Partido quer a garantia de que o governador vai apoiar José Pimentel, mas o irmão de Ciro cogita apoiar Tasso Jereissati, do PSDB
Andréia Sadi, iG Brasília
A saída de Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial transferiu os holofotes para seu irmão e candidato à reeleição ao governado do Ceará, Cid Gomes. O impasse envolvendo a família Gomes agora é o quadro eleitoral no Estado, onde o PT pressiona pela segunda vaga ao Senado na chapa de Cid. O governador já declarou que deve apoiar o deputado Eunício Oliveira (PMDB), para o Senado. Mas, nas palavras dos petistas, o “governador se calou” e incomoda o partido do presidente Lula com as insinuações de que a outra vaga ficará com o amigo e tucano Tasso Jereissati, candidato à reeleição, e não com o ex-ministro da Previdência José Pimentel, da base aliada.
Nesta terça-feira, o presidente do PSB, Eduardo Campos, deve viajar a Brasília para discutir com petistas problemas nas alianças estaduais, principalmente em São Paulo e no Ceará. Os sinais de que a crise entre PT e PSB no Estado está instalada se aprofundaram na semana passada. Durante exposição da coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, em café da manhã com a bancada do Nordeste, Pimentel fez duras críticas ao governo do Estado, liderado por Cid.
Sobre investimento, o ex-ministro disse que não é culpa do governo federal e sim do governo estadual pontos críticos na região. Citou, por exemplo, as dificuldades do governo do aliado em atingir a meta do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, que prevê construir mais de 50 mil casas no Ceará. "Se não for bem aplicado, terá de ser devolvido um montante de R$1,7 bilhão”, disse Pimentel, segundo relatos.
Campos, após participar da abertura da exposição Arraestaqui - Miguel Arraes em charges de 1979 a 2002, na Câmara, deve se reunir com os petistas para discutir as provocações de Pimentel a Cid.
O vice-presidente do PT no Estado, deputado Jose Nobre Guimarães, disse ao iG que as conversas entre os partidos estavam adiantadas até que o PSB e PT mudaram o foco para o impasse nacional. Ele disse que o PT não vai impor condições ao PSB, mas admite eventuais problemas com aliança de Cid. “Não vou falar sobre teses, as alianças se constroem com conversas. Mas a orientação da direção regional é o apoio do PT para a reeleição de Cid e Pimentel para o Senado”, disse o deputado.
O acordo para apoiar Eunício foi feito em 2006, quando o PMDB abriu mão da vaga do Senado para Inácio Arruda, então candidato pelo PCdoB. Eunício retirou a candidatura e todos os aliados se comprometeriam a apoiá-lo neste ano. O acordo foi cumprido, mas a segunda vaga ainda está em aberto. Segundo aliados de Pimentel, “ ninguém imaginou que a segunda vaga fosse disputada com Tasso”.
A presidente do PT no Ceará é Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza. Ela foi procurada pela reportagem, mas não retornou as ligações. Para esta segunda-feira,estava prevista uma reunião da Executiva do partido no Estado, onde os membros deveriam tratar de eleições, mas o encontro foi adiado devido a problemas pessoais da prefeita, segundo o partido.
O PT diz que Cid não conversou com o partido sobre a aliança e espera uma posição para tomar sua decisão. O partido teme que Cid arraste a decisão até junho, quando acontecem as convenções partidárias, e dificulte a articulação PT com outros partidos.
Uma das teses defendidas por Cid é que o apoio fosse dado informalmente ao tucano, mas o PT rejeita qualquer aliança com o PSDB, partido do presidenciável José Serra e adversário de Dilma Rousseff. O tucano acredita que somente no final deste mês haverá uma definição. Na sua avaliação, o impacto causado pela saída de Ciro Gomes da corrida presidencial "foi muito grande" e deixou "um vazio" no Ceará. "A gente tinha de deixar a poeira baixar para conversar agora", diz.
