25 de jun. de 2010

Senador tucano Alvaro Dias será o vice de José Serra

Folha

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O senador tucano Alvaro Dias (PSDB-PR) será o vice do correligionário José Serra na chapa presidencial que disputará as eleições deste ano.

Fontes do PSDB ouvidas pela Folha já dão como certa a escolha de Dias para a vaga, que, conforme revelou o "Painel" da Folha na última quinta-feira, já vinha pressionando a cúpula do partido para ocupar a vice.

Por meio do microblog Twitter, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, adiantou a informação: "Falei agora com o Sergio Guerra [presidente nacional do PSDB]. O vice será o Álvaro Dias", disse.

Sergio Guerra, porém, também pelo Twitter, afirmou que o PSDB está "consultando líderes e presidentes dos partidos aliados" para decidir o candidato a vice-presidente.

A escolha do senador paranaense vai contra os interesses do DEM, principal aliado do PSDB no plano nacional. Os democratas tentavam evitar uma chapa puro-sangue tucana para emplacar nomes como o deputado José Carlos Aleluia (BA) ou Valéria Pires Franco (PA), vice-presidente do partido.

A estratégia do PSDB ao escolher Dias para a vice de Serra tem também como objetivo ajudar a apagar incêndios nos palanques regionais do presidenciável tucano. No Paraná, terra do senador, seu irmão, Osmar Dias (PDT), cogita concorrer ao governo do Estado em aliança com o PT da candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff.

Agora, porém, a tendência é que Osmar recue nas intenções em se lançar candidato a governador para tentar uma vaga ao Senado ao lado do pré-candidato ao governo do Paraná Beto Richa (PSDB).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/757055-senador-tucano-alvaro-dias-sera-o-vice-de-jose-serra.shtml

14 de jun. de 2010

Convenções marcam a largada da corrida eleitoral

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília - As convenções dos partidos começaram nesta semana, com a confirmação de vários nomes que concorrerão nas próximas eleições. O período é associado à largada da corrida eleitoral, mas os candidatos só começam a existir para a Justiça Eleitoral a partir do dia 5 de julho. Esse é o último prazo para o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de candidaturas para presidente e vice, e dos demais cargos nos tribunais regionais eleitorais.

Apesar de a maioria dos grandes partidos realizar suas convenções até o final da próxima semana, a Justiça permite a negociação sobre coligações e a indicação de candidatos até o dia 30 de junho. Isso explica porque o candidato à Presidência pelo PSBD, José Serra, não precisou apresentar seu candidato a vice na convenção de ontem (12).

As emissoras de rádio e TV precisam ter cuidado especial com o conteúdo para não violar as leis eleitorais, mais rígidas nesses veículos. Os candidatos escolhidos em convenção não podem apresentar ou comentar programas transmitidos por TV ou rádio até o dia 30 de junho. As emissoras também não podem veicular propaganda partidária gratuita ou propaganda paga a partir do dia 1º de julho.

Vale destacar que as legendas vêm desrespeitado a finalidade das propagandas partidárias gratuitas de rádio e TV neste primeiro semestre. Por lei, o horário se destina a divulgar atividades e posicionamentos do partido e a incentivar a participação política feminina, mas está sendo usado para promover o nome de candidatos.

Para Erick Pereira, especialista em direito eleitoral pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), trata-se de uma dupla violação das regras eleitorais. “Há um desvio de finalidade e a prática da propaganda extemporânea, que vem sendo punida sucessivamente pelo TSE nos últimos meses”. A propaganda eleitoral em rádio e TV, com a divulgação dos candidatos e suas propostas, só é permitida a partir do dia 6 de julho.

Segundo o juiz Roberto Bacellar, as restrições à propaganda paga não atingem os veículos impressos, que podem, seguindo regras específicas, vender espaços para candidatos até 48 horas antes do pleito. “As emissoras têm essas regras mais rígidas por atuarem em regime de concessão governamental”, explica o juiz.

