19 de mai. de 2010

Serra defende criação de uma força nacional permanente para calamidades

Tucano afirmou que desastres estão se tornando rotina e defendeu ações preventivas

Denise Madueño - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O presidenciável José Serra (PSDB) defendeu a criação de uma força nacional permanente para cuidar das calamidades públicas, durante debate na 13ª Marcha em defesa dos municípios. Serra afirmou que as calamidades estão se tornando uma rotina e defendeu ações preventivas. "Nós vamos organizar uma força nacional permanente para cuidar de calamidades. Nós temos que ter um mapeamento definitivo de todas as áreas de risco no Brasil. Isto não é impossível, não. E atuar com rapidez. Temos que ter mais recursos e transferência mais rápida dos recursos", afirmou.

Serra foi o primeiro dos três presidenciáveis convidados a participar do encontro promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) a responder as perguntas dos prefeitos. Ele disse que os municípios perderam arrecadação com a isenção concedida pelo governo federal de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e defendeu uma nova sistemática quando houver necessidade de se adotar ações desse tipo em uma eventual conjuntura de crise econômica. Segundo ele, no lugar de se fazer uma renúncia fiscal, seria feito o que chamou de "diferimento de arrecadação". O governo postergaria a cobrança de impostos e tributos. "É muito errado fazer redução de impostos temporária e os municípios arcarem com as perdas", disse, ressaltando que "tem de acabar o procedimento de fazer generosidade com o chapéu alheio com relação aos municípios e os Estados".

Serra disse para uma plateia em torno de 4.500 prefeitos, como o anunciado pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, que vai revitalizar a Saúde. "A saúde não vai melhorar se continuar nesta toada. Nós vamos revitalizar a Saúde, as ações dos municípios, dos Estados e a revitalização ativa do governo federal".

A criação de uma nova contribuição para financiar o setor tem de ser analisada, segundo Serra, em uma discussão mais ampla de reforma tributária. "Não podemos sair criando contribuição", disse, ressaltando a preocupação com o aumento da carga tributária. "Criar ou não uma nova contribuição é preciso ser examinada num contexto de uma reforma tributária geral. Não dá para afirmar neste instante. O que eu tenho segurança é que no caso da Saúde nós temos que ter uma melhor gestão", disse. Segundo Serra, "houve uma desaceleração da Saúde e quem paga o preço político e social disso são os Estados e os municípios".

No encontro, Serra insistiu que, caso eleito, os municípios serão parceiros do governo federal. Ele defendeu uma das reivindicações dos prefeitos de um encontro de contas para zerar dívidas. "Sou franco e abertamente a favor do encontro de contas", disse.

O presidenciável tucano evitou entrar em polêmica sobre a distribuição dos royalties do petróleo da camada pré-sal. "Na minha opinião, nós temos que deixar essa questão para depois da eleição. É uma coisa que precisa ser pensava e trabalhada". Ele disse, no entanto, que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo - os principais estados produtores, ao lado de São Paulo - não podem ser prejudicados, mantendo a divisão dos poços já licitados como está.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-defende-criacao-de-uma-forca-nacional-permanente-para-calamidades,553834,0.htm

Tucanos querem anunciar Aécio para vice em convenção

AE - Agência Estado

Dirigentes do PSDB e setores próximos do presidenciável José Serra querem o ex-governador mineiro Aécio Neves como vice na chapa tucana já na convenção nacional de 12 de junho. Mas, nos bastidores, Aécio diz que "quem tem prazo não tem pressa". Os aecistas advertem que "não se dilui um fato da importância da vice-presidência na convenção". Aécio só desembarca em Minas Gerais na segunda-feira, de volta de férias na Europa.

O que provocou a inquietação dos tucanos foi a informação de que pesquisas do próprio partido mostram Serra perdendo terreno no Sudeste - especialmente em Minas - por conta da ausência de Aécio e dos programas do PT na televisão. Setores do tucanato avaliam que o debate da chapa puro-sangue favorece o PT. Acreditam que a discussão "acordou" a militância petista e que é preciso agir rápido com um fato político capaz de pôr Serra em curva ascendente nas pesquisas.