Dúvida no PSDB
O PSDB cearense não sabe se deve apoiar, mesmo que informalmente, a reeleição de Cid ou lançar candidato próprio ao governo. O certo é que com o amigo Ciro fora do jogo, ficará mais fácil para Tasso fazer o que não fez em 2002: entrar de corpo e alma na campanha para eleger Serra presidente.
Naquele ano, os tucanos cearenses ficaram divididos entre Ciro, cuja raiz política é a mesma de Tasso, e Serra. O próprio Tasso foi acusado de fazer corpo mole e lavar as mãos diante da candidatura Serra por ter sido ele próprio preterido pelos tucanos.
*Com informações da Agência Estado
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/pt+ameacar+rachar+alianca+com+psb+no+ceara/n1237605214898.html
4 de mai. de 2010
Marina questiona Gabeira sobre apoio a Serra
Candidata do PV à Presidência ligou para o deputado que irá disputar o governo do Rio e perguntou sobre aliança com tucano
Adriano Ceolin, iG Brasília
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou explicações do deputado Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio de Janeiro, sobre a aliança com o PSDB no Estado. Ela não gostou das notícias de que Gabeira faria campanha para José Serra (PSDB) no primeiro turno também.
“Ela me ligou e eu expliquei que no primeiro turno vou apoiá-la para presidente”, disse Gabeira em entrevista ao iG. O deputado, porém, afirmou que Serra deverá aparecer no seu programa eleitoral na TV pedindo votos para ele. “Uma coisa é ele pedir votos para mim. O contrário não vai ter”, completou.
Nesta terça-feira, o deputado também publicou um desmentido no seu Twitter. “Jornais insistem no erro que apoio dois candidatos. Estou com Marina”, escreveu no microblog. Junto com a mensagem, ele colocou um link para o seu blog em que consta texto sobre o assunto.
Ainda em entrevista ao iG, Gabeira contou que fez um relato a Marina sobre a reunião em que foi firmada a aliança com PSDB, DEM e PPS no Rio. “Disse a ela que para a eleição nacional o acordo é que eu apoie ela”, disse. “Agora, no segundo turno, eventualmente eu apoiaria o Serra”, disse.
O principal responsável pela polêmica é Márcio Fortes (PSDB), provável vice de Gabeira. Após a reunião dos quatro partidos, ele disse que Gabeira teria dois candidatos a presidente. O deputado verde nega. “Os outros três partidos [DEM, PSDB e PPS] é que apoiam Serra”, disse.
A formação da chapa de Gabeira excluiu a candidata do PV ao Senado, Aspásia Camargo, que disputará a eleição como avulsa e terá menos tempo de TV. Os candidatos oficiais de Gabeira serão o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS).
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/marina+questiona+gabeira+sobre+apoio+a+serra/n1237605441759.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou explicações do deputado Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio de Janeiro, sobre a aliança com o PSDB no Estado. Ela não gostou das notícias de que Gabeira faria campanha para José Serra (PSDB) no primeiro turno também.
“Ela me ligou e eu expliquei que no primeiro turno vou apoiá-la para presidente”, disse Gabeira em entrevista ao iG. O deputado, porém, afirmou que Serra deverá aparecer no seu programa eleitoral na TV pedindo votos para ele. “Uma coisa é ele pedir votos para mim. O contrário não vai ter”, completou.
Nesta terça-feira, o deputado também publicou um desmentido no seu Twitter. “Jornais insistem no erro que apoio dois candidatos. Estou com Marina”, escreveu no microblog. Junto com a mensagem, ele colocou um link para o seu blog em que consta texto sobre o assunto.
Ainda em entrevista ao iG, Gabeira contou que fez um relato a Marina sobre a reunião em que foi firmada a aliança com PSDB, DEM e PPS no Rio. “Disse a ela que para a eleição nacional o acordo é que eu apoie ela”, disse. “Agora, no segundo turno, eventualmente eu apoiaria o Serra”, disse.
