entender que o vice seria um “inimigo”. A ironia, diz a psicóloga, é um recurso usado por Serra tanto em momentos de raiva como de descontração.
NEGÓCIO DA CHINA
Com as mãos unidas na altura do peito, como numa oração, Serra arranca riso da plateia quando fala sobre o sistema de licitação brasileiro. Para mostrar conhecimento, cita o caso de uma concorrência para distribuição de camisinhas que por pouco não foi vencida por uma empresa chinesa, cujo material era de “péssima qualidade”. “Cheirava a galinha e era cheia de furos”, diz, num riso irônico.
DILMA DA DILMA
Num momento de descontração da entrevista, a candidata é questionada sobre como seria um eventual governo Dilma e sobre quem seria “a Dilma da Dilma”. Ela deixa claro que o debate sobre o assunto é “extemporâneo”, mas dribla a questão com um momento de descontração, com ironia e gargalhada.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/rostos+e+gestos+entregam+sentimentos+de+candidatos+na+tv/n1237739386780.html
Matheus Pichonelli, iG São Paulo
Visto em câmera lenta, o rosto humano é um outdoor formado por 33 músculos que, quando acionados, representam até 155 expressões faciais. Se observado num conjunto de gestos, movimentos, tons de voz e até jeito de respirar, revela mais facetas de um candidato do que gostariam de resumir os slogans e estereótipos comuns em época de eleição.
Com a ajuda da psicóloga Irene Gentilli, mestre em comunicação pela USP e especialista em leitura de expressão facial, o iG analisou o comportamento dos três principais candidatos a presidente em momentos de desconforto, empolgação, segurança, e descontração a que foram submetidos nas últimas semanas.
A pedido da reportagem, a especialista analisou o desempenho de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) em eventos como o lançamento das candidaturas, convenção partidária, sabatina e entrevista à TV. Em comum entre eles, apenas uma certeza: não há discurso ensaiado ou promessa inadiável que sobreviva a um movimento brusco de sobrancelha ou sorriso amarelo. Os futuros desafios para os candidatos são os debates, como o que acontece nesta quinta-feira, na TV Bandeirantes, e a aparição no horário político. Até lá, afirma a especialista, todos precisam saber conduzir melhor o “clima emocional” dos eleitores, com mais coloquialismo.
Confira abaixo os erros, acertos “não identificáveis” a olho nu e os significados de gestos comuns na postura de cada postulante à Presidência:
DESCONFORTO / IRRITAÇÃO
DE NOVO?
Segundo Irene Gentilli, a candidata não contém, em determinados momentos, o cansaço diante de certas questões. A sensação é expressa no “bico” formado por seus lábios e pela sobrancelha franzida quando fala sobre previdência social; na fala, dá a impressão de quem quer bater e não bate e de quem já se cansou de falar sobre o assunto.
NÃO BATAM PALMAS!
Por incrível que pareça, um dos momentos mais comuns de desconforto de Marina durante a campanha é quando a candidata recebe palmas. Durante seus discursos, é comum a candidata pedir a interrupção das homenagens, num sinal, segundo Gentilli, de que a candidata não sabe lidar com certos tipos de manifestações.
HEIN?
Os olhos arregalados, e a aparente surpresa diante da pergunta – que pede para ser repetida – denotam que José Serra, apesar de bem treinado e da ironia sempre usada para minimizar uma questão incômoda, não estava preparado nem seguro para responder sobre o assunto.
COCEIRAS...
Apesar de evitar críticas diretas ao presidente Lula, Serra expressa raiva em relação ao atual governo quando aperta a boca e fala de supostos erros dos petista. O olhar fulminante é outra “brecha” deixada pelo candidato, que não esconde o desconforto e a todo instante tenta se acomodar na cadeira, num sinal de inquietude. "Trata-se de uma irritação contida”, diz a psicóloga. A revolta, no entanto, é sincera, segundo a psicóloga.
TOCA PRA MIM!
Dedo em riste, punho cerrado, olhar arregalado e boca apertada demonstram que o candidato já não consegue disfarçar o que sente pelos adversários. De acordo com a psicóloga, o dedo indicador pode demonstrar certo autoritarismo de quem parece dizer: “eu sei como fazer”. Gentilli nota que Serra fala muitas vezes para si e usa as mãos espalmadas como prenúncio de um tapa. “É como se dissesse: ‘essa é um assunto que eu domino’”.
