iG São Paulo
A Justiça Eleitoral de São Paulo cassou o mandato do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB), por suposto recebimento de doação ilegal durante a campanha de 2008.
A decisão, do juiz da 1ª Zona Eleitoral Aloísio Sérgio Resende Silveira, será publicada no início da semana.
A sentença, em primeira instância, não tem efeito imediato. Sendo assim, o prefeito e sua vice poderão recorrer sem deixar seus cargos.
Entretanto, se for mantida nas instancias superiores, a decisão torna Kassab e Alda Marco Antonio inelegíveis por três anos.
A informação foi adiantada pelo Jornal da Tarde.
O juiz eleitoral entendeu que eram ilegais as doações feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e empreiteiras acionistas de serviços públicos da prefeitura paulistana durante a campanha à Prefeitura. A Justiça considerou que a coligação pela qual Kassab foi eleito, em 2008, recebeu R$ 10 milhões de forma ilegal.
O valor representa mais de 20% do total arrecadado pela coligação, o que caracterizaria abuso de poder econômico.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE), a AIB serve de fachada do Sindicato da Habitação (Secovi) – por lei, entidades sindicais não podem fazer doações eleitorais.
Pelo mesmo motivo, a Justiça já condenou à perda do cargo, no ano passado, 16 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, que também receberam doações consideradas ilegais.
Os processos movidos pelo Ministério Público Eleitoral relativos à campanha de Kassab e outros candidatos da eleição de 2008 já estão julgados.
A reportagem não conseguiu contato na noite deste sábado com a assessoria do prefeito Gilberto Kassab.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/02/20/kassab+e+vice+prefeita+tem+mandato+cassado+em+1+instancia+9403767.html
20 de fev. de 2010
Ibope: Serra lidera em todos os cenários à Presidência
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera todos os cenários da corrida à Presidência, indica pesquisa Ibope/Diário do Comércio divulgada nesta semana. De acordo com a sondagem, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, os resultados do tucano, no primeiro turno, variam de 36% a 41% das intenções de voto.
No principal cenário, o tucano tem 36% e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, 25%. A pesquisa, feita entre os dias 6 e 9, com 2.002 entrevistados, mostra que os candidatos seguem estáveis em relação aos dados de dezembro, com exceção da petista, que cresceu oito pontos. Serra oscilou dois pontos para baixo.
Em terceiro lugar, nessa lista, aparece o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 11% (em dezembro, eram 13%), seguido da senadora Marina Silva (PV-AC), com 8% (antes, 6%). Votariam em branco ou anulariam o voto 11% e 9% se disseram indecisos ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos.
O melhor desempenho de Serra, quando abre 13 pontos de distância em relação a Dilma, é no cenário sem Ciro. Nesse quadro, o tucano aparece com 41% e a petista, com 28%. Marina, em terceiro, teria 10%. Em branco ou nulo somaram 12% e os últimos 9% não souberam ou não quiseram responder.
Para a diretora-executiva de atendimento e planejamento do Ibope, Márcia Cavallari, "os cenários estimulados pela pesquisa mostram que, com a saída de Ciro da disputa, aumenta a probabilidade de a eleição acabar no primeiro turno".
Lula em alta
De acordo com o Ibope, tanto a avaliação do governo quanto a do presidente Lula seguem em alta.
O governo foi considerado ótimo ou bom por 76% dos entrevistados. Para 19%, é regular e outros 5% responderam ruim ou péssimo. O modo de governar de Lula foi aprovado por 84% e rejeitado por 13%.
Para 34% das pessoas ouvidas, o próximo presidente deveria dar "total continuidade ao governo atual". Outros 64% apoiam algum tipo de alteração - 29% querem pouca mudança, 25% querem ver mantidos só alguns programas e 10% esperam mudança total. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ibope-serra-lidera-em-todos-os-cenarios-a-presidencia,513806,0.htm
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera todos os cenários da corrida à Presidência, indica pesquisa Ibope/Diário do Comércio divulgada nesta semana. De acordo com a sondagem, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, os resultados do tucano, no primeiro turno, variam de 36% a 41% das intenções de voto.
No principal cenário, o tucano tem 36% e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, 25%. A pesquisa, feita entre os dias 6 e 9, com 2.002 entrevistados, mostra que os candidatos seguem estáveis em relação aos dados de dezembro, com exceção da petista, que cresceu oito pontos. Serra oscilou dois pontos para baixo.
