21 de jul. de 2010

Fichas sujas deixam de apresentar certidões criminais com o intuito de atrasar a investigação

Eleitorado cresce 7,8% em relação a 2006

Correio Braziliense

Diego Abreu | Josie Jeronimo


O sucesso da aplicação da Lei da Ficha Limpa corre o risco de ser comprometido pela estratégia de muitos candidatos que deixaram de apresentar certidões criminais, com o intuito de atrasar o trabalho dos procuradores eleitorais que dependem dos documentos para enquadrar os políticos como sujos ou limpos. Em Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas, 1.838 candidatos deixaram de apresentar certidões criminais e foram impugnados pelo Ministério Público Eleitoral.

Apesar do grande número de impugnações, que até a noite de ontem atingiu a marca de pelo menos 3.055 registros, menos de 340 candidatos foram apontados como fichas sujas. De acordo com as informações, em atualização, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PV é o partido com mais impugnações, 226, seguido por PMDB (197), PPS (179) e PTB (178).

Nem mesmo Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, teve desempenho expressivo no pente-fino por políticos com histórico de condenações. Das 631 impugnações, apenas 23 registros podem ser negados pelo critério da Ficha Limpa, segundo a Procuradoria Eleitoral estadual. O número de candidatos (1)que deixaram de entregar certidões para comprovar a idoneidade, no entanto, impressiona.

Entre os impugnados, 453 não entregaram os documentos, mas o número aumenta muito quando o levantamento da Procuradoria Eleitoral leva em conta apenas os registros pendentes porque esperam diligências pelas certidões esquecidas ou negadas pelos candidatos. Até agora, 850 candidatos não apresentaram provas de que têm a ficha limpa. Procuradores de todo o país já detectaram a “malandragem” dos candidatos e muitos não podem fazer outra coisa a não ser esperar.

Eleitorado
Números divulgados ontem pelo TSE mostram que mais de 135 milhões de eleitores estão aptos para votar em todo o país nas eleições de outubro (veja ao lado). Houve crescimento de 7,8% no eleitorado brasileiro em relação a 2006, quando havia pouco mais de 125 milhões de eleitores no Brasil. Entre as novidades para o pleito deste ano, está a Lei da Ficha Limpa.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, a maior diferença registrada nas estatísticas deste ano, na comparação com 2006, é a diminuição do número de eleitores com menos de 18 anos. Em 2006, 2,5 milhões de jovens de 16 e 17 anos tinham título de eleitor. No pleito municipal de 2008, a quantidade de eleitores dessa faixa etária chegou a 2,9 milhões, mas caiu para 2,39 milhões em 2010. É importante ressaltar que o voto dos adolescentes é facultativo.

As estatísticas do eleitorado mostram também que as mulheres continuam sendo a maioria. Elas representam 51,8% dos eleitores e superam os homens em 23 unidades da Federação. A exceção ocorre somente nos estados de Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia, onde há mais homens com título de eleitor do que mulheres.

Segundo o assessor-chefe da Corregedoria-Geral Eleitoral do TSE, Sérgio Cardoso, a Justiça Eleitoral já esperava o crescimento do número de eleitores e a predominância feminina, mas não estimava que a quantidade de menores de idade aptos a votar iria diminuir.

“É difícil estabelecer circunstância determinante da movimentação do eleitorado. De acordo com o padrão vegetativo do eleitorado, de uma eleição para outra, a média de crescimento é de 4%. Não há como explicar essa tendência de maior participação feminina. Talvez interesse maior das mulheres ou fator genético do eleitorado”, disse Cardoso.

Em relação aos estados, São Paulo é disparado o maior colégio eleitoral do país, com 30,3 milhões de eleitores, o que representa 23,3% do total de pessoas aptas a votar. Na sequência, aparecem os estados de Minas Gerais (10,6%), Rio de Janeiro (8,5%) e Bahia (7%). O estado com menos eleitores é Roraima, onde apenas 271,8 mil cidadãos têm título de eleitor (0,2%).