COMO ESTOU?
Segundo Gentilli, os pontos de nervosismo de Dilma se sobressaem quando ela olha fixamente para as próprias mãos e sinaliza estar com a boca seca. Nesses momentos, é comum falar com tom de didatismo, como se falasse sempre para o mesmo entrevistador. Na cena, demonstra receio sobre o que diz: a todo instante olha para o lado direito, como se fosse vigiada – entre os presentes na plateia estava o ex-ministro Antonio Palocci.
VOCÊS ME CANSAM!
Embora firme em algumas posições, um traço da personalidade da ex-ministra é que, ao demonstrar segurança, ela tende a desqualificar o interlocutor. Isso fica demonstrando quando ela responde com enfado aos entrevistadores, como quem parece dizer: “É uma obviedade que você não percebe...”
ACELERA, MARINA
A empolgação da candidata ao descrever o projeto dos centros de excelência de educação, uma de suas principais bandeiras na campanha, é exemplificada pela velocidade que impõe à fala, os olhos arregalados, o queixo em inclinação afirmativa e o complemento das mãos como se reforçassem o discurso. A coerência da fala é observada quando fala a palavra “crise” – neste instante, ela baixa a cabeça, em sinal de respeito.
VAI NA FÉ
Marina adota tom ufanista ao se despedir da militância, num momento em que invoca Deus e fala sobre uma possível vitória nas urnas – o que fica demonstrado pelo tom de voz e pelos dedos que apontam para o alto.
AQUELE ABRAÇO!
Segundo Gentilli, em momentos de “empolgação” Serra tem o hábito de olhar para as próprias mãos enquanto fala. Quando é aplaudido, ora aperta a boca, tentando se conter, ora abre os braços, num sinal de entrega à euforia.
EU SOU VOCÊS
Dilma mostra coerência entre gesto e fala por meio dos dedos, ao listar o conjunto de ideias na velocidade de quem se empolga. Só arranca aplausos do público, no entanto, quando fala do orgulho de ser petista e abre os braços para receber as palmas.
REFLEXÃO
Marina parece hesitar ao ser submetida a uma pergunta sobre educação. Segundo Gentilli, porém, o engasgo é sinal de que a candidata está disposta a falar sobre uma “verdade entalada”. Prova disso são a pausa para reflexão, com olhos fechados, coerência entre gesto e fala (ergue a mão ao falar “progressivamente”) e o fato de elevar o queixo toda vez que fala sobre educação, num movimento ascendente. Sobrancelhas e mãos se movimentando de dentro para fora denotam interesse pelo assunto.
PUNHOS CERRADOS
Outro gesto comum à senadora, lembra a psicóloga, é o punho cerrado sobre a mesa, como se imitasse um soco em câmera lenta. Segundo a especialista, não se trata de uma ação tão firme, mas demonstra a potência na fala.
DEIXA COMIGO!
O candidato leva as mãos ao peito toda vez que fala sobre si mesmo, como quem chama a responsabilidade para uma situação. Sinal, explica, de quem tem segurança do que diz. Quando fala sobre corrupção, faz um movimento amplo com os braços, num sinal de quem quer demonstrar a seriedade da situação. O candidato volta a apontar para si mesmo quando fala sobre o Brasil, demonstrando sentimento de paternalismo.
LEMBREM-SE DELE!
Marca de sua campanha até aqui, Dilma tenta absorver o prestígio do presidente Lula durante suas aparições. No lançamento de sua candidatura, ela se emociona ao falar do padrinho político, o que, segundo Gentilli, demonstra um sentimento de lealdade sincera com o presidente quando ouve palavras de apoio.
AMOR VERDADEIRO
Em evento posterior, Dilma é lançada oficialmente como candidata e recebe as bençãos, também oficiais, do padrinho político. Na cena, ela se levanta e, com choro contido, recebe os abraços do ex-patrão - segundo Gentilli, num gesto sincero de apreço.
ZONZA DE CONFORTO
Meio sorriso, movimentos oculares, falas pausadas e inclinação de cabeça em sinal de reflexão. Segundo Gentilli, os gestos demonstram sinceridade e segurança de Dilma quando ela fala, neste exemplo, sobre temas como gastos públicos, numa defesa do governo do qual fez parte.
APENAS O FIM...
