21 de jul. de 2010

PSDB prepara ação para apurar encontro de Dilma com ex-secretária da Receita

Do UOL Eleições


O PSDB prepara uma representação solicitando ao Ministério Público a apuração da denúncia feita pelo ex-funcionário do Palácio do Planalto Demetrius Felinto de que existem imagens comprovando a reunião entre a candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), e a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, em 2008. A denúncia foi feita por Felinto à revista Veja.

De acordo com a ex-secretária, em um encontro com Dilma, a ex-ministra a teria pressionado para encerrar logo o processo de investigação nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na época, Dilma negou o encontro e o pedido, e disse que encontrou a ex-secretária em diversas reuniões com outras pessoas, mas nunca a sós.

Nesta semana, Felinto, ex-responsável pelo sistema de câmeras do Palácio do Planalto, disse à revista que tem imagens que poderiam desmontar a versão da petista. Segundo ele, o gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência escondeu o vídeo com imagens que comprovariam se houve ou não a reunião.

Felinto já havia procurado o senador Alvaro Dias (PR), em dezembro de 2009, para comentar a denúncia. “Agora temos fatos novos. Se comprovar a existência do vídeo, nós estamos diante de uma mentira oficial de extrema gravidade, que atinge a candidata do PT à Presidência”, disse Dias.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/21/psdb-prepara-acao-para-apurar-encontro-de-dilma-com-ex-secretaria-da-receita.jhtm

Acusação de elo PT-Farc já rendeu punição do TSE a Serra; veja histórico

Do UOL Eleições - Diego Salmen

A troca de acusações sobre as supostas ligações do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que vem ocupando o noticiário nos últimos dias não é inédita na vida política brasileira. Desde 2002, quando José Serra (PSDB) disputou a Presidência da República pela primeira vez contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tema ressurge recorrentemente, em especial nos períodos que antecedem as eleições. Confira:

Serra

Em outubro de 2002, no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Serra tentou vincular o PT às Farc durante sua propaganda eleitoral obrigatória. Foi multado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concedeu aos petistas 1m30s da propaganda tucana para serem utilizados como direito de resposta. No ano seguinte, em setembro, Lula, já como presidente da República, oficializou uma oferta ao seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, para que o território brasileiro pudesse ser usado como local neutro para negociações entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

Revista Veja

No entanto, as supostas ligações do PT com as Farc só passaram a ter uma repercussão mais ampla com a publicação, em março de 2005, de uma reportagem de capa da revista Veja. Segundo o periódico, que utilizou supostos documentos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para corroborar a denúncia, o partido teria recebido US$ 5 milhões para o financiamento de campanhas eleitorais.

Na ocasião, o diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo de Lima e Silva, disse que a agência foi "usada" para atingir a imagem do governo federal e do PT. Além disso, a própria revista admitiu em seu texto que "não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT". A publicação causou reação imediata. José Genoíno (PT-SP), à época presidente da sigla, afirmou, por meio de nota, que o partido "jamais teve relações financeiras com as Farc".

No início da década de 1990, o PT e as Farc foram dois dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade que reúne organizações de esquerda de toda a América Latina. Em julho de 2005, a guerrilha foi impedida de participar formalmente de uma reunião do Foro realizada na cidade de São Paulo. O pedido de participação foi negado pela secretaria executiva da entidade, dominada na ocasião pelo PT.

Tráfico de influência?

Em julho de 2008, o tema voltou à pauta com a publicação de uma reportagem da revista Câmbio, da Colômbia, em que se afirma que as Farc tentaram influenciar integrantes do alto escalão do governo Lula. Com base em informações supostamente retiradas do computador de Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional da guerrilha, a publicação diz que "a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT".

Veja o vídeo

Entre os nomes citados, estavam o do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu; de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais; o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho; e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, dentre outros.

Outro dos nomes mencionados é o do ex-padre Olivério Medina, a quem o governo brasileiro tinha como interlocutor das Farc desde a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Nos anos 2000, ele foi preso e liberado sucessivas vezes, até que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) concedeu status de refugiado ao colombiano. Ainda em 2008, Medina aceitou convite da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para explicar suas relações com o governo brasileiro.

Institucionalização

As Farc tentaram abrir em 1998 - durante o governo FHC - um escritório em Brasília para facilitar negociações de paz com a participação do Brasil. Na ocasião, Medina e Hernán Ramírez, à época um dos comandantes da guerrilha, chegaram a se reunir com o hoje senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), à época secretário-geral do PSDB.

Reacendendo a polêmica

Na última sexta-feira (16), Indio da Costa (DEM), vice de José Serra (PSDB) na disputa à Presidência, disse que "todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso". A declaração foi dada ao site "Mobiliza PSDB", ligada à campanha do candidato tucano, na tentativa de atingir a candidata petista à sucessão, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Não tardou e as reações logo se sucederam. Aliados de Serra tentaram atenuar as declarações. "Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc", afirmou Rodrigo Maia, presidente do DEM. O PT prometeu entrar com ação contra Indio da Costa por injúria, difamação e danos morais, além de pedir à Justiça Eleitoral direito de resposta no site do PSDB.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, qualificou de "medíocre" o vice de Serra; Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento do governo Lula, chamou Costa de "idiota". "A oposição se comporta como um bando de tresloucados, lancando calunias ao vento", escreveu Dutra em seu twitter.