No quesito faixa etária, os dados do TSE mostram que mais de 65% dos eleitores têm de 25 a 59 anos, sendo que 24,14% das pessoas aptas a votar têm de 25 a 34 anos. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, destaca que o retrato do eleitor brasileiro é composto de “mulheres com idade entre 25 a 34 anos”.

1 - Dados paralelos
A aprovação da Lei da Ficha Limpa pegou os procuradores eleitorais do país de surpresa. Muitos tiveram que montar bancos de dados paralelos para conseguir analisar os pedidos de candidatura. Em Alagoas, 98,4% das candidaturas acabaram impugnadas. Na maioria dos casos, o problema é a dificuldade em acessar as certidões criminais dos políticos. Dos 431 candidatos impugnados, 407 deixaram de comprovar ter ficha limpa. A Justiça Eleitoral tem até 5 de agosto para julgar a situação dos candidatos.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/21/politica,i=203564/FICHAS+SUJAS+DEIXAM+DE+APRESENTAR+CERTIDOES+CRIMINAIS+COM+O+INTUITO+DE+ATRASAR+A+INVESTIGACAO.shtml

"Panelaço" no mundo da internet

Marina promove o Twitaço, evento em que os internautas mandaram mensagens curtas em apoio à candidata do PV

Correio Brziliense | Daniela Almeida


São Paulo — Na tentativa de mobilizar principalmente o público jovem, fatia importante de seu potencial eleitorado, a candidata Marina Silva (PV) criou um jeito de fazer barulho na internet. Inspirada nos panelaços argentinos, em que as pessoas se organizam em prol de algum tema batendo panelas, a senadora licenciada promoveu ontem, a partir de uma lan house em São Paulo, um evento, que chamou de Twitaço.

Entre o meio-dia e as 18h, internautas postaram mensagens de apoio à campanha de Marina sinalizadas pela expressão #euvotomarina. Como resultado da estratégia, boa parte do dia, entre os 10 temas mais populares do Twitter, dois estavam relacionados à candidata, que chegou a figurar antes do nome de Dilma Rousseff (PT) na lista. No mesmo dia, o perfil de Marina no Twitter também alcançou a marca de 100 mil seguidores.

Marina, que chegou à lan house por volta das 13h, preferiu, no entanto, o corpo a corpo com eleitores à participação no mundo virtual. Ela permaneceu apenas alguns minutos na lan house, aproveitou para conferir os resultados do Twitaço em um dos computadores e agradeceu à participação dos militantes. “Essa militância virtual está fazendo uma diferença muito grande no mundo real, da política que se mobiliza não apenas como projeto de poder pelo poder.”

Depois de conceder breve entrevista à imprensa, caminhou até um conjunto comercial na Avenida Paulista, um dos principais endereços paulistanos. No percurso, colou adesivos nas pessoas, abraçou eleitores e fez uma pausa para um café. No fim, posou para fotos ao lado de uma estátua de Dom Quixote, o personagem da literatura que luta contra moinhos de vento acreditando que são gigantes, e aproveitou para fazer uma crítica velada aos adversários. “A diferença é que eu duelo contra moinhos de vento que acham que são gigantes.”

Segundo Caio Túlio Costa, um dos responsáveis pela estratégia da campanha de Marina na internet, a ideia do Twitaço surgiu a partir dos próprios internautas, em uma comunidade simpatizante à candidata no Orkut. “Foi feito de forma espontânea”, disse. De acordo com Caio Túlio, quase metade dos jovens internautas acessa a rede por meio de lan houses. Daí a estratégia de lançamento para a mobilização virtual.