Nem só de tensão vivem os candidatos. Num raro momento de descontração, Marina sinaliza estar à vontade quando aborda um tema aparentemente delicado – no caso, sua saída do PT. Gentilli aponta, nesta cena, que Marina está preparada para responder a questão, ao abrir o sorriso e comparar a situação à de alguém que termina o casamento.
INDIO ARGENTINO
Cansado de responder às especulações sobre quem seria o candidato a vice-presidente em sua chapa, Serra, antes do anúncio de Indio da Costa para o posto, resolve quebrar a tensão sobre o tema com uma brincadeira: aproveitando o período de Copa do Mundo, previu que "o vice" seria a Argentina – o que, na avaliação de Gentilli, foi um erro, já que, ao citar uma equipe rival, dá a entender que o vice seria um “inimigo”. A ironia, diz a psicóloga, é um recurso usado por Serra tanto em momentos de raiva como de descontração.
NEGÓCIO DA CHINA
Com as mãos unidas na altura do peito, como numa oração, Serra arranca riso da plateia quando fala sobre o sistema de licitação brasileiro. Para mostrar conhecimento, cita o caso de uma concorrência para distribuição de camisinhas que por pouco não foi vencida por uma empresa chinesa, cujo material era de “péssima qualidade”. “Cheirava a galinha e era cheia de furos”, diz, num riso irônico.
DILMA DA DILMA
Num momento de descontração da entrevista, a candidata é questionada sobre como seria um eventual governo Dilma e sobre quem seria “a Dilma da Dilma”. Ela deixa claro que o debate sobre o assunto é “extemporâneo”, mas dribla a questão com um momento de descontração, com ironia e gargalhada.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/rostos+e+gestos+entregam+sentimentos+de+candidatos+na+tv/n1237739386780.html
3 de ago. de 2010
Ministros devem fazer campanha e preparar Dilma para debates
Segundo o ministro das relações institucionais, o primeiro escalão do Executivo deve ajudar a candidata nos finais de semana
Adriano Ceolin, iG Brasília
O ministro das relações institucionais, Alexandra Padilha, disse que os ministros vão atuar na campanha da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, fora do horário de expediente. Ele e mais 11 integrantes do primeiro escalão do governo participam de almoço com 20 senadores da base aliada na casa do vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PPB-DF).
“Os ministros farão campanha para a Dilma e para os nossos aliados nos fins de semana como atores políticos que são”, afirmou.
Segundo Padilha, eles também terão de municiar a candidata com informações sobre as respectivas pastas para a participação de Dilma em debates.
Padilha também disse que o presidente Lula recomendou, na reunião de coordenação realizada mais cedo, na sede provisória do Executivo, que os ministros mantenham o governo funcionando.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ministros+devem+fazer+campanha+e+preparar+dilma+para+debates/n1237737832757.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
O ministro das relações institucionais, Alexandra Padilha, disse que os ministros vão atuar na campanha da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, fora do horário de expediente. Ele e mais 11 integrantes do primeiro escalão do governo participam de almoço com 20 senadores da base aliada na casa do vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PPB-DF).
“Os ministros farão campanha para a Dilma e para os nossos aliados nos fins de semana como atores políticos que são”, afirmou.
Segundo Padilha, eles também terão de municiar a candidata com informações sobre as respectivas pastas para a participação de Dilma em debates.
Padilha também disse que o presidente Lula recomendou, na reunião de coordenação realizada mais cedo, na sede provisória do Executivo, que os ministros mantenham o governo funcionando.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ministros+devem+fazer+campanha+e+preparar+dilma+para+debates/n1237737832757.html
Serra visita favela e tenta mostrar o que fez por pobres
Candidato do PSDB à Presidência fará caminhada pela comunidade de Heliópolis, onde criou uma escola técnica e ambulatório médico
Adriano Ceolin, iG Brasília
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, visita nesta terça-feira a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, favela que ficou conhecida como a maior do Brasil. O tucano tenta vincular sua imagem a realizações para as classes mais pobres, bandeira que atualmente pertence ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com quase 120 mil habitantes, Heliópolis é um antigo reduto do PT. Contudo, nos últimos anos, a comunidade ganhou uma série de obras da prefeitura e do governo do Estado de São Paulo. De janeiro de 2005 a abril de 2006, Serra foi prefeito e, nos últimos três anos e meio, ocupou o cargo de governador paulista.
