17 de nov. de 2009

'Ciro é desafeto do PSDB', diz Marisa Serrano

EDUARDO KATTAH - Agencia Estado

BELO HORIZONTE - Questionada sobre a rivalidade entre o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) e o governador de São Paulo, José Serra, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi categórica: "O Ciro Gomes é um desafeto do PSDB", disse, citando uma viagem recente do deputado ao Mato Grosso do Sul, seu estado natal. Segundo ela, na ocasião, Ciro fez críticas e "acabou com o PSDB". "Ele está fazendo uma campanha nacional contra o partido e isso é muito ruim."

Ao contrário do último encontro em Belo Horizonte, Ciro evitou hoje ataques a Serra. O deputado foi perguntado, mas não respondeu se estava se referindo ao governador paulista ao justificar em parte a decisão de transferir o domicílio eleitoral para São Paulo. "Havia um parecer jurídico que dizia pelo fato de eu ser irmão do atual governador do Ceará, o ''coiso'' ou seus aliados poderiam tentar uma impugnação", disse, sem dar mais detalhes.

Rebatendo a declaração da senadora de seu partido, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse que respeita opiniões diversas, mas que não se sente desconfortável ao lado do deputado do PSB. "Ao contrário, tenho uma relação com o Ciro que se iniciou com o próprio PSDB, quando ele foi uma das principais figuras".

O governador voltou a estabelecer o mês de dezembro ou início de janeiro como prazo final para a definição do presidenciável tucano. Sobre o desgaste na relação entre Serra e lideranças do DEM, disse que espera que a futura candidatura do PSDB não fique prejudicada. "Espero que isso não ocorra, espero que estejamos todos juntos", afirmou. "Devemos todos nós ter muita cautela daqui para frente".

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ciro-e-desafeto-do-psdb-diz-marisa-serrano,467951,0.htm

Agripino: audiência de Dilma em comissão seria "circo"

congressoemfoco | Fábio Góis

O debate sobre o setor elétrico continua em alta tensão no Senado. Depois de convites aprovados nas comissões de Infra-Estrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foram convidados para falar sobre o blecaute da semana passada também na Comissão de Relações Exteriores (CRE). O requerimento, apresentado nesta terça-feira (17) pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), foi aprovado há pouco por unanimidade na CRE, colegiado presidido pelo tucano Eduardo Azeredo (MG).

“Nós fizemos hoje o que eles fizeram ontem”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), referindo-se ao fato de a base ter se articulado para, antecipando-se à oposição, convidar Dilma e Lobão para audiências na CI, com o apoio presencial de 18 autoridades e técnicos do setor – que ficariam encarregados das perguntas “inconvenientes”.

Para Agripino, o fato de o presidente da CI, Fernando Collor (PTB-AL), ter apresentado e submetido à votação um requerimento nas circunstâncias de ontem - em plena segunda-feira, com poucos senadores na Casa, e sem a presença dos membros oposicionistas - mostra que o governo quer montar “um circo” favorável a Dilma e Lobão.

“Isso é pior do que um comício, é um circo, um grupo de 20 pessoas diante de uma platéia a discutir [o tema do apagão] de forma supostamente técnica, sem aprofundamento e superficial, sem apresentar sugestões de ação efetiva para combater o apagão”, disse o senador potiguar, para quem o governo quer “jogar a poeira para debaixo do tapete”.

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30628

Kassab desvincula aumento do IPTU de eleições

ANA LUÍSA WESTPHALEN - Agencia Estado

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), desvinculou hoje a proposta de aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de um reforço no caixa para tirar projetos eleitorais da gaveta. "A atualização da planta não está vinculada a um objetivo de aumentar a receita, está vinculada ao tema justiça tributária", enfatizou. Kassab é um dos principais aliados do governador do Estado, José Serra (PSDB), pré-candidato tucano à sucessão presidencial de 2010.

Caso o projeto de lei que prevê o aumento de até 40% no IPTU para imóveis residenciais e de até 60% para os não residenciais seja aprovado, o total arrecadado será de cerca de R$ 650 milhões, informou Kassab durante evento de abertura da edição 2009 do Natal Iluminado, na manhã de hoje, na Prefeitura de São Paulo.

"Se o imóvel foi valorizado por conta de investimentos públicos e esse imposto originado da atualização da planta genérica será utilizado para valorizar outras regiões, portanto, não é um aumento", argumentou o prefeito. Kassab não soube dizer, no entanto, se a atualização da planta genérica será feita periodicamente, ou mesmo no ano que vem.

O projeto, que será encaminhado hoje à Câmara Municipal, prevê a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), que serve de base para o cálculo do imposto. O objetivo é aproximar os valores venais dos imóveis daqueles praticados pelo mercado. Para entrar em vigor, o projeto de lei precisa ser aprovado por 28 dos 55 vereadores antes do fim do ano. A PGV não é revisada desde 2001. Conforme estudos da Secretaria de Finanças da Prefeitura, houve mudança de mais de 300% no valor venal de alguns imóveis.

De acordo com o prefeito, o secretário de Planejamento, Manoelito Magalhães, já avalia alguns destinos para o montante, e a primeira sugestão que a liderança do governo fará à Câmara é que sejam aumentados os investimentos em saúde, retomando um investimento de 20% do Orçamento. "Outras vinculações também deverão ser respeitadas, como 31% para educação e o comprometimento de 13% das receitas para as despesas da dívida pública com o governo federal, mas isso será debatido nas próximas semanas."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,kassab-desvincula-aumento-do-iptu-de-eleicoes,467820,0.htm

Em almoço com Aécio, Ciro Gomes admite retirar candidatura

Terra - Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta terça-feira, em Belo Horizonte, que a retirada da sua pré-candidatura à presidência da República para apoiar o governador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, vai depender da decisão do seu partido e principalmente da indicação de Aécio pelo PSDB à disputa presidencial. O governador mineiro vai disputar as prévias tucanas com o governador de São Paulo, José Serra.