Em terceiro lugar, nessa lista, aparece o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 11% (em dezembro, eram 13%), seguido da senadora Marina Silva (PV-AC), com 8% (antes, 6%). Votariam em branco ou anulariam o voto 11% e 9% se disseram indecisos ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos.
O melhor desempenho de Serra, quando abre 13 pontos de distância em relação a Dilma, é no cenário sem Ciro. Nesse quadro, o tucano aparece com 41% e a petista, com 28%. Marina, em terceiro, teria 10%. Em branco ou nulo somaram 12% e os últimos 9% não souberam ou não quiseram responder.
Para a diretora-executiva de atendimento e planejamento do Ibope, Márcia Cavallari, "os cenários estimulados pela pesquisa mostram que, com a saída de Ciro da disputa, aumenta a probabilidade de a eleição acabar no primeiro turno".
Lula em alta
De acordo com o Ibope, tanto a avaliação do governo quanto a do presidente Lula seguem em alta.
O governo foi considerado ótimo ou bom por 76% dos entrevistados. Para 19%, é regular e outros 5% responderam ruim ou péssimo. O modo de governar de Lula foi aprovado por 84% e rejeitado por 13%.
Para 34% das pessoas ouvidas, o próximo presidente deveria dar "total continuidade ao governo atual". Outros 64% apoiam algum tipo de alteração - 29% querem pouca mudança, 25% querem ver mantidos só alguns programas e 10% esperam mudança total. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ibope-serra-lidera-em-todos-os-cenarios-a-presidencia,513806,0.htm
Governo de Dilma: PT radicaliza programa
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O PT decidiu radicalizar o programa de governo da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que será aclamada hoje como candidata do partido à sucessão do presidente Lula com um discurso contundente de herança governista. A guinada à esquerda foi reforçada ontem, quando o 4º Congresso Nacional do partido aprovou emendas às diretrizes do programa de governo de Dilma. As mudanças pregam o combate ao monopólio dos meios de comunicação, cobrança de impostos sobre grandes fortunas, apoio incondicional ao polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos e jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução do salário.
Na tentativa de se aproximar do Movimento dos Sem-Terra (MST), o plenário petista também deu sinal verde para encaixar na plataforma da campanha de Dilma a atualização dos índices de produtividade para efeito de reforma agrária. Intitulado A Grande Transformação, o documento manteve o mote do projeto nacional de desenvolvimento, com ampliação do papel do Estado na economia e fortalecimento dos bancos públicos.
O controle da mídia foi aprovado no eixo das diretrizes que tratam do acesso à comunicação. O trecho que passou pelo crivo do congresso diz que as medidas para promover a democratização da comunicação social devem ser voltadas para "combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento".
O texto cita como parâmetro resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro. A reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social, o fim da propriedade cruzada, a exigência de porcentagem de produção regional, a proibição de sublocação de emissoras e direito de resposta coletivo também recheiam o pacote aprovado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-radicaliza-programa-de-governo-de-dilma,513798,0.htm
BRASÍLIA - O PT decidiu radicalizar o programa de governo da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que será aclamada hoje como candidata do partido à sucessão do presidente Lula com um discurso contundente de herança governista. A guinada à esquerda foi reforçada ontem, quando o 4º Congresso Nacional do partido aprovou emendas às diretrizes do programa de governo de Dilma. As mudanças pregam o combate ao monopólio dos meios de comunicação, cobrança de impostos sobre grandes fortunas, apoio incondicional ao polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos e jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução do salário.
Na tentativa de se aproximar do Movimento dos Sem-Terra (MST), o plenário petista também deu sinal verde para encaixar na plataforma da campanha de Dilma a atualização dos índices de produtividade para efeito de reforma agrária. Intitulado A Grande Transformação, o documento manteve o mote do projeto nacional de desenvolvimento, com ampliação do papel do Estado na economia e fortalecimento dos bancos públicos.
O controle da mídia foi aprovado no eixo das diretrizes que tratam do acesso à comunicação. O trecho que passou pelo crivo do congresso diz que as medidas para promover a democratização da comunicação social devem ser voltadas para "combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento".
O texto cita como parâmetro resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro. A reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social, o fim da propriedade cruzada, a exigência de porcentagem de produção regional, a proibição de sublocação de emissoras e direito de resposta coletivo também recheiam o pacote aprovado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-radicaliza-programa-de-governo-de-dilma,513798,0.htm
PT lança pré-candidatura de Dilma; ministra faz treinamento intensivo para discurso
MALU DELGADO
da Folha de S.Paulo
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) passou os últimos dois dias em treinamento intensivo para o discurso que fará neste sábado no congresso do PT, quando será aclamada pré-candidata do partido à Presidência da República.