Na caminhada que fará hoje à favela a partir das 15 horas, o tucano deverá ressaltar obras como a AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o programa de urbanização do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a construção de uma Escola Técnica na comunidade.
Em setembro do ano passado, quando inaugurou a escola técnica, Serra chegou a usar um jargão do presidente Lula para destacar as ações do governo de São Paulo na comunidade. “Nunca na história de Heliópolis, o poder público esteve tão presente", disse Serra, que na oportunidade prometera criar 52 escolas técnicas no Estado
Ex-vereadora pelo PT e ex-subprefeita da Lapa, a atual coordenadora da campanha tucana na internet, Soninha Francine (PPS), atuou como voluntária em Heliópolis no começo desta década. Ela afirma que Serra e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) “de fato investiram muito” na comunidade.
“Sem dúvida alguma, o PSDB pode dizer sim que atua pelos mais pobres. E faz isso com muita qualidade no produto final”, afirma Soninha. “Além da AME, da escola técnica e do programa de urbanização de favela, Serra e Kassab aumentaram o número de creches na comunidade”, complementou a ex-vereadora petista.
Deputado estadual pelo PSDB de São Paulo, Orlando Morando acompanhou Serra na inauguração da escola técnica. “Não acho que lá seja um reduto petista. Para mim, é mais neutro. Nunca tive problemas ao ir lá”, disse. “O Serra fez um excelente trabalho lá. A AME de Heliópolis é a mais moderna de São Paulo”, completou.
“É pouco”, diz analista político
Autor do livro “A Cabeça do Eleitora”, o consultor político e sociólogo Alberto Carlos Almeida foi um dos primeiros analistas a apresentar pesquisas mostrando a forte vinculação entre o PT e as classes mais pobres. Ele apresentou estudos à Executiva do PSDB ainda no fim do ano passado.
“Sem dúvida alguma, o PT conseguiu fazer isso. O PSDB precisa tentar conversar mais com esse eleitorado”, disse. Almeida, no entanto, disse “é pouco” visitar uma favela em São Paulo. “O ideal é conhecer comunidades de outros Estados. Tem de mudar essa imagem de que o PSDB é elitista”, completou.
Ocupação tem quase 40 anos
A comunidade Heliópolis, por incrível que pareça, nasceu a partir de uma iniciativa da Prefeitura. Em 1971, cerca de 100 famílias foram transferidas para lá. Elas ocupavam uma outra favela na Vila Prudente que precisava ser desocupada para a construção de um viaduto sobre o rio Tamanduateí. Na verdade, o assentamento seria provisório, mas rapidamente foi povoado.
Em 1987, moradores da favela se uniram para criar uma organização não-governamental batizada de UNAS (União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco). O grupo fez parcerias com a iniciativa privada para regularização de terrenos e realização de obras como quadras esportivas.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+visita+favela+e+tenta+mostrar+o+que+fez+por+pobres/n1237737318393.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, visita nesta terça-feira a comunidade de Heliópolis, em São Paulo, favela que ficou conhecida como a maior do Brasil. O tucano tenta vincular sua imagem a realizações para as classes mais pobres, bandeira que atualmente pertence ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com quase 120 mil habitantes, Heliópolis é um antigo reduto do PT. Contudo, nos últimos anos, a comunidade ganhou uma série de obras da prefeitura e do governo do Estado de São Paulo. De janeiro de 2005 a abril de 2006, Serra foi prefeito e, nos últimos três anos e meio, ocupou o cargo de governador paulista.
Na caminhada que fará hoje à favela a partir das 15 horas, o tucano deverá ressaltar obras como a AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o programa de urbanização do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a construção de uma Escola Técnica na comunidade.
Em setembro do ano passado, quando inaugurou a escola técnica, Serra chegou a usar um jargão do presidente Lula para destacar as ações do governo de São Paulo na comunidade. “Nunca na história de Heliópolis, o poder público esteve tão presente", disse Serra, que na oportunidade prometera criar 52 escolas técnicas no Estado
Ex-vereadora pelo PT e ex-subprefeita da Lapa, a atual coordenadora da campanha tucana na internet, Soninha Francine (PPS), atuou como voluntária em Heliópolis no começo desta década. Ela afirma que Serra e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) “de fato investiram muito” na comunidade.
“Sem dúvida alguma, o PSDB pode dizer sim que atua pelos mais pobres. E faz isso com muita qualidade no produto final”, afirma Soninha. “Além da AME, da escola técnica e do programa de urbanização de favela, Serra e Kassab aumentaram o número de creches na comunidade”, complementou a ex-vereadora petista.