Oposição
Marina voltou a criticar as acusações de José Serra (PSDB) e de Índio da Costa (DEM) contra o PT. Eles afirmaram que o partido tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias (Farc). Como resposta, o PT prometeu entrar na Justiça contra as declarações. “Acho que essa forma de querer desconstruir o adversário pelo rótulo não é a melhor política. Quando não se quer discutir, quando não se quer debater, faz-se isso: rotula a pessoa desta ou daquela coisa. Eu prefiro debater e discutir do que ficar gratuitamente ferindo a honra das pessoas com rotulagem”, disse.

» Discurso em Nova York
Vinicius Sassine

O discurso de 40 minutos que Marina fará amanhã a investidores estrangeiros em Nova York foi cuidadosamente elaborado para agradar os ouvidos de empresários que têm negócios no Brasil ou que pretendem investir no país. A candidata mais à esquerda na disputa à Presidência da República fará uma defesa da política econômica que vigora no país há 16 anos, desenhada pelos tucanos durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso e mantida pelos petistas durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva.

Marina tem elogiado durante a campanha eleitoral a estabilidade econômica conquistada por FHC e Lula. É um dos poucos pontos de convergência entre as duas gestões, segundo a candidata do PV, “avanços” que devem ser creditados a PSDB e PT, na visão de Marina. Em Nova York, ela deve acrescentar a perspectiva da sustentabilidade ao crescimento econômico.

Além de concordar com a política de metas de inflação, câmbio flutuante e superavit primário, Marina vem defendendo um “Estado necessário”. “Não deve haver nem um Estado máximo, nem um Estado mínimo.” Parcerias com a iniciativa privada e o maior rigor ambiental também são bandeiras da candidata.

O discurso aos investidores foi elaborado pelo economista Eduardo Giannetti, que cuida da parte econômica do projeto de governo, e pelo vice Guilherme Leal, proprietário da Natura Cosméticos, responsável pela ponte com o empresariado. Eduardo e Guilherme acompanharam Marina na viagem a Nova York, ontem à noite. Um dos coordenadores da campanha, Alfredo Sirkis, está na cidade desde segunda. Para hoje está previsto um almoço fechado, com cerca de 50 empresários que têm negócios no Brasil. O encontro com os investidores estrangeiros é promovido pela BM&F Bovespa e dele já participou a candidata do PT, Dilma Rousseff.

3441-1000 Número de telefone disponibilizado pelo TRE-DF para esclarecimentos de dúvidas e pedidos de informação

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/21/politica,i=203567/PANELACO+NO+MUNDO+DA+INTERNET.shtml

Pancadaria eleitoral toma conta do discurso

Propostas consistentes para resolver problemas nacionais ficam de lado na estratégia de Dilma Rousseff e de José Serra. Presidenciáveis priorizam o corpo e corpo e uma coleção de críticas às práticas de campanha dos rivais

Correio Braziliense

Alana Rizzo | Tiago Pariz

Uberlândia (MG) e Goiânia — A distância de 330km entre Dilma Rousseff e José Serra, candidatos à Presidência da República, não impediu que o confronto institucionalizado superasse a discussão de projetos para o país. A petista, ainda sob o efeito das declarações tucanas e do DEM de que o PT e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) manteriam conexão, afirmou que o concorrente promove campanha apelativa por estar desesperado. Serra, por sua vez, acusa os petistas de sustentar uma estratégia pautada por teatralidade e mentiras. “Jamais imaginei que, diante da adversidade, meu adversário recorresse a certas atitudes que não honram uma campanha eleitoral num país como o Brasil. O Brasil exige de nós qualidade nesse debate eleitoral, exige apresentação de propostas e debate de alto nível”, disse Dilma.

A campanha do PT alega que o tucanato deu nova proporção aos ataques por estar perdendo terreno. A frase do vice na chapa tucana, Índio da Costa (DEM-RJ), acusando a legenda rival de representar o que há de pior, como as Farc e o narcotráfico, seria, assim, sintoma da tendência. Mesmo tentando desvincular a ligação direta entre PT e tráfico, Serra endossou a relação do partido com o grupo militar.