O discurso de Dilma terá aproximadamente 25 minutos, e a ministra deve dispensar o improviso.
O pronunciamento está organizado em três partes. A primeira com um tom mais emotivo, em que Dilma relembrará sua atuação na época da ditadura. Em seguida, fará um exposição sobre os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre sua própria atuação.
Para o momento final do discurso, Dilma reserva uma parte mais propositiva, em que mostrará o que pretende fazer se eleita. Os aliados de Dilma classificam a última parte do pronunciamento de "vamos". Entre as propostas da petista, a prioridade será na área de educação.
Uma das promessas que ela fará como pré-candidata será promover a universalização da "escola infantil", para atender crianças de zero a cinco anos.
Dilma vai citar ainda sua relação com Rio Grande do Sul e Minas Gerais, por meio de poemas de Carlos Drumond de Andrade e Mario Quintana.
Os organizadores do evento mudaram a decoração do evento para hoje, no centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. No palco central, onde Dilma e Lula vão discursar, foi colocada uma enorme foto em que os dois aparecem abraçados sorrindo. O congresso começou na quinta-feira e termina neste sábado.
Diretrizes
Ontem, o PT aprovou as diretrizes para o programa de governo da ministra em 2010 caso a petista seja eleita presidente da República em outubro.
Os petistas mantiveram no texto a disposição de firmar alianças com partidos de centro-esquerda em torno do nome de Dilma, mas não fizeram menção específica à aliança com o PMDB --tese defendida por alguns delegados do partido.
O deputado José Genoino (PT-SP) apresentou emenda que pedia a inclusão, no texto, da aliança prioritária com o PMDB nas eleições de outubro. A emenda acabou derrubada pela maioria dos delegados, que mantiveram o texto original --que menciona apenas a necessidade de o PT "fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimentos sociais".
O partido cita, no texto, apenas o PSDB, DEM e PPS como opositores diretos do PT nas eleições de 2010. "De um lado, os neoliberais representados pela aliança DEM/PSDB/PPS, derrotados em 2002 e 2006, encurralados ideologicamente depois da crise econômica global e sem projeto para o país. De outro, o projeto popular implementado por Lula que levou o Brasil a deixar o papel de ator coadjuvante na cena mundial", diz o texto.
O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP) disse que o partido não pretende priorizar alianças porque considera que todas as legendas da base são importantes para as eleições presidenciais. "
Genoino, autor da emenda, disse que seu desejo era apenas explicitar a aliança com o PMDB, mas demonstrou estar de acordo com a manutenção do texto original. "A divergência não era de fundo. Ficaram as alianças em geral. Estamos com a política de aliança que preconiza um bloco de forças de esquerda e de centro", afirmou.
O PT ainda diz, no documento, que tem como meta manter os cinco governos estaduais conquistados nas eleições de 2006, com a ampliação desse número. A meta do partido, explicitada no texto, é eleger Dilma presidente da República em outubro.
"O 4º Congresso Nacional do PT delibera que o objetivo principal do nosso partido em 2010 é a eleição da companheira Dilma para presidenta do Brasil", diz o texto.
Com Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u696605.shtml
da Folha de S.Paulo
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) passou os últimos dois dias em treinamento intensivo para o discurso que fará neste sábado no congresso do PT, quando será aclamada pré-candidata do partido à Presidência da República.
O discurso de Dilma terá aproximadamente 25 minutos, e a ministra deve dispensar o improviso.
O pronunciamento está organizado em três partes. A primeira com um tom mais emotivo, em que Dilma relembrará sua atuação na época da ditadura. Em seguida, fará um exposição sobre os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre sua própria atuação.
Para o momento final do discurso, Dilma reserva uma parte mais propositiva, em que mostrará o que pretende fazer se eleita. Os aliados de Dilma classificam a última parte do pronunciamento de "vamos". Entre as propostas da petista, a prioridade será na área de educação.
Uma das promessas que ela fará como pré-candidata será promover a universalização da "escola infantil", para atender crianças de zero a cinco anos.
Dilma vai citar ainda sua relação com Rio Grande do Sul e Minas Gerais, por meio de poemas de Carlos Drumond de Andrade e Mario Quintana.
Os organizadores do evento mudaram a decoração do evento para hoje, no centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. No palco central, onde Dilma e Lula vão discursar, foi colocada uma enorme foto em que os dois aparecem abraçados sorrindo. O congresso começou na quinta-feira e termina neste sábado.