Deputado estadual pelo PSDB de São Paulo, Orlando Morando acompanhou Serra na inauguração da escola técnica. “Não acho que lá seja um reduto petista. Para mim, é mais neutro. Nunca tive problemas ao ir lá”, disse. “O Serra fez um excelente trabalho lá. A AME de Heliópolis é a mais moderna de São Paulo”, completou.
“É pouco”, diz analista político
Autor do livro “A Cabeça do Eleitora”, o consultor político e sociólogo Alberto Carlos Almeida foi um dos primeiros analistas a apresentar pesquisas mostrando a forte vinculação entre o PT e as classes mais pobres. Ele apresentou estudos à Executiva do PSDB ainda no fim do ano passado.
“Sem dúvida alguma, o PT conseguiu fazer isso. O PSDB precisa tentar conversar mais com esse eleitorado”, disse. Almeida, no entanto, disse “é pouco” visitar uma favela em São Paulo. “O ideal é conhecer comunidades de outros Estados. Tem de mudar essa imagem de que o PSDB é elitista”, completou.
Ocupação tem quase 40 anos
A comunidade Heliópolis, por incrível que pareça, nasceu a partir de uma iniciativa da Prefeitura. Em 1971, cerca de 100 famílias foram transferidas para lá. Elas ocupavam uma outra favela na Vila Prudente que precisava ser desocupada para a construção de um viaduto sobre o rio Tamanduateí. Na verdade, o assentamento seria provisório, mas rapidamente foi povoado.
Em 1987, moradores da favela se uniram para criar uma organização não-governamental batizada de UNAS (União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco). O grupo fez parcerias com a iniciativa privada para regularização de terrenos e realização de obras como quadras esportivas.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/serra+visita+favela+e+tenta+mostrar+o+que+fez+por+pobres/n1237737318393.html
2 de ago. de 2010
Lula e Dilma subestimam inteligência do povo, diz Guerra ao iG
Em visita ao iG, senador diz que Dilma alcançou o patamar tradicional de votação do PT, o que era "previsível"
Nara Alves, iG São Paulo
O presidente nacional do PSDB e coordenador geral da campanha presidencial tucana, senador Sérgio Guerra (PE), minimizou o significado das últimas pesquisas de intenção de voto e garante que seu candidato ao Palácio do Planalto, José Serra, conseguirá reverter nos próximos meses a tendência de alta da rival Dilma Rousseff (PT).
Segundo Guerra, Dilma alcançou o patamar tradicional de votação do PT, o que era "absolutamente previsível". "A Dilma era desconhecida, o Serra era conhecido. Ela tinha um imenso espaço para crescer e teve a estrutura do governo federal", afirma. Segundo o senador, há um processo que "subestima" a inteligência do povo, que concentra todo o esforço para "mostrar que Dilma é Lula, Lula é Dilma". "Neste momento, sem a campanha de televisão, a Dilma está patinando, com um crescimento muito moderado, mínimo", disse.
“A população cada vez menos se liga na eleição. E se liga por menos tempo”, disse Guerra, em visita à redação do iG na capital paulista nesta segunda-feira. “As campanhas estão ainda no espaço, não estão na realidade”, acrescentou.
A disputa, disse o tucano, só terá inicio de fato nas próximas semanas, puxada pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Evitando antecipar o conteúdo dos programas tucanos, Guerra garantiu que o partido não esconderá o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na televisão. "Fernando Henrique vai participar quantas vezes forem necessárias", disse.
Guerra minimizou, por exemplo, o fato de Serra não aparecer com destaque no material de campanha de alguns dos candidatos do PSDB e aliados nos Estados. Diz que este é apenas uma característica natural das disputas regionais. “É da cultura da política regional. A prioridade são as eleições estaduais, de baixo para cima”, afirmou. “Não significa traição”, disse. Guerra disse que, da mesma forma, Dilma não tem recebido de destaque no material de campanha de alguns de seus candidatos. “Vejo o Lula, mas não vi cartazes com a Dilma”, disse.