Serra, por sua vez, reafirmou os laços dos PT com as Farc, mas não respaldou as declarações de seu vice no que diz respeito às supostas ligações do PT com o narcotráfico. "O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do PSDB.

http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/21/acusacao-de-elo-pt-farc-ja-rendeu-punicao-do-tse-a-serra-veja-historico.jhtm

12 de jul. de 2010

Em busca de votos no NE, Serra visita festas no Ceará

AE - Agência Estado

Na luta para conquistar mais votos no Nordeste, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi prestigiar duas festas do chitão - espécie de celebrações pós-juninas - em dois municípios do interior do Ceará, Massapê e Marco. Ele também visitou outras três cidades da região norte do Estado, sempre na companhia do candidato do partido ao Senado, Tasso Jereissati, e do candidato ao governo do Estado, Marcos Cals.

Ao chegar à festa na cidade de Massapê, Serra foi anunciado com empolgação pelo apresentador do evento: "É o carequinha ou não é?" Na sequência, o tucano foi abordado por moradores do lugar que queriam apertar sua mão e pediam-lhe para tirar fotos ao seu lado. A comitiva que acompanhava os candidatos tucanos assistiu de perto à exibição da tradicional Quadrilha Esperança, que se apresentava em frente à Igreja Matriz. Já Serra, Tasso, Cals e o candidato a vice-governador, Pedro Fiúza, acompanharam o evento de um camarote.

Quando Serra se preparava para sair, o locutor pediu que ele dançasse forró e o candidato arriscou alguns passos. Mais habituado ao ritmo, Tasso fez bonito ao dançar com uma eleitora.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-busca-de-votos-no-ne-serra-visita-festas-no-ceara,580002,0.htm

Dilma quer voto feminino, mas deixa de detalhar ideias

Estadão

Diretrizes de programa de governo e discursos são genéricos, ainda que ela tenha elegido a questão como um dos pontos centrais da campanha

Lançada candidata à Presidência da República sob o lema "Pátria Mãe, Pátria Mulher", em evento no qual a questão do gênero foi abordada como um dos pontos centrais da campanha eleitoral, Dilma Rousseff (PT) até o momento não explicitou políticas públicas ou propostas que pretende implementar nesta área.

A única ação já mencionada abertamente pela petista diz respeito à construção de 6 mil creches no País num período de quatro anos, o que auxiliaria as mães trabalhadoras.

O comando da campanha argumenta que a candidata vai elucidar demais propostas "ao longo do processo eleitoral" e que o combate à desigualdade entre homens e mulheres permeará todas as políticas públicas de um eventual governo Dilma. "Estamos coletando propostas de outros partidos da coligação", disse o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores políticos.

Saudações e referências especiais às mulheres são frequentes nos discursos da candidata, que busca reduzir a desvantagem entre o eleitorado feminino, segmento onde seu principal adversário, José Serra (PSDB), tem vantagem de sete pontos porcentuais (41% a 34%), conforme a pesquisa Ibope feita entre os dias 27 e 30 de junho.

As diretrizes do programa de governo de Dilma, porém, são bastante genéricas. Pregam, por exemplo, a necessidade de políticas públicas para "desconstruir a cultura machista e patriarcal que aprofundam a desigualdade e a exclusão social de mulheres".

A questão da mulher é abordada no programa protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em capítulo intitulado Fortalecer o Estado e construir a igualdade para aprofundar a autonomia política, econômica e social das mulheres. "O terceiro governo do PT deve ter como eixo estruturante do seu programa a construção da igualdade entre mulheres e homens", diz trecho do documento. Se quiserem saber como a candidata pretende fazer isso, os eleitores terão de esperar um pouco mais.

As propostas genéricas pregam o "fortalecimento da Secretaria Especial para as Mulheres". Citam como prioridades a promoção da saúde da mulher, o combate à violência e a ampliação da participação de mulheres em espaços de poder.

Esquecidas. Presidente do PMDB Mulher, a ex-deputada federal Maria Elvira reclamou com o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB), da ausência de tópicos específicos sobre políticas de gênero e defesa das minorias.

"O programa está bastante frágil em algumas questões", disse Maria Elvira. A peemedebista prometeu entregar a Temer amanhã, na ocasião da inauguração do comitê de campanha de Dilma, em Brasília, ideias compiladas e sugestões do PMDB Mulher para o programa de Dilma.

"O governo Lula avançou bastante no setor, mas ainda temos que avançar muito na política reprodutiva, na construção de creches, na educação", opina Maria Elvira. Para o PMDB Mulher, os temas que devem merecer a atenção da candidata petista são violência familiar, habitação e saúde da mulher.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-quer-voto-feminino-mas-deixa-de-detalhar-ideias,579970,0.htm

Entenda como funcionam as pesquisas eleitorais

Correio Braziliense - Diego Abreu

Pesquisas servem como um termômetro. Mostram a percepção dos eleitores em relação aos candidatos. O Correio apresenta passo a passo como é feito um levantamento, desde o primeiro momento até o resultado final da sondagem. Especialistas afirmam que para se obter um resultado confiável é indispensável o investimento no treinamento de pesquisadores e supervisores.

Os preços das pesquisas podem chegar a R$ 180 mil quando feitas em todo o país e até R$ 50 mil no caso de eleições estaduais. Os municípios pesquisados costumam ser sorteados, assim como os pontos visitados de cada cidade. A abordagem, quando feita nas ruas, também ocorre de forma seletiva, levando-se em conta faixa etária, sexo e classe social. No Brasil, partidos políticos e candidatos em baixa nos levantamentos costumam questionar a credibilidade de pesquisas.

O número
180 mil
Valor que pode custar uma pesquisa eleitoral feita em todo o país

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/07/12/politica,i=201922/ENTENDA+COMO+FUNCIONAM+AS+PESQUISAS+ELEITORAIS.shtml