13 de out. de 2009

Prefeitos iniciam montagem de caravanas pró-Dilma

AE - Agencia Estado


SÃO PAULO - Disposta a entrar na corrida presidencial mais próxima do eleitorado e com know-how de campanha, mesmo sem jamais ter se candidatado a qualquer cargo eletivo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está recorrendo à experiência dos prefeitos petistas. Para ajudá-la a tirar o atraso em relação aos demais candidatos a presidente, todos testados nas urnas, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, João Coser (PT-ES), mobilizou um grupo de administradores municipais para articular a candidatura, aproximando a ministra das bases partidárias e dos movimentos sociais.

"Temos de começar a preparar as caravanas da Dilma pelo Brasil, a exemplo do que fizemos com Lula", diz o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). O senador reconhece que a ministra tem muitas funções no Executivo e está sobrecarregada. Por isso mesmo, diz que é hora de montar uma agenda para a pré-candidata, que implique contato mais direto com a militância e os movimentos populares.

A primeira reunião da pré-candidata com um grupo de 15 prefeitos petistas, liderado por Coser, já aconteceu e agradou aos dois lados. O plano agora é montar uma agenda noturna e outra nos fins de semana, para começar as caravanas "Dilma lá". A mobilização dos 560 prefeitos e 423 vice-prefeitos do PT será feita em seminário previsto para os dias 6 e 7 de novembro. A articulação está começando pelos petistas, mas a intenção é ampliar o movimento para os representantes da base aliada ao Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Doação pela internet deve ser a novidade de 2010

IG -  13/10/2009  

SÃO PAULO - A arrecadação de recursos financeiros para as campanhas eleitorais via internet pode acabar sendo a grande novidade concreta das eleições de 2010. Esse é pelo menos um ponto em que Luiz González, provável marqueteiro político de Serra, e Ben Self, sócio da agência responsável pela campanha online de Barack Obama, concordam.
 
Eles estarão juntos no 1º Seminário Internacional de Comunicação e Marketing nesta semana em São Paulo.

" Com a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso, isso vai ser possível " , afirma González, que, porém, faz uma ressalva. " Ainda não se sabe em que termos isso poderá ser feito. Depende da instrução a ser baixada pelo TSE. Como é o formulário eletrônico e quais as outras condições? Pode doar por cartão de crédito? Pode doar por internet banking? Pode doar por SMS? Não se sabe " .

Para ele, outra questão a ser esclarecida é a fiscalização. " Como vai ser a fiscalização das doações e dos doadores? Isso é importante, porque a lei estabelece os parâmetros para a doação que, entre outras coisas, têm relação com a renda da pessoa física e com a receita líquida das pessoas jurídicas. Presumo que o TSE terá de pensar em meios para fiscalizar a licitude e a veracidade das doações eletrônicas para inibir a ação de ? aloprados ? " .

Self, por email, afirmou ao Valor que a arrecadação online é uma das características mais benéficas para uma eleição. " A internet pode ser o apoio de muitos aspectos diferentes da campanha. Pode executar ações de real significado político para a campanha, inclusive conversando com os eleitores indecisos ou doando dinheiro para a campanha " . Ele complementa: " Uma boa campanha online amplia a paixão por um candidato ou uma situação política, e faz com que os usuários da internet possam transformar essa paixão em movimento " , disse.

González acredita que a internet é uma ferramenta importante, mas que não será a principal em 2010. E coloca o fator orçamentário como determinante para isso.