Quesito simpatia de Serra
Ao falar sobre as características de Serra e do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato ao Planalto em 2006, Guerra diz que cada um tem seus atributos. Alckmin, diz ele, é “extremamente fácil e está sempre disponível, tem uma grande capacidade de agradar”. Serra, diz ele, possui “imensa capacidade de discussão”. “A população já avalia isso. Temos uma, duas, dez pesquisas que mostram que Serra se confirma com atributos importantes para presidente da República, da mesma forma que Dilma não confirma isso, ao contrário, muitas vezes nega esses atributos.”
Guerra evita endossar a tese de que Serra sai em prejuízo no quesito simpatia. “Essa coisa de dizer que Serra não é simpático, eu não concordo”, afirma o tucano. “Não vou chamar de Serrinha Paz e Amor como fizeram com o Lula”, emendou, em referência à mudança de tom do discurso de Lula na eleição de 2002.
Apelar para "razão" na TV
Segundo o senador Sérgio Guerra, o “programa de José Serra vai apelar à razão do povo”. Segundo ele, o PSDB irá desmentir boatos, fará comparações com a rival petista, Dilma Rousseff, e abordará temas considerados incômodos ao governo. A propaganda eleitoral na televisão terá início no próximo dia 17 de agosto. “Queremos apelar à razão do povo. Quem vai querer apelar à emoção são eles porque eles não têm argumentos”, diz. O senador afirmou que o programa tucano não fará um “combate ofensivo”.
Assim como vem ocorrendo nas declarações públicas de Serra e lideranças tucanas, o discurso na TV deverá evitar a impressão de ruptura. “Não tem aquela coisa: eu sou a favor dos pobres, você é a favor dos ricos. Eu quero continuar, você quer mudar”, afirmou. “Vamos mostrar que o Lula, o Fernando Henrique, com tentativas, erros e acertos, levaram o Brasil até determinado ponto. E vamos propor alguém que possa fazer mais”, completou.
O PSDB deverá aproveitar o programa para reforçar que deverão continuar e ampliar o programa Bolsa Família. “Vamos desmentir boatos, como o de acabar com o Bolsa Família”, diz Guerra. O mesmo serve para os chamados “boatos” sobre privatizações de bancos.
Críticas à Marina Silva
Sérgio Guerra atacou a política ambiental do governo Lula e cobrou a presidenciável pelo PV, Marina Silva, por propostas voltadas a questões do meio ambiente, como a preservação do litoral nordestino. “Eu não vi a Marina falar sobre isso, por exemplo (...) A teoria dela sobre meio ambiente está muito nas estrelas”, afirmou Guerra.
Além de criticar a candidata verde, Guerra afirmou que todos os projetos no Nordeste, como a construção de uma refinaria, a ferrovia Transnordestina, a duplicação da BR-101 e a transposição do rio São Francisco agridem o meio ambiente. “Políticas para proteção do meio ambiente não existem”, disse. Para ele, a transposição “é um projeto cheio de defeitos, uma acomodação de projetos privados, de interesse de empresas de construção”.
Guerra também aproveitou para alfinetar a rival petista, Dilma Rousseff. “Em duas horas eu vi a obra (de transposição do rio São Francisco). A Dilma ficou lá dois dias com comida que vinha dos melhores restaurantes de Recife”, disse.
(Colaboraram Clarissa Oliveira e Tales Faria)
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/eleitor+ainda+nao+esta+ligado+na+campanha+diz+sergio+guerra/n1237736796728.html
Nara Alves, iG São Paulo
O presidente nacional do PSDB e coordenador geral da campanha presidencial tucana, senador Sérgio Guerra (PE), minimizou o significado das últimas pesquisas de intenção de voto e garante que seu candidato ao Palácio do Planalto, José Serra, conseguirá reverter nos próximos meses a tendência de alta da rival Dilma Rousseff (PT).
Segundo Guerra, Dilma alcançou o patamar tradicional de votação do PT, o que era "absolutamente previsível". "A Dilma era desconhecida, o Serra era conhecido. Ela tinha um imenso espaço para crescer e teve a estrutura do governo federal", afirma. Segundo o senador, há um processo que "subestima" a inteligência do povo, que concentra todo o esforço para "mostrar que Dilma é Lula, Lula é Dilma". "Neste momento, sem a campanha de televisão, a Dilma está patinando, com um crescimento muito moderado, mínimo", disse.
“A população cada vez menos se liga na eleição. E se liga por menos tempo”, disse Guerra, em visita à redação do iG na capital paulista nesta segunda-feira. “As campanhas estão ainda no espaço, não estão na realidade”, acrescentou.