Diretrizes
Ontem, o PT aprovou as diretrizes para o programa de governo da ministra em 2010 caso a petista seja eleita presidente da República em outubro.
Os petistas mantiveram no texto a disposição de firmar alianças com partidos de centro-esquerda em torno do nome de Dilma, mas não fizeram menção específica à aliança com o PMDB --tese defendida por alguns delegados do partido.
O deputado José Genoino (PT-SP) apresentou emenda que pedia a inclusão, no texto, da aliança prioritária com o PMDB nas eleições de outubro. A emenda acabou derrubada pela maioria dos delegados, que mantiveram o texto original --que menciona apenas a necessidade de o PT "fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimentos sociais".
O partido cita, no texto, apenas o PSDB, DEM e PPS como opositores diretos do PT nas eleições de 2010. "De um lado, os neoliberais representados pela aliança DEM/PSDB/PPS, derrotados em 2002 e 2006, encurralados ideologicamente depois da crise econômica global e sem projeto para o país. De outro, o projeto popular implementado por Lula que levou o Brasil a deixar o papel de ator coadjuvante na cena mundial", diz o texto.
O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP) disse que o partido não pretende priorizar alianças porque considera que todas as legendas da base são importantes para as eleições presidenciais. "
Genoino, autor da emenda, disse que seu desejo era apenas explicitar a aliança com o PMDB, mas demonstrou estar de acordo com a manutenção do texto original. "A divergência não era de fundo. Ficaram as alianças em geral. Estamos com a política de aliança que preconiza um bloco de forças de esquerda e de centro", afirmou.
O PT ainda diz, no documento, que tem como meta manter os cinco governos estaduais conquistados nas eleições de 2006, com a ampliação desse número. A meta do partido, explicitada no texto, é eleger Dilma presidente da República em outubro.
"O 4º Congresso Nacional do PT delibera que o objetivo principal do nosso partido em 2010 é a eleição da companheira Dilma para presidenta do Brasil", diz o texto.
Com Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u696605.shtml
Lula defende política de alianças do PT com partidos da base para eleger Dilma
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Na véspera do lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira a política de alianças do PT com outras legendas que integram a base governista. Lula sinalizou que Dilma poderá subir em dois palanques nos Estados onde o PT e outros partidos aliados tiveram candidatos próprios aos governos locais.
"Eu vivi a experiência mais empírica que um homem pode viver na política, que foi subir no palanque de dois candidatos: o Humberto Costa e o Eduardo Campos, em Pernambuco. Eu dizia: quando terminar isso aqui, somos só um. E no segundo turno, nos juntamos todos e elegemos Eduardo Campos. Eu acho que isso pode ser feito em muitos lugares. Em outros lugares é impossível. Mas um partido como o PT tem que descobrir que é grande", afirmou.
Lula disse que o PT vai conseguir eleger Dilma como nova presidente do Brasil com o apoio de outros partidos da base governista. "Amanhã eu venho aqui [no congresso do PT] só pra falar da nossa futura presidente da República Dilma Rousseff", afirmou.
Lula defendeu a política de alianças partidárias ao afirmar que a união entre legendas é tão necessária quanto o diálogo entre diferentes chefes de Estado. "Se nós, ao sermos eleitos presidentes dos nossos países não construirmos essa aliança partidária, muitas vezes acontece problema porque o presidente não tinha construção partidária e entrosamento partidário. Precisamos construir uma relação além dos governos, e muito mais ampla."
Ao empossar a nova direção nacional do PT durante congresso nacional do partido, Lula disse que a legenda conseguiu se manter firme nos últimos anos mesmo com a disposição da elite em "destruí-lo" após o episódio do mensalão, em 2005.
"Alguns pregoavam que o partido tinha quebrado, mas o PED [processo de eleição interna do PT] de 2005 com a participação de mais de 300 mil militantes mostrou que um partido que tem raízes, que está incrustado na alma de milhões de brasileiros, não se acaba porque a elite quer destruí-lo", afirmou.
Lula disse que compreende o "ódio" que alguns setores mantém contra o PT, mas disse que o partido conseguiu enfrentar turbulências sem esquecer das suas principais bandeiras. "Eu até compreendo o ódio que algumas pessoas têm do PT. Na crise, chamavam a gente de raça, de bando. E os que queriam acabar, estão quase acabando. [...] Quando a gente tem firmeza ideológica, quando precisa demarcar o lado que a gente está, a gente não tem medo de turbulência. Porque a verdade é que fincamos raízes nesse país."
