14 de abr. de 2010

Campanha de Serra troca comício por mídia regional

AE - Agência Estado

O PSDB começa a esboçar o perfil da campanha do pré-candidato do partido à Presidência, José Serra, com novo formato que contemple menos comícios e mais inserções na mídia regional. A ideia é evitar shows e longos discursos de políticos locais e apostar nas entrevistas para rádios e televisões e palestras em sindicatos e associações.

Na avaliação de tucanos e aliados, esse tipo de campanha é mais compatível com o perfil de Serra e tem eficácia maior, principalmente se o candidato tratar de temas e problemas locais. "Vamos dar desdobramento regional aos temas", afirmou o senador Sérgio Guerra, que será o coordenador da campanha e é o atual presidente nacional do PSDB.

"Comício vira um pouco de torcida. Esse outro formato se adapta a Serra, inclusive pelo estilo dele", afirmou o presidente do PPS, Roberto Freire, que participou ontem com Guerra e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, de reunião com marqueteiro Luiz Gonzalez para alinhar o discurso da campanha.

Desde o começo da semana, Serra concedeu três entrevistas a rádios e a uma emissora de televisão. Hoje, ele desembarca à tarde em Salvador, onde haverá nova investida na mídia local. Ontem mesmo deu entrevistas por telefone à Rádio Sociedade, de Salvador, e ao Programa Geraldo Freire, na Rádio Jornal, do Recife. Entre outros temas, o tucano aproveitou para reforçar sua disposição de manter e aprimorar o Bolsa-Família, tema especialmente sensível no Nordeste.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,campanha-de-serra-troca-comicio-por-midia-regional,538180,0.htm

Lula comenta slogan de Serra e provoca: 'Quando tudo está pronto, fica fácil'

Presidente relaciona slogan 'Brasil pode mais' a avanços atribuídos ao seu governo

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deflagrou há pouco a disputa pela posse da expressão "nós podemos mais". Depois do pré-candidato do PSDB, José Serra, ter usado recentemente a frase, Lula afirmou nesta quarta-feira, 14, em discurso em um evento do Sebrae, que o governo criou um momento mágico, que está permitindo aos brasileiros acreditar que é possível ir além nas conquistas econômicas e sociais. "Temos de aproveitar esse momento de ouro que o Brasil está vivendo. Todo mundo está acreditando que pode um pouco mais", disse Lula. "Hoje, o prato está feito e ninguém quer saber quem fez", completou.

Assessores do Planalto dizem que Lula avalia que esse mote "nós podemos mais" sempre fez parte dos seus discursos e que agora a oposição está tentando usar isso para ganhar votos.

Num longo discurso de improviso, Lula disse que, desde o movimento sindical, nos anos 70, ele e seu grupo político fizeram uma pequena revolução de comportamento no país. "Quando tudo está pronto, fica fácil não querer dizer quem fez", disse Lula. Ele ainda usou como metáfora a figura da mãe que faz a comida e o filho que costuma não dar valor.

Dirigindo-se a funcionários do Sebrae, Lula disse que o órgão precisa mapear mais o país para buscar oportunidades nas "entranhas do sertão". "Acho que vocês podem fazer mais do que estão fazendo", disse Lula, deixando de lado a ideia de continuísmo.

"Muitas vezes, a gente se deixa acostumar com a mesmice e espera, em casa, as pessoas nos procurarem", disse. Lula ressaltou o fato de o seu governo ter diversificado as relações comerciais. Ele lembrou que, antes de 2003, o comércio com os Estados Unidos representava 30% e, com a Europa, outros 30%. Segundo ele, esses números mudaram. Ele observou, por exemplo, que o comércio com o continente africano chegou a US$ 25 bilhões e com a Itália US$ 9 bilhões.

O presidente ressaltou um aumento no crédito do país. Nas contas dele, em 2003, havia um montante de crédito de R$ 380 bilhões e hoje essa soma chega a R$ 1,450 trilhão. Lula ainda defendeu a criação de um ministério da Micro e Pequena Empresa. Ele adiantou, no entanto, que nesta etapa final de governo não pretende criar uma nova pasta.

Ele disse que, assim como é impossível um ministério ser responsável por proprietários de terra que possuem 200 mil hectares e ao mesmo tempo de pequenos agricultores de 10 hectares, é estranho não ter no país uma pasta específica para o micro e pequeno empresário. Na estimativa do presidente, só nos últimos anos, o saldo de empresas que abriram e fecharam é positivo em 2,4 milhões de empresas, o que teria gerado 8 milhões de novos empregos.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-comenta-slogan-de-serra-e-provoca-quando-tudo-esta-pronto--fica-facil,538215,0.htm

Lula parte em defesa de Dilma

Correio Braziliense - Denise Rothenburg

Depois dos tropeços da candidata Dilma Rousseff (PT) com as viagens ao Ceará e a Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu a campo para tentar consertar os estragos. Ele orientou os partidos aliados e o PT a fazer uma reunião na próxima semana para acertar a agenda de Dilma. A ideia é que a ex-ministra limite as suas andanças pelo país a locais onde a briga entre os partidos não está tão acirrada. %u201CEla não foi tão feliz nos últimos dias, mas isso faz parte do aprendizado. É melhor que ocorra agora do que mais para frente. Nesse começo, nossa sugestão é a de que ela visite estados onde não há problemas. Sempre é bom começar pelo mais fácil%u201D, comentou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), evitando criticar a agenda anterior.

A viagem de Dilma ao Ceará, por exemplo, só fez crescer o fosso entre PT e PSB no estado. O governador Cid Gomes (PSB) recebeu ontem a petista para um café na residência oficial, mas disse em alto e bom som que seu partido já tem um pré-candidato a presidente: seu irmão Ciro Gomes (PSB-CE). %u201CSe eu tenho candidato e meu partido tem candidato, não posso fazer cena com a ministra Dilma%u201D, disse Cid Gomes.