A disputa, disse o tucano, só terá inicio de fato nas próximas semanas, puxada pelo início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Evitando antecipar o conteúdo dos programas tucanos, Guerra garantiu que o partido não esconderá o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na televisão. "Fernando Henrique vai participar quantas vezes forem necessárias", disse.
Guerra minimizou, por exemplo, o fato de Serra não aparecer com destaque no material de campanha de alguns dos candidatos do PSDB e aliados nos Estados. Diz que este é apenas uma característica natural das disputas regionais. “É da cultura da política regional. A prioridade são as eleições estaduais, de baixo para cima”, afirmou. “Não significa traição”, disse. Guerra disse que, da mesma forma, Dilma não tem recebido de destaque no material de campanha de alguns de seus candidatos. “Vejo o Lula, mas não vi cartazes com a Dilma”, disse.
Quesito simpatia de Serra
Ao falar sobre as características de Serra e do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato ao Planalto em 2006, Guerra diz que cada um tem seus atributos. Alckmin, diz ele, é “extremamente fácil e está sempre disponível, tem uma grande capacidade de agradar”. Serra, diz ele, possui “imensa capacidade de discussão”. “A população já avalia isso. Temos uma, duas, dez pesquisas que mostram que Serra se confirma com atributos importantes para presidente da República, da mesma forma que Dilma não confirma isso, ao contrário, muitas vezes nega esses atributos.”
Guerra evita endossar a tese de que Serra sai em prejuízo no quesito simpatia. “Essa coisa de dizer que Serra não é simpático, eu não concordo”, afirma o tucano. “Não vou chamar de Serrinha Paz e Amor como fizeram com o Lula”, emendou, em referência à mudança de tom do discurso de Lula na eleição de 2002.
Apelar para "razão" na TV
Segundo o senador Sérgio Guerra, o “programa de José Serra vai apelar à razão do povo”. Segundo ele, o PSDB irá desmentir boatos, fará comparações com a rival petista, Dilma Rousseff, e abordará temas considerados incômodos ao governo. A propaganda eleitoral na televisão terá início no próximo dia 17 de agosto. “Queremos apelar à razão do povo. Quem vai querer apelar à emoção são eles porque eles não têm argumentos”, diz. O senador afirmou que o programa tucano não fará um “combate ofensivo”.
Assim como vem ocorrendo nas declarações públicas de Serra e lideranças tucanas, o discurso na TV deverá evitar a impressão de ruptura. “Não tem aquela coisa: eu sou a favor dos pobres, você é a favor dos ricos. Eu quero continuar, você quer mudar”, afirmou. “Vamos mostrar que o Lula, o Fernando Henrique, com tentativas, erros e acertos, levaram o Brasil até determinado ponto. E vamos propor alguém que possa fazer mais”, completou.
O PSDB deverá aproveitar o programa para reforçar que deverão continuar e ampliar o programa Bolsa Família. “Vamos desmentir boatos, como o de acabar com o Bolsa Família”, diz Guerra. O mesmo serve para os chamados “boatos” sobre privatizações de bancos.
Críticas à Marina Silva
Sérgio Guerra atacou a política ambiental do governo Lula e cobrou a presidenciável pelo PV, Marina Silva, por propostas voltadas a questões do meio ambiente, como a preservação do litoral nordestino. “Eu não vi a Marina falar sobre isso, por exemplo (...) A teoria dela sobre meio ambiente está muito nas estrelas”, afirmou Guerra.
Além de criticar a candidata verde, Guerra afirmou que todos os projetos no Nordeste, como a construção de uma refinaria, a ferrovia Transnordestina, a duplicação da BR-101 e a transposição do rio São Francisco agridem o meio ambiente. “Políticas para proteção do meio ambiente não existem”, disse. Para ele, a transposição “é um projeto cheio de defeitos, uma acomodação de projetos privados, de interesse de empresas de construção”.
Guerra também aproveitou para alfinetar a rival petista, Dilma Rousseff. “Em duas horas eu vi a obra (de transposição do rio São Francisco). A Dilma ficou lá dois dias com comida que vinha dos melhores restaurantes de Recife”, disse.
(Colaboraram Clarissa Oliveira e Tales Faria)
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/eleitor+ainda+nao+esta+ligado+na+campanha+diz+sergio+guerra/n1237736796728.html
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