O principal responsável pela polêmica é Márcio Fortes (PSDB), provável vice de Gabeira. Após a reunião dos quatro partidos, ele disse que Gabeira teria dois candidatos a presidente. O deputado verde nega. “Os outros três partidos [DEM, PSDB e PPS] é que apoiam Serra”, disse.
A formação da chapa de Gabeira excluiu a candidata do PV ao Senado, Aspásia Camargo, que disputará a eleição como avulsa e terá menos tempo de TV. Os candidatos oficiais de Gabeira serão o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS).
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/marina+questiona+gabeira+sobre+apoio+a+serra/n1237605441759.html
Serra vai ao Sul em busca do PMDB anti-Dilma
Tucano tenta conquistar o apoio do pré-candidato ao governo pelo PMDB, José Fogaça, que também enfrenta o assédio do PT
Adriano Ceolin, iG Brasília
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, vai nesta terça-feira ao Rio Grande do Sul tentar consolidar seu nome entre os integrantes do PMDB que rejeitam a aliança nacional com Dilma Rousseff (PT).
Serão dois dias de visitas a cidades gaúchas. Serra escolheu começar por Santa Maria, onde será recebido pelo prefeito da cidade Cezar Schirmer (PMDB). Ex-presidente do partido no Estado, ele afirma que o anti-petismo é muito forte na sua região.
“Nosso adversário aqui é o PT. Por isso uma aliança com eles não funciona”, afirmou Schirmer ao iG. “Não adianta ficar com esse negócio de dois palanques”, completou.
O pré-candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul é José Fogaça, que renunciou ao cargo prefeito de Porto Alegre. O PT já lançou o ex-ministro Tarso Genro (Justiça). Eles tentam evitar a reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB).
Como o PMDB não tem candidato à Presidência, Dilma e Serra querem o apoio de Fogaça, que seria o segundo palanque de um dos dois. Nas duas últimas eleições, o PMDB apoiou Serra, em 2002, e Geraldo Alckmin, em 2006.
“Eu fiz as duas campanhas ao lado dos tucanos. Ainda vou esperar a decisão do partido, mas minha tendência é ficar com o Serra”, disse o deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Ele é ex-prefeito de Santa Rosa, segundo município a ser visitado por Serra nesta terça.
Em Santa Rosa, Serra irá comparecer à Fenasoja (Feira Nacional da Soja). “Santa Rosa é a primeira cidade do país onde a soja foi plantada”, disse Terra. Por isso, na região, há muito resistência com o MST (Movimento Sem Terra), que costuma apoiar o PT.
Além de Cezer Schirmer e Osmar Terra, outro aliado de José Serra no PMDB do Rio Grande do Sul é o prefeito de Caxias do Sul, Ivo Sartori. Os três já se reuniram com Serra este ano em Caxias _segunda cidade mais populosa do Estado.
PMDB pró-Dilma
Apesar do histórico favorável ao tucano em relação ao PMDB gaúcho, PT e Dilma iniciaram, nos últimos meses, uma aproximação com Fogaça por intermédio do deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS).
Ribeiro foi relator do Orçamento em 2009 e ampliou seu relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao conseguir recursos para o Rio Grande do Sul. Ele é o coordenador geral da campanha de Fogaça.
No começo do ano, Ribeiro chegou a declarar apoio à Dilma. Diante das resistências do PMDB gaúcho à aliança com o PT, ele mudou o discurso e passou a defender a candidatura própria à Presidência da República.
“Tenho defendido a unidade em torno do Fogaça. Enquanto a questão nacional esteve em discussão, eu dei opinião. Até o fim de junho, vou trabalhar pela candidatura própria”, afirmou Ribeiro.
O presidente do PMDB gaúcho é o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele sempre foi crítico ao governo Lula, mas já disse que poderá Dilma caso o partido não tenha candidato próprio.
No Rio Grande do Sul, o PMDB comanda 140 prefeituras. Só é superado pelo PP, que detém 149. No Estado, os pepistas devem ficar com a vaga de vice na chapa Yeda Crusius, que enfrenta diversas denúncias de corrupção desde o inicio do seu governo.