A Lei Eleitoral estabelece prazo até 30 de junho para lançamento oficial dos candidatos, mas tucanos estão divididos. Os que trabalham com a data-limite da convenção afirmam que a chapa terá de ser apresentada dia 12. Não querem escolher um "nome-estepe" para vice e, depois, trocá-lo. "Não há essa exigência de fechar a chapa no dia 12", diz o presidente do PSDB mineiro, deputado Nárcio Rodrigues.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tucanos-querem-anunciar-aecio-para-vice-em-convencao,553763,0.htm

18 de mai. de 2010

Ministro do TSE nega pedido do PT contra site anti-Dilma

Folha

da Reportagem Local

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Costa Dias julgou na noite de ontem improcedente a representação do PT contra o PSDB pelo site gentequemente.org. A página, que está no ar há cerca de um ano, traz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

A decisão monocrática segue parecer do Ministério Público Eleitoral que opinou pela improcedência. Na ação, o PT afirma que os tucanos fazem propaganda negativa para Dilma Rousseff. Além de multa, o partido pede a retirada do conteúdo considerado "ofensivo" do ar.

No parecer, a vice-procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau cita decisão do TSE que reconheceu as criticas ao governo como parte da atividade política, não sendo considerada propaganda eleitoral.

Em defesa apresentada esta semana, o PSDB afirmou que a representação não deveria ser apresentada na Justiça Eleitoral, já que trata de um pedido de direito de resposta de candidato escolhido em convenção, "condição que Dilma não sustenta".

Os tucanos admitem que a página é do partido e argumentam que ela foi pensado como instrumento de ação partidária da oposição contra as mentiras do governo e da petista.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u736909.shtml

Serra indica aval para aliança com Cid Gomes no Ceará

Folha

CATIA SEABRA
da Reportagem Local

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, indicou nesta terça-feira que avaliza uma possível aliança de seu partido e do DEM com o governador Cid Gomes (PSB) no Ceará.

"Aqui o pessoal toca e me diz o que é necessário fazer e eu faço. O que o PSDB e o DEM estabelecerem que é a trajetória eu vou topar e vou junto com eles."

Serra afirmou que não "mete o bico" nos Estados. "Eu não meto muito o bico nos Estados não. Só se me pedem ajuda. Nem em São Paulo faço isso. Às vezes o pessoal de lá vem me falar que precisa resolver isso e aquilo. Mas como eu estou com a cabeça no conjunto do Brasil atrapalha você se meter numa realidade local que você não conhece direito. E aí se for interferir certamente pode não melhorar. Por isso aqui [Ceará] me fio no trabalho que nossos aliados venham a fazer. Tanto do PSDB, comandados pelo Tasso, tanto do DEM, comandados pelo Chiquinho Feitosa."

Sobre o vice em sua chapa, Serra se esquivou de falar. "O meu candidato a vice vai ser aquele que o meu partido e os outros partidos escolherem. Não estou dando muita volta nisso. Quem mais tem ansiedade é a imprensa, que sempre pergunta. Qualquer coisa que eu fale daria confusão. Então eu não dou palpite."

Prioridades

Serra destacou que a saúde precisa ser reforçada, inclusive na área de consultas. "Nós começamos fazer em São Paulo e deu certo. A saúde precisa ganhar o ritmo que teve no passado."

A outra questão essencial, segundo ele, é a da segurança, que "inquieta o Brasil em todas suas partes".

"Em alguns lugares está pior, em outros está melhor. Mas tudo mundo se sente inseguro. Para isso, o governo federal tem de jogar como corresponsável e não deixar por conta apenas dos Estados. Tem de ajudar os Estados que trabalham e corrigir aqueles que não estão trabalhando direito na área da segurança."

O tucano destacou também projetos para desenvolvimento. "Aqui no Ceará se fala muito da Siderurgia e da Refinaria. Não vieram para cá. Ficou só no papel e é uma coisa que nós vamos tirar do papel. Essa ferrovia transnordestina que também se falou muito, mas só no último se começou, mas é uma coisa muito pequenininha. Nesse ritmo demoraria décadas. Eu calculo como investimentos."

Ele citou ainda a transposição do rio São Francisco. "Começou a ser feita na Bahia, mas no Ceará ainda não aconteceu. Nós vamos tocar tudo que tiver no meio, tudo que tiver no começo. A pior coisa para o nosso país é obra inacabada. Botou dinheiro não tem nenhum retorno econômico ou social."

Pesquisas

Serra comentou o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem que mostra o empate técnico entre ele e Dilma Rousseff (PT), com uma leve vantagem da petista.