“Não descerei a esse nível e não haverá ninguém capaz de me fazer descer a esse nível. Portanto, não concordo em continuar esse tipo de polêmica. Não são as questões que o povo brasileiro merece escutar, ouvir e discutir”, afirmou Dilma Rousseff, ontem, em visita a Uberlândia (MG). O PT, por meio da militância e da internet, mantém a artilharia posicionada. “Fico triste ao ver que alguém da minha geração ainda pense que baixaria pode surtir efeito. Nós somos iguais aos times do Telê Santana: não entramos no jogo para fazer faltas, só para jogar o futebol-arte”, cutucou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O tal futebol-arte citado por Padilha é visto na campanha petista como meta, principalmente para evitar ações como a de Dilma em evento do PSB, na segunda-feira. Na ocasião, a ex-ministra teria entrado na discussão de biografias por meio de ataques pessoais, o que é visto pelos marqueteiros como forma de alimentar o interesse tucano. Diante do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB, a petista afirmou que o verdadeiro pai dos medicamentos genéricos foi o ex-ministro Jamil Haddad (PSB). A difusão da quebra da patente dos remédios é uma das bandeiras de Serra.


Aquiles
Enquanto isso, o candidato do PSDB opta por fazer ataques ao PT, que, desde o escândalo do mensalão, é o calcanhar de Aquiles do presidente Luiz Inácio Lula Silva. Serra lançou uma nova onda de ataques. Discursando para um público de empresários goianos, tradicionalmente conservadores e animados com a campanha tucana, ele afirmou que o PT faz uma campanha de “mentira”, “de teatro” e “de processar vítimas”. Segundo ele, o partido e a própria candidata Dilma Rousseff divulgam informações “mentirosas” com a intenção de atrapalhar a campanha. Ele cita, por exemplo, o Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), que o tucano cobra a paternidade e o PT discorda, e os medicamentos genéricos, implantados enquanto o tucano ocupava o Ministério da Saúde.

“Todo mundo sabe do meu papel a respeito dos genéricos. Não vou ficar dando explicações. É só ela se informar mais que não dirá coisas semelhantes”, ironizou. Serra disse ainda que o PT espalhou que ele iria privatizar os Correios, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, além de proibir concursos públicos. “É tudo o que eu defendo.” O PT, para o tucano, funciona como uma máquina de intimidação, que quer restringir até a atuação da Justiça(1). “Basta olhar o programa de direitos humanos do governo, o programa aprovado pelo PT e a versão apresentada à Justiça Eleitoral”, disse.

Serra também fez um crítica nominal à Dilma na questão energética. “O apagão dos anos 1990 foi motivado pela seca e precisávamos de mais hidrelétricas mesmo. O outro foi incompetência administrativa”, disse.


1 - Procuradores apoiam Cureau
A ameaça do PT de processar a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, despertou a reação da Associação Nacional dos Procuradores da República. Em nota divulgada ontem, a ANPR defendeu Sandra e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que já havia criticado a intenção do PT de “intimidar” o Ministério Público. “É lamentável que se tente de forma equivocada intimidar a atuação legítima da instituição”, diz a nota da ANPR, assinada pelo presidente da entidade, Antonio Carlos Bigonha. Sandra Cureau criticou a postura do presidente Lula, que estaria cometendo abuso de poder político em prol de Dilma Rousseff. Diante disso, o PT ameaçou propor representação contra ela no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/21/politica,i=203566/PANCADARIA+ELEITORAL+TOMA+CONTA+DO+DISCURSO.shtml

Três principais presidenciáveis e seus respectivos vices nutrem relação de confiança e mantêm agendas separadas

Objetivo é intensificar as campanhas em locais diferentes

Correio Braziliense

Vinicius Sassine » Tiago Pariz » Daniela Almeida

Afinados no discurso e nas estratégias, mas distantes no dia a dia da campanha, os três principais candidatos à Presidência e seus respectivos vices passaram a nutrir uma relação de proximidade máxima na busca por votos. Ao mesmo tempo em que afinam posições, os candidatos adotam agendas diferentes dos vices para uma campanha mais onipresente.