" Uma campanha eleitoral, ainda mais uma campanha presidencial num país das dimensões do Brasil, é uma operação gigantesca, complexa e cara. É o mundo real, onde cada ação custa - em tempo, em dinheiro e em comprometimento de recursos de organização. Precisa valer a pena. Então, quem tem a atribuição de gerenciar essa operação - e não estou falando em termos políticos e sim em termos logísticos - tem que fazer escolhas o tempo todo. " 


Ele cita como exemplo, além da internet, a utilização de celulares na campanha. " O segundo veículo em alcance e abrangência, hoje, no Brasil, é o telefone celular. São 130 milhões de terminais ativos. Todo mundo tem. De todas as classes de renda. Em todas as faixas etárias e graus de instrução. Seria ótimo usar essa base de celulares para fazer campanha eleitoral. Em tese, a lei permite. Tem um problema com a permissão que o usuário tem de dar pra receber o SMS etc. Mas a questão central é custo. Se um SMS custar R$ 0,10, serão R$ 13 milhões para mandar para cada um " .

Self acha que dá para gastar pouco com as novas mídias e ter um alto retorno. " A construção de um novo componente de mídia para uma campanha não está relacionada a gastar menos dinheiro ou cortar outros programas, algo que nós raramente recomendamos fazer. O que sugerimos é considerar a internet como um outro método para espalhar a sua mensagem, recrutar voluntários e ativá-los para que eles possam ajudá-lo a ganhar a eleição. " 


O Brasil corre o risco de avançar mais rapidamente nas contribuições dos eleitores pela internet do que na prestação de contas do que fazem os governantes com os impostos pagos pelos cidadãos. " Se as instituições não estão desenhadas para gerar informações necessárias para as pessoas avaliarem seus programas, para ouvir a opinião das pessoas em alguma mudança na política, não adianta você ter governo interativo, não será efetivo " , diz Fernando Guarnieri, um dos cientistas políticos ouvidos pela última edição do boletim Cebrap/Fundap.

As dificuldades de governos e campanhas, como a assimetria de acesso da população, assemelham-se. " Você quer mais participação, mas sabe que nem todo mundo vai participar e que boa parte da população é induzida " , diz o professor da USP, Fernando Limongi.

É com foco na prestação de serviços, diz o cientista político, que os governos devem aperfeiçoar suas ferramentas de participação interativa da sociedade: " Em um processo de comunicação não tão formalizado, abrem-se possibilidades de favorecimento de grupos. Se for uma comunicação por celular, só quem tem celular vai participar " .

(Caio Junqueira | Valor)


http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/10/13/doacao+pela+internet+deve+ser+a+novidade+de+2010+8819990.html

11 de out. de 2009

Guerra entre Dilma e José Serra chega à TV ainda em 2009

Dirigente tucano avisa que o PSDB está se organizando para fazer uma "campanha de guerrilha" na internet

Agência Estado - 11/10/2009


SÃO PAULO - Os candidatos do PSDB e do PT à Presidência só se enfrentarão no palanque eletrônico do horário eleitoral gratuito em 2010, mas as duas legendas se preparam para a guerra na televisão que será deflagrada já no fim deste mês. Um dirigente tucano avisa que o PSDB também está se organizando para fazer uma "campanha de guerrilha" na internet. O partido quer entrar no ano eleitoral pronto para combater os adversários.
Na falta de um candidato definido para exibir ao eleitorado, a direção do PSDB se reunirá na quarta-feira, em Brasília, para tentar dar cara nova à velha fórmula da crítica ao governo e ao PT. É claro que, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em alta nas pesquisas de opinião, ninguém mexe. Mas os tucanos planejam ser impiedosos com "o governo que fala muito e faz pouco", mostrando o atraso geral nas obras do Executivo.

O PSDB começará sua ofensiva pelo Maranhão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A direção nacional do partido vai usar os três minutos de rádio e televisão a que a regional maranhense tem direito, em dois comerciais de um minuto e meio que irão ao ar nos dias 21 e 23 de outubro. Em novembro, o tucanato vai espalhar suas críticas em mais 12 Estados (ES, RJ, PR, RS, SC, CE, SE, PI, AP, RR, GO e MS).