Um dos coordenadores campanha de Yeda, o deputado estadual Nelson Marchezan Júnior não vê problemas na aproximação de Serra com o PMDB. “Aqui somos todos contra o PT. Se o PMDB ficar dividido, sairá perdendo”, disse.
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/serra+vai+ao+sul+em+busca+do+pmdb+antidilma/n1237605190205.html
Adriano Ceolin, iG Brasília
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, vai nesta terça-feira ao Rio Grande do Sul tentar consolidar seu nome entre os integrantes do PMDB que rejeitam a aliança nacional com Dilma Rousseff (PT).
Serão dois dias de visitas a cidades gaúchas. Serra escolheu começar por Santa Maria, onde será recebido pelo prefeito da cidade Cezar Schirmer (PMDB). Ex-presidente do partido no Estado, ele afirma que o anti-petismo é muito forte na sua região.
“Nosso adversário aqui é o PT. Por isso uma aliança com eles não funciona”, afirmou Schirmer ao iG. “Não adianta ficar com esse negócio de dois palanques”, completou.
O pré-candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul é José Fogaça, que renunciou ao cargo prefeito de Porto Alegre. O PT já lançou o ex-ministro Tarso Genro (Justiça). Eles tentam evitar a reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB).
Como o PMDB não tem candidato à Presidência, Dilma e Serra querem o apoio de Fogaça, que seria o segundo palanque de um dos dois. Nas duas últimas eleições, o PMDB apoiou Serra, em 2002, e Geraldo Alckmin, em 2006.
“Eu fiz as duas campanhas ao lado dos tucanos. Ainda vou esperar a decisão do partido, mas minha tendência é ficar com o Serra”, disse o deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Ele é ex-prefeito de Santa Rosa, segundo município a ser visitado por Serra nesta terça.
Em Santa Rosa, Serra irá comparecer à Fenasoja (Feira Nacional da Soja). “Santa Rosa é a primeira cidade do país onde a soja foi plantada”, disse Terra. Por isso, na região, há muito resistência com o MST (Movimento Sem Terra), que costuma apoiar o PT.
Além de Cezer Schirmer e Osmar Terra, outro aliado de José Serra no PMDB do Rio Grande do Sul é o prefeito de Caxias do Sul, Ivo Sartori. Os três já se reuniram com Serra este ano em Caxias _segunda cidade mais populosa do Estado.
PMDB pró-Dilma
Apesar do histórico favorável ao tucano em relação ao PMDB gaúcho, PT e Dilma iniciaram, nos últimos meses, uma aproximação com Fogaça por intermédio do deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS).
Ribeiro foi relator do Orçamento em 2009 e ampliou seu relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao conseguir recursos para o Rio Grande do Sul. Ele é o coordenador geral da campanha de Fogaça.
No começo do ano, Ribeiro chegou a declarar apoio à Dilma. Diante das resistências do PMDB gaúcho à aliança com o PT, ele mudou o discurso e passou a defender a candidatura própria à Presidência da República.
“Tenho defendido a unidade em torno do Fogaça. Enquanto a questão nacional esteve em discussão, eu dei opinião. Até o fim de junho, vou trabalhar pela candidatura própria”, afirmou Ribeiro.
O presidente do PMDB gaúcho é o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele sempre foi crítico ao governo Lula, mas já disse que poderá Dilma caso o partido não tenha candidato próprio.
No Rio Grande do Sul, o PMDB comanda 140 prefeituras. Só é superado pelo PP, que detém 149. No Estado, os pepistas devem ficar com a vaga de vice na chapa Yeda Crusius, que enfrenta diversas denúncias de corrupção desde o inicio do seu governo.
Um dos coordenadores campanha de Yeda, o deputado estadual Nelson Marchezan Júnior não vê problemas na aproximação de Serra com o PMDB. “Aqui somos todos contra o PT. Se o PMDB ficar dividido, sairá perdendo”, disse.