Pelo lado petista, a campanha de Dilma Rousseff decidiu colocar os holofotes sobre o vice, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), para forçar uma comparação com Índio. Dilma e Temer apareceriam juntos apenas em locais mais estratégicos. As agendas independentes tentam aumentar o volume da campanha.

Essa maior exposição ocorre num momento em que petistas dizem que Dilma e Temer estão mais afinados do que nunca, trocando informações e consultas sobre cenários políticos locais. O candidato a vice tem uma sala ao lado da de Dilma no comitê central da campanha. O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), conta que a relação dos dois era fria. “Agora, eles estão afinados, se entendem. Estão se admirando”, disse o parlamentar.

A relação de confiança também é palpável entre o tucano José Serra e seu vice, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Serra saiu na contramão da opinião do próprio partido ao endossar as declarações de Índio sobre a ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. Serra concordou com Índio, ainda que o comando da campanha tucana tenha sustentado que a declaração foi resultado de uma participação solo, descolada de qualquer estratégia traçada.

Apesar das aparições individuais nos compromissos de campanha, Serra e Índio se comunicam diariamente, por e-mail ou por telefone. Suas agendas, entretanto, permanecerão separadas e Índio deve aumentar as aparições no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral e seu reduto de votos.


Verdes
No voo solo do PV, o vice da candidata Marina Silva, Guilherme Leal, é quem financia a campanha, abre as portas perante o empresariado e traça o plano de governo. Na viagem a Nova York iniciada ontem para apresentar o projeto de governo a investidores estrangeiros, Marina Silva seguiu escoltada por Guilherme Leal. “Existe a maior sinergia possível entre os dois”, afirma o coordenador da campanha, João Paulo Capobianco.

O nome de Guilherme Leal não sai mais dos discursos de Marina. “Eu e Guilherme estamos nesta luta”, repete sempre. A relação dos dois é de sintonia e convergência para a bandeira da sustentabilidade.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/21/politica,i=203565/TRES+PRINCIPAIS+PRESIDENCIAVEIS+E+SEUS+RESPECTIVOS+VICES+NUTREM+RELACAO+DE+CONFIANCA+E+MANTEM+AGENDAS+SEPARADAS.shtml

Mais de 20 mil presos provisórios irão votar nas eleições de outubro

Do UOL Eleições

Nas eleições de outubro, presos provisórios de 26 Estados brasileiros, exceto em Goiás, poderão votar nas unidades de internação. Ao todo serão 20.099 eleitores aptos a votar.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) serão instalados locais de votação em 424 estabelecimentos prisionais e unidades de internação de adolescentes, onde também irão votar servidores do sistema penitenciário, membros da OAB, do Ministério Público, Defensoria Pública, mesários, entre outros colaboradores da Justiça Eleitoral.

Foram alistados os presos provisórios que ainda não tiveram condenação criminal definitiva, bem como os adolescentes entre 16 e 21 anos que cumprem medida socioeducativa de internação. O preso que no dia da eleição já tiver uma sentença condenatória definitiva ficará impedido de votar.

Minas Gerais é Estado que terá o maior número de presos votantes, com 4.981, seguido por São Paulo (4.480) e Rio Grande do Sul (1.802).

Os candidatos, partidos ou coligações poderão ir aos presídios para fiscalizar a votação, na qualidade de fiscais natos, ou designar um fiscal para acompanhar o pleito. O acesso dos presos e adolescentes à propaganda eleitoral será definido pelo juiz eleitoral e o diretor da unidade prisional ou de internação.

O voto do preso provisório não é novidade no Brasil. Em alguns estados, como o Sergipe, a votação já acontece desde 2002. Nas eleições de 2008, 11 estados realizaram a votação de presos provisórios.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/21/mais-de-20-mil-presos-provisorios-irao-votar-nas-eleicoes-de-outubro.jhtm