PT

O PT leva a vantagem de falar por último ao eleitor. Terá a oportunidade de rebater todas as críticas nos comerciais que serão exibidos nos dias 1º, 3, 5 e 8 de dezembro. O programa partidário do PT, com 10 minutos de duração em cadeia nacional de rádio e televisão, está previsto para 10 de dezembro. Neste caso, quem vai levar a melhor é o PSDB. O programa nacional dos tucanos só será exibido na segunda quinzena do mês, fechando a temporada de propaganda partidária de 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,guerra-entre-dilma-e-jose-serra-chega-a-tv-ainda-em-2009,449204,0.htm

Dilma insiste em campanha polarizada entre PT e PSDB

"Acredito no confronto entre os dois projetos, embora isso não desabone os demais candidatos"

AE - Agência Estado - 11/10/2009


SÃO PAULO - Em visita ontem a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Salvador, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a defender a ideia de polarização entre PT e PSDB na campanha presidencial de 2010. Porém, a ministra considerou normal a opinião divergente do governador de São Paulo, Jose Serra (PSDB), sobre o tema. "Acredito no confronto entre os dois projetos, embora isso não desabone os demais candidatos, mas é normal que dois projetos sejam objeto de avaliação do eleitor. Não existe nada de complexo nisso", afirmou Dilma.
A ministra teceu elogios ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE), também pré-candidato ao Planalto. Segundo ela, Ciro é um "grande companheiro" que participou do governo Luiz Inácio Lula da Silva e demonstrou "grande solidariedade política" com o governo no primeiro mandato. "Tenho por ele uma grande admiração, então, obviamente, tenho certeza de que estaremos juntos em algum momento. Ciro necessariamente será uma pessoa do nosso campo popular, do nosso projeto. Ele já demonstrou essa intenção."

Sobre a eventual candidatura de Marina Silva (PV-AC), a ministra disse que a senadora tem tudo para também compor com o PT. Diferentemente de sexta-feira, quando afirmou que Marina "não representa mais o projeto Lula", Dilma ontem preferiu ver na senadora uma provável aliada. "Tem tudo para estar com a gente", disse. "Não acredito que ela ficará do outro, não." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-insiste-em-campanha-polarizada-entre-pt-e-psdb,449216,0.htm

'Exilado' no PSDB, Geraldo Alckmin muda estratégia para 2010

AE - Agência Estado - 11/10/2009

SÃO PAULO - Alvo de fogo amigo no ninho tucano, o pré-candidato do PSDB ao governo paulista Geraldo Alckmin decidiu mudar a estratégia de campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Mantido numa espécie de exílio político, o secretário estadual de Desenvolvimento, líder das pesquisas de intenção de voto em São Paulo, trabalha agora para se reaproximar do PSDB, diminuir a resistência interna e consolidar seu nome na corrida, com a chancela do governador José Serra.
Aliados de Alckmin identificaram adversários, principalmente no DEM, que tentam "vender" sua imagem como a de um homem isolado. Tudo com o objetivo de amarrar o PSDB ao secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, outro postulante à cadeira de Serra. Munido desse diagnóstico, o ex-governador foi convencido de que é preciso agir rápido para neutralizar o bombardeio na seara tucana.

De temperamento discreto e sem tino para articulação política, Alckmin entrou na operação para fortalecer seu nome. "Estou saindo do período sabático, mas continuo na fase paz e amor", anunciou. Apesar de contar com até 60% das intenções de voto, segundo pesquisas contratadas pelo partido, ele coleciona desafetos no PSDB e seu relacionamento com Serra, candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é apenas protocolar.

Disposto a mostrar serviço, Alckmin atuou pessoalmente, nas últimas semanas, para levar filiados ao PSDB. Foram 12 adesões que renderão candidatos a deputados federal e estadual. Além disso, ele tentou organizar reunião com a bancada paulista do PSDB na Câmara. Foi desaconselhado, sob o argumento de que ali prevalece o racha. Passou, então, a chamar parlamentares para conversas em seu escritório. A todos apresenta o mesmo script: uma dúzia de pesquisas, feitas por prefeitos, nas quais desponta como favorito na disputa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,exilado-no-psdb-geraldo-alckmin-muda-estrategia-para-2010,449248,0.htm