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/serra+vai+ao+sul+em+busca+do+pmdb+antidilma/n1237605190205.html
Pimentel vence e quer conversar com o PMDB
Ex-prefeito de Belo Horizonte supera o ex-ministro Patrus na disputa interna do PT para o governo de Minas Gerais. Vitorioso fala em negociar palanque único da base de Lula no estado
Correio Braziliense - Denise Rothenburg
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel superou ontem o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias na disputa das prévias do PT de Minas Gerais. Teoricamente, com o resultado, caberia a Pimentel traçar o rumo que a legenda vai tomar na formação da chapa ao governo estadual na eleição de outubro, depois de meses de disputa com Patrus. Na prática, porém, o longo impasse petista será definido de uma maneira bastante amistosa. Apesar de ter conquistado as primárias, Pimentel não deve se colocar como candidato petista ao Palácio da Liberdade. Ao que tudo indica, o ex-prefeito vai seguir à risca a determinação da cúpula nacional petista e, principalmente, o desejo pessoal do presidente Lula e coligar com o PMDB para dar sustentação à candidatura da presidenciável Dilma Rousseff, com a construção de palanque único no segundo maior colégio eleitoral do país.
Nesse cenário, Pimentel cederia a cabeça de chapa em favor de uma composição com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que desponta na frente em todas as pesquisas de opinião pública, mas que já descartou a intenção de se arriscar em “voo solo”. Confirmada essa composição, caberá ao PT mineiro se contentar com a vaga de vice e com a indicação de uma das vagas na corrida pelo Senado. “A prévia era uma exigência do nosso estatuto. Agora começa outra etapa, que é construir uma chapa majoritária para ganhar a eleição em Minas e para conduzir a ministra Dilma a uma vitória grandiosa. É esse o compromisso que quero assumir com todos os companheiros da Executiva Estadual”, disse Pimentel.
Alianças
Ao todo, foram contabilizados 31.439 votos válidos, num universo de 120 mil militantes aptos a votar. De acordo com resultado oficial, Pimentel conquistou 16.346 votos, o que representa 52%, enquanto Patrus obteve 15.093 votos, perfazendo um total de 48%.
Em relação à política de alianças que será adotada, o ex-prefeito ressaltou a importância do PMDB para o projeto de palanque único em Minas, mas desconversou sobre quem deverá ser o cabeça de chapa. “Nós não vamos ignorar a chance de fazer uma aliança com o PMDB. Essa é uma decisão nacional do PT, mas em nenhum lugar está escrito com A ou B na cabeça de chapa. Nós vamos construir a melhor chapa para ganhar as eleições em Minas. Quero crer que a melhor chapa será com um candidato do PT”, disse.
O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas, classificou ontem como um “passo à frente” a definição do nome do PT para a disputa pelo Palácio da Liberdade. “Estávamos aguardando uma decisão. Agora podemos sentar e conversar”, afirmou o ex-ministro. Hélio Costa, sempre sem citar nomes, passou os últimos meses criticando o vencedor das prévias do PT, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que não estaria contribuindo para as negociações entre os dois partidos. Um dos principais aliados do petista, o presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, por exemplo, nunca deixou de defender que a base de Lula tivesse palanque duplo em Minas.
Dilma
Pimentel esteve ontem em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para abertura da edição 2010 da Expozebu, acompanhando Dilma. Segundo peemedebistas que também estavam na cidade, Hélio Costa não teria ficado satisfeito com a presença do ex-prefeito de Belo Horizonte em Uberaba, já que o ex-ministro das Comunicações tem base eleitoral na região. Pimentel, no entanto, foi direto, pouco antes de embarcar de volta para Belo Horizonte: “Ele (Hélio Costa) não veio porque não quis”, afirmou.