Em Minas, a visita dela também acirrou os ânimos entre o PT e o PMDB, especialmente porque, depois da passagem de Dilma por Minas, o PT local anunciou que fará uma prévia em 2 de maio para escolher o seu candidato a governador e o PMDB tem o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa como indicado da sigla ao governo mineiro.

Outro estado onde os problemas cresceram ao ponto de exigir a interferência dos comandos partidários é o Amazonas. Lá, o plano era reunir todos os aliados em torno da candidatura do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Deu errado. O governador Omar Aziz (PMN), que assumiu o cargo este mês no lugar de Eduardo Braga (PMDB), está disposto a sair candidato à reeleição e já atraiu o PCdoB para o seu palanque, deixando PR e PT a ver navios. Na Bahia, onde o planejamento no ano passado era colocar todos os aliados em favor da reeleição do governador Jaques Wagner (PT), o desenho final promete ser bem diferente. São pelo menos oito estados com problemas (leia quadro).

Agenda
Os aliados, no entanto, não vão suspender a agenda de viagens de Dilma já programada para o fim desta semana. Hoje, a ex-ministra passa por São Paulo e, depois, segue para o Rio Grande do Sul, onde vai se encontrar com o pré-candidato do PT ao governo do estado, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro. Depois, a previsão é uma visita a Salvador, onde Dilma terá que se desdobrar para atender Jaques Wagner e o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB). No carnaval, a ida de Dilma ao circuito dos trios elétricos causou uma ciumeira no PMDB, porque ela almoçou com Wagner e desfilou com ele por vários pontos da cidade. Para Geddel, no carnaval, restou apenas um cumprimento protocolar no camarote da prefeitura no circuito de Campo Grande, bairro de onde saem os trios. Se a situação se repetir na próxima visita a Salvador, será mais um constrangimento entre PT e PMDB.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/14/politica,i=185999/LULA+PARTE+EM+DEFESA+DE+DILMA.shtml

PT diz ter sido alvo de invasão na internet e insinua participação do PSDB

Folha

RANIER BRAGON
da Sucursal de Brasília

O PT divulgou nota na noite de ontem dizendo que a sua página oficial (www.pt.org.br) foi alvo de hackers na madrugada de segunda-feira. O site ficou fora do ar por quase 24 horas.

De acordo com o partido, invasores injetaram "iframes maliciosos em uma página web ou em outro arquivo do servidor HTTP. E na maioria dos casos esses iframes são configurados para que eles não aparecam na página web quando alguém faz a visita, mas o conteúdo malicioso que está no iframe acaba sendo carregado".

Ainda de acordo com a nota, há risco para quem visitou o site do PT entre a infecção e o período em que ele foi retirado do ar.

"Com relação aos usuários que acessaram o portal PT, os técnicos afirmaram que é aconselhável que eles adotem as medidas cabíves de varredura de suas máquinas com a utilização de softwares antivírus".

No final da nota, o PT fala em "suspeitas levantadas desde ontem de que o incidente estivesse ligado a uma 'guerra suja na internet" deflagrada pelos aliados do candidato tucano José Serra" e traz declarações do secretário nacional de Comunicação do partido, André Vargas, a respeito: "Esperamos sinceramente que a candidatura adversária não esteja estimulando este tipo de comportamento. Isso seria péssimo para a democracia".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u720658.shtml

"Colaborador invisível" ajuda a pensar plano de governo de Marina

Folha

EDUARDO SCOLESE
da Sucursal de Brasília

Para não afastar colaboradores que rejeitam qualquer tipo de vinculação partidária e eleitoral, o comando da pré-candidatura presidencial de Marina Silva (PV-AC) criou uma espécie de "comitê neutro" para a formulação do programa de governo da senadora.

Desde que a ex-ministra petista anunciou sua intenção de disputar a Presidência, acadêmicos e empresários têm imposto a seguinte condição: querem oferecer ideias, desde que, ao menos por ora, não tenham seus nomes propagandeados como colaboradores do partido e da pré-campanha.

Entre os chamados "colaboradores invisíveis", segundo auxiliares de Marina, há intelectuais historicamente ligados a PT e PSDB que não estariam encontrando espaço para apresentar suas ideias nessas siglas.

Para manter as portas abertas a todos os interessados, auxiliares de Marina não têm recusado nenhuma proposta, mesmo aquelas que não estarão no texto final do programa de governo, como o uso de energia nuclear como opção de matriz energética do país.

Por enquanto, o comitê, com sede em São Paulo, tem realizado mesas de discussões e debates para receber propostas, em geral, para setores como educação, saúde, energia, cidades e segurança pública. Esse primeiro documento trará os principais eixos da campanha. Em seguida, tomará corpo para o texto final do programa.

A coordenação da pré-campanha ainda não sabe exatamente como fará a fusão dessas propostas com o novo caderno oficial de diretrizes do PV, a ser finalizado até julho.

"É uma coisa contraditória de se pensar. Ou seja, pessoas colaborando com o partido e outros colaborando fora do esquema do partido. É uma ginástica superinteressante", afirma o coordenador do "comitê neutro", João Paulo Capobianco, que foi secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão Marina.

Um elo certo entre os dois documentos será a sustentabilidade. "É um dos eixos da revisão programática do partido e será o eixo da proposta de reforma tributária do programa de governo, com estímulos para o desenvolvimento sustentável", afirma o vereador carioca Alfredo Sirkis, um dos coordenadores da campanha.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u720597.shtml