Edição: Tereza Barbosa

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=3&p_p_col_count=4&_56_groupId=19523&_56_articleId=975625

Tempo de Dilma na TV será 23% maior do que o de Serra

Estado de Minas


Disputados, como em cabos de guerra, os partidos políticos valem não tanto pelo engajamento das bancadas federais e estaduais na briga pelo voto, mas pelo tempo de televisão gratuito que agregam às campanhas eleitorais. As legendas que até este momento foram atraídas à coligação formal encabeçada pelo PT garantem à pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, um tempo de propaganda cerca de 23% maior do que o do pré-candidato José Serra (PSDB).

Com o apoio de PT, PMDB, PSB, PDT, PR, PCdoB e PRB, a campanha de Dilma projeta para a distribuição de dois terços dos blocos do horário eleitoral gratuito aproximadamente 16,53 minutos, três vezes por semana. José Serra conta com o tempo agregado por PSDB, DEM, PPS, PTB e PSC e terá, com essas legendas, cerca de 12,53 minutos, três vezes por semana. Sem nenhum partido coligado, a campanha da candidata Marina Silva (PV) tem assegurados apenas 51 segundos, três vezes por semana, nos dois terços do tempo disponível segundo o tamanho das bancadas federais conquistadas no último pleito.

Tendo eleito 41 parlamentares em 2006, o PP, ainda indefinido, terá 2,37 minutos. Pressionado pelo PT e pelo PSDB, a tendência é de que não se coligue formalmente, embora faça parte do governo Lula. Outras sete legendas, cada qual com representação igual ou menor a três parlamentares, alcançam menos de 16 segundos.

Em que pese a campanha na TV ser frequentemente amaldiçoado pela interrupção da programação usual das emissoras, a visibilidade que ela dá às candidaturas, a interpretação em relação ao desempenho do governo em curso e o recall que promove em relação aos feitos dos candidatos recompensam plenamente o esforço para a cooptação para as coligações majoritárias das legendas com bancadas fortes.

“As pesquisas também mostram que são falsos os argumentos de que os eleitores brasileiros tendem a ignorar e desprezar o horário eleitoral”, afirma o cientista político Vladimyr Lombardo Jorge, professor da PUC-RJ. “Além do mais, a propaganda gratuita democratiza o acesso à televisão, um espaço caro, que de outra forma, estaria restrito apenas aos candidatos com financiamentos robustos de campanha”, acrescenta Lombardo.

O benefício público de 100 minutos diários destinados aos blocos do horário eleitoral na televisão, ao longo de 39 dias seguidos – exceto aos domingos, é alto. O economista e cientista político Mauro Macedo Campos, pós-doutorando da Unicamp demonstrou, em estudo inédito, que o custo estimado só para o tempo destinado a campanhas políticas nas emissoras de televisão este ano será de R$ 4,3 bilhões.

Inserções diárias

Segundo o cientista político, as contas sobem se considerados os 30 minutos diários de spots, que inclusive aos domingos irão ao ar ao longo de 45 dias depois de 15 de agosto. São 1.350 minutos em inserções ao custo de R$ 1 bilhão, o que eleva as projeções do montante que os partidos deixam de pagar às emissoras pelo benefício a R$ 5,3 bilhões. A propaganda partidária, exibida neste primeiro semestre, acresce ainda outro R$ 1,2 bilhão ao benefício, que em seu conjunto chega a R$ 6,5 bilhões. “Os preços praticados pelas emissoras de rádio correspondem a cerca de 8% daqueles das televisões. Assim, o horário gratuito mais as inserções no rádio representam mais R$ 504 milhões a essa conta, que alcança R$ 7 bilhões”, informa Campos.