"Pesquisa vai, pesquisa vem, e eu não comento, senão não vou fazer outra coisa. Agora nessa fase final vai ter pesquisa toda a semana. Daqui a pouco vai ter todo o dia."

O tucano destacou sua história de vida no exílio. "Voltei após 14 anos. Filho único, isso para mim pesou muito. Foram 14 anos para os meus pais sem que eu estivesse perto. Mas deu aqui para recomeçar e reconstruir a vida. Para mim, política tem um significado diferente do que tem para muitos. Não é para ter prestígio, as honras do poder e ser o centro das atenções. É para mudar as coisas. Não é para desfrutar. É para frutificar. É aí que eu fico feliz que o posso fazer para acontecer."

Serra voltou a afirmou que não vai lotear cargos e nem aparelhar o Estado com o PSDB. "A gente respeita sem olhar cor de camisa."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u736849.shtml

'Campanha mesmo vai começar depois da Copa do Mundo', diz Serra

Pré-candidato do PSDB à Presidência minimizou a queda registrada por ele nas duas últimas pesquisas de intenção de voto

Carmen Pompeu - Especial para O Estado de S.Paulo

FORTALEZA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, minimizou a queda registrada por ele nas duas últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos dias. Em entrevista, na manhã desta terça-feira, 18, ao radialista Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza, Serra disse que a campanha vai começar mesmo somente depois da Copa do Mundo. "Pesquisa vai e vem. Já teve. Vai e volta. Vai e volta. É variável. A campanha mesmo vai começar depois da Copa do Mundo. E eu estive praticamente à frente sempre. Agora deu empate. Mas logo vai desempatar", afirmou o tucano.

De acordo com Serra, "a pesquisa que importa é a pesquisa da urna, do voto". Ele fez questão de lembrar que Lula não é mais candidato e que as pessoas precisam escolher o próximo presidente com vistas a quem pode tocar o Brasil e fazer com que o País melhore. "A partir do ano que vem o Lula não vai ser mais presidente da República. O Brasil vai ser entregue, o seu destino maior, a um presidente eleito. E ninguém governa por ninguém", disse Serra.

Ainda durante a entrevista, o pré-candidato tucano prometeu dar continuidade às obras iniciadas por Lula no Nordeste, como a Ferrovia Transnordestina, a Transposição do Rio São Francisco e a Siderúrgica do Porto de Pecém (CE). Antes, ressaltou que esses projetos foram apenas iniciados e que quem vai fazê-los é o próximo presidente. Prometeu também dar continuidade ao Bolsa Família e lembrou que o programa surgiu a partir de uma ideia de Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falecida em 2008.

A entrevista foi aberta com a música Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo. O entrevistado agradeceu a homenagem, dizendo que "isso daí melhora o humor de qualquer um". Em seguida, o locutor leu uma pequena biografia na qual Serra foi apresentado como filho de feirante em São Paulo, militante estudantil e exilado político por conta da ditadura militar de 1964. Depois, o próprio Serra citou trechos do discurso realizado em Brasília, quando assumiu a pré-candidatura a presidente pelo PSDB.

De olho no eleitorado do deputado Ciro Gomes, cuja candidatura a presidente foi descartada pelo PSB, Serra disse que o considera "um homem honesto, batalhador e com muito espírito de luta". Sem entrar em detalhes, Serra afirmou que a divergência política que os separa "acabou acontecendo ao longo dos anos". "Eu pessoalmente não tenho nada contra a pessoa do Ciro", disse.

Serra está no Ceará desde a última segunda-feira, 17. Foi ao Cariri, onde visitou a estátua de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte; recebeu uma homenagem em Barbalha; e participou de encontro com a militância tucano na cidade de Crato. Por volta da uma e meia da madrugada desta terça-feira, 18, já em Fortaleza, gravou entrevista para o grupo de comunicação cearense, O Povo.

Pela manhã, visitou a Rádio Verdes Mares, onde foi entrevistado ao vivo por pouco mais de meia hora. Ao meio dia, participa de almoço para convidados do Grupo O Povo. E à tarde, visita o Porto de Pecém e encerra a visita ao Estado, proferindo palestra para jovens militantes do PSDB, no Hotel Marina Park, em Fortaleza.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,campanha-mesmo-vai-comecar-depois-da-copa-do-mundo-diz-serra,553316,0.htm