Presidência
Ao lembrar que deixará a Presidência da República em janeiro, Lula disse que não pretende disputar nenhum cargo eletivo dentro do PT. "Quando eu deixar a Presidência, fiquem tranquilos que não vou querer nunca mais disputar um cargo dentro do PT. Mas tenho certeza que vou estar contribuindo para o PT em qualquer lugar que eu tiver, em qualquer função que eu estiver fazendo nesse país."
Lula disse que, quando deixar o governo, pretende participar do "fortalecimento da integração política" do continente americano. "Ela acontece menos do que nós merecemos porque não temos essa cultura ainda espraiada", afirmou.
Ao lado do vice-presidente José Alencar, Lula foi ovacionado pela militância petista presente no congresso nacional do partido. Alencar, ao discursar para os petistas, disse que deve ao PT o fato de ter sido eleito para a vice-presidência. "Tenho orgulho de pertencer a esse partido, mesmo que de forma honorária."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u696507.shtml
da Folha Online, em Brasília
Na véspera do lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira a política de alianças do PT com outras legendas que integram a base governista. Lula sinalizou que Dilma poderá subir em dois palanques nos Estados onde o PT e outros partidos aliados tiveram candidatos próprios aos governos locais.
"Eu vivi a experiência mais empírica que um homem pode viver na política, que foi subir no palanque de dois candidatos: o Humberto Costa e o Eduardo Campos, em Pernambuco. Eu dizia: quando terminar isso aqui, somos só um. E no segundo turno, nos juntamos todos e elegemos Eduardo Campos. Eu acho que isso pode ser feito em muitos lugares. Em outros lugares é impossível. Mas um partido como o PT tem que descobrir que é grande", afirmou.
Lula disse que o PT vai conseguir eleger Dilma como nova presidente do Brasil com o apoio de outros partidos da base governista. "Amanhã eu venho aqui [no congresso do PT] só pra falar da nossa futura presidente da República Dilma Rousseff", afirmou.
Lula defendeu a política de alianças partidárias ao afirmar que a união entre legendas é tão necessária quanto o diálogo entre diferentes chefes de Estado. "Se nós, ao sermos eleitos presidentes dos nossos países não construirmos essa aliança partidária, muitas vezes acontece problema porque o presidente não tinha construção partidária e entrosamento partidário. Precisamos construir uma relação além dos governos, e muito mais ampla."
Ao empossar a nova direção nacional do PT durante congresso nacional do partido, Lula disse que a legenda conseguiu se manter firme nos últimos anos mesmo com a disposição da elite em "destruí-lo" após o episódio do mensalão, em 2005.
"Alguns pregoavam que o partido tinha quebrado, mas o PED [processo de eleição interna do PT] de 2005 com a participação de mais de 300 mil militantes mostrou que um partido que tem raízes, que está incrustado na alma de milhões de brasileiros, não se acaba porque a elite quer destruí-lo", afirmou.
Lula disse que compreende o "ódio" que alguns setores mantém contra o PT, mas disse que o partido conseguiu enfrentar turbulências sem esquecer das suas principais bandeiras. "Eu até compreendo o ódio que algumas pessoas têm do PT. Na crise, chamavam a gente de raça, de bando. E os que queriam acabar, estão quase acabando. [...] Quando a gente tem firmeza ideológica, quando precisa demarcar o lado que a gente está, a gente não tem medo de turbulência. Porque a verdade é que fincamos raízes nesse país."
Presidência
Ao lembrar que deixará a Presidência da República em janeiro, Lula disse que não pretende disputar nenhum cargo eletivo dentro do PT. "Quando eu deixar a Presidência, fiquem tranquilos que não vou querer nunca mais disputar um cargo dentro do PT. Mas tenho certeza que vou estar contribuindo para o PT em qualquer lugar que eu tiver, em qualquer função que eu estiver fazendo nesse país."
Lula disse que, quando deixar o governo, pretende participar do "fortalecimento da integração política" do continente americano. "Ela acontece menos do que nós merecemos porque não temos essa cultura ainda espraiada", afirmou.
Ao lado do vice-presidente José Alencar, Lula foi ovacionado pela militância petista presente no congresso nacional do partido. Alencar, ao discursar para os petistas, disse que deve ao PT o fato de ter sido eleito para a vice-presidência. "Tenho orgulho de pertencer a esse partido, mesmo que de forma honorária."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u696507.shtml
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