Pela manhã, antes de saber que Pimentel era o vencedor das prévias do PT, Dilma Rousseff voltou a pregar a união com o PMDB em Minas. “Defendemos um palanque único. Constituí-lo, no entanto, é um desafio a ser feito com conversa, com o diálogo, a busca do consenso. Tanto os companheiros do PT, quanto dos do PMDB têm clareza do que é importante nas eleições de 2010”, afirmou ao chegar a Uberaba.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/04/politica,i=190311/PIMENTEL+VENCE+E+QUER+CONVERSAR+COM+O+PMDB.shtml
Correio Braziliense - Denise Rothenburg
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel superou ontem o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias na disputa das prévias do PT de Minas Gerais. Teoricamente, com o resultado, caberia a Pimentel traçar o rumo que a legenda vai tomar na formação da chapa ao governo estadual na eleição de outubro, depois de meses de disputa com Patrus. Na prática, porém, o longo impasse petista será definido de uma maneira bastante amistosa. Apesar de ter conquistado as primárias, Pimentel não deve se colocar como candidato petista ao Palácio da Liberdade. Ao que tudo indica, o ex-prefeito vai seguir à risca a determinação da cúpula nacional petista e, principalmente, o desejo pessoal do presidente Lula e coligar com o PMDB para dar sustentação à candidatura da presidenciável Dilma Rousseff, com a construção de palanque único no segundo maior colégio eleitoral do país.
Nesse cenário, Pimentel cederia a cabeça de chapa em favor de uma composição com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que desponta na frente em todas as pesquisas de opinião pública, mas que já descartou a intenção de se arriscar em “voo solo”. Confirmada essa composição, caberá ao PT mineiro se contentar com a vaga de vice e com a indicação de uma das vagas na corrida pelo Senado. “A prévia era uma exigência do nosso estatuto. Agora começa outra etapa, que é construir uma chapa majoritária para ganhar a eleição em Minas e para conduzir a ministra Dilma a uma vitória grandiosa. É esse o compromisso que quero assumir com todos os companheiros da Executiva Estadual”, disse Pimentel.
Alianças
Ao todo, foram contabilizados 31.439 votos válidos, num universo de 120 mil militantes aptos a votar. De acordo com resultado oficial, Pimentel conquistou 16.346 votos, o que representa 52%, enquanto Patrus obteve 15.093 votos, perfazendo um total de 48%.
Em relação à política de alianças que será adotada, o ex-prefeito ressaltou a importância do PMDB para o projeto de palanque único em Minas, mas desconversou sobre quem deverá ser o cabeça de chapa. “Nós não vamos ignorar a chance de fazer uma aliança com o PMDB. Essa é uma decisão nacional do PT, mas em nenhum lugar está escrito com A ou B na cabeça de chapa. Nós vamos construir a melhor chapa para ganhar as eleições em Minas. Quero crer que a melhor chapa será com um candidato do PT”, disse.
O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas, classificou ontem como um “passo à frente” a definição do nome do PT para a disputa pelo Palácio da Liberdade. “Estávamos aguardando uma decisão. Agora podemos sentar e conversar”, afirmou o ex-ministro. Hélio Costa, sempre sem citar nomes, passou os últimos meses criticando o vencedor das prévias do PT, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que não estaria contribuindo para as negociações entre os dois partidos. Um dos principais aliados do petista, o presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, por exemplo, nunca deixou de defender que a base de Lula tivesse palanque duplo em Minas.
Dilma
Pimentel esteve ontem em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para abertura da edição 2010 da Expozebu, acompanhando Dilma. Segundo peemedebistas que também estavam na cidade, Hélio Costa não teria ficado satisfeito com a presença do ex-prefeito de Belo Horizonte em Uberaba, já que o ex-ministro das Comunicações tem base eleitoral na região. Pimentel, no entanto, foi direto, pouco antes de embarcar de volta para Belo Horizonte: “Ele (Hélio Costa) não veio porque não quis”, afirmou.