Parte dessa conta é paga pelos cofres públicos. Segundo estimativas da Receita Federal, a isenção fiscal oferecida às emissoras de televisão e rádio, em ressarcimento ao espaço cedido para a propaganda política, é de R$ 851,1 milhões. “Nas eleições de 2002, o governo federal deixou de arrecadar R$ 159,9 bilhões. Portanto, a isenção este ano representa 432% a mais do que há oito anos”, calcula Campos.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/14/politica,i=197537/TEMPO+DE+DILMA+NA+TV+SERA+23+MAIOR+DO+QUE+O+DE+SERRA.shtml

Em discurso, Lula adota o papel de principal cabo eleitoral de Dilma

Correio Braziliense

» Flávia Foreque
» Ivan Iunes
» Vinícius Sassine

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu tom emotivo e saudoso na convenção do Partido dos Trabalhadores para defender a candidatura de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto e lembrar o fato de estar no fim de seu segundo mandato. Apesar de a ex-ministra de Lula ter sido a protagonista do evento, Lula deixou claro que terá papel de peso na campanha da ex-ministra. “Vai ser a primeira eleição (desde a redemocratização, em 1989) em que meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. Para que esse vazio seja preenchido, mudei de nome e vou colocar Dilma lá. Aí as pessoas vão votar. Eu espero que Deus te abençoe e dê força. Você sabe que tem um companheiro para a hora que você precisar”, afirmou o presidente.

Lula deve assumir o papel de principal cabo eleitoral da ex-ministra logo após a Copa do Mundo. Segundo um auxiliar próximo do presidente, o petista começará a viajar nos fins de semana e à noite para divulgar a candidatura de Dilma em meados de julho. O ex-metalúrgico terá ainda um papel crucial na campanha: blindar a ex-ministra de divergências internas. O peso do presidente na estrutura petista vai impedir que Dilma se exponha a brigas entre os dirigentes da legenda.

O imenso banner que enfeitava o palco do local reforçava a importância do presidente na chapa PT-PMDB: em vez da figura do candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), era Lula sorridente quem aparecia de braços erguidos ao lado de Dilma. Ao peemedebista, coube um discurso rápido, de menos de dez minutos, que procurou justificar a aliança com o PT em função de afinidades ideológicas.

Segundo o presidente da Câmara, a união ocorre “na convicção de que estamos fazendo uma aliança programática. Por isso, quando vejo aqui ‘Dilma presidente para o Brasil seguir mudando’ (slogan da convenção), caso isso com o nosso lema do PMDB: ‘tem muito Brasil pela frente’”. Temer fez o discurso um dia depois de um pequeno grupo de seu partido ter defendido uma candidatura própria ao Palácio do Planalto — a investida acabou sufocada na convenção do PMDB, sábado. PT e PMDB ainda enfrentam impasses nos estados para garantir sustentação à candidatura de Dilma (veja na página 4).

Salto alto
Diante das militantes petistas, público-alvo do evento, Lula se mostrou confiante na vitória nas urnas em outubro. “Estou convencido que a possibilidade de ganhar as eleições são totais — eu diria quase que absoluta. Mas eleição e mineração a gente só conhece o resultado depois da apuração. Então, é importante que a gente primeiro trabalhe, que ninguém fique andando de sapato alto achando que já ganhou”, afirmou o presidente. “Não existe eleição fácil”, completou.

Coube ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, dar um tom mais crítico ao principal adversário da petista na disputa, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Ao assumir o microfone, Dutra apontou o “fracasso” do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e lembrou episódios como a sugestão de mudança do nome da Petrobras e o sucateamento das universidades públicas. O presidente da legenda ainda convidou a plateia a entoar um refrão alfinetando os tucanos: “Eita que eles estão aperreados. É 13, é 13, é Dilma pra todo lado”, cantou com o público.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/14/politica,i=197484/EM+DISCURSO+LULA+ADOTA+O+PAPEL+DE+PRINCIPAL+CABO+ELEITORAL+DE+DILMA.shtml

Serra reconhece que o caminho para bater Dilma nas urnas será árduo

Correio Braziliense | Ullisses Campbell

São Paulo — O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem em São Paulo que vai enfrentar a eleição mais difícil de sua carreira e convocou a ajuda de prefeitos, deputados e vereadores para chegar ao Palácio do Planalto. Serra reconheceu que a candidata do PT, Dilma Rousseff, é uma adversária de peso durante a convenção (1) estadual do PSDB, que reuniu cerca de 10 mil pessoas e homologou o tucano Geraldo Alckmin como pleiteante ao governo de São Paulo. “Para mim, a campanha mais fácil que fiz foi para senador, porque colei no Mário Covas. Este ano a campanha aparece difícil. Vou ter de trabalhar, fazer campanha, senão fico para trás”, reconheceu.

