Veja.com - Por Lauro Jardim
E agora, Dilma?
Dilma Rousseff já é ex-ministra há algumas horas. Sua candidatura experimentará um novo desafio a partir de hoje: como avançar na corrida eleitoral nos 97 dias que separam sua saída da Casa Civil e o início oficial da campanha eleitoral, no dia 5 de julho? Até agora Dilma era levada praticamente no colo por um popularíssimo Lula, que a acompanhava em comícios travestidos de inaugurações. Essa parte da pré-campanha ficou para trás.
Para tentar segurar os cerca de 30% de intenções de voto que alcançou, os estrategistas de sua campanha estão programando aparições da candidata em palestras nos sindicatos, entidades patronais, ONGs. Estão previstas também um sem-número de entrevistas (neste período, quanto mais, melhor) e viagens para lugares que possam atrair holofotes. Na semana que vem, por exemplo, fará o que o marketing de sua campanha venderá como um "roteiro sentimental" por Minas Gerais, onde viveu até os 21 anos - não por acaso, o segundo colégio eleitoral do Brasil. Dilma irá a Belo Horizonte, Ouro Preto, Diamantina. Fora isso, Dilma contará também com algum tipo de ajuda de Lula, especialista em driblar (e debochar da) lei eleitoral. Contará também com o auxílio nada desprezível da economia em franco aquecimento. Será o suficiente? Eis uma resposta que ninguém tem.
Mas e José Serra? Não estaria com o mesmo abacaxi nas mãos ao largar hoje o governo de São Paulo? Não. Serra situa-se há quase dois anos na faixa entre os 30% e 40% do eleitorado. É um percentual consolidado. Não há porque cair sem a exposição que o governo de São Paulo lhe dá. Dilma, não. Pode-se até supor que o seu piso está na faixa entre os 25% e 30% das intenções de voto, mas ninguém (nem no PT) tem certeza disso. Agora, Dilma será a protagonista dos atos de pré-campanha. Seus discursos unanimemente tidos como enfadonhos (até por Lula, ressalte-se) deverão saltar mais aos olhos. Sua falta de jeito típica de quem nunca pediu voto ficará mais nítida (Aliás, fora os generais, é a primeira candidata a presidente desde 1945 sem qualquer experiência eleitoral). Numa palavra, Dilma passa a andar com os próprios pés na caminhada eleitoral.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/radar-on-line-agora-dilma-545287.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Mostrando postagens com marcador Veja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Veja. Mostrar todas as postagens
31 de mar. de 2010
17 de mar. de 2010
Marina Silva quer ser aproximar de James Cameron
Veja
A senadora Marina Silva (PV), pré-candidata à Presidência da República, planeja contar com um aliado de peso em sua campanha: o cineasta James Cameron, vencedor de três Oscar por Avatar, um grande sucesso nas bilheterias de todo o mundo. Para Marina, o filme é mais um gatilho importante para o ativismo ambiental o principal tema de sua plataforma.
Segundo a edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, a equipe da pré-candidata planeja um encontro com Cameron para breve. Os dois participarão, entre os dias 26 e 27 de março, do Fórum Internacional de Sustentabilidade, que será realizado em Manaus (AM). Também participarão do evento o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e o ecólogo Thomas Lovejoy.
Os assessores de Marina mantêm a cautela em relação ao encontro. Como o fórum acontece dentro de pouco tempo, é preciso acelerar contatos com interlocutores e assessores de Cameron para estabelecer uma agenda conjunta entre os dois no Brasil.
"Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d"água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre", diz Marina em seu blog. O próprio Cameron já descreveu a ambiciosa jornada de ficção científica como elemento desencadeador do ativismo ambiental.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marina-silva-quer-ser-aproximar-james-cameron-541003.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Assinar:
Postagens (Atom)