Ciro Gomes participou, na manhã de hoje, do lançamento do portal de voluntariado na internet "O Brasil tem Jeito" criado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), em parceria com uma das Federação Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

"A retirada da minha candidatura depende da decisão do meu partido. O Partido Socialista Brasileiro é quem definirá se eu sou candidato ou não. O que eu posso adiantar, foi o que sempre fiz, sem mudar de nada, é a minha disposição pessoal de ser candidato à presidente da República porque me considero absoluto e agudamente necessário não permitir que o País dê tanto espaço à fisiologia, ao clientelismo, à corrupção muitas vezes como tem sido dado ao longo dos últimos 16 anos no Brasil em função da radicalização paroquial entre o PT e o PSDB de São Paulo," afirmou.

"Dito isso, eu afirmo novamento o que já afirmei. Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato à presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais," disse.

Perguntado se aceitaria ser vice na chapa encabeçada por Aécio, Ciro Gomes se esquivou: "Sobre candidatura meu partido é quem decide," afirmou.

Aécio Neves agradeceu o apoio, e antes de se reunir para almoçar com Ciro, disse que pretende até janeiro finalizar os ajustes para a sua pré-candidatura: "Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades, nossas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias. Acho para o Brasil, independente da eleição, é importante que no futuro os homens de bem conversem e construam uma agenda para o Brasil. Ciro e eu vamos estar de uma forma ou de outra próximos porque temos uma visão muito parecida de quais são os desafios do Brasil," disse.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4106624-EI7896,00-Retirada+da+candidatura+depende+do+partido+diz+Ciro+Gomes.html

Serra e 11 deputados receberam doações de 'consórcio' do Rodoanel, diz TSE

Governador recebeu R$ 1 milhão da OAS e R$ 100 mil da Carioca.
Quatro petistas e 5 tucanos também estão entre agraciados.

Thiago Reis e Marcelo Mora Do G1, em São Paulo

O governador José Serra (PSDB) diz que o consórcio responsável pelas obras do viaduto do Rodoanel onde vigas caíram ferindo três pessoas na sexta (13) terá de indenizar as vítimas se for comprovada falha. Já os deputados dizem que vão pedir explicações e prometem dar início a uma CPI na Assembleia para apurar a responsabilidade das empreiteiras.

Pois essas empresas que estão agora na mira dos políticos foram há pouco tempo grandes colaboradoras deles. A OAS Engenharia e a Carioca, que compõem com a Mendes Jr. o consórcio responsável pelo lote onde houve o acidente, ajudaram a eleger em 2006 tanto o governador José Serra como outros 11 deputados estaduais, cinco deles do PSDB e quatro do PT (partido que hoje patrocina a ideia de uma comissão parlamentar de inquérito na Casa).

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador José Serra recebeu R$ 1 milhão da construtora OAS e outros R$ 100 mil da Carioca.

Entre os petistas agraciados com doações da OAS estão Adriano Diogo (R$ 50 mil), Rui Falcão (R$ 150 mil), Ana do Carmo (R$ 30 mil) e Carlos Almeida (R$ 50 mil). Rui Falcão não só recebeu dinheiro da OAS como também da Carioca: R$ 5 mil.

Entre os tucanos que receberam recursos da OAS para a campanha à Assembleia Legislativa estão Orlando Morando (R$ 150 mil), Analice Fernandes (R$ 100 mil), Geraldo Vinholi (R$ 50 mil) e Bruno Covas (R$ 15 mil) - este também patrocinado pela Carioca, com outros R$ 25 mil. Já João Caramez (PSDB) teve uma doação de R$ 20 mil da Carioca.

Os deputados Milton Leite Filho (DEM) e Jorge Caruso (PMDB) completam a lista de políticos ajudados pelas empresas que estão no foco do acidente no km 279 da Régis Bittencourt.

Outro lado

A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes disse que o governador José Serra passou a segunda-feira (16) cumprindo agenda em Mirante do Paranapanema, a 610 km de São Paulo, e que seria muito difícil contatá-lo para comentar o assunto.

Já as assessorias dos deputados estaduais citados foram contatadas pelo G1 e ficaram de ligar de volta, o que não foi feito até as 21h30 desta segunda.

A exceção foi o deputado Orlando Morando (PSDB), que aceitou comentar a doação recebida durante a campanha de 2006. “Não há qualquer vínculo deste acidente envolvendo uma prestadora de serviço do governo comigo”, afirmou.

Membro da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, ele disse que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado para produzir um laudo que apontará as causas do acidente.

Sobre a doação da OAS à sua campanha, o deputado afirmou que é vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e que a empreiteira é uma das que mais constroem supermercados no país. “É natural que [a OAS] me apoie”, afirmou.

Apesar disso, o deputado disse que a ligação com a empreiteira não deve interferir na sua atuação e nas cobranças para buscar os responsáveis pelo acidente no Rodoanel. “O cara mais ácido, mais duro, quanto ao acidente na Linha Amarela do Metrô, fui eu”, ilustrou.

A OAS participa da construção da Linha 4, onde a futura Estação Pinheiros desabou em 2007. O acidente matou sete pessoas.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1379999-5605,00-SERRA+E+DEPUTADOS+RECEBERAM+DOACOES+DE+CONSORCIO+DO+RODOANEL+DIZ+TSE.html