Pela manhã, antes de saber que Pimentel era o vencedor das prévias do PT, Dilma Rousseff voltou a pregar a união com o PMDB em Minas. “Defendemos um palanque único. Constituí-lo, no entanto, é um desafio a ser feito com conversa, com o diálogo, a busca do consenso. Tanto os companheiros do PT, quanto dos do PMDB têm clareza do que é importante nas eleições de 2010”, afirmou ao chegar a Uberaba.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/04/politica,i=190311/PIMENTEL+VENCE+E+QUER+CONVERSAR+COM+O+PMDB.shtml
O poder milionário do campo
Cooperativas de produtores rurais pretendem doar até R$ 880 milhões para as campanhas dos candidatos, de deputado estadual a presidente
Correio Braziliense - Tiago Pariz
O agronegócio quer mostrar na eleição de outubro o potencial de ser decisivo na escolha do futuro presidente da República. O setor que mobiliza cerca de 1,2 milhão de produtores rurais pretende usar suas cooperativas para doar até 2% do faturamento bruto para candidatos de todos os níveis — o movimento das cooperativas no geral, no ano passado, ficou em R$ 88 bilhões. A área agrícola representa 50% desse valor, ou seja, R$ 44 bilhões. Com isso, o total de doações pode chegar a R$ 880 milhões, mas o total ainda não está fechado porque depende da participação de cada produtor.
Não é por menos que os pré-candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) visitaram no intervalo de quatro dias as duas principais feiras de agropecuária do país: o Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e a Expozebu, em Uberaba (MG). E nos dois locais fizeram discursos para agradar aos ouvidos dos ruralistas, condenando as invasões dos sem-terra.
Antes de escolher oficialmente o candidato do setor, os produtores rurais, que representam cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), querem cobrar de Serra, de Dilma e da pré-candidata do PV, Marina Silva, compromissos nas áreas fundiária, ambiental e uma política agrícola. A bancada ruralista pretende apresentar na comissão que debate o Código Brasileiro Florestal, na Câmara, um requerimento de convite aos três para discutir o meio ambiente.
Os ruralistas, no entanto, não escondem um receio em relação à petista e uma maior boa vontade com o tucano. “Queremos que o Serra abra o jogo e diga o que pensa em fazer para os produtores. Mas pela linha do Serra, que não é tão ideológica como é a da Dilma, é mais fácil essa aproximação”, disse o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Essa visão é compartilhada pelo líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS), aliado de Dilma e candidato a uma vaga ao Senado com apoio dos produtores rurais. Ele disse que no Mato Grosso do Sul sua base demonstram opção por Serra. “A maioria dos produtores aqui preferem o Serra porque eles não conhecem a Dilma corretamente e acham o Serra mais moderado”, disse o pedetista.
Soja
A campanha da ex-ministra aproveitou as visitas ao Agrishow e à Expozebu para quebrar barreiras e tentar uma aproximação com o eleitorado do agronegócio que historicamente tem um perfil mais conservador. Ela também espera contar com a militância (1) do ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi, o maior produtor de soja do país, para ajudá-la nos financiamentos e na militância de parte do empresariado dessa área.
Além de influenciar politicamente, os empresários do agronegócio poderão utilizar suas cooperativas para fazer doações financeiras aos candidatos. Nem todos os produtores rurais ligados à Confederação Nacional da Agricultura estão unidos em cooperativas. São 1.645 associações agropecuárias espalhadas pelo país que reúnem 942 mil pessoas. Esse setor representa 98% da pauta de exportação das 7.261 cooperativas em 13 ramos de atividade econômica espalhadas pelo Brasil.
O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo, Edivaldo Del Grande, disse que a estratégia central é eleger o maior número de deputados e senadores e deixar a opção presidencial para cada associação. “O agricultor é um elo muito esquecido no processo eleitoral. A indústria não dá superávit, quem dá são as commodities. A Dilma e o Serra precisam entender que é preciso atenção ao setor”, disse Del Grande, ligado ao setor do agronegócio.