Na hora de convocar prefeitos e vereadores, o tucano lembrou que sempre os tratou bem quando era governador de São Paulo. “Queria me dirigir aos prefeitos de todo o Brasil, fundamentais nessas eleições. (...) No meu governo, atendi bem a todos os prefeitos”, disse. Ele fez um discurso breve para não ofuscar Alckmin, personagem principal do dia, e não teceu qualquer crítica a Dilma ou mesmo ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como vinha fazendo em ocasiões anteriores.

Ao pedir empenho dos militantes do PSDB, Serra lembrou o personagem mais famoso de Charles Chaplin. “O militante, que é sobre quem cai a bomba, é nosso Carlitos, como no filme O Grande Ditador, em que o marechal olha para o general, que olha para o coronel, que olha para o sargento, que olha para o Carlitos”, ressaltou. O pré-candidato foi bastante aplaudido.

A função de alfinetar Dilma ficou a cargo de Alckmin e de Orestes Quércia (PMDB), ex-governador de São Paulo e crítico da aliança nacional de seu partido com o PT. “Quem apoia Dilma dentro do PMDB não lutou pela democracia em 1974”, afirmou. Quércia completou o discurso dizendo que a pré-candidata do PT não tem experiência política. Alckmin bateu na mesma tecla: “O Brasil exige um presidente com história, prática, experiência, currículo verdadeiro, história política comprovada e densidade administrativa”. E cutucou Lula e Dilma. “Quem governa o Brasil não pode sentar na garupa. Quem anda na garupa não guia, não breca, não conduz.”

Chavões
Sem citar nomes, Alckmin disse que Dilma e Lula “zombam” da Justiça Eleitoral ao fazerem campanha política eleitoral mesmo depois de serem multados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “A oposição não respeita a lei eleitoral. (...) Alguns preferem fazer intriga, desrespeitar, antecipar a campanha, zombar da Justiça e das instituições. Nós temos pouco tempo para bate-boca, para responder a ódios e ofensas, para nos preocuparmos com inferências tolas e chavões marqueteiros”, disse.

Na corrida eleitoral em São Paulo, Alckmin está com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Vox Populi (27.476/10-TSE) divulgada em maio. Em segundo aparece Aloizio Mercadante (PT), com 19%, seguido de Celso Russomano (PP), com 12%. Alckmin volta a enfrentar as urnas depois de perder a eleição presidencial em 2006 e a Prefeitura de São Paulo há dois anos.

Mais recente rival político de Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), se comprometeu a trabalhar pela vitória do tucano. “São Paulo é um estado privilegiado ao ter uma candidatura da envergadura da de Geraldo Alckmin, um nome que tem experiência e que vai deixar São Paulo numa posição de mais desenvolvimento. É uma honra estar ao seu lado”, disse o prefeito. Uma ausência sentida na convenção foi a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em viagem ao exterior.

1 - Outras convenções
Além do PSDB, quatro partidos aliados (DEM, PMDB, PPS e PSC) fizeram convenções estaduais simultâneas na Assembleia Legislativa de São Paulo. Os partidos homologaram as candidaturas de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Guilherme Afif Domingos (DEM) e Orestes Quércia (PDMB) ao Senado. O PSDB deverá se coligar com o DEM e com o PPS para a disputa de vagas na Câmara dos Deputados e com o DEM para a disputa de cadeiras na Assembleia Legislativa paulista. Os tucanos apresentam 140 candidatos a deputado federal e 188 candidatos a deputado estadual. Já o vice na chapa de Serra deverá ser anunciado só na semana que vem.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/14/politica,i=197480/SERRA+RECONHECE+QUE+O+CAMINHO+PARA+BATER+DILMA+NAS+URNAS+SERA+ARDUO.shtml