1 - Críticas
Apesar de beneficiado pela militância do agronegócio, o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS), criticou a falta de organização econômica do setor na hora da eleição. Citou a indústria e o comércio como áreas com maior capacidade de influenciar uma corrida presidencial. “Quando se trata da questão financeira, os produtores têm muita dificuldade em mexer com isso. Não têm o hábito de ajudar financeiramente”, disse o líder do PDT.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/04/politica,i=190286/O+PODER+MILIONARIO+DO+CAMPO.shtml
Correio Braziliense - Tiago Pariz
O agronegócio quer mostrar na eleição de outubro o potencial de ser decisivo na escolha do futuro presidente da República. O setor que mobiliza cerca de 1,2 milhão de produtores rurais pretende usar suas cooperativas para doar até 2% do faturamento bruto para candidatos de todos os níveis — o movimento das cooperativas no geral, no ano passado, ficou em R$ 88 bilhões. A área agrícola representa 50% desse valor, ou seja, R$ 44 bilhões. Com isso, o total de doações pode chegar a R$ 880 milhões, mas o total ainda não está fechado porque depende da participação de cada produtor.
Não é por menos que os pré-candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) visitaram no intervalo de quatro dias as duas principais feiras de agropecuária do país: o Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e a Expozebu, em Uberaba (MG). E nos dois locais fizeram discursos para agradar aos ouvidos dos ruralistas, condenando as invasões dos sem-terra.
Antes de escolher oficialmente o candidato do setor, os produtores rurais, que representam cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), querem cobrar de Serra, de Dilma e da pré-candidata do PV, Marina Silva, compromissos nas áreas fundiária, ambiental e uma política agrícola. A bancada ruralista pretende apresentar na comissão que debate o Código Brasileiro Florestal, na Câmara, um requerimento de convite aos três para discutir o meio ambiente.
Os ruralistas, no entanto, não escondem um receio em relação à petista e uma maior boa vontade com o tucano. “Queremos que o Serra abra o jogo e diga o que pensa em fazer para os produtores. Mas pela linha do Serra, que não é tão ideológica como é a da Dilma, é mais fácil essa aproximação”, disse o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Essa visão é compartilhada pelo líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS), aliado de Dilma e candidato a uma vaga ao Senado com apoio dos produtores rurais. Ele disse que no Mato Grosso do Sul sua base demonstram opção por Serra. “A maioria dos produtores aqui preferem o Serra porque eles não conhecem a Dilma corretamente e acham o Serra mais moderado”, disse o pedetista.
Soja
A campanha da ex-ministra aproveitou as visitas ao Agrishow e à Expozebu para quebrar barreiras e tentar uma aproximação com o eleitorado do agronegócio que historicamente tem um perfil mais conservador. Ela também espera contar com a militância (1) do ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi, o maior produtor de soja do país, para ajudá-la nos financiamentos e na militância de parte do empresariado dessa área.
Além de influenciar politicamente, os empresários do agronegócio poderão utilizar suas cooperativas para fazer doações financeiras aos candidatos. Nem todos os produtores rurais ligados à Confederação Nacional da Agricultura estão unidos em cooperativas. São 1.645 associações agropecuárias espalhadas pelo país que reúnem 942 mil pessoas. Esse setor representa 98% da pauta de exportação das 7.261 cooperativas em 13 ramos de atividade econômica espalhadas pelo Brasil.
O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo, Edivaldo Del Grande, disse que a estratégia central é eleger o maior número de deputados e senadores e deixar a opção presidencial para cada associação. “O agricultor é um elo muito esquecido no processo eleitoral. A indústria não dá superávit, quem dá são as commodities. A Dilma e o Serra precisam entender que é preciso atenção ao setor”, disse Del Grande, ligado ao setor do agronegócio.
1 - Críticas
Apesar de beneficiado pela militância do agronegócio, o líder do PDT na Câmara, Dagoberto Nogueira (MS), criticou a falta de organização econômica do setor na hora da eleição. Citou a indústria e o comércio como áreas com maior capacidade de influenciar uma corrida presidencial. “Quando se trata da questão financeira, os produtores têm muita dificuldade em mexer com isso. Não têm o hábito de ajudar financeiramente”, disse o líder do PDT.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/04/politica,i=190286/O+PODER+MILIONARIO+DO+CAMPO.shtml
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